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EFEITOS ULTRAPARTES DOS CONTRATOS:

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Revista do Curso de Direito da Universidade Braz Cubas V1 N1: Maio de 2017

EFEITOS ULTRAPARTES DOS CONTRATOS – TERCEIROS

Caio Augusto Duarte Gaspar Daniela Rocha Figueiredo Costa Leandro Piechocki Zardi Rafael Augusto Batalha1

Milene Torres Godinho Secomandi2

Resumo: O presente trabalho questiona pontos acerca dos efeitos dos contratos perante terceiros, além da obrigação dos terceiros em respeitar os liames contratados, trazendo para discussão “cases” emblemáticos que ilustram os conceitos abordados através de uma visão critica.

Palavras-Chave: Contratos – Partes – Terceiros – Cases

Abstract: The present paper questions points about the effects of the contracts before third parties, besides the obligation of third parties to respect the contracted issues, bringing to the discussion emblematic cases that illustrate the concepts addressed through a critical vision.

Key-words: Contracts – Parts – Thirds - Case

Sumário: 1 Introdução; 2 Contratos; 2.1 Responsabilidade Interpartes (Efeitos Endógenos); 2.2 Responsabilidade Ultrapartes (Efeitos Exógenos); 3 Cases; 4 Considerações finais; Referências.

1 INTRODUÇÃO

O estudo dos contratos no Direito Brasileiro prescinde de conhecimento da definição ampla de contrato. Trata-se de um acordo entre as partes o qual para que possa atingir sua função social, delineada no artigo 422 do Código Civil Brasileiro, não deverá extrapolar a esfera intersubjetiva dos contratantes.

A sociedade brasileira moderna em que vivemos revela-se plural, complexa, multifacetária e dinâmica, onde convivem, lado a lado, minorias com maiorias, hipersuficientes com hipossuficientes, homossexuais com heterossexuais, consumidores com fornecedores, de modo que a dogmática e a principiologia contratuais devem ser relidas com novo olhar, apto a regular as relações jurídicas atuais de maneira justa e equilibrada, guiado, sempre que necessário, por mandamentos soberanos e valores maiores e superiores, previstos constitucionalmente ou consagrados em princípios gerais de direito, quando conflitantes interesses contrapostos entre si, direcionado e orientado ao interesse coletivo, ao bem comum e à plena e à integral satisfação da Justiça no Direito Privado.

1 Graduandos do 10º período do curso de Direito na Universidade Braz Cubas.

2 Mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil(2004). Advogada da Escola Superior de Advocacia da OAB – Seção SP , Brasil. Professora da Universidade Braz Cubas, Brasil.

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Com constantes transformações e avanços desde as sociedades primitivas, até a atual, e com sucessivas mudanças de paradigmas, de instituições, de institutos e de valores morais e juridicamente tutelados, constitui-se grande desafio aos juristas e aos operadores do Direito, na atualidade, a manutenção da coerência e do equilíbrio do nosso ordenamento jurídico.

Ocorre que, com a evolução dos negócios jurídicos, onde as avenças se entrelaçam, o caráter intersubjetivo não possui verdade absoluta, surge um novo viés que os contratos devem ser analisados, tal qual, os efeitos ultrapartes, ou seja, efeitos endógenos e exógenos dos contratos. Vale dizer, na mesma proporção que os contraentes devem obedecer aos limites da avença de maneira a respeitar a função social do contrato, os terceiros, nesta monta pessoas não identificadas, podendo ser tratadas como a sociedade como um todo, deve respeitar o contrato das partes, de modo que não interfiram em sua eficácia.

2 CONTRATOS

O ordenamento civil inicia o estudo dos contratos, com um dos princípios mais importantes para a realização das avenças, a boa-fé.

A ideia central da boa-fé contratual é que as partes ingressantes na avença estejam desde a formação do contrato, com intuito de cumpri-lo, cada qual com a sua obrigação, de

maneira que a extinção do contrato se dê pelo seu cumprimento fiel, e não atinja direitos de terceiros. A não observância desta cláusula geral causa uma patologia contratual, não permitindo que o contrato seja cumprindo na sua integralidade gerando efeitos para sociedade3. A boa-fé objetiva, parte do comportamento do homem médio, comum, que

pratica condutas levando em consideração padrões de aspectos sociais estabelecidos e reconhecidos na sociedade contemporânea.

A relevância e a pertinência do enfoque do princípio da proteção ao terceiro de boa-fé confirmam-se na medida em que, contrato firmado entre as partes contratantes, em regra, não opera efeitos em relação ao terceiro, seja por este ostentar a qualidade de alheio e de estranho ao pacto negocial, seja por conta do atributo de sua boa-fé.

