R E S U M O E S Q U E M Á T I C O D E A N Á L I S E S I N T Á T I C A
R E S U M O E S Q U E M Á T I C O D E A N Á L I S E S I N T Á T I C A
*OBS: (VTD ou VTDI) + SE o sujeito é passivo e
*OBS: (VTD ou VTDI) + SE o sujeito é passivo e o SE =
o SE =
partícula apass partícula apassivadora ivadora**
**
OBS: para acharmos o sujeito, fazemos a pergunta QUE(M) É QUE para o verbo /
OBS: para acharmos o sujeito, fazemos a pergunta QUE(M) É QUE para o verbo / locução verbal
locução verbal
V
V
E
E
R
R
B
B
O
O
TRANSITIVO TRANSITIVO DiretoDireto Quem Quem ____ ____ , , ________
Indireto
Indireto Quem Quem ___ ___ , , ______
Direto e indireto
Direto e indireto Quem Quem ___ ___ , , ___ ___
Alguém Alguém Alguma coisa
Alguma coisa Objeto Direto (OD)Objeto Direto (OD)
aa de
de AlguémAlguém com
com Alguma Alguma coisacoisa para
para sobre sobre
Objeto Indireto (OI) Objeto Indireto (OI)
Alguém Alguém Alguma coisa Alguma coisa aa de de AlguémAlguém com
com Alguma coisaAlguma coisa para para sobre sobre O. O. D. D. O. O. I.I. INTRANSITIVO
INTRANSITIVO Quem ____ , ____. (Quem ____ , ____. (AAdjuntodjunto AAdverbial de...) ?dverbial de...) ? (AA__)(AA__)
S
S
U
U
JJ
E
E
II
T
T
O
O
DETERMINADO DETERMINADO (ATIVO OU PASSIVO) (ATIVO OU PASSIVO) SimplesSimples – – (um só núcleo) (um só núcleo)
Composto
Composto – – (mais de um núcleo) (mais de um núcleo) Oculto
Oculto – – (implícito na desinência verbal (implícito na desinência verbal – – elíptico elíptico – – desinencial) desinencial) agente agente paciente paciente agente e paciente agente e paciente INDETERMINADO INDETERMINADO INEXISTENTE INEXISTENTE (oração sem suj.) (oração sem suj.)
Verbos na 3
Verbos na 3aa P.P. (desde que nada tenha sido falado dele antes) P.P. (desde que nada tenha sido falado dele antes) V.T.I. +
V.T.I. + SESE V.I. +
V.I. + SESE partícula partícula de de indeterminação indeterminação do do sujeitosujeito V.L. +
V.L. + SESE
Verbos que indicam fenômeno da Natureza (impessoais) Verbos que indicam fenômeno da Natureza (impessoais)
3ª
3ª pessoa pessoa do do singular singular qualquer qualquer pessoapessoa
Verbo
Verbo HAVERHAVER = = EXISTIREXISTIR, acontecer, decorrer, realizar-se, acontecer, decorrer, realizar-se
Verbo
Verbo Transitivo Transitivo Direto Direto Verbo Verbo IntransitivoIntransitivo
Verbos SER, ESTAR, FAZER, PASSAR = tempo decorrido Verbos SER, ESTAR, FAZER, PASSAR = tempo decorrido LIGAÇÃO
LIGAÇÃO ligaliga
a
a
Alguém Alguém Alguma coisa Alguma coisa um estado um estado uma qualidade uma qualidade um modo de ser um modo de ser PREDICATIVO PREDICATIVO DO SUJEITO DO SUJEITO (PS) (PS) SUJEITO SUJEITO
Sujeito
Sujeito
Ativo
Ativo
VTD
VTD
VTDI
VTDI
OD
OD
OI
OI
Sujeito
Sujeito
Passivo
Passivo
Locução
Locução
Verbal
Verbal
Agente da
Agente da
Passiva
Passiva
OI
OI
Lembre-se de usar este
Lembre-se de usar este
es-quema para você não
quema para você não
con-fundir
fundir
OBJETO INDI-
OBJETO
INDI-RETO
RETO
com
com
COMPLE-
COMPLE-MENTO NOMINAL
MENTO NOMINAL
VOZ ATIVA
VOZ ATIVA
VOZ PASSIVA
VOZ PASSIVA
ESTES VERBOS ESTES VERBOS ESTARÃO SEMPRE ESTARÃO SEMPRE NA NA3ª P.S.3ª P.S.COMPLEMENTO NOMINAL
COMPLEMENTO NOMINAL
AGENTE AGENTE DA PASSIVA DA PASSIVAOs pronomes oblíquos átonos
Os pronomes oblíquos átonos LHELHE,, LHESLHES funcionam normalmente como funcionam normalmente como OBJETO INDIRETOOBJETO INDIRETO. Os pronomes oblíquos á-. Os pronomes oblíquos á-tomos
tomos O, A, OS, AS,O, A, OS, AS, (ou variações) funcionam normalmente como (ou variações) funcionam normalmente como OBJETO DIRETOOBJETO DIRETO.. Os demais pronomes átonos
Os demais pronomes átonos ME, TE, SE, NOS, VOSME, TE, SE, NOS, VOS, podem funcionar ora como, podem funcionar ora como OBJETO DIRETOOBJETO DIRETO ora como ora como OBJETOOBJETO INDIRETO
INDIRETO dependendo do verbo que completam. dependendo do verbo que completam. Uma das maneiras de sabermos se o pronome está fu
Uma das maneiras de sabermos se o pronome está fu ncionando como OBJETO DIRETO ou OBJETO INDIRETO é substi-ncionando como OBJETO DIRETO ou OBJETO INDIRETO é substi-tuí-lo por
tuí-lo por O HOMEMO HOMEM ouou AO HOMEM AO HOMEM; quando a substituição for por O HOMEM, este pronome estará funcionando como; quando a substituição for por O HOMEM, este pronome estará funcionando como OBJETO DIRETO e quando a substituição for por AO HOMEM, o pronome terá a função de OBJETO INDIRETO. OBJETO DIRETO e quando a substituição for por AO HOMEM, o pronome terá a função de OBJETO INDIRETO.
Disse-Disse-MEME algo. algo. Disse Disse algoalgo AO AO HOMEM HOMEM ME ME = = OBJETO OBJETO INDIRETOINDIRETO
Deixou-Deixou-MEME na na sala sala DeixouDeixou O HOMEMO HOMEM na sala na sala ME = OBJETO DIRETOME = OBJETO DIRETO
caracteriza ou determina o nome a que se liga caracteriza ou determina o nome a que se liga
adjetivos adjetivos artigos artigos ADJUNTO ADNOMINAL
ADJUNTO ADNOMINAL pode pode ser ser representado representado por por pronomes pronomes adjetivosadjetivos ((aaaa) ) numeraisnumerais
locução ou expressões adjetiva locução ou expressões adjetiva
MODO
MODOverbo + COMO?verbo + COMO?
TEMPO
TEMPOverbo + QUANDO?verbo + QUANDO?
LUGAR
LUGARverbo + ONDEverbo + ONDE
ADJUNTO ADVERBIAL
ADJUNTO ADVERBIAL INTENSIDADEINTENSIDADEverbo + com que INTENSIDAverbo + com que INTENSIDADE?DE?
(AA_) CONDIÇÃO
(AA_) CONDIÇÃOverbo + em que CONDIÇÃO?verbo + em que CONDIÇÃO?
