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Notas de Aula de Mecˆ

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Academic year: 2019

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Texto

(1)

Jos´

e

Soares

Barbosa

1

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, mar¸co de 2006

(2)

1 Movimento Oscilat´orio 1

1.1 Movimento Harmˆonico Simples . . . 1

1.1.1 Movimento harmˆonico amortecido . . . 4

1.2 Oscilador harmˆonico For¸cado . . . 5

1.3 Movimento Ondulat´orio . . . 7

1.3.1 Introdu¸c˜ao . . . 7

1.3.2 Fun¸c˜ao de onda m´ovel . . . 7

1.3.3 Equa¸c˜ao de onda . . . 8

1.4 Comprimento de onda, per´ıodo e vetor de onda . . . 10

1.5 Potˆencia transportada e intensidade da onda . . . 11

1.6 Princ´ıpio de Superposi¸c˜ao e Ondas Estacion´arias . . . 12

1.6.1 Reflex˜ao e transmiss˜ao de ondas . . . 12

1.7 Apˆendice . . . 13

1.7.1 S´erie de Taylor ou f´omula de Taylor . . . 13

1.7.2 Raio de gira¸c˜ao . . . 14

1.8 Vetores . . . 15

1.8.1 Produto escalar . . . 16

1.8.2 Produto vetorial . . . 16

1.8.3 Triplo produto vetorial . . . 16

1.8.4 Transforma¸c˜ao do operador nabla: ∇(x, y)→ ∇(r, θ). . . 17

(3)

Movimento Oscilat´

orio

Uma part´ıcula ou corpo est´a oscilando quando se move periodicamente em torno de uma posi¸c˜ao de equil´ıbrio. O movimento de um pˆendulo, o movimento de um eletron em uma antena de r´adio, o movimento de uma carga em um circuito de corrente alternada e as vibra¸c˜oes moleculares em corpos ou em um meio, s˜ao bons exemplos de movimento oscilat´orio.

1.1

Movimento Harmˆ

onico Simples

O mais simples dos Movimentos Oscilat´orios ´e o chamado Movimento Harmˆonico Simples (MHS). Por defini¸c˜ao, dizemos que uma part´ıcula executa MHS ao longo do eixo OX quando sua posi¸c˜ao x(t) em rela¸c˜ao `a origem do sistema de coordenadas, ´e dada, como fun¸c˜ao do tempot, pela rela¸c˜ao:

x(t) =A sen(ω0t+θ0′). (1.1)

As gradezas θ(t) =ω0t+θ0′ ´e chamada argumento oufase, θ′0 ´e a fase inicial, isto ´e, valor de θ(t)

parat= 0 eω0´e afrequˆencia de oscila¸c˜oesoupulsa¸c˜ao do MHS. A posi¸c˜ao,x(t), da part´ıcula Eq.(1.1)

´e uma fun¸c˜ao senoidal. Porem nada impede que redefinamosx(t) como uma fun¸c˜ao cossenoidal desde de reescrevamos a fase inicialθ′

0→ θ0+π/2 substituindo na eq.(1.1) teremosx(t) =A cos(ω0t+θ0). Como

cosseno ´e definida no intervalo (−1 ≤cos≤ +1) ent˜ao (−A≤ x ≤+A). Pode-se calcular a velocidade

v da part´ıcula no oscilador derivando-se a eq.(1.1),

v(t) = dx(t)

dt =ω0A cos(ω0t+θ

0) (1.2)

e pode-se calcular a acelera¸c˜aoada part´ıcula no oscilador derivando-se a eq.(1.2),

a(t) = dv(t)

dt =−ω

2 0

x(t)

z }| {

A sen(ω0t+θ′0) =⇒ a(t) =−ω20x(t). (1.3)

Se a part´ıcula em quest˜ao tem massa m. Usando a segunda lei de Newton pode-se calcular a for¸ca que oscilador exerce emm, pela segunda leiF =ma(t) e substituindo a eq.(1.3):

F =−m ω20x(t) (1.4)

At´e aqui, x(t), foi tratada como uma express˜ao matem´atica desprovida de interpreta¸c˜ao f´ısica. Afim de dar uma interpreta¸c˜ao f´ısica parax(t) vamos discutir um problema concreto.

Na figura abaixo temos uma mola helicoidal, cuja constante el´astica ´ek, com uma de suas extremidades presa `a parede. Na outra extremidade fixamos um corpo de massamque pode se movimentar ao longo eixo OX. Inicialmente o corpo est´a na posi¸c˜ao de equil´ıbrio,x= 0, nenhuma for¸ca atua no corpo, a seguir

(4)

aplicamos uma for¸caF′ sobre o sistema deslocando o corpo at´e a posi¸c˜ao x, a nova posi¸c˜ao de equil´ıbrio,

nesta configura¸c˜ao a resultante das for¸cas que atua na part´ıcula ´eF′k x a seguirF´e anulada e o

sistema come¸ca a se deslocar em dire¸c˜ao ´a posi¸c˜aox= 0 (posi¸c˜ao de equil´ıbrio) nesta nova configura¸c˜ao a resultante das for¸cas que atua na part´ıcula ´eF = −k x, usando a segunda lei deNewtonteremos:

F=m a=−k x. (1.5)

Comparando as equa¸c˜oes (1.4 e 1.5) podemos concluir que sek=mω2

0 o problema f´ısico da eq.(1.5)

pode ser representado matematicamente pela eq.(1.4). Dividindo a express˜ao (1.4) pormteremos:

..

x(t) +ω02x(t) = 0. (1.6)

onde..x= ddt2x2 =a,

.

x=dxdt =v eω20= mk.

