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EMPREGO DO DIAMINO FLUORETO DE PRATA EM REMANESCENTE DENTAL

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Academic year: 2019

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I

UFSC

Biblioteca Setorial CCS-0

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE ESTOMATOLOGIA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTARIA

0

EMPREGO DO

DIAMINO FLUORETO

DE PRATA EM

REMANESCENTE DENTAL

JOSILANDE DE MEDEIROS GOMES

o

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Biblioteca Setorial CCS-0

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE ESTOMATOLOGIA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTARIA

0

EMPREGO DO

DIAMINO FLUORETO

DE PRATA EM

REMANESCENTE DENTAL

JOSILANDE DE MEDEIROS GOMES

MONOGRAFIA APRESENTADA AO CURSO DE

ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTARIA DA UFSC PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA EM PRÓTESE DENTARIA.

ORIENTADOR : PROF. DR. IZO MILTON ZANI

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"Quando amamos e acreditamos do fundo da nossa alma, em algo, nos sentimos mais forte que o mundo, e somos tomados de uma serenidade que vem da certeza de que nada poderá vencer nossa fé. É essa força estranha que faz com que sempre tomamos a decisão certa, na hora exata e, quando atingimos nosso objetivo, ficamos surpresos com nossa própria capacidade."

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Ao Arnaldo

Companheiro de todos os meus momentos. na livre marcha dos dias; o teu amor. estimulo e carinho, foram as armas desta vitória, divido pois, contigo, o mérito desta conquista.

Aos meus pais

José e Josinete, que significam amor, respeito e exemplo de vida

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AG RADECIM ENTOS

• A DEUS pelo seu imenso amor e estimulo que me tem proporcionado diante de minhas realizações e o meu viver.

• Ao Professor orientador Dr. Izo Milton Zani, pelos critérios e dedicação ao ensino que emana ciência em suas explicações tantas vezes solicitadas.

• A Professora Liene Campos, meu reconhecimento pela dedicação, amizade e sinceridade das revisões, e quando nas horas mais difíceis soube me transmitir serenidade.

• A Susana Arruda, pessoa especial que, com amizade e paciência foi responsável pela digitação e impressão.

• A UFSC pelo curso oferecido que veio proporcionar-me sua freqüência e conclusão.

• Aos professores do Curso de Especialização em Prótese Dentária, pelos ensinamentos transmitidos com dedicação e responsabilidade.

• A Leta, minha secretária, que em meio aos transes difíceis fez-se amiga, auxiliando-me para concluir esta jornada.

• Aos órgãos de apoio, Bibliotecas e centros de pesquisas pelas facilidades concedidas para o acesso ás informações buscadas. • Aos colegas do curso, pela amizade durante todas as fases do

pós-graduação.

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SUMÁRIO

RESUMO 6

ABSTRACT 7

1 INTRODUÇÃO 9

2 REVISÃO DE LITERATURA 13

3 PROPOSIÇÃO 50

4 DISCUSSÃO 52

5 CONCLUSÕES 69

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RESUMO

0 presente trabalho consiste num levantamento de fontes de estudo e pesquisas a respeito do uso do diamino fluoreto de prata para o remanescente dental e seus efeitos apresentados em molares remanescentes higidos de adultos, procurando-se levar em conta vários percentuais em que foi utilizada a solução por parte dos estudos consultados. 0 diamino fluoreto de prata foi aplicado em dentes de adultos onde se pode observar a sua ação protetora e seu poder de paralisação dos efeitos mencionados, bem como seu estimulo nas fibrilas da dentina e na polpa provocando a sua solidificação. 0 efeito de paralisação foi determinado pela comparação de lesões de cárie

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ABSTRACT

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l)

1 INTRODUÇÃO

A odontologia de um modo geral tem consistido num dos seguimentos profissionais que tem despertado constante preocupação no tocante ao desenvolvimento de estudos e pesquisa capazes de assegurar, cada vez mais, resultados significativos para os diversos tipos de tratamentos.

Tem-se percebido que o aumento de cáries dentárias bem como a perda de dentes humanos, ganharam maior proporção a partir do século atual tendo como uma das principais causas o consumo de alimentos mais precisamente açúcar e amido refinados que concorreram para a presença constante de microorganismos bacteriológicos na cavidade bucal, causando, com isso, sérias lesões de cárie.

Convém salientar que os carboidratos como glicose, frutose, lactose e mais especificamente sacarose são a principal fonte de microorganismos bucais além do amido que após seu desdobramento chega a produzir os ácidos na placa dentária. Embora que sejam conhecidos seus fatores básicos, existe uma grande complexidade de variáveis que influenciam no potencial cariogênico.

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procurar garantir efeitos mais consistentes e satisfatórios, onde a remanescência dental se coloca como um dos mais exigentes que requer, de fato, o emprego de soluções de destacável relevância e viabilidade orgânica.

Dentro desse contexto, situam-se as soluções de nitrato de prata que tem demonstrado poder de exercer preferência especifica não somente no âmbito da remanescência subtendida, mas também no que tange a outros tratamentos e serviços de natureza odontológica.

0 nitrato de prata e seus compostos derivados, mais especificamente o diamino fluoreto de prata, tem concorrido para exigência cada vez crescente diante dos tratamentos dentários, fazendo com que o emprego da referida substância se torne mais OW e indispensável.

Exemplo disto podemos citar o tanino-fluoreto ( Agente HJ) que consiste numa das experiências mais recentes no que se refere ao nitrato, portanto, num dos derivados de grande aceitação face aos seus efeitos positivos apresentados quando incorporado ao fluoreto de prata.

Na realidade, os trabalhos de remanescência dental tem exigido aprimoramento cada vez maior, o que vem requerer, sem dúvida, a busca de substâncias sempre mais eficientes e defensivas.

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Enfim, importa salientar que o presente estudo objetiva identificar a ação do diamino fluoreto de prata para o remanescente dental, com aplicação no esmalte e na dentina buscando, com isto, notificar os seus efeitos cariostático e anticariogênico, bem como sua capacidade de proteção e solidificação da cárie.

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2 REVISÃO

DA

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2 REVISÃO DA LITERATURA

As pesquisas e estudos com relação ao emprego do nitrato de prata e seus derivados nos tratamentos dentários datam das primeiras décadas de nosso século, mostrando que seu emprego tem sido por demais indispensável diante de tais tratamentos.

0 uso de solução a base de nitrato de prata, no tratamento preventivo da cárie teve origem no começo do século, com Miller em 1905 apud Melberg 20 , o qual verificou o efeito protetor da prata na interrupção do processo cariogênico.

Afirmou ser a ação protetora do nitrato de prata, devido a uma coagulação dos conteúdos dos túbulos da dentina. 0 nitrato de prata age ao estimular as fibrilas da dentina e através delas, estimular também a polpa, provocando, como conseqüência, uma solidificação da dentina, formando urna barreira para a progressão da cane.

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desinfecção cavitária.

0 nitrato de prata amoníaco foi aplicado ao tecido pulpar exposto ou as cavidades de carie por cinco minutos, na dentina cariada de cinco dentes, e as polpas expostas por cárie de dez dentes. 0 assoalho dentindrio de todas as cavidades e as polpas expostas foram cobertas com uma camada de pasta de oxido de zinco e eugenol. Todos os dentes foram então selados com uma camada adicional consistindo de pasta de óxido de zinco e eugenol, a qual foi acrescentado acetato de zinco ( 5%) em pó como um acelerador para o óxido de zinco. Esta segunda camada foi cuidadosamente colocada na forma a que não entrou em contato com o assoalho dentinário ou com a polpa exposta. Todos os dentes foram extraídos para o preparo histológico de 9 a 32 dias depois.

