UNIVERSIDADE DE LISBOA Faculdade de Ciˆencias
DEPARTAMENTO DE MATEM ´ATICA
12
oANO
INTRODUC
¸ ˜
AO AO ESTUDO DAS FUNC
¸ ˜
OES
REAIS DE VARI ´
AVEL REAL
– RESOLUC
¸ ˜
AO DOS EXERC´
ICIOS –
Alessandro Margheri — Ana Cristina Barroso
Carlota Rebelo Gon¸
calves — Lu´ıs Sanchez
2003
REANIMAT
Cap´
ıtulo 1
Complementos sobre t´ecnicas de deriva¸c˜
ao
Resolu¸c˜
ao dos exerc´ıcios
1.1
A derivada de um produto
1 • (x2√x) = 2x√x + x 2 2√x = 2x √ x + x √ x 2 = 5 2x √ x. • (x− 1)2√x = 2(x− 1)√x +(x− 1) 2 2√x = (x− 1) 2√x + x− 1 2√x = (x− 1) 5x− 1 2√x . • (x− 1)3 x = 3(x− 1) 2 x − (x− 1)3 x2 = (x− 1) 2 x 3− x− 1 x = (x− 1) 2(2x + 1) x2 ·1.2
Derivada do inverso aritm´
etico e do cociente
1 • 1 x− 1 = −1 (x− 1)2 · • 1 2x− 1 = −2 (2x− 1)2· • x 1 + x = 1 + x− x (1 + x)2 = 1 (1 + x)2 · • 1 1 + x2 = −2x (1 + x2)2 · • x 1 + x2 = 1 + x 2− 2x2 (1 + x2)2 = 1− x2 (1 + x2)2 · • x2− 4x + 1 x + 2 = (2x− 4)(x + 2) − 1(x 2− 4x + 1) (x + 2)2 = 2x 2+ 4x− 4x − 8 − x2+ 4x− 1 (x + 2)2 = x2+ 4x− 9 (x + 2)2 · • (x− 1)2 √ x = 2(x− 1) √ x− 2√1 x(x− 1) 2 x = (x− 1) 2x√x (4x− x + 1) = (x− 1)(3x + 1) 2x√x ·1.3
Observa¸
c˜
oes sobre “mudan¸
ca de vari´
avel” no c´
alculo
de limites
1 • Fazendo a mudan¸ca de vari´avel y2 = x, ou seja y =√x (para x > 0)
lim x→0+ x +√x 3x− 2√x = limy→0+ y2+ y 3y2 − 2y = limy→0 y + 1 3y− 2 =− 1 2 (ou sem fazer a mudan¸ca de vari´avel
lim x→0+ x +√x 3x− 2√x = limx→0+ √ x(√x + 1) √ x(3√x− 2) = limx→0+ √ x + 1 3√x− 2 =− 1 2·) • lim x→+∞ x +√x 3x− 2√x = limy→+∞ y2+ y 3y2− 2y = 1 3· • lim x→0+ x− (√x)3 3x− 2√x = limy→0+ y2− y3 3y2− 2y = limy→0+ y− y2 3y− 2 = 0. • lim x→+∞ x3−√x 3x− 2√x = limy→+∞ y6− y 3y2− 2y = +∞. 2 lim x→+∞ x− 1 2x− 1 = limy→0+ 1 y − 1 2 y − 1 = lim y→0+ 1− y 2− y = 1 2·
1.4
Derivadas de fun¸
c˜
oes compostas
1 • A fun¸c˜ao (x2− 1)4 resulta de compor u4 com u = x2− 1.
Logo
(x2− 1)4 = 4u3|u=x2−1 · 2x = 8x(x2− 1)3.
• A fun¸c˜ao (3x − 1)4
´e composi¸c˜ao de u4 com u = 3x− 1. Ent˜ao
(3x− 1)4 = 4u3|u=3x−1 · 3 = 12(3x − 1)3. • A fun¸c˜ao √4x + 1 ´e composi¸c˜ao de √u com u = 4x + 1. Ent˜ao
√ 4x + 1 = 1 2√u u=4x+1 · 4 = 2 √ 4x + 1· • A fun¸c˜ao √ 1 4x + 1 ´e composi¸c˜ao de 1 √ u com u = 4x + 1. Ent˜ao 1 √ 4x + 1 = − 1 2√u u u=4x+1 · 4 = − 2 (4x + 1)√4x + 1·
• A fun¸c˜ao √1 + x2 ´e composi¸c˜ao de √u com u = 1 + x2
. Ent˜ao √ 1 + x2 = 1 2√u u=x2+1 · 2x = √ x 1 + x2 ·
• A fun¸c˜ao √4− x2 ´e composi¸c˜ao de √u com u = 4− x2. Logo
√ 4− x2 = 1 2√u u=4−x2 · (−2x) = √−x 4− x2 · • A fun¸c˜ao 1 (x2− 1) ´e composi¸c˜ao de 1 u com u = x 2− 1. Ent˜ao 1 x2− 1 = −1 u2 u=x2−1 · 2x = − 2x (x2− 1)2 · • A fun¸c˜ao 1− 2 x 3 ´ e composi¸c˜ao de u3 com u = 1− 2 x· Logo 1− 2 x 3 = 3u2|u=1−2 x · 2 x2 = 6 x2 1− 2 x 2 = 6 x4(x− 2) 2 .
1.5
Derivada da fun¸
c˜
ao inversa. Derivada da fun¸
c˜
ao
raiz
1 • A derivada de√x + 1 (composi¸c˜ao de √u com u = x + 1) ´e 1 2√u u=x+1 · 1 = 1 2√x + 1· • √3 x = 1 3√3x2 · • A derivada de √3 2x + 1 (composi¸c˜ao de √3u com u = 2x + 1) ´e 1 3√3u2 u=2x+1 · 2 = 2 33 (2x + 1)2· • A derivada de √31x (composi¸c˜ao de 1 u com u = 3 √ x) ´e −1 (√3x)2 · 1 3√3 x2 = −1 3x√3x·
2 Notamos que o dom´ınio de f−1 ´e o intervalo [0, b[ onde b = lim
x→+∞f (x) pode ser +∞.
Utilizando a mudan¸ca de vari´avel y = f (x), temos lim y→0+ f−1(y)− f−1(0) y− 0 = limx→0+ f−1(f (x))− f−1(f (0)) f (x)− f(0) = lim x→0+ 1 f (x)−f(0) x−0 = +∞, e portanto (f−1)(0) = +∞.
1.6
Aplica¸
c˜
oes do c´
alculo de derivadas:
estudo de
gr´
aficos e problemas de m´
aximo e m´
ınimo
1 (a) 1 2 x(5x + 4) √ x + 1 (b) −1 + x2 + 2x3 x2 (c) −1 (d) 1− x 2 (1 + x2)2 (e) −1 2 x− 1 √ x(x + 1)2 (f) − 1 2 −1 + 5x2 √ x (g) 2000x(1 + x2)999 (h) 1 3 1 (x + 1)(2/3) (i) 4 3 1 (4x− 5)(2/3) (j) 5 x + 1 x 4 1− 1 x2 (k) 5 (3x + 1)2 (l) 20x(x 2− 1)9 (m) −2 (x + 1)3 (n) −4x (1 + x2)3
2 Denotamos por p(t) e d(t) respectivamente as medidas, no instante t, dos segmentos
AB e 0A. Sendo os triˆangulos 0AB e 0AB semelhantes, tem-se
p(t) = 10 d(t)· Logo, p(t) = −10 d2(t) · d (t) = 150 d2(t) unidades/segundo,
(d(t) ´e uma fun¸c˜ao decrescente, logo d(t) =−15 unidades/segundo.)
Conclu´ımos que a perspectiva AB cresce `a velocidade de d1502(t) unidades/segundo no instante t.
3 Denotamos por h(t) a altura, em cent´ımetros, do l´ıquido no vaso c´onico no instante t (medida a partir do v´ertice do cone) e por V (t) cm3 o volume do l´ıquido contido no vaso
no instante t. Tem-se
V (t) = 1
3πr
2
(t)h(t) cm3
Observando a figura nota-se, utilizando a semelhan¸ca de triˆangulos, que r(t) = h(t) 3 , r(t) h(t) e logo V (t) = π 9h 3 (t). Como consequˆencia
V(t) = π 3h 2 (t)h(t) e de V(t) = 4 cm3/s, conclu´ımos que h(t) = 12 πh2(t) cm/s.
