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(1)Quest˜ao 1 Calcule as integrais abaixo: (a

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Academic year: 2022

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(1)

Quest˜ao 1 Calcule as integrais abaixo:

(a)

˛

C

xy2dx−x2ydy, em que C ´e a fronteira da regi˜ao entre as curvas y=x2 e y2 =x.

Utilizando o Teorema de Green: A curvaCdelimita uma regi˜ao no planoD={(x, y); 0 ≤ x≤1, x2 ≤y ≤√

x} e pelo Teorema de Green temos

˛

C

P dx+Qdy=

¨

D

∂Q

∂x − ∂P

∂y

dxdy.

Com P(x, y) = xy2 e Q(x, y) = −x2y, temos

˛

C

xy2dx−x2ydy =

¨

D

−2xy−2xy dxdy

= ˆ 1

0

ˆ x

x2

−4xy dydx

= ˆ 1

0

−4x y2

2

x

x2

dx

= ˆ 1

0

−2x2+ 2x5dx

= 1 3 −2

3 =−1 3.

(b)

¨

σ

x2+y2dS, ondeσ ´e a parte do paraboloidez = 1−x2−y2 acima do plano xy.

Uma parametriza¸c˜ao paraσ ´e dada porσ(u, v) = 1−u2−v2, comK ={(u, v); u2+v2 ≤ 1}. Assim, segue queσu = (1,0,−2u),σv = (0,1,−2v) e σu∧σv = (2u,2v,1). A integral de superf´ıcie pode ser calculada por

¨

σ

x2+y2dS =

¨

K

(u2+v2)kσu∧σvkdudv

= ˆ

K

(u2+v2)√

1 + 4u2+ 4v2dudv

= ˆ 1

0

ˆ

0

r2

1 + 4r2rdrdθ

= 2π ˆ 1

0

r3

1 + 4r2dr

= 2π ˆ 5

1

1

32[u3/2−u1/2]du

= π

60(1 + 25√ 5),

em que fizemos a mudan¸ca de coordenadas polares emK e depois a mudan¸ca u= 1 + 4r2, du= 8rdr.

(c)

˚

B

e(x2+y2+z2)3/2dV, em queB ={(x, y, z)∈R3;x2+y2 +z2 ≤1 e z ≥0}.

(2)

Observe que o conjunto B pode ser parametrizado, utilizando as coordenadas esf´ericas, por Bρθφ ={(ρ, θ, φ); 0 ≤ρ ≤1,0≤θ ≤ 2π,0≤φ ≤ π/2}. Lembrando que o Jacobiano da mudan¸ca de vari´aveis ´e |J|=ρ2senφ, segue que

˚

B

e(x2+y2+z2)3/2dV =

˚

Bρθφ

e2)3/2ρ2senφ dρdθdφ

= ˆ 1

0

ˆ 0

ˆ π/2 0

eρ3ρ2senφ dρdθdφ

= 2π ˆ 1

0

eu 3 du,

= 2π

3 (e−1),

onde utilizamos a mudan¸ca de vari´aveis u=ρ3, du= 3ρ2dρ.

Quest˜ao 2 Sejam y=f(x),x ∈[a, b], uma fun¸c˜ao positiva continuamente diferenci´avel e S a superf´ıcie obtida pela revolu¸c˜ao do gr´afico y=f(x) pelo eixo dos x.

(a) Determine uma parametriza¸c˜ao de S.

As se¸c˜oes transversais deS por planos perpendiculares ao planoz = 0 pelo ponto (x,0,0), comx∈[a, b], s˜ao circunferˆencias no espa¸co. Estas circunferˆencias tˆem raiof(x) e, dessa maneira, podem ser parametrizadas considerandoσ: [a, b]×[0,2π]→R3 por

σ(x, θ) = (x, f(x) cosθ, f(x) senθ).

(b) Descreva uma f´ormula para obter a ´area de S atrav´es da fun¸c˜ao f e da parametriza¸c˜ao dada.

A f´ormula de ´area de superf´ıcie dada por uma parametriza¸c˜ao σ ´e obtida fazendo A(S) =

¨

σ

dS =

¨

K

u∧σvkdudv.

