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PALANQUES CONTINUAM MONTADOS PARA 2022 CESTAS DE NATAL

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Diretoria do

CRB chama o

técnico Roberto

Fernandes para

salvar o time

na Série B

Alagoas l 20 a 26 de dezembro I ano 08 I nº 409 l 2020

redação 82 3023.2092 I e-mail [email protected]

EDITORIAL:

BRASIL PASSA VERGONHA DIANTE DO MUNDO INTEIRO POR QUESTIONAR VACINAÇÃO CONTRA COVID-19

SEGUNDONA

REDE HOSPITALAR

Governador assina ordem de serviço para o início das obras do hospital, orçado em R$ 15 milhões; equipamento deve ser entregue no Dia das Crianças em 2021

Governo autoriza obras

do Hospital da Criança

O governador Renan Filho e o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, assi-naram, na manhã de sexta--feira (18), a ordem de serviço

para a construção do Hospi-tal da Criança, em Maceió. A solenidade foi realizada ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Ismar

Gatto, no Jacintinho, onde o novo equipamento hospi-talar, orçado em mais de R$ 15 milhões, será erguido. A obra está prevista para ser

entregue em 12 de outubro de 2021, no Dia das Crian-ças. Este será o sexo hospi-tal construído na gestão do Governo Renan Filho.

Márcio Ferreira

GRUPOS POLÍTICOS

se articulam para garantir disputa em eleição daqui a dois anos visando Governo e Senado

PALANQUES CONTINUAM

MONTADOS PARA 2022

2

10

3

O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon/AL) divul-gou, na quinta-feira (17), a pesquisa de preços das cestas de Natal para orientar os consumidores alagoanos nas compras de fim de ano. Entre os produtos mais procurados nesta época do ano, destacam--se mais de 15 itens, cujos valo-res varia de R$ 33 a R$ 270.

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió acompanha com preocupação o aumento do número de infectados pelo novo coronavírus. O secretário municipal, José Thomaz Nonô, usou as redes sociais para alertar que a situação é grave. O Muni-cípio constatou um aumento de 305,4% na quantidade de atendi-mentos nas quatro Unidades de Referência em Síndrome Gripal entre novembro e dezembro. O levantamento comparativo foi feito pela SMS entre 1º e 13 de novembro com o mesmo perí-odo em dezembro.

CESTAS DE NATAL

PREOCUPANTE

Pesquisa do

Procon revela

variação de

preço até 87%

SMS alerta

para aumento

nos casos de

Covid-19

(2)

2

O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

EXPRESSÃO

redação 82 3023.2092

e-mail [email protected]

CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 210 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: [email protected] - Fone: 3023.2092

Para anunciar,

ligue

3023.2092

EXPEDIENTE

Eliane PereiraDiretora-Executiva

Deraldo Francisco

Editor-Geral

Conselho Editorial Jackson de Lima Neto José Alberto Costa Jorge Vieira

ODiaAlagoas

Elly Mendes ([email protected])

E

stamos vivendo os últimos dias de 2020. Para uns foi um ano cheio de perdas, tris-tezas, desencantos e desilusões. Para outros, mais um ano apenas. E para mais alguns, um ano cheio de oportunidades, surpresas e conquistas. Como sabemos, tudo tem sua razão de ser. E todos os fatos e acontecimentos têm um desdobramento de acordo com a perspectiva de cada sujeito.

O que costumamos dizer é que 2020 está sendo considerado um ano atípico, diferente, estra-nho, anormal. Em pleno auge do século XXI, onde a tecnolo-gia, as redes sociais e a evolu-ção sistêmica do conhecimento assolavam os rumos da huma-nidade de forma desenfreada, fomos obrigados a dar um basta na jornada humana. O corona-vírus apareceu e deu as cartas coordenando todos os passos dos seres humanos do planeta. E cada pessoa tem e teve uma forma particular de lidar com a

situação. Vejamos o exemplo da professora do Ensino Funda-mental II, Lineuza Bezerra.

“Para mim, 2020 tem sido o melhor ano da minha vida. Sei de toda a turbulência que o mundo tem passado por causa do surgi-mento do coronavírus e da conta-minação assustadora de milhões de pessoas no mundo inteiro. Sei também das lamentáveis vítimas fatais que a covid-19 erradicou. Entretanto, cresci ouvindo falar nesses meus 50 anos de vida que todo mal traz um bem. Como professora, preciso trabalhar os três horários para conseguir um salário digno e sustentar meus dois filhos e a mim. Também preciso ajudar financeiramente meus pais que são idosos e preci-sam viver com um mínimo de conforto e dignidade humana. Quando foram decretados o isola-mento social para todos os huma-nos e o trabalho em home office para os trabalhadores da educa-ção, eu vibrei. Senti uma imensa felicidade. Há muitos anos que eu

pedia a Deus uma oportunidade de trabalhar de casa e ter mais tempo para mim mesma. Minha avó sempre dizia que devemos ter muito cuidado com o que deseja-mos, pois podem ser realizados. Ela, em sua imensa e invejável sabedoria tinha razão. Tomei e continuo tomando todas as precauções necessárias para não contrair o vírus. Sou até criticada por isso, até mesmo por pessoas bem próximas a mim. Estou trabalhando de casa, através das aulas remotas. No início foi desa-fiador, como qualquer situação nova. Senti dificuldades de lidar de forma eficaz com a tecnologia, mas sabia que poderia superar e corri atrás. Aprendi a utilizar plataformas, fazer reuniões online, incrementar minhas aulas com o uso das tecnologias. Estu-dei bastante. Como nem eu nem o resto da humanidade não tínha-mos ideia de quando tudo volta-ria ao “normal”, fiz uso de cada dia de maneira intensa. Participei ativamente de vários seminários,

estudos, formações e lives que ajudaram a aprimorar minha área profissional. Comprei vários livros pela internet e comecei a ler. Tinha vários livros que eu tinha comprado antes da pandemia e por falta de tempo para leitura, ainda estavam embrulhados. Nestes dez meses de pandemia, já li 40 livros, vi uma série de docu-mentários, artigos e revistas. Fiz meu projeto de mestrado, conse-gui todas as noites ler uma histó-ria para meu filho de 8 anos antes de dormir. Consegui fazer uma faxina minuciosa na minha casa e a mantenho sempre em ordem, pois consigo conciliar traba-lho, estudo, pesquisa, família e esposo. Não posso ser hipócrita, e admito sinceramente, se preci-sássemos ficar em home office por pelo menos mais 02 anos, eu ficaria eternamente agradecida a Deus. Trabalhar de casa me fez economizar bastante financeira-mente. Paguei todas as dívidas atrasadas. Consegui quitar um carro financiado. Vendi e

conse-gui comprar um carro mais novo e totalmente a vista. Cada ano, cada dia terá suas próprias surpresas. Sei que devido ao desmatamento, ao desrespeito com a natureza, a falta de amor entre os seres huma-nos e a ambição pelo poder e pelo dinheiro empobrecem a relação entre as pessoas, principalmente aumentando as lacunas distan-ciais entre os poucos ricos e os muitos pobres. Mas não podemos ficar à mercê das determinações de outras pessoas. Aproveite seu dia da melhor forma possível, sem se preocupar com o ontem, pois já passou e nem se descabelar com o amanhã pois é um mistério, é algo que não temos domínio. Preocupe-se apenas com o hoje, com o agora.

Nada de saudosismo com o tempo que já passou, nada de histeria com o tempo que está passando e nada de suposições com o tempo que ainda há de vir. Viva o aqui e o agora porque o melhor ano é esse que você está tendo a oportunidade de viver!”

