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Apresentação da disciplina
Prezados alunos,
Estudaremos neste módulo a NR 15 – atividades e operações insalubres e a NR 16 Atividades e operações periculosas e também processo judicial – Justiça do Trabalho.
Indicamos a leitura da apostila e posteriormente os alunos deverão fazer os exercícios que serão postados oportunamente após a aula tele presencial que ocorrerá no dia 10.05.2014.
As literaturas consultadas para a confecção desta apostila e dos slides foram:
BRASIL, Ministério do Trabalho e Emprego, Normas Regulamentadoras 15 e 16. disponível em:
http://portal.mte.gov.br/portal-mte/
OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de. Proteção Jurídica à saúde do trabalhador. São Paulo, LTR, 2011, 6ª Edição.
SALIBA, Tuffi Messias; CORRÊA, Márcia Angelim chaves. Insalubridade e Periculosidade: aspectos técnicos e práticos. LTR 2013
SÜSSEKIND, Arnaldo; TEIXEIRA FILHO, João de Lima. Instituições do direito do trabalho. . ED. Atualizada.
São Paulo:
ZAINAGHI, Domingos Sávio. Processo do Trabalho. São Paulo, Editora revista dos tribunais, 2009 http://www.domtotal.com/direito/pagina/detalhe/32244/organizacao-judiciaria-trabalhista http://www.tst.jus.br/web/acesso-a-informacao/justica-do-trabalho
Objetivos
Após o estudo desta disciplina, esperamos que os alunos sejam capazes de:
Reconhecer as atividades e operações insalubres.
Conceituar atividades ou operações perigosas
Conteudo
Processo Judicial – Justiça do Trabalho
NR 15
NR 16
Atividades e operações insalubre e periculosas (NR 15 e 16)
Professor Autor: Maria Beatriz de Freitas Lanza
Professor Telepresencial: Maria Beatriz de Freitas Lanza Coordenador de Conteúdo: Pedro Sergio Zuchi
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1. Legislação CLT – Insalubridade e periculosidade
Artigo 189 da Consolidação das Leis do Trabalho
Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.
Artigo 190 da CLT:
O Ministério do trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.
Assim, O Ministério do Trabalho e Emprego regulamentou a matéria na Norma Regulamentadora – NR-15 da portaria 3214/78. Portanto, a possível caracterização da insalubridade ocorrerá somente se o agente estiver inserido na referida norma.
A súmula 460 do STF (Superior Tribunal Federal), dispõe:
Para efeito do adicional de insalubridade, a perícia judicial, em reclamação trabalhista, não dispensa o enqua- dramento da atividade entre as insalubres, que é ato da competência do Ministério do Trabalho.
Art. 191 – A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: (Redação conforme a Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
I – com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; (Incluído conforme Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
II – com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. (Incluído conforme Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
Parágrafo único – Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar as em- presas, estipulando prazos para sua eliminação ou neutralização, na forma deste Artigo. (Incluído conforme Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
PUC Minas Virtual • 3 Art. 192
O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de adicional respectivamente de 40%, 20% e 10% do salário mínimo, se- gundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo.
Art. 193
São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a:
I – inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;
II – roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patri- monial.
2. Processo Judicial
Antes de iniciarmos o estudo da NR 15 e da NR 16, vamos estudar o processo judicial – reclamação trabalhis- ta.
Reclamação Trabalhista
A reclamação trabalhista está regida por um rito ordinário simplificado, com ênfase para a facilidade de acesso à Justiça, permitindo até a reclamação pessoal verbal, e voltada para o “andamento rápido das causas”, com prioridade para o juízo conciliatório, de modo a implementar logo a paz social. (OLIVEIRA, 2011, p. 506)
OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de. Proteção jurídica à saúde do trabalhador. São Paulo, LTR, 2011, 6ª edição
Prova Pericial
De acordo com o Código de Processo Civil, art. 420, a prova pericial é um exame, vistoria ou avaliação.
