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SISTEMAS PNEUMÁTICOS INDUSTRIAIS

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Academic year: 2021

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Nestor Agostini

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SISTEMAS PNEUMÁTICOS INDUSTRIAIS

Rio do Sul 2009

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O ar comprimido é, provavelmente, uma das mais antigas formas de transmissão de energia que o homem conhece, empregada e aproveitada para ampliar sua capacidade física. O reconhecimento da existência física do ar, bem como a sua utilização mais ou menos consciente para o trabalho, são comprovados há milhares de anos.

O primeiro homem que, com certeza, sabemos ter-se interessado pela pneumática, isto é, o emprego do ar comprimido como meio auxiliar de trabalho, foi o grego Ktésibios que á mais de 2000 anos, ele construiu uma catapulta a ar comprimido. Um dos primeiros livros sobre o emprego do ar comprimido como transmissão de energia, data do 1º século d.C. e descreve equipamentos que foram acionados com ar aquecido.

Dos antigos gregos provem a expressão "PNEUMA" que significa fôlego, vento e, filosoficamente, a alma. Derivando da palavra "PNEUMA", surgiu, entre outros, o conceito de "PNEUMÁTICA" ciência que estuda o movimento dos gases e fenômenos dos gases.

Embora, a base da pneumática seja um dos mais velhos conhecimentos da humanidade, foi preciso aguardar o século XIX para que o estudo de seu comportamento e de suas características se tornasse sistemático. Porém, pode-se dizer que somente após o ano 1950 é que ela foi realmente introduzida na produção industrial.

Antes, porém, já existiam alguns campos de aplicação e aproveitamento da pneumática, como, por exemplo, a indústria mineira, a construção civil e a indústria ferroviária (freios a ar comprimido).

A introdução, de forma mais generalizada, da pneumática na indústria, começou com a necessidade, cada vez maior, de automatização e racionalização dos processos de trabalho. Apesar de sua rejeição inicial, quase sempre proveniente da falta de conhecimento e instrução, ela foi aceita e o número de campos de aplicação tornou-se cada vez maior.

Hoje, o ar comprimido tornou-se indispensável para a automação industrial que tem como objetivo retirar do homem as funções de comando e regulação conservando apenas as funções de controle. Um processo é considerado automatizado quando este é executado sem a intervenção do homem, sempre do mesmo modo com o mesmo resultado.

Pressão Manométrica

É a pressão feita através de manômetros onde indica a pressão relativa ( Pe. ) não registra a pressão atmosférica; Portanto em termos de pressão absoluta é necessário somar mais uma atmosfera

( 1 atm. ) ao valor indicado no manômetro. ( verifique no gráfico ).

( Pabs.) (pe.) sobre pressão Pressão absoluta ou manométrica

Atm. Pressão atmosférica. Variação da Pressão atm. Atm. ( - Pe. ) Depressão Ponto “zero” Vácuo

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Leis físicas dos gases

Consideramos para o estudo dos gases :

- Utiliza-se com freqüência, a pressão absoluta; Pois as pressões indicadas em ( Pabs ).

- Utiliza-se a temperatura em Kelvins, na escala também conhecida como escala de temperatura absoluta; As escalas de temperatura mais usadas são:

-Celsius (ºC ) com 100 Divisões. Kelvin ( K ) com 100 Divisões :Fahrenheit (ºF ) com 180 Divisões.

Comparativo das escalas:

ºC 100 K 373 ºF 212

100 Div. 100 div. 100 div.

0 273 32

“Zero absoluto” Figura 1.2: Escalas de temperaturas

Lei de Boyle – Mariottes (transformação isométrica)

“Os volumes ocupados pelos gases a uma mesma temperatura são inversamente proporcionais as pressões que suportam” ( transformação Isométrica ).

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Exemplo:

Temos 1 cilindro onde um volume V1 = 1m³ sob pressão P 1 = 1 bar é reduzido pela força ao volume V 2 = 0,5m³ mantendo-se a temperatura.

Qual é a pressão P2 resultante ? F F V1 P1 V2 P2

Figura 1.3: Transformação isométrica Lei de Gay – Lussac (transformação isobárica)

Os volumes específicos ocupados pelo gás a uma mesma pressão são diretamente alterados quando há oscilações de temperatura.

