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Reunião GETH. Abril.2014

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Reunião GETH

(2)

Caso 1

(3)

Caso I: Sexo feminino, 40 anos, casada,

administradora

• História da Doença Atual:

2013 - Paciente sem queixas específicas, conta que irmã teve

diagnóstico de neoplasia de ovário (ECIII) aos 46 anos.

Solicitou, por indicação própria, sequenciamento dos genes

BRCA1 e BRCA2, que resultou em presença de mutação em

BRCA1. Procura opinião formal a respeito de retirada

profilática de mamas e ovários.

(4)

Caso 1: DMRD, 40 anos, casada, administradora

de empresas

• Antecedentes Pessoais:

G2P2A0 – Cesáreas (Menina 10 anos e Menino 8 anos)

Intolerância à glicose em uso regular de Metformina

2008 - Mamoplastia Redutora + Lipoescultura

• Antecendentes Familiares:

Irmã com neoplasia de ovário aos 46 anos

Prima (paterna) com neoplasia de Mama;

Tia (paterna) com neoplasia de ovário por volta dos 40

anos e neoplasia de mama ao redor dos 60;

Avó (materna) com neoplasia de cólon (?)

Caso I: Sexo feminino, 40 anos, casada,

administradora

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Caso 1: DMRD, 40 anos, casada, administradora

de empresas

• Exame Físico:

Sem qualquer alteração digna de nota.

• Exames Complementares:

Mamografia: BI-RADS 2

US Abdome Total: sem alterações

CA-125 19; Glicemia 105

• Sequenciamento completo dos genes BRCA 1 e 2 por

técnica de PCR

Caso I: Sexo feminino, 40 anos, casada,

administradora

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Caso 2

(9)

• Ano 2004

• Antecedentes Pessoais:

Carcinoma de mama aos 40 anos

Carcinoma de mama contralateral aos 42 anos

Carcinoma de ovário aos 47 anos

Óbito

(10)
(11)

• Ano 2004

• Duas filhas:

20 anos

22 anos

• Seguimento

– USG de mamas e pelve semestral

– RM de mamas

– CA 125

(12)

Caso 2: Sexo feminino, 47 anos

• Ano 2014

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Caso 2: Sexo feminino, 47 anos

Ano 2014

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(18)

Métodos de Rastreio de Câncer de Mama

e Ovário em Pacientes BRCA mutado

(19)

BRCA-2  CRS 13

Gene identificado em 1994

Introdução

• Mutação detectada em 0,1 – 0,2% população geral

• Herança Autossômica dominante com penetrância incompleta

- 45-65%

• Responsável pela manutenção da estabilidade genômica

BRCA-1  CRS 17

(20)

Risco de Desenvolver Câncer

Risco acumulado até 70 anos em portadoras de Mutação BRCA1

Risco CA mama 60% (IC95% 44-75%)

Risco CA ovário 59% (IC95% 43-76%)

Risco CA mama contra-lateral 83% (IC95% 69-94%)

Risco acumulado até 70 anos em portadoras de Mutação BRCA2

Risco CA mama 55% (IC95% 41-70%)

Risco CA ovário 16,5% (IC95% 7,5-34%)

Risco CA mama contra-lateral 62% (IC95% 44-80%)

(21)

Risco de Desenvolver Câncer

BRCA-1

Mama (Triplo -) 80-90% aos 70 anos Próstata 3.7x

Pâncreas 2.3x Corpo Uterino 2.6x Ovário 30x

BRCA-2

Mama (RE+ / RP+ /Her2 -) 50% aos 70 anos Mama Masculino 150x Próstata 4.6x Pâncreas 3.5x Vesícula Biliar 5x Estômago 2.6x Melanoma 2.6x Ovário 15x

(22)

NCCN 2013:

- História familiar de presença de mutação pré-existente

- Antecedente de câncer de mama + 1 critério

≤ 45anos

≤ 50 anos (famiíias pequenas) + 1 familiar 1⁰ grau com Ca ovário ou Ca mama ≤ 50 anos 2 Ca mama primários sendo 1 ≤ 50 anos

Tumor triplo negativo ≤ 60 anos Ca epitelial de ovário

- Câncer de mama em homem

- Histórico pessoal de CA mama, subtipo triplo negativo, com

diagnóstico em idade <= 60 anos

(23)

Rastreio CA Ovário em Pacientes BRCA mutado

• Coorte retrospectiva de screening para CA de ovário em um Centro na Inglaterra • Total de 341 mulheres, 179 de alto risco.