O nosso desafio agora ´e encontrar a solu¸c˜ao da eq.(1.6) e mostrar que ela ´e absolutamente equivalente `

a eq.(1.1). A solu¸c˜ao da eq.(1.6) pode ser obtida de v´arias formas aqui vamos apresentar uma delas; a chamada solu¸c˜ao por s´erie de potˆencias. Ent˜ao sejax(t) tal que

x(t) =

n

X

k=0

aktk=a0+a1t+a2t2+a3t3+a4t4+a5t5+a6t6+...+an−2tn−2+...+antn (1.7)

se a eq.(1.7) ´e solu¸c˜ao de eq.(1.6) ent˜ao ela deve satisfazer a eq.(1.6), derivandox(t) eq.(1.7)

.

x= d

dt(

n

X

k=0

aktk) =a1+ 2a2t1+ 3a3t2+ 4a4t3+ 5a5t4+ 6a6t5...+nantn−1

..

x = d

dt(

.

x) = d

2

dt2(

n

X

k=0

aktk)

= 2.1.a2+ 3.2.a3t1+ 4.3.a4t2+ 5.4.a5t3+ 6.5.a6t4+ 7.6.a7t5

+ 8.7.a8t6+...+ (n).(n−1).antn−2+...+ (n+ 2).(n+ 1).an+2tn (1.8)

substituindo eq.(1.7 e 1.8) na eq.(1.6)

..

x + ω02x= 2.1.a2+ 3.2.a3t1+ 4.3.a4t2+ 5.4.a5t3+ 6.5.a6t4+ 7.6.a7t5

+ 8.7.a8t6+...+ (n).(n−1).antn−2+...+ (n+ 2).(n+ 1).an+2tn

+ ω02 ¡

a0+a1t+a2t2+a3t3+a4t4+a5t5+a6t6+...+an−2tn−2+...+antn

¢

(1.9)

da eq.(1.6) esta express˜ao ´e nula. Abrindo os parˆentesis da eq.(1.9) e reagrupando os trmos em potˆencias detteremos

0 = ¡2.1.a2+ω20 a0¢+¡3.2.a3+ω02a1¢t+¡4.3.a4+ω02a2¢t2

+ ¡5.4.a5+ω20 a3 ¢

t3+¡6.5.a6+ω20 a4 ¢

t4+¡7.6.a7+ω02 a5 ¢

t5

+ ¡8.7.a8+ω20 a6 ¢

t6+...+ (n.(n−1).an+an−2)tn−2+...

(1.10)

a eq.(1.10) ´e uma combina¸c˜ao linear linearmente, linear linearmente independente, nas potˆencias de t, que ser´a nula se todos os coeficientes detna express˜ao (1.10) forem identicamente nulos, isto ´e:

       

      

¡

2.1.a2+ω02a0¢= 0 ¡3.2.1.a3+ω02 a1¢= 0 ¡

4.3.a4+ω02a2¢= 0 ¡5.4.a5+ω20 a3¢= 0 ¡

6.5.a6+ω02a4¢= 0 ¡7.6.a7+ω20 a5¢= 0 ¡

8.7.a8+ω02a6¢= 0 ...

. .. ¡

n.(n−1).an+ω02an−2¢= 0

(5)

da eq.(1.11) podemos determinar as constantesak para todok= (2,4,6, ...2p) isto ´e, k ´e n´umero inteiro

par, apartir de a0 e podemos determinar as contantes ak para todo k = (3,5,7, . . .2p+ 1) isto ´e, k ´e

n´umero inteiro impar, apartir dea1 onde p=(1,2,3,. . . ) ou seja teremos dois conjuntos de constantesak.

sendo um com indiceskpares e outro com indiceskimpares. Fazendo as substitui¸c˜oes e as simplifica¸c˜oes teremos:                 

a2=−ω

2 0

2.1 a0=−

ω2 0

2! a0 a3=−

ω2 0

3.2.1a1=−

ω2 0

2! a1

a4=−ω

2 0

4.3 a2=

ω40

4! a0 a5=−

ω20

5.4 a3=

ω04

5! a1

a6=−ω

2 0

6.5 a4=−

ω6 0

6! a0 a7=−

ω2 0

7.6 a5=−

ω6 0

7! a1

..

. ...

an=− ω

2 0

n(n−1)an−2= (−)p

ω20p

(2p)! a0 an′ =−

ω2 0

n′(n′1)an′2= (−)p

ω02p+1

(2p+1)! a1

(1.12)

onden= 2p e n′= 2p+ 1 substituindo a eq.(1.12) em eq.(1.7) teremos:

x(t) = a0+a1 t−

ω2 0

2! a0 t

2ω02

2! a1 t

3+ω04

4! a0 t

4+ω40

5! a1 t

5ω60

6! a0 t

6

− ω

6 0

7! a1 t

7+ω08

8! a0 t

8+. . . ω02

n.(n−1)an−2tn

agrupando em termos de potˆencias pares e impares dete omitindo o ´ultimo termo teremos:

x(t) = a0(1−

ω2 0

2! t

2+ω40

4! t

4ω06

6! t

6+. . .)

+ a1(t−ω 2 0

3! t

3+ω04

5! t

5ω60

7! t

7+. . .)

no termo impar vamos multiplicar e dividir porω0

x(t) = a0 Ã

1−ω 2 0

2! t

2+ω04

4! t

4ω60

6! t

6+. . .+(−)p ω 2p

0

(2p)! t

2p

!

+ a1

ω0 Ã

ω0 t−

ω3 0

3! t

3+ω05

5! t

5ω70

7! t

7+. . .+(−)p ω 2p+1 0

(2p+ 1)! t

2p+1 !

(1.13)

os termos entre parˆentesis s˜ao as expans˜oes em s´erie de potˆencias das fun¸c˜oes cos(ω0t) e sen(ω0t)

respectivamente.

cos(ω0t) = 1−ω

2 0

2! t 2+ω4

0

4! t 4ω6

0

6! t

6+. . .+(−)p

ω02p

(2p)! t 2p e

sen(ω0t) =ω0t−ω

3 0

3! t3+

ω5 0

5! t5−

ω7 0

7! t7+. . .+ (−)p

ω20p+1

(2p+1)! t2p+1 substituindo em (1.13) teremos:

x(t) = a0cos(ω0t) +

a1

ω0

sen(ω0 t) (1.14)

ou

x(t) = A sen(ω0t+θ0). (1.15)

onde se feza0=A sin(θ0) e ωa10 =A cos(θ0)

A velocidadev(t) da part´ıcula ser´a:

v(t) =dx(t)