INSTRUMENTO
INSTRUMENTOverbo + com que COISA?verbo + com que COISA?
etc etc VOCATIVO
VOCATIVO termo usado para chamar, interpelar alguém ou alguma coisa (não tem função sintática) termo usado para chamar, interpelar alguém ou alguma coisa (não tem função sintática)
APOSTO
APOSTO explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo (geralmente entre vírgulas, dois pontos ou traves- explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo (geralmente entre vírgulas, dois pontos ou
traves-são). Pode vir precedido das expressões explicativas
são). Pode vir precedido das expressões explicativas ISTO É, A SABERISTO É, A SABER..
P
P
R
R
E
E
D
D
II
C
C
A
A
D
D
O
O
NominalNominal núcleo núcleo é é umum NOMENOME (subs. , adj., pron.) (subs. , adj., pron.) – –o verbo é de ligaçãoo verbo é de ligação
Transitivo direto Transitivo direto Verbal
Verbal núcleo núcleo é é umum VERBOVERBO Transitivo Transitivo indiretoindireto Intransitivo
Intransitivo
Transitivo direto e indireto Transitivo direto e indireto
VERBO-NOMINAL
VERBO-NOMINAL dois dois núcleos núcleos (um (um verbal verbal outro outro nominal)nominal)
seguido ou não de seguido ou não de complemento ou complemento ou termos acessórios termos acessórios V.I. V.I.
+
+
P.S. P.S. V.T.D V.T.D+
+
P.S. ou P.O. P.S. ou P.O. V.T.I.V.T.I.
+
+
P.S. ou P.O. P.S. ou P.O. V.T.D.IV.T.D.I
+
+
P.S. ou P.O. P.S. ou P.O. predicativopredicativo
Sempre ligado a umSempre ligado a umNOMENOME (adj. , adv., subst. ( (adj. , adv., subst. (ABSTRATOABSTRATO))
Sempre precedido de preposiçãoSempre precedido de preposição
Geralmente o nome a que se liga tem o mesmo radical de umGeralmente o nome a que se liga tem o mesmo radical de um VTVT
SEMPRESEMPRE
PACIENTE
PACIENTE
DA AÇÃO DO NOME DA AÇÃO DO NOME
corresponde ao corresponde ao sujeito na sujeito na voz ativa voz ativa e pode e pode ser expresso ser expresso por um por um substantivo ou substantivo ou pronome.pronome.
complemento de um verbo na voz passiva; complemento de um verbo na voz passiva; representa o ser que pratica a ação expressarepresenta o ser que pratica a ação expressa
pelo verbo passivo. pelo verbo passivo.
O R A Ç Õ E S S U B O R D I N A D A S
SUBSTANTIVA
ADJETIVA
ADVERBIAL
SUBJETIVA PREDICATIVA OBJETIVA DIRETA OBJETIVA INDIRETA COMPLETIVA NOMINAL APOSITIVA RESTRITIVA EXPLICATIVA 1. CAUSAL 2. CONDICIONAL 3. CONFORMATIVA 4. CONCESSIVA 5. CONSECUTIVA 6. COMPARATIVA 7. FINAL 8. PROPORCIONAL 9. TEMPORAL PRONOMES RELATIVOS QUE QUEM ONDE
O QUAL – OS QUAIS A QUAL – AS QUAIS CUJO – CUJOS CUJA – CUJAS QUANTO - QUANTA
1. PORQUE, VISTO QUE, COMO ... 2. SE, DESDE QUE, A MENOS QUE ... 3. CONFORME, SEGUNDO, CONSOANTE, ... 4. EMBORA, AINDA QUE, APESAR DE QUE, 5. QUE (PRECEDIDA DE INTENSIDADE) 6. TANTO QUANTO, TAL QUE, MAIS DO QUE 7. PARA QUE, A FIM DE QUE, ... 8. À MEDIDA QUE, À PROPORÇÃO QUE, ... 9. QUANDO, LOGO QUE, ASSIM QUE, ...
O R A Ç Õ E S C O O R D E N A D A S
AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SEMPRE DEPENDEM DE UMA
OUTRA ORAÇÃO CHAMADA DE ORAÇÃO PRINCIPAL
SÃO SUBSTITUÍVEIS POR ISTO, ESTE,
ESTA INICIAM POR PRONOME RELATIVO OBSERVAR O SENTI-DO DADO PELAS CONJUNÇÕES
ASSINDÉTICA
(sem conjunção)
SINDÉTICA
1. ADITIVA 2. ADVERSATIVA 3. ALTERNATIVA 4. CONCLUSIVA5.
EXPLICATIVA1.
E, NEM, MAS TAMBEM...2.
MAS, PORÉM, TODAVIA...3.
OU...OU, ORA...ORA ...4.
LOGO, PORTANTO, POIS (APÓS O VERBO)5.
PORQUE, QUE, POIS (ANTES DO VERBO) N O ORA-ÇÃO PRIN-CIPAL OBSERVAR O SENTIDO DA-DO PELAS CONJUNÇÕESREGÊNCIA VERBAL
A REGÊNCIA VERBAL é a relação existente entre o verbo (termo regente) e o complemento (termo regido).
Alguns verbos possuem mais de um significado e, a cada um dos seus significados termos uma regência diferente; isto quer dizer que em uma determinada frase ou oração o verbo poderá ser transitivo, intransitivo ou ligação.
O médico ASSISTIU o doente no hospital. O público ASSISTIU ao espetáculo teatral. O homem ASSISTE em sua cidade natal. Questões jurídicas não ASSISTEM ao médico.
No 1o exemplo, o verbo ASSISTIR significa ajudar e é TRANSITIVO DIRETO; no 2o exemplo, o verbo ASSISTIR significa ver e é TRANSITIVO INDIRETO; o 3o exemplo tem o verbo ASSISTIR com o significado de morar e é INTRANSITIVO; no último exemplo o verbo ASSISTIR está com o significado de ser da competência
de e é TRANSITIVO INDIRETO.
Vejamos a seguir a regência de alguns verbos mais comuns:
ASPIRAR respirar = T. D.desejar, ter em vista = T. I.
ASSISTIR socorrer = T. D. presenciar, ver = T. I. morar = INT. ser da competência = T. I. AVISAR T. D. e I. OBEDECER DESOBEDECER T. I. ESQUECER LEMBRAR T. D. ESQUECER-SE LEMBRAR-SE T. I. INFORMAR T. D. e I. NAMORAR T. D.
PERDOAR (alguma coisa) = T. D. (a alguém) = T. I. PAGAR (alguma coisa) = T. D.(a alguém) = T. I.
PREFERIR T. D. e I. (sempre com a prep. A) QUERER desejar = T. D.estimar = T. I.
PROCEDER originar = INTRANSITIVOdar início = T. I. ter fundamento = INTRANS. VISAR
pretender = T. I. mirar = T. D. pôr visto = T. D.
CRASE
CRASE é o nome dado à reunião, à fusão de a (preposição) + a(s) (artigo). Também ocorrerá a crase quando tivermos os pronomes demonstrativos aquele ou
pronomes demonstrativos a ou as (significando aquela, aquelas) e seu termo antecessor exigir a preposição A
A crase é indicada pelo acento grave (`).
Portanto para saber se ocorre ou não a crase você deve verificar se a palavra que antecede o A pede preposição A e se a palavra seguinte admite o artigo A ou AS.
O artista chegou à cidade ontem.
Quem chega a algum lugar. Logo o verbo chegar rege a preposição a. O substantivo cidade admite o artigo a. Portanto, ocorre a fusão de a + a.
