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E R I N M C C A R T H Y

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Academic year: 2022

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SE VOCÊ PAGOU POR ESTA OBRA, VOCÊ FOI ROUBADO.

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Tradução e Revisão:

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As reuniões do escritório nunca foram tão gostosas e sexy.. .

Para Jared Kinkaid, a única maneira de manter sua mente — e suas mãos — longe de sua deliciosa colega de trabalho Candy Appleton é insultá-la ou ignorá-la a cada momento. Mas seus esforços no controle da luxúria convenceram seu chefe de que os parceiros precisam de uma pequena ajuda por meio de aconselhamento online para casais.

Mas quando eles se inscreveram por engano para aconselhamento de casais sensuais, o choque de Jared e Candy se transforma em prazer, pois cada um deles realiza algumas terapias próprias...

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Capítulo Um

“Eu não sinto o amor nesta sala.” Jared Kincaid olhou para Harold, que estava parado no meio de seu escritório, as mãos nos quadris de calça de couro.

O que Jared sentia não era amor, mas uma dor de cabeça arrepiante e latejante. Confie nele para ser contratado em uma empresa de marketing onde o chefe estava enfrentando uma crise existencial de meia idade.

Tudo começou com Harold deixando a esposa seis semanas atrás. Agora ele havia se tornado chefe usando um guarda- roupas de vinte e poucos cabeleleiros para trabalhar todos os dias, pregando aos funcionários sobre a unicidade consigo mesmo e comendo enormes quantidades de hummus1.

Como o instinto de Jared era dizer a Harold que levasse seu amor e enfiasse nas calças de couro, ele permaneceu em silêncio.

Com um pouco de sorte, em um mês ou dois Harold redescobriria sua verdadeira paixão nos ternos Beamers e Armani e eles poderiam voltar ao normal.

Uma risada baixa e abafada encheu a sala. Jared rangeu os dentes.

Essa risada era um exemplo perfeito de por que ele estava condenado à gerência intermediária e a uma vida inteira se esquivando de problemas. Problemas seguiam Jared. Onde quer que ele fosse.

O problema geralmente tinha pernas e seios grandes. Esse problema tinha todo aquele cabelo loiro e arrepiado, um sotaque

1 É uma pasta feita com grão de bico moído e sementes de gergelim, azeite, limão e alho, feitos

originalmente no Oriente Médio.

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do sul e lábios de cereja exuberantes que eram carnudos e provocantes.

E o nome dela. Quem diabos chama seu filho de Candy Appleton? Tinha sua mãe imaginado seu bebê recém-nascido como uma futura estrela pornô?

Talvez tenha sido fofo quando Candy era uma garotinha, antes de ter crescido os seios, mas agora, naquele corpo... era apenas pervertido.

Candy, que parecia relaxada e sexy como o inferno em seu traje vermelho, balançou o calcanhar de seu pé cruzado para cima e para baixo, irritando Jared ainda mais. Quando ela fez isso, ele teve uma visão em linha reta de sua coxa quase para a terra prometida.

Ela era do tipo que usava ligas, ele tinha certeza. As pretas, as verdes. As vermelhas, as cremes.

Ele se mexeu na cadeira, curvando-se para esconder o fato de que agora tinha uma ereção de aço.

Um tesão. No meio do maldito dia, no meio do escritório do seu chefe.

Problema. Claro e simples.

O problema falou. “Harold, não acho que Jared esteja pronto para sentir o amor.”

Ele sentou-se direito. O que isso significava? Ele podia sentir o amor, se ele quisesse. Se ele pudesse descobrir do que diabos Harold estava falando.

Candy atirou-lhe um daqueles sorrisos sensuais, de boca aberta que o fizeram querer puxar seu lábio inferior cheio em sua boca e chupar com força. Ele cravou as unhas na coxa.

Harold franziu o cenho. “Isso é verdade, Jared? Você não está pronto para sentir o amor?”

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Ele estava pronto para sentir as curvas de Candy. Isso contava? Jared pigarreou. “Uhh, do que exatamente estamos falando aqui?”

“Eu estou falando do fato de termos exatamente três semanas para reunir a campanha publicitária de Chunky Chocolate e você e Candy mal passaram uma hora nisso.”

Isso porque ele praticamente fugia toda vez que Candy se aproximava dele. Ela assustava o inferno fora dele. Ele foi forçado a deixar cinco anos de trabalho duro e um plano de 401 mil para trás quando deixou sua empresa de marketing anterior, devido a um encontro não planejado na sala de descanso com a secretária do chefão. Desconhecido para ele na época, essa secretária também era a namorada do chefe. Então Jared perdeu qualquer possibilidade de ser o futuro chefe no posto, após a aposentaria de seu chefe. Foi um grande passo para trás e, embora ele não se arrependesse de ter seu pau chupado pela cafeteira, ele desprezava a consequência.

Trabalho e sexo não se misturavam. Jared e mulheres não se misturavam. Todo incidente embaraçoso e prejudicial em sua vida remonta a uma mulher e à sua incapacidade de se controlar ao seu redor.

O fanfarrão parou aqui. Ou o pau dele, como você quisesse olhar para ele.

Ele não ia estragar tudo. Ou dane-se a Candy, não importa o quanto ele queira provar aqueles lábios letais.

“Podemos trabalhar nisso sempre que Candy quiser.” Ele evitou olhar para e se concentrou na mancha amarela brilhante que Harold tingiu na frente de seus cabelos que diminuíam rapidamente. Parecia uma luz de advertência intermitente.

Cuidado: Homem de meia idade se aproximando da calvície.

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Candy disse, “Talvez você deva designar outra pessoa para trabalhar com Jared. Acho que ele não gosta muito de mim.” Suas palavras foram lentas e rolaram, como uma gota de água em sua pele.

É aí que ela estava errada. Ele gostava de Candy. Candy era doce e lambível e pertencia à sua boca, onde ele podia girar, chupar e saborear cada centímetro delicioso.

Harold bateu palmas, assustando Jared fora de sua fantasia erótica.

“Veja, é disso que eu estou falando! Jared não gosta de você e você não gosta de Jared. Eu não posso ter isso.”

Candy não gostava dele? Jared virou-se para ela espantado.

Bem, inferno, isso foi irritante. Tudo bem se ele a estivesse evitando, mas ela não deveria evitá-lo.

Ele era simpático. Ele retornava telefonemas e mantinha as portas abertas para as mulheres. É claro que, sempre que Candy estava por perto, ele grunhia e corria para a saída mais próxima.

Ele supôs que ela pudesse levar isso para o lado pessoal.

Mas o que ele deveria fazer? Dizer a ela que não era ela, eram seus seios quentes que o fizeram correr como um gato da água? Isso com certexa seria demais.

“Eu gosto da Candy,” ele conseguiu dizer, sem muita certeza de querer saber para onde Harold estava indo com isso.

Candy riu de novo e ele de repente percebeu sua má escolha de palavras.

“Mentiroso,” ela murmurou. “Mas isso não deve ter nada haver com esse cliente.”

“Não tem.”

Harold estudou os dois e disse, “Eu notei a tensão entre vocês dois e isso precisa parar. Está afetando o resto da equipe.

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Está alterando o estado do feng shui2 do escritório. Há auras negativas acampadas na minha empresa e elas precisam ir embora.”

Jared pensou que Harold estava tomando emprestado de muitas idéias e as amontoando sem nenhum conhecimento real do que isso significava. Se Harold puxasse cristais e começasse a cantar, ele estava saindo de lá.

Não que ele pudesse se dar ao luxo de desistir. Por sorte, ele comprou um apartamento caro logo antes de ser retirado do emprego anterior. Os três meses batendo cabeça haviam prejudicado seus bens. Mais um pouco de desemprego e ele comeria macarrão com queijo no carro depois que o banco cancelasse sua hipoteca.

Nada fodidamente sexy sobre isso.

“Não queremos auras negativas.” Candy deixou o pé bater no chão e sorriu para Harold.

Isso deixou Jared desconfiado. Ela nunca parecia estar sendo sarcástica, mas ele suspeitava que ela estivesse. Ela era inteligente e seu trabalho publicitário era brilhante, mas o cérebro estava alojado no corpo de uma stripper.

Ele tinha a sensação de que, deixada sozinha, Candy poderia superar todos eles, deixando uma série de homens babando em seu caminho enquanto ela subia habilmente a escada corporativa.