Constituindo-se tal princípio em embasamento jurídico para oponibilidade dos efeitos do contrato perante o terceiro. O princípio da proteção ao terceiro de boa-fé, não pairam dúvidas, consiste em princípio geral de direito. Da mesma maneira, o princípio da proteção ao terceiro da boa-fé, versa em viga mestra de sustentação, de harmonia e de coerência de toda estrutura legal e jurídico do Direito Civil.

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Os contratos surgem do mútuo consenso, do acordo de vontades dos contratantes, fruto do princípio da autonomia privada, que lhes possibilita auto regulamentar seus próprios interesses, tendo como objeto obrigações principais ou nucleares (acompanhadas, ou não, de obrigações acessórias), cujas respectivas prestações, normalmente integram os patrimônios e as esferas de disponibilidade dos mesmos, tendo em vista que ninguém pode dispor de mais direito do que seja titular, tampouco de coisa alheia.

Refoge, portanto, à lógica jurídica, que terceiros, que não manifestaram vontade de contratar, e efetivamente não contrataram, enquanto alheios aos contratos firmados pelas partes contratantes, possam ser beneficiados, ou prejudicados pelos mesmos.

2.1 RESPONSABILIDADE INTERPARTES

O Ordenamento Civil de 2002 prevê a responsabilidade objetiva dos contraentes de uma determinada avença. Posto isso, trabalha-se com a ideia de que o que fora avençado não deve ferir o ordenamento jurídico, e deve produzir efeitos somente entre as partes. Existem princípios que os contraentes devem respeitar, além apenas da autonomia da vontade. Deve ser observado um dever ético, lavrado de justiça social, que veio carregado com a evolução da sociedade, deixando os contratos de possuir um caráter puramente intersubjetivo.

O artigo 421 do Código Civil intrinsecamente condiciona a liberdade de contratar. Em mera análise, temos: (a) limitação na função social; (b) desenvolvimento do contrato em razão da própria função social.

Conforme preceitua Judith Martins-Costa, “com base no princípio da função social (compreendido em seu papel de ‘previsão de limite’) o juiz pode impor deveres negativos para além daqueles cominados expressamente na lei”.

Em análise rasa, estabelece que a função social do contrato reflete de um lado à seus subscritores e de outro, aos terceiros pertencentes a sociedade como um todo.

Já o artigo 422 do Código Civil, prevê um padrão de conduta tanto na conclusão quanto na execução do contrato.

2.2 RESPONSABILIDADES ULTRAPARTES

A eficácia dos contratos ultrapartes preconiza um dever além do cumprimento das partes em si. Este por sua vez, obviamente não é a do adimplemento da obrigação, e sim um dever de abstenção ao contrato alheio.

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A coletividade tratada como parte do contrato na doutrina moderna, deve abster-se de onerar o contrato do qual não foi parte direta, ou seja, do qual não tenha participado da formação da avença principal.

Esses conceitos são basilares para fundamentação da Teoria das Convenções Protetivas do Contrato e a Teoria do Dever de Respeito ao Conteúdo do Contrato.

Nesse sentido, as partes devem agir como criadores de suas obrigações, como exemplo no contrato comutativo, desenvolvendo uma ação. Por outro lado, e indo além, a coletividade tem o dever de omissão, obrigação de não fazer, ou seja, abstenção de influenciar na convenção ora criada pelas partes.

De modo a ilustrar o acima explanado, o artigo 608 do Código Civil, dispõe que “aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato escrito a prestar serviço a outrem pagará a este a importância que ao prestador do serviço, pelo ajuste desfeito, houvesse de caber durante dois anos”.

Claramente observa-se a ideia do legislador em proteger a avença a qual a coletividade anônima não subscreve, devendo dessa forma, abster-se de interferir na consecução do contrato ora subscrito pelas partes.

O referido artigo aponta diretamente ao Case que será demonstrado adiante, trazendo à tona a aplicabilidade das teorias e princípios aqui explanados.

3 CASE

O caso trazido para esse trabalho demonstra nitidamente a evolução dos entendimentos dos tribunais, fazendo com que a evolução doutrinária seja acatada pelo raciocínio jurídico levado para aplicação dos casos reais.

