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Estruturas inevitáveis: continuidade do gravar interior

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Academic year: 2021

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(1)MARCO FRANCESCO BUTI. ESTRUTURAS INEVITAVEIS: CONTINUIDADE DO GRAVARINTERIOR. Projeto Artistico equivaleote a disserta~ao sob a orienta~io da ProP Dr3 Maria do Carmo Gross Nitsche apresentada para a obten~io do titulo de Mestre em Artes junto ao Departamento de Artes Plasticas da Escola de Comunica~oes e A1rtes da Universidade de Sao Paulo.. ,......,'., 'I. Sao Paulo, 1994 t709.8104. B914e e.1. J- ;. ..

(2) A~radecimentos:. A Orientadora deste trabalbo, Profa Dra Haria do Carmo Gross Nitsche.. A CAPES. AO FAEP/UNICAHP.

(3) ESTA DISSERTAQAO POI DEFENDIDA PERANTE A SEGUINTE BANCA EXAMINADORA:. Prof. Dr. ),. I /. t'. I.. / t' t. C). e!'~G/~"e 1. /?,.._. d!~ Z/. _Pro£., D }. !t lltJ. Prof . Dr. Presidente. Siio Paulo,l ' t. de. alA>~. de 1994..

(4) ~p_I_QE. APRESENTACAO. 01. BLOCO I. 10. BLOCO II. 34. BLOCO III. 71. APENDICE. 97. NOT AS. 117. BIBLIOGRAFIA. 119. RESUMO ------------------------------------. 123. ABSTRACT. 126.

(5) " E apenas a r t i s ta. com o oficio e deve. pensamento. c ont e m. desenvolver. A rela9ao. de. i mplicitamente. e n~rande c er. o. se~undo. homem. seu. a. dese.io. urn homem. tudo e. o oficio que o. o. arte.. com. que. e. sua arte. serve. To do. 0. seu para. resto. perdicao". Paul Valery. e.

(6) 0. trabalho. de. apresentadas,. mestrado. sao. selecionadas. as. gravuras. 30. entre as. realizadas. de 1990 a 1992. 0 que exponho a seguir nao tern independencia e m rela<;:ao a essas. imagens:. tudo. germina do processo invisivel que as envolve. i urn. ~nico. organismo:. sao as gravuras' pensamentos. de. materializa<;:ao de. cujos. procurarei cadeia de. seus n6cleos significativos vetores :E. indicar.. o. f undamentais. unico. textos e imagens .. fornecer. uma rede de. objeti vo. Nio te nho. explica<;:oes,. desta. inten<;:io. justificativas,. hist6ricos, descrever obras ou procedimentos, e mui to. menos. interpretar. Sio. guestoes. meu. pr6prio. trabalho.. levantadas. pela. pratica. responsavel de uma atividade aberta ao fluxo da existencia, que dessa condi<;:io extrai seu maier sentido.. Em. coagular. em. particulas nascer. mim 1. experiencia. gravuras .. de sse. junto. ocorre,. essa. nenhuma. Es]pero. significado,. com. a. tende. imagem .. se. contenham. que. Quando. justificativa. a. s6. pede. isso. nio. sera. capaz. projeto. que. de. c ria-lo. Nao. posse deixar de. chegou a. ter for ma. citar urn visivel,. mas,. em. nao. essencia,. esta presente em todos os desdobramentos deste trabalho, ser. 64. montadas. em. sua. pr6pria. gravuras como. com urn. as. elevadissi mo. mesmas. tabuleiro,. continuando de uma matr iz numero. estrutura.. de. 1. a. Deveriam dimensoes,. com. outra .. imagens. Haveria. permuta<;:oes'. urn. para.

(7) todos. os. efeitos. infinite.. Mas. ser1a. possivel cornpletar urna irnagem definitiva, ornissao intencional de alguns elementos, articula9oes que, perrnitindo justaposi9oes , outras.. Este. imagern. total,. tarnbern. negar. impediriarn trabalho pela sua. e. por. estas. simultanearnente. deveria. soma. pel a. dos. realiza9ao. sugerir. urn a fragmentos, e. cornpleta.. Nurna. serie potencialmente infinita de imagens suspensas, em dire9ao a urna plenitude inatingivel . Este. deveria. ser. projeto. 0. ou melhor, Abandonei-o, ap6s rnuitos estudos, irrealizavel.. analoga. a. justaposi9ao de neste caso encerrar. uma. urn. abandona-lo,. por. considera-lo entao. em. painel compos to por 25 gravuras .. Devido as suas dirnensoes, ser. pensei. Concentrei-rne. desenvol ver o. rnestrado.. de. do. a. r~~aliza9ao. projeto. partes .. Os. abandonado, rn6dulos. imagem defini ti va,. longo. teve de. trabalho. pela. configurarn que. ligado. deveria. ao. urbane. Em seguida, o circulo passa a. espaQo orie ntar. todo o processo. Como a ideia de uma irnagem e m infinita muta9ao continuava presente, a. forma. circular. incompleta,. distante,. trabalhei. procurando ocul ta;. torna-la. porem,. em. todas. as gravuras ela era o principio estrutural que determinava os mutante. imagens. Esse que,. signos. gravados,. processo mesmo. sua. termina. construidas. 2. aparencia por a. gerar partir.

(8) do circulo, vivencia. superam- no,. da. paisagem. voltando a urbana. sugerir uma. que. considerava. encerrada. Depois. dessas. durante. todo. gravuras 1 o. pude. processo,. circularidade latente 1. mui to. perceber. que. desenhava-se. uma. mais ampla. que. a. construida em trabalhos individuais 1 englobando outros que meu. nao. tinham esse. trabal h o. anterior. objetivo 1. que. nio. e. mesmo. pertence. forma l mente a este pro jeto . Por. outras. vias ,. realizando-se. de. era. maneira. imposi~io. rejeitar a. o. projeto mais. abandonado. coerente ,. ao. inicial de 64 gravuras com. as mesmas dimensoes, e revelando urn alcance inesperado na escolha da estrutura circular. Esse. trabal h o. infiltrado. esta. em. to do. 0. processo de realiza~io das gravuras 1 superando limites pre-estabelecidos, co n traries sua natureza . Sua materializa9ao foi mais organica , sem fronteiras rigidas 1 latente espa~o/te mporal.. desenhando. uma. forma. Este trabalho complementar que apresento co m a exposiQao. pouco. Procuro resgata r. pode. acrescentar. urn processo 1. ls. to rnando visivel. inteligivel o que existiu como fluxo e de. consciencia,. individual . linguagem. a. imagens .. ni vel. refluxo. estritamente. A premissa inicial de discutir a da gravura e suas. 3.

(9) possibilidades associando a relaqoes. contemporaneas,. outras. ideias,. intuitivas. significativos:. as. foi. c omo uma nuvem. envolvendo imagens,. plasticas,. rastros. reflexoes.. desse. materia e. Pensamentos detonam formas e al teradas 0. no. fazer 1. improjetavel. de. nu c leos. processo invisivel oscilando entre a o espi.ri to.. se. gerando. aqoes outras. transcendendo. o. intencional , e sendo imediatamente reelaborado. Qualquer leitura deveri levar em conta que esta evoluQao. e. organica mas descontinua,. aprese nt a. uma coerencia pontuada pelo imprevisivel; linear, mas em espiral, voltando a. e. nao. tangenciar ,. em outros niveis 1 pontos ja distantes no tempo e. no. espaQo.. transforma. A. em. produQao. de. novas. antecedentes. e. trabalhos abandonados ou reinjetando-os na cor rente fundindo. projetos,. estudos,. inesperado 1 que se de exclui-lo. Nestas paginas de dinamica las. 1. na0. sintetizado,. viva Se. referencias irrealizados. do. intenQoes,. pode. cortado e. eSqUeCer. Ao. qUe. montad o,. com. o. tentativas. haver ecos e. deste processo.. 1. pensamento,. insinua entre as. s6 podera. imagens. sombras. percorretUdO. foi. procurando uma. ordem que torne claro o pensamento . As. imagens. e textos que aqui se sucedem, urdiam uma trama em mudanQa nao-linear. A sequencia que aqui organiza e. uma. reconstruQao.. 4. se. Procure bloquear.