O melhor ano é o que você está vivendo

E

m m e i o à c a t a s t r ó f i c a a m e a ç a à saúde em todo o mundo causada pela Covid-19, o anúncio da criação de vaci-nas para combater a doença vem sendo recebido com entusiasmo, alívio e espe-rança de dias melhores. Entretanto, uma das poucas exceções a essa expectativa vem sendo registrada no Brasil. Aqui, o presidente J a i r B o l s o n a r o e l e g e u o negacionismo como regra e encabeça uma onda oposi-tora à vacinação. Seguindo e s s e d i s c u r s o r e a c i o n á -rio, milhões de adeptos

ao governo estão de pron-t i d ã o p a r a e n f r e n pron-t a r o s “ m a l e s d a va c i n a ” . O s argumentos que subsidiam esse movimento antiva-cina são impressionantes: pela ignorância e desprezo aos comprovados avanços científicos no campo da medicina, dos quais esses mesmos “descrentes” se beneficiam.

Desde causar câncer até Aids, esses são alguns dos t ó p i c o s q u e r e c h e i a m o discurso macabro e irres-ponsável dos opositores à imunização contra o coro-navírus. Tais argumentos estapafúrdios contribuem

para criar uma atmosfera de terror. Assim, desencadeia--se uma campanha oficiosa, encabeçada pelo presidente, que fomenta com suas ações aspectos ideológicos e reli-giosos entre seus seguido-res e que só obscurecem a verdade. Resultado dessa barbárie - total ineficiência do governo em elaborar um plano nacional de vacina-ção, refletida no desprezo pela saúde pública. Prova disso, as palavras do minis-t r o d a s a ú d e , Pa z u e l l o , questionando a ansiedade e m t o r n o d a va c i n a ç ã o , como se estivesse falando a p e n a s d e u m a q u e s t ã o

burocrática e não de saúde. Como se não bastasse toda a tensão, causada pela onda antivacina, Bolsonaro sugeriu ainda a necessidade de as pessoas assinarem um termo de responsabilidade ao se vacinarem. Pode até parecer uma preocupação do presidente com a saúde do povo, mesmo que tal cuidado não se justifique, no entanto, é apenas mais um motivo para obscurecer um tema já claro há bastante tempo: vacinas são efica-zes e graças a elas a huma-nidade chegou até aqui. Assim, diante dos evidentes avanços que a ciência trouxe

e traz para o ser humano e mesmo parecendo redund a n t e , s e f a z n e c e s s á -rio lembrar que diversas mazelas foram controladas graças ao uso de vacinas. O tema foi judicializado e o STF entrou em cena para disciplinar a matéria. Entretanto, o prejuízo já é contabilizado, fomentando--se a discórdia, com essa campanha de terror moti-vada pela excessiva expo-sição à desinformação e teorias conspiratórias base-adas em aspectos políticos, ideológicos e religiosos que tem a marca da estupidez governamental.

(3)

Ricardo Rodrigues Repórter

O

discurso do g o v e r n a -dor Renan Filho (MDB), segunda-feira passada, na Associação dos Municípios de Alagoas (AMA), pedindo aos prefei-tos eleiprefei-tos e reeleiprefei-tos, nas eleições de 2020, que desar-massem os palanques, mostra a preocupação do gestor com a governabilidade, mas tenta esconder uma prática polí-tica antiga: quando acaba uma eleição, o político com mandato já está pensando em outra.

No caso, nas eleições gerais de 2022, que parecem distan-tes, mas em 2021 já começam as articulações para formação

das chapas majoritárias, que irão disputar uma vaga no Senado e o governo do Estado. Com a prestação de contas encerrada no dia 15 e a diplo-mação dos eleitos no dia 17, o TSE praticamente deu como encerrada as eleições de 2020. No entanto, candidatos que perderam prazo e tiveram candidaturas impugnadas seguem tentando a regulari-zação junto à Justiça Eleitoral. Isso quer dizer que nem todo candidato eleito foi diplomado; e mesmo os diplomados ainda podem ter o mandato cassado, caso o registro da sua candida-tura tenha sido negado, por alguma denúncia ou irregu-laridade. No mais, o mapa eleitoral está traçado e MDB continua sendo o partido com

mais prefeitos no País.

Em Alagoas, o partido perdeu a disputa na capi-tal, mas ganhou na maioria dos municípios alagoanos, entre eles Arapiraca, a maior cidade do interior do Estado. Sob o comando do senador Renan Calheiros (MDB), que divide seu tempo com ques-tões nacionais e outras locais, o partido tem no governador Renan Filho, em seu segundo mandato, a maior expressão política da atualidade.

É ele e o pai que vão cons-truir uma candidatura à altura do legado deixado pela atual gestão. O nome ainda é uma incógnita, mas deve ser traba-lhado a partir da mudança no secretariado, no início do ano que vem.

Outro sinal de

preocu-pação do grupo governista com 2022 ficou evidenciado no episódio envolvendo o vice-governador de Alagoas e prefeito eleito de Arapi-raca, Luciano Barbosa (sem partido). Ele foi expulso do partido e teve sua candidatura impugnada, porque deso-bedeceu a compromissos do grupo e saiu candidato à reve-lia do Diretório Estadual do MDB de Alagoas, presidido pelo senador Renan Calheiros. A reaproximação só veio quando o TSE reconheceu a legitimidade da candida-tura de Luciano e os Calhei-ros perderam a disputa pela Prefeitura de Maceió, com a derrota de Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) e a vitó-ria do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB).

Fizeram as “pazes” no começo do mês – depois de muita conversa e uma carta do partido reconhecendo a legitimidade da vitória de Luciano –, mas a briga deixou sequelas, que só o tempo dirá se foram ou não dissipadas. A partir da posse de Luciano, fica em aberto o cargo de vice--governador.

Com isso, em qualquer afastamento oficial do gover-nador Renan Filho, o comando do Estado passa a ser exercido pelo presidente da Assem-bleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Vitor, ou pelo presidente do Tribunal de Justiça, Tutmés Airan. Os dois, inclusive, já assumiram o governo, na ausência de Renan Filho e seu vice Luciano Barbosa.

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

PODER

redação 82 3023.2092

e-mail [email protected]

Governador Renan Filho é o principal nome do MDB, sai fortalecido da eleição 2020, mesmo sem ganhar em Maceió, e se articula para a disputa eleitoral

PP de Arthur Lira pode ser a “pedra no sapato”

Depois de eleger Biu de Lira prefeito da Barra de São Miguel, o balneário mais badalado de Alagoas, o PP se prepara para fazer de Arthur Lira presidente da Câmara dos Deputados, com o apoio do presidente Jair Bolsonaro. Se essa jogada der certo, o partido aumenta ainda mais o seu poder de fogo para o próximo pleito.

Além da aliança entre PP, PSDB, PSB e PDT, que viabili-zou a vitória de JHC na capi-tal, o grupo governista deve

enfrentar também a sanha dos partidos de esquerda e o retorno de Fernando Collor (Podemos) à disputa eleito-ral. Ele deve ser candidato à reeleição no Senado e ter como adversário o governador Renan Filho, que pensa em deixar o governo para concor-rer à vaga de senador.

Ainda não se sabe se Collor articula uma terceira força política, com um candidato seu ao governo do Estado e ele na disputa pelo Senado; ou se aceita uma aliança com

o grupo de oposição, liderado por Cunha, Arthur Lira, JHC e ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).

Tu d o v a i d e p e n d e r também das articulações nacionais, já que nesse grupo há, pelo menos, três candida-tos declarados à presidência da República: o próprio presi-dente Jair Bolsonaro, o gover-nador de São Paulo João Dória (PSDB) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Como a conjuntura nacio-nal tem mais força nas

elei-ções gerais do que nas eleielei-ções municipais, é provável que a sucessão de Bolsonaro inter-fira na disputa pelo governo de Alagoas. Por isso, até a formação das chapas que vão disputar a sucessão de Renan Filho, em 2022, muita água vai rolar e tudo pode acontecer.

Uma coisa é certa, com o governador querendo eleger seu sucessor e disputar a vaga de Fernando Collor no Senado, o próximo pleito tem tudo para se transformar em “briga de cachorro grande”.