(6)

e acelera¸c˜aoa(t) ser´a:

a(t) = d

2x(t)

dt2 = −ω 2

0 A sin(ω0t+θ0). (1.17)

Podemos obter a energia mecˆanicaE do oscilador em fun¸c˜ao deA;

E=Ek+Ep=

1 2m v

2+1

2k x

2= 1

2m(ω0 A cos(ω0t+θ0))

2+1

2k (A sin(ω0t+θ0))

2

E=1 2 A

2n(cos(ω

0t+θ0))2+ (sin(ω0 t+θ0))2 o

| {z }

=1

=1 2 A

2. (1.18)

Uma grandeza importante a ser definida aqui ´e,T, o per´ıodo de oscila¸c˜ao. O per´ıodoT ´e o intervalo de tempo que o oscilador demora para realizar uma oscila¸c˜ao completa, ou seja decorrido este intervalo de tempo, o oscilador volta ter mesma posi¸c˜ao e a mesma velocidade. Vamos usar esta argumenta¸c˜ao para obter a rela¸c˜ao entre o per´ıodo T e freq¨uenciaω

x(t) =x(t+T)

x(t) =A sen(ωt+θ0) =A sen{ω(t+T) +θ0}

1.1.1

Movimento harmˆ

onico amortecido

Um oscilador harmˆonico amortecido ´e um corpo de massam presos a uma mola de constante el´asticak

imerso em meio viscoso como mostra a figura 2. A resultante das for¸cas aplicadas ao corpo ser´a−kx−bv, ondeb´e uma cosntante que depende da viscosidade do meio e da geometria do corpo. Usando a segunda lei de Newtonma=−kx−bvesta equa¸c˜ao pode ser rescrita como segue

..

x + b

m

.

x+ω20 x= 0 (1.19)

uma solu¸c˜ao para a eq.(1.25) pode ser x(t) = eρt para isso devemos impor as condi¸c˜oes para que eρt

satisfa¸ca a eq.(1.25), temos que calcularx. (t) e x..(t),

.

x(t) = d

dt

¡

eρ t¢=ρ eρ t=ρ x(t)

..

x(t) = d

.

x(t)

dt = d dt

¡

ρ eρ t¢=ρ2 eρ t=ρ2x(t)

substituindo as duas express˜oes acima na eq.(1.25)

ρ2 x(t) + b

m ρx(t) +ω

2

0 x(t) = 0 (1.20)

colocandox(t) em evidˆencia

(ρ2+ b

m ρ+ω

2

0)x(t) = 0 (1.21)

comox(t)6= 0⇒ (ρ2+ 2γρ+ω2

0) = 0 que ´e chamada de equa¸c˜ao caracter´ıstica da equa¸c˜ao diferencial,

(7)

ρ = −γ±1

2

£

4γ24ω2 0

¤1 2

= −γ±£γ2−ω02 ¤1

2

(1.22)

a equa¸c˜ao (1.27) tem trˆes solu¸c˜oes

se γ2−ω02≥0 ρ´e real se γ2−ω20<0 ρ´e imagin´ario (1.23)

por tanto temos trˆes casos

ρ=

 

−γ para caso a) γ2ω2 0= 0 −γ±£γ2ω2

0 ¤1

2

para caso b) γ2ω2 0>0 −γ±iω para caso c) γ2ω2

0<0

(1.24)

ondeω=£ω2 0−γ2

¤1 2

portanto as solu¸c˜oes s˜ao chamado de: a) Criticamente amortecido;

x(t) =A1e−γ t+A2te−γ t= (A1+A2t)e−γ t

b) Superamortecido;

x(t) =B1eρ1t+B2eρ2t

ondeρ1=−γ+γ0 eρ2=−γ−γ0 eγ0= p

γ2ω2 logo

x(t) =B1e−γ t+γ0t+B2e−γ t−γ0t

ou

x(t) =e−γ t(A

1eγ0t+B2e−γ0t)

c) Subamortecido;

x(t) =e−γ t(A

1eiω t+B2e−iω t) =e−γ tAsen(ω t+ϕ0)

x(t) =e−γ tA sen(ω t+ϕ

0)

1.2

Oscilador harmˆ

onico For¸

cado

O oscilador harmonico for¸cado ´e um oscilador qualquer que est´a sob a¸c˜ao de uma for¸ca externa f(t) logo sua equa¸c˜ao de movimento ´e dada por:

mx.. + b x. +k x=f(t) (1.25)

ou

..

x + b

m

.

x+ω20 x=

f(t)

m . (1.26)

A solu¸c˜ao geral desta equa¸c˜ao pode ser escrita como uma combina¸c˜ao linear da solu¸c˜ao homogˆenea com a solu¸c˜ao particular; esta ´ultima depende da forma expl´ıcita de f(t) como fun¸c˜ao do tempo. Um caso particular de muito interesse em f´ısica ´e aquele em quef(t) =f0cos ωft subst. na eq.(1.26)

¨

x + 2γx˙+ω02x=

f0

(8)

Solu¸c˜aoxp(t) =Bsen(ωft+θ0) ondeBeθ0s˜ao constantes a serem determinadas a partir da eq.(1.27);

derivandoxp teremos:

xp(t) = Bsen(ωft+θ0) = B{sen(ωft)cos(θ0) +cos(ωft)sen(θ0)} (1.28)

˙

x(t) = ωfB cos(ωft+θ0) = ωfB{cos(ωft)cos(θ0)−sen(ωft)sen(θ0)} (1.29)

¨

x(t) = −ωf2B sen(ωft+θ0) =−ωf2B{sen(ωft)cos(θ0) +cos(ωft)sen(θ0)} (1.30)

Subst. as eqs. (24, 25 e 26) em (1.27) teremos:

− ωf2B{sen(ωft)cos(θ0) +cos(ωft)sen(θ0)} (1.31)

+ 2γωfB{cos(ωft)cos(θ0)−sen(ωft)sen(θ0)} (1.32)

+ ω2

0B{sen(ωft)cos(θ0) +cos(ωft)sen(θ0)}=

f0

mcos ωft. (1.33)

Agrupando em termos desen(ωft) ecos(ωft)

