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Ano 10 Ed 118 Mar 2010

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Academic year: 2021

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Diretor Responsável: Alexandre Cumino Tel.: (11) 3441-9637

E-Mail: [email protected] Endereço: Av. Irerê, 292 Apto 13 -Planalto Paulista São Paulo - SP Editoração e Arte:

Laura Carreta Tel.: (11) 7215-9486

Diretor Fundador: Rodrigo Queiróz Tel.: (14) 3011-1499 /8114-8184 E-mail: [email protected] Consultora Jurídica: Dra. Mirian Soares de Lima Tel.: (11) 2796-9059 Jornalistas Responsáveis: Marcio Pugliesi - MTB: 33888 Wagner Veneziani Costa - MTB:35032 Alessandro S. de Andrade - MTB: 37401

EXPEDIENTE:

É uma obra filantrópica, cuja missão é contribuir para o engrandecimento da religião, divulgando material teológico e unificando a comunidade Umbandista. Os artigos assinados são de in-teira responsabilidade dos auto-res, não refletindo necessaria-mente a opinião deste jornal. As matérias e artigos deste jornal podem e devem ser reproduzidas em qualquer veículo de comunicação. Favor citar o autor e a fonte (J.U.S.).

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contatos: [email protected]

egundo Aurélio Buarque de Ho-landa, PRECONCEITO É: 1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponde-ração ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida. 2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo. 3. Supers-tição, crendice. 4. Suspeita intolerân-cia, Ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.

É muito comum nos pegarmos recla-mando de preconceito religioso com re-lação a Umbanda, inclusive por conta dos inúmeros casos conhecidos e comentados sobre intolerância religiosa e racial. Crime previsto pela Consti-tuição.

Preconceito é algo pré-concebido, uma idéia estabelecida sem conheci-mento de causa, podemos até dizer que, muitas vezes, é uma idéia

fanta-siosa, ilusão ou mistificação de algo. O preconceito existe no sujeito que desconhece algo, o preconceito umban-dista, está na pessoa que desconhece a Umbanda ou que crê conhecê-la a partir de informações e experiências desastrosas. Não são poucas as pes-soas que freqüentaram um local desa-gradável, no qual inexiste ética e bom senso, se auto-intitulado como Umban-da. Há ainda anúncios de amarração e

trabalhos pagos para prejudicar o próximo se identificando com entidades de Umbanda e Orixás.

É preciso que se dê conta da enor-me responsabilidade dos umbandistas com relação a estas pessoas, as pri-meiras porquê estão vazias de informa-ção e as segundas porque precisam reparar uma idéia falsa, construída sobre uma experiência desencontrada e equivocada a cerca da Umbanda.

Somos formadores de opinião, afinal, quem melhor pode falar de Um-banda, somos nós umbandistas e ponto final. E para tal devemos nos preparar, informar e esclarecer. Não bastando passar a informação certa, podemos apresentar o que é a “prática do espírito para a caridade”, primeira definição de Umbanda feita pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908.

E para todos estes que não conhe-cem a Umbanda existe algo que pulsa mais forte que o preconceito, a CURIO-SIDADE.

Comece a observar um fato co-mum: muitos umbandistas se identifi-cam como espíritas, católicos ou “sem religião”, criando uma omissão sobre sua pertença religiosa umbandista. No momento em que você assume sua identidade umbandista descobre que as pessoas têm uma enorme

CURIOSI-DADE sobre a sua religião, mais ainda se você é uma pessoa bacana. E é neste momento que surge a oportunidade de esclarecer o quanto a Umbanda é exclusivamente do BEM. É este o único momento em que se pode dar um testemunho do Orgulho de ser umbandista. Não desperdice o momento único de dar um depoimento pessoal a favor, em nome e pela defesa de sua religião. Pois o pior preconceito contra a Umbanda é justamente o praticado pelos próprios umbandistas, no momento que ocultam sua real pertença religiosa.

Estude, se esclareça, tire suas dú-vidas, conheça os fundamentos e base de sua religião, leia e assuma a segu-rança de pertencer a uma das mais lin-das religiões, a Umbanda.

Neste ano acontecerá o CENSO 2010, no qual pesquisadores do IBGE farão pesquisas, entre outras, sobre a filiação religiosa das pessoas, afim de identificar as percentagens de filiação de cada segmento religioso. Apenas respondendo EU SOU UMBANDISTA podemos mudar muita coisa. Podemos nos perceber uns aos outros, reconhe-cer e fazer valer o fato de que SOMOS MUITOS.

Vamos sair da TOCA!!

Contatos com o artista RODRIGO BUENO:

(11) 3673-2756 / e-mail: [email protected]

Nossa capa:

(11) 3441-9637

O Jornal de Umbanda Sagrada

O JUS é distribuído gratuitamente em vários pontos da cidade ou, em maiores quantidades poderá ser retirado em nossa redação, sempre gratuitamente. Envie um e-mail para: [email protected] e cadastre-se para receber os textos do jornal por e-mail também de forma gratuita.

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A imagem publicada na capa desta edição, é uma pintura do artista plástico RODRIGO BUENO (técnica: Tinta e sobre madeira).

www.mataadentro.com.br

Contatos: [email protected] http://mandaladosorixas.blogspot.com/

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divulgação da Umbanda ganhou corpo quando entrou em cena o radialista e es-critor Áttila Pereira Nunes. Na literatura con-seguiu sucesso com a obra Antologia de Umbanda, porém foi através do programa Melodias de Terrei-ro que se tornou popular. Foi uma importante per-sonalidade do rádio brasileiro e um defensor in-cansável da liberdade religiosa.

O Programa Melodias de Terreiro está presente na lembrança de muitos umbandistas que puderam acompanhar um pouco da trajetória de um dos precursores da Umbanda no Brasil.

O primeiro programa voltado para os cultos afro-brasileiros foi ao ar pela primeira vez em 1948, pela então Rádio Guanabara, hoje Bandeirantes.

Nos primeiros dias de dezembro de 1968, comecei a produzir e apresentar “Melodias de Terreiro”, programa que há anos vai ao ar, sempre divulgando e defendendo a Umbanda.

Em meados de 1969, “Melodias de Terreiro” alcançou a liderança de audiência no gênero, com um índice de 90%. Foi, talvez, a minha primeira grande alegria no meio umbandista, por saber que havia correspondido à expectativa de milhares de irmãos de crença que souberam depositar sua confiança em mim. A todos os ouvintes de “Melodias de Terreiro” e aos irmãos que me auxiliaram no inicio, a minha gratidão e o meu reconhecimento eterno pela ajuda valiosa.

Aos que prestigiaram nosso outro veiculo de divulgação, “Gira da Umbanda”, que atualmente é apresentado por Bambina Bucci, a minha sincera homenagem por todo o apoio e incentivo. Que Oxalá os abençoe.

Áttila Nunes, que dedicou a vida lutando contra as perseguições policiais aos terreiros de Umban-da, desencarnou em 1968 e sua esposa e verea-dora Bambina Bucci passou apresentar o programa que marcou toda uma geração de umbandistas.

Atualmente o Programa Melodias de Terreiro é produzido por Atila Nunes Filho e Atila Nunes Neto e vai ao ar pela Rádio Metropolitana AM 1090 do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, as 23 horas, transmitindo informações, preces e poemas de cunho afro-brasileiro, além de cânticos de um acervo composto de mais de 1700 composições, reunidas ao longo da existência do programa.

Sobre o programa, Atila Nunes Filho escreveu no seu livro (1970) Umbanda, Religião - Desafio:

POR ETIENE SALES

Um pequeno texto do Padre Geraldo, Padre GG, mas que diz muito para quem abrir a mente e quiser enxergar uma problemática de nossos dias: a discriminação e a intolerância religiosa.

É interessante ver que tem até padre lutando contra os preconcei-tos, contra a discriminação, ampliando a discussão em suas comunidades sobre a Intolerância religiosa, mesmo sabendo que isso pode levar a reações dentro de sua própria religião.

O exemplo do Padre GG, um padre Católico e Negro, deveria ser um exemplo para todas as religiões, principalmente para a Umbanda, que pouco ainda faz ou pensa na problemática da Intolerância religiosa (e leva isso para os terreiros ou para discussão dentro de suas comunidades) e pouco faz ou pensa na intolerância intra-religiosa.