O art. 145 estabelece: o juiz será assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento técni- co ou específico.
PUC Minas Virtual • 4 Etapas de um processo judicial trabalhista
O processo judicial inicia na vara da justiça do trabalho, ou seja 1ª instância.
As etapas de uma reclamação trabalhista, em síntese, são as seguintes:
1) Inicial – reclamante (funcionário ou ex-funcionário) inicia o processo na Justiça do Trabalho. Na inicial ele irá expor as informações pertinentes ao pacto laboral e irá fazer os pedidos que julga ter direito.
2) A reclamada é notificada para apresentar defesa. A reclamada irá contrariar a inicial expondo sua defesa e apresentando documentos necessários.
3) Marcada audiência para conciliação onde as duas partes comparecerão. Caso não haja acordo, o juiz pode- rá solicitar perícia técnica.
3.1 – a partir da indicação da perícia, as partes apresentarão quesitos.
4) o perito oficial informa dia e hora da perícia para o reclamante e para o perito assistente, caso uma das partes tenham indicado.
5) O perito oficial faz-se a diligência.
6) Em média o perito oficial tem 20 dias a partir do recebimento da notificação para apresentar laudo técnico baseado nas NRs 15 e 16.
7) Apresentado o laudo pelo perito as partes tem prazo para vistas e pedidos de esclarecimentos, caso neces- sário.
8) Perito presta esclarecimento.
9) Audiências de instrução.
10) Sentença final do Juiz.
Sentença
Sentença é o ato pelo qual o juiz põe fim ao processo, dando uma reposta às partes envolvidas. (ZAINAGHI, 2009, p. 77)
Recurso
O recurso tem por finalidade a revisão de uma decisão prolatada por um órgão judicial. (ZAINAGHI, 2009, p.
84)
ZAINAGHI, Domingos Sávio. Processo do Trabalho. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2009
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3. Histórico, composição e instâncias da justiça do trabalho
Histórico e Composição
Abaixo segue texto extraído do seguinte site:
http://www.domtotal.com/direito/pagina/detalhe/32244/organizacao-judiciaria-trabalhista
PUC Minas Virtual • 6 Instâncias da Justiça do Trabalho
Abaixo segue texto extraído do seguinte site: http://www.tst.jus.br/web/acesso-a-informacao/justica-do-trabalho A Justiça do Trabalho concilia e julga as ações judiciais entre trabalhadores e empregadores e outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, bem como as demandas que tenham origem no cum- primento de suas próprias sentenças, inclusive as coletivas.
Os órgãos da Justiça do Trabalho são o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e os Juízes do Trabalho.
Os Juízes do Trabalho atuam nas Varas do Trabalho e formam a 1ª instância da Justiça do Trabalho.
Os vinte e quatro (24) Tribunais Regionais do Trabalho são compostos por Desembargadores e repre- sentam a 2ª Instância da Justiça do Trabalho.
A reclamação trabalhista é distribuída a uma Vara do Trabalho. O Juiz, antes mesmo de analisar a de- manda, propõe uma conciliação entre as partes. Assim determina a lei.
Frustrada a negociação, será analisada a questão e prolatada a sentença.
Da sentença proferida pelo Juiz, cabe recurso para o Tribunal Regional do Trabalho – TRT, 2ª instância, que o julgará em uma de suas Turmas.
No TRT, a decisão (sentença) passa a ser conhecida por acórdão.
Do acórdão regional, cabe recurso para o TST. Trata-se de recurso técnico que depende de uma análise prévia, pela Presidência do TRT, para ser encaminhado ao TST.
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4. Caracterização da insalubridade
Na prática como se caracteriza a atividade como insalubre?
Mediante prova pericial – Engenheiro de Segurança ou Médico do Trabalho.
