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A N N O IV RIO D E J A N E I R O , 23 D E J U L H O D E 1935 N . 82

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BOLETIM ELEITORAL

ESTADOS UNIDOS DO BRASIL

(Decreto n. 21.076, de 24 de fevereiro de 1"32)

A N N O IV RIO D E J A N E I R O , 23 D E J U L H O D E 1935 N . 82

TKÍBUJM SUPERIOR DE JUSTIÇA ELEITORAL

JULGAMENTOS

O sr. ministro presidente designou o dia 24 do corrente para julgamento dos seguintes processos :

1 — Recurso eleitoral n . 64 (relator, sr. desembargador José Linhares), sendo recorrente Aliceu Dantas Ma- ciel e recorrido o Tribunal Regional de Sergipe.

2 ~ Consulta n . 1.208 (relator, sr. desembargador Colla- res Moreira), do Presidente do Tribunal Regional do Acre, sobre: 1°) se é legal a licença concedida pelo seu antecessor ao chefe da seccão do Tribunal, Celso Párias, de conformidade com os arts. 7

o

e 8

o

, n, 1 do decreto 14.663. de I

o

de outubro de 1921, baseado em accordão do Tribunal Superior de 21 de agosto findo; 2

o

) sc a nomeação de auxiliar i n - terino para substituir o referido funecionario é também legal (Este julgamento fora adiado a re- querimento do sr. relator.)

3 —- Consulta n . 1.215 (relator, sr. prof. João Cabral), do juiz preparador de Tarauacd (Acre) sobre I

o

) se os juizes municipaes do território têm jurisdicçâo"

plena de juizes eleitoraes, quando na qualidade de juizes preparadores assumirem aquellas funecões;

2°) se o processo de qualificação deve obedecer a letra do Código Eleitoral, tal como nolle se contem, ou se deve ainda ser observado o decreto 24.129, do 16 de abril de 1934 (Este julgamento fora adiado a requerimento do sr. relator.)

4 — Pedido n . 1.237 de registo do Partido Político "Cen- tro Politico de José de Souza Camargo" do Estado de São Paulo, relator, sr. desembargador José Linhares 5 —» Reclamação n . 1.285 (relator, sr. desembargador José

Linhares), de Vicente José dos Santos Filho (Juiz de Fora), contra o Tribunal Regional de Minas Geraes com referencia ao seu titulo de eleitor n . 1.203, que ao dito Tribunal fora remettido, para rectifi- caçâo de nome, em 19 de julho de 1934, e, até a dat&

da reclamação, não devolvido, apesar das reclama- ções feitas.

6 — Cancellamento de inseripção n . 1.231 (relator, sr.

desembargador José Linhares) do eleitor Benedicto Alves de Siqueira, na 116" zona de São Paulo.

7 — Cancellamento de inseripção n . 1.232 (relator, s r . desembargador Collares Moreira), do eleitor Fernan- do Kumfly,-na 14

a

zona de São Paulo.

9 — Cancellamento de inseripção n . 1.234 (relator, sr.

prof. João Cabral), do eleitor Pedro de Oliveira Soa- res, na 131* zona de São Paulo.

9 — Cancellamento de inscrpçâo n . 1.234 (relator, sr.

dr. Miranda Valverde), do eleitor Fermino lemos, na 102

a

zona de São Paulo.

10 — Cancellamento de inseripção n . 1.235 .relator, sr.

ministro Eduardo Espinola}, do eleitor José do Rogo e Silva, na 102' zona de São Paulo.

11 — Cancellamento de inseripção n . 1.236 (relator, sr.

ministro Plinio Casado), do eleitor Antônio Cândido da Silva, na 62

a

zona de São Paulo.

12 — Cancellamento de inseripção n . 1.238 (relator, sr.

' desembargador Collares Moreira), do eleitor João Evangelista de L i m a , na zona da capital do Estado de São Paulo.

13 — Cancellamento da inseripção n . 1.239 (relator, sr.

prof. João Cabral), do eleitor José Izidoro de Araújo, na 62

a

zona de São Paulo.

14 — Cancellamento de inseripção n . 1.240 (relator, sr. dr.

Miranda ValveKde), do eleitor Leopoldo Carlos de Oliveira, na 62* zona de São Paulo.

15 — Cancellamento de inseripção n . 1.241 (relator, ^r.

ministro Eduardo Espinola), do eleitor Manoel Igna- cio Moreira, na 67" zona do São Paulo.

16 — Cancellamento do inseripção n . 1.242 (relator, sr.

ministro Plinio Casado), do eleitor José Augusto Soares, na 67* zona de São Paulo.

17— Cancellamento de inseripção n . 1.243 (relator, sr.

desembargador José Linhares), do eleitor Benedicto Henrique dos Santos, na 117

a

zona de São Paulo.

18 — Cancellamento de inseripção n . 1.244 (relator, sr.

desembargador Collares Moreira), do eleitor Luiz Francisco da Silva, na 117* zona de São Paulo.

19 — Cancellamento de inseripção n . 1.245 (relator, sr.

prof. João Cabra!), do eleitor Salvador Marmo, na 26

a

zona de São Paulo.

20 — Cancellamento de inseripção n . 1.246 (relator, sr. dr.

Miranda Valverde), do eleitor Oswaldo Sereno, na 67

a

zona de São Paulo.

21 —Cancellamento de inseripção n . 1.247 (relator, sr.

ministro Eduardo Espinola), do eleitor Antônio Carlos do Miranda, nà 67

a

zona de São Paulo.

22 — Cancellamento de inseripção n . 1.248 (relator, sr.

ministro Eduardo Espinola), do eleitor Antônio Consentino na 67* zona de São Paulo.

23 — Cancellamento de inseripção n . 1.249 (relator, sr.

desembargador José Linhares), da eleitora Anna Pazinato de Oliveira Campos, na 67" zona do São Paulo.

24 — Cancellamento de inseripção n . 1.250 (relator, sr.

desembargador Collares Moreira), do eleitor Fran- cisco Antônio Baptista, na 67

a

zona de São Paulo.

25 — Caneellamento de inseripção n . 1.251 (relator, s r . prof. João Cabral), do eleitor Joaquim Antônio L a - deira, na 67° zona de São Paulo.

26 — Cancellamento dc inseripção n . 1.252 (relator, sr'.

dr. Miranda Valverde), do eleitor João Albieiro, na 42" zona de São Paulo.

27 — Cancellamento de inseripção n . 1.253 (relator, sr.

ministro Eduardo Espinola), do eleitor Benedicto Lopes Ferreira na 24" zona de São Paulo.

28 — Cancellamento de inseripção n . 1.254 (relator, sr.

ministro Plinio Casado), do eleitor Silvino Ventura da Costa, na 24° zona de São Paulo.

29 — Cancellamento de inseripção n . 1.255 (relator, sr.

desembargador José Linhares), do eleitor Luiz Bot- tura, na 26* zona de São Paulo.

30 — Cancellamento de inseripção n . 1.256 (relator, sr.

desembargador Collares Moreira), do eleitor Luiz Rodrigues da Silva, na 67* zona de São Paulo.

31 — Cancellamento de inseripção n . 1.257 (relator, sr.

prof. João Cabral), do eleitor Alfredo Dias'de O l i - veira, na 42* zona de São Paulo.

32 — Cancellamento do inseripção n . 1,258 (tclator, sr.

(2)

1742 Terça-feira 23 Julho de 1935 dr. Miranda Vaiverde), da eleitora Antonia de P a u -

la Chaves, na 23

a

zona de São Paulo.

33 — Cancellamento de inseripção n. 1.259 (relator, s r . ministro Eduardo Espinola), do eleitor Virgílio No- gueira Chaves, na 23

a

zona de São Paulo.

34 — Cancellamento de inseripção n . 1.260 (relator, s r . ministro Plinio Casado), do eleitor Waldemir Aguiar, na 23

a

zona de São Paulo.

35 — Cancellamento de inseripção n . 1.261 (relator, sr.

desembargador José Linhares), do eleitor José Alves ííatal, na 24* zona de São Paulo.

36 — Cancellamento de inseripção n. 1.262 (relator, sr.- desembargador Collares Moreira)., do eleitor d r . Antônio Villela de Castro, na 47* zona de São Paulo.