¡

−ω2fcos(θ0)−2γωfsen(θ0) +ω02cos(θ0) ¢

B sen(ωft) = 0 (1.34)

©

−ωf2sen(θ0) + 2γωfcos(θ0) +ω20sen(θ0) ª

B cos ωft=

f0

mcos ωft. (1.35)

Como B6= 0 esen(ωft)6= 0 teremos

−ω2fcos(θ0)−2γωfsen(θ0) +ω02cos(θ0) = 0 (1.36)

© −ω2

fsen(θ0) + 2γωfcos(θ0) +ω02sen(θ0)ªB =

f0

m. (1.37)

(9)

1.3

Movimento Ondulat´

orio

1.3.1

Introdu¸

ao

S˜ao familiares as ondas que o vento ou outros agentes produzem na superf´ıcie das aguas de um lago. Ouve-se uma fonte sonora, por meio de ondas que se deslocam na atmosfera, exemplos as pessoas se comunicam usando suas pr´oprias vozes, neste caso, as fontes sonoras s˜ao suas cordas vocais. Existe uma infinidades de exemplos fontes sonoras, instrumentos musicais, equipamentos de som, businas de autom´oveis e etc..

O movimento ondulat´orio est´a intimamente ligado ao movimento oscilat´orio harmˆonico. Quando uma onda se desloca em uma substˆancia, cada part´ıcula dessa substˆancia oscila em torno de uma posi¸c˜ao de equil´ıbrio, o que obriga a considerar vibra¸c˜oes de in´umeras delas.

Quando as vibra¸c˜oes das part´ıculas s˜ao perpendiculares ao movimento da onda, estas se diz transversal; quando oscilam na dire¸c˜ao da propaga¸c˜ao da onda, chama-se longitudinal.

1.3.2

Fun¸

ao de onda m´

ovel

Estiquemos uma corda (por exemplo de um instrumento musical) entre dois suportes fixos. Puxando-o lPuxando-ongitudinalmente em algum pPuxando-ontPuxando-o da cPuxando-orda, Puxando-ou deslPuxando-ocandPuxando-o-Puxando-o lateralmente e sPuxando-oltandPuxando-o ap´Puxando-os, ser˜aPuxando-o observadas perturba¸c˜oes, caminhando em ambos os sentidos e proveniente da por¸c˜ao deslocada. Cada um deles se chama pulso. Se o pulso for transversal o movimento das part´ıculas da corda ser´a oscilat´orio porem perpendicular a propaga¸c˜ao do pulso. Um pulso mant´em suas caracter´ısticas enquanto se propaga e o faz `a velocidade constante, que designaremos v. Consideremos uma corda posicionada paralela ao eixoxe sejaξ o deslocamento transversal de uma part´ıcula da corda, a contar da posi¸c˜ao de equil´ıbrio,

ξ´e chamada defun¸c˜ao de onda. Em qualquer instante de tempo t, a fun¸c˜ao de onda ξ, ser´a dexe do tempot. Isto ´e: Na equa¸c˜ao geral do movimento da corda,ξser´a fun¸c˜ao deduas vari´aveis independentes, a abscissaxda part´ıcula e do tempot. Matematicamente.

ξ=f(x, t) (1.38)

A express˜ao matem´atica desta fun¸c˜ao depende da maneira particular com que a corda foi puxada, ou inicialmente deslocada. Afim de em encontrar uma express˜ao matem´atica para a fun¸c˜aoξ=f(x, t) que descreve um pulso que se desloca para a direita ou para a esquerda, `a velocidade constantev sem mudar sua forma, Vamos considerar uma corda esticada na qual se aplica uma for¸ca transversal que produz um pulso conforme mostra a figura 1, o pulso arbitr´ario caminha para a direita com velocidadev.

FIGURA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O diagrama superior representa graficamente o pulso no instante t1 e na posi¸c˜ao x1 e o inferior

representa o pulso no instantet2na posi¸c˜aox2. Durante o intervalo de tempot2−t1o pulso se deslocar´a,

de uma distˆancia v(t2−t1). N˜ao havendo altera¸c˜ao na forma da onda, o pulso no instante t2, deve ser

equivalente ao pulso no instantet1. Matematicamente isto pode ser escrito como segue:

f(x1, t1) =f(x2, t2)

na figura

x2=x1+v(t2−t1)

f(x1, t1) =f(x1−vt1) (1.39)

A fun¸c˜ao de onda no pontox2 no instantet2 ser´a

f(x2, t2) = f(x2−vt2) (1.40)

(10)

= f(x1+vt2−vt1−vt2) simplificando vt2 (1.42)

= f(x1−vt1). (1.43)

A igualdade f(x2 −vt2) = f(x1−vt1) = f(x−vt) significa que em qualquer instante de tempo

t, a fun¸c˜ao de onda ξ =f(x, t) tem o mesmo valor e, portanto mant´em a forma geom´etrica do pulso. Uma grandeza importante pode ser determinada a partir da eq. (1.40) o comprimento de onda λ. O comprimento de onda corresponde a distˆancia entre dois m´aximos (crista) ou dois m´ınimos (vale) sucessivos ou ainda dois pontos sucessivos, cujos pulsos tenham valores e as inclina¸c˜oes iguais ou seja:

ξ(x+λ, t) =ξ(x, t)

Um bom exemplo de fun¸c˜ao de onda ´e a onda senoidal,ξ=ξ0sen(k(x−vt)) ondek´e uma constante

a ser determinada a partir do comprimento de ondaλ. condi¸c˜ao:

ξ0sen[k(x−vt)] =ξ0sen[k(x+λ−vt)] (1.44)

Demonstra¸c˜ao:

ξ(x+λ, t) = ξ0sen[k(x+λ−vt)]

= ξ0sen[k(x+λ−vt)] =ξ0sen[kx−kvt+kλ]

= ξ0[sen(kx−kvt)cos(kλ) +cos(kx−kvt)sen(kλ)]

= ξ0sen[k(x−vt)] (1.45)

condi¸c˜oes: sen(kλ) = 0 ecos(kλ) = 1 ent˜aok=2λπ.