De acordo com o art. 195 CLT:
A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
§ 1º – É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Mi- nistério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
§ 2º – Arguida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por Sindicato em favor de grupo de associado, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, onde não houver, requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
§ 3º – O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho, nem a realização ex officio da perícia. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)
De acordo com Saliba e Corrêa, 2013, p.23:
“ ... Embora o art. 433, parágrafo único, do CPC estabeleça que o assistente técnico poderá apresentar parece- res dez dias após a apresentação do laudo, a lei processual trabalhista fixa o mesmo prazo para os peritos.
Esses prazos, no entanto, às vezes podem ser flexibilizados pelo juiz, isto é, alguns aceitam o laudo do assis- tente fora do prazo dado ao perito oficial, enquanto outros não.”
SALIBA, Tuffi Messias e CORRÊA, Márcia Angelim Chaves. Insalubridade e Periculosidade: Aspéctos Técn- cios e Prático. LTR 2013s
O adicional de insalubridade foi instituído no Brasil pela Lei 185, de 14/01/1936.
Para que se caracterize uma atividade como insalubre, do ponto de vista legal, esta atividades tem que estar prevista na legislação específica que no nosso caso é a NR 15 e seus 14 anexos.
Para refletir....
Situação 1 – foi verificado que existe agente insalubridade em uma empresa e diante do fato são aplicadas ações para eliminação, controle e neutralização do agente.
PUC Minas Virtual • 8 Situação 2 – existe agente insalubridade em uma empresa e não foram aplicadas ações para eliminação, con- trole e neutralização do agente.
Os funcionários expostos aos agentes insalubres farão jus ao recebimento do adicional de insalubridade.
- Fiscalização MTBE
- Ação judicial – justiça do trabalho
Existem situações de trabalho insalubre inerentes à atividade, tal como trabalhar com paciente com doença infecto contagiosa. Ou seja, não há como neutralizar a insalubridade. Anexo 14.
Quando a empresa paga o adicional de insalubridade de acordo com a NR 15 e seus 14 anexos, o caso está encerrado.
Mas atenção. O importante é a saúde do trabalhador e não o pagamento
Quando a empresa não paga pelo adicional devido ao empregado, este pode recorrer à justiça do trabalho e requerer o pagamento.
O juiz determinará prova pericial, desde que exista uma reclamação trabalhista.
ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES – NR 15
15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem:
15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.º 1, 2, 3, 5, 11 e 12;
15.1.2 (Revogado pela Portaria MTE n.º 3.751, de 23 de novembro de 1990)
15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.º 6, 13 e 14;
15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos n.º 7, 8, 9 e 10.
15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.
15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os subitens do item anteri- or, assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equi- valente a:
15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;
PUC Minas Virtual • 9 15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo vedada a percepção cumulativa.
15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicio- nal respectivo.
15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:
a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância;
b) com a utilização de equipamento de proteção individual.
15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador, com- provada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do traba- lho, devidamente habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização.
15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação perici- al por órgão competente, que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador.
15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.
15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho, desde que comprovada a insalu- bridade, o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido.
15.6 O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas.
15.7 O disposto no item 15.5. não prejudica a ação fiscalizadora do MTb nem a realização ex-officio da perícia, quando solicitado pela Justiça, nas localidades onde não houver perito.
NR 15 e seus 14 anexos
Anexo 1 – Limite de tolerância para ruído contínuo ou intermitente
Anexo 2 – Limites de tolerância para ruídos de impacto
Anexo 3 – Limites de tolerância para exposição ao calor
Anexo 4 – iluminação revogado pela portaria n. 3.751/90
PUC Minas Virtual • 10 Anexo 5 – Limites de tolerância para radiações ionizantes *
Anexo 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas
Anexo 7 – Radiações não ionizantes
Anexo 8 – Vibrações
Anexo 9 – Frio
Anexo 10 – Umidade
Anexo 11 – Agentes químicos cuja insalubridade é carcaterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho
Anexo 12 – Limites de tolerância para poeiras minerais
Anexo 13 – Agentes químicos
Anexo 14 – Agentes biológicos
Agentes de avaliação quantitativa
Nos anexos 1, 2, 3, 5, 8, 11 e 12 estão definidos os limites de tolerância para os agentes agressivos fixados em razão da natureza, da intensidade e do tempo de exposição.
