O MUNDO SAÍDO DA GUERRA
Uma Europa muito debilitada economicamente
e com graves problemas para resolver: famílias para reunir; um elevado número de feridos, órfãos e viúvas; casas, escolas, hospitais, fábricas, pontes… para reconstruir.
Com a vitória dos aliados duas superpotências,
defendendo modelos políticos e económicos diferentes, passam a liderar o mundo: EUA, e URSS que defendem, respetivamente, o liberalismo democrático e o socialismo marxista-leninista.
Cada superpotência pretende influenciar o
maior número possível de países a fim de adotarem o seu modelo ideológico.
A EXPANSÃO DO COMUNISMO
Entre 1945 e 1948 países de Leste como
Albânia, Jugoslávia, Bulgária, Polónia,
Roménia, Checoslováquia, Hungria e RDA
passaram a seguir mais ou menos o regime
comunista soviético com instauração do
partido único e coletivização da economia.
A POLÍTICA EXTERNA AMERICANA
PRESIDENTE TRUMAN
In FLAMA, ANO VI, Nº 65, 3 DE JUNHO DE 1949, pág. 22
Presidente dos EUA
entre 1945 e 1952. Procurou conter a expansão do comunismo na Europa. Lançou o Plano Marshall, visando a recuperação económica dos 17 países aderentes, em troca de fidelidade ao capitalismo liberal.
DISCURSO DE TRUMAN
11 DE MARÇO DE 1947
“Creio que a política dos Estados Unidos
deve ser apoiar os povos novos que
resistam às tentativas de subjugação
por minorias armadas ou pressões
externas (…). Creio que a nossa ajuda
deve consistir essencialmente no apoio
económico e financeiro (…). Os regimes
totalitários surgem onde há miséria,
pobreza, desordem.”
A POLÍTICA EXTERNA AMERICANA
PLANO MARSHALL
O
Plano Marshall
foi concebido pelo
Secretário de
Estado George
Marshall, antigo
comandante
militar que
participou na 2ª
Guerra Mundial.
In Rumos da História 9, Caderno de Actividades do Aluno,DISCURSO DE MARSHALL
5 DE JUNHO DE 1947, UNIVERSIDADE HARVARD
(…) “Os Estados Unidos deverão fazer tudo o
que estiver ao seu alcance para ajudar o mundo a regressar a uma saúde económica normal, sem a qual não poderá haver estabilidade política nem paz. A nossa política não se dirige contra nenhum país, contra nenhuma doutrina, mas contra a fome,a pobreza, o desespero, e o caos. O seu objectivo é o renascimento de uma economia produtiva no mundo, de modo a garantir as condições económicas e sociais propícias à existência de instituições livres.”
A POLÍTICA EXTERNA AMERICANA
PLANO MARSHALL
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
O Plano Marshall foi recusado pela URSS.
DISTRIBUIÇAO DE FUNDOS DO PLANO
MARSHALL
(EM MILHOES DE DÓLARES)
PLANO MARSHALL
CARTAZES FRANCÊS E SOVIÉTICO
CONTRA O PLANO MARSHALL
CARTAZES ALEMÃO E FRANCÊS CONTRA O
PLANO MARSHALL
A POLÍTICA EXTERNA AMERICANA
Em 1948 foi criada a OECE, Organização
Europeia de Cooperação Económica, para
fiscalizar e controlar a ajuda económica
prestada pelos EUA.
Em 1949 é criada a NATO ou OTAN,
Organização do Tratado do Atlântico
Norte, que visava a defesa militar do
Ocidente.
NATO (OTAN) – ARTIGO 5º
“As partes acordam que um ataque armado contra uma ou várias de entre elas, ocorrendo na Europa ou na América do Norte, será considerado como um ataque dirigido contra todas as partes e, consequentemente, acordam que, se um tal se produzir, cada uma delas, no exercício do direito de legítima defesa, individual ou colectiva, (…) prestará, individualmente, e de acordo com as outras partes, a acção que julgar necessária, incluindo o emprego da força armada, para restabelecer e garantir segurança na região do Atlântico Norte.”
