T´ecnicas de Virtualiza¸c˜ ao
Michel Pinheiro Madruga, UCPEL
Resumo—Atualmente o conceito de virtualiza¸c˜ao tem sido lembrado como uma poss´ıvel solu¸c˜ao de baixo custo para fornecer confiabilidade, isolamento e escalabilidade a alguns sistemas. Virtualiza¸c˜ao ´e a t´ecnica que permite particionar um ´unico sistema computacional em v´arios outros denominados de m´aquinas virtuais. Cada m´aquina virtual oferece um ambiente completo muito similar a uma m´aquina f´ısica. Com isso, cada m´aquina virtual pode ter seu pr´oprio sistema operacional, aplicativos e servi¸cos de rede. Este artigo tem como objetivo revisar o hist´orico e os conceitos referentes a virtualiza¸c˜ao, t´ecnicas utilizadas e as ferramentas em destaque para virtualiza¸c˜ao de uma m´aquina.
Palavras-Chave—Virtualiza¸c˜ao, M´aquinas Virtuais, T´ecnicas de Virtualiza¸c˜ao, Ferramentas de Virtualiza¸c˜ao.
F
1 Introdu¸ c˜ ao
O
conceito de virtualiza¸c˜ao vem sendo utili- zado h´a muito tempo, para ser mais preciso desde o inicio dos anos 70, nessa ´epoca era comum que computadores (mainframes) tivessem seu pr´o- prio sistema operacional, mesmo sendo de um´
unico fabricante, esse foi um dos principais mo- tivos para o aparecimento das maquinas virtuais, ou seja, permitir que um software legado execu- tasse nesses mainframes. Uma m´aquina virtual ´e uma camada de software que oferece um ambiente completo muito similar ao de uma maquina f´ısica, e consequentemente cada uma destas m´aquinas virtuais possuem seu pr´oprio sistema operacional, bibliotecas e aplicativos.
De certa forma a virtualiza¸c˜ao auxilia usu´arios a trabalharem com uma diversidade de plata- formas de software (sistemas operacionais) sem aumentar o numero de plataformas de hardware (m´aquinas f´ısicas), sendo assim ´e proporcionado ao usu´ario um alto grau de portabilidade e de flexibilidade, permitindo que este execute diversas aplica¸c˜oes em um mesmo hardware.
Nos ´ultimos anos, dada a importˆancia e a quantidade de aplica¸c˜oes em que a virtualiza¸c˜ao pode ser empregada, houve um investimento ma- ci¸co nesta tecnologia por parte de fabricantes de
• Michel Pinheiro Madruga: Engenharia de Computa¸c˜ao, Centro de Polit´ecnico - CPoli. Universidade Cat´olica de Pelotas - UCPEL.
E-mail: [email protected]
processadores e no desenvolvimento de produtos de software.
Com base no que foi mencionado at´e o mo- mento ´e poss´ıvel imaginar que a virtualiza¸c˜ao oferece uma gama bastante grande de aplica¸c˜oes.
O objetivo deste trabalho ´e apresentar os princi- pais conceitos da virtualiza¸c˜ao, discutir aspectos relacionados com sua utiliza¸c˜ao e mostrar suas t´ecnicas e principais ferramentas existentes para sua implanta¸c˜ao.
O artigo est´a dividido em 6 sess˜oes, al´em desta introdu¸c˜ao, o artigo est´a dividido da seguinte forma: Na sess˜ao 2 ser´a abordado os conceitos de virtualiza¸c˜ao, m´aquinas reais e m´aquinas virtuais;
Seguindo na sess˜ao 3 ser´a exposto as t´ecnicas de virtualiza¸c˜ao; A sess˜ao 4 ´e mostrado as principais ferramentas para virtualiza¸c˜ao de uma m´aquina;
Na sess˜ao 5 ´e feita a compara¸c˜ao entre essas ferramentas; E para finalizar este artigo a sess˜ao 6 conta com as considera¸c˜oes finais.
2 Virtualiza¸ c˜ ao e M´ aquinas Virtuais
A virtualiza¸c˜ao ´e uma tecnologia que permite que um ´unico equipamento f´ısico execute diversos sistemas operacionais. Cada sistema operacional
´e executado sobre um ambiente virtual indepen- dente e isolado do sistema real, conhecido como VM.