Agentes Avaliação qualitativa
Nos anexos 7, 9, 10 e 13, a NR-15 estabelece que a insalubridade será comprovada pela inspeção realizada pelo perito no local de trabalho; ou seja, nesses anexos, o MTE não fixou limites de tolerância para os agentes agressivos.
Deve-se levar em conta na avaliação, dentre outros, o tempo de exposição, a forma de contato com o agente e o tipo de proteção usada.
Agentes de Avaliação qualitativa de riscos inerentes à atividade
O subitem 15.13 da NR-15 estabelece que serão insalubres as atividades mencionadas nos anexos 6, 13 e 14.
O fato de não haver meios de se eliminar ou neutralizar a insalubridade significa que esta é inerente à ativida- de.
PUC Minas Virtual • 11 Valores dos adicionais de insalubridade
O artigo 192 da CLT estabelece:
O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância fixados pelo MTE, assegura a percepção do adicional respectivamente de:
- 40% – grau máximo;
- 20% – grau médio;
- 10% – grau mínimo, do salário mínimo da região.
ATIVIDADES OU OPERAÇÕES QUE EXPONHAM
O TRABALHADOR A AGENTES INSALUBRES PERCENTUAL
1 – Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância
fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo anexo. 20%
2 – Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos
itens 2 e 3 do anexo 2. 20%
3 – Exposição ao calor com valores de IBUTG superiores aos limites de tolerância
fixados nos Quadros 1 e 2. 20%
4 – Revogado pela Portaria n. 3.751, de 23.11.90.
5 – Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites fixados
neste anexo. 40%
6 – Ar comprimido. 40%
7 – Radiações não ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspe-
ção realizada no local de trabalho. 20%
8 – Vibrações acima dos limites estabelecidos pela ISO 2631 e 5439 ou suas
substitutas. 20%
9 – Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de
trabalho. 20%
10 – Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no
local de trabalho. 20%
11 – Agentes químicos cujas concentrações sejam e superiores aos limites de
tolerância fixados no Quadro 1. 10%, 20% e 40%
PUC Minas Virtual • 12 ATIVIDADES OU OPERAÇÕES QUE EXPONHAM
O TRABALHADOR A AGENTES INSALUBRES PERCENTUAL
12 – Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tole-
rância fixados neste anexo. 40%
13 – Atividades ou operações envolvendo agentes químicos considerados insalu-
bres em de ocorrência de inspeção realizada no local de trabalho. 10%, 20% e 40%
14 – Agentes biológicos. 20% e 40%
http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras-1.htm
É vedada a percepção cumulativa dos adicionais de insalubridade, de acordo com o subitem 15.3, NR-15, Porta- ria n. 3.214; ou seja, o empregado exposto a dois agentes insalubres de diferentes graus percebe somente sobre aquele de maior grau. Para os agentes do mesmo grau, os adicionais não se somam.
BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
SÚMULA VINCULANTE N.º 4 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SÚMULA VINCULANTE N.º 4 DO SUPREMO TRI- BUNAL FEDERAL. 1. O Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária realizada no dia 30/4/2008, aprovou a Súmula Vinculante n.º 4, consagrando entendimento no sentido de que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. 2. Mais recentemente, o Ex. mo Sr. Presidente da excelsa Corte, ao conceder liminar na Re- clamação n.º 6.266, suspendeu a aplicação da Súmula n.º 228 do Tribunal Superior do Trabalho na parte em que se determinava a incidência do adicional de insalubridade sobre o salário básico. 3. Ante a impossibilidade de adoção de outra base de cálculo para o adicional de insalubridade por meio de decisão judicial, impõe-se manter o salário-mínimo, até que a incompatibilidade seja suprida por lei ou norma coletiva. 4. Agravo de ins- trumento não provido, com ressalva do entendimento pessoal do Relator."(Processo TST-AIRR-244340- 92.2004.5.02.0044; Primeira Turma; Rel. Ministro LELIO BENTES CORRÊA; DEJT – 02/07/2010).
