Ciências Humanas e suas Tecnologias
Geografia - Ensino Médio
1º Ano
Tipos de solo e suas características
PROF. HENRIQUE DIOVANNI F. SOUZA
EEEP FRANCISCA NEILYTA CARNEIRO ALBUQUERQUE
Livro pág. 136
Tipos de solo e suas características
O
solo
é
a
camada
mais
superficial da crosta terrestre, é
comumente chamado de chão ou
terra. É um elemento natural e de
fundamental importância para a
vida de várias espécies, servindo
de fonte de nutrientes para as
plantas, por exemplo.
Matéria mineral e orgânica como: raízes, folhas e animais decompostos formando a fração sólida.
A água forma a fração líquida.
O solo é formado principalmente por:
O ar é a fração gasosa, a entrada do ar no solo é facilitada pela ação das minhocas, tamanho dos minerais, ou mecanicamente pela ação dos arados que revolvem o solo promovendo aeração.
Imagem: (a) Terra Rossa/ Michael J. Zirbes (Mijozi)/ GNU Free Documentation License; (b) Porto Grande (Córrego)/ Natus63/ Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported; (c) Arado vertedera/ Sqater/ The use of this image is free for any purpose
(a)
(b)
(c)
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Por esse motivo, dizemos que o solo é considerado um sistema trifásico, no entanto, as proporções de cada elemento que o constitui variam, principalmente de acordo com a natureza ou tipo do solo. Minerais e matéria orgânica Ar Água
Relembrando a composição do solo
Composto basicamente de três fases:
Por
esse
motivo,
dizemos que o solo é
considerado um sistema
trifásico, no entanto, as
proporções
de
cada
elemento que o constitui
variam,
principalmente
de
acordo
com
a
natureza para
sua
fragmentação
originando as camadas
do solo como veremos
mais tarde:
A formação do solo
Intemperismo São mudanças sofridas na rocha matriz pela ação de chuva, vento variação de temperaturas etc. 1 centímetro de solo leva cerca de 100 a 400 anos para se formar.É Importante saber que:
Mas como atua o intemperismo?
Segundo (Branco, 2009), “o intemperismo é um conjunto
de processos químicos, físicos e biológicos que, em
conjunto, atuam sobre as rochas expostas ao ar e à água.”
Geralmente um desses processos (fenômenos) atua mais
que o outro, e o processo biológico é o que menos atua na
formação do solo em relação aos processos físicos e
químicos.
A força do intemperismo varia de acordo com o clima das
regiões. Em regiões mais úmidas, a força das intempéries
são maiores que em regiões de climas mais secos. A
resistência desses minerais à ação do intemperismo
também varia, geralmente a mica e o quartzo são mais
resistentes.
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O intemperismo físico
O intemperismo físico tem na mudança de temperatura o principal fenômeno que atua desgastando as rochas.
Os minerais constituintes das rochas como o quartzo e o feldspato têm diferentes coeficientes de dilatação. O quartzo sob o calor do sol dilata cerca de 3 vezes mais que o feldspato. Essas variações de temperatura constantes e o diferente coeficiente de dilatação dos minerais acabam por gerar tensão na rocha que sofre fraturas. Em épocas de temperaturas muito frias, a água que se infiltra nessas fraturas congela e dilata. Como a força de dilatação da água é bastante forte, também causa fraturas na rocha
Imagem: PegmatiticGranite/ Wilson44691/ Public Domain
O intemperismo químico
O intemperismo químico tem como agente principal a água com grande concentração de gás carbônico, alto teor de ácido húmico que acaba por dissolver os vegetais. Nesse processo, promove as reações químicas que resultam na alteração dos minerais componentes da rocha; os minerais como olivinas e piroxênios sofrem alterações químicas. Já minerais como mica e quartzo não sofrem alterações químicas causadas pelo intemperismo químico.
Imagem: Iddingsite/ Qfl247/ Creative Commons
Attribution-Share Alike 3.0 Unported Prof. Henrique Diovanni F. Souza
O intemperismo biológico é
um
fenômeno
que
acontece pela ação de
seres vivos como bactérias
que vivem nas rochas ou
pela ação de raízes de
plantas que podem vir a
penetrar
nas
rochas
causando fraturas.
Imagem: Guarinos02/ Carlosassis/ GNU Free Documentation License
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Horizonte A: formado de fragmentos de rocha, matéria orgânica e húmus; Horizonte B: camada mineral pobre em matéria orgânica, rica em compostos de ferro e minerais resistentes, como o quartzo;
Horizonte C: camada mineral pouco ou parcialmente alterada;
Horizonte R: rocha matriz, não alterada que deu origem ao solo. Horizonte O: camada orgânica superficial;
Imagem: Soil profile/ United States Department of Agriculture/ Public Domain
As camadas do solo
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Tipos de solo
Solo arenoso
É aquele que contém
mais
areia
na
sua
composição, o que lhe
confere
uma
maior
permeabilidade,
pois
os grãos de areia são
maiores,
permitindo
que
a
água
seja
absorvida com mais
facilidade que outros
tipos de solo, porém
mais sujeito à erosão.