Talvez ele teria um vislumbre debaixo de sua saia em seu caminho para cima.

Porra, ele era inútil.

2 É a arte milenar de harmonização energética dos ambientes.

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“Então, Candy está disposta a trabalhar na melhoria. E você, Jared? Tenho sua palavra de que você abrirá sua mente para a unidade mais natural?”

Certo. Por que não. Ele teve que dizer sim. Este era o chefe dele, não importa como Harold estivesse agindo, ele ainda estava no comando. Jared não gostava de macarrão com queijo, então forçou a boca a abrir e dizer, “Você tem minha palavra, Hardol.”

Harold sorriu. “Ontem eu tive a idéia mais brilhante. Você vai amar isso. Obviamente, há algo que impede você e Candy, algo que precisa ser resolvido.” Harold colocou o dedo no lábio.

“Poderíamos estar falando sobre uma traição em uma vida passada, não tenho certeza.”

Jared pressionou a mão na têmpora. Se ele teve uma vida passada, obviamente fez algo realmente ruim por ter ganho essa tortuta em sua vida atual.

“O que você tem em mente?” Candy se inclinou para frente enquanto redirecionava Harold.

“Eu inscrevi vocês dois para aconselhamento online de casais.”

A cabeça de Jared pulsava com tanta violência que ele podia jurar que ficou momentaneamente cego.

“Oh!” Candy pigarreou. “Bem, isso parece uma ótima idéia.”

Não era uma ótima idéia. Era uma lata de lixo idiota, estúpida e cheia de porcaria, preparada por seu chefe, que havia temporariamente perdido a cabeça devido ao aparecimento de calvície masculina. Ninguém mais se importava em ser careca.

Harold podia raspar a cabeça, comprar uma motocicleta e começar a namorar mulheres mais jovens, como qualquer outro homem que chegasse aos quarenta e tantos anos. Seja Bruce Willis. Não é essa confusão de idéias espirituais que não têm lugar no mercado de trabalho.

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“Nós não somos um casal, Harold. Não precisamos de aconselhamento.” Ele puxou a perna da calça do seu terno preto e tentou não entrar em pânico.

Ele não queria que algum psiquiatra online sem licença lhe dissesse que ele tinha tesão pela sua mãe ou alguma coisa doentia.

“Sim, você vai fazer. Há problemas não resolvidos entre vocês, talvez alguns problemas de controle de dominação em sua vida passada, e eu quero que isso seja resolvido antes que perdamos o Chucky Chocolate.” Harold apontou para o computador, sentado em sua grande mesa de cerejeira masculina.

“Vocês estão todos inscritos, prontos para ir. Esta é uma sessão de três horas. Você não deve sair do meu escritório até terminar a sessão e me fornecer o certificado de conclusão imprimível.”

Jared não conseguia respirar. Oh meu Deus, Harold estava trancando-o no escritório de luxo com Candy por três horas?

Sozinhos? Com uma sessão de aconselhamento delicada para se confundir?

Talvez ele de repente desenvola febre. Ou tropede e dê com o olho da quina da mesa de Harold.

Problemas. Se ele estivesse atrelado a ela ou o quê?

Candy observava o horror atravessar o rosto de Jared Kincaid com interesse. Ele realmente não gostava dela.

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Ela tinha brincado sobre o assunto, mas estava começando a incomodá-la. Todo mundo gostava dela, especialmente homens.

Ela nasceu namoradeira, sempre soube trabalhar um sorriso e uma mecha de cabelo. Estava em seus genes, transmitido pelas mulheres de sua família e, em vez de lutar contra isso, ela tinha aprendido a adotá-lo.

Candy estava orgulhosa de feminilidade, mas ainda mais de seu cérebro. Mas só porque ela tinha esse cérebro, não significava que queria negar que era mulher. Ela gostava de usar santos e vestidos sedutores quando a ocasião o justificava, e gostava do empurrão casual entre homens e mulheres.

Ela gostava de flertar e era boa nisso. Candy sabia que ela não se qualificava como uma sábia sexual, já que ela havia dormido com um par de homens aos 27 anos. Tampouco era provocadora de pênis, como o ex-marido a acusara. Para ela, você era apenas uma provocação se deixasse um homem tocar, depois o provocava sem. Você era apenas uma provocação se lhe prometesse sexo e depois risse na cara dele.

Esses eram jogos desagradáveis que ela não estava interessada em jogar. Mas sorrisos e conversa amigável, que ela não podia resistir. E os homens respondiam. Todos os homens, exceto Jared.

Ela estava começando a levar para o lado pessoal.

Jared estava dizendo friamente, “Eu não acho que posso fazer isso, Harold. Não vejo o valor nesse tipo de exercício.”

Ai. Provavelmente não é a melhor coisa para Jared dizer.

Candy esperou, vendo o rosto em forma de bola de boliche de Harold ficar rosa.

“Eu acho que há valor. E isso é tudo o que importa. Não me deixe com raiva, Jared. Aqui na Stratford Marketing é tudo sobre o amor.”

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A mandíbula de Jared se contraiu. Candy apertou os lábios para impedir que o riso saísse.

Ela não achava que Jared era tudo sobre o amor. Jared era tudo sobre fazer seu trabalho e sair do escritório, pelo que ela poderia dizer. Ele não socializava com nenhum dos funcionários e era completamente frio com ela.

Havia um controle, um controle dominador cru e nervoso que cintilava em seus olhos negros e mostrava sua postura rígida toda vez que ela o via.

Isso a fascinava.

E ele era lindo.

Demorou muito para atrair o interesse de Candy.

Geralmente, homens caíam sobre ela, de um jeito meio idiota e abanando a língua. Talvez fosse por isso que seus olhos foram atraídos para Jared repetidas vezes.

Quando ele olhou para ela, ela queimou. Profundamente entre suas coxas, onde isso importava.

Ele sempre desviava o olhar com um lampejo de desinteresse. Ele nunca sorria.

Enquanto ela sabia que tendia a parecer que o vento a levara a um quarto, Jared estava impecável em seu terno preto e camisa e gravata azul merino. Seu cabelo preto nunca mudava, mas era curto e liso com um toque de produto que virava a frente até meia polegada.

Jared olhou para Harold. “Então você está dizendo que eu tenho que fazer isso?”

Harold, abençõe seu coração confuso e desorientado, disse firmemente com os lábios pressionados, “Isso é o que estou dizendo.”

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Candy também não estava ansiosa para responder perguntas sobre vidas passadas e questões de intimidade, mas estava ansiosa por três horas sozinha com Jared.

Certamente em três horas ela poderia fazê-lo sorrir.

Ou gemer.

Oh, meu Deus, de onde veio esse pensamento? Assustada consigo mesma, ela se mexeu na cadeira e apertou as coxas.

Havia energia suficiente entre eles para iluminar o horizonte de Chicago por três dias e noites.

Ou aquecer o escritório de Harold por três horas.

“Tudo bem.” Jared quebrou o contato visual com Harold e recostou-se na cadeira, desabotoando o paletó. Seu desleixo casual escondia a raiva aparente em seu rosto.

Candy sorriu. “Que ótima idéia, Harold. Jared e eu vamos nos divertir muito nos conhecendo.”

Em mais de uma maneira, se ela tivesse alguma coisa a dizer.

Harold assentiu. “Eu também penso assim. Aqui.” Ele viro o laptop para encará-los. “Você está pronta para começar. Vejo você em três horas.”

“Ok.” Ela deu um pequeno aceno a Harold enquanto ele se dirigia para a porta. Harold fez uma pausa. “Seja legal um com o outro.”

“Eu sempre sou legal,” disse Jared em uma voz baixa que estremeceu sobre Candy.

Exatamente quão legal ela o convenceria de ser?

Candy sabia que deveria ter vergonha de si mesma. Mas nunca, nunca, ela havia se envolvido em um caso casual. Nem um homem sequer levava um minuto para pensar em satisfazê-

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la. Todos olhavam para ela e a queriam. Ninguém nunca se importava com o que ela queria.

Desde o dia em que Jared entrou no escritório dois meses atrás, ela estava assistindo, desejando, imaginando que ele seria diferente.

Jared a estava deixando louca, deixando-a tão dolorida e desesperada que ela era susceptível de começar a se esfregar na mesa do trabalho se ela não encontrasse algum tipo de libertação em breve. Seria tão errado se satisfazer um pouco?