3 7 — Cancellamento de inseripção n . 1.263 (relator, sr.

prof. João Cabral), do eleitor Teotonio Botelho, na 47* zona de São Paulo.

38 ~ Cancellamento de inseripção n . 1.264 (relator, sr.

d r . Miranda "Valverde), do eleitor Júlio Corrêa de Oliveira, na 47*.zona de São Paulo.

Secretaria dó Tribunal, em 22 de julho de 1935. —Agri- pino Veado, secretario.

O' Tribunal, em sua 71* sessão ordinária, realizada em 19 do -corrente, sob a presidência do sr. ministro Herme- negildo de Barros, resolveu:

.1° —> adiar, a requerimento do sr. ministro Eduardo E s p i - nola, o julgamento do recurso n. 90 (relator, senhor ministro Plinio Casado), sendo recorrente o desem- bargador Oscar Pinho de Souza Dantas, e recor- rido o Tribunal Regional da Bahia;

2

0

—» ápprpvar a modificação do plano de divisão do E s - tado do Rio Grande do Sul, em z'ona6 eleitoraes quanto aos municípios de Farroupilha, Arroio do Meio e Ijuhy (consulta n . 39),.sendo.relator o se- nhor, desembargador Collares Moreira, unanime- mente.

30 _ responder á consulta n.. 1.078. (relator, sr. dr. M i - randa Valverde) da Procuradoria Regional do Ama- zonas, declarando que o art. 38 do Regimento Ge- ral dos Juizes Eleitoraes continua em vigor para os que já adquiriram . a nacionalidade, unanime- mente;

4 ° —" responder á consulta n . 1.196 {relator, sr. desem- bargador Collares Moreira) do Tribunal Regional de "Pernambuco, declarando que a mesma deve ser resolvida pelo Tribunal alludido. com recurso para o Tribunal Superior, unanimemente;

50 _~ responder á consulta n . 1.197 (relator, sr. profes- sor João Cabral) do Tribunal Regional do Rio Gran- de do Sul, declarando que a presidência do T r i b u - nal Regional é incompatível com a presidência da Corte de Appeláção emquanto perdurar esta,, de- vendo a substituição se fazer pelo respectivo vice- presidente do Tribunal Regipnal, unanimemente.;

6» — converter em diligencia, o julgamento da consulta nu- mero 1.198 (relator, sr. dr. Miranda Valverde) do Tribunal Regional do Rio.Grande do Norte,.para ser ouvido o sr. dr. procurador geral, unanime- mente;

7

o

— ordenar o cancellamento das inscr-ipções eleitoraes d<

que tratam os processos ns. 1.166 a 1.195, con as. mesmas e anteriores recommendações.

Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 22 de julho de 1935.—Agripino Veado, secretario.

O bacharel em direito, Agripino Veado, director geral da Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral;

Considerando que encontrara os múltiplos e complexos serviços da Secretaria ,ora a seu. cargo, completamente des- organizados;

Considerando que, como responsável directo por esses serviços, deve tomar providencias immediatas no sentido de sue organização;

Considerando que entre taes providencias está, princi- palmente, a da confecção de um regulamento a ser obser- vado, Ho qual se tenha em yista não somente a legislação

eleitoral, o Regimento interno do Tnbunai e sua tíecretai ia, mas, também, certas normas de direito judiciário, formulá- rio e administrativo —

Confeccionou e fez expedir o seguinte, que passará a v i - jrorar depois de visado i 3lo Presidente do Tribunal e regu-

larmente pub.içado.

REGULAMENTO DOS SERVIÇOS DA SECRETARIA Do TRIBUNAL S U - PERIOR DE JUSTIÇA ELEITORAL

Introducção

A r t . I

O

— O serviço da Secretaria do Tribunal Supe- rior de Justiça Eleitoral será feito por intermédio de suas duas secções, além da directoria geral, do protocollo e da portaria, observando o que a respeito vem disposto no Có- digo Eleitoral, no Regimento Interno do Tribunal o nas ins- trucções que por este forem expedidas.

A r t . 2

o

— Todos os processos, petições e outros papeis que dêem entrada na Secretaria, seí-o-ão por intermédio de sua Portaria ou do ProtocOilo.

A entrada se dará pela Portaria sempre que por esta tenha havido a sahida.

A r t . 3°i Não existe dependência alguma entre os che-*

fes de secçâo e entre estes e o porteiro do Tribunal.

Tanto os chefes de secção como o porteiro do Tribunal, são- chefes de serviço,' nãó havendo entre os mesmos hie- rarchia. As ordens que tiverem de cumprir, portanto, só poderão partir do director-geral da Secretaria do Tribunal ou do presidente deste.

A r t . 4

o

. Os chefes de seeção e o porteiro cumprirão todas as determinações do director-geral, dadas verbalmente ou por escripto.

Paragrapho único. As determinações de ordem grave, isto é, aquel.as que possam envolver responsabilidades, se- r ã o dadas por meio de portarias. As demais podei ão ser da- das verbalmente ou por portaria, a juizo do director-gerai.

A r t . 5 ° . Todo e qualquer assumpto relativo á Secreta- ria,, interessando a pessoas estranhas ao Tribunal, será tra- tado directamente com o director-geral, que poderá encar- regar de attendel-o, conforme sua importância e natureza, os chefes das secções e o porteiro.

A r t . 6

o

. Os funecionarios das secções « ria portaria deverão communicar aos seus chefes, e estes ao director- geral. todos os estragos ou depreciações havidos nos moveis, machinas, apparelhos e outros objectos de uso da Secretaria, de modo a serem tomadas providencias para os reparos e a apuração das responsabilidades que possam existir.

Paragrapho único. Também deverão communicar com.

a necessária antecedência, a approximação do esgotamento do material para o serviço em geral, afim de que se possa prover, a respeito;

Art., 7

o

. Todos os funecionarios, sem-distineçãò da classes ou de secções, collaborarão em qualquer serviço e e i - toral urgente, sempre que se torne necessária 'essa co-labo- ração, prorogando-se, ou não, o tempo de trabalho, tudo a juizo do director-geral.

Art. 8

o

. Funceionario algum poderá ausentar-se da Secretaria- ou do Tribunal sem sciencia do chefe da res- pectiva secção, que communicará a ausência ao director- geral .

§ i°. Tratando-se de funceionario da Portaria, a scien- cia deverá ser dada ao porteiro, que fará epual comrmmi- eação.

§ 2

o

. Tratando-se de funceionario do Protoco lo ou da Directoria-geral a sciencia ó dada ao respectivo director ou ao seu auxiliar immediato.

CAPITULO I

DA PORTARIA

A r t . 9

o

. Pela Portaria do Tribunal deverão ter entra- da e sahida:

a) todos os moveis e objectos de uso, consumiveis ou não, pertencentes .ao .Tribunal ou á sua Secretaria, dando-se,

logo, conhecimento disso, ao director-geral;

b) tudo quanto deva transitar pelas mãos dos Juizes do Tribunal e do Procurador Geral.

§ único. Também pela mesma Portaria se f a r á :

a) .a expedição de toda a correspondência postal e te-

legraphica do Tribunal e sua Secretaria, além da que so

(3)

Terça-feira 23 B O L E T I M E L E I T O R A L Julho de 1935 1743 possa elíecmar por intermédio dos serventes, dando-se pre-

ferencia a que tiver a nota urgente do director-geral ou do chefe da I

A

secção;

b) o recebimento de tudo quanto as partes ahi quei- ram deixar para o Tribunal e sua Secretaria, e que deva ou não ser protocohado.

A r t . 10°. A Portaria ao receber autos, correspondên- cia e outros papeis para o Tribunal ou sua Secretaria, en- caminhal-os-á immediatamente:

a) ao gabinete do director-geral aquelles de que não haja carga assignada ou Protocollo;

b) ao Protocollo, para a descarga, os que dependerem desse acto.

Art. 11°. O porteiro do Tribunal manterá a disciplina entre os cotninuos e serventes que estiverem sob a sua i m - mediata direcção.

§ I

O

. Os contínuos e serventes que o director-geral man- dar servir em determinadas secções, ficarão debaixo de d i - recção immediata dos chefes destas, emquanto os seus ser- viços ahi se tornem necessários.