Uma série adicional de 10 dentes foi primariamente estudada para determinar os efeitos do nitrato de prata sobre a dentina e a polpa dentro de curto período de tempo após a aplicação. Nenhum destes dentes continham exposições pulpares após o preparo cavitario. A aplicação padronizada de nitrato de prata amonfaca seguida pela precipitação com eugenol foi feita em cavidades cariadas em cinco terceiros molares superiores. Três destes dentes

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nitrato de prata foi aplicada por 10 minutos a dois dentes que foram extraídos dentro de 20 minutos após a aplicação.

Embora o nitrato de prata tenha penetrado à polpa em apenas 2 de 10 dentes que foram extraídos dentro de 1 hora após a aplicação, ele alcançou a polpa em todos os dentes sem exposição pulpar e que foram extraídos de 17 a 32 dias depois. Parece claro que os precipitados negros de partículas de prata eventualmente alcançam a polpa independentemente do período de tempo de aplicação.

Klein, Knutson 15 em 1942, aplicaram nitrato de prata nas superfícies proximais e oclusais de primeiros molares permanentes "

in vivo", para prevenir ou paralisar lesões de cárie incipientes em esmalte. Não conseguiram observar ação protetora contra a cárie nos molares tratados quando em comparação com os molares não-tratados do lado oposto. Afirmaram ainda que o elemento dentário

mais acometido pela cárie foi o primeiro molar permanente, enquanto que a superfície oclusal mostrou um percentual de 43°o em relação ás outras superfícies. Essa alta prevalência de cárie nas superfícies oclusais decorre da topografia da região, que favorece a retenção de placa dental.

Muntz et al. 25 em 1943, usando blocos de dentina "in vitro",

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Uma aplicação de dez minutos foi mais eficaz e a profundidade de desinfecção foi aumentada para 0,75mm na maioria dos casos.

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anteriormente descrito. Um dente tratado com solução aquosa saturada de nitrato de prata apresentou uma imagem semelhante àquela vista nos dentes tratados com nitrato de prata amoníaco.

Na região da exposição foram observadas as seguintes reações:

a) uma grande hemorragia superficial estava sempre presente na porção imediatamente sob a exposição. A superfície do coágulo sangüíneo continha grandes glóbulos negros de prata livre. A aparência destes glóbulos negros foi a mesma que aquelas vistas no interior do protoplasma vital dos túbulos ou células. As porções mais profundas do coágulo sanguíneo não continham precipitado negro de prata;

b) uma ampla faixa de polpa inflamada localizava-se imediatamente sob o coágulo sanguíneo. Esta faixa de inflamação também foi vista nas polpas expostas não-tratadas cobertas com óxido de zinco e eugenol por um período de tempo equivalente. Entretanto, a faixa inflamatória pareceu ser mais larga nos dentes que foram tratados com nitrato de prata;

C) a polpa subjacente a faixa de inflamação era normal.

Zander, Smith 43 em 1945, estudando seções desgastadas e

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com nitrato de prata antes da remoção, encontraram que o nitrato de prata de fato penetrou as "barreiras calcificadas". Não houve diferença na penetração do nitrato de prata através da dentina onde a polpa estava vital ou em degeneração ou ainda em dentes despolpados. A penetração foi a mesma quando estudada em seções desgastadas ou descalcificadas.

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na solução amonfaca era eficaz apenas na condição moderada, mas funcionou melhor que outros agentes quando testados "in vitro".

Schultz-Haudt et al. 36 em 1953, escavaram as lesões de cárie proximais de dentes deciduos e criaram regiões de auto-limpeza antes da aplicação da solução. Mostraram que a recorrência de cárie nas superfícies tratadas foi menor que nas superfícies não-tratadas. Afirmaram que o nitrato de prata tem uma ação auto-limpante e cora apenas a dentina cariada, mas não afeta a dentina vital.

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aplicação de nitrato de prata amoníaco diretamente ao tecido pulpar vital exposto não pode ser encontrado.

A solução de diaminio fluoreto de prata foi desenvolvida por Nishino et al. 26 em 1969, a partir do flúor e nitrato de prata, que formam com a hidroxiapatita, composto como o fosfato de prata, fluoreto de cálcio e proteínas de prata, apresentando tanto efeito cariostático como anticariogênico. Com o objetivo de aumentar a resistência dentária à cárie, os autores testaram "in vitro" a aplicação tópica da solução de diamino fluoreto de prata a 38%, observando, inicialmente, através de análise cristalográfica por raio-x, a reação orgânica ocorrida no esmalte e dentina, quando da aplicação da solução e constatou a formação de fluoreto de cálcio e sedimentação de fosfato de prata. Os autores avaliaram o efeito da solução na presença da cárie dentária a partir da observação do aumento na capacitação de resistência a descalcificação do esmalte e da dentina através da análise da dureza e da perda de ions cálcio. Para tanto, expôs dentes recém-extraídos e que haviam recebido, previamente com a aplicação da solução de diaminofluoreto de prata a 38%, por 5 minutos a agentes descalcificantes como os ácidos acético e diamino tricloro acético por 30 a 60 minutos respectivamente.

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resultados obtidos pela aplicação clinica da solução de nitrato de prata e de fluoreto estanhoso, também consideradas inibidoras de cárie em estágio inicial. Cada solução foi aplicada em 10 dentes e, após 6 meses, foram feitas observações comparativas sobre a percentagem média de aumento da área cariada.

Concluíram que apesar de haver pequena variação entre as substâncias testadas, o diaminofluoreto de prata foi o que apresentou maior eficiência no impedimento da progressão da cárie, seguido pelo fluoreto estanhoso e nitrato de prata.

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verificar se ocorreria aumento na capacidade de resistência a descalcificação da estrutura dentária, calcularam a dureza do esmalte e da dentina, bem como a quantidade de ions Ca liberada, quando dentes deciduos higidos, tratados com diamino fluoreto de prata, por 5 minutos, eram expostos a ação de substâncias descalcificantes, como o ácido acético ou ácido etileno diamino tetracético (EDTA). Observaram que a medida dos graus de dureza decresceu em função do maior tempo de exposição ao ácido acético. Verificaram também, tanto em esmalte como em dentina, que houve redução na liberação de ions Ca de 50% a 30° ,0 respectivamente. Quando submetidas à ação descalcificante do ácido acético e EDTA, em comparação com o grupo controle. Avaliaram também o efeito anticariogênico e caristático do diamino fluoreto de prata em ratos albinos susceptíveis à cárie. Encontraram redução de 62% e 70% respectivamente, na incidência e no progresso da cárie, em comparação ao grupo controle. Os autores verificaram o efeito cariostático do diamino fluoreto de prata em dentes deciduos humanos, aplicando a substância em intervalos de 2 a 4 dias e avaliação após 3, 6, 12, 24 e 30 meses. Como resultado encontraram uma progressão acentuada da cárie no grupo controle, e no grupo experimental paralisação de até 97% após 30 meses da lesão cariosa, quando comparada a primeira consulta.

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estanhoso e do nitrato de prata. Nishino et al. 26 objetivando avaliar o efeito cariostático do dimino fluoreto de prata a 38% sobre o processo de lesão de cárie, desenvolveram um estudo epidemiológico abrangendo crianças que apresentaram carie nos dentes deciduos anteriores superiores. As crianças foram divididas em dois grupos: as do grupo experimental receberam aplicação do diamino fluoreto de prata a 38% durante 4 minutos, e as do grupo controle receberam água destilada. Após o terceiro mês, o crescimento da lesão foi eficazmente paralisado tanto em extensão como em profundidade. Após o sexto mês o desenvolvimento da lesão foi paralisado apenas em profundidade. Os autores sugeriram que o diamino fluoreto de prata possuía efeito cariostático em dentes deciduos.

