Pegasus Lançamentos
Apresenta
UNCONVENTIONAL
Indulgence series # 1
By
Aleatha Romig
I
ndulgence
Série
.
Erika Ellis
estava disponível para todos, todas as
noites, na TV – no noticiário das cinco e meia e novamente
às seis horas. Os espectadores achavam que a conheciam.
Eles não conheciam, não como eu.
Eu a observava, mais de perto que os outros, e não
apenas no noticiário, mas em todas as horas do dia e da
noite. Tomei meu tempo, aprendi sua rotina e seus
segredos. Eu sei do que ela precisa.
Darei vida às suas fantasias, mesmo as que ela ainda
não realizou. Serei o único a ensiná-la que na submissão há
poder. Entenderá que não precisa de elogios de seus
espectadores ou do mundo. Ela não precisa ser preparada.
Minha glória será pelo que ela viverá. Amarrada e indefesa é
onde sua liberdade se encontrará.
A verdade por trás da maquiagem e da risada falsa é que
ela é minha: nada que possa fazer ou dizer mudará isso.
Ela não conhece meus planos não convencionais.
Tudo bem.
Ela conhecerá.
É hora de fazer a minha jogada.
Eu sou Victor Cross, o único homem para o
trabalho
Para todos com fantasias
secretas de submissão...
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Este livro contém situações que envolvem
consentimento dúbio e restrição física. Essas
situações podem ser traumáticas para alguns leitores
e eróticas para outros. Se você estiver disposto a
abster-se de julgar esses personagens até terminar
sua história, prometo fazer com que o final valha a
pena.
Aproveite por sua conta em risco.
Você foi avisado.
Capítulo 1
VICTOR
As pessoas tentam manter seus segredos e informações privadas, mas elas não conseguem.
Ela não conseguiu.
Ela está nos olhos do público, disponível para todos ao toque de um botão. Ligue a TV e lá está ela – a maldita Erika Ellis. Seu rosto, suas pernas e corpo inteiro em UHD em qualquer sala de estar, cozinha ou quarto. Está aos olhos do público, ela deveria saber melhor, deveria ser mais cuidadosa. Ela deveria ter se prevenido.
Ela não fez isso.
Seu descuido me irrita, enfurece-me. No entanto, sem ele, onde estaríamos?
Ela baixou a guarda e falou sem pensar. Ela não é a única que fez isso, mas é a pessoa que observo. Ela é quem importa.
Unconventional
Obter pedaços de sua história de vida leva tempo, mas, quando minha mente se enche de possibilidades para o futuro, sei que a paciência valerá a recompensa. O processo não é difícil. É tão simples quanto ficar perto dela na fila do café.
Ela concentra-se no cardápio ou na tela do celular, agindo como se eu não estivesse lá. Mas envolvo-me em tudo.
— Pedido? — O barista pergunta.
Perto o suficiente para cheirar seu doce perfume, presto atenção em cada palavra dela.
De repente, seu nome não é apenas anunciado, mas escrito em sua xícara.
— Número do telefone? — pergunta o homem da lavanderia.
Uma sala cheia de clientes e ela fala alto o suficiente para o homem idoso ouvir.
Aí está.
Dez dígitos que abrem uma riqueza de informações.
O resto é fácil. Uma busca na Internet, nem mesmo tão abrangente quanto a aplicação da lei, e grande parte de suas informações estão ao meu alcance, assim como seus mamilos duros estarão, em breve.
Eu procuro por mais.
Suas senhas não são difíceis. O nome de seu primeiro animal de estimação. O cachorro foi mencionado em uma
Unconventional
entrevista pessoal postada por sua emissora: Conheça Erika
Ellis.
Esse é o meu plano.
— Senhora, você pode confirmar a sua data de nascimento? — Com uma ligeira alteração na minha voz, eu me torno um especialista em contas, na necessidade de esclarecer seu pedido. — Sim, temos um pedido agendado para entrega na terça-feira. Você estará disponível para assinar?... Não... Tem alguém com idade superior a dezoito anos em sua residência ...?