Ainda bem que tem uns poucos que ainda se dão pela religião, pelas religiões e pelos seres humanos, independente de sua crença, cor ou condição sócio econômica.

Mais do que um bom exemplo, uma lição de igualdade e de humil-dade. Parabéns, Padre GG.

“CHUTA QUE É MACUMBA!!!”

Você já ouviu essa expressao?

O preconceito o racismo e a intolerancia historicamente construídos em nosso Brasil para com as religiões afrobra-sileiras, particularmente Candombé e a Umbanda, são perpe-tuados de diversos modos, um dois quais com a expressao: “Chuta que é macumba!!!”

Ouvi uma vez essa expressão e perguntei aos meus irmãos se já tinham ouvido e disseram que sim, sobretudo em jogo de bola ou quando o assunto é mulher considerada feia. Um dos meus irmãos disse que ouviu num programa de rádio. Para os que consideram a luta contra a intolerância religiosa um assunto periférico ou marginal, creio ser importante o despertar de uma nova sensibilidade inter-religiosa possibilitadora de novas atitudes e comportamentos.

Como no Brasil ninguém é racista, nem preconceituoso e nem tampouco intolerante, certamente muitos dirão que é apenas uma brincadeira...Somente uma expressão...

Lembremos que o Cônsul do Haiti só disse o que disse porque supunha nao estar sendo gravado. É, diante das câmeras até o dia pede benção!

Não permitamos que essa expressão se propague. Denunciemos! Lutemos! É possivel uma nova mentalidade! Cambatamos quaisquer formas de intolerância, ainda que não seja ligada a nossa confissão religiosa. A agressão feita a uma religião, seja ela qual for, é ofensa pública feita a todas! Disse Jesus: “A boca só fala do que o coração está cheio”; e “O mal é o que sai da boca do homem”.

A propósito, o que você acha do Camdomblé e da Umban-da? O que seus pais, filhos(as), esposo(a) amigos(as), alu-nos(as) pensam? Onde escondemos nossa intolerância?

Padre.GG.

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JORNALDE UMBANDA SAGRADA- MARÇO/2010 Página -3

E

u sou umbandista e sou médium de incorporação, caso o leitor não saiba. Pois bem! Eu era um médium dedicado e aplicado e fazia ao pé da letra o que meus guias espirituais determinavam. Quando determinavam um banho de pétalas de rosas brancas, eu corria para comprar algumas e, antes de ir ao centro que eu freqüentava, preparava meu “banho de rosas”.

Se determinavam que eu tomasse um banho de canjica (milho de canjica fervido até a água ficar toda branca e leitosa), eu tomava meu banho de can-jica sem questionar nada.

Se determinavam que eu tomasse banho com folhas ( alecrim, espada-de-são-jorge, guiné, arruda, erva-cidreira, boldo, folhas de louro, manjericão, etc) eu tratava de adquirir aquela(s) reco-mendada(s) e tomava meu “banho de ervas”.

Se recomendavam que eu fosse à natureza e fizesse uma oferenda para um orixá ou um guia espiritual e levasse velas de determinada cor, certas be-bidas, certas frutas, certas flores, etc., eu procurava fazer tudo certo eu não deixava faltar nada, às vezes, até exa-gerava. Até aqui nada demais, porque é assim que procedem todos os médiuns umbandistas dedicados e aplicados.

Portanto, não é mérito algum meu proceder assim, pois esse é nosso de-ver: obedecer às orientações dos nos-sos guias, que nos amam e querem o melhor para nós, mesmo não sabendo como eles nos ajudam.

O fato é que eu, um curioso incorri-gível, comecei a prestar atenção às ofe-rendas e conversava com outros mé-diuns sobre elas.

E, em nossas ingênuas e bem

inten-cionadas conversas sobre as “coisas” que colocávamos em nossas oferen-das, não atinávamos com o poder má-gico dos “elementos” mámá-gicos que “en-tregávamos” aos nossos guias espiri-tuais e aos nossos orixás.

Inclusive, as formas de indicá-las obedeciam a uma linguagem própria, pois às vezes diante de um guia para uma consulta, ele dizia:

- Filho, você precisa dar uma oferenda para orixá tal ou para o guia tal porque precisa forta-lecê-lo.

Outra vez outro guia espiri-tual recomendava isto:

- Filho, você precisa firmar uma vela de sete dias para o seu orixá; seu caboclo; seu an-jo da guarda; etc., porque ele está fraco e só assim ele poderá ajudá-lo.

Outra vez outro guia espiritual dizia isto:

- Filho, esta pessoa está com uma demanda, e para cortá-la, você precisa dar uma oferenda para um orixá, um guia da direita ou um guia da esquerda para ele cortá-lo e descarregá-lo.

Outra vez um guia espiritual dizia isto:

- Filho, esta pessoa está com uma demanda muito forte e só levando-a no ponto de força do orixá tal e fazendo uma oferenda para ele é possível ajudá-la, porque não podemos mexer nesse trabalho aqui no terreiro.

Pois bem, nós médiuns, obedecía-mos e tudo ficava bem. Mas, em nossa ignorância e ingenuidade (no bom sentido, é claro) ficava a impressão de que só seriamos ajudados se “désse-mos” algo em troca.

E, para complicar ainda mais o

nos-so aprendizado, a comunicação dos Exus e Pombagiras colocava uma pá de cal sobre o assunto, pois diziam em alto e bom som:

- De graça, Exu não faz nada! Aí dava um nó cego em nossa religio-sidade porque, em nossa ignorância e ingenuidade, eles deixavam claro que só trabalhariam em nosso beneficio se fossem “pagos”.

Para piorar as coisas, ainda tinha algum Exu que dizia isto:

- Quero uma oferenda assim e assim para ajudá-lo a conseguir isso (um em-prego, saúde, um relacionamento, etc.) e, depois que conseguir, aí você me dará outra oferenda de agradecimento assim e assim, certo? E se não der, aí você perderá tudo o que eu lhe dei, ouviu?

Esse era o alerta extremo e fez com que muitos “pagassem” rigorosamente o que “deviam”.

Isso era assim, isso é até hoje e sem-pre será assim, não porque as entidades espirituais precisam ser pagas de fato, e sim porque as oferendas (ou despa-chos ou ebós) fornecem-lhes os recursos

energéticos que precisam porá poderem auxiliar-nos. Apenas a forma como pe-dem esses recursos deixava (e ainda deixa) uma indagação no ar:

- Por que preciso pagar ou dar algo em troca para ser ajudado?

Na verdade, essa é a grande verdade jamais revelada, mesmo sendo “guias espirituais” eles precisam (em certos casos) de que lhes forneçamos os “recursos elementais” para, manipulando-os magisticamente, ajudarem-nos.

Até certo ponto, eles nos auxiliam com o que possuem em si como seus “poderes pessoais”. Mas, dali em diante, ou recebem numa oferenda ritual mágico-religiosa os elementos que precisam ou não têm como trabalhar em nosso benefício, porque só ativando os elementos magisticamente conseguirão fazer por nós o que só a “magia elemental” consegue fazer.

Talvez, se tudo tivesse sido colo-cado de outra forma, tudo teria sido muito mais fácil para as pessoas que precisavam de auxilio e teriam entendido que na verdade não estavam pagando nada, e sim fornecendo só os recursos elementais (ou energia dos elementos) para que as entidades pudessem tra-balhar seus problemas, pois na criação tudo é energia nos mais variados graus vibratórios e “sem energia não se produz nada”.

Os elementos colocados dentro de um espaço mágico (ou em uma oferen-da ritual mágico-religiosa em um ponto de forças na natureza) são as fontes naturais geradoras das energias mais “densas” que existem. Elas, quando ativadas corretamente, realizam coisas que nenhuma outra energia consegue

realizar.

Hoje, olhando com outros olhos o meu passado e o que acontece por aí afora com as “oferendas”, sinto uma imensa tristeza por não ter tido um guia espiritual ou ao menos uma só pessoa que nos explicasse essas coisas e foi preciso que um espírito mensageiro cujo nome simbólico é “Pai Benedito de Aruanda” começasse a nos ensinar por meio dos livros psicografados por mim, fornecendo-nos gradualmente a res-posta para muitas das nossas práticas “mágico-religiosas” umbandistas.