Considerando a alta incidência de cárie em fossulas e fissuras de primeiro molar permanente, Sato, Saito" em 1970 avaliaram clinicamente o efeito da aplicação do diamonofluoreto de prata a 38% sobre as mesmas. Selecionaram uma amostra de 25 crianças entre 6 e 8 anos de idade que apresentavam primeiros molares inferiores, clinica e radiológicamente higidos. Os molares do lado direito receberam 3 aplicações da solução por 3 minutos com intervalos de 2 dias cada, e os do lado esquerdo serviram como controle. Realizaram exames clínicos a cada 3 meses, durante 9 meses. Observaram uma redução percentual da cane dentária após 9 meses, de 76% no lado experimental, enquanto que no lado controle a redução percentual foi de 12%. Estabeleceram um experimento clinico com o objetivo de avaliar o efeito de múltiplas aplicações de diaminofluoreto de prata a 38% na incidência e

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progressão da cárie interproximal em molares deciduos. Foram selecionadas 58 crianças, através de exame clinico e de radiografias interproximais, que apresentassem de cada lado da boca (hemiarco superior e inferior) pelo menos um par de superfícies interproximais hígidas ou com cárie de esmalte. 0 lado experimental foi tratado com a solução, por 3 minutos, através do uso de fio dental e o lado controle recebeu apenas a aplicação do fio dental. Esses tratamentos foram feitos em intervalos de 3 meses. A incidência e a progressão da cárie foram acompanhados através do exame clinico e das radiografias interproximais, a cada 6 meses, num total de 18 meses e ambas foram significantemente reduzidas no grupo experimental, durante o tratamento, quando comparado ao grupo controle. Os autores sugeriram que esses resultados mostraram que a aplicação tópica de diaminofluoreto de prata foi efetiva no controle do desenvolvimento da cárie dentária, pelo seu efeito em superfícies de esmalte higidas ou com manchas brancas.

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fosfato de prata, compostos menos solúveis no meio bucal. Consideraram, ainda, que enquanto o Ion prata atuava sobre as proteínas causando coagulação e sobre os microorganismos através de sua ação oligodinâmica, o ion flúor teria ação sobre os componentes inorgânicos dos dentes e ambos aumentariam, desta forma, a resistência do esmalte a carie dentária. Yamaga, Yokonize descreveram as propriedades, mecanismo de ação, indicações e aplicação clinica do diamino fluoreto de prata a 38°0. De acordo com os autores o diamino fluoreto de prata forma compostos estáveis de fluoreto de cálcio, fosfato de prata e proteinato de prata com a superfície dental, tornando-a mais resistente. Por este motivo o diamino fluoreto de prata possui um efeito desejado como agente anticariogênico, cariostático, na prevenção de caries secundárias e na dessensibilização da dentina hipersensível.

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cavitârios em 38 pré-molares higidos, que deveriam ser extraídos para fins ortodifinticos. As soluções aplicadas foram as seguintes: diaminofluoreto de prata a 38% por 3 minutos; fluoreto de sódio por 3 minutos, seguido do diaminofluoreto de prata a 38% por 3 minutos; nitrato de prata a 40% por 3 minutos; fluoreto de sódio por 3 minutos, seguido do nitrato de prata. Observou que tanto o nitrato

de prata como o diaminofluoreto de prata penetravam 20pm em esmalte. Em dentina a profundidade de penetração de nitrato de prata foi maior que do diamino de prata. A câmara pulpar foi atingida pelas duas soluções quando o remanescente dentinário era menor que 1 mm de espessura. Contudo, quando o fluoreto de sódio foi aplicado antes do diamino fluoreto de prata sua penetração foi inibida.

Berman, Slack4 em 1973, estudaram a susceptibilidade das superfícies oclusais dos dentes â cárie, durante três anos e verificaram que entre os molares a superfície mais atacada era a oclusal variando de 63% a 75%.

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hemiarcos, e o lado oposto serviria de controle, sendo a aplicação efetuada de 6 em 6 meses. Foi observado após 18 meses que a incidência de cárie diminuiu em 42,1% nos molares deciduos e em 24,3% nos molares permanentes. Quanto ao progresso da cárie na dentina foi inibido em 52,9% nos molares deciduos e em 38,5% nos molares permanentes. Relataram, após 24 meses de controle clinico, os resultados do experimento anterior. Concluíram que, em molares decíduos, a incidência e o progresso da cárie foi reduzido em 33,3% e 42,1% respectivamente. Contudo, em molares permanentes a redução da incidência de cárie não foi insignificante, enquanto que o progresso da cárie foi inibido em 31%. Concluíram também que a aplicação tópica de diaminofluoreto de prata a 38% é eficaz como anticariogênico e cariostatico em molares deciduos. Contudo, em molares permanentes o diaminofluoreto de prata só foi considerado eficaz como cariostático. Os autores, analisaram a penetração e retenção do flúor e da prata no esmalte tratado com Diamino Fluoreto de Prata (DFP), e observaram que o flúor penetrou de forma difusa aproximadamente 25pm e a prata 20pm. Os resultados revelaram que ions flúor e prata foram encontrados em esmalte a uma profundidade de 100 um após aplicação de DFP 38% por 3 minutos. Suzuki et al. 38 estudando o mecanismo de ação antiplaca do Diamino Floureto de Prata, verificaram que este agente apresenta ação antibacteriana excelente contra linhagens de S.

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ainda, que a absorção de proteínas salivares pelo Hidroxiapatita foi inibida, e que isto era devido tanto aos Ions Prata quanto aos íons Flúor.

Para Suzuki et al. 39 em 1974, o nitrato de prata e vários fluoretos, foram usados na prevenção de caries dentarias e no tratamento de hipersensibilidade dentária. Quando o nitrato de prata é aplicado aos dentes, ions de cálcio são liberados, enquanto que os fluoretos liberam fosfato. Essas liberações resultam em calcificações dentárias. Segundo os autores, o Diamino Fluoreto de Prata ( Ag(NH 3) 2 F) foi desenvolvido e os estudos cristalográficos com raio x indicam ser o Fluoreto de Cálcio ( CaF?) e o Fosfato de Prata ( AgPO 4) produzidos pela reação do agente com esmalte. Estes agentes são insolúveis em meio bucal. Dessa forma a descalcificação dos dentes esta presumivelmente minimizada. Além disso os efeitos desejáveis de ambos Ion Fluoreto e íon Prata, podem ser esperados, ou seja, efeitos inibidores de cárie e de interrupção de cárie e o efeito dessensibilizante da dentina hipersensível.