O n´ıvel do l´ıquido no vaso sobe `a velocidade de πh122(t) cm/s no instante t.
4 Denotamos por 2x e y respectivamente as medidas (em metros) da base e da altura do rectˆangulo. Ent˜ao teremos de maximizar a quantidade
2xy + πx
2
2
2x y
tendo em conta a restri¸c˜ao 2y + (2 + π)x = 12, x > 0, y > 0, de onde deduzimos y = 6−(2 + π) 2 x x∈ 0, 12 2 + π .
Assim, a ´area em fun¸c˜ao de x ser´a
A(x) = [12− (2 + π)x]x + π 2x 2 = 12x− 2 + π 2 x2, x∈ 0, 12 2 + π . Como A(x) = 12− (4 + π)x, A(x) 0 ⇔ x ∈ 0, 12 4 + π .
A ´area ser´a m´axima quando
x = 12 4 + π metros, 12 4+π A A + 0 − o que implica y = 6− (2 + π) 2 · 12 4 + π = 12 4 + π metros. A ´area m´axima ser´a
A 12 4 + π = 72 4 + π metros quadrados.
5 Representamos na figura a sec¸c˜ao da pirˆamide com um plano que passa pelo v´ertice
O da pirˆamide, que ´e perpendicular `a sua base e ´e paralelo a uma recta que cont´em um dos lados da base.
A' x B'
B A
Sendo os triˆangulos OAB e OAB semelhantes, fazendo OA = x, temos que
AB = x 5 e logo o volume do prisma inscrito ser´a
V (x) = (AB)2 · AA = x 2 25(5− x), 0 < x < 5. Dado que V(x) 0 ⇐⇒ 1 25x(10− 3x) 0, conclui-se que V(x) 0 ⇐⇒ 0 < x 10 3
e logo o prisma ter´a volume m´aximo quando x = 103 a que corresponde V 103 = 2027 m3.
6 Tendo em conta a figura,
2
3
3
3
y
x
300 cm
2 teremos de minimizar p = x + 5 + y + 6 = x + y + 11(o semiper´ımetro da p´agina) com a restri¸c˜ao xy = 300, x > 0, y > 0, equivalente a
y = 300 x , x > 0. Logo, p(x) = x + 300 x + 11, x > 0 p(x) = 1− 300 x2 0 ⇐⇒ x 10 √ 3
e p(x) ter´a um m´ınimo para x = 10√3. As correspondentes dimens˜oes da p´agina ser˜ao
10√3 + 5 cm e 300
10√3 + 6 = 10
√
1.7
Segunda derivada e concavidade
1 (a) f (x) 0 ⇐⇒ x 12 ou x 1. f(x) = 4x− 3 0 ⇐⇒ x 34 f(x) = 4 > 0, ∀x ∈ R. x 34 f(x) − 0 + f(x) + + + f (x) 0 1/2 1 x y (b) f (x) 0 ⇐⇒ x(x2+ 1) 0 ⇐⇒ x 0. f(x) = 3x2+ 1 > 0, ∀x ∈ R. f(x) = 6x 0 ⇐⇒ x 0. x 0 f(x) + + + f(x) − 0 + f (x) 0 x y (c) f (x) 0 ⇐⇒ x(x2− 1) 0 ⇐⇒ −1 x 0 ou x 1. f(x) = 3x2− 1 0 ⇐⇒ |x| √1 3· f(x) = 6x 0 ⇐⇒ x 0. x −1 −√1 3 0 1 √ 3 1 f(x) + 0 − 0 + f(x) − − 0 + + f (x) 0 -1 1 x y -1 3 1 3(d) f (x) =√x− 1 0 para x 1. (Note-se que o dom´ınio de f ´e x 1). f(x) = 2√1 x−1 > 0 para x > 1 e limx→1+f (x) = +∞. f(x) = −4(x−1)1√ x−1 < 0 para x > 1 e limx→1+f (x) = −∞. x 1 f(x) +∞ + f(x) −∞ − f (x) 0 1 x y (e) f (x) > 0 ∀x ∈ R. f(x) = √ x 1 + x2 0 ⇐⇒ x 0. f(x) = 1 (1 + x2)√1 + x2 > 0 ∀x ∈ R. x 0 f(x) − 0 + f(x) + + + f (x) 1 0 x y (f) f (x) = 1 1 + x2 > 0 ∀x ∈ R. f(x) = −2x (1 + x2)2 0 ⇐⇒ x 0. f(x) = 2(3x 2− 1) (1 + x2)3 0 ⇐⇒ x −1 √ 3 ou x 1 √ 3· x −√1 3 0 1 √ 3 f(x) + + + 0 − − − f(x) + 0 − − − 0 + f (x) 1 0 x y 1 3 -1 3 (g) Ver Exemplo 1.6.1.
2 y x y x y=f(x) y=f(x) y=f—1(x) y=f—1(x)
f−1 tem a concavidade virada para baixo no primeiro caso, para cima no segundo caso.
Nota: Em alternativa, o resultado pode ser deduzido tendo em conta que
(f−1)(x) =(f−1)(x) = 1 f(f−1(x)) = =− f (f−1(x)) [f(f−1(x))]3 · 3 g(x) = f(x)− f(a) 0 ⇐⇒ x a.
Portanto, a fun¸c˜ao g atinge um m´ınimo em a. Logo
g(x) = f (x)− f(a) − f(a)(x− a) g(a) = 0 ∀x ∈ I.
Cap´
ıtulo 2
O teorema do valor interm´edio
Resolu¸c˜
ao dos exerc´ıcios
2.1
O teorema do valor interm´edio e a localiza¸c˜
ao dos zeros de
fun¸c˜
oes cont´ınuas
1 x1 = 0.337 x2 = 1.307 2 x = 1.8 3 x = 0.5 4 (a) f (x) = −1 x < 0 1 x > 0
(b) Pelo Facto 2.1.2, uma fun¸c˜ao cont´ınua em R e que tome os valores −1 e 1 toma tamb´em todos os valores entre −1 e 1. Logo, n˜ao existe nenhuma fun¸c˜ao nas condi¸c˜oes pretendidas.
(c) Pelo Facto 2.1.2, f ([−1, 0[) e f(]0, 1]) s˜ao intervalos de R. Se um desses intervalos for n˜ao degenerado (isto ´e, do tipo [a, b] com a < b) ent˜ao ir´a conter infinitos valores distintos. Por outro lado, se f ([−1, 0[) e f(]0, 1]) forem intervalos degenerados, f s´o toma no m´aximo dois valores distintos. Logo, n˜ao existe nenhuma fun¸c˜ao que satisfa¸ca as condi¸c˜oes pretendidas.
(d) Dado que f ´e n˜ao constante, tem de tomar dois valores irracionais distintos e, sendo cont´ınua, ter´a de tomar todos os valores interm´edios. Dado que entre dois irracionais h´a um racional, n˜ao existe nenhuma fun¸c˜ao nas condi¸c˜oes pretendidas.
5 Pelo Facto 2.1.2, f (R) ´e um intervalo de R. Se f tomasse dois valores inteiros distintos,
deveria tamb´em tomar todos os valores interm´edios, entre os quais h´a valores n˜ao inteiros. Logo, f s´o toma um valor inteiro e ´e portanto constante.
6 Seja A(r) a ´area do c´ırculo de raio r. Tem-se que A ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua em ]0, +∞[ e
lim
r→0A(r) = 0,
A(10) = 100π > 200.
Conclu´ımos ent˜ao que existe
r ∈]0, 10[ : A(r) = 200. 7
B
P
A
O
Q
a
Dado que a ´area do sector circular OBP (= ´
area do sector circular QAO ) ´
e r22·α e a ´
area do triˆangulo OP Q ´e r2sen α cos α, a ´area da por¸c˜ao de semic´ırculo que fica abaixo da recta ´e
A(α) = r2α + r2sen α cos α, α∈
0,π
2
. A(α) ´e uma fun¸c˜ao cont´ınua em0,π2 e
lim α→0+A(r) = 0, αlim→r 2− A(α) = πr 2 2 · Conclu´ımos ent˜ao que existe
α∈ 0,π 2 : A(α) = πr 2
4 = metade da ´area do semic´ırculo.
