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PROJETO E IMPLEMENTAC A O DE UMA FONTE CHAVEADA PARA AMPLIFICADORES DE A UDIO DE CLASSE AB

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UNIVERSIDADE TECNOL ´OGICA FEDERAL DO PARAN ´A CURSO DE ENGENHARIA EL ´ETRICA

GUILHERME PASTORELLO RODRIGUES

PROJETO E IMPLEMENTAC

¸ ˜

AO DE UMA FONTE

CHAVEADA PARA AMPLIFICADORES DE ´

AUDIO DE

CLASSE AB

TRABALHO DE CONCLUS ˜AO DE CURSO

PATO BRANCO 2019

(2)

GUILHERME PASTORELLO RODRIGUES

PROJETO E IMPLEMENTAC

¸ ˜

AO DE UMA FONTE

CHAVEADA PARA AMPLIFICADORES DE ´

AUDIO DE

CLASSE AB

Trabalho de Conclus ˜ao de Curso de graduac¸ ˜ao, apresentado `a disciplina de Trabalho de Conclus ˜ao de Curso 2, do Curso de Engenharia El ´etrica da Coordenac¸ ˜ao de Engenharia El ´etrica - CO-ELT - da Universidade Tecnol ´ogica Federal do Paran ´a - UTFPR, C ˆampus Pato Branco, como requisito parcial para obtenc¸ ˜ao do t´ıtulo de Engenheiro Eletricista.

Orientador: Prof. Dr. Juliano de Pelegrini Lopes

Coorientador: Prof. Dr. Carlos Marcelo de Oliveira Stein

PATO BRANCO 2019

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TERMO DE APROVAC¸ ˜AO

O Trabalho de Conclus ˜ao de Curso intituladoPROJETO E IMPLEMENTAC¸ ˜AO DE UMA FONTE CHAVEADA PARA AMPLIFICADORES DE ´AUDIO DE CLASSE AB do acad ˆemico Guilherme Pastorello Rodrigues foi considerado APROVADO de acordo com a ata da banca examinadoraN229 de 2019.

Fizeram parte da banca examinadora os professores:

Prof. Dr. Juliano de Pelegrini Lopes

Prof. Dr. Carlos Marcelo de Oliveira Stein

Prof. Me. Everton Luiz de Aguiar

Prof. Dr. Diogo Ribeiro Vargas

A Ata de Defesa assinada encontra-se na Coordenac¸ ˜ao do Curso de Engenharia El ´etrica.

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`

A todos que cruzaram meu caminho nessa vida e tornaram este sonho poss´ıvel.

(5)

Dominar o outro ´e forc¸a; dominar-se ´e o verdadeiro poder.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradec¸o ao meu pai e m ˜ae, Sebasti ˜ao Rodrigues e Mari-zete Pastorello, que nunca mediram esforc¸os para me apoiar e incentivar, sempre com uma palavra certa para cada dificuldade que passei ao longo do curso. Agradec¸o-os de corac¸ ˜ao por tudo.

Aos meus amigos e colegas que sempre estiveram presentes durante toda a graduac¸ ˜ao, em momentos de seriedade e tamb ´em descontrac¸ ˜ao, que ajudaram di-reta e indidi-retamente na realizac¸ ˜ao deste sonho. Tenho um aprec¸o imenso por cada um deles.

E aos meus orientadores Juliano de Pelegrini Lopes e Carlos de Oliveira Stein pela seriedade, dedicac¸ ˜ao e conhecimentos repassados ao longo desta jornada. Tamb ´em agradec¸o o apoio de colegas do programa de P ´os-Graduac¸ ˜ao em Engenha-ria El ´etrica da UTFPR Campus Pato Branco, por compartilhar conhecimento e ex-peri ˆencias no laborat ´orio. E n ˜ao menos importante, obrigado a todos os professores que cruzaram meu caminho durante o curso, sem eles este sonho n ˜ao seria poss´ıvel.

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RESUMO

RODRIGUES, Guilherme Pastorello. Projeto e Implementac¸ ˜ao de uma Fonte Chaveada para Amplificadores de ´Audio de Classe AB. 201. 89 f. Trabalho de Conclus ˜ao de Curso (Graduac¸ ˜ao em Engenharia El ´etrica) - Curso de Engenharia El ´etrica, Universidade Tecnol ´ogica Federal do Paran ´a. Pato Branco, 2018.

Desde os primeiros amplificadores a v ´alvula a fonte linear ´e a mais utilizada entre as topologias na alimentac¸ ˜ao de amplificadores de ´audio. Al ´em da preocupac¸ ˜ao com ru´ıdos, a sua simplicidade de funcionamento e manutenc¸ ˜ao as tornam a me-lhor opc¸ ˜ao para esta aplicac¸ ˜ao. Com o avanc¸o na tecnologia de semicondutores, os conversores de pot ˆencia adotam ao modo comutado em alta frequ ˆencia, que torna poss´ıvel a reduc¸ ˜ao de volume dos componentes magn ´eticos e o aumento da densi-dade de pot ˆencia e efici ˆencia do equipamento. Devido a facilidensi-dade do amplificador propagar oscilac¸ ˜oes do barramento, esse tipo de fonte pode amplificar ru´ıdos causa-dos pela comutac¸ ˜ao e suas harm ˆonicas. A partir de uma revis ˜ao bibliogr ´afica acerca do tema, um prot ´otipo de uma fonte chaveada foi projetado e implementado para posterior an ´alise de desempenho para alimentac¸ ˜ao de amplificadores de pot ˆencia, o prot ´otipo em estudo foi projetado a partir de um conversor chaveado CA-CC de to-pologia Half-Bridge com sa´ıdas de tens ˜ao sim ´etricas, e para validac¸ ˜ao do modelo, um par de amplificadores classe AB s ˜ao utilizados como carga do sistema, cada um fornecendo 75W em condic¸ ˜ao de baixa distorc¸ ˜ao harm ˆonica, totalizando uma sa´ıda est ´ereo de 150 W a alto falantes comuns. O projeto do conversor est ´atico foi realizado buscando estudar a estabilidade da tens ˜ao de sa´ıda da fonte durante transit ´orios de pot ˆencia em diferentes frequ ˆencias, al ´em da aferic¸ ˜ao dos n´ıveis de ru´ıdo causados pela fonte no amplificador. Ap ´os realizados os testes de carga cont´ınua em pot ˆencia nominal da fonte com resultados satisfat ´orios, o conversor foi submetido a testes com amplificadores de classe AB transistorizados, a reac¸ ˜ao aos testes documentada nesse trabalho mostrou que o conversor est ´atico implementado em malha aberta atendeu as expectativas em relac¸ ˜ao aos n´ıveis de tens ˜ao das sa´ıdas, bem como o ripple dentro do valor esperado e oscilac¸ ˜oes de baixa frequ ˆencia no barramento resultaram em um comportamento semelhante ao simulado.

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ABSTRACT

RODRIGUES, Guilherme Pastorello. Design and Implementation of a Switchmode Power Supply for a Class AB Audio Power Amplifier. 2019. 89 f. Graduation Conclusion Work (Graduation in Electrical Engineer) - Federal Technologi-cal University of Parana. Pato Branco, 2018.

Since the first tube amplifiers, the linear power supply dominates between topologies for use in a audio amplifier power supply. Besides of the noise concern, this topology’s simplicity and easy repair services makes this type the best choice for this application. With the advancement in semiconductors technology, the power converters adopts the switched-mode in high frequency, which leads to less volume and mass on magnetic components and higher power density in power supplies. Due to amplifier’s ease to propagate noise originated on power buses, this type of source can amplify the noise caused by the switched operation and it’s harmonics. Starting from a bibliographical review of the topic, a prototype of a switched source was designed and implemented for further performance analysis for power amplifier feed, the prototype under study was designed from a half-bridge topology AC-DC inverter with symmetrical outputs, and for model validation, a pair of class AB amplifiers are used as a load of the system, each capable of 75W in condition of low harmonic distortion, totaling an output of 150 W at standard loudspeakers. The design of the converter was done aiming at a good stability of the output voltage during power transients at different frequencies, also measuring the noise levels caused by the amplifier’s power supply. After performing the continuous load tests at nominal power on the converter, with good results, the power supply was tested with class AB transistor amplifiers with 8 ohm loads, the results to the tests documented in this work showed that the converter in open loop operation met the expectations in output voltage levels, and also meet the expected ripple level and peak to peak low frequency oscillation level on voltage buses.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Topologia de uma fonte linear n ˜ao regulada. . . 16 Figura 2: Esquema de blocos de uma fonte chaveada gen ´erica com

con-trole em malha fechada de tens ˜ao. . . 18 Figura 3: Esquema de blocos proposto para a implementac¸ ˜ao de uma

fonte de alimentac¸ ˜ao para amplificadores de classe AB. . . 19 Figura 4: Perfil de carga de um amplificador de pot ˆencia visto pela fonte

de alimentac¸ ˜ao. . . 22 Figura 5: Encapsulamentos do CI TDA7294 . . . 24 Figura 6: Conversor CA-CC de topologia half-bridge convencional. . . 25 Figura 7: Conversor CA-CC topologia half-bridge com barramento sim ´etrico

e ponte retificadora secund ´aria completa. . . 26 Figura 8: Per´ıodos de Operac¸ ˜ao das chaves S1 e S2 para a topologia

Half-Bridge. . . 27 Figura 9: a) Chave S1 conduzindo b) Chaves abertas C) Chave S2

con-duzindo . . . 29 Figura 10: Amplitude e fase t´ıpico de um filtro LC . . . 32 Figura 11: Circuito simplificado de realimentac¸ ˜ao com optoacoplador. . . . 34 Figura 12: CI TL431 e esquema de funcionamento. . . 35 Figura 13: Implementac¸ ˜ao dos tr ˆes tipos de compensadores. . . 36 Figura 14: An ´alise de pequenos sinais para o circuito de realimentac¸ ˜ao. . . 37 Figura 15: Malha de controle completa do sistema. . . 39 Figura 16: Esquem ´atico de utilizac¸ ˜ao do CI SG3524 . . . 49 Figura 17: Esquem ´atico de utilizac¸ ˜ao do CI IR2110 . . . 51 Figura 18: Circuito do conversor Half-Bridge simulado no software PSIM. . 52 Figura 19: Comparac¸ ˜ao da tens ˜ao e corrente no barramento de entrada