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o diaminofluoreto de prata, o fluoreto de cálcio, formado desaparecia gradualmente e, o fosfato de prata, por outro lado, reagia com o Ion tiocianato (SCN) para formar o tiocianato de prata (AgSCN), o qual era retido por um longo período de tempo. Quando o pó de esmalte era tratado com nitrato de prata, o fosfato de prata desaparecia após 1 semana, e os padrões de cloreto de prata (AgCI) e o tiocianato de prata apareciam, sendo que a intensidade de cloreto de prata diminuía gradualmente, enquanto que a de tiocianato de prata aumentava. No tratamento realizado com fluoreto de sódio, o fluoreto de cálcio foi levemente detectado logo após o tratamento, não sendo detectado após o mergulho em saliva sintética. Os mesmos autores, avaliaram através de um microanalisador com sonda eletrônica, o grau de penetração do fluor e da prata no esmalte e suas retenções. Cortaram pré-molares superiores higidos em três blocos, um foi usado para controle e nos dois restantes foi aplicado diaminofluoreto de prata a 38%, sendo um dos blocos, tratado com o diaminofluoreto de prata imerso em saliva sintética

por 1 semana. Quanto aos blocos que não foram imersos em saliva sintética, observou-se que o fluor penetrava no esmalte até a profundidade de 25pm. A prata penetrava, aproximadamente 20pm enquanto uma grande quantidade era depositada na superfície. Quando os blocos eram mergulhados em saliva sintética a profundidade de penetração do fluor foi de 20pm e da prata 10pm.

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efeito de inibição como de paralisação do processo cariostático. Os autores avaliaram " in vitro" a penetração de dentes humanos, do diaminofluoreto de prata a 38%, através da microscópia eletrônica, difração dos raios-x, microanálise e microrradiografia. Realizaram preparos em dentes permanentes hígidos que foram extraídos e aplicaram o diaminofluoreto de prata a 38%. As amostras foram analisadas imediatamente após a aplicação e após 2 semanas de imersão em saliva artificial. Na amostra que foi observada, logo após a aplicação, foi detectada infiltração superficial em esmalte e profunda em dentina acompanhando os canaliculos dentários. Portanto na amostra colocada em condição intrabucal artificial, observou-se a formação de compostos de fosfato de prata e fluoreto de cálcio que desapareciam com o tempo, formando cloreto de prata (AgCI), óxido de prata (Ag 20) e cristal de prata metálica.

Observaram também "in vitro", a ação do diaminofluoreto de prata a 38% sobre o tecido cariado. Foram utilizados dentes deciduos anteriores cariados nas proximais. A solução foi aplicada em uma das superfícies proximais, e as superfícies restantes do mesmo dente, foram usadas como controle. Avaliaram imediatamente e 1 ano após a aplicação, foi observada formação de compostos de fosfato de prata e fluoreto de cálcio. Houve remineralização da superfície cariada e inibição das cáries.

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Biblioteca Universitália

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análise foram os seguintes: microscopia eletrônica, microscopia eletrônica de varredura, microanalisador com sonda eletrônica, microrradiografias e corantes. Verificou que a quantidade de flúor era maior na superfície do tecido cariado e diminuía a medida que se aprofundava, enquanto que a prata penetrava nos canaliculos dentindrios de maneira não uniforme até alcançar a dentina secundária.

Okamoto et al. 28 em 1975, através de estudos com microscopia eletrônica, difragdo de Rx e análise do conteúdo de flúor do esmalte sadio, observaram após a aplicação tópica do Diamino Fluoreto de Prata, a deposição de micro e macro depósitos, possivelmente de Fosfato de Prata e Fluoreto de Cálcio. Estes depósitos podiam ser dissolvidos do esmalte quando emersos em água destilada por 5 semanas. 0 conteúdo médio de Flúor aumentou de 568 a 1953 ppm na camada superficial de 10pm, diminuindo para 820ppm após 3 semanas de imersão. Sugerem desta amostra, que o Diamino Fluoreto de Prata aplicado em esmalte sadio pode ser efetivo na prevenção da cárie dentária.

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do 6P ao 24 9 mês. Utilizaram também fotografias feitas, imediatamente, após as restaurações com amálgama e após um ano, segundo os autores não foi observada nenhuma carie recorrente nos dentes tratados com a solução, enquanto que em oito dos que não receberam a aplicação da solução, foi observada cárie recorrente. Atribuem essa ação inibitória, em primeiro lugar, a um provável mecanismo de obliteração dos tibulos dentinários que bloquearia desta forma a invasão de microorganismos à difusão do ácido; em segundo lugar pelo seu efeito cariostático resultante da reação entre a solução de diaminofluoreto de prata e o componente mineral do dente e; em terceiro lugar, por seu possível efeito antienzimático proveniente de produtos da reação entre a solução e o componente orgânico do dente. A ação anticariogênica e cariostática do DFP deve-se ao fato de que tanto os ions flúor como os ions prata conseguem penetrar no tecido dentário tendo atuação em profundidade.

Suzuki et al. 4° em 1976, estudaram os efeitos do Diamino Fluoreto de Prata sobre o esmalte dental "in vitro", verificando que a concentração de Flúor no esmalte é similar àquela encontrada com a aplicação de Fluoreto de Sódio, ou Fluoreto Estanhoso. Observaram, contudo, que o Flúor retido após imersão em saliva sintética por 1 semana é maior no esmalte tratado com Ag(NH 3) 2 F. Segundo os autores, quando a superfície de esmalte foi tratada in

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S

Sztorial 35 C CS- 0

ação antibacteriana sobre S. mutans. A concentração inibidora minima desse agente foi 0,06p mal/mi.

Em 1976 Masuda et al: 9 avaliaram os efeitos do Diamino Fluoreto de Prata sobre os S. mutans e Lactobacilos em dentina cariada e encontraram que uma aplicação tópica do agente resultou em marcante redução da proporção do S. mutans e que esta redução se manteve após 5 semanas e até 6 meses. Além disso, perceberam diminuição da produção ácida dos microorganismos da dentina cariada. Nas lesões não tratadas, ocorria uma alta prevalência de S. mutans e estes representavam 72,2% dos Estreptococos totais. Quando a lesão era tratada com Ag(NH 3) 2 F, os Estreptococos e Lactobacilos eram, quase totalmente lesados. 0 agente mostrou-se, ainda, um exce ente antibacteriano contra S sanguis e S. saliva nus.

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mesmo lado, sendo que a água destilada foi aplicada no outro lado, que serviu como controle. Após 35 dias da aplicação os animais foram sacrificados e os autores verificaram que nos hemiarcos tratados com o diaminofluoreto de prata e com o fluoreto estanhoso, as médias de cárie foram menores, diferindo significativamente dos hemiarcos controle, sendo que o diaminofluoreto de prata apresentou a menor média. Com o nitrato de prata amoniacal não foram observadas diferenças significantes entre os hemiarcos experimental e controle. Concluíram que o diaminofluoreto de prata apresentou ambos os efeitos, preventivo e paralisador da carie dentária, o fluoreto estanhoso apresentou apenas o efeito preventivo, pois o paralisador da cárie não foi estatisticamente significante, e o nitrato de prata amoniacal não apresentou nenhum deles.

Igarashi 13 em 1978, usando o Saforide (Diamino Floureto de Prata, 38%) estudou as mudanças de distribuição proporcional de

S mutans na placa dental e seu efeito bacteriano. Os resultados indicam que o material aumentou a resistência da substância dental

cárie e possui efeitos antibacterianos sobre S mutans da placa.

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Moritani at al. 23 em 1981, aplicaram diaminofluoreto de prata a 38% em decíduos cariados de 75 crianças, com idade entre 2 a 6 anos. Após 3, 6, 12 e 18 meses observaram paralisação da cárie e constataram raros casos de queixa de dor, geradas por ar frio ou quente e, por atrito.

Em 1982, Bancher et al. 3 testaram a ação do Diamino Fluoreto de Prata (Saforide diluído) frente aos principals microorganismos cariogênicos, como aqueles encontrados em canais radiculares infectados. Os resultados mostraram que o S mutans e S pyogenes são os microorganismos mais sensíveis substância, enquanto o efeito se processa de forma mais intensa sobre Lactobacillus aciodophylus, Pseudomona aeruginosa e S aureus.