MDB perde espaço,

mas continua dando

as cartas em Alagoas

O MDB do senador Renan Calheiros foi o partido que mais elegeu prefeitos nas eleições municipais de 2020, no Brasil. Em Alagoas, não foi diferente. O partido continua liderando o ranking de prefeitos. Perdeu a disputa em Maceió, mas elegeu maior números de prefeitos no interior. A 2ª posição em número de prefeituras é do PP. Juntos, MDB e PP detêm 66 das 102 prefeituras do Estado. Os emedebistas têm apenas oito prefeituras a mais.

Apesar de continuar lide-rando o ranking nacional de prefeituras, o MDB encolheu: havia conquistado 1.044 em 2016 e agora tem 784. O PP e PSD foram os partidos que mais crescem em 2020. Agora, eles ocupam 2ª e 3ª posições no ranking em número de prefeituras. O PP aumentou o número de prefeitos eleitos de 495 para 685. Na terceira posi-ção do ranking, o PSD pulou de 538 para 654.

Com isso, o partido de Benedito de Lira e seu filho Arthur Lira aumenta o seu cacife e deve articular uma chapa de oposição ao governo do Estado nas eleições de 2022. Caso continue aliado aos tuca-nos, como aconteceu na vitó-ria de JHC em Maceió, o PP pode indicar o vice do sena-dor Rodrigo Cunha (PSDB) e disputar a sucessão de Renan Filho com chances reais de eleger o próximo governador de Alagoas.

Em Alagoas, palanques vão

continuar montados para 2022

(4)

Ariel Cipola

Repórter

A

bagatela de R$ 1.655.928,68. E s s e f o i o valor gasto – com dinheiro público – com combustíveis pelos deputados estaduais de Alagoas em 2020, no período de janeiro a julho. O período compreende o início da pande-mia do novo coronavírus e as recomendações sanitárias foram de isolamento social. Nesse intervalo, as sessões da ALE (Assembleia Legislativa de Alagoas) foram realizadas de maneira virtual.

Na edição de O DIA ALAGOAS, do fim de semana passado, apresentamos à sociedade os “Velozes e Furio-sos” da bancada alagoana na Câmara Federal, agora, chegou a vez de mostrar quem mais pisou firme no acelerador, com os custos de combustíveis para Casa Legislativa alagoana.

Em apenas sete meses, cinco deputados solicitaram,

através da VIAP (Verba Inde-nizatória de Apoio à Ativi-dade Parlamentar) reembolso no valor acima de R$ 90 mil, para despesas relacionadas a combustíveis, lubrificantes, seguros e manutenção auto-motiva. Gilvan Barros filho (PSD) - R$ 119.006,29; Ângela Garrote (PP), R$ 117.873,70; Inácio Loiola (PDT),– R$ 103.186,74; Jairzinho Lira (PRTB), R$ 101.765,93; Marcelo Beltrão (PP), R$ 93.497,04, e Jó Pereira (MDB), R$ 90.417,56.

De abril a julho, perí-odo em que a pandemia em Alagoas estava intensa e as recomendações de isolamento social eram ainda mais restri-tivas, o campeão de gastos com combustíveis, deputado Gilvan Barros Filho, gastou R$ 68.942,42. Quando se divide esse valor pelo combustível mais caro no país – gasolina valor médio R$ 4,50 – são exatos 15.320 litros utilizados pelo jovem parlamentar em apenas quatro meses. Número que daria para encher o tanque

de uma frota de 340 carros populares.

Em segundo lugar vem Ângela Garrote. A deputada gastou de janeiro a julho apro-ximadamente R$ 120 mil. No auge da pandemia, assim como seu colega Gilvan, não economizou. De abril a julho, a parlamentar gastou R$ 65.070,37, uma média de R$ 16.267,59 mensais no período onde as autoridades sanitá-rias recomendavam um isola-mento mais brando.

Inácio Loiola fechou o “pódio” na terceira colocação entre os que mais gastaram com combustíveis da ALE. De janeiro a julho o deputado foi reembolsado em R$ R$ 103.186,74, através do VIAP. Nos meses onde o isolamento social foi mais radical em Alagoas (abril a julho), Loiola “queimou” na combustão de seus veículos R$ 52.052,80.

Vale ressaltar que em 2017, os deputados aumentaram de R$ 20.042,34 para R$ 25.322,25 seus próprios salários.

AIJE: Justiça pode anular

a eleição em Pindoba

FRAUDE EM TÍTULOS

Deraldo Francisco

Repórter

A Justiça Eleitoral pode anular a eleição ocorrida em Pindoba, quando o vence-dor teve 3 votos a mais que o segundo colocado. O motivo seria a transferência ilegal de títulos eleitorais de 12 pessoas e consta de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), impetrada pela coligação “Eu Acredito na Força do Bem”, do candi-dato Moisés de Cerqueira (PSB).

A decisão da juíza Juliana Batistela, da Comarca de Viçosa, deve ser proferida até o próximo dia 30. No momento, a AIJE está na fase de abertura de prazo de cinco dias para a defesa e para o Ministério Público se manifestaram a respeito do assunto.

Conforme consta nos autos, a denúncia dá conta da existência de, pelo menos, 12 eleitores de outras cidades que, de forma fraudulenta, teriam transferido os respec-tivos títulos eleitorais para Pindoba. Curioso neste caso é que as 12 constam como se morassem todas no mesmo endereço: Rua São Sebastião S/N, em Pindoba.

Como a diferença entre os concorrentes foi de apenas três votos, implica em dizer que a fraude – se restar provada – influenciou no resultado do pleito. O candidato Cícero Cardoso obteve 1.074 (PTB) e Moisés Cerqueira 1.071 (PSB). No

entanto, caso a juíza decida em favor da AIJE, a eleição em Pindoba será anulada, com a Justiça Eleitoral marcando uma nova data para a reali-zação do pleito.

“As provas da fraude elei-toral são robustas. Inclusive com denúncia de transferên-cias ilegais de títulos eleito-rais já recebida pela justiça eleitoral. O mais grave é que o candidato Cícero Cardoso liderou as transferências fraudulentas que somadas à fake news produzida na véspera da eleição, modi-ficou o resultado eleitoral. Diante da gravidade dos fatos, apresentados na ´Ação de Investigação Judicial Elei-toral´, verifica-se translú-cido desequilíbrio ao pleito das eleições municipais de Pindoba com influência direta em seu resultado”, disse o advogado Anderson Bruno Barros.

O advogado João Luiz Fornazari de Araújo, que também participa da impe-tração da AIJE, disse que esse é um caso típico de anulação da eleição, e que aguarda a decisão da juíza com base nos elementos de prova que cons-tam nos autos. “Não bastasse a transferência de títulos eleitorais de forma fraudu-lenta e grosseira, ainda há a divulgação de uma notícia falsa na cidade dando conta de que seu principal concor-rente [Moisés Cerqueira] teve a candidatura impug-nada. Isso aconteceu um dia antes da eleição”, comentou o advogado.

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

ESTADO

redação 82 3023.2092

e-mail [email protected]

Em sete meses, ALE gastou

R$ 1,6 mi com combustíveis

PARLAMENTARES NÃO POUPARAM

recursos públicos para gastos com combustíveis mesmo com sessões remotas

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

redação 82 3023.2092

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20 a 26 de dezembro I 2020

redação 82 3023.2092

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E

sse tipo de proteção pode ser bastante vantajosa, para organiza-dores de eventos de grandes e peque-nas comemorações.

Um seguro para eventos tem como objetivo preservar o organizador de festas e os participantes de um espe-táculo, comemoração ou outros.Com ele, os prejuízos de uma série de ocor-rências são pagos pela seguradora, em vez de pelos organizadores de eventos. De acordo com a lei, qualquer acidente ou sinistro que ocorre durante um evento é de responsabilidade dos seus organizadores.Quando não possui seguro, a empresa ou indivíduo pode arcar sozinho com indenizações, custos de reparos e ações judiciais.