(10) inteligivel, e tornar com ce rto distanciamento, urn segmento de urn processo que continua.. Em. ato,. simultaneo,. multidimensional,. sincronizando,. mecanicamente, acompanha a. e. ele. uma. rede. elaboraQaO. sem. de. repetir. relaQoes. das gravuras .. que. Elas. sao. os momentos de densidade, quando a materia mental ganha peso e se compromete, ao procurar transcender a esfera do significado individual . As gravuras e esta cadeia de imagens e formam urn unico uma. leitura. paginas.. corpo .. determinada. Procure - se. flutuante,. Deve-se. com. ten tar. pela. superar. sequencia. vislumbrar. uma. imagens. simultaneamente presentes,. textos. e. das. totalidade pensamentos. em varios niveis de. clareza , expandindo-se ao as soc iar e recordar, contraindo - se ao materializar uma nova imagem. Este. processo. pulsante. mobiliza. todo. o. conhecimento, a sensibilidade e a inteligencia, rae iocinio e. intuiQao,. o dominic:>. offcio , a teo ria e a pratica, sem. fronteiras. definidas. totalmente co municante,. tecnico de urn. numa continuidade. nem hierarquia. que. se confunde. fixa, com. a. propria vida. Porem, existe urn eixo que atrai e orienta. tudo:. o. gravar.. manifestaQoes. verbais. esta. central ,. atitude. Se. pudessem ja. as se. se r iam. minhas. nivelar poesia .. a S6. posso espernr o co n tato direLo com us gravuras .. 5.

(11) "Determinin~. just. how. far. quantum. mechanics. subverts the classical picture· of the world. is. an important part of the philosophy of quantum mechanics.. Quantum. mechanics. seems. to. contradict atomism , which is strange indeed.. It. seems to show that things which we think of as separate. are. in. fact. not,. to. show. world is neither determined nor, determinate.. Some. physicists. that. perhaps,. and. the even. philosophers. thinkg that quantum mechanics is so paradoxical to the classical mind that it shows is. an. illogical. world.. Thi s. that quantum mechanics has a which.. if. the. theory. logic of the world most" . (l). is. idea. that this the. idea. logic of its own. true,. is. also. the. is what will concern us. 6.

(12) "Em. ''trabalhando". problemas, la,. o. urn. ainda que. verdadeiro. dos. fosse. pintor. quando. parece. ser. parcial,. a. sempre. total .. No. memento. em. abriu. certo. outre. exprimir. antes. diferente .. De. ele ainda nao se ndo. o. todos. tern sorte. achado. os. ou. da. sem. o. outros. sua que. acaba. percebe. que. tude. de. ser. repetido. que aquilo. Mesmo. pesquisa. em. tern J. 0. veludo. "savoir-faire ",. campo ,. diletos. transtorna,. os. urn. de. o do. saber,. adquirir. dados. seus. o. que. e de. que. que. p6de. de. modo. encontrou ,. deve ainda ser procurado'. aqui lo. que. leva. a. outras. pesquisas . A ideia de urna pintura universal, de urna. totaliza~ao. inteiramente sentido . ainda,. da. pintura,. realizada,. Mesmo. que. de. e. uma. pintura. destituida. durasse. milhoes. para os pintores o mundo,. de. de anos. se permanecer. mundo, ainda estara por pintar, findara sem ter side. acabado.. "problemas". Panofsky. da. pintura,. mostra. os. que. que. lhe. os. ima ntam. a. hist6ria, indireto,. muitas vezes sao resolvidos de modo e nao na linha das pesquisas que a. principio. os. quando, pare cern outre. no. haviam fundo. suscitado;. do. e. r eenco ntram-nos. os. de ixam- se. a trair. historicidade. subito, e. em. p.lena. transpoem o. surda. contrario,. ''impasse'',. esquece-los , lugar,. ao. no. por desvios, transgressao,. u surpa~ao. subitas, nao significa que. 0. para. diversao,. obstaculo .. avan~a,. que. pintores. Esta. labirinto, e pressoes. pintor nao saiba. 0. que quer, mas sim que o que ele quer esta aquern das metas e dos meios, e comanda do alto toda a nossa atividade uti1."(2). 7.

(13) "Nas. ciencias. emp:iricas,. racioc :inios que. nao. sao. o. emprego. logicamente. de. valj dos. e. 6bvio . Fixemos ideias reportando-nos ao caso da fisica.. Qualquer. inferencias. que. lei nao. refrac:;:ao da luz. foi. ~eneralizac:;:ao ;. de. f:isica. sao. depende. validas:. a. lei. obtida mediante uma cases. de da. vasta. particulares. e. 1. portanto, de urn numero finite de experiencias,. a. chega-se. formula9a0. supostamente lugar e dados. em. se. aplica. iniciais. constitui. Urna. sempre,. qualquer tempo 1. a. fato. que. lei. em. qualguer. extrapolando-se. Inferencias. encontram-se ligadas que. de. nio. os. validas. elabora9i0 de teorias , 0 absolutamente. clare.. Os. criadores das teorias fisicas mais importantes, como. Newton,. Maxwell. mesmo, parecem, o. artista. e. Einstein,. por. as vezes, ter algo em comum com e. de. fate. tern :. com. elementos. ( experimentos 1. leis,. de ambito. mais. restr:i.ngido. teor1as. ou menos. cujo escopo. vai. mui to. dados pareciam autorizar 1 a. criadores. isso. do. que. a. base. hip6teses, 1. alem do. ... ). edificam que. asser.nelhando-se. descobridores,. em. os. mais. onde. o. genic e a inspira9ao despontam 1 lembrando o ato criador. do. ciencia. emp:irica. empregar. artista. se. Em os. sintese: cientistas. unicamente. formas. 11. inferencias .(3). 8. nao. haveria. procurassem validas. de.

(14) "Je ne puis preciser rna perception d 1 une chose . sans. la dessiner. dessiner. cette. volontaire que. qui. d'abord. connai tre. pas. ce. virtuellement 1. Je. que. chose. transforme. j'avais m' avise .ie. cru que. sans. 9. je ne. une. percevoir je. ne le. puis. attention. remarquablement. connaissais:. meilleure amie ... " . ( 4). et. et. ce bien. connaissais: nez. de. rna.

(15) I.

(16) 1 - Sem Titulo Ponta Seca 200cm X 200cm 1990. 10.

(17) A constru9ao. da. inicialmente,. o. imagem. por. caminho. fragmentos. po:>sivel. foi,. para. a. co nstru9ao da unidade . Esta primeira imagem s6 teria sentido gravada na dimensao de 2mts. x 2mts.. Nesse caso,. solu9ao. de. nao. se. comp romiss o. poderia cogi tar com. as. uma. condi9oes. tecnicas disponiveis: ou a imagem seria realizada conforme sua ne cessidade interna, ou nao. existiria .. Nao. chapas de cobre, co mpativei s. se. dispoe. no. Brasil. de. pre ns as ou papel de dimensoes. com o. projeto.. Mas. os. limites. do. pensamento nao sao diretamente proporcionais as condiqoes s6cio-eco nomicas: se tele existe, deve ser tambem capaz de transformar a limita9ao em campo de possibilidades. Nao se pode usar mais de uma ferramenta por vez, esta, bern escolhida, deveria ser suficiente para uma realizaQao co mpleta 1 sem nenhuma perda de qualidade grafica. Todo o trabalho foi gravado com uma s6 ponta-seca, o instrumento mais simples. A c6pia e. unica,. as. matrizes. imprimir. separadamente. de. Aqui,. 4m2.. a. sete, uma. gravura. necessarias superficie. e. usada. para. grafica como. uma. qualidade essencial da i magem, sem preocupaQoes reprodutivas.. Os. problemas. quantitativos. podiam. mul tiplicando as. a9oes,. simplesmente. ser dilatando. superados o. tempo. de. execuqao, aumentando o numero de matrizes. S6 a falta de conhecimento, e nao sentir urn projeto como ne cessidade, podem impedir sua execuQao.. 11.

(18) ~em T1t\1lo. Att u A- tinta . l!1HI. !detalhe>l PontA- secaL.. 12. abr a sive s.

(19) As. image ns. seguintes. dialogam. com. n° 1. Na sequencia de meus antigos, procuro evidenciar. a. gravu ra. trabalhos. mais. uma. linha de desenvolvimento, rastreando as imagens mais determinantes que, em meio a numerosos desvios, configuraram essa. dire~ao;. numa gravura de 1984. surge o primeiro indicio do trabalho realizado em 1990. Esta. orienta~ao. esta evidentemente associada a. obras de outros artistas. Dentre muitas que meu trabalho tangenciou longo ao do tempo, selecionei as que conviveram mais intensamente com a elabora~ao desta primeira gravura , e com seu prenuncio, em 1984 . Algumas pod em ser vistas nao apenas como uma imagem isolada, mas como. referencias. determinado presen~as. conjuntos. artista. constantes. grava~ao,. Essas. pelo. de obras de um pude perceber. Se durante. depois. s6. influencias. sempre. a. formal,. necessariamente. estabelecer diversos significados.. 13. periodo. de. reconheci. associa~oes. aspecto. o sao. outras intui ti vas,. sem. rela9oes. ten tar com. os.