Marthaler 18 em 1984, afirmou que os métodos de controle de cárie, tais como eliminação de placas dental, aplicação tópica e administração sistêmica, selantes e outras substâncias químicas antibacterianas são efetivas. Outrossim, o tratamento convencional, através do preparo cavitário, acompanha a evolução da tecnologia, surgindo, a cada dia, materiais mais aperfeiçoados, levando-se em consideração a compatibilidade biológica e exigência estética. No entanto, a realidade, traduzida pelas estatísticas, evidencia a alta prevalência de cárie, revelando que os métodos preventivos e a tecnologia avançada do tratamento restaurador não são acessíveis

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No mesmo ano, Legler et al. 16 verificaram que a incidência de cárie vem aumentando â medida que a civilização progride e ocorrem mudanças de hábitos de vida, destacadamente hábitos alimentares, como a introdução de alimentos refinados, sobretudo o açúcar. Atualmente, a cárie dental é universal, uma vez que a civilização avançou em quase todas as regiões do mundo, porém se agrava nas regiões industrializadas, com alta ingestão de carboidratos refinados.

Em trabalho desenvolvido em dentes deciduos de cães, Russo et al. 32 em 1986, observaram a penetração de ions prata chegando em alguns casos a atingir o tecido pulpar. Nestes casos, observaram severa reação inflamatória com áreas de abscessos após 7 e 30 dias da aplicação do produto. Concluíram que em cavidades rasas, os ions prata atingiam somente tecido dentinário, enquanto que em cavidades profundas, podiam atingir até a câmara pulpar.

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Para Guedes-Pinto 9 em 1988, a cárie, apesar de ser uma enfermidade acumulativa, não segue um padrão com a idade, pois, há períodos de exacerbações agudas intercaladas por outros de detenções, havendo, assim, queda na velocidade de ataque da cárie, sendo freqüente observar-se lesões grandes, porém detidas ou em progressão lenta.

As

possíveis justificativas, para esses períodos oscilatórios, são ainda obscuras, provavelmente, devido o envolvimento de todo um complexo de trocas metabólicas e mecanismos bioquímicos.

Em 1988 Maciel 17 realizou um estudo longitudinal de 6 meses, com o objetivo de verificar o efeito preventivo e paralisador da cárie dentária, através de uma aplicação tópica da solução de diaminofluoreto de prata na concentração de 10% em superfícies oclusais de molares deciduos. Selecionou 84 crianças na faixa etária de 3 a 4 anos de idade, cujos molares estivessem higidos ou que apresentassem apenas cárie incipiente e, dividiu-as em 2 grupos de 42 indivíduos cada. 0 grupo controle recebeu uma aplicação de água destilada enquanto o experimental recebeu uma aplicação da solução por 3 minutos, após profilaxia. Após 6 meses, foi feito o exame clinico final e, ao analisar o efeito paralisador, o

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Miranda21 em 1989, em estudos referentes à eficácia da aplicação trimestral do ferrocianeto de prata como agente cariostático em caries incipientes de primeiros molares permanentes inferiores, realizados em alunos, na faixa etária de 5 a 7 anos, de ambos os sexos, em três escolas públicas, na cidade do Recife, verificou, na primeira avaliação, três meses após a primeira aplicação, que 87,96% apresentavam dente experimental sem progressão de cárie. Na segunda avaliação, seis meses após a segunda aplicação, verificou um percentual de 88,0% de dentes sem progressão de cárie, havendo assim urna eficiência no uso do ferrocianeto de prata.

De conformidade com Rodrigues et al. 31 em 1989, ao fazerem uma revisão do produto em questão, relacionaram que o método de aplicação do DFP é eficaz na paralisação do processo de cárie dentária, na prevenção de cáries novas e reincidentes, e na dessensibilização da dentina hipersensível. Indicaram um dos métodos de adequação do meio bucal, principalmente em crianças, que por necessitarem de tratamento precocemente apresentam-se imaturas e não colaboradoras aos procedimentos restauradores.

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4 I

fluoreto de prata, com intervalos de 10 dias entre elas, durante os 30 primeiros dias; o Grupo Ill recebeu a aplicação da solução de maneira semelhante ao Grupo II, porém nos últimos 30 dias, e o Grupo IV recebeu seis aplicações da solução com o mesmo intervalo de tempo durante todo o experimento. Verificando os efeitos do diaminofluoreto de prata a 30% na incidência de caries e na progressão da lesão cariosa em molares de ratos, encontrou os seguintes resultados:

a) redução significante na incidência das lesões cariosas, em esmalte e em dentina superficial;

b) paralisação na progressão de lesões cariosas, evidenciando efeito anticariogênico e cariostático da solução.

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índice de cárie (CPO-S) no inicio do experimento e após 2 anos. A partir do segundo exame foi observado um intervalo de tempo de um ano, após o qual foi avaliado o ataque de cárie (índice CPO-S) nos dentes permanentes e rompidos nesse período. Nos Grupos experimentais, os dentes cariados foram escavados superficialmente e receberam a aplicação da solução e, aqueles dentes com cárie mais profunda, receberam tratamento endocióntico ou exodontia. À aplicação da solução foi feita com cotonetes e isolamento relativo, durante 2 minutos, em todas as faces dos dentes presentes na cavidade bucal.

Os autores verificaram que a redução percentual no incremento de cárie em dentes deciduos foi de 10,03% para o Grupo II, de 38,05% para o Grupo Ill e de 69,02% para o Grupo IV, concluindo que o esquema de reaplicações trimestrais da solução de diaminofluoreto de prata ã 12% em dentes decíduos, apresentou maior eficácia. Concluíram, também, que a solução apresentou efeito cariostático residual, mesmo após decorrido um ano das aplicações, embora com percentuais menos expressivos. A solução também diminuiu a incidência de cárie nos primeiros molares permanentes da ordem de 63% nas aplicações trimestrais e, de 43,9% nas semestrais. Consideraram ser a solução utilizada mais uma opção para o planejamento de ações de saúde bucal voltadas a comunidade, devido a baixa relação custo/benefício.

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semelhante à deposição de material remineralizador dentro dos túbulos dentinários. Não foram observados sinais clínicos ou radiográficos de respostas pulpares desfavoráveis, sendo relatado inclusive que a dentina da segunda sessão estava mais "endurecida", oferecendo maior resistência para sua remoção, provavelmente por estar mais mineralizada. Diante dos resultados encontrados, os autores inferiram que a utilização do Ag(NH 3) 2 F provocou a cronificação da lesão, evidenciando uma resposta pulpar positiva, sem nenhuma evidência clinica ou radiográfica de necrose pulpar, ampliando desta forma a possibilidade de utilização do Ag(NH 3) 2 F em cavidades profundas de dentes jovens, desde que em baixas concentrações.

Almeida et al.' em 1994, baseados nos resultados conseguidos em termos de prevenção e paralisação da doença cárie, na facilidade de aplicação e no baixo custo da solução de Ag(NH 3)2 F a 12%, sugeriram-na corno um tratamento alternativo, principalmente em programas de saúde comunitária, podendo inclusive ser aplicada por THDs, dispensando a infra-estrutura do consultório odontológico, sem que haja com isso, comprometimento da eficácia dos procedimentos.