8 A fun¸c˜ao g(x) = f (x) − x ´e cont´ınua em [0, 1] (diferen¸ca de fun¸c˜oes cont´ınuas em [0, 1]) e satisfaz g(0) = f (0)− 0 = f(0) 0 (dado que f(0) ∈ [0, 1]) e g(1) = f(1) − 1 0 (dado que f (1) ∈ [0, 1]). Se g(0) = 0 ou g(1) = 0 temos, respectivamente, f(0) = 0 ou
f (1) = 1, e a afirma¸c˜ao fica provada. Caso contr´ario, g(0) > 0 e g(1) < 0 e sendo g cont´ınua em [0, 1], existir´a c∈]0, 1[ : g(c) = f(c) − c = 0 ⇐⇒ f(c) = c.
2.2
Uma aplica¸c˜
ao do teorema do valor interm´edio: contradom´ınios
1 • A fun¸c˜ao x2−x ´e cont´ınua em R, tem um m´ınimo no ponto x = 12, onde ´e f (12) = −14 e
lim
x→+∞f (x) = limx→−∞f (x) = +∞.
Logo o contradom´ınio de f ´e −14 , +∞.
• A fun¸c˜ao f(x) = x
x+1 ´e cont´ınua e diferenci´avel no seu dom´ınio R \ {−1} e f(x) =
1 (x+1)2 > 0 em R \ {−1}. Como limx→−1−f (x) = +∞, lim x→−∞f (x) = 1 e f ´e crescente em ]− ∞, −1[, f (]− ∞, −1[) =]1, +∞[. Analogamente, de limx→−1+f (x) =−∞, lim x→+∞f (x) = 1
e f ´e crescente em ]− 1, +∞[, conclui-se que
f (]− 1, +∞[) =] − ∞, 1[.
Portanto o contradom´ınio de f ´eR \ {1}.
• Procedendo como no exemplo 2.2.2, obtemos que o contradom´ınio de f ´e √60 30, +∞
.
• f ´e cont´ınua no seu dom´ınio R. Como f(x) 1, ∀x ∈ R e f(0) = 1, 1 ´e valor m´ınimo
de f em R. Sendo
lim
x→+∞f (x) = limx→−∞f (x) = +∞
o contradon´ınio de f ´e [1, +∞[.
• f(x) = x2
1+x2 ´e cont´ınua no seu dom´ınio R. Para al´em disso, 0 f(x) < 1, ∀x ∈ R. Como f (0) = 0 e
lim
x→+∞f (x) = limx→−∞f (x) = 1,
2
1 10
• FALSA. Para a fun¸c˜ao representada, f(R) =]0, 10].
• VERDADEIRA. Pelo facto 2.1.2, f tem de tomar todos os valores no intervalos ]0, 10]
(que cont´em o intervalo [1, 10].)
• FALSA. Ver figura acima.
• VERDADEIRA. Seja x ∈ R : f(x) = 10. Como limx→−∞f (x) = 1, f toma todos os
valores do intervalo ]1, 10] quando x varia no intervalo ]− ∞, x] e logo existe x1 ∈] + ∞, x[
tal que f (x1) = 3. Analogamente, de limx→+∞f (x) = 0 deduz-se que f toma todos
os valores do intervalo ]0, 10], quando x varia em [x, +∞[. Logo existe x2 ∈]x, +∞[ (e
portanto x2 = x1) tal que f (x2) = 3. Em conclus˜ao, a equa¸c˜ao f (x) = 3 admite pelo
2.3
Outra aplica¸
c˜
ao do teorema do valor interm´
edio:
resolu¸
c˜
ao de inequa¸
c˜
oes
1 • f(x) = 0 ⇐⇒ x = 5 ±2√1 ⇐⇒ x = 2 ou x = 3. De
x 0 2 5
2 3 4
f (x) 6 0 −14 0 2
e raciocinando como no exemplo 2.3.1, conclui-se que o quadro de sinais de f ´e
x 2 3 f (x) + − + Logo, x2− 5x + 6 < 0 ⇐⇒ x ∈ ]2, 3[ . • x3− 4x = x(x2− 4) e por isso x3− 4x = 0 ⇐⇒ x = 0 ou x = 2 ou x = −2. De x −3 −2 −1 0 1 2 3 f (x) −15 0 3 0 −3 0 15 (Observa¸c˜ao: f ´e ´ımpar e, por isso, ´e suficiente calcular f em 1 e 3.) conclu´ımos que o quadro de sinais de f ser´a
x −2 0 2 f (x) − + − + Logo x3− 4x > 0 ⇐⇒ x ∈ ] − 2, 0[ ∪ ]2, +∞[ . • x5 − 4x = x(x4 − 4) = x(x2 − 2)(x2 + 2) = x(x−√2)(x +√2)(x2 + 2) e, por isso, x5− 4x = 0 ⇐⇒ x = 0 ou x = ±√2. Tamb´em esta ´e uma fun¸c˜ao ´ımpar. De
x −2 −√2 −1 0 1 √2 2
f (x) −24 0 3 0 −3 0 24
obtemos o quadro de sinais
x −√2 0 √2
f (x) − 0 + − 0 +
• Podemos considerar a equa¸c˜ao associada x = √x + 2 cujas solu¸c˜oes s˜ao solu¸c˜oes de
x2 = x + 2. Ora, x2 = x + 2 equivale a x = −1 ou x = 2 e apenas x = 2 ´e solu¸c˜ao de
x =√x + 2.
Sendo f (x) = x−√x + 2, de
x 0 2 7
f (x) −√2 0 4 obtemos o quadro de sinais
x 2
f (x) − 0 +
Conclu´ımos que f (x) > 0⇐⇒ x > 2.
2 Tendo em conta que f ´e cont´ınua e a partir da informa¸c˜ao dada obtemos o seguinte quadro de sinais
x 1 3
f (x) + 0 + 0 −
Cap´
ıtulo 3
Fun¸c˜
ao exponencial e fun¸c˜
ao logar´ıtmica
Resolu¸c˜
ao dos exerc´ıcios
3.2
Defini¸c˜
oes e propriedades b´
asicas
1 Em rela¸c˜ao `a primeira tabela de valores: substituindo em x = 2 e x = 4 obtemos, respectivamente, 4 = Cb2 e 36 = Cb4. Conclui-se imediatamente que ter´a de ser
C = 0 e C = 4
9· Obt´em-se ent˜ao b = 3.
Verifica-se, substituindo em x = 6 e x = 8, que y = 49 · 3x tem a primeira tabela de
valores.
Analogamente, concluimos que y = 100· 10−12x tem a segunda tabela de valores.
3
4 Fazendo, com a calculadora, c´alculos de potˆencias de expoente racional, obtemos 1.4142 <√2 < 1.4143.
Como 5x ´e uma fun¸c˜ao estritamente crescente obtemos 51.4142 < 5
√
2
< 51.4143
e mais uma vez com a calculadora concluimos
9.7383 < 5√2 < 9.7399
e assim o valor pretendido ´e 9.73.
5 • 9x = 3⇔ 32x = 3 ⇔ 2x = 1 ⇔ x = 1 2·
(porque 3x ´e uma fun¸c˜ao injectiva.) • 10x = 0.001⇔ 10x= 10−3 ⇔ x = −3. • (32x· 32 )4 = 27⇔ 34(2x+2)= 33 ⇔ 4(2x + 2) = 3 ⇔ x = −58· • 104x = 10x+1 ⇔ 4x = x + 1 ⇔ x = 1 3· • 23x+1 < 2x+4 ⇔ 2x < 3 ⇔ x < 32·
(porque 2x ´e estritamente crescente.) • 2x
< 1+22x ⇔ 2
x
+ 22x− 2 < 0.
Fazendo y = 2x obtemos y2 + y − 2 < 0. Como a par´abola ´e negativa entre −2 e 1 concluimos
−2 < 2x
6 • 10x+h− 10x= 10x(10h− 1) • 2x + 2−x = 2x(1 + 2−2x) • 9x− 1 = (3x− 1)(3x+ 1) • 10x− 1 = (10x 2 + 1)(10 x 2 − 1). 7 2 x− 1 2x+ 1 = 2x(1− 2−x) 2x(1 + 2−x) = 1− 2−x 1 + 2−x · 8 2 2x− 1 2x+ 1 = (2x− 1)(2x+ 1) 2x+ 1 = 2 x− 1.