k´e denominado vetor numero de onda ou simplesmente vetor de onda. finalmente

ξ(x, t) =ξ0sen(k x−ω t)

ondeω=kv,ω´e frequencia de oscila¸c˜ao da onda. A frequecia natural da onda ´e dada por: f = ω

1.3.3

Equa¸

ao de onda

Sejaξ=f(x, t) uma onda que se propaga ao longo do eixoXcom velocidadev, ver fig. 1. Seξ=f(u(x, t)) ondeu=x±v t. Pode-se demonstrar queξ(x, t) satisfaz a equa¸c˜ao de onda dada por:

∂2ξ

∂t2 −v 2∂2ξ

∂x2 = 0. (1.46)

Demonstra¸c˜ao: Derivando ξem rela¸c˜ao axet teremos;

∂ξ

∂x =

∂f(u(x, t))

∂x = ∂f ∂u µ∂u ∂x ¶ = ∂f ∂u ∂ξ ∂t =

∂f(u(x, t))

∂t = ∂f ∂u µ∂u ∂t ¶ = ∂f

∂u(±v) (1.47)

onde ∂u ∂x = 1 e

∂u ∂t =±v

Derivando de novo teremos:

∂2ξ

∂x2 =

∂ ∂x

µ

∂f(u(x, t))

∂x ¶ = ∂ ∂x µ ∂f ∂u ¶ = ∂ 2f ∂u2 µ ∂u ∂x ¶ = ∂ 2f ∂u2

∂2ξ

∂t2 =

∂ ∂t

µ

∂f(u(x, t))

∂t ¶ = ∂ ∂t µ ∂f ∂u(±v)

=∂

2f

∂u2(±v) µ ∂u ∂t ¶ = ∂ 2f

∂u2(±v)

2 (1.48)

(11)

podemos concluir que

∂2ξ

∂x2 =

∂2f

∂u2 =

1

v2

∂2ξ

∂t2

=⇒ ∂ 2ξ

∂x2 =

1

v2

∂2ξ

∂t2 ou de maneira mais usual

∂2ξ

∂x2 −

1

v2

∂2ξ

∂t2 = 0. (1.49)

A express˜ao (1.49) ´e equa¸c˜ao de uma onda que se propaga com velocidade v ao longo do eixoX.

Equa¸c˜ao de onda el´astica em um bast˜ao

A figura mostra um bast˜ao de ´area A sujeito uma tens˜ao Γ. A tens˜ao normal Γ ´e definida pela raz˜ao entre a for¸ca,F, aplicada e a ´areaA. Isto ´e,

Γ = F

A (1.50)

Sob a a¸c˜ao uma for¸caF, que pode ser produzida por exemplo pelo impacto de uma martelada, cada se¸c˜ao do bast˜ao sofre um deslocamentoξparalelo ao eixo x. Se o deslocamento for o mesmo em todos os pontos n˜ao haver´a deforma¸c˜ao, mas simplesmente deslocamento longitudinal. Particularmente estamos interessados na caso em que h´a deforma¸c˜ao.

Considere duas se¸c˜oes retas de ´areas A e A′, separadas por uma distˆancia dx na situa¸c˜ao n˜ao

per-turbada. quando as for¸cas s˜ao aplicadas, a se¸c˜aoA se desloca de uma distˆanciaξ e a se¸c˜ao A′ de uma

distˆanciaξ′. A separa¸c˜ao no estado deformado ser´a

dx+ (ξ′ξ) =dx+ (1.51)

portanto a deforma¸c˜ao no bast˜ao ´edξ.

A deforma¸c˜ao normalǫ no bast˜ao ´e definida como a deforma¸c˜ao ao longo do eixo xpor unidade de comprimento. Isto ´e:

ǫ= ∂ξ

∂x (1.52)

Equa¸c˜ao de onda de press˜ao em um tubo de g´as

Considere um tubo de ´area A com g´as. Se nas condi¸c˜oes de equil´ıbrio p0 eρ0 s˜ao a press˜ao e a massa

espec´ıca volum´etrica do g´as. Se a press˜ao do g´as for perturbada, um elemento de volumedV =Adxser´a posto em movimento devido a vari¸c˜ao da press˜ao. Em consequˆencia as ´areas de se¸c˜oes A eA′ ao se

deslocar de uma distˆanciaξeξ′ respectivamente, de modo que a espessura do elemneto de volume depois

da deforma¸c˜ao ser´a dx+ξ′ξ =dx+. Devido a compressibilidade do g´as vai ocorrer varia¸c˜ao na

volume e na densidade do g´as e isso deve ser levado em conta na hora de se obter a equa¸c˜ao de onde. sejam

dm=ρ0dV =ρ0Adxa massa do elemento de bast˜ao antes da perturba¸c˜ao edm′=ρdV′ =ρA(dx+dξ)

a massa do elemento de bast˜ao perturbado. por conser¸c˜ao de mat´eriadm=dm′, ent˜ao,

ρ0Adx=ρA(dx+dξ) ou ρ µ

1 + ∂ξ

∂x

=ρ0

resolvendo paraρ

ρ= ³ ρ0

1 + ∂x∂ξ´

(1.53)

em geral ∂ξ∂x pequeno e, em consequˆecia o termo³1 +∂x∂ξ´pode ser expandido em serie de Taylor ficando

³

(12)

Substituindo na Eq. (1.53) teremos;

ρ=ρ0 µ

1−∂ξ

∂x

ou ρ−ρ0=−ρ0 µ

∂ξ ∂x

. (1.54)

A press˜ao est´a relacionada `a massa especifica ρ pela equa¸c˜ao de estado, podemos escrever p=f(ρ) expandindo em serie de Taylor teremos:

p=p0+ (ρ−ρ0) µdp

0

+ 1

2!(ρ−ρ0)

2 µd2p

dρ2 ¶

0

+. . .