E foi preciso a vinda de um espírito mensageiro chamado “Mestre Seiman Hamiser Yê” para nos abrir parcialmente os fundamentos divinos da magia, permitindo-nos uma compreensão do que já fazíamos, mas não conhecíamos seus fundamentos ocultos.

Dali em diante, tudo assumiu seu real significado.

Dar forças a um guia, não era po-rque ele estava fraco, e sim era forne-cer-lhe os recursos elementais magísti-cos para que ele pudesse trabalhar em nosso beneficio.

Dar determinadas frutas, bebida, velas, etc., em uma oferenda, não é porque o guia ou o orixá precise “comer e beber”, e sim porque são recursos elementais

mágicos com os quais nos ajudam na solução dos nossos problemas.

Texto extraído do livro “A Magia Divina das Sete Ervas Sagradas” Rubens Saraceni -Editora Madras. Página -14 JORNALDE UMBANDA SAGRADA- MARÇO/2010

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ar um tratamento digno, de uma grande religião, a Umban-da, às vezes é muito difícil. Como religião, ela engloba a diversidade no sentido mais amplo da palavra e essa mesma diver-sidade gera uma gama de

confli-tos e desentendimenconfli-tos. A liberdade para o Um-bandista é imensa, quando não rixada por algum indi-víduo, se faz o que quer e como quer. Olhando o perfil de outras potências religiosas como o Cristianismo e o Islamismo, também há ramificações, diferenças e padrões de expressões religiosas, no entanto, um consenso comum: O conhecimento.

Toda grande religião tem a sua escola preparatória, respon-sável pela multiplicação do saber e a expansão da tradição. Na Umbanda, o processo é bilateral, ou seja, de um lado temos o modelo de Umbanda praticada, isto é, aquela aplicada dentro do trabalho, em que você aprende com o Preto-Velho, com o Caboclo, juntamente com a orientação da esquerda. Tudo acontecendo no universo da gira, ao mesmo tempo. É como correr atrás da bola até aprender a jogar. Cresci assim, fui feito

assim, amo muito tudo isso! (olha a propaganda, rs).

De outro lado temos o processo de ino-vação, como por exemplo, o surgimento das escolas-templo. Locais consagrados e preparados para o mesmo trabalho: O aprendizado de ponta de conga, com as incorporações e também a estru-tura de cursos, que permite um aprendizado livre de vínculos, com oportunidade de crescimento e aperfeiçoamento espiritual. (Amo mais ainda!)

Muitos batem em cima desse modelo em função do valor cobra-do pelas atividades que são de ensino, e não práticas convencio-nais de trabalho espiritual.

Todo conhecimento se auto-protege! E conhecimento tem valor!

Desconheço o processo de habilitação gratuito, seja no ensino médio ou superior. Já

que até a rede Estadual tem seu custo de manutenção, que é pago com os NOSSOS impostos.

As duas correntes são verdadeiras, as duas formas atendem a um propósito superior!

Quando encontro alguém que foi vítima de alguma mãe do poste (aquela que traz amarrado, atado e enforcado em 24hrs, por uma merreca de 500,00 reais).

Penso o quanto uma boa orientação, seja na Umbanda praticada, ou no conhecimento adquirido na Umbanda ensinada, teria desviado a pessoa desse tipo de coisa (não tenho coragem de chamar de trabalho).

Não importa se no seu trabalho são usadas guias ou não! Não importa se no seu trabalho vai chapéu ou capa! Não importa se na sua casa tem aulas de preparação mediúnica! O que importa, realmente, é saber e perceber se estamos cumprindo o nosso papel: Fazendo o bem e ensinado o povo a rezar, a trapacear a dor, levantar a cabeça e recomeçar!

Umbanda ensinada e Umbanda praticada são os dois lados de uma mesma moeda. Reflita!

stas frases: “Eu não acredito em Espí-rito” e “Espíritos não existem” são fra-ses muito comuns na sociedade, geral-mente ditas por pessoas que não são de nossa crença, aquelas que acreditam que a vida para por aqui sem prosseguir. Mas, será que eles estão errados ou certos? Será que realmente existem os espíritos? Será que realmente continuamos a nossa caminhada em outro plano? Então por que eu não os vejo? Por que eu não os sinto? Por que eu não os escuto? Estes questionamentos sem-pre aparecem quando entramos neste as-sunto de “Espíritos”. Interessante e intri-gante, pois se analisarmos friamente a nossa visão humana, ela é limitada, onde muitas vezes não enxergamos um palmo à frente de nosso nariz. Realmente, é para se duvi-dar que eles existam.

Quem não fez estes questionamentos? Muitos de nós, até mesmo Umbandistas, mesmo antes de entrar para a Religião, já chegamos a contestar a existência de uma “vida” após a morte ou a crença no Espírito. Encontramos no dicionário várias definições sobre a palavra “Espírito” e dentre elas temos:

“Espírito 1. Coisa incognoscível que anima o ser vivo. 2. Entidade sobrenatural, como os anjos e os demônios. 3. Ente imaginário, como os duendes. 4. Ser do mundo invisível. 5. Conjunto das faculdades intelectuais. 6. Vida. 7. Razão. 8. Inteligência. 9. Energia. 10. Caráter!Caráter, índole. 11. Aptidão, capacidade. 12. Opinião, sentimento. 13. Intenção. 14. Gênio, talento. 15. Pessoa. 16. Imaginação, graça, engenho. 17. Essência. 18. Sentido. 19. Idéia predominante. 20. Tendência. 21. Ar; sopro. 22. Respiração, hálito. 23. Parte volátil de um líquido; álcool. 24. Gram. Sinal diacrítico do grego, para marcar a aspiração inicial ou a sua ausência. 25. Relig. Alma. 26. Alma do outro mundo. Espírito animal: suposto fluido que leva as sensações ao cérebro.

Espírito de contradição: pessoa que tem a mania de contradizer, de estar sempre em oposição com as ideias ou os desejos dos outros.

Espírito de vinho: álcool.

Espírito forte: pessoa descrente das máximas convencionais que a maioria afecta!afeta acatar.

Espírito maligno: demónio. Espírito Santo: uma das pessoas da Trindade cristã. Antes de sua qualidade “Santo” vem o termo “Espírito” categorizando.”.

Quando a palavra “espírito” é pro-nunciada aos ouvidos daqueles que “não acreditam”, “que duvidam”, etc., basica-mente há uma reação de rejeição e, em muitos casos, de medo.

O medo é uma reação que não faz sen-tido, pois conforme eu já havia escrito em textos anteriores, ele nada mais é do que o simples fato de “não conhecer”, logo, quando conhecemos aquilo que estamos tratando não temos mais o porquê sentir medo. Aprofundando o termo “medo” dentro deste contexto, farei um questio-namento àqueles que não acreditam na existência do Espírito ou sentem medo: Como pode alguém sentir medo de “algo” que não crê? (Porque, aqueles que não acreditam em nada, possuem algo que poucas pessoas têm: a Fé. Porque tem que ter muita Fé para não acreditar em nada, você precisa acreditar muito que nada existe para atestar a sua própria Fé).

Com base no contexto de acreditar ou não, vamos voltar nossa visão para o espí-rito. Se eu não vejo ou se eu não posso tocar, por isso, eu não acredito? Vou fazer outra pergunta: Você acredita no vento e na eletricidade?

Até onde sei não podemos vê-los, mas podemos senti-los e o resultado de suas ações faz com que sejam transmutados os estados dos objetos que são “tocados” por eles. Por exemplo, a luz que se acende quando acionamos o interruptor, nada mais é do que a eletricidade chegando até a

lâmpada gerando a claridade da Luz. Con-seguimos sentir o vento nos tocando ou até mesmo as suas formas quando gira e se veste com a poeira (como em um furacão) mostrando assim a sua forma.

Mas, e o espírito? Ele não tem vento e nem eletricidade ou tem? Claro que tem. De certa forma, o espírito carrega os dois ele-mentos com ele, ou seja, ele carrega a sen-sação do vento nos tocando quando esta-mos sendo assistidos por eles e a intensi-dade da eletriciintensi-dade quando “entra” em nos-so campo mediúnico para renovar as nossas energias.

