CONDIÇO ES DE ELEGIBILIDADE
Este e-book tem como finalidade, oferecer aos candidatos e assessores um rápido estudo sobre as condições de elegibilidade de forma clara e descomplicada, visando prevenir problemas ou surpresas durante o registro de candidatura para as Eleições de 2018.
Chrystian Junqueira Rossato OAB/DF nº 15.573
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O escritório AJR - Advocacia Junqueira Rossato é especializado em Direito Eleitoral e presta serviços de assessoria jurídica eleitoral com a realização das seguintes atividades:
Assessoria Parlamentar e legislativa;
Elaboração de Atas de Convenções Partidárias; Registro de Candidaturas;
Captação de recursos via crowdfunding;
Impugnação de Candidaturas de adversários;
Defesa de representações e reclamações eleitorais; Defesa e Ação de Investigação Judicial Eleitoral; Defesa e Recurso Contra Expedição de Diploma; Defesa e Ação de Impugnação de Mandato Eletivo; Recursos Eleitorais;
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Os profissionais da AJR são capacitados para prestar toda a assessoria para registro de candidatura a partidos e candidatos, verificação de condições de elegibilidade, orientação de propaganda eleitoral, arrecadação de recursos de campanha, além de realização de sustentações orais perante o Tribunal Superior Eleitoral e Tribunais Regionais Eleitorais.
O Escritório de Advocacia Junqueira Rossato atua há 18 anos no mercado e tem como diferencial o seu atendimento personalizado e expertise na realização de campanhas eleitorais majoritárias (2014) e proporcionais (2010).
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Apresentamos o Sócio Fundador, Dr. Chrystian Junqueira Rossato especialista em direito eleitoral, integrante da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/DF desde 2013.
- Pós Graduação em Direito Eleitoral – IDP
- Curso de extensão em Direito Eleitoral – Instituto de Direito Público – IDP on Line;
- Curso de Oratória Emocional– Escola Superior de Advocacia; - Curso de Sustentação Oral – Escola Superior de Advocacia; - Marketing e Propaganda Eleitoral – Escola Superior de Advocacia;
- Recursos Constitucionais – Escola Superior de Advocacia; - Ações Eleitorais – Escola Superior de Advocacia;
- Direito Eleitoral – Reforma Eleitoral de 2015 - Escola Superior de Advocacia;
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CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE - CONCEITOS
Antes de passarmos a analisar as condições de elegibilidade, importante distinguir o conceito desta do conceito de inelegibilidade, com o objetivo de facilitar o entendimento sobre a matéria.
Apesar de a inelegibilidade não ser abordada neste trabalho, a usa definição é importante por estar diretamente relacionada a objeto deste estudo.
Como sabemos, a soberania é exercida pelo sufrágio, que se constitui no direito de votar e ser votado. Decorre daí os institutos da elegibilidade e inelegibilidade, os quais, apesar de diametralmente opostos, devem ser observado, sendo o primeiro de forma positiva enquanto que o segundo de forma negativa.
ELEGIBILIDADE está diretamente ligada à capacidade passiva do cidadão de receber votos e de ser eleito, desde que preenchido os requisitos Constitucionais e legais que autorizam o cidadão a concorrer a mandato eletivo.
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Já a INELEGIBILIDADE, em uma definição simplista pode ser definida como uma limitação temporária da capacidade eleitoral passiva.
José Jairo Gomes a define como:
Frederico Franco Alvim, de forma mais específica define da seguinte maneira: “fator negativo cuja presença obstrui ou subtrai a capacidade
eleitoral passiva e nacional, tornando-o inapto para receber votos e, pois, exercer mandato representativo)1.
“As inelegibilidades consistem, pois, em circunstâncias que retiram do cidadão os seus direitos políticos passivos, seja de maneira geral, para todos os cargos (inelegibilidades absolutas), seja de maneira específica, para apenas alguns (inelegibilidades relativas)1.
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Portanto, para se candidatar o cidadão precisa preencher todas as condições de elegibilidade e não incorrer em nenhuma causa de inelegibilidade.
Condições de elegibilidade são, portanto, os requisitos a serem preenchidos pelos candidatos para poderem concorrer às eleições.
DAS CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE:
A Constituição Federal, em seu artigo 14, trata dos direitos políticos, sendo que o §3º elenca as condições de elegibilidade.
Faremos uma análise sobre todas as hipóteses de condições de elegibilidade motivo pela qual transcrevemos o artigo 14 para melhor compreensão, até porque o mesmo artigo traz duas hipóteses de inelegibilidade (§4 e §7).