Considerando apenas termos de primeira ordem em ρ

p=p0+ (ρ−ρ0) µdp

0

a quantidade

κ=ρ0 µ

dp dρ

(1.55)

´e chamda de m´odulo de elasticidade volum´etrica ent˜ao

p=p0+κ µ

ρ−ρ0

ρ0 ¶

(1.56)

Usando a eq.(1.54)

p=p0−κ µ

∂ξ ∂x

(1.57)

1.4

Comprimento de onda, per´ıodo e vetor de onda

Discuss˜ao do movimento ondulat´orio (MO), comprimentoλde onda e per´ıdoT do MO. A equa¸c˜ao (1.49) admite uma solu¸c˜ao senoidal do tipo;

ξ(x, t) =ξ0sin(k x−ω t). (1.58)

Introduzindo agora o comprimento de onde λ, a fun¸c˜aoξ satisfaz a seguinte condi¸c˜ao ξ(x+λ, t) =

ξ(x, t), ondeλ´e a distˆancia entre duas cristas ou dois vales.

ξ0sin(k x+k λ−ω t) =ξ0sin(k x−ω t)

ou

ξ0sin(k x+k λ−ω t) =ξ0(sin(k x−ω t) cos(k λ) + sin(k λ) cos(k x−ω t)) =ξ0sin(k x−ω t)

isto s´o ´e verdade se e somente se

cos(k λ) = 1 e sin(k λ) = 0 =⇒kλ = 2π

(13)

Generalizando;o comprimento de ondaλ´e a distˆancia entre dois pontos quaisquer, da onda, defasados de2π.

O per´ıodo T de oscila¸c˜ao ´e tempo que uma onda leva para percorrer uma distˆancia igual a λ, isto imp˜oe que:

ξ(x, t+T) =ξ(x, t) =⇒

ξ0(sin(k x−ω t) cos(ω T) + sin(ω T) cos(k x−ω t)) = sin(k x−ω t)

isto ´e verdade se e somente se

cos(ω T) = 1 e sin(ω T) = 0 =⇒ω T,= 2π ou T =2π

ω

comoω=kv =⇒v=1

kω= λ

2πω=λν. Portanto a freq¨uˆenciaν

ν= v

λ (1.59)

1.5

Potˆ

encia transportada e intensidade da onda

Vejamos o caso de ondas el´asticas longitudinais que se propagam com velocidade∂ξ/∂to lado direito do bast˜ao puxa o lado esquerdo com uma for¸caF e o lado esquerdo puxa o lado direito com uma for¸ca−F. Assim, a potˆencia (ou trabalho por unidade de tempo) que o lado esquerdo transmite ao lado direito naquela se¸c˜ao ´e

∂tw(t) = (−F) ∂ξ ∂t

para uma onda senoidal ξ=ξ0(sin(k x−ω t) teremos F =Y A∂(ξ)

∂x =Y A k ξ0cos(k x−ω t)

e ∂ξ/∂t=−ωξ0cos(k x−ω t)

∂tw(t) = (−F) ∂ξ

∂t = (−Y A k ξ0cos(k x−ω t)) (−ωξ0cos(k x−ω t) ) =Y A k ω ξ

2

0cos2(k x−ω t)

comoω=kv ev=pY /ρtemos

∂tw(t) = (ρv

2)A(ω2/v)ξ2

0cos2(k x−ω t) =vA[ρ ω2ξ20cos2(k x−ω t)]. (1.60)

A eq.(1.62) ´e sempre positiva mas vari´avel em geral ´e mais conveniente calcular o valor m´edio de

∂W/∂t.a potencia m´edia ´e

µ

∂w

∂t

med

=vA©ρ ω2ξ02 £

cos2(k x−ω t)¤medª.

Porem£cos2(k xω t)¤

med =

1

2,desta forma

Pm=

µ

∂w

∂t

med

=vA

µ

1 2ρ ω

2ξ2 0

. (1.61)

(14)

Im=Pm/A=

1

A

µ

∂w

∂t

med

=v

µ

1 2ρ ω

2ξ2 0

=vǫ. (1.62)

ondeǫ= 12ρ ω2ξ2

0 energia por unidade volume ou energia espec´ıfica.

Para o movimento transversalF =T∂ξ

∂x ev(t) = ∂ξ ∂t

∂w

∂t = (−F) ∂ξ ∂t F =T kξ0cos(kx−ωt) e ∂ξ∂t =−ωξ0cos(kx−ωt)

logo

∂w

∂t = (−T kξ0cos(kx−ωt))(−ωξ0cos(kx−ωt)) = (T k ω ξ

2

0cos2(kx−ωt)) (1.63)

Pmed =

µ

∂w

∂t

med

=T k ω ξ02 ¡

cos2(kx−ωt)¢med= 1 2

T v ω

2ξ2

0 (1.64)

1.6

Princ´ıpio de Superposi¸

ao e Ondas Estacion´

arias

1.6.1

Reflex˜

ao e transmiss˜

ao de ondas

Considere a jun¸c˜ao de duas cordas as quais tem massa por unidade comprimento diferente. as cordas est˜ao esticadas sob a mesma tens˜ao, supondo que a jun¸c˜ao das duas se dˆe na origem e suponha ainda que as velocidades de fase `a esquerda e a direita da jun¸c˜ao sejamv1ev2 respectivamente.

Suponha um trem de onda incidente yi, dado por

yi=Yisen(kix−ωit) (1.65)

A esquerda da origem, deslocando sobre corda, para a direita. Na jun¸c˜ao uma onda transmitida yt

dada por:

yt=Ytsen(ktx−ωtt) (1.66)

Propaga-se, deslocando-se, para a direita. Como a onda y satisfaz a equa¸c˜ao de onda (1.46) e, portanto,y tem derivada segunda emx. Ent˜aoy ´e uma fun¸c˜ao deriv´avel e sua derivada dydx tamb´em ´e uma fun¸c˜ao deriv´avel. Isto ´e, elas devem s˜ao fun¸c˜oes bem comportadas. Ent˜aoy e dy

dx devem satisfazer

a duas condi¸c˜oes limites:

Condi¸c˜oes:

½

I y e dy

dx s˜ao fun¸c˜oes cont´ınuas na jun¸c˜ao

II ∃ os limites `a esquerda e `a direita da jun¸c˜ao para y e dydx (1.67) Ent˜ao as condi¸c˜oes de continuidade imp˜oe

Condi¸c˜oes:

½

17−→ yi(0, t) =yt(0, t)