Se ela pudesse derrubar as misteriosas defesas de Jared, ela veria que ele era como qualquer outro homem, disposto a agradar a si mesmo, e a necessidade urgente se dissiparia. Então eles poderiam fazer o anúncio Chunky Chocolate, e ela poderia voltar a se concentrar em algo que não fosse o abdômen dele.

“Eu também sou legal,” assegurou Candy a Harold, dando um olhar duvidoso para os dois.

Então a porta se fechou e eles estavam sozinhos.

Jared não fez nada. Ele se sentou na cadeira sem mexer um músculo e olhou pela janela.

“Bem, não faz sentido fazer beicinho, Jared.” Ela se levantou e se inclinou sobre a mesa de Harold, arrastando o laptop em sua direção. “Vamos começar.”

Se ela ignorasse totalmente sua própria sexualidade, não teria idéia de que suas costas estavam na cara de Jared. Mas ela estava ciente de seu corpo e sabia claramente que se curvar significava que ela estava mostrando uma longa exibição de perna. E que o traseiro dela, com a saia apertada, estava empurrada levemente na direção dele. Ela até sabia que se jogasse as palmas das mãos na mesa, trancasse os cotovelos e dobrasse um joelho, tornaria a vista ainda mais atraente.

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Candy sabia como atrair a atenção de um homem. Ela só não sabia como mantê-lo focado nela uma vez que o tinha. Jared, que exibia tanto controle vestido de aço, parecia que nunca se afastaria de uma mulher até que soubesse que ela estava satisfeita. Seria motivo de orgulho para ele, ela suspeitava. E nossa, ela estava pronta para ser satisfeita. Ela queria uma reação dele.

“Merda,” disse Jared em sussurro irritado.

Isso era um começo.

Candy sorriu para a tela do computador. “Hmmm? Você disse alguma coisa?”

Ele falou mais alto. “Eu disse merda. Não acreito que estou deixando Harold se safar com isso.”

Candy leu o título do curso online na frente dela.

“Redescobrindo a harmonia. Um guia passo a passo para casais em risco.”

Jared bufou.

“Temos que digitar nossos nomes.” Ela começou a digitar e sentiu Jared se levantar e se mover ao lado dela.

“Você realmente não vai fazer isso, vai?”

Ele preencheu seu espaço, sufocando-a com um perfume masculino inebriante de colônia e café.

“Para o meu trabalho, eu posso fazer o pequeno aconselhamento bobo de Harold.” Ela tirou o cabelo dos olhos.

“Não tenho nada a esconder, e não é como se significasse alguma coisa.”

“Verdade.”

Parecia haver um mundo de significado nessa palavra e ela se afastou dele, suas bochechas queimando. Ele estava

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debruçado sobre ela para ler a tela, o paletó roçando no quadril dela.

“Candy é seu nome verdadeiro?”

Foi a primeira vez que Jared demonstrou interesse nela, e ela sentiu sua confiança tremer um pouco. Jared pode ser demais para ela lidar. Mas ela nunca saberia a menos que tentasse.

“Sim. Não é a abreviação de Candance ou algo assim.”

Ele emitiu um som evasivo.

Ela digitou Jared Kincaid no lugar do nome do parceiro.

“Qual é o seu nome do meio?”

“Apenas pule.”

Em vez disso, ela digitou Hoover, depois sorriu para ele.

“Estou perto?”

“Não.” Ele nem sequer deu um meio sorriso. “Vamos à primeira pergunta.”

Candy assentiu. Ela estava ansiosa o suficiente. Para ver exatamente até onde Jared estaria disposto a ir.

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Capítulo Dois

Jared esperou Candy clicar na primeira pergunta. Eles precisavam fazer esse aconselhamento estúpido o mais rápido possível. Antes de agarrá-la, jogá-la sobre a mesa e atirar todo o seu controle para o inferno com um gosto dela.

Se eles se apressassem nas perguntas, ele poderia sair dali em uma hora e correr para a sala de descanso e jogar cubos de gelo nas calças. Era sua única esperança.

Tudo isso era culpa de Harold. Ou Candy, por ter a coragem de andar por aí com uma bunda assim. Ele poderia culpar Jessie, que o havia despedido de seu último emprego. O que não era justo, porque ele não havia dito exatamente não. Ou pode ser porque ele nunca foi inteligente o suficiente para se casar e se entregar ao sexo regular.

Ou talvez ele fosse apenas um idiota com tesão.

Com um fraco por mulheres com olhos de corça.

Candy se inclinou sobre a mesa novamente. “Ok, mantenha sua camisa.” Jared rangeu os dentes.

Os lábios de Candy se moveram enquanto ela lia a pergunta silenciosamente.

“Bem?” Ele esperou que ela o esclarecesse sobre os detalhes pessoais embaraçosos que eles tinham que revelar.

“Isso não é de todo um mal, Jared. Eu acho que é supostamente para ilustrar aos casais o quão pouco eles realmente sabem um sobre o outro. E para redescobrir o interesse deles um pelo outro.”

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Tanto faz. Jared sentou-se na cadeira para que a coxa de Candy parasse de roçar seu braço. “Então, o que diz?”

“A pergunta número um apenas pergunta de onde você é.

Você sabe, onde você nasceu e onde cresceu.”

Candy estava certa. Não era tão ruim quanto ele suspeitava.

E se Harold queria pagar para ele falar sobre crescer em Shokie, tudo bem com ele.

Ela olhou para ele com um sorriso, as pernas compridas ainda retas, o cotovelo apoiando na mesa. “Adivinhe onde nasci.”

Ele a imaginou vagando por um quarto cheio de vime com janelas com persianas, vestindo uma camisola acetinada e calcinha e mordendo um pêssego. Deus, quando ele conseguiu uma imaginação tão vívida? E por que isso tinha que envolver Candy em suas roupas íntimas? “Georgia.”

Ela zombou. “Não, muito errado. Tennessee.”

Oh, havia uma diferença? “Desculpe, não sou especialista em dialetos do sul.”

Sua pequena língua rosa escorregou e umedeceu o lábio inferior. Completamente. Aquele que exigia que ele mordesse.

Jared mudou de novo, imaginando se seria possível uma ereção por três horas sem outro estímulo além de pensamentos sujos.

“Você é um Yankee por completo, não é?”

Ela fez parecer que isso era um pouco mais desejável do que uma infestação de formigas em sua cozinha.

“Eu morei em Chicago a vida toda.”

“Irmãos e irmãs?” Candy não estava olhando para a tela do computador, mas apenas estava ali, sentada em cima da mesa, parecendo levemente curiosa com um pequeno sorriso curvado no canto da boca.

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Ele não tinha motivos para responder. Ele deveria sugerir que eles continuassem com o maldito teste. Em vez disso, ele se viu dizendo, “Três irmãos mais velhos e uma irmãzinha. Meus pais estavam loucos, aparentemente.”

Ela jogou a cabeça para trás e riu, aqueles cachos loiros e finos caindo por suas costas. “Sua mãe deve ter amado ter filhos, só isso.”

Ele lutou com um sorriso, mas não conseguiu parar. “Eu não tenho certeza que ela fez. Ela costumava nos dizer que lhe era garantido um lugar no céu. Que Deus nunca negaria a entrada de uma mulher com cinco filhos tão maus quanto nós.”

Ela riu.

“Você era mau, Jared?” A voz dela era rouca, o riso evaporando, mas a diversão ainda persistia em seus olhos.

Por um segundo, ele pensou que ela estava flertando com ele. E sua resposta saiu antes que ele pudesse verificar. “Oh sim.

Eu era muito, muito mau.”

Os olhos dela se arregalaram. O sorriso completo voltou.

Merda. Ela estava flertando com ele. E ele estava fazendo de volta.

Antes que ela pudesse dizer algo que ele se arrependeria, ele rapidamente falou como quando rezava, um tipo de voz casual, inocente e sem intenção sexual. “E quanto a você? Há irmãos ou irmãs no Tennessee?”

Houve uma pequena pausa, antes que ela dissesse, “Eu tenho uma irmã mais nova.”

Jared tentou imaginar outra mulher parecendo Candy e não conseguia conceber. Candy era única. Deliciosa.

“Então, qual é o nome dela? Taffy?” Ele percebeu imediatamente que parecia muito mais rude do que ele pretendia.