A POLÍTICA DE BLOCOS CERCA DE 1955
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
RESPOSTA COMUNISTA Em 1947 a URSS cria o Kominform que coordenava e controlava os partidos comunistas. Em 1949 cria o COMECON, Conselho de Ajuda Económica Mútua, para desenvolver
economicamente a URSS e os países comunistas de Leste.
Em 1955 a URSS e os países de Leste assinam a aliança militar, Pacto de Varsóvia.
TRATADO DE AMIZADE, DE COOPERAÇÃO E
DE ASSISTÊNCIA MÚTUA
(VARSÓVIA, 1955)
“Tendo em conta a situação que se criou na Europa com a formação de um novo agrupamento militar (…), o que aumentou o perigo de uma nova guerra e criou uma ameaça à segurança nacional dos Estados pacíficos (…). Em caso de agressão armada na Europa contra um ou vários dos Estados signatários do Tratado (…), cada Estado signatário, exercendo o seu direito à autodefesa, (…) concederá ao Estado ou Estados vítimas de uma tal agressão assistência imediata (…).”
SIR WINSTON CHURCHILL
Churchill utiliza
pela primeira vez
a expressão
“cortina de ferro”
para se referir à
“fronteira” entre
os países
ocidentais e os
países de Leste.
NATO E PACTO DE VARSÓVIA
A POLÍTICA DE BLOCOS E A GUERRA FRIA
In Rumos da História 9, Caderno de Actividades do Aluno, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
Após a 2ª Guerra Mundial, o mundo
ficou dividido em dois blocos, Bloco de
Leste e Bloco de
Oeste, antagónicos, liderados
respetivamente pela URSS e EUA, que se defrontaram através de países terceiros durante o período que ficou conhecido pela expressão
A GUERRA FRIA – O BLOQUEIO DE BERLIM
(1948-1949)
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
Em 1945, EUA, França,
Inglaterra e URSS
dividiram a Alemanha e a cidade de Berlim
entre si, embora
Estaline reclamasse Berlim para a URSS.
Em 1948 a URSS ordena o bloqueio a Berlim Ocidental e corta-lhe os acessos ferroviários e rodoviários.
URSS e países aliados
O BLOQUEIO DE BERLIM (1948-1949)
Tem início a maior ponte aérea de abastecimento realizada até hoje e que visava abastecer os berlinenses dos bens essenciais; Irá durar 318 dias, com cerca de 1000 voos
diários.
Em 1949 são criadas as duas Alemanhas: República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental e República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental.
Para impedir a fuga de cidadãos de Leste para Ocidente, a Alemanha Oriental construiu o
MURO DE BERLIM (1961 a 1989)
SÍMBOLO DA GUERRA FRIA
MURO DE BERLIM (1961 a 1989)
SÍMBOLO DA GUERRA FRIA
MURO DE BERLIM (1961 a 1989)
MURO DE BERLIM (1961 a 1989)
A GUERRA FRIA - A CRIAÇÃO DA
REPÚBLICA POPULAR DA CHINA
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
As duas
super-potências disputaram a sua influência sobre a China.
Em 1949 a China adota o modelo comunista
com Mao Tsé-Tung. Os dirigentes
pró-EUA refugiaram-se
em Taiwan, onde ainda hoje mantém um
governo próprio que a China continua a
REVOLUÇÃO CUBANA – 1959
FIDEL CASTRO EXPULSA O DITADOR
FULGÊNCIO BAPTISTA
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
In Rumos da História 9, Ficheiro de Actividades de História, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
A GUERRA FRIA
A GUERRA DA COREIA
Em 1950 a Coreia do Sul, capitalista,
é invadida pela Coreia do Norte,
comunista, apoiadas respetivamente
pelos EUA e pela URSS.