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito;
II - referendo;
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§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
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c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. (inelegibilidade)
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16, de 1997)
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
§ 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. (Inelegibilidade)
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I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4, de 1994)
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
Os §§ 4 e 7 foram destacados em vermelho propositalmente, posto que neste trabalho será limitado às condições de elegibilidade, tanto constitucionais como legais.
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NACIONALIDADE BRASILEIRA (inciso I do §3º do art. 14 da CF/88)
A constituição federal define como brasileiro os brasileiros no artigo 12 da CF/88, distinguindo-os entre os BRASILEIROS NATOS e os BRASILEIROS NATURALIZADOS:
BRASILEIROS NATOS (inciso I do art. 12 da CF/88): SÃO:
os nascidos na República Federativa do Brasil, AINDA QUE DE PAIS ESTRANGEIROS, DESDE QUE ESTES NÃO ESTEJAM A SERVIÇO DE SEU PAÍS;
os NASCIDOS NO ESTRANGEIRO, de pai brasileiro OU mãe brasileira, DESDE QUE QUALQUER DELES ESTEJA A SERVIÇO da República Federativa do Brasil;
os NASCIDOS NO ESTRANGEIRO de pai brasileiro OU de mãe brasileira, DESDE QUE SEJAM REGISTRADOS EM REPARTIÇÃO BRASILEIRA COMPETENTE ou VENHAM A RESIDIR na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, DEPOIS DE ATINGIDA A MAIORIDADE, pela nacionalidade brasileira.
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OS ESTRANGEIROS NÃO PODEM SE ALISTAR, SALVO OS NATURALIZADOS.
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BRASILEIROS NATURALIZADOS SÃO (II do art. 12 da CF/88):
os que, NA FORMA DA LEI, ADQUIRAM A
NACIONALIDADE BRASILEIRA, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral;
os ESTRANGEIROS de QUALQUER
NACIONALIDADE, RESIDENTES na República Federativa do Brasil há mais de QUINZE ANOS ININTERRUPTOS e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.
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A lei não poderá fazer distinção entre os brasileiros natos e os naturalizados, SALVO EXCEÇÕES PREVISTAS NA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO (§2º do art. 12 da CF/88).
Dentre essas exceções estão os cargos eletivos privativos de BRASILEIROS NATOS. Portanto, para fins de condição de elegibilidade em razão da nacionalidade brasileira, nos interessa os incisos I, II e III do §3º do artigo 12 da CF/88, que reserva aos brasileiros natos os cargos de:
PRESIDÊNCIA E VICE
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
PRESIDÊNCIA DO SENADO FEDERAL
PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
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PLENO EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS (inciso II, §3º do art. 14)
O candidato deve estar em pleno gozo de seus direitos políticos, conforme prevê o inciso II, §3º do art. 14 da Constituição Federal.
O artigo 15 da CF/88 veda a cassação dos direitos políticos, que somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:
1. Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
2. Incapacidade civil absoluta;
3. Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
4. Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
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A condenação por improbidade administrativa também possui previsão na alínea g, do artigo 1º, inciso I da Lei Complementar 64/90 (Lei das Inelegibilidades):
g) os que tiverem SUAS CONTAS relativas ao exercício de cargos ou FUNÇÕES PÚBLICAS REJEITADAS por irregularidade insanável que configure ATO DOLOSO de IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, e por DECISÃO IRRECORRÍVEL DO ÓRGÃO COMPETENTE, SALVO se esta houver sido SUSPENSA OU ANULADA pelo PODER JUDICIÁRIO, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição; (Redação dada pela Lei Complementar nº 135, de 2010 – Lei da Ficha Limpa)
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A perda dos direitos políticos por improbidade administrativa requer, além do ato de improbidade, rejeição de contas, ato doloso e decisão irrecorrível de órgão competente (Tribunais de Conta).
O Candidato pode buscar a suspensão ou anulação judicial da decisão proferida pelo Órgão Competente, lembrando que apesar do art. 71, II da Lei Complementar nº 64/90 utilizar o termo “julgar”, suas decisões tem natureza técnica, ou seja, julgar as contas, e não jurisdicional, sendo esta competência exclusiva do Poder Judiciário.
Assim, rejeitadas as contas, há possibilidade de se anular ou suspender os efeitos da inelegibilidade da alínea “g” do inciso I, do art. 1º da LC 64/90,por meio de ação anulatória para suspender os efeitos da inelegibilidade.