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Mas Candy apenas riu. “Na verdade, o nome dela é Margaret e ela estuda violoncelo na Julliard.”

“Você só pode estar brincando comigo.” Margaret?

Jared teve um visual de Candy sentada com um violoncelo entre as pernas. De alguma forma, a imagem era difícil de conjurar, embora ele sentisse uma pontada de inveja do violoncelo fictício e pela posição valorizada entre as pernas de Candy. Mas Candy e instrumentos de orquestra simplesmente não se encaixavam em sua mente, não importa quão giro erótico ele pudesse dar.

No entanto, ele podia ver Candy sorrindo e dirigindo de maneira inteligente uma sala cheia de clientes publicitários.

Droga. Inteligente e sexy. Era uma combinação letal.

“Não, eu não estou brincando.” Candy puxou uma mecha de cabelo da boca, uma perna ainda reta, a outra dobrada no joelho, enviando o quadril provocativamente para o lado.

Também arrastou sua saia para cima outra polegada daquele lado, mostrando muito mais do que Jared precisava ver.

Não que ele estivesse reclamando. Apenas enviou uma tesoura através de outro fio de seu controle.

“Margaret e eu temos pais diferentes. Minha mãe diz que meu pai era seu verdadeiro amor, uma breve explosão de paixão que a deixou de coração partido e sozinha antes mesmo de eu nascer.”

“Oh, eu sinto muito.”

Candy encolheu os ombros. “Ele a deixou por outra mulher quando descobriu que ela estava grávida. Então, dois anos depois, ela se casou com o pai de Margaret, porque ela pensou que ele iria ficar por perto e cuidar dela.”

Jared desviu os olhos das coxas de Candy. Zombar dela de repente fez com que ele não se sentisse melhor do que o lascivo

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que havia acabado com sua mãe. Ele colocou os olhos diretamente no rosto dela e prometeu não deixar o olhar se desviar. “Ele ficou por perto?”

“Sim. Eles ainda estão casados e muito felizes. Eles realmente se amam e ele nunca me fez sentir diferente de Margaret, mesmo que eu não fosse sua filha de sangue.”

Ela sorriu e Jared ficou surpreso com a falta de amargura em sua voz. “Ele me adotou e me deu o sobrenome Appleton. Eu tinha três anos então, muito tarde para mudar meu primeiro nome de Candy. Então, sou Candy Appleton desde então.”

Então ela se levantou. Suas pernas subiram, subindo enquanto ela se esticava, estendendo os braços sobre a cabeça enquanto subia na ponta dos dedos dos pés em seus sapatos de salto alto. Sua blusa puxou e puxou, esforçando-se para escapar da cintura da saia e moldando os seios. Seu paletó estava aberto, apertado por um botão sobrecarregado, e Jared assistia com um mórbido fascínio.

Ele estava esperando a coisa toda explodir. O botão para voar fora, a blusa para deslizar, a pele cremosa do umbigo a ser exposta a ela enquanto ela cambaleia nos calcanhares à sua mercê.

Então ele pegaria o lugar previamente reservado para o violoncelo e aliviaria sua saia.

Jared calculou quanto dinheiro restava em sua conta corrente e deu por si mesmo como perdido.

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Capítulo Três

Candy esperava como diabos que ela soubesse o que estava fazendo. Jared parecia poder mastigar unhas e amarrá-las em arcos com a língua. Que Deus a ajude, ela não sabia dizer se ele estava excitado, furioso ou ambos.

E o que a tinha possuído para fugir na boca sobre sua mãe e padrasto? Não que ela tivesse uma pitada de experiência em casos casuais, mas tinha que assumir que você não os iniciava falando sobre sua família.

Dê a ela mais cinco minutos e ela tirará fotos do último Natal e seu gato usando um chapéu de Papai Noel.

Ela terminou de se alongar, com as pernas rígidas por se dobrarem sobre a mesa e mordeu o lábio enquanto pensava em seu próximo movimento. Isso não deve ser tão difícil. Ela flerta desde o berço, como sua mãe costumava lembrá-la. Mas agora, quando ela precisava, tudo o que ela conseguia pensar era sorrir, o que era lamentável e parecia não ter nenhum impacto em Jared.

Devem ser nervos. Afinal, havia muito mais em jogo aqui do que obter um bom serviço de restaurante. Antes de deixar este escritório hoje, ela queria um encontro com Jared. Um encontro que acabaria com eles nus e Jared voltando essa intensa concentração diretamente para ela.

Hora de respirar fundo e aumentar o calor.

“Qual é a próxima pergunta?” Jared disse, tirando o paletó.

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Oh, Senhor, ele tinha ombros largos. Ela não achava que já o tinha visto sem a jaqueta, e era uma visão que vale a pena demorar. Ela demorou tanto que ele ergueu uma sobrancelha.

“A pergunta?”

O teste. Certo. Com esforço de elefante, ela se virou e tentou se concentrar na tela do computador, com as bochechas queimando.

Jared estava aumentando o calor, e ele nem sabia disso.

Depois de digitar rapidamente suas respostas ao local de nascimento, ela continuou. “Pergunta três. Descreva o momento em que você me conheceu.”

Essa era fácil. Jared entrou no escritório em uma manhã de segunda-feira, em Janeiro, e ela sabia que ele seria o único a tirá- la do congelamento sexual em que estava desde o divórcio. Ele usava um terno preto com camisa e gravata cor de vinho e olhou para ela, examinou-a e seguiu em frente. Dispensada.

Humilhada.

Ele nunca se desviara de comportamento desde então.

Jared não disse nada. Candy manteve os olhos na tela.

“Acho que vou digitar que nos conhecemos no trabalho.”

“Tudo bem.”

Seus dedos tremiam quando ela digitou e ela soprou os cabelos dos olhos, ignorando a decepção que sentia. Dã, o que ela esperava? Jared dizer que seus olhos encontraram os dela ao longo da mesa da sala de reuniões e que tinha sido o destino?

Não havia dúvida em sua mente que ele não conseguia nem identificar a primeira vez que a vira.

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Jared estava desesperado. Eles ainda não haviam chegado às perguntas difíceis e ele estava em perigo de latir e babar.

A primeira vez que viu Candy foi marcada em sua mente.

Entrara na Stratford Marketing e entrara na sala de reuniões para um compromisso às oito da manhã com Harold.

Candy estava lá, vestindo um suéter de gola alta vermelho cereja que combinava com seus lábios. Seu cabelo loiro tinha sido puxado para trás em um tipo de coque e ela usava uma saia de lã branca e botas até o joelho. Ele sentiu como se estivesse olhando para uma hortelã-pimenta em tamanho natural, toda branca, brilhante e doce.

A visão o surpreendeu, dando-lhe uma ereção espontânea e mortificante, e deixou seu cérebro e corpo chiando como um quilo de bacon.

Ele saiu daquela sala de reuniões e, assim, começou as últimas oito semanas evitando-a como uma bala. Ela não o mataria, mas o mandaria de volta para as linhas de desemprego.

“Próxima pergunta.” Ele cruzou a perna, amplamente, para acomodar o palpitar nas calças e escolheu um bom lugar na mesa de Harold para estudar. Havia uma foto de duas crianças pré- adolescentes. Desengonçado. Pequenos Harolds com cabelo.

“Estamos cozinhando agora,” disse ela com um sorriso alegre. “Já estamos na pergunta quatro.”

Exatamente o que ele não precisava. Ela estava agindo de maneira fofa. Tinha sido melhor quando ela estava falando sobre sua família. Isso pelo menos a fez parecer real, um ser humano vivo com sentimentos e, obviamente, alguém com quem ele não

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podia se envolver no escritório de Harold e ir embora sem arrependimentos ou recriminações. Mas quando ela fazia isso...

essa coisa curvada e sorridente, ele esqueceu tudo, incluindo o próprio nome.

“Qual é o problema?” Ela se sentou na cadeira ao lado dele e puxou o laptop para mais perto da borda da mesa. “Você está carrancudo e eu ainda não li a pergunta.”

Ele olhou no seu relógio. “Não parece que estamos realizando nada. Acho que precisamos pular algumas perguntas ou algo assim.”

Com uma pequena risada, seus dedos caíram nas costas da mão dele. Os dedos dela, pelo amor de Deus. Na pele dele.

Tocando ele.

“Qual é a sua pressa?”