Perguntas simples, que em seu mundo despreocupado, ela responde sem pensar. Sua imprudência é sua queda, e enquanto eu aprecio isso para o sucesso do meu plano, pretendo puni-la por isso. Se eu descobri seus segredos qualquer outro homem poderia fazê-lo. E esse pensamento me enche de raiva, impulsionando o meu sangue para baixo, longe do pensamento racional e direto para o meu pau. É dolorosamente difícil com a necessidade de levá-la, marcá-la e fazê-la minha. Afinal, ela é. Ela sempre foi. Eu sei disso há algum tempo. E está na hora dela aceitar isso.
É difícil esconder minha ereção enquanto planejo pacientemente, dia após dia, semana após semana, acompanhando, ouvindo e prestando atenção. Como no café, na maioria das vezes ela nem sequer me nota. Como a música ‘Mr. Cellophane', é como se ela olhasse através de mim, e passasse por mim. Sem saber que estou lá.
Unconventional
Ela está muito ocupada, muito preocupada, para compreender que sou seu futuro, presente e passado. No entanto, não estou intimidado. Ouço cada palavra, aproveito todas as oportunidades. Presto atenção e aprendo, mesmo quando ela não sabe. É claro que nos momentos que ela fica sozinha, em seu apartamento, perdida em um romance erótico, não percebe que a observo. Ela envolve-se na história. No trabalho, está muito ocupada, atendendo as demandas. Suas prioridades são distorcidas, e é o meu trabalho mostrar a ela os erros em seu caminho.
Então, há outras vezes, quando sorri e diz uma ou duas palavras para mim. Há vezes que ela está perto o suficiente, que nossas peles se tocam. Eu vivo para momentos como esses, sabendo que haverá muito mais em nosso futuro.
Não há qualquer dúvida em minha mente. Com cada fibra do meu corpo, sei que ela também me quer. Quando nossos olhos se encontram ou quando ela passa por mim em uma lanchonete lotada, sinto o seu desejo. A conexão, por menor que seja, é como um raio, irradiando dela como o calor do sol, aquecendo o ar e alimentando meu desejo.
Em um desses encontros, ficamos cara a cara, e sua língua rosada passou pelos seus lábios. Seus olhos azuis desaparecem à medida que as pálpebras ficam pesadas de desejo. Ouvi sua mensagem alta e clara. Entendo, o que ela não permite que suas palavras digam. É sua aceitação silenciosa, do que o nosso futuro nos reserva. Logo, essa língua
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rosada dançará com a minha. Em breve, ela implorará por minha atenção enquanto se ajoelha aos meus pés.
Eu sei o que ela quer e precisa. Com a mesma senha em cada conta e cada dispositivo, tomei meu tempo para me inserir em seu mundo privado. Eu sei os livros que lê e os vídeos que assiste em sua conta no Tumblr. Não é de se admirar que às vezes ela pareça distante. Ela tem desejos e fantasias que não foram satisfeitos, aqueles que não compartilhou nem mesmo com seu marido.
Sua solidão está prestes a terminar. Mas, como tudo em nosso futuro, o tempo depende de mim. Eu sou o único homem para o trabalho.
Ela é uma figura pública, e fode minha mente pensar que é a estrela dos sonhos molhados de outros homens. É parte do jogo que ela desempenha na emissora, estar disponível. Aumenta a audiência, mas é ficção. Sua disponibilidade não é real. Ela não pertence a eles, a nenhum deles.
Ela é minha, toda minha. Eu serei a pessoa que realizará seus desejos. Serei o único a prendê-la e controlá-la. Ninguém mais levará a minha mulher ao êxtase. Ninguém mais irá provocar seus desejos em sua vida, ninguém além de mim.
O primeiro dia em que ela olhou e falou comigo, o dia que a nossa ligação formou-se, eu sabia que estávamos destinados a ficar juntos. Trabalhei à minha maneira em seu mundo previsível, e ainda assim ela não tem ideia dos meus planos, do nosso futuro. Sua combinação de ignorância e arrogância é combustível para meu desejo. Erika acha que tem controle,
Unconventional
acha que dá as cartas, mas assim como sua aparência de disponível no noticiário da noite, o seu poder no nosso relacionamento é uma ilusão.