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Figura 20: Formato de onda de tens ˜ao nas duas chaves e no capacitor de bloqueio. . . 54 Figura 21: Ondulac¸ ˜ao de tens ˜ao no prim ´ario do transformador e a onda j ´a

retificada no secud ´ario. . . 55 Figura 22: Formato de onda da corrente de sa´ıda, mostrando apenas o

ripple em uma corrente m ´edia de 3,37 A. . . 56 Figura 23: Formato de onda de tens ˜ao de sa´ıda com detalhe no n´ıvel de

tens ˜ao da ondulac¸ ˜ao produzida pelo filtro LC. . . 57 Figura 24: Circuito de realimentac¸ ˜ao com denominac¸ ˜ao de blocos do

sis-tema din ˆamico. . . 60 Figura 25: Diagrama de Bode de Gc(s) demarcando as frequ ˆencias de

in-teresse na alocac¸ ˜ao de polos. . . 62 Figura 26: Amplitude e Fase do Conversor e em Malha aberta. . . 64 Figura 27: Resposta a um degrau para planta compensada e n ˜ao

compen-sada. . . 65 Figura 28: Modelo do circuito simulado no software PSIM. . . 66 Figura 29: Resposta de Gp(s) a alterac¸ ˜oes do valor de duty cycle. In´ıcio

em D = 0.1, em 0,03 s um degrau ´e dado para D = 0.3 e em 0,06s um degrau negativo ´e dado em D para D = 0.1 novamente (Malha aberta). . . 66 Figura 30: Resposta de Vout a variac¸ ˜ao de tens ˜ao de entrada aos 0,04s e

corrente na carga Iout aos 0,06s (Malha fechada). . . 67 Figura 31: Simulac¸ ˜ao do comportamento da tens ˜ao do barramento positivo

atrav ´es de uma carga modulada por um sinal de ´audio, simu-lando a carga de um amplificador de pot ˆencia. . . 68 Figura 32: Amplitude de ripple para o sinal de ´audio em 100 Hz, 1 kHz e

10 kHz e pot ˆencia de sa´ıda de 62 W pico. . . 68 Figura 33: Esquema resumido do circuito implementado. . . 70 Figura 34: Fotografia do prot ´otipo implementado, na placa maior est ´a o

conversor, ligado por meio de conectores a placa do driver das chaves. . . 71

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Figura 35: Captura de tela da tens ˜ao de acionamento do gate (apenas um lado), da tens ˜ao no prim ´ario do transformador e estresse em uma das chaves semicondutoras, evidente os transit ´orios ocor-ridos no instante de chaveamento, causando esp ´urios no gate. (25V /div., 1µs/div.) . . . 72 Figura 36: Circuito equivalente com o circuito snubber adicionado. . . 73 Figura 37: Medic¸ ˜ao do per´ıodo de oscilac¸ ˜ao da resson ˆancia, diferenc¸a de

tempo entre pontos a e b resulta em um per´ıodo de 428ns. (25V /div., 1µs/div.) . . . 74 Figura 38: Medic¸ ˜ao realizada na chave semicondutora ap ´os adicionar um

capacitor de 10nF para medic¸ ˜ao da alterac¸ ˜ao da frequ ˆencia de resson ˆancia. (10V /div., 1µs/div.) . . . 76 Figura 39: Medic¸ ˜ao realizada na chave semicondutora ap ´os adicionado o

circuito snubber. (10V /div., 4µs/div.) . . . 77 Figura 40: Captura da forma de onda defasada dos dois acionamentos,

mostrando informac¸ ˜oes de ciclo de trabalho e frequ ˆencia. (5V /div., 10µs/div.) . . . 78 Figura 41: Captura de tela dos dois acionamentos sobrepostos (canais 1

e 2), e ao mesmo tempo, mostrando a a tens ˜ao entre dreno e source das duas chaves acionadas nos canais 3 e 4. (canais 1 e 2 25V /div., canais 3 e 4 25V /div.,10µs/div.) . . . 79 Figura 42: Medic¸ ˜ao da tens ˜ao do capacitor de bloqueio (canal 4) e tens ˜ao

no prim ´ario do transformador (canal 3), com informac¸ ˜oes de tens ˜ao pico a pico. (canal 3 5V /div., canal 4 50V /div., 10µs/div.) 80 Figura 43: Formato de onda dos dois secund ´arios (canais 1 e 2) e ap ´os a

retificac¸ ˜ao (canal 3) (100V /div., 10µs/div.) . . . 80 Figura 44: Aferic¸ ˜ao da corrente nos dois indutores do filtro de sa´ıda, sendo

aplicado um zoom para observac¸ ˜ao do n´ıvel de ripple. (1A/div., 40µs/div.) 82 Figura 45: Captura de tela da aferic¸ ˜ao da tens ˜ao de entrada e das duas

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Figura 46: Medic¸ ˜ao da variac¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda conforme sinal de ´audio. Canal 3 sendo medido o sinal de ´audio senoidal em 20 Hz an-tes da distorc¸ ˜ao por clipping, Canal 1 e 2 sendo a tens ˜ao de barramento da fonte de alimentac¸ ˜ao positivo e negativo, respec-tivamente. (canal 1 e 2 5V /div., canal 3 10V /div., 40ms/div.) . . 85 Figura 47: Medic¸ ˜ao da variac¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda conforme sinal de ´audio.

Canal 3 sendo medido o sinal de ´audio senoidal em 100 Hz an-tes da distorc¸ ˜ao por clipping, Canal 1 e 2 sendo a tens ˜ao de barramento da fonte de alimentac¸ ˜ao positivo e negativo, respec-tivamente. (canal 1 e 2 5V /div., canal 3 10V /div., 10ms/div.) . . 85 Figura 48: Medic¸ ˜ao da variac¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda conforme sinal de ´audio.

Canal 3 sendo medido o sinal de ´audio senoidal em 1 kHz an-tes da distorc¸ ˜ao por clipping, Canal 1 e 2 sendo a tens ˜ao de barramento da fonte de alimentac¸ ˜ao positivo e negativo, respec-tivamente. (canal 1 e 2 5V /div., canal 3 10V /div., 1ms/div.) . . 86 Figura 49: Medic¸ ˜ao da variac¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda conforme sinal de ´audio.

Canal 3 sendo medido o sinal de ´audio senoidal em 10 kHz an-tes da distorc¸ ˜ao por clipping, Canal 1 e 2 sendo a tens ˜ao de barramento da fonte de alimentac¸ ˜ao positivo e negativo, respec-tivamente. (canal 1 e 2 5V /div., canal 3 10V /div., 200µs/div.) . 86 Figura 50: Medic¸ ˜ao da variac¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda conforme sinal de ´audio.

Canal 3 sendo medido o sinal de ´audio senoidal em 20 kHz an-tes da distorc¸ ˜ao por clipping, Canal 1 e 2 sendo a tens ˜ao de barramento da fonte de alimentac¸ ˜ao positivo e negativo, respec-tivamente. (canal 1 e 2 5V /div., canal 3 10V /div., 100µs/div.) . 87

(13)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Especificac¸ ˜oes do Circuito Integrado TDA7294 . . . 24 Tabela 2: Par ˆametros de projeto para a fonte chaveada. . . 42 Tabela 3: Componentes do barramento de tens ˜ao cont´ınua de entrada (Vin). 43 Tabela 4: Escolha de chaves semicondutoras e ponte retificadora de alta

frequ ˆencia. . . 44 Tabela 5: Par ˆametros de projeto para o Transformador de alta frequ ˆencia. 46 Tabela 6: Dados do N ´ucleo Magn ´etico e caracter´ısticas para construc¸ ˜ao do

Transformador. . . 47 Tabela 7: Dados do N ´ucleo Magn ´etico e caracter´ısticas de construc¸ ˜ao do

Indutor acoplado. . . 48 Tabela 8: Dados de c ´alculo e Capacitores utilizado. . . 48 Tabela 9: Componentes escolhidos para o circuito auxiliar de acionamento. 52 Tabela 10: Componentes para o circuito de compensac¸ ˜ao. . . 64 Tabela 11: Componentes para o circuito de compensac¸ ˜ao. . . 83

(14)

SUM ´ARIO

1 INTRODUC¸ ˜AO . . . 14

1.1 FONTES LINEARES N ˜AO REGULADAS . . . 15

1.2 FONTES CHAVEADAS . . . 17

1.3 PROPOSTA DO TRABALHO . . . 18

2 O AMPLIFICADOR CLASSE AB E A FONTE DE ALIMENTAC¸ ˜AO . . . 21

2.1 O AMPLIFICADOR DE CLASSE AB VISTO COMO CARGA . . . 21

2.2 O CIRCUITO INTEGRADO AMPLIFICADOR DE ´AUDIO . . . 23

2.3 CONVERSOR EST ´ATICO HALF-BRIDGE . . . 24

2.3.1 A sa´ıda de tens ˜ao sim ´etrica . . . 26

2.4 ETAPAS DE OPERAC¸ ˜AO DO CONVERSOR HALF-BRIDGE . . . 27

2.4.1 Etapa 0 < τ < D1T /2 . . . 27

2.4.2 Etapa D1T /2 < τ < T /2 . . . 27

2.4.3 Etapa T /2 < τ < T /2 + D2T /2 . . . 28

2.4.4 Etapa T /2 + D2T /2 < τ < T . . . 28

2.5 FUNC¸ ˜AO DE TRANSFER ˆENCIA E CONTROLADOR EM MALHA FECHADA 31 3 PROJETO DO CONVERSOR . . . 42

3.1 ESPECIFICAC¸ ˜OES DE PROJETO . . . 42

3.2 PROJETO DE COMPONENTES MAGN ´ETICOS . . . 44

3.2.1 O Transformador de Alta Frequ ˆencia . . . 44

3.2.2 Os Filtros Indutivos de Sa´ıda . . . 46

3.3 CIRCUITO AUXILIAR DE ACIONAMENTO DE MOSFETS . . . 48

3.4 SIMULAC¸ ˜AO DO CONVERSOR E RESULTADOS . . . 52

3.5 PROJETO DO CIRCUITO DE COMPENSAC¸ ˜AO . . . 57

4 IMPLEMENTAC¸ ˜AO E RESULTADOS . . . 70

(15)

4.2 CONVERSOR EM REGIME PERMANENTE . . . 78 4.3 CONVERSOR EM REGIME TRANSIT ´ORIO . . . 84 5 CONCLUS ˜OES . . . 88

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14

1 INTRODUC¸ ˜AO

Grac¸as ao surgimento da v ´alvula termi ˆonica, a amplificac¸ ˜ao de sinais de ´audio oriundo de microfones e instrumentos musicais deixou de ser produzida de forma mec ˆanica ou ac ´ustica e tornou-se el ´etrica. Desde o in´ıcio da eletr ˆonica anal ´ogica na d ´ecada de 20, os amplificadores de ´audio comerciais tem demanda crescente, e representam alta import ˆancia econ ˆomica desde 1920 at ´e os dias de hoje (DOUGLAS, 2006).