Este cap´ıtulo aborda os principais conceitos envolvidos na constru¸c˜ao de m´aquinas virtuais, compara¸c˜ao entre virtualiza¸c˜ao e emula¸c˜ao e com- para¸c˜ao entre ambientes virtualizados e ambientes n˜ao virtualizados.
Sistemas Operacionais II cSOII
2.1 Conceito de Virtualiza¸c˜ao
A virtualiza¸c˜ao pode ser definida como uma me- todologia que permite a divis˜ao de um ´unico computador f´ısico em diversos computadores vir- tuais independentes entre si. A cria¸c˜ao de um ambiente virtualizado acontece com a aplica¸c˜ao de um ou mais conceitos ou tecnologias, tais como o particionamento de hardware e software, o TSS, a simula¸c˜ao total ou parcial e a emula¸c˜ao.
Isso possibilita que em um mesmo computador f´ısico sejam executados dois ou mais sistemas operacionais com total independˆencia entre si [1].
Entre os benef´ıcios imediatos e vis´ıveis da vir- tualiza¸c˜ao est˜ao:
• O parque de m´aquinas ´e menor: com o me- lhor aproveitamento dos recursos j´a exis- tentes, a necessidade de aquisi¸c˜ao de no- vos equipamentos diminui, assim como os consequentes gastos com instala¸c˜ao, espa¸co f´ısico, refrigera¸c˜ao, manuten¸c˜ao, consumo de energia, entre outros.
• Seguran¸ca e confiabilidade: como cada m´a- quina virtual funciona de maneira indepen- dente das outras, um problema que surgir em uma delas - como uma vulnerabilidade de seguran¸ca - n˜ao afetar´a as demais.
• Uso de sistemas legados: pode-se manter em uso um sistema legado, isto ´e, antigo, mas ainda essencial `as atividades da companhia, bastando destinar a ele uma m´aquina virtual compat´ıvel com o seu ambiente.
• Gerenciamento centralizado: dependendo da solu¸c˜ao de virtualiza¸c˜ao utilizada, fica mais f´acil monitorar os servi¸cos em execu¸c˜ao, j´a que o seu gerenciamento ´e feito de maneira centralizada;
• Ambiente de testes: ´e poss´ıvel avaliar um novo sistema ou uma atualiza¸c˜ao antes de efetivamente implement´a-la, diminuindo sig- nificativamente os riscos inerentes a procedi- mentos do tipo.
Outro conceito a ser discutido para o entendi- mento de virtualiza¸c˜ao ´e o do Virtual Machine Monitor (VMM), ou seja, Monitor de M´aquina Virtual tamb´em conhecido por Hypervisor.
O Virtual Machine Monitor ´e um componente de software que hospeda as m´aquinas virtuais [2].
O VMM ´e respons´avel pela virtualiza¸c˜ao e con- trole dos recursos compartilhados pelas m´aquinas
virtuais, tais como, processadores, dispositivos de entrada e sa´ıda, mem´oria, armazenagem. Tam- b´em ´e fun¸c˜ao do VMM escalonar qual m´aquina virtual vai executar a cada momento, semelhante ao escalonador de processos do Sistema Operaci- onal [3].
2.2 M´aquinas Reais e M´aquinas virtuais Uma m´aquina real, independente de tamanho, fun¸c˜ao ou forma, possui cinco componentes b´a- sicos [4]: processador, mem´oria, dispositivos de entrada e sa´ıda, armazenamento em disco e pro- gramas aplicativos.
Dentre esses cinco componentes, os quatro pri- meiros s˜ao classificados como hardware. J´a o ´ul- timo componente, tamb´em conhecido como soft- ware, engloba todas as instru¸c˜oes que colocam o conjunto de hardware em funcionamento. O conjunto de hardware e software d´a vida a um sistema computacional.
Por outro lado, uma m´aquina virtual pode ser definida como a abstra¸c˜ao em software de uma m´aquina f´ısica real [5]. Esta abstra¸c˜ao possibi- lita a divis˜ao de uma ´unica plataforma f´ısica de hardware em duas ou mais plataformas virtuais, tendo cada plataforma virtual os seus pr´oprios recursos e dando aos usu´arios a ilus˜ao de estarem acessando diretamente a m´aquina f´ısica [6].