Em breve relato, o caso ocorreu nos seguintes termos: O cantor Zeca Pagodinho, conhecido nacionalmente, como costume sempre fez seus shows bebendo cerveja. Então um publicitário ávido por carimbar sua marca, contratou o referido cantor para ser garoto propaganda de sua marca (NOVA SCHIN), a Nova Schin ganhou espaço, virou a terceira marca do ranking nacional e reduziu pela metade a diferença em relação à Brahma. Na Bovespa, as ações da Ambev, fabricante da Brahma, Antarctica e Skol, caíram em preocupação dos analistas com a perda de mercado da empresa.

Ocorre que o cantor, em seus shows bebia a cerveja concorrente (BRAMA-AMBEV), dessa forma, sem respeitar o contrato avençado originariamente, a AMBEV, simplesmente arcou com as despesas de rescisão contratual, ofereceu um vultoso valor, e trouxe o cantor

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para sua marca, sendo seu novo garoto propaganda, interferindo diretamente na prestação de serviços anterior.

Em novembro de 2003, a Justiça ordena tirar do ar a campanha da “Nova Schin”, a pedido da Ambev, dona das marcas Brahma, Antarctica e Skol. No filme, um consumidor aparece em cena experimentando diversas cervejas com os olhos vendados.

Em janeiro de 2004, a Ambev contrata a agência África para cuidar da conta da Brahma, no lugar da F/Nazac. Dois meses depois, é declarada a guerra com a estreia de surpresa de comercial da Brahma com Zeca Pagodinho como principal estrela. No filme, ele canta uma música cujo refrão ironiza sua passagem pela Nova Schin: “Fui provar outro sabor, eu sei, mas não largo meu amor, voltei”.

Infere-se diante da situação exposta, a perfeita aplicação do artigo 608 do Código Civil, onde um terceiro que não subscreveu a avença originária, não exerceu o dever de abstenção, sua obrigação de não fazer, de modo que aliciou o prestador de serviços de outro tomador.

Veja, não haveria problemas se eventualmente o prestador de serviços não fosse figura notadamente conhecida, e devesse prestar seus serviços de forma exclusiva.

Segue abaixo a ementa do acórdão que decidiu acerca da aplicabilidade ou não do dano moral e ressarcimento em perdas e danos.

INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS, MORAIS E À IMAGEM -Empresa-autora que foi prejudicada pelo aliciamento do principal artista de sua campanha publicitária por parte da empresa-ré - Improcedência da demanda Inconformismo - Acolhimento parcial - Requerida que cooptou o cantor, na vigência do contrato existente entre este e a autora - Veiculação de posterior campanha publicitária pela ré com clara referência ao produto fabricado pela autora - Não observância do princípio da função social do contrato previsto no art. 421 do Código Civil Concorrência desleal caracterizada - Inteligência do art. 209 da Lei n° 9.279/96 - Danos materiais devidos - Abrangência de todos os gastos com materiais publicitários inutilizados (encartes e folders) e com espaços publicitários comprovadamente adquiridos e não utilizados pela recorrente, tudo a ser apurado em liquidação Dano moral - Possibilidade de a pessoa jurídica sofrer dano moral - Súmula 227 do Colendo Superior Tribunal de Justiça - Ato ilícito da requerida que gerou patente dano moral e à imagem da requerente -Sentença reformada Ação procedente em parte - Recurso parcialmente provido. O julgado está fundamentado na função social do contrato, constante no Código Civil de 2002, e Miguel Reale, que presidiu a comissão coordenadora, quis enfatizar que este é um princípio cardeal no qual se assentam as novas previsões.

Pelo art. 421, e outros espalhados pelo Código, a expectativa de um contrato individualista é retirado do sistema normativo, para dar lugar ao contrato empregado de valor da coletividade.

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Aliás, é na supremacia do interesse público sobre o privado - onde o interesse público seria o interesse do indivíduo como partícipe da sociedade - que vão se assentar as novas disposições contratuais.

Ainda na breve observação de Miguel Reale “é natural que se atribua ao contrato uma função social, a fim de que ele seja concluído em benefício dos contratantes sem conflito com o interesse público. O que se exige é apenas que o acordo de vontades não se verifique em detrimento da coletividade, mas represente um dos seus meios primordiais de afirmação e desenvolvimento”.

Em trechos do voto da Ministra Nancy Andrigui, e a dita a importância deste instituto nos casos concretos: “Somente a prática demonstrará quais os limites em que o magistrado transitara em sua aplicação. Por isso é importante, em cada caso, relembrar o que levou o legislador a introduzir esta inovação no nosso sistema jurídico e, especificamente, para cada caso concreto, verificar se há harmonia no sistema, se há uma situação de fragilidade de uma das partes e se, dado a tudo isso, a aplicação do princípio de justifica”.