Na d ´ecada de 50 os engenheiros dos laborat ´orios da Bell Telephone fo-ram respons ´aveis por desenvolver o transistor. Inicialmente, sua invenc¸ ˜ao tinha como prop ´osito substituir os circuitos valvulados utilizados nos sistemas telef ˆonicos da ´epoca, no entanto sua finalidade foi al ´em dos sistemas de comunicac¸ ˜ao e passou a substituir as v ´alvulas quase que completamente com o passar das d ´ecadas.

Um dos campos da eletr ˆonica em que o transistor n ˜ao sobrep ˆos comple-tamente a v ´alvula termi ˆonica foi em sistemas de ´audio, sendo esses circuitos amplifi-cadores valvulados os preferidos por m ´usicos e audi ´ofilos1 (

WERNER et al., 2011). Se-gundo Lima (s.d.), entusiastas da m ´usica descrevem subjetivamente que a distorc¸ ˜ao caracter´ıstica aud´ıvel, produzida por v ´alvulas, ´e agrad ´avel ao ouvido humano, e por esse motivo os sistemas valvulados para ´audio ainda det ´em seu p ´ublico fiel e sua demanda crescente, mesmo com alguns resultados de testes quantitativos revelando um desempenho inferior aos sistemas transistorizados, al ´em de outras desvantagens como baixa efici ˆencia, volume f´ısico e peso elevado.

Ao longo dos anos a pesquisa dedicada a fontes de alimentac¸ ˜ao para ampli-ficadores n ˜ao se desenvolveu ao mesmo passo que novas tecnologias de amplificac¸ ˜ao de pot ˆencia avanc¸aram, prevalecendo o uso de fontes lineares devido ao seu desem-penho satisfat ´orio, baixo custo, projeto e manutenc¸ ˜ao simples (INSTRUMENTS, 2013). Por esses fatores, as fontes lineares n ˜ao reguladas para sistemas de amplificac¸ ˜ao para pot ˆencias elevadas s ˜ao muito utilizadas at ´e hoje (SLONE, 1999).

1Audi ´ofilo: Uma pessoa que tem interesse em alta fidelidade e definic¸ ˜ao no ´audio,

valori-zando a precis ˜ao e qualidade dos equipamentos de gravac¸ ˜ao, armazenamento e reproduc¸ ˜ao de m ´usicas e concertos.

(17)

1.1 Fontes Lineares n ˜ao reguladas 15

1.1 FONTES LINEARES N ˜AO REGULADAS

O projeto da fonte para o amplificador de ´audio ´e de suma import ˆancia para que os par ˆametros de desempenho do sistema de ´audio sejam alcanc¸ados. A fonte necessita fornecer ao amplificador uma tens ˜ao cont´ınua o mais constante e estabili-zada poss´ıvel, com baixo n´ıvel de ru´ıdos, sejam eles provenientes da tens ˜ao alternada da rede el ´etrica ou gerado pela pr ´opria fonte (CORDELL, 2011). Caso o amplificador linear tenha uma baixa taxa de rejeic¸ ˜ao da fonte de alimentac¸ ˜ao (do ingl ˆes: Power Supply Rejection Ratio - PSRR), o circuito propagar ´a o ru´ıdo em 120 Hz (ou 100 Hz, dependendo a frequ ˆencia da rede el ´etrica) proveniente da ponte retificadora em sua sa´ıda. Logo, um alto PSRR ´e de extrema import ˆancia e deve ser levado em considerac¸ ˜ao para o projeto do circuito de amplificac¸ ˜ao alimentado por este tipo de fonte (SLONE, 1999).

A topologia simples de uma fonte linear n ˜ao regulada de uso em amplifica-dores de ´audio de alta pot ˆencia est ´a retratada na Figura 1. Essa fonte divide-se em tr ˆes est ´agios:

1. Transformador isolador trabalhando na frequ ˆencia de tens ˜ao da rede el ´etrica. Esse equipamento ´e respons ´avel por rebaixar a tens ˜ao para amplificadores tran-sistorizados e elevar a tens ˜ao para equipamentos valvulados (DUNCAN, 1996). Na Figura 1 ´e mostrado um transformador com derivac¸ ˜ao central formando um ponto de ligac¸ ˜ao comum.

2. O retificador ponte completa. ´E necess ´ario para convers ˜ao da tens ˜ao senoi-dal da rede el ´etrica para valores apenas positivos. No entanto, a sa´ıda resul-tante ´e pulsada e ainda n ˜ao ´e adequado para aplicac¸ ˜oes de tens ˜ao consresul-tante. Para reduzir esta variac¸ ˜ao de tens ˜ao CC, um filtro torna-se necess ´ario (ROBERT; NASHELSKY, 1999).

3. O filtro a capacitor. Esse consiste em um ou v ´arios capacitores em paralelo com a sa´ıda do retificador. O objetivo desse filtro ´e reduzir a ondulac¸ ˜ao de tens ˜ao e ar-mazenar energia, mantendo boa reserva de corrente para quando ocorrer picos de pot ˆencia causado por transientes musicais de variadas frequ ˆencias (SLONE, 1999). Geralmente s ˜ao empregados v ´arios capacitores menores em paralelo para se obter a mesma capacit ˆancia elevada e reduzir a resist ˆencia s ´erie equi-valente (do ingl ˆes: Equivalent Series Resistance - ESR) total do banco (DUNCAN, 1996).

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1.1 Fontes Lineares n ˜ao reguladas 16

Figura 1: Topologia de uma fonte linear n ˜ao regulada. Fonte: Autoria pr ´opria

Para amplificadores de pot ˆencia moderada, os capacitores de reserva (co-mumente nomeados no ingl ˆes de reservoir capacitors) atingem valores de capacit ˆancia de 4.700 a 20.000 microfarads para cada barramento (DOUGLAS, 2006), considerando que um amplificador de classe AB necessita de barramentos CC sim ´etricos.

Em picos de pot ˆencia, a ondulac¸ ˜ao de tens ˜ao de barramento tende a au-mentar, o que resulta em uma tens ˜ao m ´edia menor, na qual o amplificador n ˜ao con-segue entregar sua pot ˆencia total sem distorcer. A prevenc¸ ˜ao da distorc¸ ˜ao provocada por afundamento de tens ˜ao ´e feita elevando de 20 a 30% da tens ˜ao do barramento (SLONE, 1999) projetado para o amplificador. Isso garante que n ˜ao haja distorc¸ ˜ao ex-cessiva na condic¸ ˜ao de pot ˆencia m ´axima.

Apesar das vantagens relatadas na utilizac¸ ˜ao de amplificadores com fontes lineares, a utilizac¸ ˜ao de v ´arios capacitores grandes em conjunto com um transforma-dor, geralmente volumoso e pesado, al ´em de ter baixa efici ˆencia, ocupa grande espac¸o f´ısico do chassi do amplificador (WERNER et al., 2011), que em conjunto com dissipado-res de calor empregados nos transistodissipado-res de pot ˆencia, formam um equipamento que pode pesar dezenas de quilos. O problema de peso e volume se agrava conforme a pot ˆencia de sa´ıda do amplificador aumenta, o que exige a ligac¸ ˜ao em paralelo de mais capacitores de filtragem e um transformador de baixa frequ ˆencia com o n ´ucleo e di ˆametro dos enrolamentos maiores. Tal soluc¸ ˜ao faz com que a utilizac¸ ˜ao de fontes lineares para amplificadores de alta pot ˆencia seja invi ´avel ou de implementac¸ ˜ao f´ısica

(19)

1.2 Fontes Chaveadas 17

proibitiva.

1.2 FONTES CHAVEADAS

Uma alternativa ao problema da fonte de peso e volume elevados, tamb ´em incluindo a reduc¸ ˜ao de custos de implementac¸ ˜ao (MEHL, s.d.), ´e a utilizac¸ ˜ao de um conversor chaveado como fonte de alimentac¸ ˜ao. A utilizac¸ ˜ao de conversores chave-ados na alimentac¸ ˜ao de circuitos anal ´ogicos de ´audio ´e altamente controversa entre entusiastas. Segundo Knirsch (2004) as ondulac¸ ˜oes de tens ˜ao e interfer ˆencias ele-tromagn ´eticas provenientes das fontes de alimentac¸ ˜ao s ˜ao emitidas e sobrepostas aos sinais de ´audio em amplificadores por intermodulac¸ ˜ao, o que produz distorc¸ ˜oes desagrad ´aveis no som reproduzido pelo equipamento.

Contudo, a utilizac¸ ˜ao de fontes chaveadas em amplificadores de pot ˆencia comec¸ou a se popularizar entre fabricantes de amplificadores profissionais (CORDELL, 2011). Como por exemplo, citam-se a companhia sueca Lab.gruppen e a fabricante brasileira Next Digital. Tais empresas s ˜ao capazes de produzir equipamentos com pot ˆencia de sa´ıda acima de 1 kW alimentados por fontes chaveadas leves e de alto rendimento. Ao longo das ´ultimas d ´ecadas o mercado de eletr ˆonicos, junto com a evoluc¸ ˜ao das tecnologias de componentes e circuitos, est ´a tendendo a focar em equi-pamentos mais eficientes e compactos, o que motiva a adaptac¸ ˜ao da tecnologia de fontes chaveadas para aplicac¸ ˜ao em amplificadores de pot ˆencia.

Para o funcionamento do conversor CA-CC, a tens ˜ao senoidal da rede el ´etrica ´e diretamente retificada e a partir da tens ˜ao cont´ınua no capacitor de entrada, uma chave eletr ˆonica comuta a corrente entregue aos enrolamentos do transforma-dor de alta frequ ˆencia, a tens ˜ao resultante no secund ´ario ´e retificada novamente e entregue `a outro filtro capaz de armazenar energia. Da mesma maneira que a fonte linear, esse filtro entrega tens ˜ao e corrente de forma cont´ınua `a carga com variac¸ ˜ao de tens ˜ao na ordem t´ıpica de dezenas de milivolts (DOUGLAS, 2006).