E o que geralmente fazemos em relação a estas sensações? Na maioria das vezes ignoramos e não acreditamos, não damos atenção a sua existência, por mais que ele possa “assoprar” imitando o vento (dizendo estou aqui te olhando) ou que possa tentar nos dar um “choque astral” como a nossa eletricidade (com a intenção de nos alertar ao perigo), geralmente nós não damos espaço para esta intervenção. Não quero neste momento separar o bom ou ruim, certo ou errado, mas vamos dizer que existe o pólo positivo e negativo, ou que irradia e absorve, então ao invés de dizer que não crê na existência do espírito, respeite a sua existência, para que nenhum furacão passe por sua vida lhe fazendo girar intensamente com boas doses de “choques astrais”, onde perceberá que eles existem de verdade e lembrando: “você pode não crer neles, mas eles acreditam muito em você.”

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JORNALDE UMBANDA SAGRADA- MARÇO/2010 Página -5

Continuação do texto da edição anterior.

PERGUNTA: Voltando ao assunto das linhas de trabalho. Entendido a questão dos arquétipos e mitos, assim como de seus valores simbólicos e psicológicos dentro da Umbanda, gostaríamos de comentários a respeito das funções energéticas ou espirituais das formas plasmadas ou roupagens fluídicas adotadas por vós dentro dos trabalhos espirituais. VÓ BENEDITA: Muito mais pro-funda e detalhada é essa questão. Exis-tem pretas–velhas “Beneditas” (como eu), “Cambindas”, “Marias”, etc. Se to-das fomos agrupato-das na linha de pre-tas–velhas e resolvemos atuar dentro dessa grande egrégora/vibração, nosso nome simbólico representa a egrégora/falange a qual nos repor-tamos. E a peculiaridade de nossa forma plasmada também. Todas adotamos a aparência de negras–velhas, mas cada uma portando algumas características próprias, pois a forma plasmada ou roupagem fluídica também é um fundamento de grande importância dentro da Umbanda.

Ela funciona como uma “chave de acesso” a egrégora/falange a qual o espírito pertence (trabalha). Por exem-plo, eu, nessa forma espiritual que ago-ra me apresento, poderia dizer por ana-logia que estou “vestida de Benedita de Aruanda”, utilizando-a como um uni-forme que me liga naturalmente, por sintonia, vibração e estímulo mental a toda uma hierarquia de “Beneditas de Aruanda”, todas elas amparadas pelas nossas amadas Iabás das Águas: Oxum, Iemanjá e Nanã Buroquê.

Esta forma plasmada demonstra que eu estou em serviço dentro da fa-lange. É uma chave de abertura para determinada vibração, ou mistério, co-mo queiram. Dentro do ritual umban-dista, três são as grandes chaves de acesso que cada entidade trás. Primeiro seu nome simbólico, que, na maioria dos casos, encontra-se em português, em yorubá, em tupi, guarani, ou outro dialeto indígena. Essa é a chave “sono-ra” de aceso a vibração de um guia.

Como exemplo, peguemos a linha de caboclos Sete Flechas. Apenas a verbalização ou mentalização do nome Sete Flechas já reverbera no astral e designa todo uma grande egrégora trabalhadora dentro da vibração do Orixá Oxossi e da Orixá Iansã. Essa é a chave sonora, ligada ao verbo e as características do tipo de trabalho o qual o guia realiza. Nela está funda-mentada a mentalização dos nomes dos guias, assim como dos conhecidos pon-tos cantados de chamada de deter-minadas linhas.

A outra chave de acesso é o ponto riscado. Ele é a inscrição de símbolos que demonstram as forças e campos no qual o guia trabalha. É a “chave vibratória” e a mais “direta” entre as três, pois o magnetismo do ponto

risca-do de um caboclo Sete Flechas é só dele, e mesmo existindo outros milhares de Sete Flechas, aquele ponto vibra em uma correspondência energética só sua. Dessa forma caso seu médium conheça o ponto, através dele acessa diretamente ao seu guia pessoal. Por isso, essa é a chave mais velada e ocul-ta, liberada de forma integral apenas quando o médium dá provas de deter-minação e maturidade dentro do trabalho de Umbanda.

A terceira chave é a forma plasma-da/roupagem fluídica de uma falange. Ela é de aspecto visual e talvez seja para os encarnados a mais “genérica” entre as três. É nesse fundamento que sustenta–se o uso de imagens, pois através de uma sugestão mental, invo-ca–se dentro da mente das pessoas uma egrégora ou vibração especial. Dessa forma, caso o dirigente peça para que todos mentalizem a linha dos caboclos, logo as imagens de índio utili-zadas por todos caboclos virão à mente e por sintonia visual–mental ocorrerá a ligação do encarnado com a parte as-tralina da corrente dos caboclos. Os mestres orientais dizem que essa é a mesma ciência por trás do que ficou conhecido como Yantras no oriente.

Mas, o aspecto mais profundo den-tro desse fundamento, é o da roupa-gem fluídica pessoal de cada espírito. Ela pode ser conhecida tanto através das faculdades clarividentes como em projeções astrais conscientes. É aqui que realmente pode-se conhecer as peculiaridades de cada forma que os guias de lei de Umbanda utilizam e que estão mais ligados a detalhes pessoais da consciência espiritual. Mas dentro de uma falange, essas peculiaridades são extremamente importantes, pois se milhares de Caboclos Sete Flechas imprimem a seu corpo espiritual através da força do pensamento uma forma semelhante entre si, às pequenas nuances e detalhes, refletirão dentro da hierarquia e das funções que cada um deles têm dentro da falange.

Por fim, a forma plasmada é um meio de acabar com a vaidade e necessidade dos médiuns de obterem comunicações com personalidades im-portantes quando encarnadas, o que, sem querer que soe como uma crítica,

é muito comum dentro do espiritismo mundial codificado por Kardec. Por de-trás da aparência de uma preta–velha, pode estar uma simples e sábia escrava, uma professora, uma parteira, ou até mesmo uma grande santa ou sacerdo-tisa de outros tempos. Pouco importa, pois todas respondemos dentro de uma linha (Preta–Velha) e de um grupo (Be-nedita). Nós ficamos “ocultas” por assim dizer. Trabalhando e esclarecendo sim-plesmente por amor.

Esse sistema foi baseado no modo de viver dos seres naturais e encanta-dos da natureza, onde toencanta-dos se vêem como um grupo, como um grande organismo onde cada individualidade é uma pequena célula de Um organismo maior, que são os Orixás, e esses, por sua vez, são outras grandes células que formam o Todo, Olorum.

Dessa forma, trabalha–se por alegria e altruísmo, anulando–se o ego e a vontade própria, para o prevale-cimento do Eu divino e da vontade coletiva.

PERGUNTA: A Senhora poderia explicar melhor como funciona essas “chaves” de acesso a determinada entidade ou corrente espiritual?

VÓ BENEDITA: As “chaves” cita-das no comentário anterior funcionam através de correspondência vibratória. Para fazermos uma analogia com algo material, usemos o diapasão. O diapa-são é um instrumento utilizado para afinar instrumentos musicais, “calibra-do” para vibrar em determinada fre-qüência, emitindo a nota Lá (440Hz).

Agora imaginem que as “chaves” estejam calibradas e sejam capazes de sintonizarem com determinadas egré-goras assentadas no plano espiritual, captarem suas vibrações e transfor-marem-se em pólos irradiadores ou veículos manifestadores dessas vibra-ções.

Essa lei das correspondências vi-bratória é uma das leis básicas da magia e também da própria mediunidade. Através de princípio semelhante, mas voltado às leis de vibração espiritual, um ponto riscado entra em sintonia com o próprio magnetismo de um guia, ou um nome simbólico em si carrega a vibração peculiar de uma determinada falange. Seguindo o mesmo raciocínio, à parte etérica da glândula pineal de

um médium “vibra” em correspondência vibratória com as ondas mentais envia-das por uma entidade extrafísica, con-seguindo captá-las. Pelos mesmos prin-cípios, uma ferramenta condensadora de axé, consagrada em algum sítio vibratório da natureza, pode reproduzi a partir de si o mesmo magnetismo e energia do local natural. E nisso en-contra-se um dos fundamen-tos dos otás e ferramentas assentadas em um congá den-tro de um terreiro de Umban-da. Mas aí, estaríamos entran-do em um outro assunto...