(20) ~. -. . _,. . -. .... Amilcar de Castro Sem Titulo Ferro 30cm X 30cm X 7.5cm Decade. de 80. 14.

(21) Richard Serra CLARA CLARA I I. Paintsti ck sobre 92,5cm X 183,5cm 1985. 15. seri~rafia.

(22) Gior~io. Morandi do rio Savena. Paisa~em. A~ua-forte. 25,8cm X 24,9cm 1929. 16.

(23) Giovanni Battista Piranesi Carce ri n° XIV, 2° estado Agua- fo rte. 17.

(24) Piero Della Francesca A Lenda da Verdadeira Cruz Afresco (detalhe) 125cm Arezzo, I~reja d e S. Francisco. 18.

(25) St=-m 'l1tulo A~ua - forte .. ie ua-tinta. roleta. :33c m X 4 0c m 1989. 19.

(26) ... (,. -. ~...-~. ---~l. ~. 1. ..... - lll. -----L__. .1.... Sem Titulo Agua-tinta . ponta-seca . roleta 49cm X 34.5cm 1989. 20.

(27) Sem Titulo A~ua-tinta,. roleta. 44cm X 48cm 1988. 21.

(28) Sem Titulo A~ua - forte,. a~ua-tinta. 44cm X 44cm 1988. 22.

(29) Sem Titulo A~ua-forte,. agua-tinta. 40cm X :36cm. 1988. 23.

(30) Sem Titulo. A~ua - tinta,. ponta-seca, abrasives. 30cm X 40cm 1984. 24.

(31) Rembrandt 0 campo do pesador de ouro ponta- seca 11,5cm X 31cm 1651. 25.

(32) Morandi Natureza Morta com obJetos brancos sobre fundo escuro. Gior~]o. A~tua-forte. 24,7cm X 29,4cm 1931. 26.

(33) Paolo Uccello Batal ha de San Romano Tempera sob re mad eira. 182cm X 316cm 1456 Paris . Louv r e. -. ?~. (.

(34) "A. utilizacao. do. termo corrente. em. I ou,. para. usar. si,. ser. co nsiderado. co mo. com car acteristicas. utilizado. apenas. como. alvenaria. e. recoberto. decorative. de. outros. urn. proprias,. ou como urn sucedineo econ6mico da pedra? ser. Devia. substitute. co m. urn. materiai s ,. o. lon~as. o cimento) tambem sterou. devia. Pol~m1cas:. material. concreto. da. ornamento ou. devia-se. a. estudar uma nova decora<;ao acle quada. natureza. do novo material? Mas qual era a natureza desse material.. empregado. em. estado. liquido,. tornando-se a seguir mais duro do que a Seria realmente urn. material. defini r. dificil. artificial,. co n tudo. tecnica;. esta. s ua. radicalmente. e. da. tradiciona1, elementos. definir a. pedra?. natureza era. possivel. tecnica. tecnica. de. diferia. construtiva. pois. nao. consistia. em. so lidos,. mas. em. uma. verter. liquida dentro de formas vazadas. sobrepor materia. (os moldes de. madeira). Quando. pas sa. conceito ape nas. de. a que. como. predominar-' o. co m. concreto. fundo.. mas. nio. como. razao'. deve. 0. servir. verdadeiramente. material de const ruc:;:ao a que deve correspo nder uma morfoloe(ia estilistico: nettati vo se~uir. forma. o. uma. ~. os. forma. facil motives. e. se. notar. que. formais. em. nasce. e. permi te. tipicos. lineares e. a. co ntinua,. ela. sinuosos,. 28. to rna. se apresenta. compacta. desenvolvimentos. ontinuos. ondulados,. problema. arquitet6nica. moldes vazados). como. realizar o Nouveau:. a. ( os. plasmada.. adequada,. do. Art. plasticos arrojados..

(35) 0. aparato. ornamental. sustentaQao,. se. resultante. une. do. ao. aparato. de. mesmo. processo. de. "fundiQao" . A forQa e a elasticidade do material. solidificado. fundiQao. transformam. da. imagem. e. a. propria. tecnica. radicalmente. arquitetSnica:. nio. a. da. estrutura. mais. massas. e. volumes, mas. superficies e delgados pilares de. sustentaQao i. nao mais equilibria entre espaQos. cheies pl,stices e espaQes vazies perspectives, mas ni tide predominie dos gr,!'l.ndes suportes. fines. e. vigoreses;. arcos verticais. e. herizentai s. mas. curvas. obliquas. e. vazios sebre. nao a. mais pleno. parabolicas 1. apenas ci mbre,. arabesces;. nao maiS distinQaO entre partes de SUStentaQaO e. partes. de. preenchimento,. mas. modulaQao. da. forma na propria materia".(5). que. "Dado. prepus. me. conferencias. em. recomendar. ao. cad a. uma. proximo. destas. milenio. valor que me seja especialmente caro 1 que heje numa. quero. epeca. em. dotados. de. raio. aQao. de. recomendar e que. uma. extremamente. valor. precisamente este :. outros. velocidade. o. urn. media. E~spantosa. extenso 1. triunfam, e. de. urn. arriscando. reduzir toda comunicaQao a uma crosta uniforme e. homegenea 1. a. comuni caQaO entre ser di verso 1 a. diferenQa,. fUnQaO 0. que e. da. li teratura. e. a. diverso pelo fato. de. nao embotando mas antes segundo. a. linguagem escrita" . (6). 29. vocaQao. exal tando. propria. da.

(36) "Klee. e. filosofo. dema.is. objetivar 0 subjetivo, o. 0. destroi.. que,. para. ignora.r. que I. nao se 0 revela.,. ao. longo. de. toda.. mas a. ao se sua. a.tivida.de1 constitui o objetivo de sua. pesquisa.. e,. justa.mentel. 0 levanta.mento e. 0 al9a.mento da.. imagem a.o esta.do puro, a.o esta.do de ima.gem. procede. a.. delica.do 1. urn de. tra.balho. ca.uteloso 1. SUbst i tui9a0;. cuja substancia. e. para.. possa,. a. qual. tra.nsferir - se,. todas as tecnica.s : pode. exigir. me tal ico. do. o. de. a. ima.gem 1. mental,. a.. materia. qua.se. tra.9o. por. mila.gre,. consistancia.. quando. meio. extrema.mente. Oferecer. pura.mente. a.dquirir. ma.is a. Ele. em vez, imateria.l. pen a.,. o. emprega. a.. ima.gem (o. ret iculo. fio do. enta.lhe, a. transparencia da aqua.rela) ou o mais. solido. pasta. da. tinta. como. as. pe9as. (a. marcheta.da, a.inda. a.. opa.cidade. da. 8.. de. urn. como. que. mosaico; ou tempera, a dureza.. brilhante e esmaltada da cera)".. 30. oleo. (7).

(37) Hist6ricamente,. a. g ravura. ocidental. tend e. a. diminuir seu sig nificad o artistico na i mi tac:;ao de outras. li n guagens. pintura .. A. rec ursos. graficos. permi te. a. ~eralmente. pllisticas. te ntati va. de. num. copia. sentido. direciona que. a OS. raramente. i mage m alcanc:;ar sua plenitude.. S6 em. alguns casas a interpreta9io d e o utr a o b ra gera uma i magem grafi ca de n ivel equivalente. urn. co m. artista. essa. c onsci e ncia. Mes mo. usa. s ua. linguagem de forma distinta, quando s ua g ravura nio. precisa. ser. fiel. a. imagen s. de. outra. natureza. Co ntemporaneamente, mul tiplicac:;io. embora. atraves. desapa re c ido,. temos. urn. aspectos duvidosos . 0 tecnicos. -. nao. corres pondente arti c ulac:;io evi tando r eflexoes , produzi ndo. a. necessidade. da. gravura. pensam,e nto acompanhado. aprofundamento. maioria. gravuras. dos que. por. u rn. na. grafica .. represen tac:;ao. co m. recursos. critico ,. linguagem. de. tenha. grafico. alargamento dos. foi. e nquanto uma. a. se m. sua. Mesmo maiores. artis tas. acaba. representam. seu. trabal h o e m o utros meio s , o u nio estio no mesmo nivel de outras ac:;oes, mercadol6gico .. Uma. ou te rn interesse apenas. gravura. que. nio. indaga. assume sua natureza pouco pode significar.. 31. e.

(38) Jacques Villon Senhor D. lendo Ponta-seca 39cm X 29,5cm 1913. 32.

(39) - ..---~. Jacques Villon Braque, Natureza marta Agua-tinta 58,9cm X 21,7cm 1923. 33.

(40) II.