Para facilitar sua descoberta da ocorrência ou não de crase, você pode utilizar alguns artifícios:
1. substituir a palavra feminina que ocorre depois do a por uma palavra masculina correspondente. Se aparecer AO ou AOS diante da palavra masculina, a crase está confirmada.
O artista chegou à cidade. O artista chegou ao campo.
2. substituir o a por para a(s). Se ocorrer para a(s), a crase está confirmada. (Tenha atenção com esta substituição)
A destruição da floresta é uma agressão à natureza. A destruição da floresta é uma agressão para a natureza. 3. substituir o verbo IR pelo verbo VOLTAR. Se aparecer
a expressão VOLTAR DA, então ocorre crase. Devia ir a São Paulo. Devia ir à Bahia. Devia voltar de São Paulo. Devia voltar da Bahia. Obs.: se o nome da cidade vier especificado, ocorrerá a crase. ( Devia ir à São Paulo da garoa. Gostaria de ir à Roma antiga.)
N Ã O S E U S A C R A S E
1. antes de palavra masculina.
2. com palavras repetidas. (dia a dia, mês a mês, frente a frente etc)
3. antes de verbo.
4. antes de pronome pessoal.
5. antes de pronome de tratamento (EXCEÇÃO SENHORA, SENHORITA E DONA).
6. antes do pronome interrogativo A QUAL. 7. antes dos artigos indefinidos UMA, NINGUÉM 8. antes de ESTA e ESSA.
9. antes da palavra casa (onde você mora). 10. antes da palavra terra (oposto de bordo). 11. antes dos pronomes relativos QUEM CUJA
Obs.: evidentemente se o pronome admitir artigo haverá crase. (Refiro-me À MESMA pessoa. Interessava À PRÓPRIA candidata.)
Obs.: quando um A (sem o s de plural) estiver diante de uma palavra no plural não ocorrerá crase, em caso contrário a crase é obrigatória. (Refiro-me A alunas interessadas. Refiro-me ÀS alunas interessadas.)
A C R A S E É OB R IG A TÓR IA
1. nas locuções adverbiais femininas. (à noite, à tarde, às pressas, à procura, à toa etc)
2. nas locuções prepositivas femininas. 3. nas locuções conjuntivas femininas.
4. nas locuções indicando à moda de. (mesmo subentendida)
5. na indicação das horas (desde que possamos
Você deve sempre se lembrar de que a
TRANSITIVIDADE depende sempre do
A C R A S E É FA C UL TA TI VA
1. junto aos pronomes possessivos femininos. 2. diante de nomes próprios femininos.
(antes de nomes próprios (masculino ou feminino) o uso do artigo é facultativo)
3. depois da palavraATÉ.
VERBO
VERBO é uma palavra que exprime ação estado, fato ou fenômeno.
O VERBO apresenta as variações de NÚMERO, de PESSOA, de MODO, de TEMPO e de VOZ.
NÚMERO – como as outras palavras variáveis, o
verbo admite dois números: oSINGULAR e o PLURAL.
Dizemos que um verbo está no singular quando ele se re-fere a uma só pessoa ou coisa e, no plural, quando tem por sujeito mais de uma pessoa ou coisa.
Singular – estudo – estudas – estuda Plural – estudamos – estudais – estudam
PESSOA – o verbo possui três pessoas relacionadas
com a pessoa gramatical que lhe serve de sujeito.
1a pessoa – é aquela que fala (eu e nós).
2a pessoa – é aquela a quem se fala (tu e vós).
3a pessoa – é aquela de quem se fala (ele, ela, eles, elas).
MODO –são as diferentes formas que toma o verbo
para indicar a atitude (de certeza, de dúvida, de suposição, de mando etc.) da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia.
Em português, há três modos:
Indicativo –apresenta o fato de um modo real, certo,
positivo.
Subjuntivo – expressão de um desejo, apresenta o
fato como possível ou duvidoso.
Imperativo – apresenta o fato como objeto de uma
ordem, conselho, exortação ou súplica.
São FORMAS NOMINAIS do verbo:
Infinitivo –equivale a um substantivo e pode ser:
Impessoal –quando não se refere a uma pessoa
gramatical, isto é, quando não tem sujeito.
Pessoal – quando se refere a uma pessoa gramatical,
ou seja quando tem sujeito próprio.
Gerúndio – equivale a um advérbio ou a um adjetivo
em forma oracional.
Particípio – corresponde a um adjetivo e, como tal,
pode flexionar-se, em certos casos, em número e em gênero.
Tempo é a variação que indica o momento em que
TEMPOS VERBAIS
Os três tempos naturais são o PRESENTE (indica o momento em que se fala); o PRETÉRITO (ou PASSADO) (indica um fato ocorrido antes do momento que se fala); FUTURO (indica um fato que ocorrerá após o momento que se fala).
O PRESENTE é indivisível. O PRETÉRITO subdivide-se em:
Imperfeito –exprime um processo anterior ao ato da
fala, com duração no tempo, podendo ocorrer com va-lor de futuro do pretérito.
Perfeito – exprime um processo anterior ao ato da
fa-la, totalmente concluído, sem duração no tempo.
Mais-que-perfeito –exprime um processo anterior a
um processo passado. Pode ocorrer com valor de fu-turo do pretérito ou com valor de imperfeito do subjun-tivo.
O FUTURO subdivide-se em:
do presente – exprime um processo posterior ao
momento em que se fala. Pode ocorrer com valor de presente, exprimindo dúvida. Pode também ocorrer com valor de imperativo.
do pretérito –exprime um processo posterior a um
tempo passado. Pode ocorrer com valor de presente, exprimindo modéstia ou cerimônia.
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS
REGULARES: são aqueles que mantêm o radical inalterado durante a conjugação; suas desinências são idênti-cas às do verbo paradigma, que é modelo da conjugação.
IRREGULARES: são os que sofrem modificação no radical ou os que têm a desinência diferente daquela apresentada pelo verbo paradigma. A conjugação no pre-sente e no pretérito perfeito do indicativo j á nos permite saber se o verbo é regular ou irregular.
ANÔMALOS: são os que, durante a conjugação, apresentam radicais distintos. Existem apenas dois: SER e IR.
DEFECTIVOS: são os que não têm a conjugação completa, falta-lhes pelo menos uma das pessoas.
ABUNDANTES: são os que têm duas ou mais for-mas equivalentes, geralmente de particípio.
CONJUGAÇÕES
São três as conjugações, caracterizadas pela vo-gal temática:
1a conjugação:caracterizada pela vogal temática A. 2 a conjugação:caracterizada pela vogal temática E. 3a conjugação:caracterizada pela vogal temática I. Obs.:o verbo PÔR, assim como seus derivados (DISPOR, ANTEPOR, REPOR ETC), pertence à 2a conjugação. Sua
forma atual não apresenta vogal temática.
ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO Uma forma verbal pode ser constituída de todos
Radical: é o elemento portador do significado; é a parte do verbo que sobra, quando retiradas as termi-nações AR, ER, IR.
Vogal temática: é o elemento que caracteriza as con- jugações. São três: A, E, I.
Tema: é o radical acrescido da vogal temática. É o e-lemento que recebe as desinências.
Desinência modo temporal: é o elemento que indica o tempo e o modo.
Desinência número pessoal: é o elemento que se flexiona e identifica a pessoa e o número.
ESTUDO SOBRE TEMPOS
VERBAIS
A categoria de tempo, exclusiva dos verbos, serve
pa-ra situar o processo verbal em relação ao momento da
fala. Assim, existem basicamente, tempos verbais:
Presente:
indica o processo verbal que ocorre
simultaneamente ao momento da fala.