• USTV anual, realizada por radiologistas especializados • CA125 anual

(24)

Rastreio para CA ovário em Pacientes BRCA mutado

Combinação de CA125 + USTV anual nas pacientes de alto risco

Sensibilidade 50% Especificidade 82,8%

Valor preditivo positivo 1.3 % Valor Preditivo Negativo 99,8% -> 30 pacientes foram submetidas à cirurgia por alterações de exame

93.3 % com achados benignos ou sem alterações relevantes.

(25)

Time to stop ovarian cancer screening in

BRCA1/2 mutation carriers?

Netherlands

Int. J. Cancer: 124, 919–923; 2009

Rastreio CA ovário em Pacientes BRCA mutado

Objetivo: Avaliar a eficácia do screening sistemático em diagnosticar câncer de ovário inicial em pacientes portadoras de mutação BRCA-1 ou BRCA-2.

Metodologia: Estudo Retrospectivo 1995 -2006

N = 241

Clínica Multidisciplinar de Câncer Familiar

Excluídas - Antecedente pessoal de câncer de ovário

(26)

Protocolo de Rastreamento

• Início aos 35 anos ou cinco anos antes da idade de

diagnóstico de câncer de ovário no familiar mais novo.

• Realização anual

-

Exame ginecológico

- USG transvaginal (cisto > 6 cm + Critérios de Sassone)

- CA 125 - Pré-menopausa 35 kU/L

- Pós-menopausa 25 kU/L

Protocolo de Rastreamento Institucional

Protocolo de Rastreamento Institucional

(27)

• Qualquer alteração detectada  repetir teste em 1 a 3

meses

• Se

anormalidade

persistir

proceder

à

laparotomia/laparoscopia diagnóstica

• SOB profilática laparoscópica oferecida de rotina para

todas pacientes com mutação de BRCA

BRCA1 – a partir dos 35-40 anos

BRCA2 – a partir dos 40-45 anos

Protocolo de Rastreamento Institucional

Family Cancer Clinic

(28)

Resultados

• 241 pacientes

- Mediana de seguimento de 3 anos

- 470 consultas de seguimento

• 64% (N= 154) 1 visita screening

• 45% optaram por SOB profilática após primeira

consulta

• 75% optaram pela cirurgia ao longo do seguimento

(29)

N CA 125 US TV Exame Clínico Câncer Ovário 1 + + + 0 2 - + + 1 (72 a) 2 + + - 0 15 + - - 1 (46 a) 1 - - - 1 (39a intervalo)

• 20 pacientes com exame alterado  2 com neoplasia

• TODAS  BRCA-1 / Estádio IIIc / sem história familiar de Ca Ovário

• 1 paciente com diagnóstico de intervalo, com últimos exames normais (39a)

(30)

Exame Clínico

CA125

USTV

Sensibilidade

33%

33,3%

33,3%

Especificidade

98,9%

92%

99,5%

Valor Preditivo Positivo

20%

3%

33,3%

Valor Preditivo Negativo

99,4%

99,4%

99,5%

(31)

• Mesmo utilizando 3 métodos de rasteio combinados,

não houve diagnóstico precoce.

• CA 125: Estádio I :  25-50%

(inespecífico:

menstruação,

gravidez,

endometriose,

cirrose)

• USG transvaginal: Falso + : 21%

(pré menopausa) neste estudo a metodologia reduziu este

número

(32)

• Screening 800 pacientes  1 câncer precoce

• Cirurgia redutora de risco

- Reduz 96% Ca Ovário

- Reduz 53% Ca Mama em pré-menopausadas

(33)

Conclusões

Estratégias utilizadas para screening desapontadoras

• Custo  Sem impacto

• Pacientes cirurgia redutora de risco

- ↓ Risco de CA ovário e mama

• Falsa segurança - vale a pena ?

