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Análise de Agrupamento (Cluster analysis)

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Academic year: 2019

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(1)

Análise de Agrupamento

(

Cluster analysis

)

(

Cluster analysis

)

(2)

Introdução

• Procedimento de análise exploratória

• Nenhuma pressuposição dos dados é necessária.

• Diferentemente da análise discriminante, os grupos não são

previamente conhecidos. previamente conhecidos.

• Pode ser utilizada com o objetivo de...

– Identificar a existência padrões homogêneos entre os objetos ou

indivíduos (formação de grupos), com base em 2 ou mais características – Sugerir hipóteses interessantes acerca dos objetos

– Meio informal de identificação de outliers

(3)

Exemplos de aplicações

Pesquisas de mercado

– Agrupamento de “cidades-teste”

Bancos de germoplasma

Bancos de germoplasma

– Caracterização

– Estudos de divergência ou diversidade genética

Educação

(4)

Input

1) Matriz de dados (“matriz

X

”)

Valores de p variáveis tomados em n objetos (indivíduos, unidades amostrais, tratamentos etc.)

2) Matriz de similaridade ou dissimilaridade

(5)

Matriz

X

Objeto

Variáveis

X1 X2 ... Xp 1 x11 x12 ... x1p 2 x21 x22 ... x2p

⁞ ⁞ ⁞ ⁞ ⁞

n xn1 xn2 ... xnp

(6)

Matriz de distâncias

Objeto 1 2 ... n

1 0 d12 ... d1p

2 0 ... d

2 0 ... d2p

⁞ ⁞

(7)

Medidas de (dis)similaridade

Similaridade: quanto maior o valor observado dessas

medidas, mais parecidos são os objetos. Ex. correlação.

Dissimilaridade: quanto menor o valor observado dessas

medidas, mais parecidos são os objetos. Ex. Mahalanobis.

Observações

Qualquer medida de similaridade pode ser transformada numa medida de dissimilaridade e vice-versa.

A escolha da medida de (dis)similaridade é de fundamental importância – diferentes medidas podem fornecer diferentes agrupamentos!

(8)

Medidas de distâncias

As medidas devem ser escolhidas de acordo com os tipos de variáveis:

Quantitativas: euclidiana, euclidiana média, Mahalanobis, Manhattan,

etc.

Padrão binário: Distância de Jaccard, índice de empates simples, etc.

Padrão multicategórico: coeficiente de coincidência simples,

dissimilaridade de Cole-Rodgers

(9)

Medidas de distâncias para variáveis quantitativas

Distância euclideana

= − = p 1 j 2 j ' i ij ' i ,

i (x x )

d

Distância euclideana média Distância euclideana média

= − = p 1 j 2 j ' i ij ' i ,

i (x x )

p 1 d

Distância de Mahalanobis

) (

)' (

(10)

Padronização das variáveis

Quando as p variáveis não são avaliadas na mesma escala de medida ou suas variabilidades são muito diferentes, é em geral conveniente padronizar as variáveis de forma que todas as variáveis sejam igualmente importantes no processo de agrupamento.

Algumas padronizações comuns são: Algumas padronizações comuns são:

jj ij ij

s x x

z = −

jj ij ij

s x

(11)

Medidas de distâncias para variáveis binárias

p ..., , 2 , 1 j ausente está X se , presente está X se , 0 1 x j j

ij ∀ =

   =

Exemplos:

X1) Doença A: presença (1), ausência (0) X1) Doença A: presença (1), ausência (0) X2) Doença B: presença (1), ausência (0) X3) Sexo: macho (1), fêmea (0)

(12)

Medidas de distâncias para variáveis binárias

Objeto i Objeto i’

1 0

1 a b

Tabela contingência para número de empates (a e d) e desempates (b e c)

Distância de Jaccard [0, 1]

c b a

c b

di,i'

+ +

+ =

0 c d

Índice de empates simples [0,1]

d c b a d a

si,i'

+ + +

(13)

Medidas de distâncias para variáveis binárias

Objeto Variáveis

X1 X2 X3 X4 X5

i 1 0 0 1 1

i’ 1 1 0 1 0

Exemplo

Objeto i Objeto i’

1 0

1 2 1

0 1 1

i’ 1 1 0 1 0

60 . 0 1 1 1 2 1 2 d c b a d a

si,i' =

+ + + + = + + + + =

0 1 1

similaridade! 40 . 0 s 1

(14)

Métodos de agrupamento

Hierárquicos aglomerativos

– Vizinho mais próximo (ligação simples) – Vizinho mais distante (ligação completa)

– UPGMA (ligação média) – Ward

– Etc. – Etc.

Otimização

– Tocher, Tocher modificado

Não hierárquico

(15)

Métodos hierárquicos

1) Cada indivíduo constitui um cluster de tamanho 1 n clusters.

2) Em cada estágio do algoritmo pares de “entidades” são combinados e constituem um novo conglomerado.

3) Propriedade de hierarquia: cada novo conglomerado é um agrupamento de conglomerados antes formados.

(16)

Método da ligação simples

3

5

X

2

1

2

3

(17)

Método da ligação completa

3

5

X

2

1

2

3

(18)

Método da ligação média

3

5

X

2

1

2

3

(19)

Método de Ward

• Precursor de métodos de otimização.

• A função objetivo é minimizar a soma de quadrados dentro dos grupos, em relação a sua média (SQD).

• O método não calcula distâncias entre os grupos!

• Em cada estágio do agrupamento, entidades são unidas de • Em cada estágio do agrupamento, entidades são unidas de

modo a obter o menor aumento da SQD.

