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A Semana no Congresso Nacional

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Academic year: 2021

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A Semana no

Congresso Nacional

Brasília, 10/08/2015

CÂMARA

Câmara instalará seis comissões mistas para analisar MPs Relator da CPI do BNDES apresentará plano de trabalho

Comissão de Finanças e Tributação discute manobras fiscais do governo

Comissão aprova com emendas proposta sobre objeção a recuperação judicial de empresa

SENADO

Comissão que analisa participação obrigatória da Petrobras no pré-sal pode definir relator

Comissão começa a votar nesta terça reforma política já aprovada na Câmara

Câmara

CÂMARA INSTALARÁ SEIS COMISSÕES MISTAS PARA ANALISAR MPS

A Câmara dos Deputados instala, na quarta-feira (12), seis comissões mistas para análise de medidas provisórias. Após a instalação, serão eleitos os presidentes e os vice-presidentes dos colegiados.

As MPs que serão analisadas são:

- 680/15, que Institui o Programa de Proteção ao Emprego;

- 681/15, que eleva o limite do crédito consignado dos trabalhadores em 35%;

- 682/15, para estabelecer que a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) ficará encarregada da gestão do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR);

- 683/15, que institui o Fundo de Auxílio à Convergência das Alíquotas do ICMS;

- 684/15, que adia para fevereiro de 2016 a entrada em vigor das regras sobre parcerias voluntárias entre organizações da sociedade civil e a administração pública; e

- 685/15, que institui o Programa de Redução de Litígios Tributários.

O ato de instalação das comissões mistas ocorrerá a partir das 14 horas, no plenário 6 da Ala Nilo Coelho, no Senado.

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RELATOR DA CPI DO BNDES APRESENTARÁ PLANO DE TRABALHO

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES se reúne amanhã (11), às 11 horas, para a apresentação do plano de trabalho do relator, deputado José Rocha (PR-BA).

Instalada na última quinta-feira (6), a CPI elegeu, por unanimidade, o deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) como presidente do colegiado.

O pedido de criação da CPI foi feito pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR). A comissão vai investigar empréstimos considerados suspeitos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, concedidos tanto a empresas de fachada como a empreiteiras investigadas. O BNDES concedeu, entre 2003 e 2014, financiamentos de R$ 2,4 bilhões para as nove empreiteiras citadas na operação.

O requerimento também pede a apuração de empréstimos classificados como secretos, concedidos a países como Angola e Cuba.

A CPI se reunirá no plenário 11.

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO DISCUTE MANOBRAS FISCAIS DO GOVERNO

A Comissão de Finanças e Tributação discute em audiência pública, nesta terça-feira (11), esclarecimentos sobre as manobras fiscais adotadas pela gestão econômica federal, em especial os atrasos dos repasses de recursos a bancos públicos federais. A audiência foi pedida pelo deputado Pauderney Avelino (DEM-AM).

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi convidado pela comissão para explicar declarações que deu sobre o assunto, mas ainda não confirmou presença.

O parlamentar cita cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU), segundo os quais mais de R$ 40 bilhões foram atrasados pelo governo e deixaram de entrar nas contas do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES nas datas devidas, com o intuito de inflar os números da contabilidade do fiscal e tentar alcançar de forma artificial a meta de superavit primário.

A audiência ocorrerá a partir das 14h30, em plenário a definir.

COMISSÃO APROVA COM EMENDAS PROPOSTA SOBRE OBJEÇÃO A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE EMPRESA

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou na quarta-feira (5), com emenda, o Projeto de Lei 2875/11, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que proíbe o credor de desistir de qualquer objeção apresentada por ele ao plano de recuperação judicial em curso de uma empresa. A proposta altera a Lei de Falências (11.101/05).

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Pelo texto aprovado, uma vez apresentada objeção de qualquer credor ao plano de recuperação judicial, uma assembleia-geral de credores será necessariamente convocada para deliberar sobre o referido plano, ainda que exista, a qualquer tempo, desistência por qualquer dos credores da objeção apresentada.

O relator na comissão, deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), defendeu a aprovação da matéria com emenda que torna mais claro o objetivo do projeto. “Uma vez apresentada objeção por um dos credores ao plano de recuperação, consideramos que deverá necessariamente ser convocada a assembleia-geral, a partir dessa objeção, analisar o plano de recuperação judicial, ainda que posteriormente a objeção seja retirada”, argumentou.

Segundo Pereira, uma vez ultrapassado o prazo para apresentação das objeções, não é razoável supor que a eventual retirada pelo credor que a apresentou enseje o cancelamento da assembleia que deliberará sobre o plano de recuperação.

Atualmente, a legislação determina que, após a publicação de edital com a relação de credores, qualquer um deles tem até 30 dias para apresentar ao juiz sua objeção ao plano de recuperação judicial. Feita a objeção, o juiz convoca assembleia geral de credores para analisar o plano. Se o plano for rejeitado, o juiz decretará a falência da empresa devedora. A lei não trata, porém, da desistência da objeção. Com isso, tem havido decisões judiciais permitindo que os credores voltem atrás.

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Senado

COMISSÃO QUE ANALISA PARTICIPAÇÃO OBRIGATÓRIA DA PETROBRAS NO PRÉ-SAL PODE DEFINIR RELATOR

Está marcada para quarta-feira (12), a partir das 15h, a reunião da comissão temporária criada pelo Senado para analisar o PLS 131/2015, de José Serra (PSDB-SP), que acaba com a obrigatoriedade da Petrobras atuar com participação mínima de 30% nas operações do pré-sal.