Agora espere. Ele se virou na cadeira, esperando que o movimento batesse a mão dela. Isso não aconteceu.

Ele não gostou do tom na voz dela. Que vamos ver onde isso vai, rindo.

“Eu pensei que estávamos com pressa. Você disse que estava antes.”

“Eu disse?” Os dedos dela apertaram a mão dele, o polegar deslizando ao redor do dele, esfregando para frente e para trás.

“Se eu fiz, mudei de idéia. Às vezes lento é melhor do que rápido, você não acha?”

Foi uma luta não se contorcer. Ou pegue-a e beije o sorriso sulista dela.

“Lento não é melhor com as velocidades da Internet. Ou quando você está dirigindo na estrada. Ou à espera de um salário.”

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A cabeça dela inclinou-se. Havia um brilho em seus olhos em que ele simplesmente não confiava.

“Mas lento é melhor quando você está saboreando uma boa refeição. Ou dar um passeio à beira do lago. Ou na cama.”

Ah, que inferno. Ele estava com muito, muito medo de que ela dissesse algo assim. Jared ficou perfeitamente imóvel, preocupado que qualquer tipo de movimento, qualquer músculo em seu corpo, pudesse ser mal interpretado como um convite.

Ele disse devagar, com cuidado, sem sorrir nem franzir a testa, “Mas não estamos fazendo nada disso.”

Candy puxou a mão de volta. Ele não ficou tranqüilo com a ação, uma vez que foi acompanhada pelo caminho inclinado para a frente e desfazendo o botão leal em sua jaqueta.

Esses maravilhosos lábios cheios se separaram com um pouco de som úmido e ela disse, “Nós não estamos fazendo nenhum deles... ainda.”

Jared engoliu em seco. Difícil. O instinto disse a ele para ignorar o comentário, mudar de assunto, derramar uma xícara de café no computador de Harold e sair enquanto ainda podia.

Não foi isso que ele fez, é claro. Ele tinha que saber. Só precisava. “Você está interessada em fazer alguma dessas coisas?”

Candy o tinha. Ela fez isso. Ela teve uma reação de Jared, e foi muito positiva, se o reflexo nas narinas dele fosse alguma indicação.

“Estou interessada em um ou dois. E quanto a você?”

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Ele assentiu. “Um passeio pelo lago parece bom.”

Ela sentou-se ereta. Ele estava falando sério? “Estamos em março e quarenta graus lá fora. Um vento forte e estaríamos cobertos de água gelada do lago.”

“Foi idéia sua. E eu não sabia que estávamos falando sobre fazer alguma dessas coisas juntos.”

Sua postura não mudou e sua expressão era o mesmo olhar neutro, sem piscar e no controle. Levou tudo o que tinha para não se levantar e sair do escritório de Harold, humilhada. Mas se ela era juíza de homens, o que, dado o ex-marido dela era questionável na melhor das hipóteses, havia luxúria nos olhos de Jared.

Caminho pelas costas, mas ainda assim. Além disso, a narina inflama.

Foi o suficiente para mantê-la em seu lugar. “Bem, eu certamente não gostaria de fazer nada disso sozinha. Você iria?”

Candy sorriu para ele e tirou a jaqueta, lutando com as mangas. Ela acabou mexendo de um lado para o outro puxando a jaqueta, tentando manter a manga da blusa no lugar, até Jared segurar as duas mangas e a tirar da jaqueta antes que ela pudesse respirar.

“Obrigada.”

“Seja bem-vinda. E eu também não gosto de... comer sozinho.”

Tenha piedade. Tendo passado os últimos dois anos se perguntando por que ela não conseguia se excitar um pouco, Candy agora tinha sua resposta. Ela estava esperando por Jared.

E tudo o que ele precisava fazer era respirar e ela se viu com calcinha úmida. “E na cama?”

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“Eu gosto de dormir sozinho. Mas se estamos falando de sexo, acho óbvio que prefiro companhia do que sozinho. E sobre você?”

Ela assentiu. “Estou de pleno acordo.”

Pela primeira vez desde que entraram no escritório de Harold, Jared sorriu para ela. Um sorriso sujo e dominador que fez seu coração disparar. “Você parece do tipo agradável.”

Ela queria gritar que seria muito agradável por ele, mas ela mordeu o lábio e forçou os olhos para o computador.

“Pergunta quatro.” Sua voz quebrou em um rangido semelhante a um rato e ela limpou a garganta. “Onde você mais gosta que seu parceiro toque em você?”

Ela deixou cair os pés no chão e olhou mais de perto para a tela. Isso foi realmente o que disse ou seus pensamentos pessoais fizeram uma narração freudiana de desejo?

Jared disse, “Que tipo de pergunta é essa?”

Um dos casais orienta a harmonia, aparentemente. Candy havia lido a pergunta corretamente.

“Harold não pode esperar que respondamos isso. E nós nunca nos tocamos, então é completamente inválido.”

“A menos que apenas respondamos onde gostaríamos, ah, alguém para nos tocar. Ou um ao outro, hipoteticamente.” Candy se chocou da cadeira. Ela saltou e andou em torno da parte traseira da cadeira, se escondendo atrás de Jared.

De todas as coisas bregas, inapropriadas e exageradas a dizer. Ele lhe daria um quarto para comprar uma pista. Ele não estava interessado e se jogar nele era apenas embaraçoso para os dois.

Ela sabia disso. Ele estava vindo. Onde estava a boca de uma baleia para mergulhar quando você precisava de uma? E por

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que ele a chacoalhou tanto? Embora ele não parecesse gostar dela, parecia que ele pensava que ela era atraente. Então ela precisava continuar o curso. Aproveite a oportunidade.

Candy brincou com o botão de cima de sua blusa, debatendo seu próximo passo.

Jared virou-se para encará-la e disse, “Bem, isso é fácil o suficiente para um homem responder. Acho que todos queremos ser tocados no mesmo lugar. E não estou falando de nossos pés.”

Ela tinha certeza de que ele não estava.

Antes que ela pudesse pensar em uma resposta que não a fizesse parecer uma babaca ou uma estrela pornô, mas um bom estou interessado no meio, Jared falou novamente, seus olhos caindo em seu peito, onde ela apertou o botão da blusa como uma pedra de preocupação.

A mão dele estava pendurada no encosto da cadeira e a camisa esticada sobre o peito musculoso. “Então, se alguém vai me tocar, é onde eu gostaria que fosse.”

Candy se forçou a parar de andar. “Por que você não digita isso na avaliação?”

Jared soltou uma risada. Foi a primeira vez que ela o ouviu divertido o suficiente para rir. Era um som profundo e rico que a inundou e a enviou arrepios.

“Eu farei isso.” Ele pegou o laptop e digitou com as duas mãos, rápida e eficientemente. “O que devo colocar para sua resposta? Onde você gostaria de ser tocada, Candy?”

Em toda parte. Vezes três.

"Beeem", ela falou a palavra, esperando que o tempo lhe desse coragem. Ela sabia o que queria, era apenas uma questão de dizer em voz alta.

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Apertando os punhos com força, Candy jogou os cabelos para trás e foi à falência. “Meus seios.”

Jared não estava olhando para ela, mas ela viu os dedos dele pararem no teclado. Sua voz era baixa, persuasiva. “Você diria especificamente seus mamilos ou todos os seus seios, Candy? E tocados com as mãos ou com a língua? Quero ser o mais preciso possível, para o aconselhamento.”

Candy agarrou as costas da cadeira para evitar cair desmaiada. Senhor, o homem era sexy, mesmo na parte de trás da cabeça. “Ambos. Tudo.”

Os dedos recomeçaram. “Entendi.”

Então Jared rolou a tela para baixo. “Vamos ver a questão cinco.”

Candy nunca bebeu, mas sentiu a súbita necessidade de um pouco de bourbon. Ou um barril de bourbon. Ela havia começado isso, auxiliada pela ridícula busca de intimidade de Harold, e precisava ver isso. Sua virilha exigiu.

“Estou pronta.”

“Qual é a diferença entre sexo, amor e romance?” Jared bufou. “Oh, esta é fácil.”

“Realmente?” Encostada na cadeira, Candy disse, “Então qual é a sua resposta?”

Jared nem sequer olhou para ela enquanto digitava. “Sexo é o que você faz, amor o que você sente e romance o que você diz.”