O importante aqui é en-tender como a lei da corres-pondência vibratória está na base de diversos fundamentos da prática umbandista, ou de muitas outras práticas magís-ticas e espirituais. Tudo na Criação vibra, nada é estático. E a sintonia e correspondên-cias entre essas vibrações são uma grande chave descortinadora de mistérios.

PERGUNTA: Quanto ao comentário a respeito da anulação do ego atra-vés do uso de nomes e aparências coletivas. Isso nos parece muito inte-ressante. Você poderia nos explicar um pouco mais a respeito?

VÓ BENEDITA: “Deus, em sua infinita misericórdia, fez da morte a grande niveladora das consciências hu-manas. Mas vocês, ignorantes das leis espirituais, continuam rotulando e jul-gando um espírito pelo que ele foi ou deixou de ser no plano material” _ essas foram as palavras do Caboclo

das Sete Encruzilhadas dentro da re-cém fundada federação espírita de Ni-terói, questionando o porquê de espíri-tos de negros ou índios serem afasta-dos das mesas espíritas.

Acreditamos que essa citação, por si só, já é mais eloqüente do que qual-quer coisa que possamos falar. Na ver-dade, uma encarnação é apenas uma “roupa” ou “papel” representado no tea-tro cósmico das vidas sucessivas. En-tendido isso, como se apegar a alguma personalidade terrena, quando a reali-dade do espírito floresce aos nossos olhos? Apesar de compreender que em alguns casos a identificação espiritual seja muito importante, para as neces-sidades básicas de atividade dentro da Umbanda, o nome coletivo funciona muito bem.

Quem realmente eu sou? Um corpo físico, uma personalidade criada dentro dos parâmetros da terra, ou um espírito imortal, parte de Olorum?

O que realmente é importante? A erudição que levo da terra, ou os tesou-ros do espírito que carrego no baú do coração?

Quem realmente age? Benedita, um simples espírito em evolução, ou a mão do Orixá a guia, como humilde ins-trumento de ação na vida dos seme-lhantes?

O que é mais valoroso? A cultura terrena que um espírito possui, ou sua luz e sua energia pessoal?

Respondam com discernimento, sabedoria e carinho o que aqui foi perguntado e entenderão por si mesmos esse fundamento dos nomes e apa-rências coletivas dentro da Umbanda.

contatos: [email protected] Página -12 JORNALDE UMBANDA SAGRADA- MARÇO/2010

Já está

nas

bancas

de

todo o

Brasil!

Revista Cristã de Espiritismo nº 77

No dia 2 de fevereiro de 2007 ao ouvir em Paris os resultados acerca do aquecimento global dados a conhecer pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) o então Presidente Jacques Chirac disse:”Como nunca antes, temos que tomar a palavra revolução ao pé da letra. Se não o fizer-mos o futuro da Terra e da Humanidade é posto em risco”.

Outras vozes já antes, como a de Gorbachev e de Claude Levy Strauss pouco antes de morrer, advertiam: “ou mudamos de valores civilizatórios ou a Terra poderá continuar sem nós”.

Esse é o ponto ocultado nos foruns mundiais, especialmente o de Copenha-gue. Se for reconhecido abertamente, ele implica uma autocondenação do tipo de produção e de consumo com sua cultura mundialmente vigente. Não basta que o IPCC diga que, em grande parte, o aquecimento

ago-ra irreversível é produzido pelos seres humanos. Essa á uma generalização que esconde os verdadeiros cul-pados: são aqueles homens e mulheres que formularam, im-plantaram e globalizaram o modo de produção de bens materiais e os estilos de consumo que

im-plicam depredação da natureza, cla-morosa falta de soli-dariedade entre as atuais e as futuras gerações.

Pouco adianta gastar tempo e palavras para encontrar soluções téc-nicas e políticas para a diminuição dos níveis de gases de efeito estufa se man-tivermos este tipo de civilização. É como se uma voz dissesse: “pare de fumar, caso contrário vai morrer”; e outra dis-sesse o contrario: “continue fumando, pois ajuda a produção que ajuda criar empregos que ajudam garantir os sa-lários que ajudam o consumo que ajuda aumentar o PIB”. E assim alegremente, como nos tempos do velho Noé, vamos ao encontro de um dilúvio pré-anun-ciado.

Não somos tão obtusos a ponto de dizer que não precisamos de política e de técnica. Precisamos muito delas. Mas é ilusório pensar que nelas está a so-lução. Elas devem ser incorporadas den-tro de um ouden-tro paradigma de civilização que não reproduza as perversidades atuais. Por isso, não basta uma ecologia ambiental que vê o problema no ambiente e na Terra. Terra e ambiente não são o problema. Nós é que somos o problema, o verdadeiro Satã da Terra quando deveríamos ser seu Anjo da

Guarda. Então: importa fazer, conso-ante Chirac, uma revolução. Mas como fazer uma revolução sem revolucio-nários?

Estes precisam ser suscitados. E que falta nos faz um Paulo Freire eco-lógico! Ele sabiamente dizia algo que se aplica ao nosso caso:”Não é a educação que vai mudar o mundo. A educação vai mudar as pessoas que vão mudar o mundo”. Precisamos destas pessoas re-volucionárias, caso contrário, prepare-mo-nos para o pior, porque o sistema imperante é totalmente alienado, estu-pificado, arrogante e cego diante de seus próprios defeitos. Ele é a treva e não a luz do túnel em que nos metemos. É neste contexto que invocamos uma das quatro tendências da ecologia (ambiental, social, mental, integral): a ecologia mental. Ela trabalha com aquilo que perpassa a nossa mente e o nosso coração. Qual é a visão de mundo que temos? Que valores dão rumo à nossa vida? Cultivamos uma dimensão espi-ritual? Como nos devemos relacionar com os outros e com a natureza? Que fazemos para conservar a vitalidade e a integridade de nossa Casa Comum, a Mãe Terra?

Não dá em poucas linhas traçar o desenho principal da ecologia men-tal, coisa que fizemos um inú-meras obras e vídeos. O primei-ro passo é assumir o legado dos astronautas que viram a Terra de fora da Terra e se deram conta de que Terra e Humanidade foram uma entidade única e inse-parável e que ela é parcela de um todo cósmico. O segundo, é saber que somos Terra que sente, pen-sa e ama, por isso ho-mo (homem e mulher) vem de húmus (terra fecunda). O terceiro que nossa missão no conjunto dos se-res é de sermos os guardiães e os se- res-ponsáveis pelo destino feliz ou trágico desta Terra, feita nossa Casa Comum. O quarto é que junto com o capital na-tural que garante nossa bem estar material, deve vir o capital espiritual que assegura aqueles valores sem os quais não vivemos humanamente, como a boa-vontade, a cooperação, a compai-xão, a tolerância, a justa medida, a con-tenção do desejo, o cuidado essencial e o amor.

Estes são alguns dos eixos que sus-tentam um novo ensaio civilizatório, amigo da vida, da natureza e da Terra. Ou aprendemos estas coisas pelo convencimento ou pelo padecimento. Este é o caminho que a história nos ensina.

“Ou mudamos de valores

civilizatórios ou a Terra

poderá continuar sem nós”.

Esse é o ponto ocultado nos

fóruns mundiais, especialmente

o de Copenhague.

Leonardo Boff é teólogo e autor do DVD As quatro ecologias, CDDH de Petrópolis 2009. Fonte: ALAI - Agência Latinoamericana de Informação

O caldeamento das raças é o

impulso irresistível que vai nos

levando para a igualdade étnica.

As invasões, as conquistas

bélicas, as expedições terrestres

ou marítimas, o comércio, o

tráfico de escravos, bem como

outros fatores imponderáveis, o

turismo inclusive, vêm no

transcurso das idades,

promovendo e forçando as

quatro raças a um contato

providencial.