A Guerra da Coreia termina em
1953, sem alterações nas fronteiras
entre os dois países, causando cerca
de 1 milhão de mortos.
O MUNDO DA GUERRA FRIA 1947-1962
TENSÕES LESTE-OESTE, CERCA DE 1955
GUERRA FRIA
Durante a guerra fria há uma corrida ao
armamento por parte dos EUA e da
URSS, nomeadamente ao armamento
nuclear.
Apesar dos momentos de grande tensão
as duas superpotências não se
confrontam diretamente, mas vão-se
confrontando
através
de
países
terceiros.
O equilíbrio entre as partes fazia-se
através do terror, nomeadamente
nuclear.
CARTAZ CONTRA O ARMAMENTO
NUCLEAR (1950)
CARTAZ ANTICOMUNISTA (1950)
COEXISTÊNCIA PACÍFICA
Por morte de Estaline em 1954,
sucede-lhe Kruschev no poder, iniciando-se um
período de menos tensão a nível
internacional, um período de algum
desanuviamento e de alguma aproximação
nas relações entre as duas
super-potências que lideravam os dois blocos.
Em 1956 Kruschev implementa a
“Coexistência Pacífica”
em que cada
potência aceita a outra e as suas áreas
de influência.
A DESCOLONIZAÇÃO É INEVITÁVEL
A ONU defende o direito dos povos à
autodeterminação e à independência.
Os países colonizadores europeus estão
enfraquecidos e debilitados do ponto de
vista da influência e do poder económico.
Os EUA e a URSS estão interessados
nesta descolonização para exercerem as
suas influências.
FORMAS DISTINTAS DE ACEDER
À INDEPENDÊNCIA
Via negociada – descolonização britânica:
Índia, Paquistão e Ceilão (1947) e Birmânia (1948); descolonização francesa : Marrocos e Tunísia em 1956.
Por pressão internacional – a Holanda
reconhece a independência da Indonésia em 1949, pressionada pela ONU e EUA.
Via violenta – as lutas iniciam-se na Indochina,
e em 1954 é reconhecida a independência do Vietname que ficou dividido em Vietname do Norte (comunista) e Vietname do Sul (pró-ocidental), Cambodja e Laos; no Norte de África a Argélia torna-se independente em 1962.
DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA
DESCOLONIZAÇÃO ÁSIA
HO CHI MINH (1890-1962)
CARTAZ DO VIETMINH, 1954
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
INDEPENDÊNCIAS De 1940 a 1962 Filipinas, Síria, Líbano, Índia, Birmânia, Egipto, Líbia, Tunísia, Marrocos, e Argélia entre outros. Destacaram-se Mahatma Gandhi na Índia, Sukarno na Indonésia, Ho Chi Minh na Indochina e Burguiba na Tunísia.
FIGURAS EMBLEMÁTICAS DA
DESCOLONIZAÇÃO
MAHATMA GANDHI (ÍNDIA) E SUKARNO
(INDONÉSIA)
INDEPENDÊNCIA DA ÍNDIA E DO
PAQUISTÃO -1947
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
Negociações para a independência da Índia
entre Nehru (1) e Lord Mountbatten (2).
Na foto está presente o líder muçulmano Ali
Jinnah (3), 1º governador do Paquistão.
MANIFESTAÇÃO ARGELINA A FAVOR
DA INDEPENDÊNCIA -1962
In Rumos da História 9, Aníbal Barreira e Mendes Moreira, EDIÇÕES ASA
A luta pela
independência
contagia todas
as colónias.
O processo de
descolonização
só termina com
a descolonização
portuguesa após
o 25 de Abril de
1974.
NASSER (EGIPTO-1936) E
BEN BELLA (ARGÉLIA-1962)
BIBLIOGRAFIA
Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes, Rumos da História 9, Edições Asa
Crisanto, Natércia; Simões, Isabel, Mendes, J. Amado, Olhar a História 9, Porto Editora
Barreira, Aníbal; Moreira, Mendes, Sinais da História 9, Edições Asa