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iLIPSC

Biblioteca Setorial

CCs - 0

idade; com 11/2 ano, chegou a 5% e atingiu aos 3 anos de idade, uma prevalência de 61,8%. Quando as crianças receberam tratamento com Ag(NH3)2F, os indices nas idades citadas acima foram 0% e 36%, respectivamente. A progressão da doença também foi significativamente influenciada pela substância uma vez que, nos dentes tratados antes da criança completar 2 1/2 anos, o percentual de progressão das lesões foi 22,4%, enquanto nos dentes não tratados até os 3 anos, este índice atingiu 46,2%. Os resultados mostraram que a aplicação tópica de Ag(NH3)2F a 38% inibiu não somente a progressão das lesões pré-existentes, mas também o desenvolvimento de novas esbes.

Gotjamanos 7 em 1996, avaliou histologicamente a resposta pulpar de 55 dentes deciduos ( 1 molares e caninos com lesões de cárie profundas, de crianças entre 6 — 13 anos, tratadas pela "técnica atraumática", que preconiza a remoção superficial do tecido dentindrio envolvido por cárie, especialmente nas áreas próximas da polpa seguida pela aplicação de fluoreto de prata (AgF) sobre a dentina cariada residual e restauração corn cimento de ionômero de vidro (civ.). 0 período de observação entre a aplicação da técnica e a exodontia entre 3 e 56 meses. Segundo o autor, a associação do AgF com o civ atuou basicamente de duas formas para preservar a vitalidade pulpar: inativando ou destruindo a maior parte da população de microorganismos da dentina cariada ( estreptococos do grupo mutans), graças â ação dos ions prata, que na concentração aplicada atinge níveis de 340.000 ppm e através do selamento mecânico dos túbulos da dentina higida ou cariada, promovido pelo AgF, potencializado, por sua vez, pela colocação do

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cimento ionomérico que reduziu a microinfiltração bacteriana nas cavidades restauradas. Para o autor, a polêmica se a utilização do

AgF representaria um procedimento clinico aceitável do ponto de vista biológico, por apresentar concentrações elevadas de flúor, não

pode ser fundamentada apenas em trabalhos histológicos. Os resultados deste trabalho mostraram contudo, que a "restauração atraumática" foi um método clinicamente eficaz no tratamento de lesões de cárie profundas, com mínimo risco de exposição pulpar.

Em 1997 Gotajamanos 8 avaliou a quantidade de flúor que

seria depositada em uma cavidade profunda tratada pela "técnica atraumática". Mensurando o peso das pelotas de algodão limpas,

após a imersão na solução de AgF, depois da remoção do excesso

e da aplicação na cavidade, o autor encontrou uma massa liquida

média de AgF de 10,7mg ( retida nas cavidades de cárie ). Em termos de quantidade de solução de AgF utilizada, os valores variaram de 23 a 91mg, o que significou uma massa de flúor entre

2,8 e 10,9mg. Pensando em crianças de 4 a 6 anos de idade, com

peso entre 15 e 20kg, o autor sugeriu que mesmo se a criança

deglutisse uma pelota repleta de AgF, o nível de flúor ingerido

ficaria abaixo da metade da dose provavelmente tóxica para crianças nesta faixa etária. Em relação à permeabilidade do flúor no

complexo dentino-pulpar e sua subseqüente entrada na circulação

sistêmica, o autor afirmou que dos 2,0 mg de flúor depositados no

interior de uma única cavidade profunda de cárie, aproximadamente metade deste valor poderia atingir a circulação sistêmica, ao passo que cerca de 1,0 à 2,8 mg de flúor poderiam ser incorporados a

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lesões de mancha branca proximais. Estes níveis de aquisição sistêmica de fluor a partir de tratamentos com AgF, associados com outras fontes de incorporação de fluor, provavelmente seriam suficientes para provocar sinais de fluorose nos dentes anteriores permanentes, devendo-se portanto, como medida preventiva, suspender-se a utilização da solução de AgF a 40% dos procedimentos clínicos em odontopediatria. 0 autor sugeriu ainda que concentrações mais baixas de soluções de AgF, em torno de 1 a 4%, podem ser tão eficazes na paralisação das lesões de cárie profundas como a concentração atualmente utilizada, com a particularidade de terem um potencial tóxico, em virtude do menor conteúdo de fluor, reduzido de 10 a 40 vezes.

Souza et al." em 1997, avaliaram " in vivo", através de microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura, o efeito cariostático do Ag(NH3)2F a 10% na dentição decidua. Selecionaram oito crianças, através de exames clínicos e radiográficos, que apresentavam molares deciduos com lesões de cárie oclusais com envolvimento dentinário e uma perspectiva de esfoliação entre 6 e

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(50)
(51)

3 PROPOSIÇÃO

0 presente estudo se propõe a:

1) Verificar a ação do diamino fluoreto de prata em remanescente dental procurando analisar seu efeito cariostático e anticariogênico.

2) Identificar o potencial remineralizante da aplicação do diamino fluoreto de prata a 38%.

3) Notificar a ação do diamino fluoreto de prata na prevenção e interrupção da cárie dentária, enfatizando sua influência em dentes molares permanentes e deciduos.

4) Verificar o comportamento do diamino fluoreto de prata quando aplicado em dentina sã de cavidac es rasas recentemente exploradas.

5) Conhecer os efeitos do diamino fluoreto de prata com relação a ação dos Streptococus Mutans na placa dentária.

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4 DISCUSSÃO

De conformidade com os estudos e trabalhos levantados, percebe-se que os resultados provenientes do diaminofluoreto de prata chegam a demonstrar efeitos significativos, ocorrendo o mesmo quando essa comparação também é feita com relação ao fluoreto estanoso e ao fluoreto de sódio. 0 Ag(NH 3) 2 F vem apontar ação mais eficaz que tem como causa a quantidade de flúor contido na solução, o que ocorre para proporcionar o aumento na resistência da estrutura dentária. Resultado idêntico ocorre também com relação a presença dos S mutans que chega a diminuir, já que a aderência ao crescimento do microorganismo sobre a superfície do esmalte se torna inibido pela referida solução quando comparada com os referidos fluoretos. 4°

Além das alterações provocadas na estrutura dentária, estudos bacteriológicos demonstram que a aplicação tópica na superfície de esmalte sadio, inibi, a formação de placas e a desmineralização superficial do esmalte ( Nishino, Massler 27 ), e que a aplicação sobre lesões cariosas causa marcante redução da proporção de S. mutans ( Masuda et a1. 19 , Igarashi 13 , Suzuki et

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5,3

No que diz respeito a aplicação do Ag(NH 3) 2 F no controle da cárie dentária e do S. mutans em molares deciduos, avaliando seus efeitos sobre o esmalte rígido verifica-se que os ions fluor e prata chegam a ser encontrados no esmalte onde o nível de flúor e de prata diminuem com o passar do tempo e que o diaminofluoreto de prata mostra ser mais efetivo tanto na remineralização quanto na resistência aos ácidos. As experiências mostram, portanto, que o fluoreto de prata amoniacal reduz a progressão da cárie dentária. Isto indica que o Ag(NH 3) 2 F é representado pelo flúor no processo de remineralização do esmalte e da dentina.

Há controvérsia quanto â penetração dos Ions Flúor e Prata no esmalte e na dentina. Shimooka 35 , citado por Shimizu,Kawagoe 34 , observa que na dentina o Ion F penetra em profundidade superior a 50-100p.m e o Ion Ag., quase atingia a câmara pulpar. Por outro lado, Suzuki et al. 40 , com uma aplicação de 3 minutos, verificam uma penetração em profundidade do Ion

Flúor através do esmalte em cerca de 25tim e do íon Prata até 20¡.im mesmo após a imersão do bloco de esmalte em saliva sintética por uma semana. 0 Flúor permanecia retido na camada

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No tratamento da dentina descalcificada com Ag(NH 3) 2 F, foi observada a inibição da degradação enzimática pôr enzimas proteoliticas, tais como a Colagenase e a Tripisina ( Yanagida).