Quando o seguro de eventos é contra-tado, porém, essas responsabilidades são transmitidas à seguradora.Os preços deste tipo de proteção variam, de acordo com a seguradora, tipo de evento, duração, público e riscos asso-ciados, esses custos não costumam superar 1% do valor total do evento. Enquanto isso, uma série de ocor-rências ficam cobertas, garantindo a preservação financeira dos organiza-dores.Além, é claro, do cuidado com os participantes da ocasião e do organiza-dor de festas e eventos.

Quais os tipos de seguro para eventos?

São eles: o Seguro de Riscos Diver-sos (RD) e o Seguro de Responsabili-dade Civil (RC). Desses, o RC é o mais contratado, especialmente por ser mais completo.

Seguro de Riscos Diversos (RD)

Um seguro RD tem como objetivo cobrir perdas e danos de bens do segurado. Isso significa cuidar dos equipamentos eletrônicos, espaço físico e utensílios do evento.Muitas vezes, essa opção é tratada como um adicional, que pode ser obtida junto com a cobertura RC.

Seguro de Responsabilidade

Civil (RC)

O seguro RC protege o segurado de danos materiais e corporais a terceiros. Sejam esses terceiros funcionários ou participantes da comemoração. Caso deseje, o usuário ainda pode contratar um adicional conhecido como “itself”.Ou seja, para si mesmo. Apenas com essa opção a seguradora cobrirá danos físicos ou materiais ocorridos com o próprio segurado.

São muitas as coberturas para eventos oferecidas.

A começar pela responsabilidade civil do organizador e do expositor.A prote-ção também resguarda instalaprote-ção,

montagem e desmontagem, danos materiais e acidentes pessoais.

Além dessas, há a cobertura para:

• Fornecimento de bebidas e comes-tíveis;

• Danos ao conteúdo do local; • Não comparecimento do artista ou pessoa designada;

• Equipamentos cinematográficos, eletroeletrônicos e musicais;

• Objetos e equipamentos em exposi-ção;

• Não utilização do local;

• Subtração de valores em bilheteria; • Fogos de artifício;

• Dano, furto ou roubo de veículos de convidados ou de funcionários que estejam estacionados no local do evento; e etc.

É importante destacar que, muitas dessas coberturas são consideradas opcionais, ou mesmo adicionais.Por isso, é importante verificar quais as realmente indicadas para o evento. Por exemplo: se a ocasião não tiver show de fogos de artifício, de nada adiantará incluir essa proteção na apólice.Trabalhar apenas com o necessário poderá baratear os custos do seguro de eventos.

Conclusão

Em suma,uma das principais vanta-gens da contratação de um seguro para

eventos é a tranquilidade obtida com a opção.Isso porque, quando possui cobertura, o organizador sabe que terá auxílio caso algo saia do controle. Assim, o organizador de festas pode se concentrar na realização da cerimônia, e não em todos os imprevistos.Há certa tranquilidade, também, do público e demais participantes da ocasião. Quando problemas acontecem durante um evento, é possível, ainda, preser-var a imagem da empresa organiza-dora.Afinal, ela poderá oferecer uma resposta rápida, garantindo tudo o que seu público precisa.

Esse cuidado pode evitar, inclusive, problemas judiciais: se sofre um acidente e é logo atendido, dificilmente um participante terá motivos para processar a companhia.Finalmente, há a economia de valores caso alguma eventualidade ocorra.Isso porque, a seguradora será a responsável por quitar grande parte do prejuízo, qual-quer que ele seja.Desde, é claro, que o sinistro esteja previsto na apólice. E aí, gostou do tema dessa semana? Espero que tenha gostado!Acompanhe também nosso quadro “Momento Seguro” todas as quintas feiras na rádio 98,3 FM, a partir das 7h30 e, na TVMAR (Canal 525 NET), a partir das 9h. Participem com suas perguntas! Até a próxima se Deus quiser! Um grande abraço!

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

MOMENTO SEGURO

redação 82 3023.2092

e-mail [email protected]

Djaildo Almeida

Corretor de Seguros - [email protected]

Você conhece o seguro para eventos?

PODERGrisalho

Francisco Silvestre

[email protected]

Comexpectativa que nos próximos meses já teremos a vacina da Covid-19, o Ministério da Saúde divulgou no dia 1ºdezembro um documento em que apresenta um plano de vacinação no Brasil. É bom destacar que oPrograma Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde é o maior programa de vacinação do mundo e atende, atualmente, uma população de 212 milhões de pessoas. O programa já possui ampla expertise em vacinação em massa e está preparado – tanto no âmbito técnico quanto no de infraestrutura – para a vacinação contra a Covid-19, sem que a demanda do calendário normal de vacinação da população seja afetada.O projeto apresentado tem 4 fases previs-tas pela equipe técnica da pasta. Ao todo, os quatro momentos da campanha somam 109,5 milhões de

doses, sendo que os esquemas vacinais dos imunizan-tes já garantidos pelo Ministério da Saúde – Fiocruz/ AstraZeneca e por meio da aliança Covax Facility – preveem esquema vacinal em duas doses. Na 1ª fase, serão imunizados trabalhadores da saúde, população idosa com mais de 75 anos, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilos ou instituições psiquiátri-cas e população indígena. Na 2ª fase do plano, entram pessoas de 60 a 74 anos. A 3ª prioriza pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença, como as que têm doenças renais crônicas e cardiovasculares. Segundo a pasta, a 4ª fase deve abranger professores, forças de segu-rança e salvamento, funcionários do sistema prisional e detentos.

Já não bastasse o tempestuoso clima de qual vacina, comoe quando vai ser aplicada, algumas pessoas idosas que já estão aposentadas ainda vão amargar um perrenho sem tamanho definido. Sem o 13° salário do INSS devido ao fato dele ter sido antecipado para os meses de abril e junho para amenização da vida financeira nesta temporada que estava intensificada pela crise pandêmica, este próximo Natal será sem o prazeroso abandono. É bom lembrar que o Projeto de Lei 3.657/2020 do senador Paulo Paim (PT-RS)surgiu

como proposta. A proposta permite que o governo dobre o abono anual pago aos segurados e dependentes do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), criando, na prática, o 14º salário. Com dificuldades para aprovação do 14° salário, pelo fato da proposta não apontar de onde viria a origem dos recursos que seriam utilizados no pagamento do abono e pela decisão do governo em não flexibilizar o teto fiscal, a verdade é que a boa inten-ção de criar o 14° salário, possivelmente não sairá do papel em 2020.

Vacinação covid-19

Perrenho

Sinal vermelho acendeu!

Impulsividade: como lidar

Tema de abordagem comportamental característico (mas controlável) do segmento idoso, hora descortinado pelo processo de extensão da fase senil e pela crise pandêmica que estamos vivenciando, o excesso da conduta para sanar e ou saciar um desejo reprimido pode acarretar em prejuízos diversos.A impulsividade manifesta-se por reações repentinas e impensadas. Dessa forma, indivíduos impulsivos têm o que poderia ser chamado de “miopia do presente”, ou seja, eles têm dificuldades em prever as consequências de suas ações, especialmente aquelas de curto e de médio prazos. Compor-tamentos impulsivos podem se manifestar como intromissões sociais (por exemplo, interromper os outros excessivamente) e/ou como tomar decisões que julgam importantes sem levar em conta as consequências nas questões cotidianas (por exemplo, ter sensação que o vírus já acabou, abolir o uso da mascaras por concepções religiosas, ou alheias a ciências). Por isso, a impulsividade pode refletir um desejo de recompensas imediatas ou uma incapacidade de adiar a gratificação. Vale também ressaltar os paradigmas socioculturais enraizados na memória senil, como o destemor e a falta do autoconhecimento.A impulsividade também tem sido associada à compul-são das síndromes de Gabriela, do ‘não tenho tempo a perder’ e a da busca impetuosa de ser um idoso e jovem. Como orientação, é importante ter estra-tégias comportamentais de observação, análise e educação que inclua: obter um feedback consistente, imediatamente após a atitude; fundamente com um reforço positivo ao invés do negativo, ou seja, valorize aspectos positi-vos do comportamento, ao invés de reprimir-se pelo ato errado; estabeleça combinados claros e diretos. Deixe claras as regras e os limites, inclusive prevendo consequências ao descumprimento destes. Seja seguro e firme na autoaplicação das punições quando necessárias. (pesquisa: Tudo sobre TDAH – Juliana Goulardins).