§ 2°. O porteiro designará, de accordo com o director- geral, dentre os contínuos e serventes .os que devem func- cionar junto aos Juizes do Tribunal, encarregando-se do ex- pediente dos mesmos;

Art. 12°. O porteiro do Tribunal attenderá os convi- tes do director-geral para entendimentos sobre os serviços, logo que receba os mesmos convites, salvo motivo de força maior immediatamente communicado.

Art. 13°. O porteiro manterá uma escripta do patrimô- nio do Tribunal e sua Secretaria, de modo que, em qualquer momento, se possa conhecer o destino e o estado dos objec- tos que o constituem.

Art. 14°. O porteiro representará ao director-geral no sentido de serem reparados quáesquer moveis ou utensílios do Tribunal e sua Secretaria, sempre que taes reparos se- jam necessários á sua conservação ou ao seu uso.

Art. 15°. O porteiro do Tribunal distribuirá entre os serventes e contínuos os serviços respectivos, fiscalizando a sua execução e representando ao director sobre as falhas que occorrerem.

Art. 16°. O porteiro do Tribunal não permittirá que na sua secção se trate de assumptos que não se refiram ao ser- viço do mesmo Tribunal ou da sua Secretaria.

Art. 17°. O porteiro do Tribunal e os demais funecio- narios da portaria, tratando com urbanidade as partes, que procurem o Tribunal ou a sua Secretaria, prestar-lhes-ão informações sobre o modo pelo qual possam ser prompta- mente attendidas sobre os assumptos que ahi as levem, en- caminhando-as devidamente.

Art. 18°. Os funecionarios da Portaria que servirem perante os Juizes, cumprir-lhes-ão as ordens, trazendo em boa escripturaçâo o expediente a seu cargo, de modo a que possam informar, com presteza, sobre tudo quanto a res- peito oceorra.

A r i . 19°. O porteiro do Tribunal servirá pessoalmente nas audiências dos Juizes preparadores, abrindo-as, encer- rando-as, apregoando as partes e testemunhas e praticando todos os demais actos que competem aos' porteiros dos au- ditórios em geral, inclusive a affixação de editaes á porta do Tirbunal, certificando o facto.

S 1°. Nos seus impedimentos será substituído pelo con- tinuo que o director-geral designar.

§ 2

o

. Os contínuos que se .achem sob a immediata direc- ção do porteiro, exercerão, sempre que necessário, as func- ções' que nos juizos singulares competem aos officiaes de justiça.

CAPITULO II

DO PROTOCOLLO

Art. 20 — Compete ao protocollista, que fica subordi- nado á I

a

secção:

a) protocoüar todos os processos, petições, officios e outros papeis que para esse fim lhe sejam entregues d i r e i - tamente pelas partes ou pelo gabinete do director-geral;

b) enviar á Portaria, mediante carga, tudo quanto lhe for entregue pela I

a

secção para ser expedido a quem de direito;

c) receber da Portaria tudo quanto lhe dar apresenta- do e que dependa de descarga, effectuando esta immediata- mente;

d) encaminhar ao gabinete do director-geral, immedia- tamente, tudo quanto houver protocollado ou descarregado.

CAPITULO III

DA DIRECTORIA-GERAlj

A r t . 21. O director-geral da* Secretaria do Tribunal, tendo as attribuições que lhe são conferidas pelo Oodigo Eleitoral e pelo Regimento Interno do Tribunal, utilizando- se do pessoal com que formar o seu gabinete, dirigirá todo o serviço da Secretaria e secretariará as secções do Tribunal.

A r t . 22. Para attender ao serviço da primeira secção,, O. director-geral designará:

a) um official e um auxiliar da Secretaria que funecio- nem como escrivão e como ajudante deste, respectivamente,

em todos os processos e aotos inherentes a .essa classe de funecionarios de justiça;

b) dois funecionarios para o serviço de correspondên- cia, registos, archivos, organização e publicação da jurispru- dência do Tribunal e das actas das sessões desto;

c) um official para as operações technicas de ordem eleitoral e outros serviços que a chefia determinar.

§ I

O

. Sempre que julgar conveniente aos interesses do serviço o director-geral poderá transferir os funecionarios de umas para outras secções, inclusive o gabinete da directo- ria e o protocollo.

§ 2

o

. O escrivão dos processos o seu auxiliar, bem como os funecionarios encarregados dos registos, usarão os formulários adoptados nos cartórios judiciaes.

A r t , 23. O gabinete do director-geral sempre que re- metter seu expediente ás secções, fal-o-á mediante carga.

A r t . 24. Ao menos uma vez por mez, o director-geral verificará se os livros das secções, portaria e protocollo es-

tão convenientemente escripturados e se o serviço dos ar- chivos estão em dia, deixando as visitas consignadas nos l i - vros próprios com as observações o instrucções que julgar necessárias.

§ único. Ainda mensalmente, o director-geral dirá para á folha pessoal de cada funceionario (seja effectivo, interi- no, contractado ou requisitado) o que ahi deva ser consigna- do, sobretudo quanto ao desempenho das commissões que lha tenha dado, consignando ainda as infracções que este regu- lamento venha à soffrer.

Uma copia, authenticada, de cada assentamento deverá ser extrahida e remettida, trimestralmente ao Presidente do Tribunal. Todavia os factos graves, que requeiram a applí- cação das penas da lei (advertência, censura, suspensão ou demissão) ser-lhe-ão immediatamente eommunicados.

CAPITULO IV

DAS SECÇÕES E M GERAL

Art. 25. As secções em geral funecionarão sob a direc- ção immediata dos seus chefes e mediata do director- geral .

A r t . 26. O chefe de secção attenderá o director-geral, no gabinete deste, todas as vezes que para isto seja convi- dado e logo após o convite, salvo motivo de força maior, que será logo communicado,

A r t . 27- No recinto das secções não se permittirá a presença de pessoa extranha ao Tribunal, a não ser que vá tratar de assumptos eleitoraes.

§ I

o

. O tratamento de assumpto eleitoral por pessoa extranha ao Tribunal dentro das secções, depende de auto- rização prévia do director-geral (art. 5

o

), devendo o chefe cuidar do assumpto pessoalmente ou designar um funceio- nario para que o faça.

§ 2

o

. Todo e qualquer exame de processos ou documen- tos eleitoraes, por pessoa extranha á secção, será feito nos casos da lei e com a permanente presença e fiscalização de dois funecionarios especialmente designados para esse fim pelo chefe da secção.

§ 3

o

. Se o exame for no Archivo Eleitoral precederá autorização do Tribunal e, nesse caso, os funecionarios para aquella fiscalização serão designados pelo director-geral.

A r t . 28. O chefe de secção ou o funceionario por elíe designado, sempre que receba d expediente da directoria- geral assignará a respectiva carga.

A seguir passará a examinal-o, providenciando para quo -seja attendido, a começar pelos assumptos que tiverem a

nota urgente do director-geral.

(4)

1741 Terça-feira 23 BOLETIM ELEITOR AC Julho de 1935 Qualquer duvida a respeito deverá ser immediatamen-

te levada, por escripto, ao mesmo director para ser resol- vida.

§ único. A secção, por sua vez, sempre que remetter seu expediente ao gabinete da directoria-g ral, fal-o-á com carga, que será assignada pelo official ou auxiliar que ser- v i r no mesmo gabinete.

A r t . 29. Cada secção preparará, na devida fôrma, uma nota do expediente diário havido, para ser publicada no Bo~

letim Eleitoral.

A r t . 30. Os chefes de secção fiscalizarão a escriptura- ção em geral dos livros, autos e outros processos, mandan- do sanar as falhas encontradas.

A r t . 31. Toda e qualquer occurrencia anormal que se verifique nas secções deverá ^ser levada pelo seu chefe ao conhecimento do director-gerál immediatamente ou no fim do expediente diário, conforme a sau gravidade e a urgên- cia das providencias a serem tomadas.

A r t . 32. Todo o funceionario que tiver de se ausen- tar da secção, por tempo maior de 15 minutos, seja ou não por motivo de serviço, deverá scientificar dessa ausência o chefe respectivo.