Okamoto et al. 28 , através de estudos de microscopia eletrônica, de definição de raio-x de análise do conteúdo de flúor do esmalte sadio, observaram que após a aplicação de solução de diaminofluoreto de prata a 30% houve acúmulo de micro depósito, possivelmente de fosfato de prata e de fluoreto de cálcio sendo que após 5 semanas imersos em água destilada estes depósitos podiam ser dissolvidos do esmalte. Consideram ainda que o

conteúdo médio de flúor na camada superficial de 10 _irr aumentou de 568ppm, diminuindo para 820ppm após 3 semanas de imersão em água destilada. Sugerem os autores que o diaminofluoreto de prata, aplicado em esmalte sadio, pode ser efetivo na prevenção da cárie dentária.

Miller apud Melberg 20 , verificou o efeito protetor do nitrato de prata na interrupção do processo cariogênico. Howe 12 constatou o uso da solução como agente terapêutico ã cárie, estudos estes de acordo com Yamaga et al. 41 e Suzuki et al. 38 , que também comprovaram o efeito eficaz do diamino fluoreto de prata como agente anticariogênico e cariostático.

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humanos por 5 minutos Observaram a ocorrência de uma descalcificação menor dos ácidos do que no esmalte usado para controle obtendo na dentina resultado similar ao esmalte. Ha controvérsia quanto a penetração dos ions flúor e prata no esmalte e na dentina. Verificou-se também que a dentina exposta ao meio bucal, após aplicação tópica, mostrou obliteração dos túbulos dentinários, sendo que o material obturador tinha semelhança estrutural com a apatia da matriz peritubu lar.

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:10

agente anticariogênico, cariostático, na prevenção de cáries secundárias e na dessensibilização da dentina hipersensível.

Para Shimooka35 em 1972 a resistência do esmalte à cárie

pode ser aumentada quando da associação do fluoreto, que age sobre os componentes inorgânicos, com o nitrato de prata atuando sobre os componentes orgânicos. No entanto, quando soluções desses agentes são aplicados sobre a superfície dentária isoladamente, o nitrato de prata libera cálcio e os fluoretos liberam fosfato.

Suzuki et al.38 em 1973, utilizaram a solução a 38% cujo

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incidência da cárie não foi insignificante, enquanto que o progresso da cárie foi inibido em 31,3%. Concluíram também que a aplicação tópica de diamino fluoreto de prata a 38% é eficaz como anticariogênico e cariostático em molares deciduos. Contudo, em molares permanentes o diamino fluoreto de prata so foi considerado eficaz como cariostatico.

Shimizu, Kawagoe 34 em 1976, avaliaram o efeito do Ag(NH 3) 2 F na prevenção de cáries secundárias. Para isto, prepararam cavidades de Classe V nas superfícies vestibulares de 60 dentes deciduos de pacientes de 3 a 6 anos, das quais foram tratados com a solução. Todas as cavidades foram seladas com amálgama e o controle clinico foi de 6 a 26 meses. Nenhuma cárie recorrente foi observada nos dentes tratados com Diamino Fluoreto de Prata, enquanto que oito dos dentes tratados apresentaram caries recorrentes.

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acontecendo os ions difundem-se mais profundamente e contribuem para o acumulo mineral em áreas mais internas das lesões.

Analisando os resultados apresentados pelas pesquisas no que diz respeito ao efeito cariostático e anticariogênico, constata-se que existe uma coerência entre os autores principalmente nos casos de Macie1 37 em 1988, que utilizou a solução na concentração de 12% com os resultados obtidos por Suzuki et al. 38 já mencionados, que utilizaram a solução a 38%.

Andrade et al. 2 1992, estudaram as reações da dentina de molares permanentes humanos à aplicação de Ag(NH 3) 2 F a 10% pôr 3 minutos. A pesquisa contou com crianças entre 7 a 10 anos de idade que apresentavam um total de sete molares permanentes com lesões de cárie profundas, mas sem grandes destruições coronárias. Nas primeiras amostras coletadas foram observadas desorganizações do tecido dentário, perda de dentina peritubular, poucos tubos esclerosados, dilatação de tubulos dentinários formando verdadeiras lacunas ou focos de liquefação. Nas amostras obtidas após a aplicação de Ag(NH 3)2F a 10% a lesão de cárie estava paralisada, revelando melhor estruturação do tecido dentindrio com urn padrão tubular proximo da normalidade. Não foram observados sinais clínicos ou radiográficos de respostas

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:1 (1

inferiram que a utilização do Ag(NH 3) 2 F provocou a cronificação da lesão, evidenciando uma resposta pulpar positiva sem nenhuma evidência clinica ou radiografica de neurose pulpar.

Almeida et al. 1 em 1994, baseados nos resultados conseguidos em termos de prevenção e paralisação da cárie na facilidade de aplicação e no baixo custo da solução de Ag(NH 3) 2 F a 12%, sugeriram-na como um tratamento alternativo principalmente em programas de saúde comunitária, podendo inclusive ser aplicada por THDS sem que haja com isso comprometimento da eficácia dos procedimentos.

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Gotjamanos 7 em 1996, avaliou histologicamente a resposta pulpar de 55 dentes deciduos ( primeiros molares e caninos) com lesões de cárie profundas de crianças entre 6 a 13 anos, tratadas pela técnica atraumática que preconiza a remoção superficial do tecido dentindrio envolvido pôr cárie, especialmente nas áreas próximas da polpa, seguida pela aplicação de fluoreto de prata sobre a dentina cariada residual e restauração com cimento de ionômero de vidro (CIV). Segundo o autor, a associação do AgF com o CIV atuou basicamente de duas formas para preservar a vitalidade pulpar inativando ou destruindo a maior parte da população de microorganismos da dentina cariada.

Os resultados desses trabalhos mostraram, contudo, que a restauração atraumática foi um método clinicamente eficaz no tratamento de lesões de cáries profundas com o mínimo risco de exposição pulpar. Para o autor a polêmica se a utilização do fluoreto de prata representaria um procedimento clinico aceitável do ponto de vista biológico, por apresentar concentrações elevadas de flúor, não pode ser fundamentada apenas em trabalhos histológicos.

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Berman 4 em 1973, Suzuki 39 em 1974, Keyes 14 em 1979, Marthaler 18 em 1984 e Almeida l em 1994.

É verdade que as pesquisas também registraram algumas controvérsias por parte de certos autores no que tange a penetração dos ions flúor e prata no esmalte e na dentina a exemplo de Suzuki et al. 39 em 1974 que verificou uma penetração em profundidade do ion flúor através do esmalte em cerca de

2511m e do ion prata até 2C4tm mesmo após a imersão do bloco de esmalte em saliva sintética. Observou-se que na dentina o ion flúor penetra em profundidade superior a 50[1m enquanto o ion prata atingia a câmara pulpar.

Outro ponto de divergência constatado nas pesquisas consultadas foi com relação ao emprego do nitrato de prata amoniacal diante da incidência da cárie. Miller apud Melberg 29 em 1983, negou a ação do nitrato de prata na prevenção e estacionamento de cáries o que foi posteriormente confirmado por Nishino, Massler. 27 Concluíram ser o nitrato de prata elemento efetivo no estacionamento da cárie no dente deciduo, tendo usado a solução em concentração de 50%, afirmando que a mesma penetra apenas na dentina cariada mas na dentina s5 subjacente.