ELIMINAÇÃO OU NEUTRALIZAÇÃO DA INSALUBRIDADE
Segundo o artigo 191 da CLT, a eliminação ou neutralização da insalubridade ocorrerá:
com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância;
com a utilização de EPIs pelo trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limite de tole- rância.
PUC Minas Virtual • 13 O controle da exposição aos riscos ocupacionais é feito através de medidas relativas ao ambiente e ao homem.
As medidas relativas ao ambiente compreendem aquelas destinadas a eliminar o agente em sua fonte e traje- tória, como, por exemplo, enclausurar uma máquina a fim de não permitir a propagação do ruído. Com a ado- ção dessa medida, a comprovação de sua eficácia ocorrerá através da avaliação quantitativa do ruído a fim de verificar se está abaixo dos limites de tolerância.
Não sendo possível ou suficiente o controle no ambiente, deve-se utilizar o controle individual. Dentre as medi- das individuais que podem ser aplicadas, a lei prevê o uso do EPI, (no exemplo: uso de protetor auricular) es- tabelecendo-se que deverá ele diminuir a intensidade do agente a limites de tolerância.
Desse modo, o equipamento a ser adquirido deve adequar-se ao risco e possuir fator de proteção que permita reduzir a intensidade ou concentração do agente insalubre a limites de tolerância, sendo que seu uso tem que ser efetivo. (SALIBA, 2012).
A NR-6 estabelece que a empresa é obrigada a fornecer gratuitamente o EPI adequado à atividade, treinar o trabalhador para o uso e torná-lo obrigatório. Já o trabalhador é obrigado a conservar e usar o EPI.
A cessação do pagamento do adicional de insalubridade ou periculosidade, de acordo com o artigo 194 da CLT, dar-se-á com a eliminação do risco à saúde e integridade física do trabalhador.
A cessação desse pagamento só será possível através de perícia que comprove a eliminação ou neutralização dos riscos.
2. Atividades e Operações Perigosas (NR-16).
INFLAMÁVEIS E EXPLOSIVOS
O Artigo 193 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), considera como atividades ou operações perigosas,
“aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos, roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, em condições de risco acentuado”.
Os trabalhadores executarem atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação do Ministério do Trabalho, devem receber o adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário de remuneração.
Energia Elétrica
Outro agente gerador de periculosidade é o contato com energia elétrica, instituído pela Lei n. 7.369/85, poste- riormente regulamentada pelo Decreto n. 93.412, de 14.10.86, que estabelece as atividades em condições de periculosidade e áreas de risco, embora a nova redação do art. 193 da CLT, não tenha contemplado este agen- te em seu texto.
PUC Minas Virtual • 14 A nova redação da súmula 191 do TST determina que para os eletricitários, o cálculo do adicional de periculo- sidade deverá incidir sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. Já nas horas de sobreaviso não há incidência do adicional de periculosidade, pois o empregado não se encontra em condições de risco.
Nr 16
16.1 São consideradas atividades e operações perigosas as constantes dos Anexos números 1 e 2 desta Nor- ma Regulamentadora-NR.
16.2 O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicio- nal de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prê- mios ou participação nos lucros da empresa.
16.2.1 O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido.
16.3 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Minis- tério do Trabalho, através das Delegacias Regionais do Trabalho, a realização de perícia em estabelecimento ou setor da empresa, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade perigosa.
16.4 O disposto no item 16.3 não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho nem a realização ex- officio da perícia.