Para Cláudio Godoy, o contrato tem função social projetada primeiramente entre as partes contratantes, de maneira a assegurar contratos mais equilibrados, “atua quando sempre presente estejam os interesses metaindividuais, mas também, interesse individual relativo à dignidade da pessoa humana.” E em segundo lugar, se estende ao corpo social, a terceiros: “É o que se poderia dizer uma eficácia social do contrato, corolário de sua inserção no tecido social, no mundo das relações, a função que aí ocupa” [20]

Assim, ele diferencia o conteúdo genérico do contrato em “inter partes” e em “ultra partes”, ou melhor, a eficácia social.

Por seu turno, Miguel Reale também observa que a função social do contrato surte efeitos a terceiros, não se propagando apenas entre os contratantes.

Vale relembrar que partes são centros de interesses compostos pelos sujeitos que integram o vínculo contratual e terceiros são pessoas estranhas a essa relação jurídica que, no entanto, podem vir a sofrer as consequências do contrato ou auferir suas vantagens.

Resta óbvio assim, que a função social do contrato deve ser compreendida em relação aos efeitos que são refletidos na sociedade, de forma que moderniza e mitiga o princípio da relatividade dos efeitos do contrato consagrado em nosso sistema contratual.

Deste modo, malgrado se ter na figura da AMBEV um terceiro em relação ao contrato de publicidade original, em nada se alterou a cláusula de exclusividade constante do pacto levado a efeito entre Zeca Pagodinho e a Nova Schin, reconhecendo-se, assim, a eficácia

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do contrato perante terceiros, consubstanciada na tutela externa do crédito, demonstrando nitidamente a o efeito ultraparte do contrato, ou seja, eficácia deste contra terceiros.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por todo o exposto, infere-se que o os princípios contratuais devem ser analisados, conforme a doutrina moderna, de maneira mais abrangente, englobando assim como parte do contrato, não somente os subscritores, e sim a sociedade como um todo.

O princípio da boa-fé objetiva é uma regra de comportamento, que impõe ao contratante agir com lealdade, e que corrija eventuais vícios do contrato, inclusive perante terceiros. Já em relação ao princípio da função social do contrato, é instituído um contrato pela expectativa social, ou seja, pelo solidarismo, onde devem ser levados em conta o princípio da dignidade humana e da justiça social.

Oferece este princípio, uma observância dos interesses da coletividade, onde os contratantes não tem total liberdade de contratar como outrora, representando assim, uma flexibilização do principio da autonomia das vontades.

Desta mesma forma, este princípio passou a atingir terceiros, por consequência gerando a mitigação do princípio da relatividade dos efeitos dos contratos, onde os efeitos contratuais prenderiam apenas as partes contratantes, não tendo reflexos em terceiros.

O ato das vontades dos contratantes recebe tutela jurídica, desde que atenda aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, e do solidarismo social, e recebe limites pela apliação da função social do contrato.

Oferece também, este princípio, a função de promoção de valores básicos do ordenamento. Desta forma, a proteção do Estado não se limita às partes contratantes. Além da proteção das pessoas envolvidas, para que seus interesses não sejam “devorados”, diante da inferioridade social, é exigindo dos contratantes um comportamento transparente, digno, em vista da dignidade da pessoa humana.

Além desta função, o princípio atua no sentido de criar relações equilibradas socialmente, sem que gere efeitos negativos à toda coletividade, traduzindo-se em segurança de aplicação dos direitos sociais, e em um ideal de justiça social.

Revisitando a função social, concluímos duas formas de produção de efeitos, se referindo aos próprios contratantes, fundado na boa-fé, e outro efeito, conectado a coletividade anônima, devendo esta ultima se portar, tanto de maneira ativa como passiva. Sendo de

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maneira passiva, não sendo atingida pelos contratos alheios, e de outro modo devendo se abster de interferir nos contratos alheios.

REFERÊNCIAS

AGUIAR JUNIOR, Ruy Rosado de. Projeto do Código Civil: as obrigações e os contratos.

COSTA, Judith Martins. Notas sobre o princípio da função social dos contratos. Disponível em: http://www.realeadvogados.com.br/pdf/judith.pdf.

NEGREIROS, Teresa. Teoria do contrato: novos paradigmas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 226.

REALE, Miguel, O projeto de código civil: situação atual e seus problemas fundamentais. São Paulo: Saraiva, 1986.

VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil: parte geral.12.ed.- São Paulo: Atlas, 2012. ______. Direito Civil: teoria geral das obrigações e teoria geral dos contratos. 13.ed.- São Paulo: Atlas, 2013.

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