Bem, ele acabou de descobrir tudo. Candy protestou. “Isso não é verdade. Você também pode amar, mostrando a alguém que você ama com um presente ou um gesto pensativo. Você pode dizer que ama alguém. Você pode mostrar romance com um jantar à luz de velas e pode se sentir romântico. Sexo que você certamente pode sentir, e conversas e romance também estão

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envolvidos em sexo. Eles estão todos interconectados, mas muito diferentes.”

Como qualquer pessoa podia ver.

Jared olhou para ela com uma expressão de dor. “Você está certa. Eu estou errado.”

Sua resposta a assustou. “O que?”

“Não é isso que você quer que eu diga? Poderíamos discutir, mas acho que isso economiza tempo.”

“Não, não quero que você concorde comigo. Eu quero ouvir sua opinião. Quero discutir, trocar idéias e possivelmente aprender algo novo com o seu conhecimento.”

Ele parecia duvidoso. “Nenhuma mulher jamais quis ouvir o que tenho a dizer. Não realmente.”

Candy olhou para ele, olhando seus lindos olhos azuis e cabelos pretos. A maneira como sua maçã do rosto era tão forte e sensual, estreitando-se em um queixo orgulhoso e lábios finos.

Ela teve uma visão repentina. As mulheres provavelmente tratavam Jared da maneira que os homens a tratavam.

Como um objeto. Como um enfeite de braço.

A pressa do entendimento a fez deixar escapar, “Quero ouvir o que você tem a dizer. Se eu concordo ou não.”

Seus olhos a percorreram, e ela ficou parada, desafiadora, desafiando-o a calá-la. Deixe-o franzir a testa agora e ela não se importaria tanto.

Ele não franziu a testa. Ele parou, apertou os lábios e depois balançou a cabeça levemente. Por fim, ele disse, “Vou lembrar disso.”

Era o suficiente para ela.

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Ele acrescentou, “Mas estamos aderindo à minha resposta original porque a sua é muito difícil de digitar.”

Candy riu e se inclinou para frente. Ela estava se aproximando dele, esperando inocentemente olhar para a tela por cima do ombro dele. O que a forçaria a roçar contra ele, é claro.

“Oh, olhe, há uma seção de bônus entre as perguntas cinco e seis. É uma dica para manter o romance vivo.” Jared balançou a cabeça. “Droga, o que diabos Harold estava pensando? Ele nem olhou para essa coisa?”

“Eu duvido.” Candy colocou as mãos nas costas da cadeira para se firmar e se inclinou sobre o ombro dele. Se ela se virasse para a direita, seus lábios ficariam um pouquinho separados.

Mas, por enquanto, ela olhou diretamente para a tela.

“Qual é a dica?”

Jared se virou. A respiração dele bateu na bochecha dela.

“Procurando algum conselho?”

Ela encolheu os ombros e o movimento fez com que seus seios roçassem suas costas e ombros. “Nunca se sabe. Pode ser algo bom.”

“Diz que você deve massagear seu parceiro. Começando pelos pés e subindo, com ênfase especial em zonas erógenas.”

Candy pensou na mão de Jared massageando suas pernas, concentrando-se em suas coxas e se acomodando por um longo e quente percurso.

“Eles também sugerem o uso de óleos de massagem comestíveis, com sabores como chocolate e framboesa.”

Oh senhor. A idéia dele lambendo calda de chocolate do mamilo contribuiu para o problema da calcinha cada vez mais úmida. Se ela passasse muito mais tempo com Jared, teria que começar a carregar um par extra.

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Candy se virou. Jared estava olhando para ela. Seus lábios estavam muito perto o suficiente para tocar. Lamber. Beijar.

Ela sussurrou, “Parece pegajoso.”

O cheiro de café a invadiu quando ele respirou, um pouco mais forte e mais rápido que o normal. Candy puxou o lábio inferior na boca e puxou.

Ele disse, “Parece delicioso.”

“Se você estiver com fome.”

“Oh, eu estou com fome, Candy. É hora do almoço, você sabe.” Os olhos de Jared caíram nos lábios dela.

Ele estava indo beijá-la, ele estava indo beijá-la, ele estava indo... voltar para o computador.

Que droga. Onde estava um pote de óleo de massagem com chocolate quando ela precisava?

Ela teria que começar a carregar isso na bolsa junto com a calcinha sobressalente.

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Capítulo Quatro

Santo inferno, ele quase a beijou. Será que ele não aprendeu nada com Jessie e o beijo clandestino da sala de descanso que levou a um boquete completo em que colegas de trabalho usavam microondas no macarrão congelado? Trabalho e sexo não se misturavam. Nunca.

Mesmo quando você estava trancado em uma sala aconchegante com a gostosa do escritório e ela estava tão perto que um mosquito teria problemas em apertar entre você.

Especialmente quando você estava discutindo os efeitos estimulantes do molho de chocolate durante uma massagem.

E certamente não quando a mesma gostosa do escritório continuava fazendo comentários pessoais que faziam você sentir que ela poderia realmente ouvi-lo se você falasse.

Candy estava se revelando escondendo tantas camadas quanto uma cebola. Enquanto Jared olhava para a tela do computador à sua frente, ele se perguntava como uma mulher poderia ser inteligente, gentil, engraçada e tão linda, tudo ao mesmo tempo. Se ele não tomasse cuidado, ele poderia se encontrar caindo em algo sério.

Se ela pudesse cozinhar também, ele estava torrado.

Torrada queimada crocante, sem emprego.

“Qual é a próxima pergunta?” ela disse.

Merda, quem se importava? Ele tinha problemas maiores aqui do que o aconselhamento idiota de Harold. Como o enorme apêndice pulsando em agonia nas calças.

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Ele leu a pergunta de qualquer maneira, dolorosamente consciente de que não havia alívio à vista por seu pobre pau negligenciado. “Número seis. Você gosta mais da cidade ou do interior?”

Sabendo que ele deveria estar agradecido pela falta de referência ao borrão de molho de comida no corpo um do outro, ele respondeu à pergunta rapidamente. “Cidade.”

Enquanto digitava, Candy disse, “Interior.”

Jared não arriscou olhar na direção dela, pois ela ainda pairava sobre ele. Mas ele não conseguiu parar de dizer, "Uma garota do campo, hein? Não estou surpreso com esse seu sotaque.”

Candy se levantou. “Eu não tenho um sotaque. Você nem pode dizer que sou do sul.”

Certo. Candy era uma dama do sul estampada em todas as curvas de seu corpo, e ela provavelmente gemeria de prazer com um sotaque bonitinho. “Você não é um episódio de ‘Hee Haw’3, com certeza, mas não há como passar por um nativo de Chicago.”

Ele arriscou um olhar para ela. As mãos dela estavam nos quadris. “Você está me insultando?”

“De modo nenhum.”

Ela parecia pronta para discutir, mas ele a impediu de ler a próxima pergunta. “Número sete. Qual é a sua maneira favorita de passar uma noite juntos?”

Será que eles quiseram dizer antes de ficarem nus ou depois?

Candy havia relaxado contra a cadeira, o quadril aninhado contra o lado, o comentário de sotaque aparentemente esquecido.

3 É um programa de variedades da televisão americana que apresenta música country e humor com o fictício

rural como pano de fundo.

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“Bem, eu gostaria de um bom jantar romântico em casa. Bom vinho, jazz tocando ao fundo e um filme que poderíamos assistir juntos. Nós falaríamos sobre o nosso dia, o filme, tudo, e então, uh, proceder a partir daí.”

Parecia muito comum. Parecia exatamente o que ele queria.

O pensamento o assustou. Seus relacionamentos com mulheres nunca foram particularmente românticos. Ele não parecia inspirar esses sentimentos nas mulheres. Normalmente, a única conversa envolvia persuadir e implorar que ele fizesse coisas que ele sabia que o levariam a uma merda profunda. Como beijos na sala de descanso e mensagens safadas.

Por volta dos dezessete anos, ele desistiu de esperar qualquer coisa que se parecesse com amizade com uma mulher.

As únicas mulheres com quem ele poderia afirmar ter tido uma conversa honesta, por Deus, eram uma ex-colega de trabalho de cinquenta anos e seu amigo Kim, que ele conhecia desde os nove anos. Ele achava que não era coincidência que Kim também fosse lésbica. Isso significava que ela nunca o viu uma luz sexual.