Pela lei hoje vigente, a Petrobras também deve ser a responsável pela condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento e produção nos campos de pré-sal.

Na pauta, a designação do relator e do vice-presidente da comissão, que tem 45 dias concluir seus trabalhos. O colegiado foi instalado na última quarta-feira (5), tendo como presidente Otto Alencar (PSD-BA).

Alencar escolheu para a relatoria o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), porém seu nome foi contestado por ele fazer parte do mesmo bloco do presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Segundo alguns integrantes da comissão, isso feriria o princípio da

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proporcionalidade.

Mas Alencar alegou que, pelo fato da comissão temporária ter sido criada por iniciativa do presidente Renan Calheiros, não está submetida às mesmas regras vigentes para as comissões permanentes e para as CPIs. A reunião foi encerrada com a recomendação de que os líderes partidários chegassem a um consenso.

Ferraço é o relator da proposta em Plenário, com parecer pela aprovação, e afirma que está aberto para sugestões de mudanças durante os trabalhos da comissão temporária.

COMISSÃO COMEÇA A VOTAR NESTA TERÇA REFORMA POLÍTICA JÁ APROVADA NA CÂMARA

A Comissão da Reforma Política se reúne nesta terça-feira (11) à tarde para começar a analisar as mudanças na legislação partidária e eleitoral já aprovadas pelos deputados. Vence na mesma data o prazo que os senadores têm para apresentar sugestões de mudanças ao texto.

O relator da comissão, Romero Jucá (PMDB-RR), diz que, além das emendas dos parlamentares, vai agregar à proposta alguns temas já aprovados pelo colegiado. Jucá pretende ainda acrescentar sugestões recebidas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— Nós estamos trabalhando para que as resoluções do TSE que dizem respeito a questões eleitorais, ao funcionamento de partidos e a regras que criam obrigações diretas ou acessórias sejam transformadas em lei — informou.

O PLC 75/2015 traz mudanças em três leis: a dos partidos (9.096/1995); a das

eleições (9.504/1997) e o Código Eleitoral (4.737/1965). A proposta prevê medidas

para a redução dos custos das campanhas eleitorais e determina um limite para os gastos. Segundo o projeto, o teto terá como base os custos declarados nas eleições anteriores, de acordo com o cargo em disputa. Para presidente da República, governador e prefeito, por exemplo, o limite fixado pela proposta é de 70% do maior gasto declarado na votação anterior. Esse limite vale quando houver apenas um turno.

Favorável à medida, o consultor legislativo da Câmara dos Deputados Roberto Carlos Martins Fontes lembra que as campanhas estão cada vez mais caras e que atualmente são os próprios partidos que definem quanto vão gastar. Acrescentou que os limites previstos na proposta podem ser corrigidos no futuro se ficar claro que são baixos ou excessivos. Se traz corte nos custos, o PLC 75/2015 reduz o que pode ser doado às campanhas. O projeto não acaba com a doação empresarial, mas estabelece um valor máximo. O limite para doações é mantido em 2% do faturamento bruto das empresas no ano anterior às eleições, mas o teto é fixado em R$ 20 milhões. Segundo o consultor da Câmara, o objetivo é reduzir a influência do poder econômico no resultado das eleições.

— Na eleição passada, uma única empresa doou oficialmente R$ 360 milhões. É um número que causa certo espanto. O estabelecimento de um teto tem esse objetivo claro: limitar a influência do poder econômico — afirma Roberto Carlos.

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A proposta que começa a ser votada na Comissão da Reforma Política também prevê que as empresas contratadas para obras públicas não poderão doar para campanhas nas regiões onde os serviços são executados. Além disso, as doações devem ser feitas aos partidos políticos. "É vedado ao candidato receber doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de pessoa jurídica”, determina o projeto.

Coligações

O projeto aprovado pelos deputados não altera as regras das coligações em eleições proporcionais (vereadores, deputados estaduais e distritais e deputados federais). Houve até uma tentativa para que isso acontecesse, mas a proposta foi rejeitada pela Câmara em maio último. O consultor Roberto Carlos Martins Fontes admite haver entre os deputados uma forte resistência à ideia e explica que o complicado nem é a grande quantidade de partidos, mas o grande número de partidos com representação no Parlamento.

— O problema que pode gerar uma quase disfuncionalidade do Parlamento é a fragmentação partidária. É necessário ter maioria clara. Inúmeros partidos, cada um com uma pequena parcela, de fato, são um problema — acredita o consultor.

A proposta muda os critérios para a distribuição do tempo de cada partido na propaganda

eleitoral. Segundo o artigo 47 daLei 9.504/97, os horários reservados para propaganda

serão distribuídos a todos os partidos e coligações com candidatos. Do total, dois terços serão divididos proporcionalmente ao número de representantes na Câmara. Do restante, um terço é distribuído igualmente e dois terços proporcionalmente ao número de representantes eleitos no pleito imediatamente anterior para a Câmara dos Deputados. O projeto muda isso e prevê que 90% devem ser distribuídos proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados e 10%, igualitariamente.

Informativo A Semana no Congresso Nacional” é um informativo semanal elaborado pela equipe de Relações Governamentais e Institucionais de Pinheiro Neto Advogados em Brasília.

Contatos: Carlos Vilhena (cvilhena@pn. com. br) / Anna Beatriz Almeida

(aalmeida@pn. com. br)

“As informações aqui contidas têm caráter apenas informativo e não refletem a opinião do Escritório. O uso indevido ou não autorizado de tais informações é proibido e está sujeito às penalidades descritas em Lei.”

Referências

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