A r t . 33. Somente os officiaes ou auxiliares da secietá- ria poderão subscrever os actos judiciaes que lavrarem ou fizerem lavrar, bem como as certidões, copias ou traslados de quáesquer peças.

A r t . 34. Os officiaes e auxiliares da secretaria deve- rão exercitar, de um modo geral, sempre que se offereça opportunidadé, todas as funeções que lhes são peculiares, tudo de accôrdo com as instrucções dos seus chefes, e po- derão ser transferidos de umas para outras secções, i n - clusive o gabinete da directoria-geral e o protocollo.

A r t . 35. Não é permittido entre os funecionarios do gabinete do director-geral, das secções, do protocollo e da portaria, conversas ou praticas de actos que não se refiran aos serviços respectivos.

CAPITULO V

DA 1* BECÇÃO

A r t . 36. O chefe da I

a

secção deverá:

a) rubricar todas as paginas dos autos e demais p r o - cessos que corram, pela secção,. não os fazendo apresentar ao director-geral sem essa rubrica;

6) encaminhar logo ao directoF-geral todos os actos ou termos que por elle devam ser subscriptos ou assignadoã pelo presidente;

c) " conferir todos os mappas eleitoraes organizados na secção apenas concluídos, appondo-lhes a nota de confe- rência e encaminhando-os, immediatamente, ao "visto" do director-geral.

d) conferir todos os actos avulsos, praticados na secção (certidões, traslados, instrumentos, copias), que tenham de ser publicados no Boletim Eleitoral ou entregues as partes ou de produzir effeitos em outras secções ou repartições pu- blicas, appondo, nos mesmos actos, a respectiva nota de con- ferência, rubricando-lhes as folhas e encaminhando-as, a seguir, ao "visto" do director-geral.

e) fazer escripturar com regularidade o livro de as- sentamentos do pessoal da secretaria, de accôrdo com as portarias do director-geral.

f) fazer registar todos os processos que dêm entrada na secção, ou nesta tenham inicio, classificando-os, fichan—

do-os, com as informações necessárias e determinando, nas fichas, o -logar onde possam ser immediatamente encon- trados;

g) fazer preparar os processos de modo que o.seu as- pecto exterior não seja desagradável, substituindo os gram- pos por costuras, sempre que o seu volume exceda de 10 paginas;

li) minutar todos os officios, telegrammas e circulares que tiverem de ser assignados pelo presidente ou pelo direc- tor-geral, encaminhando as minutas ao "visto" deste para só depois delle serem executados;

i) submetter ao "visto" do director-geral todo o tra- balho avulso que pelo mesmo não deva ser subscripto;

j) representar ao director-geral sobre a conveniência da substituição dos funecionarios designados para determi- nados serviços;

k) representar ao director-geral sempre que necessitar de auxilio de outros funecionarios da secretaria para atten- der ao serviço da mesma secção;

l) impedir que nos processos appareçam intercalladas folhas em branco, embora não numeradas;

m) fazer cancellar as partes em branco das paginas dos processos;

ri) obrigar a numeração seguida das paginas dos autos, á medida do crescimento destes;

o) impedir a creaçâo de outros volumes de uns mesmos autos sem autorização expressa do director-geral;

p) impedir a remessa a quem quer que seja de autos ou outros quáesquer papeis, livros ou documentos sem au- torização prévia e por escripto do director-geral.

(j) impedir se faça o expediente externo da secção a não ser-por intermédio da Portaria que deverá assignar carga do que para isto receber;

r) designar o official que tiver de extrahir qualquer cer- tidão requerida pelas partes, determinando para a conclusão de trabalho prazo razoável, sempre de accôrdo com a urgên- cia dos casos;

s) remetter, diariamente, á Directoria Geral nota, devida- mente organizada, do expediente da secção a ser publicado no "Boletim Eleitoral", acompanhada de copias dos accordâos, actas das secções do Tribunal e de tudo o mais que deva aer publicado;

t) providenciar para a abertura e rubrica dos livros de sua secção, por quem de direito, sempre que 3 quartos dos mesmos estejam escripturados;

u) praticar os demais actos necessários ao bom andamento dos serviços da secção, que deverão estar, sempre, em d i a . A r t . 37. Sempre que os autos tenham de ser apresentados por termo, ao director-geral, deverão ser, antes, submetti- dos ao "visto" do chefe da secção, que somente porá a nota respectiva depois de se certificar de que o processo está na devida ordem.

A r t . 38. Só os officiaes e auxiliares da secretaria pode- rão dar certidãos em virtude de despacho do director ou do presidente do Tribunal, subscrevendo-as e submettendo-a3 â conferência do chefe da secção e este ao "visto" do director.

A r t . 39. Só os officiaes e auxiliares da secretaria po- derão confeccionar os mappas eleitoraes, fazendo as neces- sárias operações arithmeticas, submettendo-os á conferência do chefe da secção e este ao "visto" do director.

A r t . 40. Os officiaes e auxiliares, se necessário, poderão pedir ao. chefe da secção, o concurso de um dactylographo para o serviço que tiverem de executar.

Paragrapho único. Sempre que tenham de subscrever trabalhos por outrem executado deverão rubricar, antes, todas as suas paginas.

A r t . 41. Os officiaes ou auxiliares encarregados de l a - vrar qualquer certidão ou de extrahir traslado e copias de autos ou outros papeis, farão com que o aspecto do trabalho seja o mais agradável possível, obedecendo ás regras de es- thetica que lhe são peculiares.

A r t . 42. Os officiaes e auxiliares deverão executar, com perfeição e presteza, os serviços que lhes forem confiados, ouvindo o chefe da secção sempre que tiverem duvidas a res- peito e cumprindo-lhe, a risca, as instrucções.

Na escripta deverão usar de uma líguagem clara, precisa, resalvando, no fim, antes da assignatura, todas as entrelinhas, raspaduras e cancellamentos, por ventura existentes.

A r t . 43. Os dactylographos escreverão de um só lado da folha de papel, não devendo ter esta mais de 25 linhas.

§ I

o

Os dactylographos rubricarão com o seu appellido todas as paginas que dactylographarem, no verso das mesmas.,

§ 2

o

O serviço de dactylographia deverá ser o mais per- feito possível, com tinta preta indelével.

Toda emenda, ou cancellamento, ou raspadura, ou entre- linha ou cousa que duvida faça, em logar substancial e sus- peito, deverá ser resalvada por quem tiver de subscrever o acto, e antes dessa subscripção.

§ 3

o

Todo o trabalho de datylographia feito em mais do uma folha de papel deverá ter rubricadas todas as suas fo- lhas pelo official ou auxiliar que o tenha de subscrever.

A r t . 44. Os funecionarios da I

a

secção, embora designa- dos para determinadas funeções se auxiliarão mutuamente, sempre que se torne necessário, a juizo do chefe da secção,

para o bom andamento dos serviços

u

(5)

Terça-feira 23 B O L E T I M E L E I T O R A L Julho de 1935 1745 CAPITULO V I

DA 2

a

SECÇÃO

A r t . 45. A segunda secção irá executando tudo quanto lhe determina o Código Eleitoral o Regimento Interno do Tribunal e as Instrucções que este por ventura baixar.

Paragrapho único. O chefe respectivo representará ao director-geral sobro as difficuldades que for encontrando para a realização do serviço, afim de que providencias sejam tomadas para a sua remoção, fazendo as suggestões que a pratica aconselhar.

Representará ainda quanto as falhas encontradas nos serviços das secretarias dos Tribunaes Regionaes. propondo medidas para que as mesmas sejam sanadas.

Art. 46. O "Boletim Eleitoral", a cargo da 2

a

secção, publicará todo o expediente da Secretaria para que os i n - teressados conheçam o andamento dos serviços eleitorac».

§ I

o

O chefe da secção creará, para isso, secções que attendam ás necessidades de uma boa informação.

§ 2

o

O chefe da secção representará ao director-geral sobre as reclamações que tenham de'ser dirigidas á Im- prensa Nacional em relação á feitura do referido "Boletim"

A r t . 47. Para attender ás necessidades do serviço da 2

a

secção, dentro do per iodo de sua organização, o director- geral requisitará a outras repartições publicas, em nome do Presidente do Tribunal, os funecionarios que forem pre- cisos.