I

nfelizmente, o sinal vermelhoacendeu em vários estadosbrasileiros para uma curva íngreme ascendente para os números de acome-tidos e de mortes pela covid-19. A tendência de aumento nos casos já vinha sendo apontada pela Fiocruz há várias semanas em um número crescente,principalmente, nas capitais. Com uns relató-rios diferentes que os acometidos e enfermos em grande número, agorasão mais casos de adultos ou jovens. O idoso, queadotou como

planejamento estratégico vital com o foco ser um “coroavívus”, já deve pensar em estender o contrato por um tempo indeterminado. E nada de baixar a guarda e ser impulsivo só porque nesses últimos dias circularam informações midiáticas que os infectados passaram a ser pessoas entre 20 a 49 anos de idade. Pois, o número de óbitos ainda é maior entre idosos.O número de casos estava diminuindo, mas em novembro eles voltaram a subir devido a vários fatores

socio-culturais que o brasileiro cultiva como seu estilo de vida. Festeiro, pouco cumpridor de ordens e camaradagem ímpar, o brasileiro precisa levar muito, muito a sério os números que estão sinalizando. A situação está se tornando muito preocupante, principalmente para o público idoso, que tem um grande contingente de pessoas vulne-ráveis, não só biologicamente, como também pelo estado sanitário em que habita e de pobreza.

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IN FAMÍLIA | Empresário Emerson Colibrir em uma viagem incrível no luxuoso Natal Luz na cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, com seus amados filhos Emerson Colibrir Filho e Julia Gariely. #aplausos

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

SOCIAL

redação 82 3023.2092

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EM SOCIEDADE

Jailthon Sillva

[email protected]

Contatos:

3522-2662 / 99944-8050

ENTÃO É NATAL...

Meus queridos leitores, eu

desejo à vocês um NATAL

de amor, que nessa pequena

palavra de grandes

dimen-sões contenham os

presen-tes verdadeiros para uma

vida feliz. Sejamos

melho-res, maiores e

humaniza-dos. Exerçamos o perdão

realmente. Espero que na

data magna, que lembra a

força da esperança,

tenha-mos percepções

sensí-veis ao que, realmente,

nos importa nessa vida e

que nossos olhares sejam

menos míopes e

consiga-mos enxergar um futuro

do qual sejamos

construto-res com nossas escolhas e

atitudes. Feliz Natal!

TODO ELE | Atual Campeão de Mixed Games e empresário Rogério Siqueira, realizou na tarde de ontem, dia 19, um after Party para os funcionários da empresa Rápido Infoshop, em Arapiraca

NA MÍDIA | O reality A Fazenda, apresentado por Marcos Mion, na Rede Record, teve uma temporada repleta de emoção, muito fogo no feno e chegou ao fim! A Jojo Todynho foi a grande vencedora e é a mais nova milionária do pedaço. Super merece-dora!!!

MUNDO MISS | A bela e atual Miss Alagoas 2020, Bruna Rafaela

IN DESTAQUE | O pároco da Igreja de São José, em Arapiraca, Antônio Fonseca, celebrou nesse mês festivo de dezembro, seus 18 anos de sacerdócio. Parabéns!

TIM TIM | Luciano Barbosa foi diplomado Prefeito de Arapiraca, na noite da quinta-feira, dia 17

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

ESPORTES

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CRB traz Roberto Fernandes

para garantir vaga na Série B

DERROTA PARA O PARANÁ acendeu a luz amarela e custou a demissão de Ramon Menezes; faltam apenas nova rodadas

JOGODuro

Jorge Moraes

[email protected] Thiago Luiz Estagiário

C

omo no início da temporada na Série B do Brasileiro deste ano, CRB e CSA vivem momentos distin-tos na tabela de classificação e lutam por objetivos diferentes. Depois de um início contur-bado e da chegada do terceiro técnico dentro da Segundona, o Azulão parece ter encon-trado o “caminho das pedras”. Já o Galo viu o bom começo de ano e a boa fase de peças indi-viduais irem embora e despen-cou na tabela. Hoje, tenta fugir da zona de rebaixamento.

O CSA começou o ano com o técnico Maurício Barbieri, que sofreu eliminação precoce na Copa do Nordeste. Com isso, a direção azulina optou pela troca no comando. Trouxe Eduardo Baptista para a Série B, técnico rodado. Essa aposta também não deu certo. O Azulão trouxe Argel Fuchs para reassumir o cargo. 18

dias depois, ele foi demitido e gerou muito barulho nos bastidores. Quando Argel foi embora, a “bomba” caiu nas mãos de Adriano Rodrigues, o “cabeça”, técnico do time sub-20. De cara, conseguiu vencer o Cruzeiro no Rei Pelé.

Para tentar mudar o cená-rio do time que figurava na zona de rebaixamento, uma mudança drástica: Mozart assumiu o comando técnico e trouxe também um novo executivo de futebol: Rodrigo Pastana. A chegada da dupla

também gerou mudanças no elenco. O zagueiro Alan Costa deixou o clube por desa-venças com os dois ‘novatos’ quando ainda eram do Cori-tiba. Mozart Santos foi mais uma aposta. Fez boa carreira como jogador, mas seus maio-res projetos foram à frente das categorias de base do Coxa. Por isso, a contratação levan-tou muita suspeita na torcida. Mas, é dentro de campo que se mostra o trabalho. Por isso, o treinador trabalhou calado e demonstrou resultados muito

expressivos. O time que era fadado ao rebaixamento e já tinha a queda decretada por muitos, hoje briga mais uma vez pelo acesso à Série A. O empate contra o Cruzeiro, pela 29ª rodada no Independência, fez com que o Azulão conti-nuasse brigando pertinho do pelotão da frente.

Do lado regatiano, a histó-ria é totalmente contráhistó-ria. Um bom começo de temporada, com título estadual garantido, além do destaque para Rafael Longuine, o maestro da camisa 10, que acabou desfalcando o clube por uma lesão no joelho. Mesmo assim, a classificação inédita para a terceira fase da Copa do Brasil e a aparição de outro destaque: Léo Gamalho. Um dos artilheiros do Brasil, que também acabou deixando o Ninho do Galo., rumo ao futebol do Catar.

A equipe regatiana brigava na parte de cima da tabela de classificação, mas com esses golpes viu o desempenho e a colocação caírem cada vez

mais. Do G-4, a cinco pontos de diferença para o time que abre a zona de rebaixamento. Uma sequência de seis jogos sem vencer e os planos de acesso mais uma temporada no ralo.

Além disso, o Galo vive ainda uma crise na diretoria. Torcedores a todo momento expõem a insatisfação com a gestão do presidente Marcos Barbosa, que parece eviden-ciar agora o desgaste depois de dez anos no poder.

A derrota na última rodada para o Paraná complicou ainda mais o CRB na tabela e culmi-nou na demissão do técnico Ramon Menezes e fez voltar um velho conhecido que já passou pelo Ninho do Galo: Roberto Fernandes vai tentar mais uma vez assegurar o time na Série B e provavelmente planejar 2021.