Eu sou um homem que precisa de controle. Já permiti que seu equívoco fosse longe demais, mas agora acabou. Meu corpo inteiro treme quando imagino a cena: a maldita Erika Ellis de joelhos, lágrimas caindo de seus belos olhos enquanto ela abandona sua ilusão e abraça a nossa nova realidade.
Olhando através da tela diante de mim, assisto seus peitos saltarem e seus dentes brancos perfeitos brilharem. Seus lábios são cheios, brilhantes e vermelhos quando se separam para a risada.
Como manter esta câmera estável enquanto suas risadas ecoam pelo ar? Mesmo com meu fone de ouvido cobrindo meus ouvidos, o tom da risada dela não é desperdiçado. O homem com maquiagem e cabelos penteados para trás ao lado dela é um idiota. Ele não merece seu riso ou suas palavras.
Não é uma verdadeira risada que ouço, e me tranquilizo. É parte de seu ato, que faz parte de sua personalidade na TV. É meramente para as câmeras, para o público. Seus verdadeiros risos, gemidos de desejo e gritos de dor serão apenas para meus ouvidos.
Meu peito se enche de orgulho por saber que serei o único a ouvi-los, o único a amá-la. Que comece a canção.
Capítulo 2
ERIKA
Suspiro enquanto olho através da mesa para minha melhor amiga. Jenn é a única que sempre esteve lá para mim, nos momentos bons e ruins, durante a rejeição e sucesso. Ela é a única amiga para quem sinto que posso mostrar a verdadeira Erika, não a que as câmeras veem, mas a pessoa real sob a maquiagem e o spray de cabelo.
A sala de jantar do restaurante ao nosso redor está quase vazia. São quase três horas, tarde para a multidão do almoço e muito cedo para o jantar. Chegarei à emissora em uma hora para me maquiar, mas preciso desse tempo. Preciso da minha melhor amiga e, como sempre, ela está aqui.
— Baby — Jenn diz suavemente. — Um suspiro não é uma resposta.
— Acho que não tenho uma resposta. — Você o ama?
Unconventional
Dou de ombros de forma evasiva. — Eu amava quando ele propôs. Quando nos casamos, também. Acho que sim. Ele é como aquele moletom que você usa há tanto tempo, aquele que o mantém quente e está sempre lá, mas também é diferente do que quando o vestiu pela primeira vez. — Inclino a cabeça. — O brilho se foi. Quero dizer, depois de todo esse tempo, a centelha deve desaparecer certo?
— Não.
— Oh, vamos lá — eu digo, levantando minhas sobrancelhas. — Vai me dizer que você e Paul ainda têm tesão um pelo outro, o mesmo que quando começaram a namorar?
— Não é o mesmo. É melhor. Nós nos conhecemos. Eu sei o que ele gosta e vice-versa.
— Sim, eu entendo, mas é rotina. Como tacos na terça-feira.
Jenn ri. — Jura Erika, quando foi à última vez que você comeu um taco?
Olho para a minha salada grega, completa com queijo feta, azeitonas e pinhões. Mesmo com algumas fatias de frango grelhado, com o molho vermelho não excede quatrocentas calorias, e eu usei apenas uma pequena parte do molho. Após o treino de duas horas que tive esta manhã com meu personal, precedido por uma corrida de três quilômetros com meu marido, eu deveria estar com mais fome. No entanto, a mente
Unconventional
é uma coisa poderosa. Cada grama do meu corpo parece quatro quilos a mais na tela da televisão.
A maldita alta definição é uma droga.
— Ok. — admito. — Não tem tacos na terça-feira, mas você sabe o que quero dizer.
— Misture. Você poderia comer tacos de peixe.
Torço meu nariz. — Não acho que nós estamos realmente falando de tacos. E sinceramente, eu não sei se tenho energia.
— De fazer sexo com seu marido bonito e solidário?