V1 = T1 ( transformação isobárica ) V2 T2

Considerando do que o gás , mantido sob pressão constante aumenta de 1/273 K ( 0ºC ) de seu volume, aplicado em qualquer gás, sempre que a temperatura aumenta de 1K obtemos:

Vt2 = V t1 + Vt1 . (T2 – T1) Vt1 = Volume na temperatura T1 273 Vt2 = Volume na temperatura T2

Expansão do ar ( m³ ) Exemplo

Qual será o volume final? Para:

V1 = 0,9m³

T1 = 100 K (≅ 50ºC) este gás será aquecido para T2 = 344 K ( ≅ 71ºC).

VT2 = VT1 + VT1 . ( T2 – T1 ) 273

VT2 = 0,9+ 0,9 . ( 344 – 100 ) K

273 Resolver Primeiro

VT2 = 0,9 + 0,8m³

VT2 = 1,7m³ ( O ar se expandiu em 0,8m³ resultando um volume final de 1,7m³ )

Lei de Charles (transformação isométrica)

P 1 . V 1 = P 2 . V 2

1 bar . 1m³ = P2 . 0,5m³

P 2 = 1 bar. 1m³ = 2 bar O,5m³

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P1 = P2 = Constante T1 T2

Exemplo:

Um certo volume de ar em um recipiente possui uma temperatura T1=293K á uma pressão P1

= 1 bar e será submetido para uma temperatura de 586 K; Qual será a pressão final ( P 2 ).

P1 = P2 P1 . T2 = T1 . P2 P 2 = P1 . T2. T1 T2 T1 P2= 1 bar . 586 k 293 k P2= 586 293 P2= 2 bar T1 T2 P1 P1 P2

Figura 1.4: Transformação isobárica

Aquecendo uma massa de ar comprimido de uma temperatura T1 para T2 (T1<T2) Temas.

 Aumento do volume.  Aumento da pressão.

 Aumento do volume e da pressão.

Principio de Pascal.

Em 1652 um cientista francês Blaise Pascal (1623-1662) através do estudo no comportamento dos fluidos, enunciou um princípio muito importante na Física, o Princípio de Pascal: "A pressão exercida em um ponto qualquer de um fluido estático é a mesma em todas as direções e exerce forças iguais em áreas iguais".

Figura 1.5: Princípio de Pascal 1.2 Características da Pneumática.

V1

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• Trabalha com baixa pressão e alta velocidade (4m/s).

• Velocidade e força facilmente controladas.

• Circuito aberto, não possui retorno do ar.

• Energia facilmente armazenável e transportável.

• Fácil instalação e manutenção de equipamentos.

• Fluido e componentes insensíveis a variação de temperatura.

• Aplicação altamente flexível.

• Necessita de tratamento do ar a ser utilizado.

• Perdas por vazamento reduzem sua eficiência.

• Fluido compressível provoca movimentos irregulares nos atuadores.

• Limitação da força máxima de trabalho em função da pressão (3.000 kgf).

• Escape de ar ruidoso. 1.3 Aplicações da pneumática

A pneumática pode ser usada em todos os segmentos industriais e de transporte para a realização de movimentos lineares, rotativos e outros.

Movimentos lineares: Fixar, levantar, alimentar, transportar, abrir, fechar. Movimentos rotativos: Lixar, furar, cortar, aparafusar, rosquear.

Outros: Pulverizar, pintar, soprar, transportar. 1.4 Composição de um sistema pneumático.

Geração Transmissão Controle Transmissão Atuadores

1.5 Características do ar Comprimido.

Quantidade: O ar a ser comprimido, é encontrado em quantidade ilimitado na atmosfera.

Transporte: O ar comprimido é facilmente transportável por tubulações, mesmo para distâncias consideravelmente grandes. Não há necessidade de se preocupar com o retorno do ar.

Armazenamento: O ar pode ser sempre armazenado em um reservatório e, posteriormente ser utilizado ou transportado.

Temperatura: O trabalho realizado com o ar comprimido é insensível às oscilações de temperatura. Isto garante um funcionamento seguro em situações extremas.

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Velocidade: O ar comprimido devido a sua baixa viscosidade é um meio de transmissão de energia muito veloz.