(João Severino Ramos)

sincretismo religioso no Brasil surgiu com a escravatura do índio pelos primeiros coloniza-dores. O nosso índio, em função da sua liberdade natural e de seu espírito guerreiro, não podia aceitar a escravi-dão. Tinha uma religião que se funda-mentava na crença do espírito e que possuía os seus rituais. Não se adaptou ao cativeiro e, então, o colonizador trouxe da África o elemento negro, que oferecia melhores condições para a lavoura. Formou-se, assim, um ciclo branco-indio-negro que contribuiu para o complexo da formação brasileira, so-bressaindo-se uma constante religio-sidade em vários aspectos.

Os escravos nada traziam na via-gem, sendo necessário aqui improvisar os objetos de culto com os utensílios utilizados nas cozinhas ou nas senzalas. Os negros escravos tinham de-senvolvido e sedimentado os funda-mentos religiosos das divindades rituais, liturgia e lendas. Dentre eles, muitos iniciados cuidavam com fidelidade dos conhecimentos recebidos, sob sigilo, constituindo segredo que não podia ser revelado. Os negros apresentavam um grau de cultura mais elevado que o índio e, em alguns casos, eram mais intelec-tualizados que alguns senhores brancos que lhes impunham uma religião por

Textos extraído do livro “Iniciação à Umbanda” Autores: Diamantino Fernandes Trindade, Wagner Veneziani Costa, e Ronaldo Antonio Linares - Editora Madras. www.madras.com.br

meio de imagens e algumas rezas, que não entendiam, sem um fundamento, à custa de castigos, privações e sofri-mentos.

O negro não entendia a religião católica, havendo uma má assimilação no que havia de semelhante na cor-relação com as suas divindades tra-dicionais, ocorrendo então uma fusão das divindades para que se pudessem praticar os seus rituais e cultuar os Orixás que lhes eram próprios. Quando eram questionados pelos brancos, pre-feriam dizer que estavam homena-geando “os santos”, resultando assim em uma fusão de crenças e divindades de vários aspectos. O colonizador per-mitiu, desse modo, que se cultuasse a religião à sua maneira, modificando a tradição dos cultos primitivos, porque a ruidosidade e a complexidade do ritual era para o negro um lenitivo, ameni-zando a saudade da família ou da terra natal.

O sincretismo com o catolicismo atingiu tal ponto que é comum se cultuar

uma mesma entidade, de modo indi-ferente, com nome de Santo ou Orixá africano, não se podendo, muitas ve-zes, diferenciar onde termina um e co-meça outro.

Existe uma convergência de rituais e liturgia, que tende a se acentuar com o sentido ecumenista pela grande disseminação da Umbanda no Brasil e seu grande relacionamento com o altar e práticas católicas.

É bom lembrar que o sincretismo ocorrido na Umbanda é diferente do ocorrido no Candomblé. No Candomblé, os Orixás eram sincretizados com os santos católicos que os negros eram obrigados a cultuar. A Umbanda nasceu com santos católicos, e o sincretismo com os Orixás foi trazido gradativa-mente pelo elemento negro oriundo dos cultos africanos.

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CONSCIÊNCIA: Atributo pelo qual o homem pode conhecer e julgar sua própria realidade. Faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados. Cuidado com que executa um determinado trabalho, se cumpre um dever, senso de responsabilidade conhecimento, noção. Percepção imediata dos acontecimentos e da própria atividade psíquica. CONSCIENTE: Que tem consciência. Que procede com consciência cônscio.

CÔNSCIO: Que sabe bem o que faz ou deve fazer, consciente.

A mediunidade de incorporação dentro da religião de Umbanda Sagrada ainda é algo a ser desmistificado, pois ainda existem pessoas que mesmo sendo médium consciente afirmam ser

“médium inconsciente”, que não lembram de nada do que aconteceu, que o guia “tomou conta” a ponto de não controlar sua mente, seu espírito e seu corpo carnal.

Antigamente a inconsciência era algo mais comum dentro dos terreiros, até mesmo pela imposição religiosa em que a época exigia por precon-ceito, dogmas e principal-mente pela necessidade da espiritualidade em implantar a Umbanda no Brasil. Hoje ainda há casos raríssimos de médiuns inconscientes.

PODEMOS ESCLARECER A INCORPORAÇÃO!

Na incorporação o campo eletro-magnético do guia se acopla ao do médium e através destas energias, o guia repassa mentalmente suas ondas

eletromagnéticas atingindo o mental do médium. Os nossos centros energéticos que são os chacras, absorvem e irra-diam energia, há uma soma entre a energia vibratória do guia e a energia vibratória do médium e esta atuação ocorre nas glândulas pineal e hipófise.

Portanto, uma não anula a outra e sim atu-am em conjunto!

Hoje com a evolução da espiritualidade, o objetivo é usar do recurso consciência, para que o médium também seja beneficiado em sua evolução.

Gostaria de esclarecer aos médiuns conscientes, que ser consciente não é vergonha e não diminui seus valores mediúnicos. Você não é patinho feio do terreiro e nem precisa se sentir um peixe fora d’água, julgando-se inferior.

Quando o médium pergunta “será

que sou eu?” “Será que é o guia?”. Eu respondo são os dois atuando de forma consciente, para que através da incorporação consciente o médium possa adquirir conhecimento e assim também evoluir com os ensinamentos dos guias.

Um dos objetivos da mediunidade consciente no desenvolvimento mediú-nico, é facilitar para que o médium possa aprender a doutrinar a incorporação, absorver as irradiações divinas, entrar em sintonia vibratória para que assim sua elevação mental ocorra deixando o Orixá ou o Guia atuar, sem sua interfe-rência.

Existem dirigentes espirituais que ainda se preocupam com quantidade de médiuns que sua casa tem, nem sempre quantidade está aliada a qualidade do desenvolvimento mediúnico. Já estive em locais onde não existiam regras muito menos doutrina, incorporava-se o que queria e em qualquer hora da gira, roupas inadequadas e já vi até

“caboclos” incorporar em médiuns ma-quiados com brincos enormes e tudo mais. O desenvolvimento é um momento precioso para formação de um médium. GENTE, CADÊ O BOM SENSO?

E cadê a mediunidade consciente nessa hora, onde está a consciência e a postura do médium?

Algumas atitudes tem que partir do dirigente ou mesmo do guia chefe da casa, pois eu não acredito que um ter-reiro onde se pratica o amor, a fé e a caridade, essas atitudes de falta de respeito não seja devidamente orien-tada.

Por isso bendita seja a sabedoria divina, que nos permite ter consciência! Que cada um responda a lei maior e a justiça divina, o que faz de sua cons-ciência...

Que mãe Iansã abençoe à todos, Mãe Monica Berezutchi

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Programa de Silêncio Urbano (Psiu) já criou problema para muita gente, dentro dos seg-mentos afro-brasileiros, no que diz respeito à utilização da musica durante os rituais de Umbanda e Candomblé. As multas eram exorbitantes e as denuncias podiam ser feitas de forma anônima.

Conhecemos casos como o do Tem-plo da Luz Dourada dirigido por Mãe Mônica e Pai Marcelo Berezutchi, que sofreu uma “enxurrada” de denuncias

PORTAIS!

Eis uma palavra com múltiplos sig-nificados, todos derivados da palavra porta, que significa passagem de um ambiente para outro, seja o de entrar ou sair de uma casa ou de, já dentro dela deslocar-se pelos seus cômodos. Muitas são as utilidades das portas (ou portais) e muitas são elas sendo, que umas permitem que saiamos de dentro de um ambiente e outras nos permitem entrar em outros, assim como tem aquelas que tanto são da entrada quanto de saída porque são únicas.

- Pois bem!

A Magia Divina dos Sete Portais Sa-grados nos conduz para um dos mais fascinantes mistérios da criação, que é o das “passagens divinas”, passagens essas que permitem que um espírito desloque-se através dos muitos planos da criação, formados internamente por reinos, domínios, dimensões e realida-des hiper-habitados por seres seme-lhantes a nós os espíritos humanos, mas que vivenciam outros tipos de evolução. Essa magia nos abre um dos mais grandiosos e importantes mistérios da criação divina e nos revela a perfeição nela existente até nos detalhes imper-ceptíveis, só visualizados por quem é bom observador da obra divina.