27−→ dyi(0,t)

dx = dyt(0,t)

dx

(1.68)

Os valores deyi(0, t) e dyidx(0,t) s˜ao respectivamente:

(15)

dyi(0, t)

dx =kiy0icos(kix−ωi t) =kiy0icos(−ωi t) (1.70)

Do mesmo modo

Os valores deyt(0, t) e dytdx(0,t) s˜ao respectivamente:

yT(0, t) =y0T sen(kT 0−ωT t) =y0T sen(−ωT t) (1.71)

dyT(0, t)

dx =kTy0Tcos(kTx−ωT t) =kTy0Tcos(−ωT t) (1.72)

Usando as condi¸c˜oes da eq.(1.68) teremos:

y0i sen(−ωi t) = y0T sen(−ωT t)

y0i = y0T (1.73)

onde estamos impondo queωi=ωT

kiy0i cos(−ωi t) = kTy0T cos(−ωT t)

kiy0i = kTy0T =⇒ (1.74)

ki = kT (1.75)

comov16=v2

As eq.(1.73 e 1.74) permite concluir que as ondasyi eyT n˜ao descrevem completamente o fenomeno

que est´a ocorrendo na jun¸c˜ao. Na verdade, na jun¸c˜ao separa duas regi˜oes. A regi˜ao I onde temos duas ondas, uma onda incidenteyi =y0i sen(kix−ωit) e uma onda refletidayr =y0r sen(krx−ωrt) e, a

regi˜ao II com uma onda transmitidayT =y0T sen(kTx−ωTt).

Regi˜ao I FI =y0i sen(kix−ωit)∀x ≤ 0

Regi˜ao II FII =y0T sen(kTx−ωTt)∀x ≥ 0

Usando as condi¸c˜oes de continuidade

fI =yi+yr=y0i sen(kix−ωit) +y0rsen(krx+ωrt) e fII =y0T sen(kTx−ωTt)

1.7

Apˆ

endice

1.7.1

erie de Taylor ou f´

omula de Taylor

Sejaf(x) uma fun¸c˜ao real qualquer. Af(x) tem valor conhecido no pontox=x0, ou sejaf(x0) ´e medido

com com boa precis˜ao. podemos estimar o valor de f(x) na vizinhan¸ca de x0 comx=x0+ ∆x, desde

que ∆xseja pequeno. ´E claro que ∆x=x−x0. Procedimento chama-se s´erie de Taylor e consiste no

seguinte: 1) Expande-se a f(x) em uma s´erie de n-termos; 2) Calcula-se os valores dos coeficientes em termosf(x0) e suas derivadas.

f(x) =

n

X

k=0

(16)

f(x) = a0+a1(x−x0)1+a2(x−x0)2+a3(x−x0)3+. . .+ak(x−x0)k (1.77)

df(x)

dx = a1+ 2a2(x−x0)

1+ 3a

3(x−x0)2+. . .+nan(x−x0)n−1 (1.78)

d2f(x)

dx2 = 2·1a2+ 3·2a3(x−x0)

1+. . .+n·(n1)a

n(x−x0)n−2 (1.79)

d3f(x)

dx3 = 3·2 ·1a3+ 4·3 ·2a4(x−x0)

1. . .+n·(n1) ·(n2)a

n(x−x0)n−3 (1.80)

..

. (1.81)

dnf(x)

dxn = n·(n−1) ·(n−2). . .2·1an(x−x0)

n−n =n!a

n (1.82)

devemos notar para calcular os coeficientes (a0. . . an) basta fazerx=x0nas equa¸c˜oes (22,23 . . . 27)

a0 = f(x0) (1.83)

a1 = 1

1!

df(x0)

dx (1.84)

a2 =

1 2!

d2f(x 0)

dx2 (1.85)

a3 = 1

3!

d3f(x 0)

dx3 (1.86)

..

. (1.87)

an =

1

n!

dnf(x

0)

dxn (1.88)

substituindo as eq. (28. . .33) na eq. 21, teremos:

f(x) =

n

X

k=0

1

k!

dkf(x

0)

d xk (x−x0)

k (1.89)

= f(x0) + 1

1!

d f(x0)

d x (x−x0)

1+ 1

2!

d2f(x 0)

d x2 (x−x0) 2+ 1

3!

d3f(x 0)

d x3 (x−x0)

3 (1.90)

+ . . . + 1

n!

dnf(x

0)

dxn (x−x0)

n (1.91)

Exerc´ıcios;

1- Usando a f´omula de Taylor obtenha as express˜oes das s´eries das fun¸c˜oes a)f(x) =ex;

b)f(x) =sen x; c)f(x) =cos x;

d) sex=i θuse os resultados dos itens anteriores para provar queei θ=cos θ+i sen θ;

1.7.2

Raio de gira¸

ao

Para resolver o problema 10,28, temos que definir raio de gira¸c˜ao. Se um corpo gira em torno de um eixo e seu momento de in´ercia ´eI, o raio de gira¸c˜aok0 ser´a:

M K02=I ⇒ K0= r

(17)

se o eixo passar pelo centro de gravidade;

KG=

r

I M

na figura 1 um corpo de massaM e momento de in´erciaI pode girar em torno de um eixo que passa por O localizado a uma distancia h do centro de gravidade G, o centro de oscila¸c˜oes O′ est´a a uma

distˆanciaℓdeO, ao longo da linha que passa porGeh′ ´e a distˆancia deGa Ologo=h+h

Equa¸c˜ao de movimento do corpo r´ıgido ´e :

M K2

0θ¨=−M g h senθ. (1.92)

A eq. (1.92) ´e identica a equa¸c˜ao de movimento de um p´endulo simples de comprimeto ℓ

ℓ= K

2 0

h . (1.93)

K2

0 =KG2 +h2

ℓ=h+h′= K

2 0

h = K2

G+h2

h ⇒

h(h+h′) =K2

G+h2⇒ h′ =

K2

G

h

1.8

Vetores

SejaA~ um vetor do esp¸co vetorialE. Sejam{eˆ1, ˆe3, ˆe3}o conjunto dos vetores unit´ario de uma base do

espa¸co vetorialE. O vetorA~ pode ser definido em termos da base ˆei do seguinte modo:

