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Academic year: 2021

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POTI VIRTUAL

Soluc¸ ˜oes da Lista 1

Professores respons´aveis: Daniel Lima e Jo˜ao Cesar

1

N´ıvel 1

1. (Soluc¸˜ao adaptada Thiago Fanelli Ferraiol) Como a soma das 4 intersec¸ ˜oes de um dos c´ırculos ´e 14 e a soma total ´e 21, segue que a soma das outras duas intersec¸ ˜oes ´e 21-14=7. A soma 7 vem dos seguintes pares: 1 + 6, 2 + 5 e 3 + 4. O que significa que esses pares devem estar nos pares de intersec¸ ˜oes formados quando pegamos as duas intersec¸ ˜oes de duas circunferˆencias. Se colocarmos os n ´umeros 1,2 e 3 nas intersec¸ ˜oes do meio, saberemos exatamente onde ficam os n ´umeros 4,5 e 6 (o 6 oposto ao 1, o 5 oposto ao 2 e o 4 oposto ao 3). E ficamos com a figura abaixo:

E daqui podemos verificar que as condic¸ ˜oes do problema est˜ao todas satisfeitas.

2. (Soluc¸˜ao de Ricardo Yudi Takahashi) Sejam a, b e c os numeros inteiros que representam as idades dos trˆes filhos de Paulo. Do enunciado temos que:

a + b + c = 9 (1)

abc = 24 (2)

De (2) obtemos que as trˆes idades s˜ao n ´umeros divisores de 30 e por (1) sabemos que cada uma das idades ´e menor que ou igual a 12. Portanto a, b e c s ´o podem ser 1, 2, 3, 5, 6 ou 10. Como o produto das idades deve ser 30, temos que a, b, c=10,3,1,6,5,1 ou 5,3,2. Como podemos notar, a ´unica tripla que satisfaz (1) ´e a, b, c=6,5,1 e essas s˜ao as idades procuradas. 3. (Soluc¸˜ao de Ricardo Yudi Takahashi) Sejam a, b e c os d´ıgitos do n ´umero procurado. Do

enunciado temos que

a + b + c = 9 (1)

abc = 24 (2)

De (2) obtemos que os trˆes d´ıgitos s˜ao divisores de 24 e por (1) sabemos que cada uma das idades ´e menor que ou igual a 9. Portanto a, b e c s ´o podem ser 1, 2, 3, 4, 6 ou 8. Como o produto dos algarismos deve ser 24, temos que a, b, c = 8, 3, 1, 6, 4, 1, 6, 2, 2 ou 4, 3, 2. Como podemos notar, a ´unica tripla que satisfaz (1) ´e a, b, c = 4, 3, 2. Agora s ´o precisamos escolher os d´ıgitos adequadamente para que

(2)

abc cba =

27 38

E analisando as possibilidades vemos que (a, b, c) = (2, 4, 3).

4. (Soluc¸˜ao de Lucas Maur´ıcio Ruan) Suponha que o que o problema est´a pedindo ´e poss´ıvel. Sendo assim, usariamos a notas de 1, b notas de 10, c notas de 100 e d notas de 1000 e ter´ıamos:

a + b + c + d = 500000 a + 10b + 100c + 1000d = 1000000.

Subtraindo as duas equac¸ ˜oes, temos 9(b + 11c + 111d) = 500000. Isso nos mostra que 9 divide 500000. Isso ´e um absurdo e, consequentemente, o que foi pedido no enunciado n˜ao ´e poss´ıvel

5. (Soluc¸˜ao Adaptada de Lucas Maur´ıcio Ruan) A ideia desse problema ´e que, dado um n ´umero em que chegamos, podemos, s ´o olhando para ele, descobrir qual foi a ´ultima operac¸˜ao usada. Veja que a tecla A transforma o nosso n ´umero em um novo n ´umero que necessariamente ´e maior que 1 enquanto a tecla B transforma o nosso n ´umero num n ´umero necessariamente menor que 1. Antes de continuar o problema vamos inventar algumas teclas nossaS:

• A tecla C reverte o que a tecla A faz, ou seja: transforma um n ´umero x em x − 1 • A tecla D reverte o que a tecla B. Aqui ´e um pouquinho mais dif´ıcil entender o que D

far´a. Lembre-se que B transforma x em 1

x+1, logo, queremos que, dado um n ´umero a,

a nossa tecla D encontre um n ´umero b de modo que: 1

b + 1 = a Desta equac¸˜ao temos b + 1 = 1a =⇒ b =

1−a

a .Perfeito! O que nossa tecla D far´a ´e

transformar um n ´umero x em1−xx e reverter o ”efeito”de uma tecla B.