3 T´ ecnicas de Virtualiza¸ c˜ ao
Dentre as t´ecnicas de virtualiza¸c˜ao dispon´ıveis, as mais utilizadas s˜ao: Virtualiza¸c˜ao total (full virtualization), paravirtualiza¸c˜ao (paravirtualiza- tion) e tradu¸c˜ao dinˆamica (dynamic translation).
Cada uma destas t´ecnicas ser˜ao detalhadas nesta se¸c˜ao.
3.1 Virtualiza¸c˜ao total
A t´ecnica de virtualiza¸c˜ao total (VMWARE, 2007a), disponibiliza ao sistema h´ospede uma r´eplica do hardware f´ısico. Isso resulta em um ambiente no qual qualquer sistema operacional ou aplicativo possa ser executado da mesma forma como se estivessem sendo executados em um ambiente real ou n˜ao virtualizado. Esta ´e uma das t´ecnicas de virtualiza¸c˜ao utilizadas pela fer- ramenta VMware.
A principal vantagem da virtualiza¸c˜ao total
´e que qualquer sistema operacional convencional
pode ser instalado e executado no ambiente vir- tual como h´ospede, sem a necessidade de altera-
¸c˜oes. O sistema h´ospede tem a “ilus˜ao” de estar rodando sobre um hardware real e exclusivo. Na virtualiza¸c˜ao total, todo acesso ao hardware ´e intermediado pelo VMM, o que torna a execu¸c˜ao do sistema h´ospede mais lenta.
3.2 Paravirtualiza¸c˜ao
A paravirtualiza¸c˜ao surge como uma solu¸c˜ao para problemas semelhantes aos causados pela virtu- aliza¸c˜ao total. Nela, o sistema operacional do h´ospede roda em uma m´aquina virtual similar ao hardware f´ısico, mas n˜ao equivalente.
Como este m´etodo, o h´ospede ´e modificado para recorrer ao Hypervisor quando necessitar de qualquer instru¸c˜ao privilegiada e n˜ao diretamente ao processador. Assim, o VMM n˜ao precisa in- terceptar estas solicita¸c˜oes e test´a-las (tarefa que causa perda de desempenho), como acontece na virtualiza¸c˜ao total.
Al´em disso, a paravirtualiza¸c˜ao diminui expres- sivamente os problemas com compatibilidade de hardware porque o sistema operacional do h´os- pede acaba podendo utilizar drivers adequados.
Na virtualiza¸c˜ao total, os drives dispon´ıveis s˜ao
”gen´ericos”, isto ´e, criados para suportar o m´a- ximo poss´ıvel de dispositivos, mas sem considerar as particularidades de cada componente.
Por´em a principal desvantagem da paravirtua- liza¸c˜ao ´e a necessidade de o sistema operacional ter que sofrer modifica¸c˜oes para ”saber”que est´a sendo virtualizado, podendo gerar custos com adapta¸c˜ao e atualiza¸c˜ao ou limita¸c˜oes referentes
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a migra¸c˜ao para um novo conjunto de hardware, por exemplo.
3.3 Tradu¸c˜ao Dinˆamica
A tradu¸c˜ao dinˆamica consiste em traduzir, em tempo de execu¸c˜ao do programa, as instru¸c˜oes de um formato para outro [7]. Tamb´em conhecida como recompila¸c˜ao dinˆamica, nesta t´ecnica as so- licita¸c˜oes de um sistema h´ospede s˜ao analisadas, reorganizadas e traduzidas em novas sequˆencias durante a sua execu¸c˜ao. A t´ecnica de tradu¸c˜ao dinˆamica tamb´em deve detectar e tratar as ins- tru¸c˜oes n˜ao-privilegiadas e traduzir as instru¸c˜oes geradas pelo sistema h´ospede `a interface ISA do hospedeiro.
A Java Virtual Machine (JVM) ´e um exemplo de aplica¸c˜ao desta t´ecnica de virtualiza¸c˜ao, que tamb´em ´e empregada em emuladores como o QEMU, com o objetivo de melhorar o desempe- nho [8].
4 Ferramentas de Virtualiza¸ c˜ ao
A virtualiza¸c˜ao tem se tornado a grande revolu¸c˜ao da ´area de TI nesses ´ultimos anos, basta ver o crescimento do volume de investimento das empresas nesse sentido e o crescimento das empre- sas que oferecem solu¸c˜oes de virtualiza¸c˜ao. Atu- almente, existem dispon´ıveis v´arias solu¸c˜oes de virtualiza¸c˜ao. Por´em ser˜ao apresentadas somente aquelas que est˜ao em destaque quando falamos de virtualiza¸c˜ao: VMware, Xen, VirtualBox e Micro- soft.