- Porta, portal ou passagem são três palavras sinônimas, mas que se aplicam a coisas diferentes. - PORTA: Para deslocamento de um ambiente para outro.

- PORTAL: Para entrada em um reino ou domínio.

- PASSAGEM: Para entrada em um novo meio (faixa vibratória, dimen-são, realidade ou plano de vida).

Na verdade, a Magia Divina dos Se-te Portais Sagrados é regida pelo misté-rio das sete passagens porque esse é o mistério maior, que é regido pelo Trono da Evolução, o responsável pela eleva-ção ou rebaixamento dos espíritos que vivem e evoluem nos mais variados ní-veis vibratórios da criação.

A Magia Divina dos Sete Portais Sa-grados é uma das vinte e uma magias regidas pelo mistério maior das Sete Passagens, quase todas elas fechadas e desconhecidas no lado material da vida, sendo que o pouco que conhece-mos deve-se a algumas revelações dos nossos mestres de Magia Divina.

Quando psicografei em 1991 o livro “Hash Meir, o Guardião dos Sete Portais do Templo da Deusa Dourada” e sua continuação “O Guardião das Sete Por-tas das Trevas”, ambos atualmente jun-tados em um só livro denominado “O Guardião dos Sete Portais”, muita coisa não escrita ficou no ar a espera de res-postas que melhor definissem o que

eram esses “Sete Portais”.

Muitas informações se somaram posteriormente quando em 1999 come-çou o ensino da Magia Divina curso mi-nistrado por Mestre Seiman Hamisèr Ye. Ele nos trouxe muitas informações e entre elas a de que todo espaço má-gico um portal capaz de absorver, reco-lher e encaminhar para os seus devidos lugares na criação todos os negativis-mos projetados contra uma pessoa através da magia negativa ou atraídos por ela devido à baixa qualidade dos seus pensamentos e sentimentos.

Eu, que sou umbandista e sigo uma religião que tem na magia ritual um de seus recursos para auxiliar as pessoas, e que já havia lido todos os autores umbandistas cujos livros me chegaram à mão, neles jamais havia lido nada pa-recido ou que pudesse ser comparado às revelações de Mestre Seiman.

Tornei a reler quase uma centena de livros de Umbanda, entre os quais os dos mais renomados autores e não

vi em nenhum uma só revelação ou co-mentário sobre o mistério das passa-gens, dos portais e das portas e sim, vi, (já com outros olhos) um repetivismo sobre a magia ritual Umbanda e que consistia em fazer oferendas e nada mais!

Portanto, foi só após a publicação de muitos dos livros psicografados por mim que a palavra “portal”, tanto quan-do associada à magia quanto às passa-gens entre os planos, dimensões, reinos e domínios popularizou-se tanto dentro da Umbanda quanto no esoterismo e no espiritualismo.

Hoje, em 2010 e já com cerca de sessenta livros publicados e com o mis-tério dos portais popularizados, final-mente recebi a autorização para abrir para o plano material a “Magia Divina dos Sete Portais Sagrados!”.

Se fiz esse comentário um tanto ríspido é porque as Magias Divinas das Sete Chamas, das Sete Pedras, das Sete Ervas, dos Sete Elementos, dos Sete Símbolos, etc, trabalham com por-tais elemenpor-tais (construídos com ele-mentos naturais colocados em seus pó-los mágicos) e com a Magia das Sete Cruzes, dos Sete Raios, etc, trabalham com portais mentais divinos.

Inclusive, a Magia Divina dos Sete Raios Sagrados, a quarta das magias a ser aberta, trabalha o tempo todo com os “Portais Divinos” regidos pelo misté-rio dos Sete Raios Sagrados, que são regidos pelos Sete Tronos de Deus. Fato esse que abriu para os que se iniciaram nessa magia o mistério dos portais ener-géticos, constituídos etericamente pe-las sete irradiações de Deus e regidos pelos seus sete Tronos.

Essa abertura parcial do “Mistério dos Sete Portais Sagrados” abriu um vasto campo até então desconhecido e, fora uns poucos magos iniciados por

mim nessa magia, todos preservaram o juramento de silencio feito duramente suas iniciações.

Mas houve os que não consegui-ram guardar segredo e a partir do que haviam aprendido comigo durante os cursos de Magia Divina, criaram suas próprias “magias” recebidas, segundo eles de mensageiros de altos planos.

Esqueceram-se dos meus avisos de que seus mestres de magia lhes ensina-riam muitas coisas mais e que deveensina-riam preservar esses conhecimentos, pois mais adiante todos os graus da Magia Divina seriam abertos e, além do conhe-cimento e das revelações já recebidos através de mim, somariam aos graus que ministrariam seus novos conheci-mentos e revelações, fato esse que enriqueceria suas aulas de magia.

Todos os que quebraram a “Lei do Silêncio” foram desligados em espírito da egregora da Magia Divina e hoje, trilham caminhos próprios, não reve-lando aos seus alunos e seguidores ini-ciados “que tudo o que estão ensinan-do-lhes aprenderam nos cursos que fi-zeram comigo”.

Que todos façam um bom trabalho de ensinar pessoas nos campos da magia.

Mas que nenhum deles se esqueça de que mais adiante, já em espírito to-dos terão que prestar contas da que-bra do juramento de silencio sobre os mistérios divinos.

Aguardem para breve o abertura dessa Magia Divina dos Sete Portais Sagrados junto com o lançamento do livro que, finalmente abrirá parcialmen-te esse mistério da criação e, aí sim, todos trabalharão com os Portais Sa-grados ou Passagens Divinas regidas pelo Sagrado Trono da Evolução tam-bém conhecido dentro da Umbanda co-mo o nosso Amado Pai Obaluaiê.

anônimas por meio do “Psiu”. Graças à liberdade que havia em fazer denúncias anônimas, muitas pessoas animadas antes pelo preconceito religioso que por “poluição sonora”, usavam este “canal” de denúncias para perseguir os Templos de Umbanda e Candomblé.

Em alguns casos grupos de into-lerantes religiosos costumavam colocar como meta o fechamento deste ou daquele Templo de Umbanda, buscando por todos os meios encontrar impe-cilhos a fim de perturbar o trabalho que

os mesmos realizam com a comunidade. Templos de Umbanda não cobram nada de ninguém, existem por um ideal de fé apenas, caracterizando uma obra social de fundo religioso, em que ge-ralmente se dá não apenas um acompa-nhamento e orientação religiosa, em muitos casos há também uma obra social mantida ou apoiada pelo mesmo. A própria definição do que é Um-banda “A Manifestação do Espírito para a Caridade” prevê uma atuação ampla e irrestrita no relacionamento com o

outro no sentido de colocar em ação a prática desta caridade que tem inicio no campo espiritual e pode se estender para as questões sociais da família ou mesmo pessoais.

Mas o perfil do intolerante não vê as benfeitorias do objeto de seu pre-conceito, não vê nada além do que quer ver, um “adversário”, o “mal”, o “diabo”, o “encosto”... definições de

fundo pejorativo para identificar quem é teologicamente diferente.

Não basta ser cristão, para o into-lerante o único cristão bom é aquele que faz parte de sua congregação, igreja ou templo.

Com as mudanças da lei do Psiu, deve mudar um pouco o abuso das denúncias, pois agora não são mais aceitas as denúncias anônimas.

As denúncias não podem mais ser anônimas.

O barulho (ruído) deve ser medido dentro do imóvel do “reclamão”, com a presença de denunciante, denunciado, fiscal e testemunhas. A medição deve ser feita no horário em que acontece o barulho. O denunciante deve informar o horário em que é incomodado pelo barulho.

Denunciante e denunciado devem estar juntos no momento da medição.

Vejamos quais foram as alterações:

O

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A D R I A N O C A M A R G O

S

alve fantásticos irmãozinhos em Mamãe Natureza.

Quem pode falar sobre as ervas? Essa pergunta sempre vem à tona quando o conhecimento é com-parado, seja dentro dos meios religio-sos, na fitoterapia, e mesmo na sabe-doria popular. Tenho recebido muitos emails perguntando sobre isso. Porque temos, principalmente na internet, uma avalanche de informações sobre o uso das ervas.