Agora vamos partir de 19

94e reverter nossas teclas at´e chegar em 1.

(a) Como1994 < 1, a ´ultima operac¸˜ao usada foi da tecla B e para descobrir qual era o n ´umero anterior devemos usar nossa tecla D.

1 −1994

19 94

=75 19

(b) Como7519 > 1, a ´ultima operac¸˜ao usada foi da tecla A e para descobrir qual era o n ´umero

anterior devemos usar nossa tecla C. 75 19− 1 =

56 19 (c) Como56

19 > 1, a ´ultima operac¸˜ao usada foi da tecla A e para descobrir qual era o n ´umero

anterior devemos usar nossa tecla C. 56 19− 1 =

37 19 (d) Como37

19 > 1, a ´ultima operac¸˜ao usada foi da tecla A e para descobrir qual era o n ´umero

anterior devemos usar nossa tecla C. 37 19− 1 =

18 19 (e) Como18

19 < 1, a ´ultima operac¸˜ao usada foi da tecla B e para descobrir qual era o n ´umero

(3)

(f) Como181 < 1, a ´ultima operac¸˜ao usada foi da tecla B e para descobrir qual era o n ´umero

anterior devemos usar nossa tecla D. 1 −181

1 18

= 17

Agora que obtemos o n ´umero 17, podemos ver pelo procedimento que utilizamos acima que os n ´umeros anteriores eram 16, 15, 14, 13,..., 2, 1. E aqui aplicamos 16 vezes a tecla C. Na contagem final, utilizamos 19 vezes a tecla C e 3 vezes a tecla D para enfim chegar em 1, o que significa que, fazendo o caminho reverso, utilizamos 19 vezes a tecla A e 3 vezes a tecla Bpara ir de 1 at´e 19

94.

2

N´ıvel 2

1. (Soluc¸˜ao de Lucas Maur´ıcio Ruan) Iremos usar repetidamente o produto not´avel (a − b)(a + b) − a2− b2. Para isso vamos dividir nosso produto em 2 partes:

(√5 +√6 +√7)(√5 +√6 −√7) = (√5 +√6)2− (√7)2 = (√5)2+ 2 ·√5 · 6 + (√6)2− 7 = 2 ·√30 + 4. (√5 −√6 +√7)(−√5 +√6 +√7) = (√7)2− (√5 −√6)2 = 7 − 5 + 2√5 · 6 − 6 = 2√30 − 4.

Agora vamos multiplicar as duas partes para obter o resultado da express˜ao:

(2√30 + 4) · (2√30 − 4) = (2√30)2− 42 = 120 − 16 = 104.

2. Infelizmente h´a um erro no enunciado e o problema n˜ao tem uma soluc¸˜ao, como se pode perceber quando substituimos o produto ab por 1 e por 2 e obtemos dois valores diferentes. Segue a express˜ao correta a sua soluc¸˜ao:

x = r ab 2 + √ 8 r ab + 16 4 + √ ab x2 = ab 2 + 2 √ ab + 8 ab + 16 4 + √ ab = ab + 4 √ ab + 16 ab + 4√ab + 16 = 1

Como, x ´e n˜ao negativo, segue que x = 1.

(4)

(√19 − x +√97 + x)2 = 196 (19 − x) + (97 + x) + 2p(19 − x)(97 + x) = 196 2p(19 − x)(97 + x) = 80

p

(19 − x)(97 + x) = 40.

Elevando a equac¸˜ao anterior ao quadrado, temos:

(19 − x)(97 + x) = 1600 1843 − 97x + 19x − x2 = 1600

x2+ 78x − 243 = 0.