Para operac¸ ˜ao em malha fechada, um circuito de acionamento pode ser projetado coletando uma amostra da tens ˜ao de sa´ıda, que ´e inserida em um circuito de controle e gerac¸ ˜ao de PWM2 para atuac¸ ˜ao da chave semicondutora com o intuito de regular a tens ˜ao de sa´ıda do conversor. Um esquema geral de uma fonte chaveada

´e mostrada na Figura 2.

2PWM: do ingl ˆes Pulse Width Modulation, modulac¸ ˜ao por largura de pulso, que varia seu

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1.3 Proposta do trabalho 18 Ponte Retif. Cap. CC Transf. Alta Frequência Retif. Alta Frequência Filtro Saída Regulação e PWM Chave Semicond. Rede CA Corrente Alternada Corrente Pulsada Corrente Contínua Tensão CC Regulada

Figura 2: Esquema de blocos de uma fonte chaveada gen ´erica com controle em malha fechada de tens ˜ao.

Fonte: Autoria pr ´opria

As vantagens deste tipo de fonte ficam evidentes:

• Devido ao chaveamento ser realizado em frequ ˆencias altas, na ordem de 25 a 500 kHz (KAZIMIERCZUK, 2015), os componentes do conversor sofrem uma reduc¸ ˜ao dr ´astica no volume, aumentando a densidade de energia.

• O filtro de sa´ıda tamb ´em se beneficia da frequ ˆencia alta de chaveamento, pos-sibilitando utilizar capacitores e indutores menores, mais leves e mais baratos (DUNCAN, 1996).

• A efici ˆencia de conversores chaveados geralmente atinge de 70 a 85%. Em alguns casos chega a 90% (SHA et al., 2015).

• Por meio de circuitos de controle e drivers para chaves semicondutoras, ´e poss´ıvel implementar protec¸ ˜oes contra sobrecorrente e sobretens ˜ao na carga ( INSTRU-MENTS, 1977).

• O custo de fabricac¸ ˜ao em larga escala ´e baixo visto que o custo dos componen-tes do conversor ´e reduzido comparado a uma fonte linear (SLONE, 1999).

1.3 PROPOSTA DO TRABALHO

Ap ´os visto sobre a teoria de um conversor est ´atico como sistema de alimentac¸ ˜ao de corrente cont´ınua, este trabalho prop ˜oe a construc¸ ˜ao de um conversor chaveado para alimentac¸ ˜ao de um amplificador de ´audio de pot ˆencia. A carga total de sa´ıda do

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1.3 Proposta do trabalho 19

conversor considera uma carga de 50 W por canal de ´audio (est ´ereo) mais as per-das que a classe AB sofrem, resultar ´a em uma sa´ıda de 150 W constantes. Segundo Oliveira et al. (2011), o perfil de carga de um amplificador classe AB assemelha-se a uma onda senoidal retificada, na qual h ´a fortes transientes de diversas harm ˆonicas de corrente. Devido ao cuidado em manter a tens ˜ao de alimentac¸ ˜ao constante durante a variac¸ ˜ao brusca de carga, a implementac¸ ˜ao de uma regulac¸ ˜ao presume-se necess ´aria para um bom desempenho do conversor durante transit ´orios de baixa frequ ˆencia, em que exigem-se picos de pot ˆencia de maior durac¸ ˜ao (CORDELL, 2011).

O diagrama de blocos da Figura 3 representa a proposta da composic¸ ˜ao da fonte de alimentac¸ ˜ao de um amplificador de ´audio de classe AB. Inicialmente, de-vido a necessidade de adequac¸ ˜ao `a norma internacional IEC61000-3-2, um est ´agio de correc¸ ˜ao de fator de pot ˆencia se faz necess ´ario ser implementado por se tratar de um equipamento de ´audio, que pela norma ´e dito como ”Classe A”e possui seus limites de emiss ˜ao de harm ˆonicos definidos, por ´em este n ˜ao ser ´a o foco do trabalho e ser ´a feito apenas um estudo de caso, o foco do trabalho est ´a apenas no projeto e implementac¸ ˜ao do conversor chaveado e sua malha de controle. Ap ´os o sucesso dos testes iniciais com a fonte de alimentac¸ ˜ao, pretende-se utiliz ´a-la como alimentac¸ ˜ao para um amplifi-cador transistorizado de circuito integrado modelo TDA7294 para avaliac¸ ˜ao de desem-penho do conversor.

Fonte de Alimentação

Rede

Elétrica AMP

AB

Figura 3: Esquema de blocos proposto para a implementac¸ ˜ao de uma fonte de alimentac¸ ˜ao para amplificadores de classe AB. Fonte: Autoria pr ´opria

A proposta do trabalho n ˜ao abrange a an ´alise subjetiva sonora produzida pela fonte, sendo o foco da pesquisa apenas no projeto e implementac¸ ˜ao do conversor e an ´alise de seu comportamento t ´ecnico. O autor tem a intenc¸ ˜ao de que essa obra

(22)

1.3 Proposta do trabalho 20

estimule a pesquisa, discuss ˜ao e a queda de mitos acerca de conversores chaveados utilizados em circuitos amplificadores de ´audio, pois acredita-se que o avanc¸o da tec-nologia em conversores chaveados, aliado a um projeto cuidadoso, pode sim resultar em um equipamento de ´audio de excelente desempenho e efici ˆencia.

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21

2 O AMPLIFICADOR CLASSE AB E A FONTE DE ALIMENTAC¸ ˜AO

Com o intuito de explanar a teoria por tr ´as dos amplificadores e suas carac-ter´ısticas de alimentac¸ ˜ao, este cap´ıtulo se adentra nos fundamentos de amplificac¸ ˜ao de sinais de ´audio utilizando a topologia classe AB, bem como seu rendimento e pot ˆencia total de sa´ıda. Ap ´os definido o amplificador a ser utilizado, o conversor est ´atico com sa´ıdas sim ´etricas ´e apresentado e descrito suas etapas de funciona-mento, e a partir dessas etapas, as equac¸ ˜oes fundamentais de projeto dos compo-nentes passivos s ˜ao delineadas.

2.1 O AMPLIFICADOR DE CLASSE AB VISTO COMO CARGA

Um circuito amplificador de corrente com classe de operac¸ ˜ao AB, consiste em uma classe em o ponto quiescente de polarizac¸ ˜ao em corrente cont´ınua est ´a entre a classe A e classe B (BOYLESTAD; NASHELSKY, 1984), o circuito ´e mostrado na Figura 4. Com um sinal de entrada oscilante entre valores de tens ˜ao alternado e modulado pela fonte de ´audio, a pot ˆencia entregue `a carga (alto-falantes) alterna de polaridade a cada meio ciclo. Esse fen ˆomeno causa uma demanda de pot ˆencia alternada entre os barramentos da fonte de alimentac¸ ˜ao, e desconsiderando a efici ˆencia do circuito e as correntes quiescentes de todas as etapas de amplificac¸ ˜ao, uma grande porcen-tagem da pot ˆencia do amplificador entregue `a carga - e consequentemente, da fonte de alimentac¸ ˜ao - passa a depender diretamente da amplitude e frequ ˆencia do sinal de

´audio.

A pot ˆencia m ´axima entregue ao amplificador ´e dada pela Equac¸ ˜ao 1, em func¸ ˜ao da tens ˜ao m ´axima de sa´ıda de ´audio.

PAmp,M ax = Vcc∗

Vin,maxAv Rload

(1) Uma garantia para que o amplificador de ´audio opere em condic¸ ˜oes de pot ˆencia m ´axima sem distorcer o sinal de sa´ıda de ´audio ´e fazer com que a tens ˜ao dos barramentos de alimentac¸ ˜ao seja sempre igual ou maior que a tens ˜ao m ´axima do si-nal de sa´ıda na carga. Devido ao sisi-nal da carga ser modulado, a fonte de alimentac¸ ˜ao passa a entregar corrente em picos ao amplificador, e devido a imped ˆancia de sa´ıda

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2.1 O amplificador de Classe AB visto como Carga 22

Amplificador de Áudio Fonte de Alimentação

icarga P[+Vcc] π 2π P[W] P[-Vcc] π 2π icarga P[Total] π 2π Zcarga

Figura 4: Perfil de carga de um amplificador de pot ˆencia visto pela fonte de alimentac¸ ˜ao.

Fonte: Autoria pr ´opria

da fonte ter comportamento din ˆamico pode ser observado altas quedas de tens ˜ao no barramento na ocorr ˆencia de picos de pot ˆencia, que tamb ´em influencia no restabele-cimento da carga nos capacitores de sa´ıda causando quedas peri ´odicas de tens ˜ao.

Para esse caso, ´e considerado no projeto do banco de capacitores um baixo ripple na tens ˜ao de sa´ıda em toda faixa de frequ ˆencia de ´audio. Outro cuidado a ser tomado inclui a reduc¸ ˜ao da imped ˆancia de sa´ıda da fonte, esse problema ´e ocasi-onado pela resist ˆencia s ´erie equivalente do banco capacitivo (OLIVEIRA et al., 2011), comumente na ordem de dezenas de miliOhms. A queda de tens ˜ao provocada pela corrente de sa´ıda da fonte pode ser reduzida utilizando v ´arios capacitores em paralelo e com componentes de melhor qualidade. Esses fatores colaboram com a regulac¸ ˜ao de tens ˜ao da fonte, dando mais espac¸o para o amplificador aproveitar todo potencial da fonte de alimentac¸ ˜ao sem que haja distorc¸ ˜ao harm ˆonica excessiva.

A pot ˆencia de sa´ıda do amplificador de ´audio, como visto, depende direta-mente do valor de tens ˜ao dos barramentos. Oliveira et al. (2011) deduziu o rendimento total do amplificador considerando a queda de tens ˜ao nos transistores em saturac¸ ˜ao Vq, conforme a Equac¸ ˜ao 2. Nota-se que a raz ˜ao entre a tens ˜ao de saturac¸ ˜ao e a tens ˜ao m ´axima de sa´ıda de ´audio dita o rendimento do amplificador.

η = π 4 Vcc Vo,max 1 1 + Vq Vo,max (2) Em que:

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2.2 O Circuito Integrado Amplificador de ´Audio 23

• Vo,maxsendo a amplitude m ´axima de sa´ıda de ´audio. • Vq sendo a tens ˜ao de saturac¸ ˜ao dos transistores de sa´ıda.