(41) 0. circulo. insinua- se. no. projeto. quando. a. elabora~ao. do painel. sua. logo torna-se insistente. Esse inesperado cria desvios, sem nenhuma. negro esta. terminando,. e. presen~a. sur~imento. justificativa a. nao ser a. necessidade de ve -lo. realizado . As. primeiras. gravuras. inteiro e fechado, Nao. queria. mandalas,. apresentam. o. circulo. mas logo suscitaram duvidas.. ter. a. pretensao. de. cuja carga simb6lica e. produzir. autenticidade. dependem de urn processo di stinto da inten9ao art.istica. Tambem nao queria impor urn circulo ideal. e. pe rfe ito,. que. pode ria. ter. urn. sent ido. au tori tario.. A forma ideal, materializando-se, tende a manter sua pureza evitando a contamina9ao do humano, que perturbaria sua perfei~ao.. deveria. 0 circulo ser imperfeito,. universal, incomplete,. sujeito ao tempo e ao acaso, tambem. indicar. a. forma. gravado, instavel,. em suspensao . latente,. Mas. tornando. sensivel sua existencia.. "€ com esse intuito que a fragmenta9ao fisica, necessaria para realizar as gravuras de maiores dimensoes. nas. incorpora-se. i ma~ ens. sensiveis. de. a. constru<;ao. subsequentes. urn. mul tid imensional. todo e. Seriam. visivel. mutante,. que. e. da. forma. momentos invisivel,. transcende. as. possibilidades de qualquer realiza9ao plastica. 0 se ntido do fragmento esta na busca totalidade como continuidade infinita, que tern se ntido enquanto busca.. 34. da so.

(42) Jasper Johns Alvo Encaustic a e 40cm X 40cm. cola~em. sobre mad eira. 1974. Museu de Arte Hoderna, Viena. 35.

(43) Notre-Dame, Paris Rosacea norte do trans epto Co meqo sec. XIII. 36.

(44) Galaxia Espiral. 37.

(45) ~. ,;•.c'r.. <.' "'. " f~ ' " ; I... '. l. .:). I. I. \1.;>, '. I'. \. ',. •~t ' 1'~ .~ ..1"L11... /'. 2-Sem Titulo Ponta-seca 45cm X 45cm 1990. 38.

(46) 3-Sem Titulo Ponta-seca 45cm X 45cm 1990. 39.

(47) A atividade cultural tambem e determinada pelas estruturas econom.1cas, que se refletem no volume de produQio e nos projetos, repercutindo ate a propria estrutura da imagem.. Extremamente. vis.ivel numa arte i ndustrial como o ate. impossibilitando-o. esse. ci nema. problema. afeta. todas as manifesta9oes art.isticas . No campo da gravura contempo ranea 1 orientado. para. a. a. complexidade. aumento das dimensoes; so. e. que. possivel em par. poderoso .. sua. ex-perimentaQao tern se tecnica. o. sua realiza98.o adequada. instalaQOe:s de grande. vez. e. depende:m. de. urn. porte. I. rnercado. Sem estruturas econ6micas capazes de. absorver e estimular a prodUQaO nessa escala, e impossivel implantar e manter graficas que permitam o trabalho experimental com a necessaria extensao de recursos. Optar par este vetor na discussao de uma gravura conte mporanea no Brasil e colocar-se de antemao em segundo plano. 1. sem. poder. acrescentnr. nada.. Po rem,. as. questoes centrais da gravura sao as mesmas em qualquer lugar. A menor disponibilidade de recursos tecn icos nio deve ser vista necessariamente. como. uma. limitaQio,. mas. como. esti mul o na busca de outras respostas as mesmas questoes . A facilidade material tambem corre o risco de encobri r as indagaQ5es mais radicais. A. escassez. e. mais. urn. dado. cultural,. direcionando as buscas para a essencia, 0 que inc ide com a hist6ria da gravura, ou melhor, com a. hist6ria daquela gravura que e. como procura do maior significado. leva a. realizada. Tal postura. uma discussio vertical de seus valores,. CUja Chave e. a. inteligencia graf iCa 1. QU. apenas recursos intelectuais e sensiveis.. 40. SeJa 1.

(48) 4-Sem Titulo A~ua - tinta,. raspador. 45cm X 45cm 1991. 41.

(49) "Propongo aqui una suerte de sintesis r eflexiva sobre sobre. los. fundamentos de. la. imagem. definen,. si. y. l EL fotogra f ia, tanto sobre el acto que la. como. que. se. pueda. otra . Pues la fotografia, eStO 1. nO eS. SOlO. imag~m. Una. separaci6n. si>, ( ... ). resul ta posi ble. la. el. p0r. la. Un. proceso ya no imagem. una la. producto (el es. fotografia,. pensar. de. un verdadero acto. entre. me ns aje acabado) y el generador realizandose) Con. prOdUCida. es consustancialmente En otros terminos,. tradicional. pertinente.. uno. y ya volveremos sabre. acto, es tambien, ante todo . ic6nico <e n imagem-acto. disociar. ya. (el acto aqui. no. fuera. de. nos su. modo constitutive, fuera de aquello que la hace ser como tal ( ... ) Se tratara aqui. de concebir ese. como una categoria que semi6tica. o. hist6rica. no sea tanto como. epistemica,. una. pensamiento,. absolutamente. i n troduce signos ,. a. una. relaci6n. real, con el hace r" . ( 8 ). sujeto,. estetica,. fundamentalmente. verdadera. con el tiempo,. <fotografico>. categoria singular. especifica. con el espacio, con. 42. el. ser. y. de. y. que. con. los. con lo con. el.

(50) I ..,... '. "'=:•. -~. ". L~. '. ... ' 5-Sem Titulo Ponta-seca 120cm X 120cm 1991. 43.

(51) A gravura e uma singularidade . Seu uso secular como reproduoao permitiu urn a correta avaliacao deste fato . S6 os artistas capazes de co mpreender sua visualidade distinta, puderam acrescentar algo proprio. trabalho. a. hist6ria. com. da. imagens. arte. e. a. seu. gravadas .. Essa fisionomia da imagem grafica e consegue n cia dos. materiais processo . na. Trabalhou - se. imi ta<;:ao. Po rem,. e. instrumentos. e de pela. para. que. a. ~ravaoao,. 1 inha. natureza.. ~enerica,. torne-se. linha. Sua materializaoao a i ndividuali za.. 44. no. esco nde-la,. outra. inevi tavel. encarnar-se. muito. e nv olvidos. ao. aquela.

(52) -. ~. ......_ ... ... :.. l .. J.. 6-Sem Titulo Ponta-sec a 120cm X 120cm 1991. 45.

(53) Os. materiais. da. stravura. sao. ext remamente. exiS!entes na sua colaboracao com o pensamento -. e. ai. se. evide ncia. escultura:. cada. o. material. diferentes, em funcao fisica, visuais.. o No. que. vinculo. se. mundo. orili!inal. obriga. a. com. a. operaQ5es. da sua propria estrutu ra manifesta. da. imagem. diferencas que semelhancas.. 46. nos. resultados. impressa. ha. mais.

(54) 7-Sern Titulo Ponta-seca. 120cm X 1 20cm 1991. 47.

(55) - . fi.. ·- -' - ..-. ... .. ... 8 - Sem Ti tttlo Ponta- seca 120cm X 120c m 19!-11. 49.

(56) Os aspectos quantitativos da gravura, ligados. a. reprodu~ao,. a. partir do Hoje,. foram. historicamente. emprego das. com. maior. possibilidades infinitas,. co ntando. reprodu9ao. discussao. destacar. fotomecanicas.. razao,. de. a. tecnicas. superados. seus. da. com. praticamente. gravura. aspectos. so. pode. qualitativos:. ling uagem, materialidade, seu alcance como meio au tonomo. a. servi<;:o de. uma poetic a.. A questao. tecnica nao pode ser contornada, mas considerada parte do processo reflexivo - o que so. pode. ser. experiencia. feito vivida .. procedimentos, distinta,. por. como. mas. Nao. quem urna. cria9ao de. resultado. de. a. conhece. co mo. aplica9ao uma uma. visualidade cadeia. pensamentos, a9oes e reaqoes sobre a materia.. 50. de de.

(57) .·. ~. -. .•.-. \. \. f. ~·. I ... ""',. .... ,. --. •-!. .. ... ?. .J '. · .1. .... .. -~ J. .:;. ..... ~. ..... -. -. "ll..-. •. -. .. ). I. ... '\.. I. ·• '. I. ~. '. \. .. l lt. .... ·· ~. ,;:.. ....... ·--. I ,,. .....;;., t . '·. .:,; -~. -~. f. ·-:..-I. ,...,._.. ,. ' I. a.~-. 9 - Se m 'ri t u lo Po n ta - seca 45cm X 4 5c m 1991. 51. '. r..