• É conveniente utilizar o quadrado da distância euclideana,

pois verifica-se que para dois objetos i e i’,

2 ' i , i '

i ,

i d

2 1

SQD =

(20)

Exemplo

Objeto Objeto

1 2 3 4 5

1 0 (Sim.)

Tabela 9.1 - Matriz de distâncias entre cinco objetos.

1 0 (Sim.)

2 2 0

3 6 5 0

4 10 9 4 0

5 9 8 5 3 0

(21)

)

d

,

d

(

mín

d

ij,k

=

ik jk

)

d

,

d

(

máx

d

ij,k

=

ik jk

Método Função objetivo

Vizinho mais próximo

Vizinho mais distante ij,k ik jk

)

d

,

d

(

média

d

ij,k

=

ik jk

Ligação média

(22)

Dendrogramas

1 2 3 4 5 Vizinho mais próximo

D is tâ n c ia 0 1 2 3 4 5

1 2 3 4 5 Vizinho mais distante

D is tâ n c ia 0 2 4 6 8 10

1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

(23)

Critérios para encontrar o número de grupos

1) Comportamento dos níveis de fusão

2) Nível de similaridade percentual

3) Alguns critérios objetivos: R², RMSSTD, Pseudo F, Pseudo T², Mojena (1977), calculados em cada estágio do agrupamento.

(24)

Verificando a qualidade do agrupamento

• Coeficiente de correlação cofenética

• Aplicação de outros métodos de agrupamento

(25)

Correlação cofenética

1 2 3 4 2 2 3 6 5 4 10 9 4 5 9 8 5 3

Vizinho mais próximo

c

ia 3 4 5

Distâncias originais

1 2 3 4 2 2 3 5 5 4 5 5 4 5 5 5 4 3

5 9 8 5 3

1 2 3 4 5

D is tâ n c ia 0 1 2 3 Distâncias cofenéticas

Cor = 0.82

Obs.: o teste de Mantel pode ser utilizado

(26)

ACP com AG

• Objetivo: redução do tempo computacional para análise de

agrupamento!

• Deve ser evitado!

• Para tomar conclusões, ambas as técnicas podem ser

(27)

Exemplo ACP vs AG

x1 x2 x3 x4 [1,] -0.14 0.17 -0.44 1.58 [2,] -0.04 -0.03 0.29 0.16 [3,] 1.01 1.88 0.72 -0.28 [4,] -0.16 0.24 0.46 0.79

Matriz de dados (simulados) padronizados de 10 objetos e 4 variáveis.

(28)

Exemplo ACP vs AG

1 2 3 4 5 6 7 8 9 2 1.62 3 3.01 2.26 4 1.21 0.72 2.29

Matriz de distâncias euclidianas entre 10 objetos.

4 1.21 0.72 2.29 5 2.83 2.27 3.42 2.30 6 0.96 1.35 2.62 0.96 3.19 7 2.42 1.01 2.69 1.47 1.71 2.29 8 2.99 1.93 2.07 1.92 3.49 2.21 2.22 9 2.29 2.28 3.13 2.60 3.60 2.51 2.92 3.85

(29)

Exemplo ACP vs AG

Vizinho mais distante

ia 2.5 3.0 3.5 0.5 1.0 1.5 1 %

) 1 6

9 3 8 7 2 4 5 1 0 9 1 6 D is tâ n c ia 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5

-2 -1 0 1 2

-1.5 -1.0 -0.5 0.0 0.5 C o m p .2 ( 3 1 %

2 4 3

(30)

Seleção de variáveis

• Objetivo: separar variáveis que contenham informações

diferenciadas.

Input: matriz de similaridade ou dissimilaridade.

• Para variáveis quantitativas pode-se utilizar o coeficiente de

correlação de Pearson como medida de similaridade “relação linear”.

• Utilizando a matriz de correlação, pode-se obter uma medida

(31)

Algoritmo k-médias

Não hierárquico

Processo iterativo

Input

: matriz

X

de dados

Resumo dos passos:

1) Escolhe-se k centróides para iniciar o processo de partição.

1) Escolhe-se k centróides para iniciar o processo de partição.

2) Cada um dos n objetos é comparado com cada centróide, em geral usando a distância euclidiana. O elemento é alocado ao grupo cuja distância é a menor. 3) Recalcula-se os valores dos centróides para os novos

grupos e repete-se o passo 2.

(32)

Algoritmo k-médias

• Requerem o conhecimento a priori do número de grupos.

Consequentemente, os centróides ou a partição inicial tem que ser identificados antes do uso da técnica de agrupamento.

• São mais sensíveis a partição inicial. Iniciando o processo com • São mais sensíveis a partição inicial. Iniciando o processo com

partições diferentes, podemos ter soluções diferentes.

• Têm uma baixa performance quando partições iniciais

aleatórias são usadas.

• A performance é muito superior quando os resultados de um

(33)

Problemas de análise de

agrupamentos

• Diferentes algoritmos não produzem necessariamente os

mesmos resultados.

• O problema da sobreposição original dos dados. • O problema da sobreposição original dos dados.

(34)

Exercício

Realize o agrupamento pelo método da ligação média dos dados

disponíveis em:

http://support.sas.com/documentation/cdl/en/statug/65328/HTML/default/ viewer.htm#statug_distance_gettingstarted01.htm

(35)

Para análises no R

• Pacote: stats

• Funções:

scale(x, center = TRUE, scale = TRUE)

dist(x, method = “euclidean”, ...)

hclust(d, method = “single", ...) hclust(d, method = “single", ...)

cophenetic(x)

Imagem

Tabela contingência para número de empates (a e d) e desempates (b e c) Distância de Jaccard [ 0 , 1 ] cbacdi,i'b ∈ ++=+0c d
Tabela 9.1 - Matriz de distâncias entre cinco objetos.

Referências

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