3.3
Fun¸c˜
ao logar´ıtmica. Deriva¸c˜
ao das fun¸c˜
oes exponenciais e
logar´ıtmicas
1 • log264 = log226 = 6 • log88 = 1 • log28 = log22 3 = 3 • log1010 000 = log1010 4 = 4 • log7 1 7 = log77−1 =−1 • log32 1 2 = (porque 2 5 = 32⇒ 2 = 3215) log 322−1 = log3232− 1 5 =−1 5 • log10100−3= log1010−6 =−6 • log25 √ 5 = log255 1 2 = (porque 25 = 52 ⇒ 5 = 25 1 2) log 2525 1 4 = 1 4 • log2 3 4 9 = log(2 3) 2 3 2 = 2 • log√ 39 = log√3 √ 34 = 4 • log3 1 81 = log3 1 34 = log33−4 =−4. 2 • 3 log8(2x+15) = 7⇔ log8(2x+15) = 73 ⇔ 2x+15 = (23)7 3 ⇔ 2x+15 = 27 ⇔ x = 113 2 • 2 · 10x + 0.5 = 7.22⇔ 2 · 10x = 6, 72⇔ 10x= 3, 36⇔ x = log10(3, 36) • 3 · 25t= 100⇔ 5t = log 2 100 3 ⇔ t = 1 5log2 100 3 • ln(5x − 10) = 0.8 ⇔ 5x − 10 = e0.8⇔ 5x = 10 + e0.8 ⇔ x = 2 + e0.8 5• log3x = 4⇔ x = 3
4 ⇔ x = 81
• ex+1− 20 = 4 ⇔ ex+1 = 24 ⇔ x + 1 = ln 24 ⇔ x = ln 24 − 1 • logx2 = log3x. Ora logx2 =
ln 2
ln x e log3x = ln x ln 3·
Conclui-se ent˜ao que logx2 = log3x⇔ ln 2 ln 3 = (ln x)2 ⇔ ln x = ±√ln 2 ln 3
⇔ x = e√ln 2 ln 3 ou x = e−√ln 2 ln 3
• ln x+ln(x+1) = 1 ⇔ ln(x(x+1)) = 1 ⇔ x(x+1) = e ⇔ x2+x−e = 0 ⇔ x = −1±√1+4 e 2
• ln(2x) − ln(2x + 1) = 0
imposs´ıvel porque 2x + 1 > 2x e ln ´e estritamente crescente
• ln(3x + 1) − ln(3x) = 2 ⇔ ln3x+1 3x = 2 ⇔ ln1 + 3x1 = 2 ⇔ 1 + 1 3x = e 2 ⇔ 1 3x = e 2− 1 ⇔ 3x = 1 e2−1 ⇔ x = 1 3(e2−1)
• 2 log5x + log5(5x) = 3⇔ log5x 2 + log5(5x) = 3⇔ log5(x 2· 5x) = 3 ⇔ log 5(5x 3 ) = 3 ⇔ log55 + log5(x 3 ) = 3⇔ log5(x 3 ) = 2⇔ x3 = 52 ⇔ x =√3 25. 3 • 2x > 0⇔ x ∈ R • 2x > 1⇔ x > 0
• 2x < 8⇔ 2x < 23 ⇔ (porque 2x ´e estritamente crescente) x < 3. • 23x− 4 < 0 ⇔ 23x < 22 ⇔ 3x < 2 ⇔ x < 2
3
• ex > 2⇔ ex> eln 2 ⇔ (porque ex ´e estritamente crescente) x > ln 2 • e2x−1 <−1 - imposs´ıvel porque ex > 0 ∀x ∈ R
• e2x− 2x
< 0⇔ e2x− eln 2·x< 0 ⇔ 2x < ln 2 · x ⇔ x(2 − ln 2) < 0 ⇔ x < 0 • ln x < ln(1 − 2x) ⇔ (porque ln ´e estritamente crescente) x < 1 − 2x ⇔ x < 1
3·
4 • ln e3 = 3
• ln e−1 =−1 • e4 ln 3= eln 34
= 34
• log10(log1010) = log10(1) = 0
• 3 2ln 4− 3 ln 2 = 3 2ln 2 2 − ln 23 = ln(22)3 2 − ln 23 = ln 23− ln 23 = 0 • ln 2 − ln x + ln 7 = ln2·7 x = ln 14 x · 5 (a) f (x + k) = Cbx+k e 2f (x) = 2Cbx
Se C = 0, ter´a de ser k = logb2. Se C = 0, k pode ser qualquer n´umero.
(b) Analogamente a (a), se C = 0, k pode ser qualquer n´umero. Se C = 0, k = logb3.
6 • (e2x) = 2e2x • (3x) =eln 3·x = ln 3eln 3·x= ln 3· 3x • (52x ) =e2 ln 5·x = 2 ln 5 52x • ex2 = 2x ex2 • (x ex) = ex+ x ex = ex(1 + x) • (x e−x) = e−x− xe−x = e−x(1− x) • (x + 1)e−x2 = e−x2 − 2(x + 1)xe−x2 = e−x2(1− 2x − 2x2) • (x e2x+1) = e2x+1+ 2xe2x+1 = e2x+1(1 + 2x) • 1 2(e x+ e−x) = 1 2(e x− e−x) • (log(2x + 1)) = 2 ln(10)(2x+1) • (x ln x) = ln x + 1 • ln(1 + x2)) = 1+x2x2 • ((log(1 − x))2) = 2 log(1− x) −1 ln(10)(1−x) = −2 log(1−x)ln(10)(1−x) • (e−2x(1 + e3x))10 = 10 (e−2x(1 + e3x))9· −2e−2x(1 + e3x) + 3 e−2xe3x ex = 10 (e−2x(1 + e3x))9· (−2e−2x+ ex) • (2x + 1)√3 = 2√3(2x + 1)√3−1 7 ln x+1x definida em R+ ln x + 1 x = 1 x · x − (ln x + 1) x2 =− ln x x2
e por isso a fun¸c˜ao dada ´e estritamente crescente em ]0, 1[ e estritamente decrescente em ]1, +∞[. Em x = 1 a fun¸c˜ao atinge o m´aximo relativo 1.
8 • ((1 + x)e−x) = e−x− (1 + x)e−x = −xe−x. A fun¸c˜ao dada decresce em ]0, +∞[ e cresce em ]− ∞, 0[. Em zero a fun¸c˜ao atinge o m´aximo absoluto 1.
• 2x− 1 e3x = 2e 3x− (2x − 1)3e3x e6x = 5e3x− 6xe3x e6x = 5− 6x e3x ·
Em 5
6 a fun¸c˜ao atinge o m´aximo absoluto
5 3−1 e52 = 2 3e− 5 2 · • (x− 1)2 ex4 = 2(x− 1)e x 4 − (x − 1)2· 1 4e x 4 ex2 = e x 4 ex2 2(x− 1) − (x− 1) 2 4 = e−x4 2x− 2 − x 2 4 + x 2 − 1 4 = e−x4 5 2x− x2 4 − 9 4 = e −x 4 4 10x− x2− 9 A fun¸c˜ao dada ´e decrescente em ]− ∞, 1[ e em ]9, +∞[ e ´e crescente em ]1, 9[.
−∞ 1 9 +∞ f 0 e649/4 lim x→+∞ (x− 1)2 ex4
= 0 e por isso o m´ınimo atingido em x = 1 ´e absoluto. A fun¸c˜ao cresce em ]1, 9[ e decresce em ]9, +∞[ e, por isso, em x = 9 ´e atingido um m´aximo que, por se ter lim
x→−∞
(x− 1)2
ex4
= +∞, ´e relativo. O valor do m´aximo relativo ´e 64
e9/4· • O dom´ınio de x − ln x ´e R+. (x− ln x) = 1− 1 x = x− 1 x ·
A fun¸c˜ao dada decresce em ]0, 1[ e cresce em ]1, +∞[. Em x = 1 ´e atingido o m´ınimo absoluto 1. • O dom´ınio de x 1−ln x ´eR +\ {e}. x 1− ln x = 1− ln x − x −1 x (1− ln x)2 = 2− ln x (1− ln x)2 ·
A fun¸c˜ao dada cresce em ]0, e[ e em ]e, e2[ e decresce em ]e2, +∞[. Em e2 ´e atingido um
m´aximo que, por se ter limx→e− 1−ln xx = +∞, ´e relativo. O valor deste m´aximo relativo ´e −e2.
9 A recta y = αx ´e tangente a gr´afico de y = ex em x
0 se
y = ex0 + ex0(x− x
0)
for a recta y = αx. Ou seja, tem de ser α = ex0 e ex0 = ex0x
Concluimos que α = ex0 e x
0 = 1 ou seja α = e e o ponto de tangˆencia ´e x0 = 1. Quanto
ao n´umero de solu¸c˜oes da equa¸c˜ao ex = αx temos, se α < 0:
Com α < 0, h´a uma solu¸c˜ao.