Passado:
indica o processo verbal que ocorreu
antes do ato da fala.
Futuro:
indica o processo verbal que vai ocorrer
depois do momento da fala.
Mas existem situações em que o uso dos
tempos verbais extrapola os limites acima
explana-dos. Neste caso, temos usos especiais, os quais
vere-mos a seguir.
O presente do indicativo também é usado para:
indicar fatos ou estados permanentes, ou seja,
exprimir fatos históricos ou verdade científica, um
axioma. Exs:
A Lua é um satélite.
Os italianos imigram para o Brasil no início do
século XX.
Nosso planeta gira em torno do próprio eixo.
indicar uma ação ou fato habitual. Exs:
Não trabalho aos sábados.
Ela almoça todos os sábados naquele restaurante.
indicar fato futuro bastante próximo, quando se
tem certeza de que ele ocorrerá, geralmente
a-companhado de um adjunto adverbial de tempo
para evitar ambigüidades. Exs:
Amanhã telefono para você.
Ele vai ao cinema amanhã.
indicar um tempo não-determinado, geralmente
um ditado. Exs:
A verdade sempre vence.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
substituir o imperativo, indicando, numa
lingua-gem afetuosa, mais um pedido do que uma ordem.
Exs:
Você me faz um favor? (Faça-me um favor?)
Expressa um fato acabado, concluído no passado.
É usado para:
indicar um fato ou processo em andamento, ainda
não concluído. Ex:
Há oito dias que
relampejava
nas cabeceiras.
indicar um fato habitual. Ex:
A cheia
tardava
mas sempre
vinha
.
fazer uma afirmação ou um pedido, de forma
cor-tês. Ex:
Queria
que você soubesse que estamos do seu
la-do.
descrever um fato como se nos transportássemos
para o tempo passado em que ele ocorrera. Ex:
A canoa já
estava
calafetada e pintada de novo.
É usado para:
expressar um fato anterior a outro fato passado.
Ex:
Eu
esperara
aquele espetáculo desde que era
cri-ança.
indicar um fato situado no passado, de maneira
vaga. Ex:
Meu avô
passara
muitas noites em claro.
expressar um desejo. Ex:
Quem me
dera
assistir àquele espetáculo
nova-mente.
PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO
PRESENTE DO INDICATIVO
PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO
INDICATIVO
É usado para:
indicar um fato futuro certo ou provável. Exs:
Ele
será
um carpinteiro.
Amanhã
desembarcarão
os campeões.
exprimir dúvida ou incerteza sobre fatos atuais.
Ex:
Será
que ele ainda lembra do endereço?
exprimir um desejo ou uma ordem, caso em que
possuir valor imperativo. Exs:
Não
matarás
.
Você não
chegará
mais atrasado.
indicar um fato que ocorrerá com certeza. Ex:
Amanhã
vou entregar
os trabalhos.
É usado para:
exprimir um fato futuro tomado em relação a um
fato passado. Ex:
Ele me afirmou que não
compareceria
à
confe-rência.
exprimir dúvida ou incerteza sobre fatos
passa-dos. Ex:
Naquela época, ela
teria
uns quarenta anos.
indicar desejo presente, na linguagem polida. Ex:
Você me
faria
um favor?
indicar surpresa ou indignação em certas frases
interrogativas ou exclamativas. Ex:
Nunca
diria
uma coisa destas.
indicar fatos não realizados, ou que não se
reali-zarão, dependentes de condição. Ex:
Se ela me convidasse, eu
iria
.
São três as conjugações, caracterizadas pela vogal te-mática:
1a conjugação:caracterizada pela vogal temática A.
2a conjugação:caracterizada pela vogal temática E.
3a conjugação:caracterizada pela vogal temática I.
Obs.:o verbo PÔR, assim como seus derivados, pertence à
2a conjugação. Sua forma atual não apresenta vogal
temá-tica.
ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO Uma forma verbal pode ser constituída de todos os seguintes elementos:
Radical: é o elemento portador do significado; é a
parte do verbo que sobra, quando retiradas as termina-ções AR, ER, IR.
Vogal temática: é o elemento que caracteriza as
con- jugações. São três: A, E, I.
Tema: é o radical acrescido da vogal temática. É o e-lemento que recebe as desinências.
Desinência modo temporal: é o elemento que indica
o tempo e o modo.
Desinência número pessoal: é o elemento que se fle-xiona e identifica a pessoa e o número.
Nos quadros a seguir você terá os elementos mórficos dissociados.
PARTICÍPIOS DUPLOS
VERBO PARTICÍPIOREGULAR IRREGULARPARTICÍPIO
aceitar aceitado aceito
entregar entregado entregue expressar expressado expresso expulsar expulsado expulso
isentar isentado isento
limpar limpado limpo
matar matado morto
pegar pegado pego
salvar salvado salvo
soltar soltado solto
acender acendido aceso
benzer benzido bento
eleger elegido eleito
prender prendido preso
suspender suspendido suspenso imprimir imprimido impresso submergir submergido submerso
FUTURO DO PRESENTE DO INDICATIVO
FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO
1. Representa o RADICAL.
2. Representa a VOGAL TEMÁTICA.
3. Representa a DESINÊNCIA MODO TEMPORAL. 4. Representa a DESINÊNCIA NÚMERO PESSOAL.
PRESENTE DO
INDICATIVO PRETÉRITO PER-FEITO DO INDI-CATIVO am — — o am e — i am a — s am a — ste am a — — am o — u am a — mos am a — mos am a — is am a — stes am a — m am a — ram 1 2 3 4 1 2 3 4 FUTURO DO SUB-JUNTIVO Am a r — Am a r es Am a r — Am a r mos Am a r des Am a r — Am a r es 1 2 3 4 PRETÉRITO IM-PERFEITO DO INDICATIVO PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO INDICATIVO am a va — am a ra — am a va s am a ra s am a va — am a ra — am á va mos am á ra mos am á ve is am á re is am a va m am a ra m 1 2 3 4 1 2 3 4 IMPERATIVO A-FIRMATIVO (não tem a 1a pessoa
do singular) - - - -Am a — — Am — e — Am — e mos Am a — i Am — e m 1 2 3 4 IMPERATIVO NEGA-TIVO
(não tem a 1a pessoa do singular) - - - - -não am — e s não am — e — não am — e mos não am — e is não am — e m 1 2 3 4 FUTURO DO PRE-SENTE DO INDI-CATIVO FUTURO DO PRE-TÉRITO DO INDI-CATIVO am a re i am a ria — am a rá s am a ria s am a rá — am a ria — am a re mos am a ría mos am a re is am a ríe is am a rã o am a ria m 1 2 3 4 1 2 3 4 INFINITIVO IMPESSOAL Am a r — 1 2 3 4 INFINITIVO PESSOAL am a r — am a r es am a r — am a r mos am a r des am a r em 1 2 3 4 PRESENTE DO
SUBJUNTIVO PRETÉRITO IM-PERFEITO DO SUBJUNTIVO
am — e — am a sse —
am — e s am a sse s
am — e — am a sse —
am — e mos am á sse mos am — e is am á sse is am — e m am a sse m 1 2 3 4 1 2 3 4 GERÚNDIO Am a ndo — 1 2 3 4 PARTICÍPIO Am a do — 1 2 3 4
PRIMEIRA CONJUGAÇÃO