4.1 VMware
VMWare ´e uma infra-estrutura de virtualiza¸c˜ao, fornecendo softwares para virtualiza¸c˜ao desde am- bientes desktop a ambientes de data centers.
Os produtos disponibilizados dividem-se em trˆes categorias: gerenciamento e automa¸c˜ao, intra- estrutura virtual e plataformas de virtualiza¸c˜ao.
O VMWare ´e executado como se fosse um pro- grama, no espa¸co de aplica¸c˜ao, dentro de um sistema operacional hospedeiro, o qual fica res- pons´avel pela abstra¸c˜ao dos dispositivos que se- r˜ao disponibilizados para o sistema operacional visitante.
Entre os produtos fornecidos pela VMWare, podemos encontrar o VMWare Workstation, Ser- ver, Fusion e Player, que s˜ao plataformas de virtualiza¸c˜ao que s˜ao executadas em um sistema operacional hospedeiro. No entanto, h´a outra pla- taforma, VMWare ESX, que ´e, por si mesma, um sistema operacional hospedeiro. Este apresenta desempenho melhor que os demais, mas reduz a portabilidade.
Na arquitetura do VMWare, a virtualiza¸c˜ao ocorre a n´ıvel de processador. As instru¸c˜oes pri- vilegiadas a serem executadas s˜ao capturadas e virtualizadas pelo VMM, enquanto que as outras instru¸c˜oes s˜ao executadas diretamente no proces- sador hospedeiro.
4.2 Xen
Xen ´e um nome bastante forte quando o assunto
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e virtualiza¸c˜ao. Trata-se de uma solu¸c˜ao baseada em VMM que utiliza a t´ecnica de paravirtualiza-
¸c˜ao e teve seu desenvolvimento promovido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. O projeto ´e compat´ıvel com v´arias plataformas e arquiteturas.
O Xen permite que uma ´unica m´aquina f´ısica seja eficientemente dividida, permitindo a execu-
¸c˜ao simultˆanea de m´ultiplos sistemas h´ospedes, com prote¸c˜ao e isolamento dos recursos e um bom desempenho. Disponibilizado como software livre, o Xen ´e gratuito e o seu c´odigo-fonte pode ser acessado por qualquer pessoa. Por isso, seu uso
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e bastante difundido no meio acadˆemico e por entusiastas de sistemas Linux, por exemplo.
Diferentemente do VMware, para que um sis- tema h´ospede possa ser executado sob o Xen, devido `a t´ecnica de paravirtualiza¸c˜ao que ´e uti- lizada na constru¸c˜ao da m´aquina virtual, ele precisa ser alterado. Em ambientes que utilizem sistemas operacionais open source, como o Linux, por exemplo, que possibilita a recompila¸c˜ao do n´ucleo, isto ´e perfeitamente poss´ıvel. J´a em siste- mas n˜ao open source, como no caso do Windows, que n˜ao permite altera¸c˜oes, torna-se imposs´ıvel execut´a-lo sobre um ambiente Xen paravirtuali- zado.
Al´em de suportar a t´ecnica de paravirtuali- za¸c˜ao, o Xen tamb´em pode ser implementado com a utiliza¸c˜ao da t´ecnica de virtualiza¸c˜ao total, por´em, para isto, ´e necess´ario que o equipamento f´ısico possua um processador com a extens˜aoIntel Virtualization Technology (IVT) ou AMD Virtu- alization (AMD-V), que implementa a virtualiza-
¸c˜ao com a ajuda do hardware. A utiliza¸c˜ao desta
t´ecnica no Xen simplifica a sua implementa¸c˜ao e possibilita a instala¸c˜ao de sistemas como o Windows que n˜ao ´e suportado pelo Xen na t´ecnica de paravirtualiza¸c˜ao.
4.3 VirtualBox
VirtualBox ´e um aplicativo criado pela empresa alem˜a Innotek, voltado para a constru¸c˜ao de am- bientes de m´aquinas virtuais. Utilizando a t´ecnica de virtualiza¸c˜ao total, o VirtualBox ´e um sistema f´acil de usar, com bom desempenho e com suporte a uma grande variedade de sistemas h´ospedes e hospedeiros.