Preparação: O ar comprimido requer boa preparação. Impurezas e umidade devem ser evitadas, pois provocam desgaste nos elementos pneumáticos

Limpeza: O ar comprimido é limpo, mas o ar de exaustão dos componentes libera óleo pulverizado na atmosfera.

Custo: Estabelecendo o valor 1 para a energia elétrica a relação com a pneumática e hidráulica: De 7 a 10 o custo da energia pneumática.

De 3 a 5 o custo da energia hidráulica

Esta avaliação é apenas orientativa, considerando apenas o custo energético, sem considerar os custos de componentes. Considerando os valores de válvulas e atuadores o custo fica relacionado como:

2. PROPRIEDADES FÍSICAS DO AR

Compressibilidade: Propriedade do ar que permite a redução do seu volume sob a ação de uma força externa resultando no aumento de sua pressão.

Vi Vf < Vi Vf Fig. 2.1: Compressibilidade do ar.

Elasticidade: Propriedade do ar que possibilita voltar ao seu volume inicial uma vez extinta a força externa responsável pela redução de volume.

Vi Vf > Vi Vf Fig. 2.2: Elasticidade do ar.

Difusibilidade: Propriedade do ar que permite misturar-se homogeneamente com qualquer meio gasoso que não esteja saturado.

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Volumes contendo ar e gases: Válvula fechada.

Quando a válvula é aberta temos uma mistura homogênea.

Fig. 2.3: Difusibilidade do ar.

Expansibilidade: Propriedade do ar que possibilita ocupar totalmente o volume de qualquer recipiente, adquirindo o seu formato.

Possuímos um recipiente contendo ar, a válvula na situação 1 está fechada.

Quando a válvula é aberta o ar expande assumindo o formato dos recipientes.

Fig. 2.4: Expansibilidade do ar.

Peso: como toda matéria concreta o ar tem peso e este peso é de 1,293 x 10-3 Kgf a 0° C

e ao nível do mar.

Fig. 2.5: Peso do ar.

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P= F/A p = pressão F = força A = Área

Pressão manométrica: É a pressão registrada nos manômetros.

Pressão atmosférica: É o peso da coluna de ar da atmosfera em 1 cm2 de área. A pressão atmosférica varia

com a altitude, pois em grandes alturas, a massa de ar é menor do que ao nível do mar. No nível do mar a pressão atmosférica é considerada 1 Atm (1,033 Kgf/cm2).

Pressão absoluta: É a soma da pressão manométrica com a pressão atmosférica. Quando representamos a pressão absoluta, acrescentamos o símbolo (a) após a unidade ex PSIa, Kgf/cm2a

3.1.1 Unidades de pressão:

Sistema internacional = Pa = N/m2.

Unidade métrica = Kgf/cm2, atm, bar.

Unidade inglesa = psi (pounds per Square Inches), lb/pol2.

Relação entre as unidades de pressão: PARA CONVERTER EM MULTIPLICAR POR psi atm 0,06804 psi bar 0,0671 psi kgf/cm² 0,07031 psi MPa 0,00689 atm psi 14,7 atm bar 1,013 atm kgf/cm² 1,033 atm MPa 0,10132 bar psi 14,50 bar atm 0,9869 bar kgf/cm² 1,02 bar MPa 0,1 kgf/cm² bar 0,9807 kgf/cm² psi 14,22 kgf/cm² atm 0,9678 kgf/cm² MPa 0,098 MPa bar 10 MPa psi 145,04 MPa atm 9,87 MPa kgf/cm² 10,2

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3.1.2 Variação da pressão atmosférica em relação à altitude.

Figura 3.1: Variação da pressão atmosférica.

Altitude em M Pressão em kg/cm² Altitude em M Pressão em kg/cm² 0 1.033 1.000 0.915 100 1.021 2.000 0.810 200 1.008 3.000 0.715 300 0.996 4.000 0.629 400 0.985 5.000 0.552 500 0.973 6.000 0.481 600 0.960 7.000 0.419 700 0.948 8.000 0.363 800 0.936 9.000 0.313 900 0.925 10.000 0.270

Variação da pressão atmosférica.

3.1.3. Vazão: volume deslocado por unidade de tempo.

Q = V/t Q = Vazão

V = Volume deslocado t = tempo

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