AM-A-R
2aCONJUGAÇÃO 3aCONJUGAÇÃO 2aCONJUGAÇÃO 3aCONJUGAÇÃO
VEND-E-R PART-I-R VEND-E-R PART-I-R
PRESENTE
PRETÉRITO IMPERFEITO FUTURO
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO FUTURO DO PRESENTE
PRESENTE
vend — a — part — a — vend — a s part — a s vend — a — part — a —vend — a mos part — a mos
vend — a is part — a is vend — a m part — a m 1 2 3 4 1 2 3 4 vend — — o vend e — s vend e — — vend e — mos vend e — is vend e — m 1 2 3 4 part — — o part e — s part e — — part i — mos part — — is part e — m 1 2 3 4 vend — — i vend e — ste vend e — u vend e — mos vend e — estes vend e — ram 1 2 3 4 part — — i part i — ste part i — u part i — mos part i — stes part i — ram 1 2 3 4
vend e sse — part i sse —
vend e sse s part i sse s vend e sse — part i sse —
vend ê sse mos part i sse mos vend ê sse is part i sse is vend e sse m part i sse m 1 2 3 4 1 2 3 4
vend e r — part i r —
vend e r es part i r es vend e r — part i r —
vend e r mos part i r mos vend e r des part i r des vend e r em part i r em 1 2 3 4 1 2 3 4 part i a part i a s part i a part i a mos part i e is part i a m 1 2 3 4 vend i a vend i a s vend i a vend i a mos vend i e is vend i a m 1 2 3 4 vend e ra — part i ra — vend e ra s part i ra s vend e ra — part i ra —
vend ê ra mos part í ra mos vend ê re is part í re is vend e ra m part i ra m 1 2 3 4 1 2 3 4 - - - -vend e — — part e — — vend — a — part — a —
vend — a mos part — a mos
vend e — i part — — i vend — a m part — a m 1 2 3 4 1 2 3 4 vend e re i part i re i vend e rá s part i rá s vend e rá — part i rá —
vend e re mos part i re mos vend e re is part i re is vend e aã o part i rã o 1 2 3 4 1 2 3 4
- - - -não vend — a s não part a s
não vend — a — não part — a —
não vend — a mos não part — a mos
não vend — a is não part — a is
não vend — a m não part — a m
1 2 3 4 1 2 3 4 vend e ria — part i ria —
vend e ria s part i ria s vend e ria — part i ria —
vend e ría mos part i ría mos vend e ríe is part i ríe is vend e ria m part i ria m
1 2 3 4 1 2 3 4 vend e r — part i r — 1 2 3 4 1 2 3 4
PRETÉRITO PERFEITO
PRETÉRITO IMPERFEITO
MODO SUBJUNTIVO
MODO INDICATIVO
MODO IMPERATIVO
AFIRMATIVO
NEGATIVO
INFINITIVO IMPESSOAL
FUTURO DO PRETÉRITOCOLOCAÇÃO PRONOMINAL
Os pronomes oblíquos podem ser colocados de três maneiras diferentes em uma oração: antes do verbo, depois do verbo ou ainda no meio do verbo.
Quando o pronome for colocado antes do verbo, damos o nome de PRÓCLISE.
APRÓCLISE ocorrerá nos seguintes casos: 1. em orações que contenham palavra ou expressão de
valor negativo.
2. nas orações em que haja advérbios ou pronomes inde-finidos.
3. nas orações introduzidas por pronomes relativos. 4. nas orações subordinadas.
5. nas orações interrogativas. 6. nas orações exclamativas.
7. nas orações optativas (que exprimem desejo). I. NãoSE fazem mais carros como antes.
II. AssimSE amam os seres humanos.
TudoME incomoda profundamente neste bar. III. Foram perguntas queSE impuseram a ele.
IV. QuandoSE escutavam seus gritos, eles saiam em desa- balada correria.
V. Por que O chateiam tanto? VI. ComoSE estuda nesta classe! VII. DeusTE abençoe, meu filho!
AMESÓCLISE ocorrerá nos seguintes casos: 1. verbos no futuro do presente.
2. verbos no futuro do pretérito. (só haverá MESÓCLI-SE quando a PRÓCLIMESÓCLI-SE não for obrigatória).
Encontrá-LA-ei no próximo verão.
NãoA encontrarei no próximo verão. Encontrá-LA-ia se não fosse a chuva. Não A encontraria mesmo que chovesse.
AÊNCLISE ocorrerá nos seguintes casos: 1. com verbos no início do período.
2. com verbos no imperativo afirmativo. 3. com verbos no gerúndio.
4. com verbos no infinitivo impessoal. Vi-O ainda sacudindo o braço.
Fale-ME o que está acontecendo com você. Levou o filho aos braços, beijando-O. É hora de despedir-SE do amigo.
Obs.: No português falado e escrito no Brasil, é comum
i-niciar-se oração com pronome oblíquo átono, contrariando a regra.
Obs.:Se o gerúndio vier precedido da preposição EM,
em- prega-se aPRÓCLISE.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Seria absurdo para alguém falar a seguinte frase: ―Aquela meninos ganhou uma brinquedo cara de sua irmão.‖.
Observe que existe uma série de erros na frase citada pois não há concordância entre os elementos que a compõem. Pela prática, sabemos que, na frase acima, é necessário:
1. ajustar o pronome AQUELA e UMA aos substantivos que a seguem. 2. ajustar a palavra CARA à palavra BRINQUEDO.
3. ajustar o verbo GANHOU ao sujeito MENINOS. 4. ajustar a palavra SUA à palavra IRMÃO.
Quando o ajuste for feito entre NOMES, damos o nome de CONCORDÂNCIA NOMINAL. vend e ndo — part i ndo —
1 2 3 4 1 2 3 4 vend i do — part i do — 1 2 3 4 1 2 3 4 vend e r — part i r — vend e r es part i r es vend e r — part i r —
vend e r mos part i r mos vend e r des part i r des vend e r em part i r em
1 2 3 4 1 2 3 4
INFINITIVO PESSOAL
Na frase acima citada, ao fazermos as concordâncias, ficaria:
― Aqueles meninos ganharamum brinquedo caro de seu irmão.‖
OU
― Aquele menino ganhouum brinquedo caro de seu irmão.‖
Para realizarmos uma concordância nominal deveremos seguir algumas regras.
REGRA GERAL
Todas as palavras que se referem ao SUBSTANTIVO devem concordar com ele em GÊNERO (masculino/feminino) e NÚMERO (singular/plural).
Exemplo:
As nossas duas irmãs pequenas estão aí.
artigo pronome numeral subst. adjetivo
(fem/pl)
(fem/pl)
(fem/pl) (fem/pl) (fem/pl)
OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL
1
–
UM ADJE TI VO APÓS VÁRI OS
SUB STAN TI VOS DO ME SMO GÊ NE RO
Há duas concordâncias possíveis:
a) o adjetivo assume o gênero (masculino ou feminino) dos substantivos e VAI PARA O PLURAL.
b) o adjetivo concorda em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) com o ÚLTIMO SUBSTANTIVO.
Exemplos:
Ela tem irmão e marido bonitos.
masc/plural
Ela tem irmão e marido bonito.
concordou só com o último
Se o adjetivo exercer a função sintática de PREDICATIVO, ele vai sempre para o PLURAL, para concordar com todos os substantivos.
O irmão e o marido dela são bonitos. VL predicativo
2. UM AD JE TI VO APÓS VÁRI OS
SUB STANTI VOS DE GÊ NE ROS DI F E RE NTE S
a) o adjetivo vai para o MASCULINO PLURAL.
b) o adjetivo concorda em GÊNERO e NÚMERO com o ÚLTIMO SUBSTANTIVO.