— Desejar fazer sexo. Não tenho certeza se algum de nós está com vontade de tentar mais. — Suspiro novamente usando meu garfo para separar os pinhões da alface. — É como se acontecesse tanta coisa, para tornar o nosso relacionamento uma prioridade. — Lanço um olhar ao redor. — Há um boato de que um afiliado local de Chicago procura uma nova âncora. É para o horário da manhã, mas é um passo mais perto de um mercado maior. É um mercado gigante comparado com Milwaukee. Imagine um afiliado nacional. Erika Ellis... — Levanto minhas mãos quando digo o meu nome. —... trazendo as notícias de Chicago ou Nova York. As redes de notícias estão onde estão. Eu poderia ter meu próprio show... A hora Erika Ellis na MSNBC ou CNN ou CBS.
— Você sabe que eu te amo, certo?
— Sim — respondo com pesar. Por isso que eu liguei para Jenn. A verdade dói, mas às vezes a dor é o melhor remédio.
Unconventional
— Você foge e não enfrenta o problema real. É uma tática diversificada que só funciona por algum tempo.
— Talvez seja por isso. O tempo acabou. — Erika?
Largo meu garfo e olho ao redor. Ninguém está suficientemente perto para nos ouvir. No entanto, eu me inclino para frente e falo em voz baixa. — A verdadeira questão é que trabalhei duro para ter sucesso neste negócio. Literalmente! — Giro meu corpo para olhar para minha própria bunda e volto para minha amiga. — Eu me exercito. Pesquiso. Sorrio para as malditas câmeras e mostro minhas pernas estúpidas. Você sabia que os malditos da crítica têm o comprimento, do milímetro da minha saia? Do maldito milímetro! Muito longo e perdemos audiência. Muito curto e perdemos audiência. Precisa manter os homens felizes e não perturbar as mulheres ciumentas.
— Eu acho que você está se concentrando em sua carreira, em vez do seu casamento.
— Corremos juntos esta manhã. É a primeira vez em uma semana que nossas agendas permitiram.
Jenn assente. — OK. Você falou?
— Não. Quero dizer, conversamos, mas não conversamos. Foram apenas três quilômetros, mas eu tinha o resumo audível das manchetes desta noite para ouvir.
Unconventional
— Serio! — Exclamei. — É difícil. Alguém sempre me reconhece. Não é como nós pudéssemos ficar sozinhos.
— Então peça.
— Acho que eu deveria encarar o fato: meu casamento está além de conserto. Eu falhei. — Dou de ombros. — Ele falhou. Nós dois sabemos.
— Desde quando Erika Ellis é um fracasso?
— Você já pensou coisas? — Pergunto, com medo de pronunciar meus verdadeiros pensamentos. — Coisas que você não deveria pensar?
— Como um sundae de chocolate ou algo mais? Eu dou de ombros. — Algo mais.
— Continue.
— Estou cansanda. Cansei de lutar. A luta para manter meu lugar de âncora, de tentar me mudar para mercados maiores quando há mulheres cinco anos mais jovens sentadas nessas cadeiras. Não ficarei mais jovem. Também cansei de lutar para salvar a centelha que não está lá. Só posso acender a chama por algum tempo. Por que depende de mim?
— Porque você disse sim. Diga-me, alguma linha foi cruzada? Ele já te traiu?
— Acho que não.
Suas sobrancelhas franziram. — Você acha que não? — Ele parece preocupado.
Unconventional
— Com o que?
— Eu não sei. Não perguntei. — Você já traiu?
— Não. Eu não... voluntariamente. — Eu não tinha certeza de onde veio a última palavra, mas escapou.
— Desculpe?
— Ok, eu não o faria. É só que tenho esses pensamentos, e meu marido é malditamente perfeito. Ele apoia minha carreira. Ele está sempre lá, como aquele moletom velho ou um cãozinho patético. Talvez seja esse o problema. Ele está muito... muito confortável.
— Há pessoas que matariam por um homem bonito que seja solidário e complacente.
Mexo no resto da minha salada antes de abaixar o garfo e tomar um copo de água gelada. Jenn está certa. Eu deveria estar feliz com o que temos, mas não estou. Talvez seja a minha preocupação com a minha carreira. Talvez seja porque a faísca se apagou e não sei como reacendê-la. Talvez deixei minhas fantasias dominarem minha realidade. Talvez seja... Eu deixo escapar. — Ele quer um bebê.