CAPITULO V I I

DA FORMA, ORDEM E ANDAMENTO DOS PROCESSOS

A r t . 48. O director da Secretaria do Tribunal obedecendo á legislação eleitoral, ao Regimento Interno do Tribunal, ás instrucções e decisões deste, do seu Presidente e dos Juizes relatores, bem como ás normas do direito processual e for- mulário ordenará os processos em geral e instruirá para que a escripturaçâo dos livros e mais papeis do Tribunal se faça com regularidade.

A r t . 49. Sempre que o director-geral da Secretaria tiver de tomar conhecimento de qualquer processo, o official ou auxiliar, que servir de escrevente, lavrará o respectivo termo de apresentação e encaminhal-o-á, immediatamente, á chefia da secção, que, por sua vez, mandará, logo, apresental-o ao gabinete do director.

§ I

o

O director-geral, recebendo os autos respectivos, de- terminará, por despacho, o que fòr legal ou os fará, a quem de direito, conclusos, ou.com vista, ou com remessa, devol- vendo-os á secção para os devidos fins.

§ 2

o

A secção, recebendo os autos, cumprirá o determi- nado ou fará a expedição a quem de direito, por intermédio da portaria, mediante carga no protocollo.

§ 3

o

Se o despacho do Presidente do Tribunal ou do re- lator do feito for dado verbalmente, o directòr-geral o con- signara, por nota, nos autos, por elle datada e subscripta, providenciando, a seguir, para o seu cumprimento.

Art. 50. O director-geral ao receber qualquer processo, que lhe tenha sido remettido pelos secretários dos Tribur.aes Regionaes, determinará seja o mesmo autuado e revistas as suas paginas, assignalando-se, no termo respectivo, os senões encontrados, como falta de folhas raspaduras, caucellamentos e entrelinhas não resalvadas, e t c , determinando, ainda, por outro lado, outras diligencias preparatórias que se tornem ne- cessárias, como a juntada de documentos, telegrammas, etc.

Sendo-llie o mesmo processo, a seguir, apresentado e aebando-o na devida forma, fal-o-á concluso ao Presidente do Tribunal para os fins de direito.

Art. 51. Em relação ás consultas, representações, recla- mações e t c , o director aprescnlal-as-á ao Presidente do Tribunal.

Se forem julgadas, por este, objeclo de resolução, man- dando distribuil-as e autual-as, providenciará para o cum- primento do despacho proferido; depois do que Concluirá o feito ao relator.

Art. 52. Sempre que for pedido e designado dia para o julgamento, o director mandará annuncial-o no "Boletim E l e i - toral" com 24 horas de antecedência no minimo.

Art. 53. Logo que o processo seja julgado, o Secretario do Tribunal baixal-o-á a secção, que fará, logo, transcrever

nelle, por certidão, o resumo da decisão constante da acta lo julgamento, depois de cumpridas as medidas urgentes por ventura ordenadas.

Voltando immediatamente o mesmo processo ao director, e este verificando o cumprimento dessas formalidades, con- eluil-o-á ao relator para o accordão.

Paragrapho único. Baixado o processo com o accordão ao director este submetterá o mesmo á assignatura do Pre- sidente d,o Tribunal, devolvendo o processo, a seguir, á I

a

secção para o registo do accordão o sua publicação no "Bo- letim Eleitoral", providenciando-se immediatamente, para o cumprimento do que tiver sido determinado.

Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 20 de julho de 1935. — Agripino Veado, director-geral. — Visto.

Rio 20 de julho de 1935. — Hermenegüdo de Barros, presidente do Tribunal Superior de Justiçp. Eleitoral.

MATTO GROSSO

PARECER INDICATIVO DOS EFFEITOS DO JULGADO DA ELEIÇÃO DE MATTO GROSSO (ART. 76, § 9

o

DO REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL SUPERIOR) .

E m obediência ás decisões do Tribunal Superior, ao julgar o recurso contra a proclamação dos eleitos, — fo- ram pelo Tribunal Regional do Estado de Matto Grosso

apuradas as secções 11* da 1* zona (Capital e 1*

da 6

a

zona (Lageado), em 24 de maio do corrente anno, — secções essas annulladas pelo Tribunal Re-

gional desse Estado e validadas pelo Tribunal Superior sendo o comparecimento, respectivamente, de 104 e 242 votos. Não houve recurso algum da apuração dessas duas secções.

Em cumprimento, ainda, da decisão do Tribunal Supe- rior, — o Tribunal Regional marcou o dia 19 de maio deste anno para a renovação da eleição nas secções: Única da 15

a

zona (Porto Murtinho) e 3

a

da 17

a

zona (Tres Lagoas).

Essas eleições realizaram-se no dia designado, foram apuradas também a 24 de maio, e tiveram o comparecimen- to, respectivamente, de 86 e 195 eleitores.

Foram impugnadas ambas as apurações. A referente á secção única da 15

a

zona (Porto Murtinho) pelo Sr. Da- rio Rocha, e a relativa á 3

a

secção da 17

a

zona (Tres L a - goas) pelo Sr. José Annibal Bouret Filho.

Funda-se o Sr. Dario Rocha para pedir a nulíidade da votação da secção única de Porto Murtinho nos seguintes fundamentos: a) inicio e encerramento da votação antes da hora legal; b) violação do sigillo do voto.

Na opinião do recorrente, deu-se o inicio da votação antes da hora legal, porque os trabalhos começaram as / horas e não ás 8 como manda a lei. E o encerramento da votação antes da hora legal verificou-se. porque o tcle- gramrna do juiz que presidiu á eleição, communicando ao Tribunal Regional o resultado desta, traz a hora 18, o que quer dizer 17 horas, pois em *>»atto Grosso ha uma hora de differença para menos do meridiano do Rio de Janeiro, que é o que vigora para o telegrapho em todo o paiz. A violação do sigillo do voto teria oceorrido por se ter encon- trado algumas (5) sobrecartas abertas. O Tribunal Regional negou provimento ao recurso, julgando que o telegramma não podia destruir a declaração em contrario da acta de encerramento da votação, e que o facto das sobrecartas es- tarem abertas não indicava quebra do sigillo do voto.

Sou pela confirmação da decisão do Tribunal Regional.

Não ha duvida que a hora em Matto Grosso não cor- responde á usada no Telegrapho Nacional, que é a do meri- diano do Rio de Janeiro, sendo por isso dezoito horas para o telegrapho em Porto Murtinho quando a hora local é 17.

Mas dahi não se pode concluir que a simples declaração da.

hora em um telegramma tenha o effeito de fazer desappa- recer a validade da declaração da acta de encerramento da votação, a qual menciona haver os trabalhos da votação sido encerrados ás 18 horas.

E ' realmente um começo de prova, dado a insuspeição

que se deve presumir no funceionario do telegrapho e a

(6)

1746 Terça-feira 23 BOLETIM ELEITORAL Julho de 1935 íorma quasi automática por que e annotada a hora nos '

telegrammas, mas precisava ter sido corroborada por o u - tra, ou outras provas, para ter o poder de destruir a fá que deve merecer um documento publico, como é a acta de encerramento da votação. Não tem effeito de reforço de prova a certidão de fls., passada pelo agente do Correio, de que a urna foi postada ás sete horas da noite, porque não exis- te prova de que para os Correios exista a mesma differença de hora que existe para o Telegrapho.

Quanto ao começo da votação ter-se dado ás 7 horas,

— não ha prova do allegado, sendo a redacção da acta de abertura feita conforme o modelo official.

A allegada nullidade proveniente da violação do sigillo do voto é egualmente improcedente, pois pode muito bem acontecer que as sobrecartas mal colladas se abram por si durante tão longo trajecto, e nem pelo facto de estarem abertas ficam assignaladas de modo a permittir a desco- berta da identidade do votante.

O Sr. José Annibal Bouret Filho impugnou a apura- ção da votação da 3* secção da 17

a

zona (Tres Lagoas) por que o) houve deficiência no edital de convocação dos elei- tores; b) a votação foi encerrada antes da hora legal; c) a . urna não foi enviada pelo Correio sob registo; b) houve

çoaeção sobre o eleitorado.