(58) A. rela~ao. muito. do. mais. pintor.. do. a. analo~a. a. proxima. Mas. tipica. gr a vador a. co m do. pesquisa. nosso do. materiais. escultor de. seculo ,. campo. seus novos. nao. a. que. e do. materiais,. pode. tridimensio n al .. aqui A. ser. imagem. ~rafica. depende de urn delicado equilibrio entre a estrutura fisica das matrizes, sua resposta aos meios de gravacao,. a natureza das tintas .. a qualidade dos papeis e de impressao .. A. o ajuste das tecnicas. experimenta~ao,. ser mui to precisa e. exigente. resultados.. da. vemos ,. 0. po de r. depe nde. da. portanto.. na. imag«~m. capacidade. deve. aval i acao que de. dos. finalmente or i enta r. o. processo , disting uindo claramente meios e fins. A. pesquisa. atinge. por. busca, a tecnicas. tecnica, si. s6. a. mesmo. instigante,. densidade. poetica .. inteligencia sensivel se necessarias,. 52. Nesta. incorpora as. dirigindo-as. coadj uvantes indispensaveis.. nao. como.

(59) -.v •. .).,:•. ;. \ o- ~ •. ," \ , t , ' \'01\ I p. \ ;.,r\1\ \ \ ~~ q \. \. -~ ··•. o 1'\. I ;)i'lfl. I.

(60) A. pintura. expansiva,. procedimentos:. ge ra. a. ELdi ti va. nos. imagem. seus. cobrindo. superficies, depositando materia sobre materia. A grava9ao, pelo contrario, e concentrada e subtrativa,. altera. deslocando. seu. materia.. Uma. e. a. superficie,. material. unica,. a. retirando. Materia outra. e. co ntra. multipla.. A. SO tern razoes hist6ricas, pela fal ta de~ outre meio de reproduQao. Quando entendida tambem em seus procedimentos, a gravura localiza-se em algum ponto entre a escultura e a fotografia, sem, no entanto , identificar-se com nenhuma . apr oximayaO. pintura/gravura. 54.

(61) -. ..,/. I. ..... 11-Sem Titulo Ponta- seca 45cm X 45cm 1991. 55.

(62) A. impressa. ima~em. desenvolveu-se. atin~ir. as. ilimitadas .. atuais 0. a. introducao constante de universe expandiu-se ate. Com a tecnicas, seu. xilo~ravura.. novas. com. propor9oes. parametro. t~. o. quase. infinite,. as. imagens nos assolam. Menos evidente e que cada pas so. des sa. Cada nova. evolu9ao. e. tambem. uma. mul tiplica a. tecnolo~gia. ruptura.. imagem,. mas. por processes distintos, que se tornam parte da propria estrutura visual da estampa. Ela tambem testemunha o qual. foi. estagio. gerada.. tecnico da. A. De. urn. e. xilogravura. artesanato medieval, a fotografia, industrial.. humanidade. ponto. de. fruto. no do. da revolu9io. vista. puramente Porem, OS. tecnol6gico, ambas sio obsoletas. novos media nio copiam seus processes internes, e e deles que 0 artista tira partido' produzindo uma visualidade singular.. 56.

(63) \ ?. ,... '. ' .. /X..-. ;'. I. I. I. 12-Sem Titulo Ponta-seca 45cm X 45cm 1991. 57. I.

(64) Uma boa gravura nunca e. urn espetaculo para. olhos .. de. Sua. forma. surge. dentro. para. OS. fora,. or~anizada. por micro-relevos, numa materialidade sutil que pede tato ao olhar. Ele nao. se desloca. para. a. s6. em extensao,. profundidade. da. mas. imagem.. 0. e. atraido. espectador. participative que toda obra de arte pede, se-lo. tambem. museus, a. em. outro. sentido :. nos. deve. grandes. gravura nio esta disponivel ao olhar. turistico. solicita-la ,. Deve -se. conhece-la. exatamente. como. biblioteca.. 58. urn. previame n te, livro. numa.

(65) ·--/. .::.. -..... ___ _. I. ..•. .J. .. 13-Sem Titulo ?onta-seca 45cm X 45cm 19~1. 59. '. .·.

(66) 0. fator. gravura. que nao. mais e,. ao. li mita. o. contrario. tamanho do. de. que. uma possa. parecer, a relutancia em aumentar sua area .. ~. o. fio das ferram entas, que, para executar sua tarefa, tende ao incomensuravel . Porem, esse limite e. tambern qualidade ontol6gica .. a grandeza nao tern urn sentido fisico.. 60. Em arte,.

(67) 14-Sem T1tulo Ponte-seca 45cm X 45cm 1991. 61.

(68) A. capacidade. de. contemporaneos unica.. Cern. elevada,. aproxima. ou. sao. reprodu9io. duzentas. urn. numero. multiplicidade e. a. gravura. copias, muito. i 1 imi tad a .. dos uma. baixo. meios. da. obra. tiragem quando. a. Simul taneamente,. o. que foi vulgar e democratico torna-se refinado. Como. o. livro. tipografico,. edicoes luxuosas.. Na. hoje. epoca do. era metafora do infjnito.. 62. usado. manuscri to,. para mil.

(69) 15-Sem Titulo Ponta-seca 45cm X 45cm 1991. 63.

(70) A introdu9ao constante de novas. tecnologias da. ima~em. a. nao anula as a nt eriores. Leva-as, porem, se redimensionar, repensar suas. possibilidades .. Hoje,. a. gravura. consequente tende a ser essencial, seu processo a indaga9io da sua. mais. incluindo em. lin~uagem.. Este. questionamento e, fundamenta l mente, liberdade.. 64.

(71) 16-Sem Titulo Ponta-seca 45cm X 45cm 1991. 65.

(72) 0. de. processo. aparencia. de. exclusivamente tecnica, e na verdade reflexive.. As. varias. instante. operac;:oes. da. gravac;:io,. processo continua Ao. aspecto. elaborac;:ao da dos. alem. mementos. mais. no. em. nivel. manipulac;:ao corresponde. do. que. imagem,. de. tintas,. uma. possibilidades de. sua reinvenc;:ao obtidos,. al terac;:ao ,. as a. face. a. 66. A. partir varias. articula9ao. signif i cado no universe cultural ,. descoberta do inesperado.. 0. mental.. formac;:io do pensamento plastico.. resultados. poetica , o. da. acidos,. invisivel : a. sao. mui to. visivel. vernizes,. envolvidas,. na a.

(73) • \. --. '---·-:---). .\. 17-Sem Titulo Ponta.-seca. 45cm X 45cm 1991. 67.

(74) As. matrizes,. apesar. sensiveis .. Registram. recebidos.. As. de. sao. muito. definitivamente os. golpes. marcas do. duras ,. acaso. somam- se. a. aqao. deliberada do artista. Tudo que a matriz sofreu permanece. visualmente. registrado .. construir uma memoria.. 68. Gravar. e.

(75) 18-Sem Titulo Ponta- seca 45cm X 45cm 1991. 69.

(76) Sem 'l' i t. 11. Io. Attua-tin t.E~. 20cm \ 197R. 70. :H)cm.

(77) III.

(78) Neste. ultimo. imagens. bloco. de. gravuras. quase. A. partir. dos. o processo. volta-. associadas.. desenvolvimentos anteriores,. nao. ha. se sobre si mesmo, procurando urn aprofundamento e uma radicaliza9ao do pensamento grafico e dos s igni f icados tempo,. do. trabalho .. abre-se. Po rem,. mais,. desintegra9ao 1. ao. mesmo. tangenciando. a. em. reconstruindo-se. configura9oes inesperadas . A circunferencia que vinha trabalhando torna-se uma. presen9a ai nd a. mais. sua forma total que imagens. 1. raio.. Os. mas. matrizes passam urn valor. determina a. apenas. riscos a. distante:. segmentos. e. mais. estrutura com. urn. das. mesmo. existentes. acidentais ter. nao. importiincia. maior,. nas como. grafico. mais presente. Para destacar sinais, frequentemente esses. adequadamente levissimos 1. o. ta.manho. das. imagens. diminui.. 0. ponto em que a for9a visual dessas linhas deixa ser. urn a. aumento. da. de. ultrapassado. eng lobar. presen9a. ati v.a 1. superficie, A. tam bern. concep9ao estes. em. ... nao. de cad a. acidentes,. los como elementos construtivos.. 71. virtude pode. do ser. imagem. deve. sabendo. usa-.

(79) Urn pr6ton e urn anti-pr6ton colidern sob alta ener~ia, produzindo urn par de outros quarks livres. 72.