Existem argumento e razão justos.
masc/plural
Existem argumento e razão justa.
concordou só com o último
Existem razão e argumento justo.
concordou só com o último Se o adjetivo tiver função de PREDICATIVO, ele vai obrigatoriamente para o PLURAL MASCULINO (concordando, portanto, com todos os substantivos).
O argumento e a razão são justos.
VL predicativo
3. UM AD JE TI VO ANTE S DE VÁRI OS
SUB STAN TI VOS
O adjetivo concorda somente com o primeiro substantivo. Ela tem boa memória e talento.
Ela tem bom talento e memória.
Obs.: Quando o adjetivo funciona como PREDICATIVO,
ele pode concordar só com o primeiro substantivo ou ir para o plural.
Ficou triste a aluna e o professor.
Ficaram tristes a aluna e o professor.
Ficou irritada a platéia e o cantor.
4. UM E OUTRO (NUM E NOUTRO) +
SUB STANTI VO + ADJE TI VO
Neste caso, o SUBSTANTIVO fica no SINGULAR e o ADJETIVO vai para o PLURAL.
Numa e noutra questão complicadas ele se subst. sing adj. plural
confundia.
5. ME SMO
Essa palavra pode ser PRONOME ou ADVÉRBIO.
Quando é pronome, concorda com a palavra que se refere.
Ele mesmo resolveu o impasse.
Ela mesma resolveu o impasse.
Eles mesmos resolveram o impasse. Elas mesmas resolveram o impasse.
Quando é ADVÉRBIO: (mesmo = realmente), é invariável.
Os alunos resolveram mesmo o problema. As alunas resolveram mesmo o problema.
6. ANE XO
ANEXO (anexa, anexos, anexas) é um ADJETIVO, por esse motivo deve concordar com o nome a que se refere.
Enviamos anexos os documentos pedidos. Enviamos anexas as cópias pedidas. Enviamos anexo o documento pedido.
Enviamos anexa a cópia pedida.
Obs.:A locução EM ANEXO é invariável.
Enviamos em anexo as cópias pedidas.
A palavra INCLUSO faz concordância da mesma maneira que ANEXO.
7. OBR I GADO
a) no masculino quando o homem é quem está agradecendo.
O namorado lhe disse: muito obrigado.
b) no feminino quando a mulher é quem está agradecendo.
A namorada lhe disse: muito obrigada.
8. BASTANTE
Essa palavra pode ser PRONOME INDEFINIDO ou ADVÉRBIO.
a) Quando for PRONOME, concorda com o substantivo a que se refere. (portanto pode ter plural)
Como regra prática você pode substituir mentalmente pela palavra MUITO(S) ou MUITA(S).
Ele ficou aqui bastante tempo. Ele ficou aqui muito tempo. Ela comprou bastantes vestidos. Ela comprou muitos vestidos.
b) Quando for ADVÉRBIO, é invariável.
Os alunos estavam bastante felizes.
Repare que neste caso NÃO É POSSÍVEL substituir por MUITO(S) ou MUITA(S).
9. MEI O
Essa palavra só pode ser NUMERAL ou ADVÉRBIO.
a) Quando é NUMERAL (meio = metade), concorda com a palavra a que se refere.
Ele tomou meio copo de vinho. Ele tomou meia garrafa de vinho.
Eles tomaram dois meios copos de vinho. Eles tomaram duas meias garrafas de água.
b) Quando é ADVÉRBIO (meio = um pouco), é invariável
Ela ficou meio preocupada. Elas ficaram meio preocupadas. Ele ficou meio preocupado.
10. SÓ
Essa palavra vai para o PLURAL quando significa sozinhos ou sozinhas.
Os noivos queriam ficar sós na viagem.
Ela é INVARIÁVEL quando significa apenas / somente.
Os noivos queriam ficar só no quarto. A locução ASÓS é invariável. Os noivos queriam ficar a sós no quarto.
A noiva queria ficar a sós no quarto. O noivo queria ficar a sós no quarto.
11. É B OM, É PROI BI DO, É NE CE SSÁRI O +
SUB STANTI VO
a) Essas expressões concordam com o substantivo a que se referem quando esse substantivo é precedido de artigo ou de pronome.
É proibida a entrada.
artigo substantivo É necessária muita paciência
pronome substantivo
b) Elas ficam invariáveis quando o substantivo não é precedido de artigo ou de pronome.
É proibido entrada.
invariável subst. sem artigo Laranja é bom para a saúde. subst. sem art. invariável
12. ALE RTA E ME NOS
ALERTA é invariável, não tem plural. Os guardas estavam alerta.
MENOS é invariável.
Na corrida de ontem havia menos pessoas.
CONCORDÂNCIA VERBAL
A concordância do verbo com o sujeito é definida por regras que têm, no padrão culto da língua portuguesa,
o ponto de referência para considerar ―certa‖ ou ―errada‖
Para o estudo da concordância verbal, deve-se levar em consideração:
o sujeito da oração;
a regra de concordância para esse sujeito. 1. REGRA GERAL
O verbo concorda com o núcleo do sujeito simples em número (singular/plural) e pessoa (1a, 2a, 3a).
Nós jamais fomos ao teatro.
Molhava a rua uma chuvinha fina e fria.
2. A MAIOR PARTE DE, GRANDE NÚMERO DE + NOME NO PLURAL
O verbo pode ir para o singular ou para o plural.
A maioria dos alunos
votaram votou no colega.
3. MAIS DE, MENOS DE, PERTO DE + NUMERAL O verbo concorda com o numeral.
Cerca de dez alunos foram reprovados. Mais de um professor ficou aborrecido.
4. VERBO + PRONOME SE
a) Se o pronome SE for PRONOME APASSIVADOR , o verbo concorda com o sujeito paciente (que está na frase).
b) Se o pronome SE for ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO, o verbo fica na 3a pessoa do singular.
Aluga-se casa na praia. Alugam-se casas na praia.
Precisa-se de secretária nesta loja. Precisa-se de secretárias do lar.
5. RELATIVOS QUE E QUEM
a) Se o sujeito é o pronome QUE, o verbo concorda com o antecedente desse pronome.
b) Se o sujeito é o pronome QUEM, o verbo pode ficar na 3a pessoa do singular ou concordar com o
Hoje sou eu que começo a partida.
Foram os alunos quem colaram o cartaz. Foram os alunos quem colou o cartaz.
6. NOME PRÓPRIO NO PLURAL
a) Se o NOME PRÓPRIO estiver COM ARTIGO, o verbo concorda com o artigo.
b) Se o NOME PRÓPRIO estiver SEM ARTIGO, o verbo fica no singular.
Os Alpes são montanhas belíssimas. Indianópolis é uma cidade mineira.
7. QUAL DE NÓS/VÓS? QUAIS DE NÓS/VÓS? ALGUM DE NÓS/VÓS
a) Pronome interrogativo singular (QUAL, QUEM) ou indefinido singular (ALGUM, NENHUM, ALGUÉM) + DE NÓS ou DE VÓS — o verbo fica
na 3a pessoa do singular.
b) Pronome interrogativo plural (QUAIS, QUANTOS) ou indefinido plural (ALGUNS, POUCOS, MUITOS) + DE NÓS ou DE VÓS — o verbo pode
ficar na 3a pessoa do plural ou concordar com NÓS/VÓS.
Qual de nós falará com o diretor? Quais de nós contará contaremos
a história a ele? Muitos dentre vós teriam teríeis pecado hoje. 8. PRONOME DE TRATAMENTO O verbo fica sempre na 3a pessoa do singular.