Para valores de Vq/Vo,max = 0, 1 e a sa´ıda de ´audio a 90% da tens ˜ao de barramento, o rendimento ´e de at ´e 64,2%. A efici ˆencia ´e maior com o aumento do sinal de ´audio de sa´ıda, por ´em nem sempre um amplificador de ´audio trabalha em pot ˆencia total, no entanto ser ´a considerado um acr ´escimo de at ´e 10% entre a tens ˜ao de sa´ıda e a tens ˜ao de barramento. Essa medida garante que o amplificador trabalhe entre regi ˜oes seguras, sem perigo de distorc¸ ˜ao por achatamento de pico, al ´em de garantir 10% a mais de pot ˆencia de pico de curta durac¸ ˜ao.

Considerando que o amplificador trabalha com uma tens ˜ao de sa´ıda de pico Vo, a pot ˆencia m ´axima dissipada no alto-falante ´e dada por:

PR,M ax =

Vo,max2 2RL

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2.2 O CIRCUITO INTEGRADO AMPLIFICADOR DE ´AUDIO

Com a miniaturizac¸ ˜ao e encapsulamento de circuitos discretizados moder-nos, um amplificador de classe AB pode ser encontrado hoje encapsulado em um circuito integrado, esse componente ´e capaz de entregar at ´e 100 W RMS de pot ˆencia de sa´ıda para uma carga de 8 Ω, limitado pela tens ˜ao de alimentac¸ ˜ao, ( STMICROELE-TRONICS, 2003) com a mesma efici ˆencia de um circuito discretizado.

O circuito integrado implementado como carga deste trabalho ´e o TDA7294 da STMicroeletronics. Este conta com tens ˜ao de alimentac¸ ˜ao de ±10 a ±40 V, po-dendo operar com alto-falantes de 8 a 4 Ω e PSRR de at ´e -75 dB, com corrente qui-escente de at ´e 60 mA (STMICROELETRONICS, 2003). Sua grande vantagem ´e a alta capacidade de pot ˆencia de sa´ıda com um encapsulamento pequeno, sendo vi ´avel a utilizac¸ ˜ao em est ´ereo utilizando pouco espac¸o f´ısico.

A partir das curvas de tens ˜ao de alimentac¸ ˜ao versus pot ˆencia de sa´ıda pre-sentes no datasheet, para uma carga de 6Ω e tens ˜ao de barramento ±25 V, a pot ˆencia total de sa´ıda do amplificador ´e de aproximadamente 52 W. A partir da pot ˆencia de sa´ıda pode-se calcular a pot ˆencia fornecida ao amplificador pela fonte de alimentac¸ ˜ao. Os valores calculados est ˜ao dispostos na Tabela 1.

(26)

2.3 Conversor est ´atico Half-Bridge 24

Multiwatt15V

Multiwatt15H

Figura 5: Encapsulamentos do CI TDA7294 Fonte: STMicroeletronics TDA7294 datasheet

Balanc¸o de pot ˆencia do amplificador (RL = 6Ω)

Tens ˜ao de alimentac¸ ˜ao ±25 V

Pot ˆencia m ´axima de sa´ıda 52 W

Efici ˆencia (estimativa) 70%

Pot ˆencia m ´axima de entrada do amplificador 74 W por canal Pot ˆencia de alimentac¸ ˜ao de um sistema est ´ereo 148 W

Tabela 1: Especificac¸ ˜oes do Circuito Integrado TDA7294 Fonte: Autoria pr ´opria

2.3 CONVERSOR EST ´ATICO HALF-BRIDGE

A escolha da topologia de conversor est ´atico se deu pelo n´ıvel de pot ˆencia de sa´ıda do amplificador de ´audio. Muitas aplicac¸ ˜oes de equipamentos de ´audio port ´ateis variam entre pot ˆencias de at ´e 500 W, necessitando de uma fonte de alimentac¸ ˜ao com o mesmo n´ıvel de pot ˆencia, com o acr ´escimo de uma margem correspondente a efici ˆencia da classe do amplificador de ´audio. Para esse n´ıvel de pot ˆencia, a bibliogra-fia recomenda o uso de conversores est ´aticos isolados de topologia half-bridge (HART, 2016) mostrado na Figura 6.

Essa topologia ´e baseada no conversor push-pull, que para o correto funci-onamento do transformador de alta frequ ˆencia. Duas chaves semicondutoras s ˜ao aci-onadas de modo alternado criando tens ˜ao alternada pulsante e sim ´etrica no prim ´ario do transformador, a tens ˜ao no secund ´ario ´e retificada e filtrada por meio de um filtro de sa´ıda LC. Devido a retificac¸ ˜ao da tens ˜ao alternada proveniente do secund ´ario, o filtro trabalha com o dobro da frequ ˆencia de chaveamento, gerando uma reduc¸ ˜ao dos componentes passivos armazenadores de energia.

O acionamento das chaves semicondutoras do inversor necessita certo cui-dado. Esse ´e realizado por modulac¸ ˜ao da largura de pulso para cada chave

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defasa-2.3 Conversor est ´atico Half-Bridge 25 Vin C1 C2 Vin 2 Vin 2 S1 S2 Cb N1:N2:N2 L out C +V

Figura 6: Conversor CA-CC de topologia half-bridge convencional. Fonte: Autoria pr ´opria

das em 180◦, recomenda-se n ˜ao ultrapassar de 50% do ciclo total para garantir a desmagnetizac¸ ˜ao total antes da pr ´oxima chave conduzir (HART, 2016). Na pr ´atica, esse valor de ciclo de trabalho deve ser levemente menor devido ao tempo de des-carga de capacit ˆancias parasitas, resultando um atraso no fechamento e abertura das chaves, o que pode causar a conduc¸ ˜ao dos dois transistores e, consequentemente, cria um curto-circuito que destr ´oi as chaves (KAZIMIERCZUK, 2015). Logo, o circuito de acionamento necessita respeitar o tempo m ´aximo de chaveamento por ciclo e tamb ´em ser capaz de acionar as duas chaves em referenciais distintos, como acontece com semicondutores MOSFETs.

Como citado por Barbi (2001), as n ˜ao-idealidades das chaves podem cau-sar res´ıduos de fluxo magn ´etico no transformador, causando a circulac¸ ˜ao de cor-rente cont´ınua no prim ´ario do transformador. Sendo assim, ´e inserido um capacitor s ´erie com o prim ´ario do transformador que cancela a corrente cont´ınua ao custo de uma queda de tens ˜ao retida no componente. Essa corrente cont´ınua pode provocar saturac¸ ˜ao no n ´ucleo do transformador causando a destruic¸ ˜ao das chaves semicon-dutoras. O dimensionamento da capacit ˆancia de bloqueio ´e dada pela Equac¸ ˜ao 4 e assume uma porcentagem admitida de queda de tens ˜ao que esse capacitor provoca, Barbi (2001) recomenda valores de ∆Vcde at ´e 10%.

Cb = Ns Np ∗ Iout 2fsw∆V c (4)

(28)

2.3 Conversor est ´atico Half-Bridge 26

2.3.1 A SA´IDA DE TENS ˜AO SIM ´ETRICA

Diferentemente do amplificador de classe A, que pode ser alimentado por apenas um n´ıvel de tens ˜ao e um referencial, o amplificador de classe AB oscila entre a tens ˜ao positiva e negativa em relac¸ ˜ao a um referencial. Por consequ ˆencia, a fonte de alimentac¸ ˜ao necessita de dois n´ıveis de tens ˜ao sim ´etricos, positivo e negativo, al ´em do tape central conectado ao referencial.

Para ser poss´ıvel alimentar um amplificador de classe AB, a estrutura do conversor half-bridge necessita ser modificada afim de incluir dois barramentos, posi-tivo e negaposi-tivo. Oliveira et al. (2011) prop ˜oe o espelhamento do filtro de sa´ıda LC afim de criar um barramento negativo, que ´e conectado a uma ponte completa de diodos para atender a carga de ambos barramentos. O conversor modificado est ´a ilustrado na Figura 7. Vin AC C1 C2 Cb S1 S2 -Vout N1:N2:N2 Vin 2 Vin 2 Rload L +Vout L Rload C C D1 D2 D3 D4

Figura 7: Conversor CA-CC topologia half-bridge com barramento sim ´etrico e ponte retificadora secund ´aria completa.

Fonte: Autoria pr ´opria

Como esse conversor apenas cont ´em um atuador, formado por duas cha-ves semicondutoras, o tempo de atuac¸ ˜ao ´e dividido igualmente entre as chacha-ves, e para que a tens ˜ao de sa´ıda seja sim ´etrica, os dois filtros de sa´ıda necessitam ter ca-racter´ısticas construtivas mais pr ´oximas poss´ıveis. Devido ao perfil de carga do ampli-ficador de classe AB, os dois barramentos estar ˜ao desbalanceados a cada meio ciclo do sinal de sa´ıda do amplificador. Durante meio ciclo da senoide de sa´ıda, apenas um barramento estar ´a com a carga nominal, enquanto a carga a ser suportada pelo outro barramento tender ´a a ser nula (Rload → ∞), e como consequ ˆencia, a corrente no indutor desse barramento apenas carregar ´a o capacitor, causando a elevac¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda (OLIVEIRA et al., 2011).

(29)

2.4 Etapas de operac¸ ˜ao do conversor Half-Bridge 27

2.4 ETAPAS DE OPERAC¸ ˜AO DO CONVERSOR HALF-BRIDGE

As etapas de operac¸ ˜ao desse conversor se dividem em quatro partes de-vido ao acionamento alternado das chaves, a Figura 8 ilustra o per´ıodo em que as chaves S1 e S2 estar ˜ao conduzindo conforme o per´ıodo de chaveamento.

Figura 8: Per´ıodos de Operac¸ ˜ao das chaves S1 e S2 para a topolo-gia Half-Bridge.

Fonte: Autoria pr ´opria

O conversor proposto se comporta de maneira an ´aloga ao conversor half-bridge comum, com algumas alterac¸ ˜oes descritas. A operac¸ ˜ao do conversor divide-se em quatro etapas c´ıclicas.

2.4.1 ETAPA 0 < τ < D1T /2

No primeiro intervalo, demonstrado no circuito da Figura 8a), a chave S1 ´e acionada e conduz por um per´ıodo de tempo de 0 a D1T /2, tornando o n ´ucleo do transformador isolador polarizado com -Vin/2, por consequ ˆencia, os secund ´arios do transformador polarizam-se com uma tens ˜ao -nVin/2. A tens ˜ao proveniente dos dois secund ´arios do transformador polarizam diretamente os diodos D2 e D4 da ponte completa no circuito da Figura 7, e polarizando reversamente os diodos D1 e D3. A corrente proveniente do secund ´ario do transformador carrega os dois filtros de sa´ıda e alimenta as cargas.