Com α = 0, n˜ao h´a solu¸c˜oes uma vez que ex = 0 ´e imposs´ıvel.
Conclus˜oes: com α∈]0, e[, n˜ao h´a solu¸c˜oes; com α = e, h´a uma solu¸c˜ao (x = 1); com α∈]e, +∞[, h´a duas solu¸c˜oes.
10 (a) f :]0, +∞[→ R f (x) = e x x f(x) = e xx− ex x2 = ex(x− 1) x2 f(x) = (e x (x− 1))x2− ex(x− 1)2x x4 = (ex(x− 1) + ex)x− 2ex(x− 1) x3 = ex(x2− 2x + 2) x3 · Ora x2− 2x + 2 > 0, ∀x. Obtemos 1 f m´ınimo absoluto f − 0 + f + + + lim x→0+ ex
x = +∞, x = 0 ´e uma ass´ıntota vertical ao gr´afico de f.
lim x→+∞ ex x x = limx→+∞ ex
x2 = +∞, n˜ao existem ass´ıntotas em +∞.
Em x = 1, a fun¸c˜ao atinge o seu m´ınimo absoluto e. (b) • g : R → R. g(x) = e x 1 + ex g(x) = e x (1 + ex)− exex (1 + ex)2 = ex (1 + ex)2 g(x) = e x (1 + ex)2− ex2(1 + ex)ex (1 + ex)4 = ex+ e2x− 2e2x (1 + ex)3 = ex(1− ex) (1 + ex)3 0 g ponto de inflex˜ao g + + + g + 0 −
lim x→+∞ ex 1 + ex = limx→+∞ 1 e−x+ 1 = 1.
y = 1 ´e uma ass´ıntota horizontal em +∞. lim
x→−∞ ex
1 + ex = 0
y = 0 ´e uma ass´ıntota horizontal em−∞
g n˜ao admite extremos relativos em R.
• h : R → R. h(x) = e x− 1 ex+ 1 h(x) = e x (ex+ 1)− ex(ex− 1) (ex+ 1)2 = 2ex (ex+ 1)2 h(x) = 2· [e x (ex+ 1)2− 2(ex+ 1)· ex· ex] (ex+ 1)4 = 2· ex (ex+ 1)3 [e x + 1− 2ex] = 2e x (1− ex) (ex+ 1)3 0 h ponto de inflex˜ao h + + + h + 0 − lim x→+∞ ex− 1
ex+ 1 = 1, y = 1 ´e ass´ıntota horizontal ao gr´afico de h em +∞.
lim
x→−∞
ex− 1
ex+ 1 =−1, y = −1 ´e ass´ıntota horizontal em −∞ ao gr´afico de h. h n˜ao admite extremos relativos em R.
(c) f :]0, +∞[→ R. f (x) = ln x x f(x) = 1− ln x x2 f(x) = −3 + 2 ln x x3
e e3/2 f m´aximo absoluto ponto de infex˜ao f + 0 − − − f − − − 0 + lim x→0+ ln x
x =−∞, x = 0 ´e uma ass´ıntota vertical ao gr´afico de f.
lim
x→+∞
ln x
x = 0, y = 0 ´e uma ass´ıntota horizontal em +∞ ao gr´afico de f.
Em x = e a fun¸c˜ao atinge o seu m´aximo absoluto 1e· (d) f :]0, +∞[→ R f (x) = x2− ln x f(x) = 2x 2− 1 x f(x) = 2x 2+ 1 x2 1 √ 2 f m´ınimo absoluto f − 0 + f + + + lim x→0+x
2− ln x = +∞, x = 0 ´e uma ass´ıntota vertical ao gr´afico de f.
lim
x→+∞
x2 − ln x
x = +∞, n˜ao existem ass´ıntotas em +∞.
Em x = √1
2 a fun¸c˜ao atinge o seu m´ınimo absoluto 1 2 − ln 1 √ 2· 11 x√3 ´e estritamente crescente. x√3 =√3 x√3−1 > 0
no dom´ınio da fun¸c˜ao.
4 √ 3 < 4· 1 √ 3
12 xx1 = e ln x x para x > 0. eln xx = ln x x xx1 = 1 x · x − ln x x2 x 1 x = 1− ln x x2 x 1 x
x1x ´e estritamente decrescente em ]e, +∞[.
7
√
7 > √8 8
13 0.1x = eln 10−1·x
(0.1x) = ln 10−1eln 10−1·x< 0.
0.1x ´e uma fun¸c˜ao decrescente
0.10.1 > 0.10.2
3.4
Exemplos de aplica¸c˜
oes das fun¸c˜
oes exponenciais e logar´ıtmicas
1 (a) No instante inicial, h´a aproximadamente 5 000 bact´erias e, por isso,
N (0) = N0 = 5 000.
Ao fim de 4 horas, h´a cerca de 100 000 bact´erias e, por isso,
N (4) = 5 000e4k = 100 000.
Obtemos ent˜ao 4k = ln 20⇒ k = ln 204 ·
A express˜ao designat´oria ´e N (t) = 5 000 eln 204 t com ln 20
4 0.75.
(b) Dizem-nos que a popula¸c˜ao duplica ao fim de duas horas, ou seja que N (2) = 2N (0). Assim temos N0e2k = 2N0. Se N0 n˜ao for nulo, isto ´e se no instante zero existirem
bact´erias, podemos concluir que 2k = ln 2 ou seja k = ln 22 0.35.
2 Queremos determinar o instante T tal que Q(T ) = 0.2Q0. Ter-se-´a Q0e−0.00012T =
0, 2Q0 e, supondo Q0 = 0, obtemos ent˜ao
−0.00012T = ln 0.2, T 13412
3 Se os juros s˜ao compostos continuamente `a taxa de 4 %, temos que o capital gerado ao fim do tempo t (anos) por um capital inicial C ´e dado por
O instante T em que o capital triplica verifica
Ce0.04 T = 3C.
Supondo C > 0 tem-se ent˜ao 0.04T = ln 3⇒ T = 0.04ln 3 27, 5 anos.
4 O capital gerado ao fim do tempo t (anos) pelo capital inicial C em condi¸c˜oes de capitaliza¸c˜ao cont´ınua e taxa de juro anual 0.05 ´e dado por
C(t) = C e0.05 t
Para obtermos 20 000
ao fim de 8 anos temos de investir um capital inicial C tal que 20 000 = C e0.05×8
ou seja C = e20 0000.05×8 13 406, 4
.
5 A temperatura da barra no instante t ´e dada por T (t) = 5 + C e−kt em que C verifica 150 = T (0) = 5 + C. Tem-se ent˜ao T (t) = 5 + 145 e−kt Como T (2) = 5 + 145 e−k·2= 60, obtemos e−2k= 55 145 ⇒ k = − 1 2ln 55 145 .
O instante t0 tal que T (t0) = 10 verifica
10 = 5 + 145e−kt0 ⇔ e−kt0 = 5 145. t0 =−1kln 5 145 minutos 6,95 minutos.
6 Tem-se f(t) = −0.7 × 250 e−0.7t = −175 e−0.7t. Assim f(0) =−175. O tempo t0 ao
fim do qual o antibi´otico injectado ´e reduzido a 10% da quantidade inicial verifica 250 e−0.7t0 = 0.1× 250.
Tem-se ent˜ao
t0 =−
10
7 Ao fim de uma hora, a cultura de bact´erias triplica, ou seja Q(1) = 3Q(0). Conclui-se imediatamente que C ek = 3C o que, dado que Q(0) = C = 106 = 0, implica k = ln 3. Conclui-se ent˜ao que a lei de crescimento do n´umero de bact´erias ´e
Q(t) = 106e(ln 3)t.
O tempo t0 ao fim do qual est˜ao presentes 108 bact´erias verifica 108 = 106× e(ln 3)t0, ou
seja
t0 =
ln 102
ln 3 4, 19 horas.
8 O per´ıodo de meia-vida, t0, ´e o tempo ao fim do qual a massa ´e metade da massa
inicial, ou seja Q(t0) = 1 2Q(0). Assim ser´a C e−0.023 t0 = 1 2C, o que equivale, supondo C = 0, a
t0 =−
1 000
23 ln
1
2 anos 30, 14 anos.
9 Se T denota a idade (aproximada) da amostra, tem-se Q(T ) = Q0e−0.00012T = 30 100 · Q0. Logo, T =−10 5 12 ln 3 10 = 105 12 ln 10 3 ≈ 10 033.1 anos.