Vossa Senhoria irá comparecer à festa? Vossa Majestade sairá de carruagem?
9. SUJEITO COMPOSTO ANTES DO VERBO O verbo vai para o plural.
Os carros e os caminhões são novos.
a) Se os núcleos do sujeito forem SINÔNIMOS (ou quase sinônimos), o verbo pode ficar no singular ou no plural. A paz e a tranqüilidade reinavam reinava ali.
b) Quando os núcleos do sujeito formam uma ENUMERAÇÃO GRADATIVA, o verbo pode ficar
Um dia, uma hora, um minuto
bastavam bastava
para que ela contasse o segredo.
c) Quando os núcleos do sujeito estão resumidos por TUDO, NADA, NINGUÉM, ALGUÉM, o verbo tem que, necessariamente ficar no singular.
O medo, o temor, a ameaça, nada o deteria.
d) Quando o sujeito apresenta a expressão UM e OUTRO, o verbo pode ficar no singular ou no plural. Um e outro político falavam falava mentiras.
10. SUJEITO COMPOSTO DEPOIS DO VERBO O verbo pode ir para o plural ou concordar com o primeiro núcleo do sujeito.
Brincavam na rua o menino e a menina.
Brincava na rua o menino e a menina.
11. SUJEITO COMPOSTO DE PESSOAS GRAMATICAIS DIFERENTES
a) Se aparecer a 1a pessoa do singular ou plural, o verbo
vai para a 1a pessoa do plural.
Você, seu irmão e eu iremos viajar.
b) Se entre as pessoas gramaticais não aparecer a 1a pessoa (singular ou plural) o verbo pode ir para a 2a
do plural ou para a 3a do plural (vocês). Tu e o empregado na roça.
12. NÚCLEOS DO SUJEITO LIGADOS POR
OU
a) Se oOU indica exclusão, o verbo fica no singular. José ou Pedro fará a pergunta.b) Se o OU não indica exclusão, o verbo vai para o plural.
O poder ou a riqueza sempre o atraiam.
A CONCORDÂNCIA COM O
VERBO SER
1. SUJEITO E PREDICATIVO REFEREM-SE A
is trabalhare o trabalharã
a) Sujeito e predicativo no singular o verbo SER fica
no singular.
Seu maior sonho era ser presidente.
b) Sujeito e predicativo no plural o verbo SER fica no
plural.
Nossos sonhos são otimistas demais.
c) Sujeito no singular e predicativo no plural (ou vice-versa) o verbo SER pode ficar no singular ou no
plural.
As acusações foram só um desabafo.
As acusações foi só um desabafo.
Obs.: Neste caso, embora as duas concordâncias estejam
corretas, a tendência é colocar o verbo SER no plural.
Obs.: Quando o sujeito é um dos pronomes ISSO, ISTO,
AQUILO O (= aquilo) ou TUDO, a tendência é usar o verboSER concordando com o predicativo plural.
2. SUJEITO OU PREDICATIVO REFEREM-SE A PESSOA
O verbo SER sempre concorda com a pessoa. Na escola os alunos eram estudiosos.
3. PRONOME PESSOAL COMO SUJEITO OU PREDICATIVO
O verbo SER concorda com o pronome pessoal. O culpado não sou eu.
Vós não sereis julgado.
4. NA INDICAÇÃO DE HORAS, DISTÂNCIAS E DATAS
Na indicação de HORAS e DISTÂNCIAS, o verboSER concorda com a expressão numérica.
Daqui a São Paulo são seiscentos quilômetros. Agora são oito horas da noite.
Hoje é dia 1o de abril. Hoje é 1o de abril. Hoje é 31 de março. Hoje são 31 de março.
Obs.: na indicação de DATAS, o verbo SER concorda
com a palavra dia(s) que pode estar expressa ou subentendida na frase.
5. É MUITO, É POUCO, É DEMAIS
Nessas expressões, usadas para indicar QUANTIDADE (preço, peso, medida, etc.) o verbo SER fica sempre no singular.
Dois ovos é pouco para fazer o bolo. Mil cruzeiros é muito por esta maçã. Dez arrobas é pouco na idade do boi.
VERBOS IMPESSOAIS
1. HAVER
Quando tiver sentido de EXISTIR ou ACONTECER é um verbo IMPESSOAL, isto é, sem sujeito, por isso fica sempre na 3a pessoa do singular. Não havia mais vagas na escola.
Não devia haver mais vagas na sala. Amanhã haverá um jantar festivo.
Amanhã haverá duas aulas de direito constitucional. 2. FAZER
O verbo FAZER é impessoal quando usado na indicação de TEMPO DECORRIDO (ou A DECORRER ). Neste caso o verbo ficará na 3a pessoa do singular.
Hoje faz três meses que eu desquitei. Vai fazer duas horas que eu te espero.
O USO DOS PORQUÊS
Grafa-se "POR QUE" (separado e sem circunflexo) em dois casos:
a) Nas frases interrogativas (não no fim). EXEMPLOS:
Por que saíste agora? E nós, por que ficamos? Quando for substituível por "pelo qual",
"pela qual", "pelos quais", "pelas quais". EXEMPLO:
As dificuldadespor que passei foram muitas. (As dificuldadespelas quais passei foram muitas)
Grafa-se "POR QUÊ" (separado e com circunflexo), quando essa expressão estiver antes de um ponto final. (interrogativo ou não
EXEMPLOS:
Saíste agora por quê? Ninguém sabepor quê
.
Grafa-se "PORQUÊ" (junto e com circunflexo) quando essa palavra estiver substantivada (antecedida de artigo).
EXEMPLOS: Oporquê da questão não foi esclarecido.
Umporquê pode ser grafado de quatro modos.
Grafa-se "PORQUE" (junto e sem circunflexo) nos de-mais casos.
EXEMPLOS:
SENÃO OU SE NÃO
Quando que eu uso junto e quando eu uso separado?
VEJA:
Se não
der para você vir, não tem problema.
Caso
não der para você vir, não tem problema.
As duas orações acima não têm o mesmo sentido?
Agora, observe:
O que é isso,
senão
uma briga?
O que é isso,
caso
não uma briga??????
A substituição feit
a acima de ―senão
‖ por ―caso não
‖foi insatisfatória, pois não ficou coerente, não tem
sentido!
Logo, percebemos que ―
se não
‖ e ―senão
‖NÃO
pos-suem o mesmo significado, uma vez que não podem
ser
substituídos
pela
mesma
expressão.
Use
―se não
‖(união da conjunção se + advérbio não)
quando puder trocar por ―caso não‖, ―quando não‖ ou quando a conjunção ―se‖ for integrante e estiver i
n-troduzindo uma oração objetiva direta: Perguntei a
ela se não queria dormir em minha casa.
Use
―senão
‖quando puder substi
tuir por ―do contrá-rio‖, ―de outro modo‖, ―caso contráá-rio‖, ―porém‖, ―a não ser‖, ―mas sim‖, ―mas também‖.
Bom, vejamos em exemplos:
SENÃO
1) Luta, s enão estás perdido. (do contrário / de outro
modo)
2) Não era ouro nem prata, s enão ferro. (mas sim)
3) Ninguém, s enão os irmãos Correa,
comparece-ram à cerimônia. (exceto / salvo / a não ser) 4) Não encontrei um s enão na apresentação da
pe-ça. (defeito / falha)
SE NÃO:
Usa-se em frases que indicam condição, alternativa, incerteza, dúvida.