A três pontos da zona da degola, o CRB deve iniciar neste domingo (20) a recupe-ração, contra o Botafogo/SP, no Rei Pele, pela 30ª rodada. Faltam nove jogos.

Situações opostas entre CSA e CRB

N

o início dessa temporada poucas pessoas acredita-vam que chegaríamos no final do ano como estamos chegando, com o CSA ainda com chances de voltar à divi-são especial do futebol brasileiro e o CRB na briga para não cair de divisão, ou seja, ser rebaixado para a Série C. Se não fosse esse ano atípico, com uma pandemia terrí-vel e que já dura nove meses, e sem condições claras de se chegar ao final, mesmo com o anúncio para os próxi-mos meses da chegada da vacina, em meio a uma briga política entre Jair Bolsonaro, o presidente da República, e João Dória, o governador de São Paulo, o estado mais importante da Nação, e, ambos, com interesses pessoais, só olhando para 2022, a temporada acabaria agora.

O que nos interessa diretamente é a Série B, que terá sua rodada final no dia 30 de janeiro. O CSA ainda com 8 jogos pela frente faz as contas, com sua diretoria e torcedores acreditando que ainda pode tentar a meta, pois o objetivo, praticamente, já foi alcançado, a permanência na Série B, em 2021. O CRB tem problemas para se posicionar. Com o mesmo número de jogos que seu rival, mudou de treina-dor uma vez - saiu Marcelo Cabo e chegou Ramon Mene-zes - mas o time ainda não se encontrou. E o pior: olha pelo retrovisor e enxerga seus adversários diretos chegando, encostando, e isso traz um ambiente tenso, uma cobrança maior dos torcedores e os xingamentos naturais pelos últimos resultados.

Todo mundo já sabia que para um estado pequeno a chance era quase zero de uma classificação dos dois em relação à Série A. Deixando de lado as brigas e os interes-ses de ambos lá no início do ano, a mídia local elogiava as contratações, a estrutura montada pelos dois clubes, embarcando na idéia de um projeto denominado de Série A, um exagero do ponto de vista matemático, mas muito vivo no desejo de todos. Sem dúvida a pandemia do coro-navírus atrapalhou, mas esse prejuízo não pode ser colo-cado só na conta dos clubes alagoanos. Todos passaram pelos mesmos problemas e, até hoje, alguns clubes ainda não conseguiram se encontrar dentro de campo e na sua gestão diária. Chorar, agora, acho que não resolve.

Roberto Fernandes é chamado mais uma vez para resolver a vida do Galo

E o que deu errado no CSA?

E , f i n a l -mente, o que deu errado n o C S A ? Inicialmente sua diretoria trabalhava p e n s a n d o num “ano de

ouro”, aquele onde tudo daria certo ao seu final, com comemora-ções pelos resultados alcançados. Se falando de verdade ou não, o presidente do CSA, Rafael Tenório, dizia que estava preparado

para voltar à Série A. Não foi bem isso até setembro chegar. Três treinadores passaram pelo clube; uma Copa do Brasil desastrosa, eliminado na primeira rodada; uma Copa do Nordeste sem brilho; a perda do Campeonato Alagoano - que seria o tri-campeonato -; e uma Série B onde só se acertou nos últimos dois meses, com a chegada do quarto treinador, Mozart Santos. Foi muita coisa ruim para um clube só.

E o que deu errado no CRB?

Muitos de seus torcedores acreditam que as mesmas promessas

feitas no início de cada ano não tem mais graça. Segundo eles é sempre a mesma coisa: a formação de um time forte; a manuten-ção de seu treinador - Marcelo Cabo -; e a chegada de jogado-res escolhidos a dedo. Nesse projeto a diretoria do CRB acreditou piamente. Com uma Copa do Nordeste sem muito brilho; uma Copa do Brasil até a quarta-fase, deixando dinheiro no Caixa; e o título do Campeonato Alagoano, estava tudo indo muito bem. Um início interessante na Série B, motivou o grupo e os torcedores, mas, hoje, o CRB sofre até o pesadelo do rebaixamento, coisa que não acredito. Não sei, sinceramente, o que deu errado. Se você souber, me diga, por favor.

Aliança Desportiva

O Aliança Desportiva é o caçula do Campeonato Alagoano de Profissionais da Primeira Divisão, em 2021. Com cinco clubes participando, a competição durou um mês, só com jogos de ida, e a decisão foi com o FF Sports, que perdeu por 4 a 1 na grande final. A temporada do ano que vem será disputada por 9 clubes, já que não houve rebaixamento esse ano, por conta da pandemia. Na sexta-feira (18) a FAF reuniu os dirigentes de clubes para definir regulamento e tabela. No ano que vem teremos outra vez a Copa Alagoas, que pode ter como novidade a participação de CSA e CRB. Vamos aguardar as definições.

l Quem contratou ou de quem é a culpa, agora, não inte-ressa. Na verdade o CRB está chegando quase ao fundo do poço e a casa caiu de vez, com a derrota para o Paraná na última rodada do Brasileiro da Série B. Como já era espe-rado o técnico Ramon Menezes foi demitido e, rapidamente, uma hora depois, a diretoria anunciou a contratação de Roberto Fernandes;

l Fernandes tirou o CRB do rebaixamento em 2018, numa situação bem parecida como a de agora, o treinador chegou, com poucos jogos a cumprir, sem poder contratar, fez um trabalho razoável para salvar o CRB de um vexame igual ao desse ano. Como o grupo não está só precisando de um técnico, mas, também, de um “xerife” é nisso que o presidente do CRB está apostando;

l O presidente Marcos Barbosa colocou na conta de seu dirigente de futebol, Thiago Paes, a contratação de Ramon, assumindo, neste momento, a volta de Fernandes para o CRB. Minha dúvida é: será que o novo treinador, que vem parado no futebol desde o meio do ano, vai resolver outra vez? O melhor, na minha opinião, seria trazer quem já está disputando a competição, como o Roberto Cavalo, do Oeste/SP.

(11)

Que chegará às conces-sionárias norte-americanas nesta semana. Como esperado, a inédita versão híbrida apre-sentou as melhores marcas, de acordo com as medições feitas seguindo o padrão da Agência de Proteção Ambi-ental dos Estados Unidos (EPA).Segundo a fabricante,

a F-150 PowerBoost 4×2 apre-sentou médias de 10,63 km/l na cidade e 11,05 km/l na estrada. A média combinada também foi de 10,63 km/l. A Ford diz que o modelo pode rodar até 1.207 quilômetros com um tanque de gasolina. Já a variante com tração 4×4 registrou médias de 10,2 km/l

em todas as condições avali-adas. Neste caso, a autonomia estimada é de 1.127 km por tanque de gasolina. Versão equipada com o motor 3.0 V6 turbodiesel, que fez 8,5 km/l e 9,78 km/l, respectivamente. Na estrada, no entanto, a picape movida a óleo foi mais econômica: 11,48 km/l. A c r i a ç ã o d o Te a m

Fordzilla P1 começou em março deste ano, quando jogadores foram convidados a votar em vários aspectos do carro pelo Twitter, incluindo a posição do motor, configu-ração dos bancos e do cockpit. Cerca de 250 mil fãs partic-iparam do processo.O exterior inovador do Team Fordzilla P1 foi criado por Arturo Ariño

e o interior, por Robert Engel-mann, designers da Ford. O carro tem estrutura mono-coque, parcialmente coberta por uma capota grande e supertransparente, do estilo de aviões caça, protegendo o piloto e o copiloto. Além de deixar indefinidos os limites do exterior e interior do carro, essa cobertura enfatiza a sua posição de dirigir inspirada

nos carros de F1.O exterior do carro combina uma frente elegante, como a do Ford GT, com belos para-lamas, paineis laterais extremamente escul-pidos e estruturas flutuantes conectando visualmente a cabine às rodas traseiras. A traseira totalmente exposta celebra a aerodinâmica e agressividade dos circuitos de corrida.