10 Se N (t) = N0ekt denota o n´umero de bact´erias no instante t medindo o tempo em
horas, tem-se N t + 1 4 = 2N (t) ⇔ N0ekt+ k 4 = 2N0ekt ⇔ ek 4 = 2 ⇔ k = 4 ln 2
Para al´em disso, N (0) = N0 = 108. Logo N (t) = 108e4 ln 2t e de 100 15N (t0) = 10 8 , deduz-se que 15 100 · 10 8· e4 ln 2 t0 = 108 ⇔ e4 ln 2t0 = 100 15 ⇔ t0 = 1 4 ln 2 · ln 100 15 ≈ 0.68 horas ≈ 40.8 minutos. desde que a infec¸c˜ao foi detectada.
11 Dado que t = 0 corresponde ao ano 1990 temos que
P (0) = P0 = 40 000 e P (9) = P0e9k = 100 000. Logo 40 000e9k = 100 000⇔ k = 1 9ln 5 2·
Para determinarmos a data em que o pre¸co inicial duplicou, procuramos t0 tal que P (t0) =
2P0. Ora, P (t0) = 2P0 ⇔ 40 000 · e 1 9ln 5 2t0 = 80 000 ⇔ t0 = 9 ln 2
ln52 ≈ 6.8 anos ≈ 6 anos e 9.6 meses.
Concluimos que o pre¸co inicial do apartamento duplicou `a volta do dia 18 de Outubro de 1996.
12 O capital no instante “t” (contando o tempo a partir do ano 1990) ´e dado por
C(t) = 10 000 ert. Como C(10) = 14 000 = 10 000 e10r, conclui-se que
r = 1
10ln 7
5 ≈ 0.0336 ≈ 3.4%.
13 O capital gerado ao fim de 4 anos pelo capital inicial de 5 000
em condi¸c˜oes de capitaliza¸c˜ao trimestrial e `a taxa de juro anual 0.05 ´e
5 000 1 + 0.05 4 16 6 099.45
e em condi¸c˜oes de capitaliza¸c˜ao cont´ınua e `a taxa de juro anual 0.048 ´e 5 000 e0.048·4 6 058.35
.
N˜ao ´e portanto favor´avel optar pela segunda op¸c˜ao.
14 v(t) = 10(1− e−0.3t)
Ass´ıntota horizontal: v = 10.
A velocidade terminal ´e o limite da fun¸c˜ao velocidade quando o tempo t tende para +∞
v(t) > 7⇔ 1 − e−0.3t> 7 10 ⇔ e −0.3t< 3 10 ⇔ −0.3t < ln 3 10 ⇔ t > − 10 3 ln 3 10 4.01.
Deve decorrer um tempo superior a−103 ln103 unidades para que a velocidade seja superior a 7 unidades.
15 Tem-se 50 = N (0) = 2 0001+c o que implica 50 + 50c = 2 000 e por isso c = 1 95050 = 39. O tempo T necess´ario para que a popula¸c˜ao atinja o n´umero 1 500 verifica
1 500 = 2 000 1 + 39e−4T 1 500 + 1 500× 39 e−4T = 2 000 e−4T = 500 1 500× 39 e−4T = 1 117 T =−1 4ln 1 117 semanas 1, 19 semanas.
16 Tem-se I(t) = 1+c e106−kt e por isso 100 = I(0) = 10
6
1+c· Conclui-se ent˜ao que 100+100c =
Ao fim de duas semanas h´a 550 casos e por isso I(2) = 10 6 1 + (104− 1)e−2k = 550 ⇔ 1 + (104− 1)e−2k = 10 5 55 ⇔ e−2k = 1 104− 1 105 55 − 1 ⇔ k = −1 2ln 1 104− 1 105 55 − 1 =−1 2ln 2 221 12 221 0.853. Ao fim de 3 semanas haver´a I(3) = 10 6 1 + (104− 1)e−3k 1 289.2 infectados.
17 De f (t) = 300(e−0.4t− e−t) obtemos f(t) = 300(−0.4e−0.4t+ e−t) e por isso
f(t) = 0⇔ e−t = 0.4e−0.4t⇔ et(0.4−1) = 0.4⇔ t = −5
3ln(0.4). Por outro lado,
f(t) > 0 se e s´o se t <−10 6 ln(0.4) e por isso em t =−5 3ln(0.4) 1, 53 horas ´
e atingido o valor m´aximo de medicamento no sangue.
A quantidade de substˆancia est´a a decrescer com maior rapidez quando a derivada de f atingir o seu valor m´ınimo. Ora
f(t) = 300(+0.16e−0.4t− e−t) = 0 se e s´o se t =−5
3ln(0.16) e
f(t) < 0 se e s´o se t <−5
3ln(0.16). Assim o valor procurado ´e
−5
3ln(0.16) 3, 054 horas.
Quanto ao intervalo de tempo em que a quantidade de medicamento se mant´em superior a 80 unidades, pode ser determinado atrav´es do gr´afico seguinte
18 A fun¸c˜ao p× N(p) ´e estritamente decrescente e representa o dinheiro obtido com a venda de autom´oveis de um dado pre¸co p∈ [10, 20].
19 De T (t) = θ + Ce−kt obtemos
T(t) =−kCe−kt =−k(T (t) − θ),
3.5
Compara¸c˜
ao do comportamento das fun¸c˜
oes exponenciais e
logar´ıtmicas com o dos polin´
omios
1 • lim x→−∞e x (x2+ 5x− 1) = lim x→−∞ x2+ 5x− 1 e−x = 0 • lim x→+∞ e−3x 1 + x2 = 0; x→−∞lim e−3x 1 + x2 = +∞ • lim x→0+x e 1 x = lim x→0+ e1x 1 x = +∞; lim x→0−x e 1 x = 0 • lim x→+∞(e x− 10x2 ) = lim x→+∞e x 1− 10x 2 ex = +∞; lim x→−∞(e x− 10x2 ) =−∞ • lim x→±∞e x x+1(1− 2x2) = −∞ • lim x→+∞ ln(1 + x2)2 1 + x = limx→+∞ 2 ln(1 + x2) 1 + x = 0 • lim x→0+ √ x ln x = 0 por 3.5.5 com α = 12 • lim x→+∞(x− ln x) = limx→+∞x 1−ln x x = +∞
Cap´
ıtulo 4
As Fun¸c˜
oes Trigonom´etricas
Resolu¸c˜
ao dos exerc´ıcios
4.1
Revis˜
ao
1 • Uma vez que tan x = sen2x
cos2x, tem-se sen2x + tan2x = sen2x +sen
2 x cos2x = sen 2 x 1 + 1 cos2x = = (1− cos2x) 1 + 1 cos2x = 1 + 1 cos2x − cos 2 x− 1 = 1 cos2x − cos 2 x.
• Nota: o enunciado deste exerc´ıcio est´a errado; devia ler-se :
2 sen2x− 1
cos2x = tan 2
x− 1.
Usando a igualdade sen2x + cos2x = 1, tem-se
2 sen2x− 1
cos2x =
2 sen2x− sen2x− cos2x
cos2x = sen2x− cos2x cos2x = tan 2 x− 1. • cos4
x− sen4x = (cos2x− sen2x)(cos2x + sen2x)
= cos2x− sen2x = cos(2x). • sen2 x− 1 sen2x = (sen2x)2− 1 sen2x = (1− cos2x)2− 1 sen2x = 1− 2 cos 2x + cos4x− 1 sen2x = cos2x(cos2x− 2) sen2x = cos2x− 2 tan2x ·
2 • sen x = cos x ⇐⇒ x = π 4 + kπ, k ∈ Z • sen2t 1− cos t = 1− cos t ⇐⇒ 1− cos2t 1− cos t = 1− cos t ⇐⇒ (1− cos t)(1 + cos t)
1− cos t = 1− cos t ⇐⇒ 1 + cos t = 1 − cos t (cos t = 1)
⇐⇒ cos t = 0 ⇐⇒ t = π
2 + kπ, k∈ Z.