(80) "There. is - a. story. by. the. which, Moller readi n g for required. it. Martin. Danish writer happened, so member. every. Poul was. of. and. visitor to the Institute of Theoretical Physics in Copenhagen . In the story,. the hero describes paradox. what. seems to him to be the thinking. In thinking we cannot They. thou~hts.. spectator .. just. Yet. happen. we. to. control. We. us.. the. obs erver. are. thinker.. are. spectator is also actor . Similarly , theory. of our. and. the. a. The. in quantum. observed. become. one . There is no dividing line between them. Like a blind man finding his way around a room with his stick, the stick is part of the man but also part of the room and there is no dividing line between man and room . So. quantum. the. finite. quantum. postulate, of. action,. the. fact. implies. of. the. that. the. quantum system and the measuring apparatus do not, in Bohr's words, have "an independent reality",. It. is. not 1. or. presumably not 1. that. the quantum world does not exist. not have following wholes, position. independent an sense. Quan tum. phenomena . and. The. theory. d:vna1nical. momentum. physics classical mi crophysical system 1 quantum mechanics as. But it does in the existence deals. with. variables. and energy, properties are. of. which in the of. are to be thought of in properties of the whole. phenomenon".(9). 73.

(81) _: _:!f .•. .r.. . :J'. -r. I. I. I. I. I ... ..;::;.. \. I. I 1. ----. \ --I. \. """'. l. 19-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 74. J. .'.

(82) As matrizes registram visualmente os processes de. sua. for maqao .. A. textura. disposiqao das fibras, arvore,. sua. ambiente , uma. idade, de. as. relaqoes. metal,. com. ~eol6~icos. uma. visualidade. la. da. sobre. uma. supe rfi cie. assim p ossiveis a. diferentes dureza,. A atitude ma is ime cliata que. meio. peso,. corresponde. ~ ravaqao,. o. processes. As. sin~ular .. a nte s. c om. so ma m-se. de. condutibilidade,. a. Na aparencia de. industriais.. c aracteristicas. madeira,. mostram o crescimento da. eventuais acidentes .. chapa. da. e. e. e ntao. imaculada.. in terferencias. neutralizaexecutada. Eliminam-se. ne~ativas. sobre. ima~e m .. Pode-se tambem aceitar a estado. inicial. existente, sua. e. a9ao. ativo,. intensidade da de gravar. urn. construir. com. a. ma it ri z a. valor imagem. qualidade. tinta,. a. bruta co mo. do. ~rafico. urn ja. equilibrando papel,. mane ira mais. a. adequada. e imp rim ir . 0 uso da matriz bruta e. urn refinamento que deve. ser pensado para. cada. imagem . Parte-se de urn dado que escapa ao nosso controle , materia. tentando que. urn. uma projeto. totalmente .. 75. cQlaboraqao nao. com. a. circunscreve.

(83) .. -. .......~. ··.. 20-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 76.

(84) Uma matriz nio Participa. ~. uma superficie inerte,. diallticamente,. neutra.. co m. s uas. caracteristicas fisicas, da gesta9io da imagem. Uma c hapa de cobre golpes uma. antes. de. fisionomia. Chegamos. a. recebe e. colaborar que. conhecer. quanta as que gravamos. nos. c hega. mem oria da. com. urn a. mat~ ria. registra. co m o. jamais essas. inumeros. artista .. repetida.. sera linhas. tao. Essa area de metal. dignidade. existencial,. gravada se,gundo. 0. acaso . Pareceu- me justo respeita-la .. 77. Tern bern ja urn a. desenho do.

(85) 21-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 78.

(86) 0 gravador trabalha sabre o que ainda nao e. resposta visual as suas nao e imediata. 86 a. a9oes sabre a. A. materia. impressao da c6pia mostra. o resul tado do trabalho. Em mui tos casas, uma avaliaqao imediata s6 e possivel pelo tato . Trabalha- se com resultados; imagem. e. a. uma. intuiqao educada. rela9ao. totalmente. com. o. a. prever. const ruir-se. dif~;~rente. da. da. mudan9a. incessante vivenciada pelo pintor na fluidez do seu. operar.. definitivos,. Na os. gravura, materiais. gestos. OS. tern. sao. limites. de. resistencia que podem d i tar a ordem das aqoes e a direqao dos movimentos. Durante o trabalho, imagem. ainda. nao. surg iu,. existe. probabilidade. No ato da impressao, ao revelar-se completamente .. 79. a. como. surpreende,.

(87) i. . ·i (. ... /. ... --· •I. .~---____,-...,...... 22-Sem ti t ulo Ponta-seca 30c m X 30cm 1992. 80.

(88) Se. podem. existir. poeticas. independentes. dos. meios tecnicos, para outros ele e absolutamente ontol6gico . 0 produzido age n te. a to grafico. sobre. uma. ag r eSSi VO 1. superficie. ferramenta. Os instrumentos de gravura li teralmente resultante. ferem esta. permanencia, as. gravadas, opor selos' ca rro,. ao. a. opoe-se. tempo. Universidade . facilmente, a. de. A urn ~. falsificaqoes:. e. I. de. tern. urn. facil. e. plaquinhas. acid0 •. anseio. tendem 0. urn. grava9ao. desgaste 1. quando 0. corte. por. OU. hoje, ls. 0. sao quase armas. humanas. notas bancarias' as. afiada. autenticidade .. inscri9oes ainda. ao. e. dura. materia.. carregada. co mpromisso com a que. €~ssencial. notar. a. intuito. ser e. lapides,. numero do chassi patrimoniais. se do. desta. Onde a ti nta desapareceria gravaqao permanece. Este aspecto. e inseparavel dO a tO. de gravar 1. e. COffiplementa. seu significado: o apagamento exige esfor9o. gesto gravado compromete, 0 arrependimento problematico. Cicatriz .. 81. 0. e.

(89) .c '. p. &b. ·". ·, /. l. ~~ - >·.··- . ~ ·/· ·c· · I J. .. I t.. A. • I. •• •. 'j. ./ I.. ,.. : . . t.. ~·. -~ .. ---.. , ,.. -p, I.. r... . 1. j. .:. I. 1. · ...... ' j'.. I :'. . f \. .... I. '. - ·-. 23 - Sem tituloa onta-sec p30cm X 30cm 1992. 82.

(90) No. processo. defrontamo-nos. grafico. suas leis . constantemente com a materia e Sempre que nao as compreendemos, a visualidade que. e. sua. consequenc ia. plenamente. A solu9a0 alimenta ilusoes,. e. nao. refazer.. se articula A gravura nao. nega a aparente realizaoao, a. auto-indulgencia. Apesar de multiplicavel, anti-simulacro .. Esse. fazer. etica.. 83. e,. tambem,. e. urn uma.

(91) I. ·J. ;.. I I. .... \ l '·-. ..... 24-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 84.

(92) A. linha. que. se. g r ava. ainda. nao. existe. vis ualme nte. A matriz e uma possibilidade. onde se escreve as avessas. I~ uma especie de espelho.. que. ja. antes. do. ato. da. grava9ao ,. i n verte o curso do pensamento. ~ onde a gravura realme n te se define; no trabalho sobre urn obje to. simultaneamente. virtual. e. concreto,. guiado por uma primei ra ma triz , men tal .. 85.

(93) ... .!,.. ·~ ·. ~. ... ,. ,.. ·\_. /. ,/. ·.. .... --.:.... ,;;..~. .,. .. 'l ,(. '. -'. •. .... .• #. ~i;. .·:. I. \.. -·. ,I. \ . L.". . ·-:. 1 ·~. .,. ' -. .·T I -I. ---. ...l. - ---~.!; ~---.. 25-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 86.

(94) Intenqio,. cultura,. motivaq5es. inconscientes,. projetos, meios tecnicos, emoq5es, controle, acaso , hist6ria, informaQio, sensibilidade, economia, tempo, fundem-se na materializa9io da forma artistica. Acontecimento unico, alteravel gualitativamente. pela. elemento .. ~. deve ser. enfocada,. mudanqa. de. apenas. urn. como 6rgao desta rede que a gravura. produto final.. sem. ser. reduzida. a. as. estruturas. em. sintonia,. repercutindo por todas as liga9oes .. Para ter o. mentais ponte. de. e. Na aqao graf ica,. apenas. materiais. vista. entram. adequado. profunda,. deve - se,. processo,. inevi tavelmente. a. mais. uma. que. reflexio estar,. al terando-o.. mais. ~. ~. no. dessa. perspectiva que a pratica da gravura pode gerar seus. significados. ma1s. densos.. maier desafio.. 87. ~. tambem. seu.

(95) .... I.. ..... I. '. ,.... j l: ·.. ..r -i. I. I. .,. .. 26 _Sem titulo Ponta-seca 30cm \. 30cm 1992. 88.