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redação 82 3023.2092

e-mail [email protected] [email protected] IGOR PEREIRA

Viajando com

o Ford Ka pela

América do Sul:

balanço final

dos 100 dias de

aventura

A viagem durou 100 dias,

sendo que na metade

do tempo Gustavo

permaneceu isolado no

sul do Chile devido à

pandemia, esperando a

reabertura das fronteiras.

“Quando recebi o

salvo-conduto para continuar

a viagem resolvi voltar

para o Brasil”, ele conta.

Do total de 50.000 km

programados na aventura,

ele acabou fazendo

só 12.000 km. Mas o

resultado não poderia ser

melhor.“O desempenho do

Ka me surpreendeu.

Volkswagen

Tarok poderá ser

anunciada em

breve

Uma das novidades

pode ser a Tarok, picape

mostrada em forma de

conceito no Salão do

Automóvel de São Paulo

de 2018. Na época, o

modelo chamou a atenção

pela possibilidade de

rivalizar diretamente

com a Fiat Toro.Além

disso, patentes da Tarok

já foram registradas no

Brasil, indicando que a

Volks pretende ampliar o

seu portfólio de picapes

nos próximos anos.

Atualmente, a marca conta

com a compacta Saveiro

e a média Amarok, ambas

lançadas há pouco mais

de uma década e que já

pedem por uma renovação

completa.

ACONTECE

esta semana

BMW GROUP

INTENSIFICA AÇÕES

SUSTENTÁVEIS

O BMW Group está cada vez

mais preparado para o futuro

da mobilidade eletrificada e

estabelece novos padrões

de sustentabilidade já a

partir das compras que

efetua. A expansão da

mobilidade eletrificada

torna a geração de valor na

rede de fornecedores mais

importante do que nunca,

tanto no que diz respeito às

emissões de CO2 quanto ao

abastecimento das chamadas

matérias-primas críticas,

necessárias para a produção

de células de bateria.

Ford revela a versão

real do carro de corrida

virtual Team Fordzilla P1

Nova

Ford F-150 híbrid

a é mais

econômica

que a versão a diesel

REFERÊNCIA

SEMA SHOW

Renault e

MV AGUSTA

A MV Agusta está

trabalhando em parceria

com a Alpine, a icônica

fabricante francesa de

carros esportivos e de

corrida, para o design e

produção de uma série

limitada a 110 unidades

de uma moto inspirada no

Alpine A110. A Superveloce

foi a escolha natural

para este projeto, pois a

motocicleta representa

perfeitamente o espírito do

A110, compartilhando a

mesma elegância atemporal

e oferecendo emoções

de condução únicas em

qualquer pista.Esta parceria

se baseia na paixão por um

design incrível e produtos

belamente concebidos,

compartilhada pelos fãs

tanto da MV Agusta como

da Alpine.

RODAS

DUAS

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PUBLICIDADE

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

redação 82 3023.2092

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MÚSICA

CAMARIM

MÚSICA

CAMARIM

MÚSICA

CAMARIM

MÚSICA

CAMARIM

MÚSICA

CAMARIM

Alagoas l 20 a 26 de dezembro I ano 08 I nº 409 l 2020

redação 82 3023.2092 I e-mail [email protected]

CAMPUS

CAMPUS

CAMPUS

CAMPUS

Envie crítica e sugestão para [email protected]

Dois

dedos

de

prosa

U

m dia em que forem escrever a história da música em Alagoas, na certa, obrigatoria-mente, aparecerá o nome de Mácleim Carneiro. Além de intérprete, compositor e instru-mentista, Mácleim tem intensa participação na vida cultural de Alagoas. Agora, nos deu a honra de colaborar com Campus/O Dia, trazendo uma participação mensal. Isto enri-quece a nossa trajetória e nos ajuda a construir melhor a documentação que desejamos sobre Alagoas, cobrindo um mundo de grandes talentos que temos. Mácleim os representa mais do que bem. Campus/O Dia agradece a honra da participação deste grande amigo, a que devo-tamos amizade sinceríssima e agradecimento sinceríssimo por tudo quanto fez por mim. Os Camarim de Campus serão oportunamente organizados em livro pelo autor.

Vamos ler! Abraço,

Sávio de Almeida

Camarim do Campus:

papo de Mácleim Carneiro

e Hermeto Pascoal

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CAMPUS

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CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 215 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: [email protected] - Fone: 3023.2092

Para anunciar,

ligue

3023.2092

EXPEDIENTE

Eliane PereiraDiretora-Executiva

Deraldo Francisco

Editor-Geral

Conselho Editorial Jorge Vieira José Alberto Costa

ODiaAlagoas

MINHA APRESENTAÇÃO

Mácleim Carneiro

Nofinal dos anos 90 produzi, na Rádio Educativa FM,

um programa que se chamava Revista Educativa. Tinha

um quadro com o nome Camarim do Revista Educativa. Nele,

eu conversava com artistas dos mais diversos segmentos,

locais ou de passagem pelo aquário, o que resultou em

entrevistas deliciosas, que se tornaram ainda mais significativas

pelo distanciamento e clareza que o tempo lhes confere.

Pois bem, a partir de agora, elas terão abrigo no Campus/O

Dia, o que me faz feliz. E para dar o pontapé inicial, nada melhor

do que o alagoano genial de Lagoa da Canoa. Sim, Hermeto

Pascoal nos dará o prazer de abrir os trabalhos.

Visite o Blog do Sávio Almeida

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CAMPUS

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O DIA ALAGOAS l 20 a 26 de dezembro I 2020

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A opinião dos autores pode não coincidir no todo ou em parte com a de Campus.

Hermeto, você é alagoano de Lagoa da Canoa e saiu de lá para ganhar o mundo. Você já pressen-tia que isso iria acontecer?

Hermeto Pascoal – Bem,

eu, quando saí de Lagoa da Canoa, tinha 14 anos de idade. E gozado que eu ia sair num dia e um dia depois chegava a luz elétrica. A minha vida toda foi no mato, tomando banho no rio, fazendo instrumentos, pegando pedaços de mamona: tudo que era de coisa que tinha no mato e que dava pra tocar eu usava.

E me especializei muito em tocar com os passarinhos, com os sapos, com todos os animais, com boi, com cavalo, com jumento. Eles todos são músicos, excelentes, intuiti-vos, maravilhosos. Posso ir num cercado e posso conver-sar com qualquer animal, com um instrumento. E isso não só aqui, mas em qualquer parte do mundo, eu já fiz. As pessoas me desafiavam e eu mostrei que não, que há música, a prova é essa, né?

Você vê, eu encontrar aqui uma pessoa maravilhosa como o seu Nelson da Rabeca, você encontrar um homem desses [seu Nelson da Rabeca esteve o tempo todo acompanhando a entrevista], que é um grande músico. Esse é o verdadeiro músico, porque teoria não é música, teoria é uma alfabe-tização, que é bom você saber um pouco para poder escrever para as pessoas tocarem. É a mesma coisa que as pessoas que não sabem ler nem escre-ver.

Ás vezes, o camarada arruma uma namorada bonita, ela vai embora e o cara não sabe nem mandar uma carta para ela. É só o valor que tem a parte teórica, você saber escrever e ler música. Não quer dizer que fazendo isso é músico, não. Pelo contrário, tem muita gente que escreve música e lê música, que não nasceu pra música, tá no trabalho errado, devia estar fazendo outra coisa.

E são teimosos e dizem que são músicos. Músico é esse, seu Nelson da Rabeca, porque intuitivamente quem tem música já nasce com ela e, além disso, um grande profes-sor, um homem que faz e toca seu instrumento. Então, eu fico muito orgulhoso de conhecê--lo, como também tem outros grandes músicos que eu quero conhecer e que ainda não conheço pessoalmente.