O VirtualBox ´e disponibilizado em duas ver- s˜oes: uma comercial com todos os recursos dis- pon´ıveis e outra gratuita, sob licenciamento GPL e com algumas limita¸c˜oes. No VirtualBox a m´a- quina virtual n˜ao possui uma BIOS como no VMware. No momento da ativa¸c˜ao da m´aquina pode ser disponibilizado um menu com trˆes op-
¸c˜oes de boot: disquete, CD-ROM e disco r´ıgido.
O gerenciamento dos discos virtuais ´e feito pelo Virtual Disk Manager, aplicativo j´a inserido no VirtualBox. Atrav´es do Virtual Disk Manager ´e poss´ıvel gerenciar os discos virtuais de qualquer VM do VirtualBox.
4.4 Microsoft (Virtual PC)
A Microsoft tamb´em tem presen¸ca expressiva no mercado de virtualiza¸c˜ao, especialmente porque os seus softwares da categoria se integram facil- mente aos seus sistemas operacionais, pelo menos na maioria das vezes.
Um deles ´e o Virtual PC, criado pela empresa Connectix no ano de 1997, ´e uma ferramenta voltada para virtualiza¸c˜ao de sistemas Windows e emula¸c˜ao de Windows em sistemas PowerPC.
O Virtual PC foi uma das primeiras iniciativas no sentido de portar a tecnologia de virtualiza-
¸c˜ao, naquela ´epoca restrita aos mainframes, aos
computadores da plataforma x86 e PowerPC. Em 2003, a tecnologia de virtualiza¸c˜ao da empresa Connectix foi adquirida pela Microsoft.
A Microsoft tamb´em possui uma ferramenta para o gerenciamento do ambiente virtual. Trata- se do System Center Virtual Machine Manager (SCVMM), entre suas caracter´ısticas destacam- se: a facilidade no uso, a possibilidade de au- tomatiza¸c˜ao de atividades atrav´es de scripts PowerShell, o gerenciamento centralizado das m´a- quinas virtuais, facilidade no processo de conver- s˜ao de m´aquina f´ısica para virtual.
o SCVMM tamb´em suporta ambientes virtua- lizados com VMware ESX e Hyper-V. O Hyper-V
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e uma solu¸c˜ao de virtualiza¸c˜ao que ´e integrada `a linha de sistemas operacionais para servidores da empresa (como o Windows Server 2012), embora tamb´em funcione em determinadas vers˜oes para uso dom´estico ou em escrit´orios (como o Windows 8).
Tendo como base o conceito de hypervisor, o Hyper-V consegue lidar com v´arios cen´arios de virtualiza¸c˜ao, inclusive aqueles de alto desempe- nho, podendo trabalhar, por exemplo, com data centers virtuais.
5 Compara¸ c˜ oes
Nesta sess˜ao iremos comparar ferramentas de vir- tualiza¸c˜ao a n´ıvel de usu´ario. O modo de compa- ra¸c˜ao foi feito atrav´es de testes, disponibilizados pelo TecMundo, utilizando um computador com as seguintes configura¸c˜oes:
• Intel Core i3 330M (3 MB Cache – 2.13 Ghz);
• Motherboard: MSI-1454;
• istema operacional: Windows 7 Ultimate x64 (Service Pack 1);
• 8 GB Mem´oria RAM DDR3;
• HD 500 GB Western Digital (7200 rpm).
Nos ambientes virtuais, as imagens de disco foram padronizadas com a configura¸c˜ao mostrada abaixo.
• 1 Core por imagem virtual;
• Windows 7 Professional ‘Trial’;
• 1 GB Mem´oria RAM;
• HD 15GB.
Durante os testes, foram analisados trˆes aspec- tos das m´aquinas virtuais: tempo de inicializa¸c˜ao, desempenho durante a execu¸c˜ao de algumas apli- ca¸c˜oes e velocidade de leitura/escrita dos discos virtuais criados. Para isso, foram utilizadas apli- ca¸c˜oes como BootRacer, Auslogics Benchtown e Disk Speed.
Todos os testes foram realizados em m´aquinas virtuais contendo aplica¸c˜oes como: Microsoft Of- fice 2007, Microsoft Security Essentials, Adobe Reader, Windows Live Messenger e iTunes, al´em das ferramentas nativas do sistema operacional.