16.5 Para os fins desta Norma Regulamentadora – NR são consideradas atividades ou operações perigosas as executadas com explosivos sujeitos a:
a) degradação química ou autocatalítica;
b) ação de agentes exteriores, tais como, calor, umidade, faíscas, fogo, fenômenos sísmicos, choque e atritos.
16.6 As operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, em quaisquer vasilhames e a granel, são consideradas em condições de periculosidade, exclusão para o transporte em pequenas quantida- des, até o limite de 200 (duzentos) litros para os inflamáveis líquidos e 135 (cento e trinta e cinco) quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos.
16.6.1 As quantidades de inflamáveis, contidas nos tanques de consumo próprio dos veículos, não serão con- sideradas para efeito desta Norma.
16.7 Para efeito desta Norma Regulamentadora considera-se líquido combustível todo aquele que possua pon- to de fulgor maior que 60ºC (sessenta graus Celsius) e inferior ou igual a 93ºC (noventa e três graus Celsius).
16.8 Todas as áreas de risco previstas nesta NR devem ser delimitadas, sob responsabilidade do empregador.
PUC Minas Virtual • 15 Súmula Nº 191 Adicional. Periculosidade. Incidência – Nova redação – Res. 121/2003, DJ 21.11.2003 – O adi- cional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais.
Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial.
Segundo o entendimento firmado na orientação jurisprudencial do TST nº267 SDI, o adicional de periculosida- de integra a base de cálculo das horas extras.
“Orientação jurisprudencial nº 267 Horas extras. Adicional de periculosidade. Base de cálculo. Inserido em 27.9.2002 — O adicional de periculosidade integra a base de cálculo das horas extras.”
Radiação não ionizante
O trabalho com exposição à radiação não ionizante, atualmente, também é considerado periculoso, de acordo com o exposto abaixo
Inicialmente o trabalho com exposição a radiação ionizante era considerado insalubre, de acordo com o anexo 5 da NR, 15 da Portaria 3.214/78, em 17.12.87, o MTE instituiu o adicional de periculosidade para as atividades ou operações que envolvem radiações ionizantes e substâncias radioativas, através da Portaria n. 3.393. Este instrumento, no entanto, é considerado ilegal por alguns profissionais da área jurídica uma vez que o direito ao recebimento do adicional fora criado por uma portaria.
De acordo com Saliba (2002), na data de 11/12/02, a Portaria 496 do MTE revogou a Portaria 3393/87 sendo a motivação desse ato a falta de amparo legal no artigo 193 – caput da CLT – e devido a esse agente ser classi- ficado como insalubre. Contudo, a Portaria 518 de 04 de abril de 2003 revogou a Portaria 496, voltando a vigo- rar, portanto, o adicional de periculosidade por radiação ionizante.
Posteriormente, O TST através Orientação jurisprudencial 345, firmou o entendimento sobre a legalidade da portaria, conforme segue abaixo:
“ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIALNº 345 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE RADIAÇÃO IONIZANTE OU SUBSTÂNCIA RADIOATIVA. DEVIDO. DJ 22.06.05
A exposição do empregado à radiação ionizante ou à substância radioativa enseja a percepção do adicional de periculosidade, pois a regulamentação ministerial (Portarias do Ministério do Trabalho nºs 3.393, de
17.12.1987, e 518, de 07.04.2003), ao reputar perigosa a atividade, reveste-se de plena eficácia, porquanto expedida por força de delegação legislativa contida no art. 200, caput, e inciso VI, da CLT. No período de 12.12.2002 a 06.04.2003, enquanto vigeu a Portaria nº 496 do Ministério do Trabalho, o empregado faz jus ao adicional de insalubridade”
PUC Minas Virtual • 16 Periculosidade para bombeiro civil
Em 12.01.2009, a Lei n. 11.901 instituiu adicional de periculosidade para aqueles que exercem a profissão de bombeiro civil. De acordo com a referida lei, bombeiro civil é aquele que, habilitado nos termos desta lei, exer- ça, em caráter habitual, função remunerada e exclusiva de prevenção e combate a incêndio, como empregado contratado diretamente por empresas privadas ou públicas, sociedades de economia mista, ou empresas es- pecializadas em prestação de serviços de prevenção e combate a incêndio. Portanto, a periculosidade nesse caso é inerente a profissão. (SALIBA 2012).