Eu quero ver se não tem músico aqui. Tem sim, zabum-beiro, cada zabumbeiro maravilhoso. Aonde se toca o zabumba mais maravilhoso do Brasil é em Mata Grande. Meu pai sempre dizia isso para mim. E os zabumbeiros e toca-dores de pife de Mata Grande

iam todos, todos os anos, tocar na festa de Nossa Senhora da Conceição, que é a padroeira de Lagoa da Canoa.

Então, eu não esqueço de nada disso porque eu não procuro lembrar, quem procura lembrar é porque já esqueceu. Eu sempre achei isso. Então, eu chego lá e reco-nheço as pessoas todas do meu tempo. Então, eu estou muito feliz, já escutei seu Nelson tocar. Pelo o que eu escutei, a rabeca dele está afinada em Fá, olha só. Loucura, tem gente que afina em Sol, é como o violino. O violino é afinado em Sol, ele começa da nota Sol, a dele está em Fá, mais ou menos. Esse é que é o músico: ele pega o instrumento dele, afrouxa as cordas e afina no tom que ele quiser.

Por falar em afinação, o Fernando Mello, do DuoFel – você fez os arranjos do último disco deles e ganhou o prêmio Sharp de melhor arranjo –, estava me falando sobre essa questão da afinação. Eles tiveram que fazer uma afinação completamente diferente pra poderem executar as ideias que você queria. Gostaria que você explicasse, por favor.

Eles bolam várias afina-ções e eles já estavam com os instrumentos afinados. Eles têm muitos instrumentos. Então, eu pegava um instru-mento daqueles e pra mim era difícil, porque eu estou acostu-mado com outra afinação, né? E aí não era brincadeira. Eu tinha que perguntar para eles: e agora, e agora? Eu queria fazer uma coisa, mas eu não sabia tocar, porque a afinação deles é bem particular, só deles mesmo. Então, contribuiu bastante para os efeitos, os acordes, as aberturas, para os timbres. E foi isso mesmo, foi um trabalho muito bonito do DuoFel.

Voltando um pouco para aquele assunto que estávamos falando, do verdadeiro músico ser o músico intuitivo, você acha que as escolas de música no Brasil pecam nesse sentido?

Não, as do Brasil não, as do mundo todo. A maior escola do mundo, maior em termos, pela mídia, é a Berklee. Ela é a escola que mais padronizou. Então, quem estuda na Berklee é igual ao outro. Quem estuda na Berklee toca igual. Os caras todos tocam igual, improvisa igual, escreve igual. Agora eles estão começando a mudar, porque eles estão vendo que não tem jeito.

Então, estão convidando músicos de outros países, estão se juntando mais, estão dando mais acesso aos músi-cos de outros países pra poder misturar. Acho que agora estão começando a melhorar. No Brasil está muito longe ainda. E isso aqui já não é bom. Os professores aqui, a maioria aprendeu lá também, então são todos iguais, cara. É bom que as escolas se conscientizem que para o Brasil tem a música do Brasil, tem as coisas do Brasil, tem o folclore do Brasil.

A música não tem frontei-ras, você não pode dizer que a música é brasileira porque a música é que nem o vento. É a mesma coisa de você dizer esse vento aqui é meu e querer segurar o vento porque é brasileiro. Não, a música ninguém segura, né? Eu posso pegar esse homem aqui com a rabeca dele [se referindo ao seu Nelson da Rabeca] e levar para a Alemanha e ele vai tocar com os melhores músicos de lá, ele pode tocar e se eles brincarem eles vão levar um ferro, porque ele vai botar pra quebrar, lá.

A música tem a linguagem totalmente universal, não é?

É universal porque todo

mundo tem influências, todos nós temos influência. Agora, tem os costumes. O cara que está aqui em Maceió e tal, ele já fala com o sotaque diferente do cara que está em Pernambuco, o baiano, o carioca, o paulista. Então, a música também é assim. Mas as influências exis-tem muito fortes.

Hermeto, você terá uma biografia sua, feita por um baiano radicado em Alagoas há muito tempo. Como é que você vê esse tipo de coisa?

Eu vejo como uma loucura. De repente ele me pegou de surpresa. Ele começou a falar coisas sobre a minha vida que eu não me lembrava mais. E que eu não sabia também, porque meu pai e minha mãe, eles não me contaram nada, porque eu saí com 14 anos de casa, não pude nem conversar muito com eles. E esse cama-rada, o Roberto, grande amigo, ele descobriu tudo isso e para mim está sendo uma coisa linda. Ele deu sorte porque a minha mãe ainda estava viva e o meu irmão também, e ele ainda foi no Rio e conseguiu conversar com a minha mãe e ele conseguiu uma porção de coisas com a minha mãe.

Então, para mim, é uma surpresa muito grande e pela primeira vez, talvez, no Brasil, eles lançarão uma coisa assim, com a pessoa em vida, com a pessoa podendo conversar e falar sobre aquilo. O Roberto é um cara que não para, não tem patrocínio de ninguém, ele está fazendo um sacrifício financeiro para fazer esse trabalho. Ele acha que é bom e eu acho até mais do que ele que é bom. Nós estamos aí ajudando no que a gente pode, em termos de cooperar, dar entrevistas, informar. Ele está fazendo isso tudo por amor, por gostar da música do Hermeto Pascoal e o Hermeto Pascoal fica

muito grato a isso, toda a minha família e tudo bem, eu estou muito contente.

Hermeto, por falar em livro, você também está com um livro pronto, que se chama O Calendário do Som, não é?

O Calendário do Som nasceu de uma intuição. Mais uma das minhas, né? Porque tudo o que eu sei foi sempre na base da intuição. Eu aprendi as coisas sonhando, com a intui-ção, tudo assim, a minha vida foi toda assim. Então, agora eu tive essa intuição, foi antes do meu aniversário, foi antes de eu completar 60 anos. Eu fiz 60 anos em 96, antes um pouco, talvez uns 15 dias, eu tive aquela intuição bem forte. Me dizia assim: ‘Hermeto, você tem que fazer uma música por dia!’. Porra, é brincadeira, porque eu já faço. Eu falei com a minha própria intuição: ‘mas eu já faço uma música por dia, faço até mais!’. Não, mas você tem que fazer no papel.

Aí vem a coisa da teoria, né? ‘Você tem que escrever no papel uma música todos os dias, durante um ano, onde você estiver, em qual-quer lugar do mundo, e tem que doar para as instituições de caridade”. Eu falei: ‘tudo bem, só que eu vou doar 50%, eu não sou rico!”. Ai eu falei com a minha intuição:‘você vai dar um jeito de eu ganhar na loto?Ai eu vou doar tudo!’[ele riu]. Eu falo com um persona-gem, né? Essa conversa veio e ficou martelando na minha cabeça, aí eu vou lá para o meu sítio, lá em Campo Grande, eu tô lá no sítio, foi no dia do meu aniversário, eu não estava nem pensando em fazer nada, no dia do meu aniversário muita festa, muito vinho...

Aí passou, no dia 23 de junho foi que eu comecei a escrever, aí escrevi até o dia 22 de junho de 97 [ano desta entre-vista]. Eu estava em New York nesse dia que eu terminei e aí eu passei por Portugal, por outras cidades. No dia 21 eu estava tocando em Boston e aí escrevi mais uma música e acabei com 366 músicas, para o bissexto também. O bissexto também ganhou a sua música. Então, esse trabalho foi um trabalho mais de intuição. Eu até estava escrevendo uma peça sobre a boiada, que eu chamo A Sinfo-nia da Boiada. Já escrevi todo o tema, está tudo pronto. Então a intuição me fez bolar tudo isso, tem que ser isso aí. Porque isso você não vai fazer como obri-gação e sim como devoção. Aí foi uma devoção linda, tão linda que hoje eu estou escre-vendo mais ainda do que antes, a cabeça não para mais. Aí vou até mais 400, 500 anos. Eu vou aguentar, se Deus quiser.

Referências

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