Agora chegamos em uma equac¸˜ao do 2ograu, que podemos resolver usando a f ´ormula de

Bh´askara. Teremos ∆ = 782− 4 · (−243) · 1 = 7056 = 842e desse modo:

x = −78 ± √ 842 2 = −78 ± 84 2

E da´ı temos que x = 3 ou x = −81 e substituindo na equac¸˜ao inicial vemos que esses dois valores funcionam, concluindo o problema.

4. (Soluc¸˜ao Oficial) Usaremosnesse problema as fatorac¸ ˜oes x3− y3 = (x − y)(x2+ xy + y2 e

x3+ y3= (x + y)(x2− xy + y2). Observe que:

x3+ 1 = (x + 1)(x2− x + 1) E tamb´em que:

(x − 1)3− 1 = (x − 1 − 1)[(x − 1)2+ (x − 1) + 1] = (x − 2)(x2− x + 1) Assim, o que queremos analisar ´e:

23− 1 23+ 1 · 33− 1 33+ 1· . . . · 1003− 1 1003+ 1 = Q101 i=3(i − 1) 3− 1 Q100 i=2i3+ 1 = Q101 i=3(i − 2)(i 2− i + 1) Q100 i=2(i + 1)(i2− i + 1) .

E essa nova forma de ver a express˜ao nos providencia muitos cancelamentos,s sobrando somente

(3 − 2)(4 − 2)(1012− 101 + 1) 99 + 1)(100 + 1)(22− 2 + 1)

que, efetuando os devidos cancelamentos, ´e o mesmo que 3367 5050. 5. (Soluc¸˜ao Oficial) As duas equac¸ ˜oes produzem:

a3 = 3ab2+ 11 a3− 3ab2 = 11

(5)

e

b3 = 3a2b + 2 b3− 3a2b = 2 (b3− 3a2b)2 = 22

b6+ 9a4b2− 6a2b4 = 4

Somando as equac¸ ˜oes anteriores, temos

a6+ b6+ 3a2b4+ 3a4b2 = 125 (a2+ b2)3 = 53

a2+ b2 = 5

3

N´ıvel 3

1. (Soluc¸˜ao de Lorenzo Andreaus) Podemos supor sem perda de generalidade que a altura de cada degrau da escada de 1000 degraus ´e 4. Na mesma unidade de medida, a altura de cada degrau da escada de 800 degraus ser´a d. Como as duas escadas tem mesma altura, ficamos com 800d = 1000 · 4, ou seja, d = 5.

Como mmc(4, 5) = 20, as escadas estar˜ao no mesmo andar a cada 5 degraus da escada de 1000 degraus e a cada 4 degraus da escada de 800 degraus. Em cada um desses casos em que as escadas tem o mesmo n´ıvel temos um andar, logo, o total de andares ´e:

1000 5 =

800 4 = 200 2. (Soluc¸˜ao de M ´ormon Lima dos Santos) Note que, se n ≥ 4:

n! = 1 · 2 · 3 · 4 · . . . · n

Note que, nesse caso, n! ser´a m ´ultiplo de 3 e de 4 e portanto ser´a m ´ultiplo de 12. Desse modo: 1! + 2! + 3! + 4! + 5! + . . . + n! ≡ 1 + 2 + 6 + 0 + 0 + . . . + 0 = 9(mod.12)

3. (Soluc¸˜ao de Rodrigo Rachid) Seja k2 = pn + 1. Desse fato temos k2 ≡ 1 (mod p), e da´ı

sabemos que p divide k2− 1 = (k + 1)(k − 1). Como p ´e primo, teremos que k ≡ ±1 (mod p)

e temos dois casos a considerar. Se k ≡ 1 (mod p), podemos escrever

k = pq + 1 k2 = p2q2+ 2pq + 1 pn + 1 = p2q2+ 2pq + 1 pn = p2q2+ 2pq n = pq2+ 2q n + 1 = pq2+ 2q + 1 = (p − 1)q2+ (q + 1)2.

Aqui, vemos que (n + 1) ´e a soma de (p − 1) vezes o quadrado perfeito q2mais uma vez o

(6)

Se k ≡ −1 (mod p), podemos escrever k = pq − 1 k2 = p2q2− 2pq + 1 pn + 1 = p2q2− 2pq + 1 pn = p2q2− 2pq n = pq2− 2q n + 1 = pq2− 2q + 1 = (p − 1)q2+ (q + 1)2.