Houve deficiência no edital de convocação dos eleito- res, diz o recorrente, porque havendo votado na eleição an- nuliada 282 eleitores, para a renovação só foram convoca- dos 280. O encerramento da eleição antes da hora legal é a conjectura que faz o recorrente, pelo facto de um elei- tor ter protestado contra o encerramento da votação e o pre- sidente da Mesa Receptora ter declarado que não havia relógio official. Por não ser fornecida a certidão do re- gisto do Correio, o recorrente entende não existir o allu- dido registo. A coacção consiste em ter o juiz eleitoral de Tres Lagoas solicitado a requisição do força federal para ser posta á sua disposição e o presidente do Tribunal Re- gional ter requisitado força estadual.

O Tribunal Regional negou também provimento a esto recurso.

Seria pela confirmação desta decisão, se um facto novo não tivesse sido traduzido ao conhecimento do Tribunal Superior.

Da certidão de fls. consta que na eleição renovada votou o eleitor Laor Dias Ferreira, que não havia votado na eleição de 14 de outubro de 1934.

Verifiquei pelas folhas de votação que, na eleição de 14 de outubro, o nome do eleitor Laor Dias Ferreira está á pag. 24, sob o numero de ordem 237, e que este nome está riscado, não ha a sua assignatura, nem a rubrica do presi- dente da Mesa Receptora. Na eleição de 19 de maio, reno- vada, figura o eleitor Laor Dias Ferreira como assignando a f l . de votação para os eleitores de outra secção sob o nu- mero 6; na acta de encerramento da votação se declara que os eleitores, sob os números 6 e 7, da folha de votação mo- delo 21 votaram, mas ahi assignaram, apesar de perten- cerem á 3

a

secção, porque os seus nomes não constavam do edital de convocação; e, finalmente, na acta de apuração (fls. 66) se l ê : "sendo que dos eleitores da secção, dois as- signaram a folha de votação modelo vinte e um por terem seus nomes omittidos na lista, apesar de haverem votado na eleição de 14 de outubro. Em seguida, abertas as duas so- brecartas maiores, resolveu a turma, em vista de se tratar"

de eleitores da mesma secção que já haviam votado e que apenas tiveram, seus nomes omittidos nas folhas de votação, apurar os votos, misturando para esse fim as sobrecartas menores com as demais."

Está, portanto, sufficientemente provado que um elei- tor que não podia votar na eleição renovada, pois não vo- tara na primeira eleição, realmente votou e o seu voto foi apurado. A declaração da turma apuradora de que essa eleitor já havia votado, não é uma prova júris et de jure, e deve ceder deante da citada certidão e dos elementos firnecidos pelas folhas de votação.

Assim, em conformidade com a jurisprudência do T r i - bunal Superior, dou provimento ao recurso para annullar a votação da 3

a

secção da 17

a

zona (Tres Lagoas) por ter comparecido e votado um eleitor que não podia votar, por se tratar de uma eleição que se estava renovando? e, de

accôrdo com o art. 56 'das Instrucções, só teem direito dò votar nessa renovação os que houverem votado na eleição annullada.

Cumprindo a determinação do § I

o

do art. 76 do Re- gimento Interno, apresento as seguintes conclusões, se- gundo o mappa annexo, salvo a votação da secção cuja nul- lidade reconheço: (Eleição para a Câmara dos Deputa- dos) .

A) — Candidatos cujos diplomas ficaram confirma- dos:

votos 7.503 6.802 7.711 1 — Alberto Trigo de Loureiro ( P . E . M . ) q e 2 — Yttrio Corrêa da Costa ( P . L . M . ) q. e . . . 4 — Generoso Ponce Filho (P. E . M . ) 2

o

turno

B) — Candidatos cujos diplomas ficaram sem effeito:

votos

Arthur Mendes Jorge Sobrinho (P. E . M . ) 7.574 Carlos Vandoni de Barros ( P . E . M . ) como sup-

plente 7.712 . C) — Candidatos não diplomados que deverão ser re-

conhecidos :

votos 3 — Carlos Vandoni de Barros (P. E . M . ) 2

o

turno 7.712 Artur Mendes Jorge Sobrinho ( P . E . M . ) como

supplente . . . .

:

7.571

D) — Devem ser confirmados todos os diplomas de supplentes do "Partido Liberal Mattogrossense.

ELEIÇÃO PARA A ASSEMBLÉA CONTITUINTE ESTADUAL

E) — Candidatos cujos diplomas ficaram confirmados:' 1 — Francisco Pmto de Oliveira (P. E . M . )

q . E . . .'

2 — J o s é Silvino da Costa (P. L . M . ) q. e . . . 3 — Henrique José Vieira Netto (P. E . M.) q. p.

4 — Gabriel Vandoni de Barros (P. E . M . ) q. p.

5 — Nicolau Fragelti ( PT E . M.) q. p

6 — Luiz de Miranda Horta (P. E . M . ) q. p . . . 7 — j

0

ã o Leite de Barros (P. E . M . ) q. p . . . . 8 — Armindo Pinto do Figueiredo ( P . E . M . )

q. P- •

10 — Júlio Strubing.Muller (P. E . M . ) q. p . . . 11 — Deusdedit de Carvalho (P. E . M . ) q. p . . . 12 — Philogonio de Paula Corrêa (P. E . M . )

q . P

13 — Rosário Congro (P. L . M . ) q. p 14 — C a i o Corrêa (P. L . M . ) q. p

15 — Benjamin Duarte Monteiro (P. L . M . ) q. P

Í7 —Corsino Bouret (P. L . M . ) q. p

18-— Josino Viegas de Oliveira Paes (P. L . M . ) q. P

19 _ José Gentil da Silva (P. L . M . ) q. p 20 — Estevão Alves Corrêa (P. L . M . ) q. p . . . 22 — Miguel Ângelo de Oliveira Pinto (P. E .

M.) 2

o

turno . .

23 — Agrícola Paes de Barros ( P . E . M . ) 2

o

turno . . .

24 — João Ponce de Arruda (P. E . M . ) 2

o

turno Supplentes:

Do "Partido Evolucionista de Matto Grosso":

votos

7.2SS 5.764 7.6S2 7. 6S0 7.65i 7.645 7.630 7 .627 7.567 7.558 7.545 6.893 6.879 6.859 6.830 6.823 6.812 6.810 7.517 7.516 7.504

votos

Waldomiro de Souza, como 9

o

supplente 7.320 Do "Partido Liberal Mattogrossense": ;

Antônio Pinho Maciel Epaminondas, como I

o

sup-

plente . . . '. 6.803 Palmyro Paes de Barros, como 6

o

supplente . . . . 6.573

F) — Candidatos cujos diplomas ficaram sem effeito:

votos Gabriel Martiniano de Araújo ( P . E . M.)

Fenelon Muller (P. E . M . )

7.463

7.439

(7)

Terça-:èira 23 BOLETIM ELEITORAL Julho de 1935 1747 Manuel Alves Arruda ( P . L . M . ) 6.713

Bertholdo Leite da Silva Freire ( P . E . M . ) , como

I

o

supplente 7.613

José Jayme Ferreira de Vasconcellos ( P . E . M . ) ,

como 2° supplente 7.448 Bruno Garcia (P. E . M . ) , como 3

o

supplente.... 7.296

Thomaz Pereira ( P . E . M . ) , como 4

o

supplente 7.438 Dolor Ferreira de Andrade (P. E . M . ) , como 5

o

supplente 7.464 Sabino' José da Costa ( P . E . M . ) , como 6

o

sup-

plente 7.345 Ricardo Godinho de Argollo Nobre ( P . E . M . ) ,

como 7

o

supplente 7.325

Arai Moreira (P. E . M . ) , coma 8

o -

supplente 7.420 João Evaristo Curvo ( P . L . M . ) , como 2

o

sup-

plente . . . 6.806 Joaquim Cesario da Silva ( P . I i . M . ) , como 3

o

supplente 6.841 Satyro Martins Alves Bezerra ( P . L . M . ) , como

4

o

supplente 6.728

Laurent Saliés ( P . L . M . ) , como 5

o

supplente 6.610 Antônio Luiz de Almeida Boaventura ( P . L . M . ) ,

como 7

o

supplente 6.578

Argemiro ae Arruda Fialho XP- L - M . ) , como

8° supplente 6.568 Octavio da Costa Marques ( P . L . M . ) , como 9

o

supplente 6.558 Crestes Rebuá ( P . L . M . ) . como 10° supplente.. 6.552

Elraano Soares (P. L . M . ) , como 11° supplente 6.528 Waidemiro Silveira (P. L . M . ) , como 12° sup-

plente 6.521 Arnaldo Antunes Signarelli ( P . L . M . ) , como 13°

supplente 6.516 Carlos de Castro Brasil ( P . L . M . ) , como 14°

supplente : 6.511 Antônio Ries Coelho (P. L . M . ) , como 15° sup

I.IPIIIP 6.163

G- — Candidatos não diplomados que deverão ser re- conhecidos:

votos 9 — Bertholdo Leite da Silva Freire ( P . E .