(96) Os. raios. de. luz. que. o. olhar. recebe. nao. sao. apenas aqueles retilineos, analizados como fenomenos 6ticos. Os olhos sao 6rgaos exteriores de uma sensaqao global que abrange a mente, o corpo e sua sintonia com o mundo. nao. e. um. pensar. para. fenomeno olhar. 0. dentro. proj eta,. e. apenas. esta. para. revela. e. reti niano,. mas. simultaneamente fora, se. tanto. ja. voltado. recebe. revela.. Ver. como. Fixando. o. concreto,. ve-se tambem uma lembranya ' urn desejo, urn pensamento . A complexidade supera a ja paradoxa! natureza corpuscular e ondulat6ria. da luz analizavel. Aqui, ha tambem urn feixe que na0 Seria registradO. p0r nenhum aparelh0 1. decomposto por um prisma: mas marca, se. signo .. futuro,. Seu sua. mensuravel. confluem. tempo. trajetoria Na. o. e. unica. espaqo. passado, nao. tornando-. presente s6. reta. construqao recordado,. vivenciado, o espaqo desejado.. 89. neffi e e. possivel, o. espa9o.

(97) 27-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 90.

(98) "No ato criador,. o artista passa da intenqao. realizac;:ao 1 atraves totalmente e. uma. de. subjetiva . serie. Sua. de. cadeia. de. recusas,. podem e. devem ser. reac;:oes. luta pela realizac;:ao. esforQOS 1. satisfaqoes, nao. uma. a. decisoes. sofrimentos1 que. tambem. total mente. nao. conscientes'. pelo menos no plano estetico. 0. resultado. entre. a. deste. conflito. intenqao. e. e. suE~. a. uma. diferenc;:a. realizaqao 1. uma. diferenqa de que o artista nio tern consciincia . Por. conseguinte,. acompanham falha que em. o. ato. na. cadeia. criador. representa. expressar. a. de. falta. reaqoes urn. inabilidade. integralmente. sua. elo. do. que Esta. artista. intenc;:ao :. esta. diferenc;:a entre o que quis realizar e o que na verdade. realizou. e. o. "coef iciente. artistico". pessoal contido na sua obra de arte. Em. outras. palavras,. o. "coeficiente. artistico". pessoal e como que uma relac;:io aritmetica entre o que permanece inexpresso embora intencionado, e. 0. que. e. expresso nao-intencionalmente".. 91. (10).

(99) ... 28-Sem titulo Ponta-seca 30cm X 30cm 1992. 92.

(100) Paisa~em. da .ianela Polaroid, 1993. ''I. think one. has. to work. accept the kind of un avoidable, think. that. or most. with eve r ything. and. statement which results. as art. a. helpless Nhich. as. situ ation.. begins. to. I. make. a. statement fails to make a statement because the me thods. used. artificial.. are t h ink. too. schematic. that. one. or. too. wants. from painting a sense of life . The final suggestion, I. the final statement, has to be not a deliberate statement but a helpless be what you. :s tatement .. can't avoid saying,. set out to say"(ll). 93. not. It has what. to y ou.

(101) #. -~-- ~. -.. I. ,-. ~. .. ·i. ~. \. ----. .., ·1 I. ;_-. -. ;. ,.. -. --. _,. ... ~. .... -. . I -.. .. I. \. -'. 29 - Sem titulo Ponta.-seca. 30cm X 30cm 1992. 94. .. ... .. .. ~.

(102) "Todos trazemos em nos, sem nos darmos conta I sentido do espac;:o da cidade amplitudes, seu. ar,. suas. sua. preenchem.. distancias,. luzl. ~. uma. sua. cor,. imagem. fragmentaria. quantas. nos sa. que. cidade,. aparece-nos vez?. como. Pouco. onde vi vemos:. se. as. vezes. que. que. aspecto. de. vezes 1. pela. esse. a. incolor,. i nf in i tas. viss.emos. importa. coisas urn. suas. percursos 1. indefinida,. vimos o. seus. 0. primeira. imprevisto. redespertar de nossa apagada noc;:ao derive de urn efeito. de. luz. ou. de. uma. disposic;:ao. especifica de nossa parte: sensac;:ao visual atinge e. o. que. inconsciente ViVO u.. (. se. aquele. poderia. torna-se. o. 12). 95. animo. e. que a. ine~avel. obscuro trac;:ado,. chamar. algo. de. nossa. cidade. extraordina.riamente.

(103) APENDICE.

(104)

(105) Este apendice procura explicitar mais a questao da. linguagem. necessariamente pensamento Tal. com. grafica,. como. uma. gerada. pela. associaqao. uma. materialidade. preocupaqao. desenvolvimento mudanQas.. acompanhou. do. trabalho,. Selec ionei. estas. diferenc;a do. especifica. todo. o. apesar. das. imagens. entre. artistas fundamentais nao s6 para a gravura mas tam bern para a Piranes i . tern. o. pintura,. com a. Nessas poeticas,. mesmo. peso. que. a a. unica excec;ao de ati vidade grafica pict6rica .. Tentei em realizadas. i magens pr6ximas, escolher gravura e num outro meio, e, quando possivel, mesma imagem. de. a. Deve-se levar em conta que o meio. reproduc;io. aqui. usad o. tarnbe m. tern. c aracteristicas distintas, e amortece, portanto, as diferenQas entre os originais .. 97.

(106) Albrecht l>\.irer Auto-retrato. 52cm \ 4lcm 1498 Museu do. Pre~d o,. 98. Had rid.

(107) .,--=-----= - ' ;t · C H R 1S 1 0. ---::.--:. ~. •• ·1,. 1 ·.1'. ~. --. · .SAC R. \' \\. 1Llr. "D!I'\.EitSO·I\t.IICXA. !'!e:r.'\.rl" f-\\'ER.\1' -PF.I\I'!'TVA·DIO\:VS P.:>S1".ER1T'\Tr rO ll. ·D· FRIDR DYCi SAXC'\ ~ R .!\.RCH L\\ ELE.C'!'OP ~. J:,·.:'. . A LA£.RIV s. J)VR.FR N\'ll• F' c I f r;.~ 1 .B ·i\1\. F · \' · V • \\. D. X>.: I 1: :. Albrecht DUrer Frederico o Sab1o, ~rao-eleitor de Saxe Buril. 19 c m X 12.5cm 1524. 99.

(108) Albrecht Dtirer. Retrato de Eobanus Hesse 12.5cm X 9,5 em 'i.'ilol'!ravura 1526. 100.

(109) Rembrandt Harmensz Van Ri,in Cabeca de Homem Oleo sobre madeir a 16cm X 13cm 1628 Ashmolean Museum, Oxford. 101.

(110) -----------' i. I I. I ' I. i'. I J. _j Rembrandt Harmensz Van Rijn Retr ato P6stumo de Jan Cornelisz Sylvius Desenho 28,4 X 19,4cm 1646 British Museum, Londres. 102.

(111) Rembrandt Harmensz Van Rijn Retrato P6stumo de Jan Cornelisz Sylvius Agua-forte e buril 27,8cm X 18,8cm 1646. 103.

(112) Giovanni Battista Piranesi Estudo para Carceri, n°. VIII Desenho Kunsthalle , Hamburgo. 104.

(113) Giovanni Battista Piranesi Carceri, n° VIII, 2° estado Agua-forte 40cm X 53cm 1761. 105.

(114) Francisco Goya 0 Sabado das Bruxas Museu do Prado, Madrid 1819/t820 Oleo sabre parede, posteriorm~nLe montado sabre tela. 106.

(115) Francisco Goya Disparate Geral, prancha no. 9 de "Os Disparates" Agua-forte, agua-tinta. 21,5cm X 32,5cm 1864. 107.

(116) Edvard Munch Puberdade Oleo sabre tela. 150cm X llOcm 18 94 Galeria Nacional. Oslo. 108.

(117) Edvard H11n c h A Noite (ou Puberdflde) Agua-forte 18,6 X 14 . 9cm 1902. 109.

(118) Pablo Picasso 0 Poeta Oleo sabre tela 130cm X 89cm 19 I I. C'o lecao Pe~~" G11~~enhe 1m, \ ' ent"Za.. 110.

(119) Pablo Picasso Prancha no. 3 de Saint Hatorel, de Max Jacob Ponta-seca 26,7cm X 22,2cm 1911. 111.

(120) Gior~io Morandi A Estrada Branca Oleo sobre tela. 1941. 112.

(121) Gior~io Morandi A Estrada Branca. A~ua-forte. 20cm X 30cm 1933. 11 3.

(122) •. .. t. o. •. .. I. o. ... , ,t. .. o. ;. -. .. u. f... .., '1 ... I\. 'I. •. • ~:. - -.. .. -. •. .. .. •I. ;: fe_. :_~~-~,.-. . .. ---·. Jasper Johns Bandeira sobre Branco co m cola~e m Enciustica e colagem so bre tela 55cm X 48cm 1955 ColeGao do artista. 114.