Até suas conversas semanais no telefone com a mãe envolviam mais banalidades e discussões sobre a roupa e o clima do que qualquer coisa real.

“E sobre você?” Candy perguntou a ele.

Ele pensou em mentir ou dizer algo para reprimir, mas em vez disso disse, “O mesmo. Apenas adicione uma lareira a isto.”

A recompensa foi um sorriso glorioso que se espalhou de uma ponta do rosto dourado de Candy para a outra. “De verdade?”

O prazer que essa pequena palavra lhe trouxe o deixou desconfortável, e não tinha nada a ver com sua ereção ainda muito presente. Era pior do que ele jamais poderia ter imaginado.

Ele já tinha caído.

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Ele realmente gostava dela.

O que significava que ele estava tão ferrado.

“Realmente,” ele confirmou, depois se apressou. “Então, pergunta oito. Aqui vamos nós. Por que você escolheu sua carreira atual?”

Fácil o suficiente do ponto de vista dele. Porque pagava razoavelmente bem, ele era bom nisso, e não envolvia nada horrível, como jogar lixo ou cavar cavidades no corpo.

Candy se mexeu para que seu quadril oposto se destacasse.

“Bem, é meio complicado. Eu tive que escolher uma carreira que fosse igual para homens e mulheres, porque se eu fosse uma mulher em um campo exclusivamente masculino, não seria levada a sério.” Ela olhou para ele. “O nome, você sabe.”

O nome, o cabelo, as pernas, o sotaque. Só para começar.

“No entanto, também não posso trabalhar com todas as mulheres. As mulheres parecem me excluir e não são amigáveis.

Eu nunca fui capaz de descobrir isso, mas parece que quanto mais eu tento, mais elas se afastam.”

Tente ciúmes. Candy chamaria a atenção masculina, não importa o que ela fizesse, e as mulheres responderiam a isso, ele tinha certeza. No negativo.

“Então, decidi que o marketing era uma boa mistura de homens e mulheres e gosto do desafio de antecipar as necessidades do cliente.”

Bem, sua resposta parecia estúpida agora. Ainda bem que ele não disse isso em voz alta.

“Gosto do meu trabalho, mas ainda não tenho muitos amigos aqui. Parece que não consigo entrar no círculo interno.”

Ela balançou a cabeça tristemente, todo traço de flerte e a mulher de negócios se foram. Candy parecia magoada e vulnerável.

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“Ninguém realmente gosta de mim.”

Seu cérebro implorou para ele não dizer isso. Seu coração e outras partes do corpo não escutaram. “Eu gosto de você.”

Candy cruzou os braços sobre o peito e riu, um som nervoso e assustado. “Não, você não gosta. Você me evita como se eu tivesse algo abominoso. É por isso que estamos no escritório de Harold, lembra?”

Ele se levantou e virou-se para ela, movendo-se em seu espaço antes que ela pudesse se afastar. As mãos dele caíram sobre as dela.

“Talvez seja porque eu goste muito de você.”

Os olhos dela se arregalaram quando ele falou. Então aqueles lábios que estavam provocando todos os seus momentos de vigília, e boa parte dos seus dormindo também se ergueram e arredondaram em um O perfeito. Ele aproveitou a surpresa dela inclinando-se para a frente.

Um segundo depois, seus lábios estavam nos dela. Deveria ter sido curto e doce, apenas um toque leve e depois recuar. No segundo em que provou seus lábios, todos picantes e gordos, não havia nenhuma chance disso.

Ela estava tensa, as mãos segurando as mangas dele, mas sua boca se abriu para ele em um suspiro suave. Sem aviso prévio, sua língua decidiu desviar-se das amígdalas e uma dor quente e pulsante tomou conta dele por baixo do cinto.

Alguém gemeu. Ele esperava como o inferno que não fosse ele.

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Candy segurou Jared por uma vida preciosa e lutou para ficar de pé. Tenha piedade. Parecia que ele estava comendo sua boca, lambendo e chupando e puxando.

Era demais, ela não conseguia acompanhar os movimentos rápidos e difíceis da língua e da boca dele. A única coisa que ela podia fazer era deixá-lo consumi-la, aguentar e gemer seu prazer.

Ela tentava gemer, sempre que havia realmente tempo para respirar. Na sua maior parte ela estava lutando por ar e trabalhando duro para não balançar nos calcanhares.

As mãos dele ergueram os braços para o rosto dela e seguraram suas bochechas. Não era macio, era feroz, dominante, sua força a mantinha imóvel enquanto se movia sobre a boca dela.

Confusão misturada com paixão e Candy apertou seus braços com mais força. Não era o que ela esperava. Ela havia imaginado o controle rígido de Jared, emoção firmemente fora de cena quando ele a beijou com habilidade e charme.

Depois do ex-marido e do amor egoísta dele, ela prometeu encontrar alguém diferente, que se concentraria nas necessidades dela, não nas dele. Ela pensou que Jared seria aquele homem.

Mas Jared era tudo menos reservado, e sua reação era tudo menos o que ela esperava. Ela estava se divertindo. Era excitante saber que ela tinha enviado Jared deslizando sobre a borda, deixando seu controle para trás em algum lugar sobre a pergunta seis.

Jared se afastou, levando seu calor e perfume masculino com ele. “Porra.”

Candy forçou os olhos a abrirem e respirou trêmula.

Limpando a boca molhada com o polegar e o indicador, ela o observou, imaginando se ele gaguejaria ou se desculparia.

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Ela deveria saber melhor. Jared não era gago.

“Veja, eu te disse que gosto de você.” Ele ajeitou a gravata, mas manteve os olhos fixos nela.

Candy sentiu as bochechas queimarem. Ela tinha que admitir que essa era uma resposta muito melhor do que um pedido de desculpas murmurado teria sido. Nada disso estava funcionando como ela havia planejado. Sua idéia original era ter Jared a convidando para sair, e então a sedução se seguiria.

Isso era mais selvagem, mais descontrolado e sujo. Eles estavam se beijando no escritório de seu chefe. E ela gostou.

“Talvez você goste,” ela concordou. Então, com uma habilidade de atuação que ela não sabia que possuía, ela passou por ele, agarrando o braço dele quando se aproximava da mesa de Harold.

Jared respirou fundo. Candy não olhou para trás.

Ela se inclinou na frente da mesa de Harold novamente e apoiou o queixo com a mão. “Então, há quanto tempo você...

gosta de mim? Como um amigo.”

Jared tirou os olhos das pernas de Candy e se perguntou que jogo ela estava jogando agora. Seus sentimentos de amizade não tinham nada a ver com aquele beijo. Esse beijo foi baseado em dois meses de desejo acumulado.

A amizade tinha acabado de aparecer na última meia hora, e ele teve que assumir que tinha estragado tudo isso com seu beijo de agarrar e esmagar ela.

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Ele descobriu que realmente se arrependia da ideia de que poderia ter quebrado o crescente relacionamento entre eles.

Talvez se ele se retirasse agora, ele poderia salvar algum tipo de amizade entre eles.

Deixando-se cair na cadeira para que ele não fique tentado a tocá-la, ele limpou a garganta. “Nós realmente não conversamos muito, mas eu respeito o trabalho que você faz. Você é muito eficiente, sempre pontual, e suas apresentações são profissionais e instigantes.”

Ele parecia estar dando a ela uma revisão anual da produtividade. Mas melhor do que dizer o que ele realmente pensava.

O que era que ela tinha um sorriso adorável e disse coisas engraçadas que fizeram seu coração apertar. Sem mencionar que ela tinha um corpo que o fez desejar que ele fosse uma esponja para que ele pudesse esfregar tudo. Molhado.

Ela fez um barulho com os dentes. “Não é isso que eu quero dizer. Estou falando de gostar de mim.”

Ele estava se afogando nessa conversa. Desde que ele prometera se comportar, ele não repetiria nenhuma das idéias classificadas como regulares passando por sua cabeça, todas focadas no quanto ele poderia gostar dela.

Em vez disso, ele disse, “Era disso que eu estava falando também.”

Houve uma pausa e seu dedo pairou na frente da tela.

“Olha, a pergunta nove se encaixa perfeitamente no que estamos falando.”

Do que eles estavam falando? Porque o inferno que ele sabia.

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“O que você mais gosta no seu parceiro?” Candy ainda estava apoiada na mão dela, inclinando-se sobre a mesa.