Os olhos de Jenn se arregalam.. — Droga.
— Sim. — Pego o garfo e volto a mexer a alface, os pinhões e os pedaços de queijo fetta. Embora o meu apetite acabara, o molho vermelho está com a cara bastante atraente.
Unconventional
Eu não olho. Continuo mexendo o conteúdo do meu prato. Ela bate na mesa. Eu pulo quando os talheres se agitam. — O quê? — Eu olho para cima, sabendo que meus olhos estão cheios de lágrimas.
— Quando foi isso?
— Ele falou sobre isso há mais de seis meses. — E agora... Quando...?
Eu respiro fundo e ajeito meus ombros. — Com uma criança, minhas chances de avanço no setor são menores que cinquenta por cento do que seriam agora. E agora, elas não são boas.
Jenn balança a cabeça. — Será que ele sabe disso? — Mais ou menos. Ele disse que criaria isso.
— Isso?
— A criança.
— Não é isso. É uma pessoa. Além disso, eu pensei que vocês dois tivessem conversado sobre filhos antes de casar.
— Nós falamos, mas isso foi há quase cinco anos. Naquela época, dissemos que esperaríamos. Em sua mente, nós já esperamos. Só não consigo pensar nisso agora. E desde que ele mencionou, toda vez que sugere... sexo... entro em pânico. Você sabe que não posso tomar a pílula e com a possibilidade de ganhar peso com alguma outra forma de controle de natalidade... Ele está sempre... Eu sei que estou paranoica, mas e se ele usasse preservativo furado de propósito?
Unconventional
— Você acha que ele faria isso? — Eu não sei o que pensar.
— Querida, você levou essa questão para o terapeuta? Você disse que vê um, certo?
— Eu não falei com ninguém... até agora.
A cabeça de Jenn inclinou, entendendo a situação.
Eu não posso acreditar que fui tão honesta. É purificador e libertador... E eu sei o que precisa acontecer. Se não posso ser quem meu marido quer e no meu coração, ele não é quem eu quero... quem preciso, então a resposta é clara. Eu só preciso enfrentar isso. Mas por que isso sempre acontece comigo? Pela primeira vez gostaria que ele assumisse o controle.
Respiro fundo e sento-me mais ereta. — Obrigada por se encontrar comigo. Eu realmente precisava disso.
— E?
— E preciso ir para à emissora. — Erika?
— Eu sei o que preciso fazer. Só queria que, às vezes, eu não tivesse que assumir a liderança. Mas é hora de encarar os fatos e seguir em frente. Eu não estou feliz. Eu não o faço feliz. Precisamos chegar a um acordo com a realidade.
Unconventional
— Por que, Jenn? — Meus olhos se enchem de lágrimas. — Por que preciso dizer a ele? Ele não deveria saber?
— Não sei se isso é justo.
Levanto e pego minha bolsa no encosto da cadeira. O restaurante está praticamente vazio, mas não posso permitir que Erika Ellis se pareça nada menos que perfeita. Endireito meus ombros e coloco o sorriso no rosto. — A vida não é justa. Jenn se levanta e me dá um abraço. — Ligue-me. Sabe que estou aqui para você.
Capítulo 3
ERIKA
— Isso é um embrulho.Lonnie, meu produtor, diz enquanto sua mão cai e as luzes vermelhas desaparecem junto ao grande número de câmeras.
— Senhora Ellis, senhora Ellis — a assistente de Lonnie, Jackie, chama enquanto passa correndo pelas câmeras em minha direção.
Não pude deixar de notar como o operador diante da câmera faz uma careta quando ela chama meu nome.
— Sim, Jackie. — Eu respondo quando o ajudante de palco desliga meu microfone, e remove a pequena caixa da minha cintura. Às vezes, parece que estou presa a um milhão de amarras enquanto me sento, parecendo despreocupada, discutindo os eventos do dia. Talvez, se eles não fossem fios delicados, mas amarras inquebráveis.