5) S e não for possível despachar a mercadoria,
telefone-me. (condição)
6) Havia dois jogadores, s e não três. (incerteza)
Nota:
Após os vocábulos "eis" e "dai", subentende-se a palavra "motivo" o que justifica a grafia da palavra separadamente. EXEMPLOS:
Daípor que não aceitei as reclamações.
(Daí o motivopelo qual não aceitei as reclamações). Eispor que sou muito feliz.
(Eis o motivo pelo qual sou muito feliz).
REGÊNCIA NOMINAL
Acostumadoa, com Curiosode
Afável com, para com Desgostoso com, de Afeiçoado a, por Desprezo a, de, por Aflitocom, por Devoçãoa, por, para com Alheio a, de Devoto a, de
Ambicioso de Dúvida em, sobre, acerca de Amizadea, por, com Empenhode, em, por Amor a, por Falta a, com, para com Ansioso de, para, por Imbuído de, em
Apaixonado de, por Imune a, de
Atenciosocom, para com Inclinaçãoa, para, por Apto a, para Incompatível com Aversão a, por Junto a, de
vidode, por Preferívela Conforme a Propenso a, para Constante de, em Próximo a, de
Constituído com, de, por Respeito a, com, de, por, para com
Contemporâneo a, de Situado a, em, entre Contente com, de, em, por Último a, de, em
Cruelcom, para, para com nicoa, em, entre, sobre
A OU HÁ
Se ohá equivale a faz – ambos indicam, no caso, tempo de-corrido e deve ser escrito com H, pois é conjugação do verbo HAVER.
Estou em São Paulo há (faz) vários anos. Há quanto tempo você está aqui?
Usa-se oA quando a projeção se faz para o futuro ou quando a indicação for de distância. Estou A 15 dias de minha forma-tura. DaquiA pouco irei embora. Ele está A dois metros
ACORDO ORTOGRÁFICO
Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letrask , w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z As letras k , w e y, que na verdade não tinham desapareci-do da maioria desapareci-dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras estrangeiras (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue,
gui, que, qui.
Como era Como fica Como era Como fica agüentar aguentar freqüente frequente argüir arguir lingüeta lingueta bilíngüe bilíngue lingüiça linguiça
cinqüenta cinquenta qüinqüênio quinquênio delinqüente delinquente sagüi sagui eloqüente eloquente seqüência sequência ensangüentado ensanguentado seqüestro sequestro eqüestre equestre tranqüilo tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estran-geiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano. Mudanças nas regras de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica Como era Como fica alcalóide alcaloide estóico estoico alcatéia alcateia estréia estreia andróide androide estréio
(verbo estrear) estreio apóia
(verbo apoiar)
apoia geléia geleia
apóio
(verbo apoiar)
apoio heróico heroico asteróide asteroide idéia ideia
bóia boia jibóia jiboia
celulóide celuloide jóia joia clarabóia claraboia odisséia odisseia colméia colmeia paranóia paranoia Coréia Coreia paranóico paranoico debilóide debiloide platéia plateia epopéia epopeia tramóia tramóia Atenção: essa regra é válida somente para palavras partonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxí-tonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: pa- péis, herói, heróis, troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e nou tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica baiúca baiuca bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila feiúra feiura
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem dêem (verbo dar) deem dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem magôo (verbo magoar) magoo perdôo (verbo perdoar) perdoo povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e
VOCÊ É AFIM OU ESTÁ A FIM?
Convém não confundir.
AFIM
que equivale a
TER AFINIDADE, SEMELHANÇA OU
PA-RENTESCO
:
Esses funcionários desempenham funções
afins
.
São indivíduos de famílias
afins
.
O espanhol e o romeno são línguas
afins
com o
português.
Quais são as ciências
afins
com a química?
O P e o T são consoantes
afins
na articulação.
A FIM
equivale a
PARA, COM A
FINALIDA-DE FINALIDA-DE
:
Fui lá
a fim
de ajudar, e não de atrapalhar.
Saímos
a fim
de nos divertirmos.
A maioria dos jovens usa
afimsem perceber a
di-ferença, b
asta ver nos ―blogs, MSN, ORKUT eoutros.:
Vou ao cinema, Mônica. Estás ―
afim
‖? Você está ―afim
de‖ me namorar?Como era Como fica Ele pára o carro. Ele para o carro. Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao pólo Norte. Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogarpolo. Esse gato tem pelos brancos. Esse gato tem pêlos brancos Comi umapêra. Comi umapera.
Atenção:
Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a
forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do in-dicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje elepode.
Permanece o acento diferencial em pôr/por.
Pôr é verbo. Por é preposição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
Permanecem os acentos que diferenciam o singular do
plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Eletem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Eleconvém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Eledetém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.
É facultativo o uso do acento circunflexo para
diferenci-ar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do a-cento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indi-cativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar , quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar,
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do im- perativo. Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua,
enxá-guam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque,
delín-quem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas dei-xam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua,
• verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque,
delin-quem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primei-ra, aquela coma e i tônicos.
Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leito-res, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em pa-lavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como:
aero agro além ante aquém arqui Auto circum
contra entre Ex extra eletro hiper Infra inter hidro mini Multi neo macro proto Pós pré micro retro Sub super pluri sobre vice supra pseudo ultra semi tele
anti co geo intra pan pró
etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada porh.
Exemplos:
anti-herói anti-higiênico anti-histórico macro-história mini-hotel proto-história sobre-humano super-homem ultra-humano extra-humano
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:
aeroespacial agroindustrial anteontem
antiaéreo antieducativo autoaprendizagem autoescola autoestrada autoinstrução coautor coedição extraescolar infraestrutura plurianual semiaberto semianalfabeto semiesférico semiopaco
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ous. Exemplos:
anteprojeto antipedagógico autopeça autoproteção coprodução geopolítica
semideus seminovo ultramoderno Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, dupli-cam-se essas letras. Exemplos:
antirrábico antirracismo antirreligioso antirrugas antissocial biorritmo contrarregra contrassenso cosseno
infrassom microssistema minissaia multissecular neorrealismo neossimbolista
semirreta ultrarresistente ultrassom
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico anti-imperialista micro-ondas anti-inflacionário anti-inflamatório micro-ônibus
auto-observação contra-almirante semi-internato contra-atacar contra-ataque semi-interno 6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:
hiper-requintado inter-racial super-racista inter-regional sub-bibliotecário super-reacionário super-resistente super-romântico
Atenção:
Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos:
hipermercado, intermunicipal, superinteressante,
superproteção.
Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de
palavra iniciada porr: sub-região, sub-raça etc.
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante
de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
Exemplos:
hiperativo interescolar interestadual interestelar interestudantil superamigo superaquecimento supereconômico superexigente superinteressante superotimismo hiperacidez 8. Com os prefixos: ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.
Exemplos:
além-mar além-túmulo aquém-mar ex-aluno ex-diretor ex-hospedeiro
pré-história pré-vestibular pró-europeu recém-casado recém-nascido sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani:açu, guaçu e mirim.
Exemplos:
amoré-guaçu anajá-mirim capim-açu.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propria-mente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perde-ram a noção de composição.
Exemplos:
girassol madressilva mandachuva paraquedas paraquedista pontapé
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos:
Na casa,
conta
–-- se
que ele foi viajar.
O diretor recebeu
ex
–-- alunos
.
RESUMO
Emprego do hífen com prefixos Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem. Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente:
autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s:
antepro- jeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras:
antir-racismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
• Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal:
interestadual, superinteressante. Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de pa-lavra iniciada por r
sub-região, sub-raça etc.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo ele-mento, mesmo quando este se inicia por o:
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perde-ram a noção de composição, como:
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.