Suas pernas eram retas, sua bunda pequena e curvilínea de volta na frente do rosto, muito perto para o conforto. Seus cabelos caíam sobre os ombros e ela enfiara os lábios na boca e fazia pequenos sons de sucção.

Então, por alguma razão desconhecida que provavelmente envolvia planos nefastos para torturá-lo, ela abriu as pernas.

Apenas as alargou um pouco para que seus pés fossem plantados um pé separados. Sua saia avançava sob a tensão.

Poderia ser que ela estivesse ficando mais confortável. Ou poderia ser que ela soubesse que o efeito espalhando suas coxas teria sobre ele.

Ele estava a um braço dela. Ele estudou a suavidade de suas pernas cobertas de malha. As pernas dela eram perfeitas.

Estreitas, mas musculosas, elas desapareceram sob a saia dela, tentando-o a começar por suas panturrilhas e a subir seu caminho.

Uma inclinação para a frente, uma mão estendida e ele pode estar tocando a coxa. Ele poderia estar deslizando para cima da saia, sem parar até que ele batesse no chão. Não havia nada para impedi-lo de empurrar qualquer pedaço de renda que ela estivesse vestindo de lado e tocar profundamente dentro de Candy.

“Esta é uma pergunta divertida,” ela falou alegremente, sem saber que ele estava lutando com as forças do bem e do mal.

O mal avançava pelo nariz, que rapidamente se estendia por uma milha.

“Gosto de muitas coisas sobre você, Jared. Você trabalha duro, não fofoca, se veste muito bem e é inteligente.”

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Ele mal a ouviu. Ele estava se mexendo. Inclinando-se para a frente, aproximando-se cada vez mais dela, até que ele pudesse sentir o cheiro dela.

Ela estava usando um perfume floral leve, misturado com algo de amora, provavelmente uma loção que ela esfregou após o banho. Puxou-o para mais perto, puxando-o, sua respiração engatando em antecipação. Ele estava lá, logo atrás dela, esforçando-se para se controlar.

Ele não ia tocar. Ele não ia. Ele estava apenas dando uma olhada melhor.

O joelho de Candy dobrou um pouco. A saia dela levantou.

E ele viu. A ponta da meia e o gancho que a ligava à liga. Acima do gancho havia uma tira de renda, contrastando com o brilho da pele dourada de pêssego ao lado. Ele nunca conheceu uma mulher que usasse ligas verdadeiras e honestamente, a Deus, se não pretendiam deixar um homem louco de desejo.

Ele prendeu a respiração e ele inclinou a cabeça. Suas próprias pernas estavam abertas, e ele estava descansando as mãos entre os joelhos enquanto se inclinava um pouco mais até encontrar o que estava procurando.

Uma visão estreita e escura em sua saia. Seus olhos passaram pela liga, passando pela coxa cremosa acima dela até a calcinha dela. Eles eram de renda preta, é claro, e se moveu um pouco para a direita, para que ele tivesse uma visão clara de seus cachos cobrindo seu monte macio de um lado.

“Jared?”

"Hmmm?" Ele lambeu os lábios. Suas mãos coçaram e estremeceram inquietas. Não havia como ele parar de procurar.

Ela era tão bonita e exuberantemente feminina, e ele a queria do jeito que nunca quis outra mulher.

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Candy torceu um pouco. “Onde você está? O que você está fazendo?”

Ele não podia ver o rosto dela enquanto ela se mexia.

Engolindo em seco, ele manteve os olhos bem na parte interna das coxas. Incapaz de forçar uma mentira a passar pelos lábios doloridos, ele disse em voz baixa, “Eu estou olhando para sua saia.”

“O que?” Candy deu um pulo para a frente, roubando sua visão. Ela bateu na mesa, depois girou, meio inclinada, dobrando as pernas nos joelhos.

Ele não disse nada. Não havia realmente nada de bom para dizer em um momento como esse. Um pedido de desculpas provavelmente estaria em ordem.

Mas inferno, ele não podia se arrepender de verdade por um segundo. E ela saberia que ele estava mentindo. A baba no canto da boca o denunciaria.

Os joelhos semi-flexionados. A voz dela estava fascinada.

“Você... gostou do que viu?”

Ele recostou-se na cadeira com tanta força que oscilou. “Oh sim.”

Um sorriso encantado cruzou seu rosto. “O que mais você gosta em mim? Você nunca respondeu.”

Candy não parecia zangada com ele. Ela parecia intrigada.

Isso o tornou ainda mais difícil, se isso fosse possível.

Enquanto a observava, toda loiro e linda, encostada na mesa com um brilho especulativo e satisfeito nos olhos, Jared se viu dizendo coisas que nunca imaginara que diria a uma mulher.

“Gosto do seu sorriso e da sua risada. E eu gosto de como você fala, como se suas frases não soubessem quando parar.

Você é inteligente, doce e engraçada.”

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Para ele, parecia a maior carga de merda que ele já havia proferido em sua vida, mesmo que tudo fosse verdade. Mas Candy parecia gostar, se a expressão amolecida em seu rosto e a mão esvoaçante em seu peito eram alguma indicação.

Um pouco envergonhado, ele acrescentou bruscamente,

“Mais alguma coisa que você quer saber?”

“Sim. Por que uma mulher não pegou você e fugiu com você?”

“Ainda não conheci uma mulher que pensou que queria morar comigo.”

Isso também nunca o incomodou, não até agora. O pensamento de seu condomínio espaçoso e caro não o agradou pela primeira vez desde que ele o comprou.

“Onde você mora?” ela perguntou, cruzando as pernas e recostando-se na mesa.

“Comprei um lugar na área de South Loop.” Se a cadeira tivesse rodas, ele poderia afastá-la de Candy, mas estava pesada e firmemente no lugar. “Em que pergunta estamos?”

O desejo de sair da sala voltou dez vezes. Mais meia hora disso e ele estava de joelhos implorando para que ela o expulsasse de sua miséria.

“Oh.” Ela balançou a cabeça. “Não me lembro.”

Ela se virou e ele prometeu a Deus que ligaria para sua mãe todos os domingos agora até que ela morresse se Candy simplesmente não se curvasse.

Candy ficou de pé, mas as costas dela ainda o tentavam, então ele se sentou nas mãos para mantê-las no lugar. Ele esticou as pernas para tentar ajustar o problema crescente em suas calças.

“Oh, temos que pular esta próxima pergunta.”

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“Por quê?” Não que ele se importasse ou precisasse saber.

Candy meio que virou e seu quadril se projetou para ele. As mãos dele se libertaram e gritaram na direção dela. Ele as parou, pois estavam a segundos de aterrissar nas coxas dela, logo acima dos joelhos.

“Ele pergunta quando foi a primeira vez que fizemos sexo e onde.” Ela sorriu para ele, um sorriso malicioso que enviou sua pressão arterial a níveis perigosos.

Ele sabia a resposta para essa pergunta.

Eles estavam fazendo sexo. Agora. No escritório do chefe.

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Capítulo Cinco

Candy viu coisas estranhas acontecerem no rosto de Jared.

Seus olhos escureceram, sua respiração ficou superficial e ele parecia estar com dor.

Um olhar abaixo da cintura lhe disse o porquê. Sua ereção era mais do que óbvia. Apareceu como um sabre de luz de Guerra nas Estrelas.

Uma emoção a percorreu por ela ter causado isso. Jared estava excitado por ela. E ufa, ela estava excitada por ele.

“Há outra dica bônus de romance após essa pergunta,” ela disse, sem se preocupar em esperar por uma resposta, já que Jared estava além do discurso.

“Pule,” ele disse, sua voz áspera e crua.

“Não, poderia ser divertido.” Ela clicou na tela. “Na verdade, é um vídeo.”

Ainda um pouco tonta ao perceber que Jared gostava de seu sorriso, ela se afastou da mesa enquanto o videoclipe carregava.

Seu calcanhar pousou no tornozelo de Jared e ela tropeçou, lutando por equilíbrio. Drogs, ela iria cair em uma pilha ingrata bem na frente dele.

Agitando os braços como uma galinha mal orientada, ela sentiu as mãos grandes de Jared pousarem em sua cintura.

Então ela desceu, pousando no colo dele com um baque sólido.

Bem na ereção dele.

Senhor, essa coisa era grande. A estava cutucando por trás.

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