M . ) , q. p 7.613 16 — Joaquim Cesario da Silva ( P . L . M . ) ,

q. p 6.841 21 — João Evaristo Curvo ( P . L . M . ) , q. p . . . . 6.806

Supplentes:

Do "Partido Evolucionista de Matto. Grosso:

votos

1

0

:— Dolor Ferreira de Andrade 7.464

2

o

— Gabriel Martiniano de Araújo 7.464

32»— Jose Jayme Ferreira de Vasconcellos 7.448

4° _ Fenelon Muller 7.439 50 — Thomaz Pereira 7.438

6

o

— Arai Moreira 7.426

7

o

— Sabino José da Costa 7.345

8

o

— Ricardo Godinho de Argollo Nobre 7.325 10° — Bruno Garcia ' . . 7.290

Do "Partido Liberal Mattogrossense":

votos

2

o

— Satyio Martins Alves Bezerra 6.728

3

o

— Manuel Alves Arruda 6.713

4

o

— Laurenl Saliés 6.610

5

o

— Antônio Luiz de Almeida Boaventura . . . . 6.578

7

o

— Argemirc de Arruda Fialho 6.56S

8

o

— Octavio da Cosia Marque? 6.558

90 _ Orestes Rebrá . . , . : 6.5V>

10° — Eimano Soares 6.5:28

11° — Waidemiro Silveira . . 6.521 1 2 ° — A r n a l d o Antunes Signarelli 6.516 130 — Carlos de Castro Brasil 6.511 14° — Antônio Ries Coelho 6.163

Rio de Janeiro, 9 de julho de 1935. — Plinio Casado, relator.

REGIÃO — MATTO GROSSO

TRIBUNAL SUPERIOR DE JUSTIÇA ELEITORAL

Resultado do pleito de 14 de outubro de 19"4, em toda a região de Matto Grosso, de accôrdo com o julgamento dos re- cursos pelo Tribunal Superior.

Mappa organizado na conformidade do art. 75, & 9° do Regimento Interno

CÂMARA FEDERAI.

Votos apura- dos pelo T . R e g i o n a l ,

eleições de 14 de outu- bro de 1934.

Votos annulla- dos pelo T r i - bunal Supe- rior, e*n nove secções

Votos mandados apurar pelo T.

Superior, em secções

Total dos votos líquidos apu- rados

v

resul- tado definiti- vo.)

15.184 Quatro (4)

10 g a r e s a preencher

2.041 2.187 15.330

Quociente 1 ;

1 1

ASSEMBLÉA CONSTITUINTE ESTADUAL

Votos apura- dos pelo T . R e g i o n a l ,

eleições de 14 de outu- bro de 1934.

Votos annulla-T dos pelo T r i - bunal Supe- rior, em nove secções

Votos mandados apurar pelo T.

Superior, em secções

Total dos votos líquidos apu- rados • (resul- tado definiti- vo.)

15.171 2.044 2.196 15.31?

Vinte e qua- tro (24) lo- gares a pre- ench er.

Quociente

638 638

Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em

7 de julho de 1935. —: Braz Corrêa Sam.paio. official. Confe-

re. PTV> 7 de julho de -1935. —

4

nHnirto Vendo, ^''rector. Visto

em 8 de julho de 1935. — Plinio Casado, relator.

(8)

1718 Terça-feira 23 BOLETIM ELEITORAL Julho de 1935

R E S U L T A D O _ D 0 P L E I T O D E 1 4 D E O U T U B R O D E . 1 9 3 4 , D E A C C Ô R D O . C O M O J U L G A M E N T O D O T R I B U N A L S U - P È I Ú Ü R V - M Á P P Ã O R G A N I Z A D O D E A C C Ô R D O C O M O A R T . 7 5 , I 9

O

D O . R E G I M E N T O I N T E R N O

C Â M A R A F E D E R A L

Lista nominal dos candidatos eleitos para a Câmara Federai

Votos apura- dos pelo T

r

Regional

Votos annulla- dos por deci- são do Tribu- nal Superior

Votos mandados!

apurar pelo T.

Superior, E m julgamento dos

recursos

Total dos votos líquidos apu- dos.

1° TURNO í

(Quociente eleitoral)

Alberto Trigo Loureiro — P . E . M y.trio Corrêa da Costa — P . L . M .

2° T U R N O :

'(Principio majoritário)

Arthur Mendes Jorge Sobrinho — R. E . M Carlos Vandoni de Barros —- P . E . M

S U P P L E N T E S :

Partido Evolucionista de Matto Grosso i Generoso Ponce Filho

Partido Liberal Mattogrossensei Alfredo Corrêa Pacheco

João Villas Boas

José dos Passos Rangel Torres

L E G E N D A S í

Partido Evolucionista - 7.116 - quociente partidário 4 Partido Liberal - 6.410 - quociente partidário. 1 Liga E . Catholica • 218 - quociente partidário - P . M . G. U . e F .

;

* 49 - quociente partidário *

7.794 6.635

7.850 7.815

8.011

6.441 6.425 6.381

Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 8 de julho de. 1935. — Braz Corrêa Sampaio, official.

Confere, em 8 ç}e Julho de 1935.

OT

Agripino Veado, director. Visto em 8 ' J u l h o de 1935. — Plinio Casado, relator..

(9)

Terça-feira 23 R O L E T T M E L E I T O R A L Julho de 1935 1749 RESULTADO DO PLEITO D E 14 DK OUTLBKü DK ii)a4, E M TODA A REGIÃO DE MATTO GROSSO DK ACCÔRDO

COM O JULGAMENTO DO TRIBUNAL SUPERIOR D E JUSTIÇA ELEITORAL, MAPPA ORGANIZADO DE ACCÔRDO COM O A R T . 75, § 9

o

DO REGIMENTO INTERNO

A S S E M B L É A C O N S T I T U I N T E E S T A D U A L

Lista nominal dos candidatos á Assembléa Constituinte Estadual, eleitos deputados e supplentes

Votos apura- dos pelo T . R e g i o n a l ,

eleições de 14-10-34

Votos annulia- dos pelo T r i - nal Superior

Votos mandados apurar peio T.

Superior

I

o

T U R N O — {Quociente eleitoral) Partido Evolucionista de Matto Grosso;

Francisco Pinto de Oliveira (Cei.), Quociente partidário

Henrique José Vieira Netto (Dr.) Gabriel Vandoni de Barros (Dr.) Armindo Pinto de Figueiredo (Dr.) Bertholdo Leite da Silva Freire (Cel.) Nicolau Fragelli (Dr.)

Luiz de Miranda Horta (Dr.) Philogonio de. Paula Corrêa (Prof.) João Leite de Barros (Dr.)

Julip Strubing Mullcr ( B e l . ) . . . . Miguel Ângelo de Oliveira Pinto (Cel.)

Partido Liberal Mattogrossense:

Quociente eleitoral:

José Silvino da Costa (Cel.) Quociente partidário:

Rosário Congro ( A d v . ) . . .

Joaquim Cesario da Silva (Cel.). '.

Antônio de Pinho Maciel Epaminondas (Dr.) Caio Corrêa (Dr.)

Benjnmin Duarte Monteiro (Dr.) Cortino Rouref (Dr.)

Josino Viegas de Oliveira Paes' (Cel.) -..