No nosso caso temos:





σx(x, θ) = (1, f0(x) cosθ, f0(x) senθ), σθ(x, θ) = (0,−f(x) senθ, f(x) cosθ),

σx∧σθ = (f(x)f0(x), f(x) cosθ,−f(x) senθ) kσx∧σθk=p

f(x)2(1 +f0(x)2).

Da´ı,

A(S) = ˆ b

a

ˆ

0

f(x)p

1 +f0(x)2dθdx= 2π ˆ b

a

f(x)p

1 +f0(x)2dx.

Quest˜ao 3 Considere #»

E um campo el´etrico criado por uma carga q localizada no centro do sistema de coordenadas:

E#»(x, y, z) = q

(x2+y2 +z2)3/2 ·(x, y, z).

(3)

(a) Mostre que #»

E ´e livre de divergente e irrotacional para todo (x, y, z)6= 0.

Escreva P = qx

(x2+y2+z2)3/2, Q= qy

(x2+y2+z2)3/2 e R = qz

(x2+y2+z2)3/2, da´ı #»

E = P~i+Q~j+Q~k.

N˜ao ´e t˜ao dif´ıcil ver que













∂P

∂x = q(x2 +y2+z2)1/2[−2x2+y2+z2] (x2+y2+z2)3 ,

∂Q

∂y = q(x2+y2+z2)1/2[x2−2y2+z2] (x2 +y2 +z2)3 ,

∂R

∂z = q(x2+y2+z2)1/2[x2+y2−2z2] (x2+y2+z2)3 . Assim, como div#»

E = ∂P∂x + ∂Q∂y + ∂R∂z, segue que div #»

E = 0.

Para o rotacional, temos rot#»

E = ∂R

∂y − ∂Q

∂z

~i+ ∂P

∂z − ∂R

∂x

~j+ ∂Q

∂x −∂P

∂y

~k.

Note que





∂R

∂y =−3qzy(x2+y2+z2)−5/2,

∂Q

∂z =−3qzy(x2+y2+z2)−5/2.

Logo, a componente~i do rotacional ser´a nula e, de modo an´alogo, pode-se mostrar que as outras componentes tamb´em s˜ao todas nulas.

(b) Calcule o fluxo de #»

E atrav´es da superf´ıcie esf´erica de raioR >0.

Note que a esfera ´e dada por x2+y2+z2 =R2 e~n= R1(x, y, z). Da´ı #»

E ·~n= q

R2. Segue que

¨

σ

E#»·~n dS =

¨

σ

q R2 dS

= q R2

¨

σ

dS

= 4πq,

uma vez em que a ´area superficial da esfera de raio R´e 4πR2. (c) Discuta se o resultado acima contradiz o teorema da divergˆencia.

Note que se o Teorema da Divergˆencia pudesse ser aplicado, ter´ıamos 4πq =

¨

σ

E#»·~ndS =

˚

B

div#»

EdV =

˚

B

0dV = 0!

Por´em n˜ao podemos utilizar o Teorema da Divergˆencia neste caso. Nas hip´oteses do Teorema o campo vetorial #»

E deve ser de classeC1 em B! Por´em, observe que #»

E n˜ao est´a definido na origem e, portanto, n˜ao ´e de classeC1 na esfera. Sendo assim, o Teorema da Divergˆencia n˜ao ´e v´alido para #»

E na esfera.

Quest˜ao 4 Seja B um s´olido com uma fronteira suave por partes S. Expresse o volume de B via uma integral sobre S.

(4)

Lembremos que V ol(B) =˝

BdV. Por outro lado, como B tem fronteira suave por partes dada por S, podemos aplicar o Teorema da Divergˆencia em B e, dessa forma, se #»

f(x, y, z) ´e um campo vetorial qualquer com div#»

f = 1, temos V ol(B) =

˚

B

dV =

˚

B

div#»

f dV =

¨

S

#»f ·~n dS,

a ´ultima integral sendo uma integral de superf´ıcie sobreS. Assim, tome, por exemplo#»

f(x, y, z) =

1

3(x, y, z). Vale que div#»

f = 1, para todo (x, y, z), e, consequentemente V ol(B) = 1

3

¨

S

(x, y, z)·~n dS.

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