Imagem: Dunes-Leve soleil-Sunrise-Merzouga/ Nomadz/ Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported
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Solo argiloso
O solo argiloso é constituído de mais de 30% de argila com relação a outras partículas sólidas. Suas partículas são finas, por isso é menos permeável, ou seja, não permite que a água passe com facilidade. Fica facilmente encharcado no período chuvoso; quando seco, fica mais compacto e sua porosidade diminui, e a consequência é o solo ficar menos arejado, costumando rachar.Imagem: Cadeia de argila em Gamboa, Ilha de Tinharé, Bahia/ Eduardo P/ Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported
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Exemplos de solo argiloso
A Terra Roxa
Caracterizado pela cor avermelhada, é um solo argiloso de origem na decomposição de rochas basálticas, ocorre no Brasil e Argentina.
No Brasil, esse tipo de solo está presente em estados da região Sul, Sudeste como: São Paulo, Minas gerais e Rio Grande do Sul. São muito utilizados na agricultura para plantação de café, algodão, laranja e também cana-de-açúcar.
Imagem: Cafezal Faz Letreiro/ José Reynaldo da Fonseca/ GNU Free Documentation License
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Exemplo de solo argiloso
Massapê
O massapê é tipo de solo argiloso que ocorre no litoral do Nordeste brasileiro. Ele tem origem na decomposição de rochas do tipo gnaisse e calcárias de tonalidade escuras. Sua utilização é bastante apropriada para o plantio da cana-de-açúcar. Em Pernambuco, vemos a ocorrência dessa monocultura desde o litoral e por toda a zona da mata, em municípios como, Goiana, Paudalho, Carpina, Nazaré da Mata, entre outros.
Imagem: Canaviais Sao Paulo 01 2008 06/ Mariordo/ Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported
Solo humífero
É um solo rico em húmus tanto de origem vegetal, como raízes e folhas, quanto de origem animal, derivados da matéria orgânica que foi reciclada pelos agentes decompositores do solo como fungos e bactérias. Um exemplo muito conhecido é o húmus produzido pela minhoca. É um solo de cor escura também conhecido como terra preta, muito utilizado na agricultura por ser rico em nutrientes para as plantas.
O solo humífero possui cerca de 10% a mais de húmus que os outros solos. Rico em sais minerais, bastante poroso e de boa aeração.
Imagem: A soil profile on Kilner Bank - geograph.org.uk – 92677/ Chris Yeates/ Creative Commons Atribuição-Partilha nos Termos da Mesma Licença 2.0 Genérica
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As minhocas são animais subterrâneos abrigando-se da luz direta do sol, pois apresentam respiração cutânea (pela pele), escavam galerias e canais promovendo aeração do solo; são animais detritívoros alimentando-se de restos de animais e vegetais.
Segundo FONSECA, o húmus é o produzido a partir da matéria orgânica decomposta no processo digestório das minhocas, formando uma compostagem natural, agregando ao solo a matéria orgânica morta e também seus subprodutos. A humidificação repõe minerais ao solo tornando-o mais fértil e apropriado para as mais diversas culturas.
A minhoca e a formação do húmus
Im a g e m : Mi ñ o ca 0 6 6 e u e / L u is Mi g u e l Bu g a ll o Sá n ch e z/ G N U F re e D o cu m e n ta ti o n L ice n s e
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O solo calcário tem origem nas rochas sedimentares que contêm sedimentos de ossos de animais mortos, e conchas abandonadas por moluscos que, ao se decomporem, deixam o solo rico em carbonato de cálcio. Esse solo tem 30% a mais de calcário. Dele é retirada a matéria prima para o cal e o cimento.
Solo calcário
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Formações curiosas de calcário
As estalactites
São
formações
que
ocorrem
nos
tetos
de
cavernas
ou
grutas
provenientes
do
carbonato de cálcio que é
arrastado das rochas pelo
gotejamento de água da
chuva.
Essas
projeções
caem do teto em direção
ao chão, geralmente têm
o
formato
cônico
ou
tubular.
Imagem: Stalactites - Treak Cliff Cavern/ Dave Pape/ Public Domain
Formações curiosas de calcário
Estalagmites
São formações que surgem no
chão das cavernas ou grutas.
Elas surgem a partir das gotas
de água que pingam das
estalactites
e
depositam
calcário, carbonato de cálcio
ou calcita no solo. Geralmente
as estalactites e estalagmites
se formam aos pares e, muitas
vezes, se fundem formando
uma só coluna.
Im a g e m : Po o le 's ca v e rn s ta la g m it e s / St e p h e n El w yn R O D D IC K/ C re a ti v e C o m m o n s At tri b u ti o n -S h a re Al ike 2 .0 G e n e ri cProf. Henrique Diovanni F. Souza
O Solo lixiviado
Solo lixiviado
É todo solo que teve seus nutrientes levados pela grande precipitação de chuva, ou seja, sofre lixiviação. Literalmente é aquele solo que foi lavado pelas águas da chuva ficando pobre em Potássio e Nitrogênio.
Lixiviação
Nome dado ao processo de extração de substâncias presentes em componentes sólidos por meio da dissolução em um líquido.
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Solo siltoso
Solo siltoso
É aquele que contém grande parte
de seus componentes classificados na
fração de silte.
O silte não se agrega como as
partículas da argila. Geralmente suas
partículas são muito pequenas e
leves, como a poeira. Por isso, são
facilmente levados pelo vento ou
pela água da chuva. Geralmente o
solo siltoso é muito erosível.
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Trabalho AP1
Construir uma maquete tridimensional que represente
as camadas do solo e seus horizontes.
A maquete poderá ser construída de isopor ou de
garrafa pet.
Deverá conter todos os elementos:
Rochas
Plantas
Raízes
Arbustos
Exemplos de maquetes
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