- Pacientes sem prole constituída – métodos de rastreios mais

eficientes

(34)

Câncer de Mama e Hereditariedade

10 a 25%

(35)

Sensibilidade Especificidade

RM 77% (IC95% 60-90) 81% (IC95% 80-83) MMG 40% (IC95% 24-58; p=0,01) 93% (IC95% 92-95) RM + MMG 94% (IC95% 81-99) 77% (IC95% 75-79)

Rastreio para CA mama em Pacientes BRCA mutado

Maribs study Group Lancet 365: 1769–78, 2005

• Coorte Prospectiva Multi-institucional

• 649 mulheres, com alto risco para Ca de Mama.

• Seguidas com MMG + RNM anual e exame físico semestral.

• Follow up médio de 3 a 7 anos.

(36)

Papel da Mastectomia e Ooforectomia Profiláticas

Redução de Risco de CA de Mama - (HR = 0.49; 95% [CI] = 0.37 to 0.65). Redução de Risco de Ca de Ovário - (HR = 0.21; 95% CI = 0.12 to 0.39)

(37)

Papel da Mastectomia e Ooforectomia Profiláticas

• Estudo coorte prospectivo, multicêntrico • 22 Centros Europa e USA

• N = 2482 pacientes com BRCA mutado

• 1974-2008, pacientes acompanhadas até final de 2009

• Avaliou o papel da mastectomia e da ooforectomia profiláticas

(38)

Papel da Mastectomia e Ooforectomia Profiláticas

Domcheck et al,JAMA. 2010;304(9):967-975

Impacto da Ooforectomia Profilática:

Redução de Risco de CA de Mama BRCA1 (20% vs 14%;HR, 0.63 [95% CI, 0.41-0.96] Redução de Risco de CA de Mama BRCA2 (23% vs 7%; HR, 0.36 [95% CI, 0.16-0.82]) Redução de Risco de CA de Ovário (6% vs 1%,HR 0.14; 95% [CI], 0.04-0.59)

(39)

Papel da Mastectomia e Ooforectomia Profiláticas

Domcheck et al,JAMA. 2010;304(9):967-975

Impacto da Ooforectomia Profilática:

Redução de Mortalidade CA de Mama (6% vs 2%; HR, 0.44 [95% CI, 0.26-0.76]) Redução de Mortalidade CA de Ovário (3% vs 0.4%; HR, 0.21 [95% CI, 0.06-0.80]) Redução de Mortalidade Geral (10% vs 3%; HR, 0.40 [95% CI, 0.26-0.61])

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Papel da Mastectomia e Ooforectomia Profiláticas

Domcheck et al,JAMA. 2010;304(9):967-975

Impacto da Mastectomia Profilática:

• Nenhum diagnóstico de CA mama em 3 anos de seguimento vs 7% nas mulhers que não fizeram cirurgia profilática.

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Recomendações NCCN 2012

• Auto exame a partir dos 18 anos

• Exame clínico semestral a partir dos 25 anos

• RM e MMG anual a partir dos 25 anos

• USTV e coleta de CA125 semestral a partir 30 anos ou 5-10 anos antes da

idade de diagnóstico do familiar mais novo

• Cirurgia Redutora de Risco:

-

Mastectomia Profilática Bilateral

-

Salpingooforectomia 35-40 anos

(42)

Resumo

• A ooforectomia aumenta SG e reduz a incidência de câncer de mama e

ovário relacionado a mutação de BRCA.

• A mastectomia profilática é eficaz na prevenção do câncer de mama,

porém não há evidências de ganho de sobrevida global.

• Em pacientes não mastectomizadas, é recomendado rastreio ativo ->

MMG + RM mamas anualmente, e exame físico a cada 6 meses.

• Não existe método de rastreio seguro para prevenção ou detecção

precoce do câncer de ovário, sendo SOB profilática única estratégia

preventiva segura.

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