~ A=

3 X

i=1

Aieˆi≡Aieˆi=A1eˆ1+A2ˆe2+A3ˆe3 (1.94)

P3

(18)

1.8.1

Produto escalar

O produto escalar entre o vetorA~ e o vetor B~ que tambem pertence aE ser´a:

~

A·B~ =Aieˆi·Bjˆej=AiBj(ˆei·eˆj) (1.95)

logo teremos

~

A·B~ =AiBjδij =AiBi=A1B1+A2B2+A3B3 (1.96)

onde

δij ≡eˆi·eˆj =

½

1 ∀ i=j

0 ∀ i6=j (1.97)

para uma base cartesiana basta fazer a correspondˆecia entre os ´ındices 1,2,3 e x,y,z ou seja A1=Ax,

A2=Ay eA3=Az

~

A·B~ =AiBi =A1B1+A2B2+A3B3=AxBx+AyBy+AzBz (1.98)

1.8.2

Produto vetorial

O produto vetorial entre o vetorA~ e o vetor B~ ser´a:

~

A∧B~ = Aiˆei∧Bjˆej=AiBj(ˆei∧eˆj) (1.99)

= A1B2eˆ3−A2B1eˆ3+A2B3eˆ1−A3B2eˆ1+A3B1ˆe2−A1B3ˆe2 (1.100)

= (A1B2 −A2B1)ˆe3+ (A2B3 −A3B2)ˆe1+ (A3B1 −A1B3)ˆe2 (1.101)

ˆ

e1∧eˆ2= ˆe3=ǫ123eˆ3, eˆ2∧ˆe1=−eˆ3=ǫ213ˆe3

ˆ

e2∧eˆ3= ˆe1=ǫ231eˆ1, eˆ3∧ˆe2=−eˆ1=ǫ321ˆe1

ˆ

e3∧eˆ1= ˆe2=ǫ312eˆ2, eˆ1∧ˆe3=−eˆ2=ǫ132ˆe2

Definidoǫijk por

ǫijk =

 

1 =ǫ123=ǫ231=ǫ312 ∀ i6=j6=k −1 =ǫ213=ǫ321=ǫ132 ∀ i6=j6=k

0 ∀ i=j, i=k, j=k

(1.102)

o produto Vetorial fica;

~

A∧B~ = AiBj ǫijk eˆk (1.103)

1.8.3

Triplo produto vetorial

sejamA, ~~ B eC~ o triplo produto vetorial entre eles ser´a:

(A~∧B~)∧C~ = (AiBjǫijk ˆek) ∧ Cleˆl=AiBjClǫijk (ˆek ∧ eˆl) (1.104)

= AiBjClǫijkǫklmˆem=AiBjClǫkijǫklmˆem (1.105)

sabendo queǫk i jǫk l m= (δi lδj m−δi mδj l)

(19)

(A~∧B~)∧C~ = AiBjCℓ(δi ℓδj m−δi mδjℓ)ˆem (1.106)

= ³A~·C~´Bmeˆm−

³

~

B·C~´Ameˆm (1.107)

= ³A~·C~´B~ −³B~ ·C~´A~ (1.108)

Pode-se mostrar, tamb´em, que

~

A∧(B~ ∧C~) = −AiBjCk(δi jδn k−δi kδn j) ˆen (1.109)

= ³A~·C~´B~ −³A~·B~´C~ (1.110)

Aplicando esta propriedade ao caso~r∧(~ω∧~r) neste caso ´e fazerA~ =~r,B~ =~ωeC~ =~rna eq. (1.108) e ainda~r=xieˆi e~ω=ωjˆej Para o caso em que

~r∧(~ω∧~r) =−xiωjxk(δi jδn k−δi kδn j) ˆen =−(xjxnωj−x2ℓδn jωj)ˆen

ou

~r∧(~ω∧~r) = −ωj(xjxn−x2ℓδj n)ˆen (1.111)

= ωj(x2ℓδj n−xjxn)ˆen (1.112)

como o momento angular ´e

~ L=

η

X

α=1

mα~rα∧(~ω∧~rα) = − η

X

α=1

mαωj(xjxn−x2ℓδj n)αeˆn (1.113)

= ωj

à η X

α=1

¡

x2

ℓδj n−xjxn

¢

α

!

ˆ

en (1.114)

= ωjIjnˆen (1.115)

onde

Ijn= η

X

α=1

¡

x2δj n−xjxn

¢

α

no limite do continuo

Ijn=

Z

m

d m¡x2ℓδj n−xjxn

¢

&

1.8.4

Transforma¸

ao do operador nabla:

(x, y)

→ ∇

(r, θ)

O operador ∇~ em termos das coordenadas cartesianasx ey ´e definido por∇ ≡~ ˆı∂x∂ + ˆ∂y∂ . Para uma parcela consider´avel de problemas F´ısicos ´e mais conveniente definir∇~ em coordenadas polaresr eθ.

Para fazer a transforma¸c˜ao vamos considerar a fun¸c˜ao potencialU(r(x, y), θ(x, y)).Aplicando o ope-rador∇~ na fun¸c˜aoU teremos:

~

∇U(r, θ) = ˆı∂U(r, θ) ∂x + ˆ

∂U(r, θ)

(20)

∂U(r, θ)

∂x =

∂r ∂x

∂U ∂r +

∂θ ∂x

∂U ∂θ

(1.116)

∂U(r, θ)

∂y =

∂r ∂y

∂U ∂r +

∂θ ∂y

∂U

∂θ (1.117)

Pode-se escreverxey, em termos das coordenadas polares,reθ, do seguinte modo:

½

x =r cos(θ)

y =rsen(θ) (1.118)

½

r =px2+y2

tan(θ) = yx (1.119)

Fazendo as derivadas parciais obteremos os elementos da matriz transforma¸c˜ao

∂r

∂x = cos(θ)

∂θ ∂x =

−sen(θ)

r

(1.120)

∂r

∂y = sen(θ)

∂θ ∂y =

cos(θ)

r (1.121)

δij ≡eˆi·eˆj =

½

1 ∀ i=j

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