2.4.2 ETAPA D1T /2 < τ < T /2

No intervalo D1T /2 < τ < T /2, representado no circuito da Figura 8b), Am-bas as chaves n ˜ao s ˜ao acionadas, logo o enrolamento prim ´ario do transformador n ˜ao ´e polarizado, e por consequ ˆencia, o enrolamento secund ´ario n ˜ao circular ´a corrente. A func¸ ˜ao da alimentac¸ ˜ao da carga nesse per´ıodo ´e desempenhada pela descarga

(30)

2.4 Etapas de operac¸ ˜ao do conversor Half-Bridge 28

do filtro de sa´ıda, o indutor entrega a corrente armazenada `a carga enquanto que o capacitor mant ´em a tens ˜ao de sa´ıda com uma pequena descarga.

2.4.3 ETAPA T /2 < τ < T /2 + D2T /2

An ´alogo ao primeiro intervalo, a chave S2 ´e acionada e conduz pelo per´ıodo de T /2 a T /2 + D2T /2, demonstrado no circuito da Figura 8c). O prim ´ario ´e po-larizado com a tens ˜ao V in/2, o secund ´ario ´e popo-larizado respeitando a relac¸ ˜ao de transformac¸ ˜ao n ∗ V in/2. Mesmo com a tens ˜ao de secund ´ario variando entre um valor cont´ınuo positivo e negativo, a ponte completa de diodos faz com que a alimentac¸ ˜ao do filtro de sa´ıda seja sempre de mesma polaridade. A consequ ˆencia dessa retificac¸ ˜ao da onda de tens ˜ao do secund ´ario ´e a frequ ˆencia de carga e descarga do filtro de sa´ıda ser o dobro em relac¸ ˜ao ao prim ´ario do transformador.

2.4.4 ETAPA T /2 + D2T /2 < τ < T

Com as duas chaves novamente sem comando, o conversor se comporta da mesma maneira que a etapa de per´ıodo D1T /2a T /2.

Quando a carga est ´a equilibrada entre ambos os barramentos, a corrente circular ´a pelos dois filtros, indo do positivo para o negativo sem circular corrente pela derivac¸ ˜ao central do transformador. No entanto, devido ao perfil de carga mostrado na Figura 4 e o filtro indutivo, quando algum barramento estiver com carga m´ınima, a corrente de carga m ´axima circular ´a pela derivac¸ ˜ao central, enquanto a corrente do barramento com carga m´ınima ser ´a apenas alimentado pelo capacitor de sa´ıda.

Cada barramento de sa´ıda ´e dimensionado como um barramento inde-pendente. Todavia, para o projeto do circuito inversor e filtro capacitivo de entrada, considera-se que o prim ´ario do transformador necessita suportar a carga de ambos os barramentos.

O dimensionamento dos componentes do filtro LC se assemelha a um filtro de sa´ıda de um conversor buck, com a diferenc¸a de que a frequ ˆencia de trabalho vista pelo filtro ´e o dobro da frequ ˆencia de chaveamento.

Como deduzido por Barbi (2001) e Kazimierczuk (2015), o filtro LC ´e di-mensionado conforme o formato de onda da corrente e tens ˜ao de sa´ıda do conversor. Considerando a operac¸ ˜ao em modo de conduc¸ ˜ao cont´ınua, a Equac¸ ˜ao 5 mostra o equacionamento do valor de indut ˆancia de acordo com a m ´axima variac¸ ˜ao da corrente de sa´ıda. O pico da corrente de sa´ıda ´e dado pela Equac¸ ˜ao 6.

(31)

2.4 Etapas de operac¸ ˜ao do conversor Half-Bridge 29 D4 Cb Vin/2 Vin/2 S1 S2 L +Vout -Vout L Rload Rload + + D1 D2 D3 a) b) c) + + D4 D1 D2 D3 L +Vout -Vout L Rload Rload + + D4 D1 D2 D3 L +Vout -Vout L Rload Rload Vin/2 Vin/2 S1 S2

Figura 9: a) Chave S1 conduzindo b) Chaves abertas C) Chave S2 conduzindo

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2.4 Etapas de operac¸ ˜ao do conversor Half-Bridge 30 L = E 2 ∗ n − Vout ∆IL ∗ DT 2 (5) ILpk= Iout+ ∆IL 2 (6)

Do mesmo modo, a ondulac¸ ˜ao m ´axima admiss´ıvel da tens ˜ao de sa´ıda ´e determinada pela capacit ˆancia do filtro e a frequ ˆencia de carga do capacitor, dada pela Equac¸ ˜ao 7.

Cout,min =

∆IL 2π(2fsw)∆Vout

(7) No entanto, a equac¸ ˜ao acima apenas garante um valor m´ınimo de capa-cit ˆancia que atende a valores de ondulac¸ ˜ao m ´axima de tens ˜ao de sa´ıda. Em condic¸ ˜oes de transientes de carga m ´axima para carga m´ınima, um filtro capacitivo de baixo valor pode ser facilmente carregado pela energia armazenada no indutor, causando elevac¸ ˜ao na tens ˜ao de barramento. Essa condic¸ ˜ao faz com que seja necess ´ario le-var em considerac¸ ˜ao a energia armazenada no filtro indutivo e a tens ˜ao m ´axima ad-miss´ıvel em condic¸ ˜oes de carga m´ınima (BILLINGS; MOREY, 2011). O filtro capacitivo considerando transientes de carga ´e calculado de acordo com a Equac¸ ˜ao 8.

Cout=

LIout2 V2

out,max− Vout2

(8) Sendo as vari ´aveis:

• L o valor de indut ˆancia do filtro de sa´ıda;

• Iout a corrente m ´edia presente no filtro de sa´ıda;

• Vout,maxa tens ˜ao m ´axima toler ´avel ap ´os o transit ´orio de carga m ´axima para carga m´ınima; e

• Vout a tens ˜ao nominal da sa´ıda do filtro.

E por fim, o ganho est ´atico em MCC desse conversor ´e dado do mesmo modo que o conversor buck, apenas considerando a relac¸ ˜ao de espiras do transfor-mador e a raz ˜ao c´ıclica, sendo D ≤ 0, 5.

MDC = Vout

Vin = D

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2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 31

2.5 FUNC¸ ˜AO DE TRANSFER ˆENCIA E CONTROLADOR EM MALHA FECHADA

O estudo de resposta a pequenas perturbac¸ ˜oes do conversor ´e necess ´ario para trac¸ar um m ´etodo de an ´alise e projetar o circuito compensador, no qual deve ser capaz de reagir rapidamente em casos de transientes bruscos de carga, bem como manter a regulac¸ ˜ao de tens ˜ao em momentos de carga m´ınima sem entrar em instabilidade.

O projeto do compensador inicia-se pela an ´alise da func¸ ˜ao de transfer ˆencia do conversor, descrito por Mohan e Undeland (2007), a an ´alise ´e feita utilizando uma simplificac¸ ˜ao devido a semelhanc¸a do filtro de sa´ıda com o conversor buck, e devido a grandezas de tempo diferentes entre o filtro LC e os semicondutores, o modelo em pequenos sinais pode ser equacionado considerando a entrada uma tens ˜ao m ´edia dependente do ciclo de trabalho com pequenas variac¸ ˜oes em torno do ponto estabe-lecido, esse sinal de entrada ´e inserido no filtro de sa´ıda do conversor que ´e modelado como a planta do sistema.

A partir do circuito equivalente para pequenos sinais ´e poss´ıvel encontrar a func¸ ˜ao de transfer ˆencia do conversor. Desconsiderando n ˜ao idealidades, a func¸ ˜ao de transfer ˆencia dos componentes LCR do filtro de sa´ıda dada pela Equac¸ ˜ao 10 formam um filtro passa-baixas de segunda ordem com frequ ˆencia de resson ˆancia dado por 12, como deduzido por Kazimierczuk (2015). O ganho da equac¸ ˜ao ´e dado por 13 sendo metade da tens ˜ao de entrada refletida para o secund ´ario.

GP d(s) = ˆ vo(s) ˆ d(s) = G ∗ 1 LC s2+ s 1 CRL + 1 LC (10) Q = RL r C L (11) fres = 1 2π√LC (12) G = Vin,M ax 2 ∗ n (13)

Como Brown (2001) mostra na Figura 10, a resposta em frequ ˆencia para esse filtro de sa´ıda ´e constante at ´e sua frequ ˆencia de resson ˆancia, com queda de -40 dB por d ´ecada para altas frequ ˆencias. A uma d ´ecada antes da frequ ˆencia de

(34)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 32

resson ˆancia o sistema comec¸a a apresentar atraso de fase, demonstrando o efeito dos polos adicionados pelo filtro LC.

0 -20 -40 -60 fc -40 dB/década Ganho (dB) 0 -90 -180 fc F ase (gr aus) fc/10 10fc Frequência (Hz) Vin(s) Vo(s) L C fc= 1 2ϖ√LC

Figura 10: Amplitude e fase t´ıpico de um filtro LC Fonte: Autoria pr ´opria.

As n ˜ao idealidades podem interferir significativamente no comportamento do conversor. Uma delas ´e causada pelo resistor equivalente s ´erie do capacitor de sa´ıda, que quando considerado na func¸ ˜ao de transfer ˆencia, adiciona um zero na frequ ˆencia calculada por 14, causando instabilidade condicional (BROWN, 2001). Por-tanto, o filtro capacitivo de sa´ıda deve ser implementado utilizando capacitores com baixo valor de ESR.

fzero= 1 2πRESRC

(14) Um m ´etodo eficiente na reduc¸ ˜ao dessa n ˜ao idealidade, como explicado por Miftakhutdinov (2000), est ´a na implementac¸ ˜ao de um banco capacitivo contendo v ´arios capacitores eletrol´ıticos de maior valor em paralelo com componentes cer ˆamicos de menor valor capacitivo pr ´oximos aos terminais de sa´ıda da fonte.