• sen 2t = sen 4t ⇔ sen 2t = 2 sen 2t cos 2t ⇔ sen 2t(1 − 2 cos 2t) = 0 ⇔ 2 cos 2t = 1 ∨ sen 2t = 0 ⇔ cos 2t = 1 2 ∨ sen 2t = 0 ⇔ 2t = π 3 + 2kπ ∨ 2t = − π 3 + 2kπ ∨ 2t = kπ, k ∈ Z ⇔ t = π 6 + kπ ∨ t = − π 6 + kπ ∨ t = kπ 2 , k∈ Z • Em [0, 2π] tem-se sen x < cos x⇐⇒ x ∈ 0,π 4 ∪ 5π 4 , 3π 4 ∪ 3π 4 ,2π ⇐⇒ x ∈0,π 4 ∪ 5π 4 , 2π .
• sen x < cos 2x ⇔ sen x < cos2
x− sen2x = 1− 2 sen2x ⇔ 2 sen2 x + sen x− 1 < 0 ⇔ (2 sen x − 1)(sen x + 1) < 0 ⇔ 2 sen x − 1 < 0 ∧ sen x = −1 ⇔ sen x < 1 2 ∧ sen x = −1.
4.2
Limites trigonom´etricos. Continuidade e derivadas das
fun¸c˜
oes trigonom´etricas
1 • (3 sen x − 5 cos x) = 3 cos x + 5 sen x;
• (x sen x) = x cos x + sen x;
• (sen (4x) − cos(3x)) = 4 cos(4x) + 3 sen (3x);
• (tan(2x)) = 2(1 + tan2(2x));
• (sen2x− x) = 2 sen x cos x− 1;
• (x tan(3x)) = x·3(1 + tan2(3x))+ tan(3x) = 3x(1 + tan2(3x)) + tan(3x);
• (x2tan(3x + 1)) = 3x2(1 + tan2(3x + 1)) + 2x tan(3x + 1).
2 • cos x: Sabemos que | cos x| 1 e cos x = 1 se x = 2kπ (k ∈ Z), cos x = −1
se x = π + 2kπ (k ∈ Z). Portanto, os valores m´ınimo e m´aximo de cos x s˜ao −1 e 1, respectivamente, atingidos nos pontos indicados.
• f(x) = sen x − cos x: Temos
(sen x− cos x) = cos x + sen x. Ora, cos x + sen x = 0 equivale a
x = 3π
4 + 2kπ ou x =−
π
4 + 2kπ (k ∈ Z)
ou, mais simplesmente:
x =−π
4 + kπ (k ∈ Z). Temos, por isso, o seguinte quadro de varia¸c˜ao
x −3π4 −π4 3π4 7π4
f(x) · · · + 0 − 0 + 0 − 0 + · · ·
f (x)
(Os sinais de f(x) podem ser calculados atrav´es de um valor de f(x) em cada intervalo.)
e conclui-se que f tem o valor m´ınimo
f −π 4 =− √ 2 2 − √ 2 2 =− √ 2
(atingido em todos os pontos da forma −π 4 + 2kπ, k∈ Z) e o valor m´aximo f 3π 4 = √ 2 2 + √ 2 2 = √ 2 (atingido em todos os pontos da forma 3π4 + 2kπ, k∈ Z).
• f(x) = sen x −√3 cos x: agora temos
f(x) = cos x +√3 sen x. Se cos x = 0 tem-se f(x)= 0 e por isso
f(x) = 0⇐⇒ sen x cos x =− 1 √ 3 ⇐⇒ tan x = − √ 3 3 ⇐⇒ x = − π 6 + kπ (k ∈ Z), x −5π6 −π6 5π6 11π6 f(x) + 0 − 0 + 0 − 0 + f (x)
Conclui-se que os valores m´ınimo e m´aximo de f s˜ao, respectivamente,
f −π 6 =−1 2 − √ 3· √ 3 2 =− 1 2 − 3 2 =−2 e f 5π 6 = 1 2− √ 3· − √ 3 2 = 1 2+ 3 2 = 2.
Estes valores s˜ao tamb´em atingidos nos pontos que diferem de−π6 ou 5π6 por um m´ultiplo inteiro de 2π.
• f(x) = cos2x: Como 0 cos2x 1 e
cos x = 0⇐⇒ x = π
2 + kπ (k∈ Z)
cos x =±1 ⇐⇒ x = kπ (k ∈ Z)
conclu´ımos imediatamente que o m´ınimo de f ´e 0 (atingido nos pontos π2 + kπ, k ∈ Z) e o m´aximo de f ´e 1 (atingido nos pontos x = kπ).
• f(x) = x + 2 sen x: Temos f(x) = 1 + 2 cos x f(x) = 0⇐⇒ cos x = −1 2 ⇐⇒ x = 2π 3 + 2kπ (k ∈ Z) ou x = 4π 3 + 2kπ (k∈ Z).
x −4π3 −2π3 2π3 4π3 8π3 10π3
f(x) + 0 − 0 + 0 − 0 + 0 − 0 +
f (x)
Conclu´ımos que f atinge m´aximos relativos:
f −4π 3 =−4π 3 + 2√3 2 = −4π + 3√3 3 , f 2π 3 = 2π 3 + 2√3 2 = 2π + 3√3 3 , f 8π 3 = 8π 3 + 2√3 2 = 8π + 3√3 3 , etc. e m´ınimos relativos: f −2π 3 =−2π 3 − 2√3 2 = −2π − 3√3 3 , f −8π 3 =−8π 3 − 2√3 2 = −4π − 3√3 3 , f −14π 3 =−14π 3 − 2√3 2 = −10π − 3√3 3 , etc.
Podemos encontrar valores m´ınimos (relativos) negativos mas arbitrariamente grandes em m´odulo; e valores m´aximos (relativos) arbitrariamente grandes. Concretamente:
f 2π 3 + 2kπ = 2π 3 + 2kπ + √ 3−→ +∞ quando k → +∞ e f 4π 3 + 2kπ = 4π 3 + 2kπ− √ 3−→ −∞
quando k → −∞. A fun¸c˜ao n˜ao tem m´aximo nem m´ınimo absolutos. ´E interessante obter um gr´afico de f (x) e f(x) numa janela de visualiza¸c˜ao conveniente, por exemplo uma que contenha o rectˆangulo
4π 3 − 4π x 2π 3 + 4π, − 8π 3 − √ 3 y 14π 3 + √ 3. A fun¸c˜ao f n˜ao ´e peri´odica, mas a sua derivada f ´e obviamente peri´odica.
• f(x) = tan x − 2x: Como
e
f(x) = 0⇐⇒ tan x = ±1 ⇐⇒ x = −π
4 + kπ (k ∈ Z)
ou x = π
4 + kπ (k ∈ Z).
Como os pontos da forma (2k + 1)π2 (k ∈ Z) n˜ao fazem parte do dom´ınio, s´o faz sentido estudar a fun¸c˜ao nos intervalos que resultam de −π2,π2 por uma translac¸c˜ao de valor igual a um m´ultiplo inteiro de π. Para facilitar, vamos estudar a fun¸c˜ao em−3π
2 ,− π 2 ∪ −π 2, π 2 ∪ π 2, 3π 2 . x −3π2 −5π4 −3π4 −π2 −π4 π4 π2 3π4 5π4 3π2 f(x) + 0 − 0 + + 0 − 0 + + 0 − 0 + f (x)
Vemos que, em cada intervalo considerado, a fun¸c˜ao tem um m´ınimo relativo e um m´aximo relativo. Por exemplo, em −π2,π2 tem o m´ınimo relativo
f π 4 = tanπ 4 − 2 π 4 = 1− π 2 e o m´aximo relativo f −π 4 = tan −π 4 − 2 ·−π 4 =−1 + π 2· No entanto, a fun¸c˜ao n˜ao tem m´aximo nem m´ınimo absolutos, visto que
lim x→−π 2 +f (x) =−∞ e x→limπ 2− f (x) = +∞. 3 f (x) = sen x x , 0 < x π 2· Temos f(x) = x cos x− sen x x2 · No intervalo ]0,π 2[, a equa¸c˜ao
f(x) = 0, isto ´e, x cos x = sen x
n˜ao tem solu¸c˜oes, pois ela ´e equivalente a (justifique) tan x = x
e os gr´aficos de tan x e x, no intervalo 0,π
2
, n˜ao se encontram: o primeiro est´a sempre acima do segundo (∗). Ent˜ao
f(x) < 0 ∀x ∈
0,π 2 pois esta inequa¸c˜ao ´e equivalente a
tan x > x, se 0 < x < π 2, sendo imediato, para x = π2, que
f π 2 = −1 π2/4 < 0. Como lim x→0 sen x x = 1
conclu´ımos que f (x) ´e decrescente em0,π2, tomando todos os valores do intervaloπ2 ,1. Se prolongarmos a fun¸c˜ao f ao intervalo fechado 0,π2 pondo f (0) = 1, obtemos uma nova fun¸c˜ao, cont´ınua, com valor m´aximo igual a 1.