Para o melhor entendimento, solicitamos a leitura na íntegra da NR 16 e das legislações indicadas nesta apos- tila.
Alguns entendimentos do TST quanto a matéria.
Periculosidade energia elétrica
OJ – 324. Adicional de periculosidade. Sistema elétrico de potência. Decreto nº 93.412/1986, art. 2º, § 1º.
DJ 09.12.2003 – Parágrafo único do artigo 168 do Regimento Interno do TST É assegurado o adicional de peri- culosidade apenas aos empregados que trabalham em sistema elétrico de potência em condições de risco, ou que o façam com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia elétrica.
SÚMULA 361 DO TST — Adicional de periculosidade. Eletricitários. Exposição intermitente. O trabalho exerci- do em condições perigosas, embora de forma intermitente, dá direito ao empregado a receber o adicional de periculosidade de forma integral, tendo em vista que a Lei n. 7.369/85 não estabeleceu qualquer proporcionali- dade em relação ao seu pagamento (Res. n. 83, DJ de 20.08.98).
SÚMULA364 – ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. EXPOSIÇÃO EVENTUAL, PERMANENTE E INTERMI- TENTE (cancelado o item II e dada nova redação ao item I) – Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011 Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato dá-se de forma eventu- al, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá-se por tempo extremamente reduzido. (ex-Ojs da SBDI-1 nºs 05 – inserida em 14.03.1994 – e 280 – DJ 11.08.2003)
Radiação ionizante
Por se tratar de assunto polêmico no meio jurídico, a caracterização ou não da periculosidade por radiação ionizante como agente periculoso através de uma portaria, o Tribunal Superior do Trabalho, por meio da Orien- tação Jurisprudencial 345, uniformizou o entendimento no sentido da legalidade da Portaria. (SALIBA, 2012).
PUC Minas Virtual • 17 Nº 345 adicional de periculosidade. radiação ionizante ou substância radioativa. devido. DJ 22.06.05A exposição do empregado à radiação ionizante ou à substância radioativa enseja a percepção do adicional de periculosidade, pois a regulamentação ministerial (Portarias do Ministério do Trabalho nºs 3.393, de
17.12.1987, e 518, de 07.04.2003), ao reputar perigosa a atividade, reveste-se de plena eficácia, porquanto expedida por força de delegação legislativa contida no art. 200, caput, e inciso VI, da CLT. No período de 12.12.2002 a 06.04.2003, enquanto vigeu a Portaria nº 496 do Ministério do Trabalho, o empregado faz jus ao adicional de insalubridade.
Referencia Bibliográfica
BRASIL, Ministério do Trabalho e Emprego, Normas Regulamentadoras 15 e 16. disponível em:
http://portal.mte.gov.br/portal-mte/
OLIVEIRA, Sebastião Geraldo de. Proteção Jurídica à saúde do trabalhador. São Paulo, LTR, 2011, 6ª Edição.
SALIBA, Tuffi Messias; CORRÊA, Márcia Angelim chaves. Insalubridade e Periculosidade: aspectos técnicos e práticos. LTR 2013, 12 ed.
SÜSSEKIND, Arnaldo; TEIXEIRA FILHO, João de Lima. Instituições do direito do trabalho. . ED. Atualizada.
São Paulo:
ZAINAGHI, Domingos Sávio. Processo do Trabalho. São Paulo, Editora revista dos tribunais, 2009
http://www.domtotal.com/direito/pagina/detalhe/32244/organizacao-judiciaria-trabalhista
HTTP://WWW.TST.JUS.BR/WEB/ACESSO-A-INFORMACAO/JUSTICA-DO-TRABALHO