Aqui vemos que (n + 1) ´e a soma de (p − 1) vezes o quadrado perfeito q2mais uma vez o

quadrado perfeito (q − 1)2, ou seja, ´e a soma de p quadrados perfeitos tamb´em neste caso,

concluindo o problema.

4. (Soluc¸˜ao de Lorenzo Andreaus) Note que, para 1 ≤ n ≤ 1993 temos s(n) ≤ 27. De fato, se ntem no m´aximo 3 d´ıgitos temos s(n) ≤ 9 + 9 + 9 = 27. Se n est´a entre 999 e 1900 temos s(n) ≤ 1 + 8 + 9 + 9 = 27. Por fim, se n est´a entre 1899 e 1994 temos s(n) ≤ 1 + 9 + 8 + 9 = 27. Assim, 1993 = n + s(n) ≤ n + 27 =⇒ n ≥ 1966 Note que n < 1993, caso contr´ario n + s(n) > n ≥ 1993, que ´e um absurdo. Logo, 1966 ≤ n ≤ 1992.

Escreva agora n = 1900 + 10x + y, com x e y algarismo e 6 ≤ x ≤ 9. Como sabemos que n ≡ s(n) (mod 9), teremos que:

1993 = n + s(n) ⇒ 4 ≡ s(n) + s(n) (mod 9) ⇒ s(n) ≡ 2 (mod 9)

Note ainda que s(n) ≥ 1 + 9 + 6 + 0 = 16 ⇒ 16 ≤ s(n) ≤ 27 e o ´unico n ´umero nesse intervalo que deixa resto 2 por 9 ´e 20. Logo, s(n) = 20 ⇒ n = 1993 − 20 = 1973.

5. (Soluc¸˜ao Oficial) Suponha que podemos escolher p um primo que n˜ao divida n. Se p e m n˜ao fossem primos entre si, ter´ıamos que p|m ⇒ p|m + p ⇒ p|n que ´e um absurdo. Logo, p e m s˜ao de fato primos entre si. Logo, nosso problema se resume a provar que podemos achar 2 ≤ p ≤ n − 2. Suponha que esse primo n˜ao existe.

Desse modo, se pegarmos qualquer primo q que divida n − 2 ele tamb´em dever´a dividir n ⇒ q|n − (n − 2) = 2 ⇒ q = 2. Logo, (n − 2) s ´o tem fatores 2 e podemos escrever n − 2 = 2k

com k ≥ 3, pois n − 2 ≥ 7 − 2 = 5 > 4.

De modo semelhante, se pegarmos qualquer primo q que divida n − 3 ele tamb´em dever´a dividir n ⇒ q|n − (n − 3) = 3 ⇒ q = 3. Logo, (n − 3) s ´o tem fatores 3 e podemos escrever n − 3 = 3tcom k ≥ 2, pois n − 3 ≥ 7 − 3 = 4 > 3.

Juntando os dois fatos acima:

n − 2 = (n − 3) + 1 ⇒ 2k= 3t+ 1

Como t ≥ 1, da equac¸˜ao acima temos 2k ≡ 1 (mod 3) ⇒ (−1)k ≡ 1 (mod 3) ⇒ k ´e par.

Escrevendo ent˜ao k = 2a e substituindo na equac¸˜ao acima temos: 22a= 3t+ 1 ⇒ 3t= 22a− 1 = (2a+ 1)(2a− 1)

Portanto, os n ´umeros 2a− 1 e 2a+ 1devem ser duas potˆencias de 3 com diferenc¸a 2, de onde

s ´o podemos concluir que 2a− 1 = 1 e 2a+ 1 = 3, ou seja, a = 1. Por´em, se a = 1 ⇒ k = 2 ⇒

n − 2 = 22= 4 ⇒ n = 6que ´e um absurdo.

Logo, existe q primo entre 2 e q−2, inclusive, tal que q n˜ao divide n. Disso segue que, fazendo p = qe m = n − q o nosso problema est´a resolvido.

Referências

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