José íientil da Silva ( D r . ) . . ;

2° TURNO — {Principio jnajoriturio) : Partido Evolucionista de Matto Grosso:

Deiisdedit de. Carvalho ílabriel Martin iano de Araújo

Ricardo Godinho do Argollo Nobre (Dr.) Agrícola Paes dp Barros (Dr.)

SUPPLENTES :

Partido Evolvcimrista de Matto Grosso:

Dolor de Andrade (Dr.)

.To** Jayme Ferreira de Vasconcellos ( D r . ) . . . Thomní Pereira (Tenente)

Arai Moreira (Dr.) ,.

João Ponce de Arruda (Dr.) Sabino José da Costa

Fenelon Mnllcr (Dr.) Bruno Garcia (Dr.) Waldomii-o df Snnz'1 (Dr.)

Partido Liberal Mattogrossense:

Manoel Alves de Arruda {Cel.) Estevão Alves Corrêa (Dr.) João Evaristo Curvo

7'. 317

7.822 7.811 7.760 7.634 7.774 7.759 7.705 7.768 7.763

5.763

6.719 0.640 6.667 0.679 6.713 0.688 6.080 6.673

7.689 7.680 7. Sfl«

7.720

7.575 7.622 7.582 7.513 7.657.

7.574 7.093 7.588 7.493

G. 674 I 6.671 | 6.663 |

527

656 050 656 556 660 651 686 657 729

•734

208

431 431 430 431 404 431 431 433

663 723 653 070

654 679 659 625 6R6 678 729 728 649

430 433 431

Total dos votos líquidos apu- rados, resul- tado dciiniü- vo.

692

710 707 706 729 643 640 720 6.36 680 709

275

750 820 760 72k 647 669 665 572

035 701 70- 557

646 602 612 641 741 546 475 533 476

572 572 574

7.482

7.876 7.868 7.810 7.807 7.757 7.748 7.739 7.727 7.714 7.711

5.704

7.044 7.029 6.997 6.973 6.156 6.920 6.914 6.812

7.061 7.658 7.617 7.607

7.567 7.545 7.535 7.529 7.512 7.442 7.439 7.393 7.320

6.810 6.810 6.800

C o n f e r e com o O r i g i n a l

(10)

1750 Terça-feira 23 BOT . F T T M RJ F T T O R L Julho de 1935

Lista nominal dos candidaos á Assembléa Constituinte Estadual, eleitos deputados e supp'entes

Votos apura- Total dos votos dos pelo T . Votos annulla-'Votos mandados/ líquidos apu-

| R e g i o n a l , | dos pelo T r i - , apurar pelo T.. -ados, resul- eleições de

1

nal Superior Superior , tado iefiuiti-

14-10--34 j v o .

S U P P L E N T E S :

Partido Liberal Mattogrossense:

6. 612 418 534 6. 728

6. 473 429 565 6. 610

6. 432 428 57' 6. 578

6 394 429 610 6 575

6 435 432 570 6 573

6 425 427 570 6 568

6 417 430 571 6 558

6 415 430 567 6 552

6 384 425 562 6 521

6 378 427 565 6. 516

6 378 422 555 6 511

5 944 342

1

561 6 163

L E G E N D A S :

P. E . Matto Grosso - 7.032 - -Quociente partidário— 11 P. L . Mattogrossense - 6.298, - Quociente partidário - 9 L . E . Gatholica - 252 - Quociente partidário - -

Por M. G. Un. e Forte - 46 - Quociente partidário - -

Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 8 de Julho, de 1935 — Braz Corrêa Sampaio, official.

Confere, em 8 de Julho de 1935. — Agripino Veado, director. Visto em 8 de Julho de 1935. —Plinio Casado. **plntor.

TRIBUNAL REGIONAL DE JUSTIÇA ELEl TORAL DO DLSTKKTO FEDERAL

E D I T A E S

A Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral do Diplric- to Federal faz publico, para conhecimento dos interessados, que, nos termos do artigo 5

o

das Instrucções para as elei- ções de representantes profissionaes á Câmara Municipal do Districto Federal, pelo prazo de setenta e duas horas, con- tadas da publicação deste edital, afim de offerecerem as impugnações que tiverem,, se encontram, na Secretaria, os processos seguintes:

.N". 150—- Syndicato Brasileiro de Advogados— Delega- do-eleitor: dr. Alberto Juvenal do Rego Lins — Relator:

dr. José Duarte.

N. 151 — Syndicato dos Commerciantes em Massas A l i - mentícias do Rio de Janeiro — Delegado-eleitor: sr.' Natale Perrota — Relator: dr. V . Piragibe.

N . 152 — Syndicato de Empregados em Tinturarias — Delegado-eleitor; sr. Alcebiades Ferreira — Relator: dr.

M. Sarmento.

N. 153 — Associação Brasileira de Imprensa — Delega- do-eleitor: sr-. Oswaldo de Souza, e Silva — Relator: dr.

C. Nunes.

N. 154 — Sociedade Cooperativa de Consumo o Credi- to de Marechal Hermes — Delegado-eleitor: sr. Carlos Pe- reira Carauta —• Relator:, dr, Jayme Pinheiro.

N . 155 — Associação dos Funecionarios Públicos Civis

— Delegado-eleitor: sr. Antônio Máximo Nogueira Penido

— Relator: dr. José Duarte.

N . 156 — Confederação Legionaria dos Servidores do Estado — Delegado-eleitor; sra. Homera Vieira Correia Dias — Relator: dr. V . Piragibe.

N . 157 — Consórcio Profissional Cooperativo de Mare- chal Hermes — Delegado-eleitor: dr. José Luiz de França Penido —• Relator: dr. M . Sarmento.

N. 158 — Syndicato dos Caixeiros de Padarias do Dis- tricto Federal — Delegado-eleitor: sr. Jayme Augusto Tei- xeira.— Relator: dr. Castro Nunes.

N . 159 — Sociedade-de Estudos Médicos Experimen- taes — Delegado-eleitor: dr. Clovis de Almeida — Relator:

dr. J . Pinheiro.

N . 160 — Associação Material da Polyelinica de Bota- fogo — Delegado-eleitor: dr. Marcilio Santa Maria Pereira

— Relator: dr. José Duarte.

N . 161 — Syndicato dos Industriaes na Fabricação de Biscoitos, do Districto Federal — Delegado-eleitor: dr.

Octavio de Oliveira — Relator: dr. V . Piragibe.

N, 162 — Associação dos Diplomado.

0

cm Sciencias Com- merciaes do Rio de Janeiro — Delegado-ele

;

tor: João Pa- checo Fernandes — Relator: dr. M . Sarmento.

N . 163 — Syndicato dos Proprietários dc Estabeleci- mentos de Instrucção do Districto Federal — Delegado-elei- tor: dr. Pio Borges de Castro — Relator: dr. Castro Nune«.

N . 164 — Syndicato dos Manipuladores e Auxiliares <-m Laboratórios Pharmaceuticos, Industrias e Drogarias — De- legado-eleitor: Orlando Ferreira de Souza — Relator: dr.

Jayme Pinheiro.

N . 165 — Syndicato dos Proprietários de Táiturarias do Rio de Janeiro — Delegado-eleitor: sr. Adolpho Laznsk* — Relator: dr. José Duarte.

N. 166 — Cooperativa Militar do Brasil — Delegado- eleitor: dr. Jessé Randolpho Carvalho de Paiva — Relator:

dr. V . Piragibe.

N . 167 — Syndicato dos Proprietários de Açougues — Delegado-eleitor: sr. Manoel da Silva Pinto Netto — Rela- tor: dr. Castro Nunes.

N . 168 — Associação-de Auxílios Mútuos dos Funecio- narios do Departamento-Nacional de Portos e Navegação —•

Delegado-eleitor: sr. Antônio Mendes Antas: — Relator:

dr. J . Pinheiro.

Referências

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&amp; não diucrfa cm cada qual como he a peíToa. Opera- çociis particulares conuem quando muito aosMiniftros fó por ordem a fi, porque fó por ordem a fi faõ as opera-.

Eduardo Souza Santos Escrivão — Dr.. Eduardo Souza Santos Escrivão

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