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ALISTAMENTO ELEITORAL (ART. 14, §3º, III DA CF/88 e ART. 42 DA LEI Nº 4.737/65 – CÓDIGO ELEITORAL).
O alistamento eleitoral é OBRIGATÓRIO:
1. para os maiores de 18 anos
O alistamento é FACULTATIVO: 2 para os analfabetos;
3 maiores de 70 anos;
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Também não podem se alistar, durante o serviço militar OBRIGATÓRIO, os CONSTRITOS (§2º do art. 12 da CF/88).
Importante ressaltar que o impedimento para o militar se alistar é somente durante o serviço militar OBRIGATÓRIO.
CONSTRITOS: São aqueles incorporados às forças armadas, durante o serviço militar OBRIGATÓRIO. São impedidos de votar mesmo que anteriormente alistados.
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DOMICÍLIO ELEITORAL
Domicílio eleitoral é o local de residência ou moradia de livre escolha do cidadão. Assim define o Código Eleitoral em seu artigo 42, parágrafo único:
Art. 42. O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor. Parágrafo único. Para o efeito da inscrição, é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas.
A condição de elegibilidade é Constitucional, prevista no inciso IV, §3º do artigo 14 da CF/88. Porém o prazo para o estabelecimento do domicilio eleitoral está previsto na lei das eleições e o não atendimento deste prazo é uma causa de inelegibilidade legal.
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Mas desde já é importante observar que o prazo para o candidato requerer a inscrição no domicilio eleitoral na circunscrição a qual pretende se candidatar, conforme previsto na Lei nº 13.488 de 06 de Outubro de 2017, que alterou o artigo 9º da Lei nº 9.504/97, é de antecedência de 06 (seis) meses.
Portanto, o candidato deverá encontrar-se inscrito no domicílio eleitoral com antecedência mínima de 06 (seis) meses antes da eleição.
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação
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FILIAÇÃO PARTIDÁRIA
O mesmo ocorre com a filiação partidária. A CF/88 exige a filiação, mas há outros elementos que devem ser observados. O mesmo artigo 9º da Lei das Eleições exige filiação partidária deferida com antecedência de 06 (seis) meses antes da eleição.
Porém o artigo 20 da Lei nº 9.096/97 (Lei dos Partidos Políticos) permite aos partidos políticos estabelecerem prazos maiores de filiação partidária para aqueles que pretendem se candidatar.
Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação partidária superiores aos previstos nesta Lei, com vistas a candidatura a cargos eletivos.
Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas a candidatura a cargos eletivos, não podem ser alterados no ano da eleição.
Muitos partidos procederam a alteração em seus estatutos exigindo prazo superior a 06 meses de filiação. Lembrando que a alteração não pode ocorrer em ano de eleição.
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DA IDADE MÍNIMA (INCISO VI DO, §3º DO ART 14 DACF/88)
As condições de elegibilidade impõem restrições quanto à idade aos candidatos para os cargos eletivos. A limitação quanto à idade vai de 18 (dezoito) anos para vereador a 35 anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador conforme tabela abaixo:
• Presidente • vice-Presidente • Senadores
35 anos
• Governadores • Vice-Governadores30 anos
• Deputado Federal• Deputado Estadual e Distrital • Prefeito • Vice-Prefeito • Juiz de Paz
21 anos
• Vereador18 anos
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DA RENÚNCIA (§6º do artigo 14 da CF/88)
O §6º do artigo 14 da CF/88 exige que o Presidente, Governadores e Prefeitos que desejarem concorrer a OUTROS cargos, renunciem aos seus mandatos até 06 (seis) meses antes do pleito.
“§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.”
Portanto, é condição de elegibilidade para os ocupantes desses cargos, a renúncia dentro do prazo legal estabelecido quando desejarem concorrer a outros cargos. O afastamento não é exigido quando o candidato pretender se eleger para o mesmo cargo.
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DO MILITAR ALISTÁVEL (§8º DO ARTIGO 14 DA CF/88)
Como vimos anteriormente, não podem se alistar os CONSTRITOS, que são aqueles que prestam serviço militar obrigatório.