Devido as exig ˆencias de tens ˜ao constante do amplificador de ´audio, o modo de controle analisado nesse trabalho baseia-se no modo de controle de tens ˜ao pro-posto por Mohan e Undeland (2007), Esse modo de compensac¸ ˜ao em malha fechada utiliza um amplificador de erro que compara com uma refer ˆencia fixa interna `a uma tens ˜ao obtida da sa´ıda do conversor. O resultado da comparac¸ ˜ao realizada pelo am-plificador de erro resulta na modulac¸ ˜ao de um sinal respons ´avel pelo controle do

(35)

aci-2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 33

onamento.

No entanto, para que seja poss´ıvel melhorar a resposta do conversor cha-veado, acrescenta-se uma compensac¸ ˜ao de fase e ganho no circuito de controle em malha fechada. O objetivo da compensac¸ ˜ao ´e fazer com que o conversor em malha fechada possua margens de ganho e fase suficientes para que ocorra a estabilidade absoluta (CHOI, 2010). Os par ˆametros desejados para um desempenho satisfat ´orio s ˜ao alcanc¸ados a partir de uma margem de fase entre 30 e 60◦ e um alto ganho em 0 Hz em malha aberta. Esses fatores melhoram a velocidade da malha de controle em transit ´orios enquanto reduz sobressinal e o tempo de acomodac¸ ˜ao.

Por quest ˜oes de seguranc¸a ao usu ´ario, as especificac¸ ˜oes internacionais IEC EN60950 e UL950 tornam necess ´aria a isolac¸ ˜ao galv ˆanica entre a sa´ıda e entrada da fonte chaveada, que no caso do conversor proposto para esse trabalho ´e feita atrav ´es do transformador isolador, e para a obtenc¸ ˜ao da tens ˜ao de sa´ıda do conversor, um sensor isolado ´e necess ´ario.

O Optoacoplador al ´em de garantir a isolac¸ ˜ao galv ˆanica para transmiss ˜ao de sinais entre dois referenciais, oferece uma alternativa de baixo custo com efici ˆencia para a proposta de regulac¸ ˜ao de fontes chaveadas, sendo amplamente utilizados em fontes de alimentac¸ ˜ao compactas e de baixas pot ˆencias. De acordo com a Figura 11, A isolac¸ ˜ao ´e feita entre o circuito de polarizac¸ ˜ao do LED e o transistor fotossens´ıvel, que mant ´em uma proporc¸ ˜ao chamada relac¸ ˜ao de transfer ˆencia de corrente entre IF e a corrente de coletor ICE, nomeada CTR. Essa relac¸ ˜ao ´e descrita na Equac¸ ˜ao 15.

ICE = CT R% ∗ IF (15)

Esse fator varia de acordo com a corrente de polarizac¸ ˜ao, Choi (2010) co-menta que as largas variac¸ ˜oes de CTR devem ser levadas em conta e acomodadas por meio de uma margem de ganho suficiente em malha fechada.

Seguindo de refer ˆencia a Figura 11, o circuito de realimentac¸ ˜ao ´e composto de um amplificador de erro configurado como um amplificador inversor, com um divi-sor resistivo na entrada, sentindo a tens ˜ao de sa´ıda Vo, que ´e comparado a um n´ıvel cont´ınuo de refer ˆencia. `A medida que a tens ˜ao Vo decresce, a tens ˜ao de sa´ıda do amplificador de erro inversor aumenta, causando a diminuic¸ ˜ao da corrente IF. De-vido a transcondut ˆancia CTR, a corrente de coletor do transistor tamb ´em decresce, resultando no aumento de tens ˜ao no n ´o de realimentac¸ ˜ao Vf b e um aumento no ci-clo de trabalho, que tende a compensar a queda de tens ˜ao Vo. Para uma tens ˜ao Vo

(36)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 34

crescente, o processo descrito ´e inverso. As etapas da compensac¸ ˜ao s ˜ao resumidas em:

• Para Vo crescente ⇒ Vcomp ↓⇒ IF ↑⇒ ICE ↑⇒ VCE ↓⇒ VF B ↓⇒ D ↓⇒ Vo ↓ • Para Vo decrescente ⇒ Vcomp ↑⇒ IF ↓⇒ ICE ↓⇒ VCE ↑⇒ VF B ↑⇒ D ↑⇒ Vo ↑

Considerando que IF esteja estabelecido e constante, um valor de ganho de corrente CTR pode ser definido para IF atrav ´es da curva caracter´ıstica do compo-nente (CTR versus IF). Entretanto essa considerac¸ ˜ao ´e v ´alida apenas para variac¸ ˜oes de pequenos sinais em torno da corrente estabelecida, da temperatura e VCE de saturac¸ ˜ao (CHOI, 2010).

A implementac¸ ˜ao do amplificador de erro com a tens ˜ao fixa de refer ˆencia pode ser encontrada no circuito integrado TL431. Esse componente cont ´em uma re-fer ˆencia interna regulada de 2,5 V conectada a porta inversora de seu comparador. A sa´ıda do comparador alimenta a base de um transistor TBJ de emissor comum conec-tado ao catodo do componente, como visto na Figura 12, para o correto funcionamento do CI, uma corrente m´ınima de 1 mA deve ser fornecida ao catodo para alimentac¸ ˜ao do circuito interno. O transistor entre catodo e anodo suporta uma corrente m ´axima de 100 mA entre coletor e emissor (TEXAS INSTRUMENTS, 2015).

Para habilitar a caracter´ıstica de amplificador de erro do TL431, um circuito que realize a realimentac¸ ˜ao entre a sa´ıda (K) e a entrada (REF) deve ser feita atrav ´es de componentes resistivos e capacitivos (TEXAS INSTRUMENTS, 2015), representado por Zf na Figura 11. Essa rede atua como o compensador do conversor chaveado adicionando polos e zeros necess ´arios para adequac¸ ˜ao da resposta do conversor.

Ibias IR Vfb V V ICE Z VCom V V p Vref V V V0 V V + + IF f

Figura 11: Circuito simplificado de realimentac¸ ˜ao com optoacoplador. Fonte: Adaptado de Krause e Corbett (2005).

(37)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 35

Os tipos de compensadores mais utilizados na modelagem de resposta de conversores s ˜ao descritos por Choi (2010) e Mohan e Undeland (2007), s ˜ao utilizados conforme a necessidade de compensac¸ ˜ao de margem de fase. S ˜ao eles:

• Tipo I: Dado por 16, conta com apenas um polo na origem (integrador). N ˜ao apresenta compensac¸ ˜ao em margem de fase.

• Tipo II: Dado por 17, cont ´em um polo na origem, mais um polo e um zero ar-bitr ´arios. Contribui com at ´e 90 graus de margem de fase.

• Tipo III: Dado por 18, cont ´em um polo na origem, mais dois polos e dois zeros arbitr ´arios. Contribui com at ´e 180 graus de margem de fase.

HAE,T I = vAE ˜ vo = −ω1 s (16) HAE,T II = vAE ˜ vo = −ω1 s ∗ 1 + s/ωCZ1 1 + s/ωCP 1 (17) HAE,T III = vAE ˜ vo = −ω1 s ∗ (1 + s/ωCZ1)(1 + s/ωCZ2) (1 + s/ωCP 1)(1 + s/ωCP 2) (18) A implementac¸ ˜ao dos compensadores utilizando o amplificador de erro est ´a mostrado na Figura 13.

A an ´alise de pequenos sinais da rede de realimentac¸ ˜ao ´e feita conside-rando um compensador do Tipo I1. O polo na origem introduzido pelo compensador

1A an ´alise para os Tipos II e III ´e an ´aloga ao Tipo I.

K A REF TL431 REF + _ Vref CATODO (K) ANODO (A)

SIMBOLOGIA ESQUEMÁTICO EQUIVALENTE

Figura 12: CI TL431 e esquema de funcionamento. Fonte: Adaptado de TEXAS INSTRUMENTS (2015).

(38)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 36 1 I I F R C ω

ˆ

ˆ

EA O

v

v

1 1 1 CZ F F R C ω

ˆ

ˆ

EA O

v

v

1 2 1 CP F F R C

ω

1 2 F F C C

+

-V

o

R

I1

C

F1

V

EA

V

REF

R

F

C

F2 1 1 1 CZ F F R C ω ˆ ˆ C O v v 1 2 1 1 CP I I R C

ω

C

I

R

I2 2 1 1 1 CZ I I R C ω 2 2 1 CP F F R C ω 1 2 , 1 2 F F I I C C R R

Tipo I

Tipo II

Tipo III

+

-V

o

R

I1

C

F1

V

EA

V

REF

R

F

C

F2

+

-V

o

R

I

C

F

V

EA

V

REF

Figura 13: Implementac¸ ˜ao dos tr ˆes tipos de compensadores. Fonte: Adaptado de Choi (2010).

(39)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 37

possui um ganho definido por 19, esse ganho determina a frequ ˆencia angular onde a compensac¸ ˜ao cruzar ´a o valor de ganho unit ´ario (0 dB).

ω1 = 1 R1C1 (19)

R

pullup

R

LED

R

1

R

2

C

1

V

REF Copto

V

O

V

DD

V

FB

C

2

I

LED

V

AE CTR

TL431

Optoacoplador

Figura 14: An ´alise de pequenos sinais para o circuito de realimentac¸ ˜ao. Fonte: Autoria pr ´opria.

Pela Figura 14 pode-se observar que a amplitude de ILED ´e dependente da tens ˜ao de sa´ıda do amplificador de erro, e considerando a an ´alise para frequ ˆencias altas, o capacitor C1 comporta-se como um curto-circuito e n ˜ao influencia na resposta de compensac¸ ˜ao, deixando ILED diretamente proporcional a tens ˜ao de sa´ıda Vo. A corrente ILED ´e dado por:

ILED(s) =

VO(s) − VAE(s) RLED

(20) A tens ˜ao de sa´ıda do amplificador de erro ´e determinada pelo circuito de compensac¸ ˜ao, que pode ser dos tr ˆes tipos citados acima. Substituindo (16) em (20) tem-se: ILED(s) = VO(s) + VO(s) ∗ 1 sR1C1 RLED (21) Colocando em evid ˆencia Vo(s)e rearranjando a equac¸ ˜ao:

(40)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 38 ILED(s) = VO(s) RLED  1 + sR1C1 sR1C1  (22) Nota-se a influ ˆencia da malha de ILED na func¸ ˜ao de transfer ˆencia do com-pensador, a adic¸ ˜ao desse ramo em paralelo acrescenta um zero de mesmo ganho do polo na origem.