5.1 Tempo de Inicializa¸c˜ao
Foram realizadas cinco medi¸c˜oes de tempo para cada aplicativo, como mostrado na figura 1, sendo que em nenhum momento entre a contagem de tempos o programa foi encerrado.
Figura 1. Tempo de Inicializa¸c˜ao
5.2 Desempenho com Aplica¸c˜oes
A pr´oxima ferramenta de testes utilizada foi a Auslogics Benchtown, que possui uma escala com varia¸c˜ao de 0 a 1000, na qual 0 ´e o pior desem- penho poss´ıvel da m´aquina e 1000, o melhor. As medi¸c˜oes foram realizadas em trˆes etapas diferen- tes, como mostrado na figura 2.
Primeiro, os dados foram coletados sem ter nenhuma aplica¸c˜ao em execu¸c˜ao. A segunda me- di¸c˜ao foi feita com poucas ferramentas sendo executadas. J´a a terceira coleta de informa¸c˜oes foi realizada com muitas aplica¸c˜oes abertas nas m´aquinas virtuais.
Figura 2. Desempenho com Aplica¸c˜oes
5.3 Teste nos Discos
O terceiro aplicativo utilizado na an´alise do grupo de pesquisas foi o Disk Speed, que coleta informa-
¸c˜oes como velocidade de leitura e escrita em um disco r´ıgido. Os resultados obtidos ao realizar os testes nos HDs emulados pelas plataformas s˜ao mostrados atrav´es da figura 3.
Figura 3. Teste nos Discos
Foi conclu´ıdo ent˜ao que o VMWare foi o que apresentou melhor desempenho nos testes, re- alizando com facilidade e eficiˆencia as tarefas propostas. Embora n˜ao tenha sido o mais r´apido em todos os exames, no geral foi o que obteve as melhores metas. Apesar disso, ´e a ´unica das trˆes plataformas utilizadas que requer licenciamento, diferente das demais.
6 Considera¸ c˜ oes Finais
A virtualiza¸c˜ao ´e uma t´ecnica que est´a cada vez mais presente na ´area de TI. Isso vem sendo revelado pelo grande n´umero de empresas que surgem com solu¸c˜oes de gerˆencia de ambientes virtualizados, como citados neste artigo, e pelo aumento sucessivo de investimentos na ´area [9].
Com isso, atrav´es do exposto, percebemos que a virtualiza¸c˜ao ´e de grande importˆancia e que possui suas pr´oprias t´ecnicas e ferramentas, que cabe ao usu´ario escolhe-la de acordo com suas necessidades, al´em disso foi mostrado atrav´es de testes que a ferramenta VMware teve melhor desempenho, n˜ao desmerecendo as demais, pois cada uma possui pontos positivos e negativos.
Referˆ encias
[1] David E Williams. Virtualization with Xen (tm): Including XenEnterprise, XenServer, and XenExpress: Including Xe- nEnterprise, XenServer, and XenExpress. Syngress, 2007.
[2] Robert Rose. Survey of system virtualization techniques, march 8, 2004, 2007.
[3] Daniel A Menasc´e. Virtualization: Concepts, applications, and performance modeling. InInt. CMG Conference, pages 407–414, 2005.
[4] Peter Norton. Introdu¸c˜ao `a inform´atica. Pearson Makron Books, 1996.
[5] William McEwan. Virtual machine technologies and their application in the delivery of ict. Proceedings of the 15th Annual NACCQ, Hamilton, New Zealand, 2002, 2002.
[6] Susanta Nanda Tzi-cker Chiueh and Stony Brook. A survey on virtualization technologies. RPE Report, pages 1–42, 2005.
[7] David Ung and Cristina Cifuentes. Dynamic binary trans- lation using run-time feedbacks. Science of Computer Programming, 60(2):189–204, 2006.
[8] Fabrice Bellard. Qemu, a fast and portable dynamic trans- lator. InUSENIX Annual Technical Conference, FREENIX Track, pages 41–46, 2005.
[9] Alexandre Carissimi. Virtualiza¸c˜ao: da teoria a solu-
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c˜oes. Minicursos do Simp´osio Brasileiro de Redes de Computadores–SBRC, 2008:173–207, 2008.
Michel Pinheiro Madruga Graduando em Engenharia de Computa¸c˜ao na Universidade Cat´olica de Pelotas, Bolsista de inicia¸c˜ao cientifica BIC/UCPel na linha de Sistemas Autˆonomos e Ub´ıquos.