Aqui, a situação é diversa daquela anteriormente estudada. Os militares alistáveis são elegíveis desde que:
A Lei nº 6.880/80 dispõe sobre o Estatuto dos Militares das Forças Armadas. Em seu artigo 80 fornece a DEFINIÇÃO DA FIGURA JURÍDICA DA AGREGAÇÃO MILITAR:
• Se afaste das atividades, caso conte com menos de 10 (dez) anos de serviço;
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• Se contar com mais de 10 anos, será agregado pela autoridade superior e se eleito, passará para a inatividade no ato da
diplomação;
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Art. 80. Agregação é a situação na qual o militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica de seu Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, nela permanecendo sem número.
Art. 82. O militar será agregado quando for afastado temporariamente do serviço ativo por motivo de:
...
XIV - ter-se candidatado a cargo eletivo, desde que conte 5 (cinco) ou mais anos de serviço.
O artigo 142, §3º,V da Constituição Federal de 1988 prevê que o militar não pode estar filiado a partido político. Nesse sentido, o Tribunal Superior Eleitoral já firmou entendimento pacificado quanto à inexigibilidade de filiação do militar para candidatar-se: “Consulta. Militar da ativa. Concorrência. Cargo eletivo. Filiação
partidária. Inexigibilidade. Res.-TSE nº 21.608/2004, art. 14, § 1º. 1. A filiação partidária contida no art. 14, § 3º, V, Constituição Federal não é exigível ao militar da ativa que pretenda concorrer a cargo eletivo, bastando o pedido de registro de candidatura após prévia escolha em convenção partidária (Res.-TSE nº 21.608/2004, art. 14, § 1º).” (Res. nº 21.787, de 1o.6.2004, rel. Min. Humberto Gomes de Barros.)
“Filiação partidária. Militar da ativa. Sendo alistável é elegível, mas não filiável, bastando-lhe, nessa condição excepcional, como suprimento da prévia filiação partidária, o regular pedido de registro (precedente: Ac. nº 11.314, de 30.8.90). Recurso especial não conhecido.” NE: A conseqüência da filiação partidária de militar da ativa é de ordem disciplinar, não eleitoral. (Ac. nº 11.395, de 1º.9.90, rel. Min. Célio Borja.)
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DAS CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE LEGAIS
Há condições de elegibilidade que estão previstas na lei nº 9.504/97 (lei das eleições), assim como na lei nº 9.096/97, a chamada lei dos partidos políticos.
DAS CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE NA LEI Nº 9.504/97
Como já dito, o domicilio eleitoral é uma condição de elegibilidade. Porém o domicilio deve ser estabelecido com antecedência de 06 meses na circunscrição onde o candidato deseja concorrer conforme artigo 9º da Lei das Eleições:
Art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo de seis meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. (Redação dada pela Lei nº 13.488, de 2017)
Parágrafo único. Havendo fusão ou incorporação de partidos após o prazo estipulado no caput, será considerada, para efeito de filiação partidária, a data de filiação do candidato ao partido de origem.
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1ª) Inelegibilidade do candidato por não possuir domicilio eleitoral no prazo de 06 meses antes das eleições;
2ª) Estar com a filiação partidária deferida no mesmo prazo;
Muita atenção para o prazo da FILIAÇÃO PARTIDÁRIA, pois a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.504/97) possibilita que os partidos estabeleçam prazos de filiação partidária maiores do que o previsto no artigo 9º da Lei nº 9.504/97.
DAS CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE NA LEI Nº 9.096/97
Os partidos políticos são livres para fixar prazos de filiação superiores ao previsto na legislação. Portanto, podem exigir prazos de filiação maiores do que 06 (seis) meses para candidatos a cargos eletivos.
O artigo 20 da Lei nº 9.096/97 (Lei dos Partidos Políticos) estabelece que: Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação partidária superiores aos previstos nesta Lei, com vistas a candidatura a cargos eletivos.
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Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas a candidatura a cargos eletivos, não podem ser alterados no ano da eleição.
Importante destacar a vedação contida no parágrafo único que PROÍBE OS PARTIDOS POLÍTICOS DE ALTERAREM SEUS ESTATUTOS PARA MUDAR O PRAZO DE FILIAÇÃO EM ANO DE ELEIÇÃO.
Com isso, encerramos este módulo sobre condições de elegibilidade constitucionais e legais.
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MENSAGEM FINAL
Agradecemos por baixar nosso E-Book e esperamos que o material possa lhe ajudar em sua campanha eleitoral.
Assim encerramos este módulo de Condições de Elegibilidade. Caso tenham dúvidas ou sugestões, solicitamos entrar em contato por meio de nossas redes ou whatsapp indicados na apresentação deste E-book.