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cariostático tem sua comprovação notificada através dos estudos desenvolvidos por Shimooka 35 em 1972, Moriwaki 24 em 1974, Suzuki 39 em 1974, Miranda 21 em 1989 e Gaberlini 6 em 1989, que também demonstraram compatibilidade no tocante ás conclusões alcançadas, embora as pesquisas levassem em conta as diferenças de percentuais e de perifodos de aplicação. É verdade que houve certas distinções dos resultados de conformidade com as diferenças de percentuais considerados mas que resultam em conclusões similares. A aplicação do diamino no processo de ação anticariostática e anticariogênica vieram registrar semelhança de resultados, principalmente por parte de Nishino 26 em 1969, Sato, Saito33 em 1970, Yamaga41 em 1971, Suzuki 35 em 1973, Okuyama29 em 1974 e Masuda 19 em 1976.

Por outro lado, constatou-se que a aplicação do diamino fluoreto de prata no processo de remanescência dental mostra ação de natureza protetora, agindo como agente estimulador conforme demonstrou Miller apud Melberg 2° em 1905, ação de efeito preventivo da cárie dentária como bem comprovou Suzuki 39 em 1974, Moriwaki 24 em 1974 e Moreira22 em 1987.

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cárie quanto na dessensibilização da dentina hipersensorial. Verificou-se também que a aplicação da aludida solução a 38% do fluoreto de sódio a 2% e do nitrato de prata a 40 0/, demonstraram que quanto o esmalte era tratado com o diamino o fluoreto de prata, por outro lado, reagia com o ion tiocianato para formar o tiocianato de prata.

Por outro lado, os estudos realizados por Yamaga et al.'" em 1971, Suzuki 39 et al. em 1974 e Morawaki 24 em 1974, demonstraram que o Ag(NH 3) 2 F também apresenta efeito de inibição no progresso de cáries em dentes deciduos e é efetivo na inibição de cáries secundarias.

Não obstante, pode-se constatar através dos estudos analisados que o Ag(NH 3) 2 F apresenta vantagens tanto com relação ao nitrato quanto ao fluoreto já que o mesmo é efetivo tanto para a prevenção de cáries quanto para o tratamento da dentina hipersensível por obstruir os túbulos dentinários por coagulação de proteínas com nitrato de prata e por formação de sais insolúveis com fluoreto de sódio. Ele mostra uma eficácia rápida e segura e seu efeito continuo pode ser visualizado pela coloração do dente.

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dessensibilização dentindria. Quanto a sua contra-indicação, ressalta-se que tem ação irritante na membrana gengival apresentando ainda toxicidade oral.

Por outro lado, convém ressaltar que não foi possível identificar na literatura pesquisada algum estudo que mencionasse a respeito do enegrecimento da dentina como conseqüência do uso do Ag(NH 3) 2 F. Apenas detectou-se alguns comentários muito restritos nesse sentido que não permitiriam uma discussão acurada a tal respeito. 0 mesmo ocorreu com relação ao agente cimentante onde não foi possível verificar algo relacionado com a ação significativa desse agente diante o aspecto clinico que compõe a área de tratamento endodtintico.

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05

significativamente a força de adesão do cimento de fosfato de zinco.

Hardwick l° foi capaz de discernir a penetração da polpa em 15 minutos, mas mostrou que o precipitado geralmente não alcança a polpa dentro de uma semana e que as partículas de prata alcançaram a polpa após um mês em todos os casos.

Partículas de prata negra puderam ser encontradas no interior de células pulpares de todos os cinco espécimes não-exposto que foram extraídos de 17 a 32 dias após a aplicação padronizada de nitrato de prata. Entretanto, em dentes extraídos dentro de 1 hora após a aplicação de nitrato de prata, geralmente houve ( em 8 de 10 espécime) apenas uma penetração superficial de partículas de prata no interior dos túbulos dentinários. Isto confirma os achados de Zander, Burri1 42 , que o nitrato de prata ou as partículas de prata continuam a penetrar através do tilibulos dentinários por muito tempo após serem precipitados pelo eugenol. É evidente que a profundidade de penetração pela prata aumenta com o tempo de sobrevivência. Presumivelmente, todos os dentes tratados "in vivo" eventualmente apresentariam partículas de prata

no interior da polpa.

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expostas não tratadas, cobertas com engessol por um período de tempo eqüivalente, comprovando que a faixa inflamatória se mostra mais larga nos dentes tratados no nitrato de prata.

Percebe-se com isto que as reações do tecido pulpar sob a dentina tratada com o nitrato de prata conduz ao rompimento dos odontoblastos com graus crescentes de Jnflamações e edema da polpa à medida que o nitrato se aproxima da polpa. Nisto a prata livre passa a ser precipitada pela massa hemorrágica sob a exposição, de modo que a aludida substância torna-se inócua pelo coágulo sangüíneo.

Zander, Smith 43 dividiram a penetração do nitrato de prata em três zonas. Uma zona externa de depósito intenso, uma zona intermediária de depósito mais leve e uma zona profunda de depósito intenso. No entanto, eles não se esforçaram em explicar a ação desse fenômeno.

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precipitados pelo eugenol. É evidente que a profundidade de penetração pela prata aumenta com o tempo de sobrevivência. Presumivelmente, todos os dentes tratados "in vivo" eventualmente

apresentariam partículas de prata no interior da polpa.

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5 CONCLUSÕES

De acordo com a literatura apresentada com relação a aplicação do diamino fluoreto de prata em remanescente dental concluiu-se que:

1) Os efeitos cariostaticos da solução no uso de molares permanentes de dentes humanos se mostraram de forma mais pronunciada nos dentes deciduos, constatando-se a existência de alguns irrompimentos nos referidos molares.

2) A aplicação do Ag(NH 3)2F a 30% mostrou a presença de certas lesões de cárie levando a conclusão de que restaurar cavidades de cárie associada a um tratamento preventivo são procedimentos inadequados, principalmente no caso da presença dos S mutans, como na prevenção da cárie onde se pode observar um aumento de uma fase comprometida no exame final implicando, assim, em determinadas alterações. Teoricamente pode-se verificar que o tratamento completo associado ao efeito da solução proporcionaram um beneficio maior e também o aumento do número de superfície pelo irrompimento de alguns primeiros molares permanentes.

3) Com relação ao aspecto microbiológico aos níveis dos S.

mutans, o efeito anticariogênico mostraram resultados condizentes quanto ao fortalecimento da estrutura dentária através da deposição

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'0

do fluor e de prata promovendo a formação de compostos mais estáveis e menos solúveis aos ácidos bucais.

4) Quanto a sua utilização o diamino fluoreto de prata poderá ser aplicado diretamente sobre a dentina em cavidades rasas sem causar reação inflamatória. Nesse caso, ions prata podem penetrar através de túbulos dentindrios até aproximadamente metade da dentina remanescente entre a cavidade e a câmara pulpar.

Podemos afirmar que os estudos em prol do aproveitamento do nitrato de prata têm levado ao surgimento de soluções derivadas, cada vez mais importantes, como é o caso do tanino-fluoreto para proporcionar ainda mais o fortalecimento da dentina, devido a sua incorporação com o diamino fluoreto de prata. A utilização do agente HY passa a exercer, comprovadamente, uma ação mais atuante à medida em que o mesmo chega a ser colocado depois da aplicação, de modo a remover as contaminações além de motivar a abertuda dos túbulos dentários.

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6

REFERÊNCIAS

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6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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anticariogênico do diaminofluoreto de prata a 12% (Bioride) :

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Referências

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