Enquanto eu escrevo essa matéria, tenho sobre mim a agradável sombra de uma fantástica pitangueira. Estou sentado debaixo dela e peço a ela inspiração para escrever. Pergunto a ela como eu posso ser útil ao meu se-melhante humano, mesmo que sua natureza vegetal não entenda total-mente o que se passa na total-mente huma-na, dotada de princípios diferentes, mas enfim, pergunto a ela assim mesmo como eu posso levar esse conhecimento às pessoas com clareza, força e deter-minação.

Muitas vezes pergunto o que es-crever. E a resposta flui no meu intimo de forma natural.

Assim é a pitangueira, a cerejeira, o abacateiro, o limoeiro e a goiabeira. Árvores que estão próximas de mim, no meu jardim, no local que mais gosto de escrever. E mesmo quando não es-tou lá, me conecto a elas mentalmente,

trazendo sua imagem, sua sombra e frescor. O sabor dos seus frutos e o perfume de suas folhas.

Hoje há tanto delas em mim como há de mim nelas. Há uma sim-biose energética, assim como o agricultor conhece o “cio da terra”, a gente acaba conhecendo a essência dessas amadas irmãzinhas do mundo vegetal.

Tenho a minha volta diversos ir-mãozinhos do pla-no espiritual, en-cantados e natu-rais, que nem sempre tem noção do que estou fazendo exatamente com um notebook, ou mesmo um ca-derno de anotações, ali, sentado e conver-sando com uma árvore.

Mas todos percebem o que vou fazer a partir daquilo que recolho ali. Sabem que disse-minar o conhecimento é meu trabalho, levar de forma objetiva a razão de Pai Criador se manifestar na natureza é minha missão.

Quando preciso de folhas para

al-guns preparos pessoais, para o terreiro ou alguém que precisa de ervas para um simples banho, me dirijo ao jardim, com minha tesoura de jardinagem, simples e efetiva pois é meu instrumento de trabalho, e em cada ar-busto ou canteiro que vou cortando os galhos, vou mentalmente, e as vezes até v e r b a l m e n t e , definindo o que fazer com essas ervas, como usar ou como eu gos-taria que elas guardassem sua energia para se manifestar no preparo a que se destinam.

Vou juntando essas folhas, flores, raízes e quando não tenho todas que preciso no meu jardim busco no meu armário de ervas, onde guardo centenas, isso mesmo, centenas de vidros com folhas, cascas, sementes, raízes, flores, todas secas. E sei exatamente onde elas estão, sei onde encontrar o que eu preciso na-quele momento.

Mesmo secas, elas me reconhecem como seu manipulador natural, e

atra-vés daquilo que há de mim nelas, per-mitem que eu tenha e me sirva de seu poder no benefício da humanidade.

As ervas que não tenho plantadas também reagem ao meu magnetismo humano, ajustado ao seu magnetismo vegetal. Pois as trato com o respeito que a natureza merece.

Essa reação do elemento define e proporciona qualidade final do preparo. As ervas se colocam na nossa vida como verdadeiras mestras. Professoras de sabedoria natural. Respondem as nossas perguntas com determinação. Respondem aos nossos apelos de cura com carinho.

Ao cortar alguns ramos ou galhos, tenha certeza que essa árvore sente o que você está fazendo. E ela reage de acordo, em sintonia e proporção ao seu propósito.

Hoje divido essa experiência com vocês, porque desde no ano de 2003 que venho escrevendo aqui nessa co-luna, procurando transmitir a simplici-dade dos elementos e como eles gostam de estar conosco. Não vejo esse traba-lho como um fardo, nem como uma mina de ouro, porque há um fundamento divino que nos ampara.

E se podemos falar das ervas, con-quistamos isso com o coração. Com a essência de quem realmente vive isso em seu dia a dia, nos jardim, nos cursos, no terreiro.

Que fale sobre ervas quem vive as ervas, quem as trata com o devido respeito e carinho, pois se não sabem, há um sistema reativo em toda a natureza, que é implacável com todos aqueles que querem apenas usufruir no meio humano, das benção divinas que são manifestadas na natureza.

Se você sentiu algo em seu espírito ao ler essas linhas, é porque você é poderoso candidato a ter uma maravilhosa experiência com os

elementos da natureza em um dos nossos grupos de estudo sobre as ervas. Vença a distância, o cansaço e a preguiça e traga ao seu espírito algo que ninguém pode tirar de você: o conhecimento.

Falta coragem, então busque nas próprias ervas a inspiração para aprender. Tome um bom banho de limpeza e equilibrio (arruda, casca de alho, pinhão roxo, eucalipto, hortelã, manjericão e sálvia) antes de dormir, acenda uma vela verde, ofereça a Pai Criador, Mãe Natureza, os Sagrados Orixás Oxóssi e Obá – o Trono do Conhecimento, às Forças Vivas de Jurema, e peça inspiração, força e proteção para trilhar esse caminho sagrado.

Se pretende administrar sua vida, é preciso coragem. Há pessoas que vivem por viver, porque foram coloca-das no mundo. Nada as estimula nada as atrai. São pessoas sem graça, pare-ce que lhes falta o sopro da vida. Não seja uma delas. Reaja, lute, trace seus ideais, pois só é digno de viver aqueles que lutam por eles.

Faça da sua vida única. Na verdade você não sabe se terá outras oportunidades. Descubra seus talentos e realize seus sonhos.

Não tema pois o conhecimento é para todos. Todos podemos despertar os poderes das ervas com amor e bom senso. Faça parte disso, venha tornar seu mundo melhor e beneficiar a si mesmo e ao semelhante. Há novas turmas sendo formadas, não perca essa oportunidade.

Bençãos de Mamãe Natureza! Su-cesso e muita alegria a todos, muito obrigado, muito obrigado, muito obri-gado!

Contatos: www.erveiro.blogspot.com [email protected] Marcos Barbosa é médium da Casa de

Caridade Estrela da Umbanda - CCEU Contatos: [email protected]

mundo é mutável, e a cada ano a sensação é que o tempo voa sem deixar rastros. A globalização e a tecno-logia aparecem e desaparecem em dias e para não ficarmos desa-tualizados, faz-se necessário, nos mantermos conectados para não sermos uns alienados.

Este intróito serve de analogia para o que hoje está acontecendo com a Umbanda e o que o movimento umbandista moderno está procurando neste novo século.

A busca por uma Nova-Umbanda não significa, em hipótese alguma, deixar de lado toda tradição existente na religião, porém os tempos e as culturas evoluem e nós também precisamos pegar carona neste caminhar.

Dizer que os Guias não se adaptam as novas realidades e necessidades é usar um dos piores

subterfúgios para justificar o orgulho e a vaidade. É não querer deixar o ego de lado e mudar de atitude.

Infelizmente, por con-ta da falcon-ta de informação e conhecimento da nossa religião, poucos sabem que o uso do álcool e do tabaco nos terreiros de Umbanda tem finalidade ritualística.

Até pouco tempo atrás (considerando que vinte anos é pouco tempo), relatos dizem que se bebia por demais nos terreiros, hoje já se bebe bem menos e existem alguns terreiros que já não usa bebida alcoólica e nem o fumo. Estas mudanças são, principalmente para se adaptar as novas realidades jurídicas e sanitárias, e também para o olhar dos leigos não se ficar a impressão de que na Umbanda

estimula-se o uso do álcool e do tabaco.

Além da polêmica do álcool e tabaco, temos a questão da vaidade humana que sempre encontra brechas - injustificadas - para se apresentar. Vemos isso quando presenciamos o uso de roupas extravagantes, guias, colares, brincos e aparatos em demasia, sendo que para a prática da Umbanda basta a simplicidade da roupa branca e a pureza de sentimentos para se colocar a disposição da espiritualidade para a prática da caridade.

Hoje vivemos um movimento “neo-umban-dista”, onde se procura achar o tom ideal, sem fugir das características e dos fundamentos maio-res da Umbanda, mas adaptando-se aos novos tempos e as novas realidades ecológicas e politi-camente corretas.

Os alienados, infelizmente, ficarão para trás e estarão sujeitos aos ditames dos novos tempos e da percepção geral desses novos moldes.

O

Referências

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