Justifica¸c˜ao da afirma¸c˜ao (∗), isto ´e, da desigualdade
tan x > x se 0 < x < π 2· Seja g(x) = tan x− x. Ent˜ao
g(x) = 1 + tan2x− 1 = tan2x > 0, ∀x ∈ 0,π 2 ,
e g(x) ´e fun¸c˜ao estritamente crescente. Logo,
g(x) > g(0) ∀x ∈ 0,π 2 .
Mas g(0) = 0 e esta desigualdade ´e o que se pretendia mostrar.
4 f (x) = 2 cos x− sen x, 0 x π
f(x) = −2 sen x − cos x
f(x) = 0⇐⇒ sen xcos x =−12 ⇐⇒ tan x = −12·
No intervalo [0, π], h´a um ˆangulo cuja tangente ´e −12· Recorrendo a uma m´aquina de calcular obtemos o valor do ˆangulo α ∈ −π2 ,π2 cuja tangente ´e −12; vamos retˆe-lo com aproxima¸c˜ao `as mil´esimas:
Ent˜ao o ˆangulo procurado obt´em-se somando a este o valor π; vamos retˆe-lo com duas casas decimais:
β = π + α≈ 2.68.
Obtemos o quadro de varia¸c˜ao
x 0 β π
f(x) − 0 +
f (x)
e conclu´ımos, uma vez que
f (0) = 2,
f (β) = 2 cos β− sen β ≈ −2.23, f (π) =−2 − 0 = −2,
que f tem o valor m´ınimo absoluto aproximadamente igual a −2.23 e o valor m´aximo absoluto 2, sendo f (π) =−2 um m´aximo relativo.
5 Como −1 sen x 1 para todo o x, temos
2 3 + sen x 4 1 2 + sen x 3
e por isso (recorde-se que uma frac¸c˜ao de termos positivos aumenta quando o numerador aumenta ou quando o denominador diminui)
2 3 3 + sen x 2 + sen x 4 1 = 4.
Para obter a outra estimativa, mais precisa, o que h´a a fazer ´e procurar os valores m´ınimo e m´aximo da fun¸c˜ao 3+sen x2+sen x = f (x). (Como ela ´e peri´odica, basta estud´a-la num intervalo de comprimento igual ao per´ıodo: por exemplo [0, 2π]). Ora, a derivada da fun¸c˜ao ´e
(2 + sen x) cos x− (3 + sen x) cos x
(2 + sen x)2 =−
cos x (2 + sen x)2 ·
A derivada anula-se em π2 e 3π2 , e obtemos o quadro
x 0 π2 3π2 2π
f(x) − 0 + 0 −
Como f π 2 = 4 3, f 3π 2 = 2, f (0) = f (2π) = 3 2
conclu´ımos que os valores m´ınimo e m´aximo de f (x) s˜ao, respectivamente, 43 e 2 e portanto
4
3 f(x) 2 ∀x ∈ [0, 2π], e tamb´em ∀x ∈ R.
6 O denominador da frac¸c˜ao anula-se em x = 0, ±π, e de um modo geral nos pontos
kπ (k ∈ Z). Para atribuir `a fun¸c˜ao f em causa um valor em 0 de modo que ela fique
cont´ınua em ]− π, π[, teremos de ter
f (0) = lim
x→0f (x) = limx→0 x
sen x · (2 + x) = 1 · 2 = 2. Por outro lado, como
lim
x→π−f (x) = +∞
(porque o numerador tende para π(2 + π) e o denominador tende para 0 por valores positivos) e
lim
x→−π+f (x) =−∞
(porque o numerador tende para −π(2 − π) e o denominador tende para 0 por valores negativos) n˜ao h´a extens˜ao cont´ınua de f ao intervalo [−π, π].
7 • lim x→0 sen 2x x = 2. N˜ao h´a ass´ıntotas verticais. • lim x→0+ sen 2x x2 = limx→0+ sen 2x x · 1 x = +∞, porque limx→0+ sen 2x x = 2 e limx→0+ 1 x = +∞. Analogamente, lim x→0− sen 2x
x2 =−∞. Logo, x = 0 ´e a equa¸c˜ao da ass´ıntota vertical desta
fun¸c˜ao. • lim x→0 sen 2x √ x = limx→0 √ x· sen 2x x = 0 porque lim x→0 √ x = 0 e lim x→0 sen 2x x = 2. N˜ao h´a ass´ıntotas verticais. • lim x→0 tan x x3 = limx→0 sen x x · 1 x2 · 1 cos x = +∞ porque lim x→0 sen x x = 1 , limx→0 1 x2 = +∞ e lim x→0 1
cos x = 1. Ent˜ao a ass´ıntota vertical da fun¸c˜ao tan x
4.3
Aplica¸c˜
oes `
a resolu¸c˜
ao de problemas envolvendo quest˜
oes de
geometria
1 Designemos por x a distˆancia ao ecr˜a e sejam α, β os ˆangulos indicados na figura.
10 3 x a b Sabemos que tan α = 13 x , tan β = 3 x
e o ˆangulo de visibilidade a partir do ponto com distˆancia x ´e α− β; ora tan(α− β) = tan α− tan β
1 + tan α· tan β = 13 x − 3 x 1 + 13x ·x3 = = 10 x 1 + 39x2 = 10x x2+ 39·
Como o ˆangulo de visibilidade ´e, naturalmente, um ˆangulo entre 0 e π2 e a fun¸c˜ao tangente ´e crescente em 0,π2, encontrar o ˆangulo m´aximo ´e equivalente a encontrar o valor m´aximo da respectiva tangente. Vamos, pois, determinar o valor m´aximo de
f (x) = 10x x2+ 39 em [0, +∞[. Ora, f(x) = 10(x 2+ 39)− 20x2 x2+ 39 = 390− 10x2 x2+ 39 · A derivada anula-se em x =√39≈ 6.24: x 0 √39 f(x) + 0 − f (x)
2 Seja AB o diˆametro da semicircunferˆencia e P o v´ertice do ˆangulo recto do triˆangulo rectˆangulo nela inscrito.
P
A
a
B
Designemos por α o ˆangulo P AB. Como sen α = P B
AB, cos α =
P A AB
e AB ´e um comprimento conhecido (chamemos-lhe ), obtemos como express˜ao para o per´ımetro do triˆangulo f (α) = + cos α + sen α, ou
f (α) = (1 + cos α + sen α).
Naturalmente, o ˆangulo α varia no interalo 0,π2. Para estudar a fun¸c˜ao indicada, cal-culamos f(α) = (cos α− sen α) e obtemos o quadro α 0 π4 π2 f(α) + 0 − f (α) O per´ımetro m´aximo ´e f π 4 = 1 + √1 2+ 1 √ 2 = 2 + √ 2 √ 2 = 1 +√2 e corresponde ao triˆangulo rectˆangulo is´osceles.
3 Consideremos o farol no ponto F `a distˆancia 1 km da costa rectil´ınea AO. Quando o ˆ
angulo do raio de luz com F O ´e β, o ˆangulo do mesmo raio com a costa ´e α = π2 − β.
A a b F O x 1 km
Sendo x a distˆancia AO, expressa em km, temos tan α = 1
x·
Ora, β varia com o tempo de modo que
β = 6πt
(β em radianos, t em minutos). Portanto x varia com o tempo de acordo com
x(t) = 1 tanπ 2 − β = 1 tanπ 2 − 6πt · A velocidade com que o raio luminoso varre a costa ´e, pois,
x(t) = 1 + tan2π2 − 6πt6π tan2π 2 − 6πt
e pretendemos calcul´a-la no instante em que α = 30o , o que significa
β(= 6πt) = 60o ou π
3 radianos. Ent˜ao o valor pedido ´e
1 + tan2π2 − π36π tan2π 2 − π 3 = 24π ≈ 75.398 (km/min) (cerca de 4 524 km/h).
4 Seja P H a altura relativa ao lado BC e ponhamos BH = h, HC = k.
a
B h H k 30º
P
C
O per´ımetro do triˆangulo ´e 1 + P B + P C, e
P B = h cos α, P C = k cos 30o = 2k √ 3· Para calcular h e k em fun¸c˜ao de α atendemos a que
P H h = tan α, P H k = tan 30 o = √ 3 3