(123) Jasper Johns Bandeira do portfolio First Et c hings, Second State Agua-forte e roleta 65,7cm X 50c m 1969. 11 5.

(124) Jasoer Johns Bandeira Lito ftrafia 56,5cm X 76,2cm 1960. 116.

(125) NOT AS. 1. Peter Gibbins, Particles and Paradoxes (Cambridge University Press, New York, 19871 pa~s. 2/3 2. Maurice Merleau-Ponty , 0 Olho e o Espirito (in Os Pensadores, S . Paulo, Abril, 19751 pag . 3oo 3 . Newton C . A. da Costa, L6gica Indutiva e Probabilidade (S.Paulo, Hu citec/EDUSP, 19931, pag. 22 4. Paul Valery , Degas Danse Dessin (Paris, Gallimard, 19381, pags . 54/55 5. Giulio Carlo Argan, Arte Moderna (S . Paulo, Companhia das Letras, 1992) pags. 90/91 6. Italo Calvino, Seis propostas para o Proximo Milenio (Sao Paulo, Companhia das Letras, 1990}, pag . 58 7. Giulio Carlo Argan , Arte Moderna (S . Paulo, Companhia das Letras, 19921 pags . 447/450 8. Philippe Dubois, El Acto Foto~rafico !Barcelona, Paid6s, 1986), pag . 54. 117.

(126) 9 . Peter Gibbins , op. cit., pag . 55 10. Marcel Duchamp, 0 Ato Cr iador, in Gregory Battcock, A Nova Ar te (S . Paulo, Perspectiva 1986 , 2a. ed . ) , pag. 73 11. Jasper John s, in Riva Castleman, Jasper Johns: A Print Retrospective (New York, The Mus e um of Modern Art, 1 986) , pag. 43 12 . Giulio Carlo Argan, op. cit., pag. 431. 118.

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(131) RESUMO. Este. trabalho. mentais que gravuras.. acompanharam a. Eles. experiencia resumo. procura apresentar os s6. fazer.. separadamente. trabalho. plastico. gravura;. materializas:ao. podem. deste. no en tanto 1. existir Para. o. e. processes das. atrav's. maior. da. clareza,. desenvolvime n to. das. reflexoes. elas. do. sobre. formam urn s6. a. corpo,. sio absolutamente indissociaveis . A primeira imagem 1 formada pela justaposis:io de 25. gravuras 1. anteriores 1 momento. da. sintese. e. origina-se. ligados sua. ao. encerramento reflexoes. linguagem. da. gravural. Brasil. produs:ao. face. a. o. desenvol vimento. como. dessas. buscas.. Ela. gravura. preocupas:oes mantem-se. A materialidade t'cnicas,. e. e. as. contemporanea. no. internacional.. Estas. constantes durante. do. No. pensada. suas. da. urbano.. foi. quanto. possibilidades. trabalhos. espas:o. elaboras:io,. incorpora. de. traba.lho,. mudans:as 1 as vezes inesperada.s,. todo. apesar. das. sofridas pelas. ima~ens.. 0 segundo forma. segmento. circular.. procurando. agrupa im.agens Aqui. transformar. 123. o. baseadas. trabalho a. na. evolui. perfeis:io. do.

(132) circulo numa presenc:;:a instavel e distante; a forma abre-se gradativamente para o espac:;:o, respeitando. sempre. o. circulo. como. estrutura. basica, indicada porem de maneira cada vez mais indireta. Este processo a tinge limi tes de configurac:;:ao, onde a forma circular se dissolve quase totalmente. A partir deste ponto comec:;:a o terceiro segmento, que usa arcos de circulo com o mesmo raio como estrutura, e procura acentuar a incorpora9a0 de linhas acidentais Inesperadamente,. as. imagens. a. voltam. grava9ao . a. criar. alusoes ao espa9o urbano, vol tando a dialogar com a primeira gravura deste trabalho e outras anteriores . Em todo este processo,. foi constante a presenc:;:a. de urn projeto irrealizado, que deveria produzir imagens 64. incompletaveis,. gravuras.. Das. nenhuma. c hegaria. imagem. definitiva.. ideia. acabou. trabalho. a. pela. permutac:;:ao. entre. infini tas. possibilidades,. construir. plenamente. Considerada. inviavel ,. orientando. o. efetivamente. uma esta. desenvolvimento realizado,. do. tanto. consciente como inco nscientemente.Os textos que se intercalam as imagens abordam questoes centrais da gravura, discutindo tambem aspectos essenciais ligados ao fazer, adequadamente enfocados. que. s6 podem. ser. atraves da experiencia. direta.. 124.

(133) 1.. A. gravura,. apesar. de. evidentemente. ligada aos questionamentos mai s amplos da arte, tambem. tern sua singularidade,. integra9ao tecni c as imagem. do. pensamento. distintas. e. seu. A. consequencia. da. com. materiais. e. propria. estrutura. da. sig nifi cado. dependem. desta. consciencia grafica. 2.. A mul tiplicidade. deve. ser. pensada. i nerente sempre. a. imagem grafica. numa. perspecti va. hist6rica . 0 desenvolvimento de outros meios de reprodu9ao,. com. capac i dade. praticarnente. infinita, aproxi ma a gravura da obra unica. 3.. Portanto,. exarninar incorpora. em ao. a. gravura. e. levada. a. se. auto-. profundidade . fazer,. Essa indaga9ao se contribuindo tambern para. deterrninar a estrutura das imagens .. -. 4 . Analisada nao apenas como imagem final, mas tarnbem em seus processes constitutivos, a ontologia da imagem grafica torna-se mais aparente . Esse enfoque dif icilmente podera ser desenvolvido sem a. experiencia direta,. fazer e reflexao sejarn uma unica atitude .. 125. em que.

(134) ABSTRACT. The aim of. this work is. processes related to. to present the. the. making of prints. which can only exist through this. making.. constitute. Although one. indissoluble, exposition I of. the. greater. work. and. and. body,. the. act. absolutely. clarity. treat separately. graphic. and. the experience of. thought. single. t6. mental. of. the. the developement mental. processes. connected to printing . The first image, 25. prints,. has. formed by the j uxtaposition of its. origins. in. related to the urban space . At elaboration it. was thought. culmination of these. previous. works,. the time of. as a. searches .. synthesis. It. its and. incorporates. thoughts that concern the material and language of prints , of. its techniques and the possibilities. brazilian. contemporary. international constant work,. production .. throughout. although. the. the. printing These. facing. the. concerns. are. developement. changings. that,. of. my. sometimes. unexpectedly, ocurred in the images. The second. segment groups. circular form.. images based on. Here the work evolves trying to. transform the perfection of distant. and. the. unstable. 126. the. circle. presence;. into. a. form.

(135) opens gradually to space, the. basic. structure,. time through attains the circular. more. keeping the circle as. but. indicating. indirect ways .. it. This. 1 imi ts of configuration , form. completely.. almost. At. this. process. where the. dissolves. point. starts. each. itself. the. third. segment, which employs arcs of circles with the same. radius. accentuate lines to. as the. structure,. and. incorporation. of. tries. accidental. the etc hing. Unexpectedly ,. evoke again allusions to enacting a. to. the. images. the u .rban space,. dialogue with the. first image. reshown. in this work and with previous ones. Throughout this. process. there t.,as. a. recurrent. presence of an unrrealized project that should have produced incompletable images,. t hrou gh the. permutation of 64 prints. None , of its infinite possibilities,. would. definitive. image.. very. idea. finally. well. unconsciously. work. effectively. build. Considered the. can. only. printing, be. this. consciously The. written. of. as the. texts. images deal with central. essential aspects connected that. entirely. development. realized.. of. a. non viable,. oriented. intercalated with the quest ions. ever. properly. direct experience .. 127. discussing. also. to its mak ing, focussed. and. through.

(136) 1. Printing, most. ample. though evidently connected questionings. singularity,. of. art,. has. to the its. own. consequence of the integration of. thought with distinct materials and techniques. The. image. structure. itself. and. its. meaning. depend on this graphic consciousness.. 2.. The. image. multiplicity has. to. be. perspective. techniques. to. understood. The of. inerent. in. a. development. reproduction,. the. with. graphic. historical of. other. practically. unlimited capacity, unique work.. turn printing almost into a. 3.. printing. Consequently,. question. itself. incorporated. in. deeply. its. is. This. making,. obliged. to. questioning. ceontribut ing. is also. to determine the structure of the images . 4. Analysed not only as a final image, but also in. its. constitutive. the graphic focus. can. image hardly. aspects,. the. becomes more be. developed. ontology. apparent. without. of. This. direct. experience, in which making and thinking become a unique attitude.. 128.

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