Devido a larga ´area de base do fototransistor utilizado para melhor detecc¸ ˜ao dos f ´otons emitidos, h ´a um acr ´escimo da capacit ˆancia parasita entre coletor e base como cita Panov e Jovanovic (2004). Essa n ˜ao idealidade pode limitar a largura de banda de funcionamento do optoacoplador para altas frequ ˆencias. Como essa capa-cit ˆancia pode variar a cada componente, Basso (2012) prop ˜oe adicionar um capacapa-citor C2 entre coletor e emissor de valor conhecido e maior a fim de tornar a resposta em frequ ˆencia mais previs´ıvel.

Substituindo a corrente ILED pela corrente de coletor do fototransistor, a func¸ ˜ao de transfer ˆencia resulta na sa´ıda no n ´o VF B, sendo que a tens ˜ao em pequenos sinais nesse n ´o ´e dado pela equac¸ ˜ao 23.

VC(s) = −IC(s)Rpullup||C2||Copto (23) Como citado acima, considerando C2 >> Copto a equac¸ ˜ao 23 resulta em 24 que compara-se em um compensador do Tipo II.

VC(s) = −IC(s)  1 1 + sRpullupC2  (24) Substituindo na equac¸ ˜ao 22 a corrente no LED pela corrente no coletor utilizando (15), a func¸ ˜ao de transfer ˆencia da rede de realimentac¸ ˜ao resulta em:

GC(s) = VC(s) VO(s) = −RpullupCT R RLED  1 + sR1C1 sR1C1(1 + sRpullupC2)  (25)

Observa-se que o compensador contribui com um ganho est ´atico represen-tado por 26, al ´em de adicionar um integrador, um zero na frequ ˆencia angular 27 e um p ´olo de frequ ˆencia angular 28.

Gain = −Rpullup RLED

(41)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 39 ωz = 1 R1C1 (27) ωp = 1 RpullupC2 (28) Este compensador compara-se `a implementac¸ ˜ao do Tipo II, por ´em, caso necess ´ario, pode ser reduzido ao caso de Tipo I apenas cancelando o efeito do polo com o zero, resultando apenas com um integrador na equac¸ ˜ao (BASSO, 2012).

O sistema em malha fechada completo pode ser visto na Figura 15, inter-fer ˆencia na tens ˜ao de sa´ıda Vo ´e dado pela soma dos efeitos da queda de tens ˜ao da imped ˆancia de sa´ıda ZO(s), variac¸ ˜oes na tens ˜ao de entrada Vin(s)al ´em das excurs ˜oes de pequena amplitude em torno de D causadas pela malha de controle.

GPd (s) d GC(s) VAE TL431 AM Vc +

-V

REF VO + +

-i

carga

V

in ZO(s) GPv(s) Conversor Estático Amplificador de Erro e Compensador KD

Figura 15: Malha de controle completa do sistema. Fonte: Autoria pr ´opria.

Para o processo de projeto do compensador em malha fechada, o pior caso ´e estimado quando a corrente icarga ´e considerado m ´axima e um valor m´ınimo de tens ˜ao de entrada ´e fixada. Por consequ ˆencia, a queda de tens ˜ao em VO devido as variac¸ ˜oes de Vin(s)e icargas ˜ao corrigidas pelo compensador a partir do alto ganho em baixas frequ ˆencias e um incremento em fase suficiente.

Como proposto por Panov e Jovanovic (2004), o projeto inicia pela denominac¸ ˜ao da planta. Mantendo as vari ´aveis de entrada icarga e Vin(s) constantes, a vari ´avel de entrada da FT GP d(s) ´e dado pelo ganho est ´atico acrescido de pequenas variac¸ ˜oes em torno de tal ponto, denominado d, que ´e criado a partir do modulador PWM. A junc¸ ˜ao do ganho do modulador AM com a planta GP d(s) resulta em uma func¸ ˜ao de transfer ˆencia com a entrada sendo a tens ˜ao de sa´ıda do compensador VC(s)dado por 29, sendo que a vantagem desse m ´etodo est ´a na unificac¸ ˜ao da planta, o que facilita o

(42)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 40

projeto do compensador.

GP(s) = AM ∗ GP d(s) (29)

A func¸ ˜ao de transfer ˆencia do modulador ´e dado pela amplitude m ´axima da onda dente-de-serra, que comparada `a tens ˜ao VC(s) resulta no ciclo de trabalho d, logo, o ganho ´e dado por:

AM = d V c(s) = 1 Vpk,st (30) Substituindo 30 e a FT do conversor 10 em 29 obt ´em-se a planta com en-trada VC(s)e sa´ıda VO(s): GP(s) = ˆ d VC(s) ∗ VˆO(s) ˆ d = ˆ VO(s) VC(s) (31) Ap ´os reduzido a FT de planta, o loop em malha aberta ´e definido pela equac¸ ˜ao 32.

T (s) = KD ∗ GC(s) ∗ GP(s) (32) Por outro lado, a func¸ ˜ao de transfer ˆencia do compensador GC(s)mostrado na Figura 15 consiste na junc¸ ˜ao de outras duas FTs: a do amplificador de erro e o ganho do optoacoplador:

GC(s) = HAE(s) ∗ AOA (33)

O optoacoplador contribui com um ganho dado por 26 e um polo de frequ ˆencia angular 28, enquanto a FT do amplificador de erro inclui o ganho Kdal ´em dos polos e zeros da malha de compensac¸ ˜ao dado por Hc(s).

HAE = VAE(s) VO(s) (34) AOP = VC(s) VAE(s) (35) Substituindo 34 e 35 na FT do compensador 33 tem-se a func¸ ˜ao de trans-fer ˆencia da tens ˜ao de sa´ıda do conversor para a tens ˜ao de sa´ıda do compensador:

(43)

2.5 Func¸ ˜ao de Transfer ˆencia e Controlador em Malha Fechada 41 GC(s) = VAE(s) VO(s) ∗ VC(s) VAE(s) = VC(s) VO(s) (36) A partir da resposta em frequ ˆencia da func¸ ˜ao de transfer ˆencia da planta GP(s), a margem de ganho e fase determinam os par ˆametros de projeto e o tipo do compensador. O detalhamento do compensador escolhido est ´a descrito na Sec¸ ˜ao 3.5.

(44)

42

3 PROJETO DO CONVERSOR

Neste cap´ıtulo ser ´a apresentado os par ˆametros de projeto da fonte chave-ada, condizentes com as especificac¸ ˜oes impostas pela carga a ser alimentada. Esses par ˆametros regem a escolha de componentes eletr ˆonicos e circuitos magn ´eticos ne-cess ´arios para o funcionamento do conversor half-bridge, circuitos auxiliares drivers para chaves semicondutoras e projeto do controlador em malha fechada.

3.1 ESPECIFICAC¸ ˜OES DE PROJETO

Os par ˆametros de projeto da fonte s ˜ao determinados conforme necessida-des da carga, com os crit ´erios do amplificador de ´audio j ´a apresentados na Tabela 1, as especificac¸ ˜oes para fonte chaveada atender est ˜ao dispostos na tabela 2.

Especificac¸ ˜oes de projeto da Fonte de Alimentac¸ ˜ao

Tens ˜ao de entrada 127 V AC

Tens ˜ao retificada 180 V CC

Efici ˆencia da fonte de alimentac¸ ˜ao estimada 75%

Tens ˜ao de sa´ıda ±25 V

Pot ˆencia de sa´ıda 75 W por barramento

Pot ˆencia de entrada estimada 200 W Frequ ˆencia de chaveamento do inversor 50 kHz Frequ ˆencia do filtro de sa´ıda 100 kHz

Tabela 2: Par ˆametros de projeto para a fonte chaveada. Fonte: Autoria pr ´opria.

Com as especificac¸ ˜oes estabelecidas, o projeto do conversor de topologia half-bridge com as modificac¸ ˜oes propostas resulta no detalhamento de componentes para cada est ´agio.

O est ´agio de entrada da rede el ´etrica determina uma das frequ ˆencias mais presentes na sa´ıda do conversor em malha aberta, e para aplicac¸ ˜oes em ´audio, o projeto feito a partir da Equac¸ ˜ao 7 foi determinado um ripple m ´aximo de 10% para que n ˜ao houvesse interfer ˆencia significativa na tens ˜ao de sa´ıda em condic¸ ˜ao de malha

(45)

3.1 Especificac¸ ˜oes de projeto 43

aberta. Devido a configurac¸ ˜ao em s ´erie dos capacitores C1 e C2, a capacit ˆancia individual tem seu valor dado pela Equac¸ ˜ao 37.

Ctotal=

C1 ∗ C2

C1 + C2 (37)

Com o intuito de extinguir o surto de corrente devido a carga inicial dos capacitores, um termistor NTC foi utilizado em s ´erie com a entrada de corrente alter-nada.

A tabela a seguir detalha a escolha do varistor, ponte retificadora e os ca-pacitores Vin/2da Figura 7.

Barramento CC de Entrada

Tens ˜ao m´ınima de entrada toler ´avel 162 V

Valor calculado para C1 e C2 1165 µF

C1 e C2 escolhidos 1500 µF

Corrente Eficaz de entrada 3,05 A

Ponte Retificadora de baixa frequ ˆencia escolhida KBU8K

Tens ˜ao RMS suportada 560 V

Corrente m ´edia suportada 6 A

Termistor escolhido NTC 3D-13

Resist ˆencia nominal em 25◦C 3 Ω

Tabela 3: Componentes do barramento de tens ˜ao cont´ınua de entrada (Vin).

Fonte: Autoria pr ´opria.

As duas chaves semicondutoras, respons ´aveis pela sec¸ ˜ao inversora do conversor, foram projetadas para suportar a tens ˜ao cont´ınua e a corrente eficaz de entrada.

A retificac¸ ˜ao da tens ˜ao secund ´aria ´e feita por uma ponte completa de dio-dos como mostrado na Figura 7, esses diodio-dos necessitam suportar a tens ˜ao m ´axima de secund ´ario e ter um tempo de recuperac¸ ˜ao menor que o per´ıodo de chaveamento, al ´em de suportar a corrente de sa´ıda adicionada da variac¸ ˜ao de carga do indutor, como visto na Equac¸ ˜ao 6. O detalhamento dos semicondutores utilizados est ˜ao dispon´ıveis na tabela abaixo.

O capacitor Cb, respons ´avel pelo bloqueio de corrente cont´ınua no prim ´ario do transformador, foi calculado considerando uma variac¸ ˜ao de 5% da tens ˜ao de en-trada. O capacitor utilizado no prot ´otipo foi de 4,7 µF com isolac¸ ˜ao de 200 V.

Referências

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