Unconventional
Pare com isso, Erika!
Esses pensamentos precisam terminar.
Tudo o que disse para Jenn é verdade. Trabalhei duro por esta carreira, literal e figurativamente. Precisa ser o meu foco principal. Eu sou Erika Ellis “notícias entre cinco e meia e seis” no canal cinquenta e três. Essa sou eu, o amor de Milwaukee. Olho as lentes das câmeras e sorrio enquanto reconto os detalhes sangrentos de um acidente de ônibus escolar ou discuto a movimentação anual de fundos dos Futuros Agricultores da América. Posso rir e brincar com meus co-âncoras porque é nisso que o público quer acreditar “que somos uma grande família, feliz aqui no canal cinquenta e três”.
Mesmo tendo um diploma em radiodifusão, sento-me atrás da mesa de vidro com as pernas apoiadas em saltos altos demais, porque os sapatos fazem minhas panturrilhas parecerem mais sexy. Isso é outra coisa que os críticos dizem. Nossa audiência cai toda vez que o comprimento dos meus saltos fica abaixo de 10 cm. Mal sabem eles que quando estou de pé atrás de um balcão, como os do nosso conjunto de cozinha falso, fico descalça e em cima de uma caixa. Ninguém quer ver o amor de Milwaukee cair de cara na receita especial da semana. Direto de Milwaukee com molho béarnaise
pingando do meu nariz.
Há mais nesse trabalho do que boa aparência. Requer um trabalho constante. Devo conhecer o material, manter-me atualizada, pronunciar todos os nomes, mesmo de nações
Unconventional
estrangeiras, corretamente, enquanto sorrio de forma despreocupada, como se um erro não pudesse me devolver para fazer reportagens de rua.
Estou feliz por não haver pressão.
Manter o equilíbrio a cada bola precisamente no ar é uma arte exaustiva. Não consigo deixar de pensar sobre a minha conversa com Jenn. Não estou pronta para enfrentar nada disso. Embora eu e meu marido não acendamos os lençóis, há algo de confortável e seguro em nosso casamento. Na minha analogia anterior, o moletom velho ainda é confortável. Preciso me concentrar nisso.
Felizmente, é sexta-feira e não voltarei a este set e para frente das câmeras até segunda-feira. Isso não significa que eu possa me afastar totalmente. Tenho que me preparar para próxima semana e para os treinos intermináveis. Mas, por dois dias, posso tirar o sorriso de plástico e relaxar.
Meu marido está sempre tentando me convencer a fazer isso. Talvez Jenn esteja certa, que ele e eu precisamos conversar, mas não falar é mais fácil. Não enfrentar o fim de nosso casamento e encontrar conforto na previsibilidade é mais fácil. Às vezes, quando a vida parecer demais, precisamos ir com calma.
Além disso, você pensaria que ele entenderia a pressão que é preciso para ser eu, mas ele nunca entende. Mesmo esta manhã, enquanto nós corríamos, ele continuava tentando conversar. Ele sabia que eu tinha fones nos ouvidos. Eu não tinha tempo nem energia para ouvi-lo. Provavelmente
Unconventional
deveríamos dedicar algum tempo para falar sobre desejos e preocupações um do outro. O que Jenn disse foi o mesmo que o nosso terapeuta disse. No entanto, essa hora, uma vez por semana, é tudo o que posso dedicar a ele. Se não pudermos dizê-lo lá, então será empurrado para longe. Ela encoraja-nos a sermos honestos um com o outro.
Isso é difícil quando não tenho certeza se sou honesta comigo mesma.
Eu quero mais. Eu quero menos.
Eu quero ter o controle da minha vida. Eu quero desistir de tudo.
Eu não sei o que quero. Como posso dizer ao meu marido? Por que ele não sabe?
Nunca tive intenção de ser desonesta com ele. O que começo a entender, depois de quase cinco anos de casamento, é que a honestidade não é apenas sobre dizer a verdade, mas também sobre não esconder da verdade. Estou confusa, e, em vez de lhe dizer, deixo me consumir.
— Senhora Ellis. — Jackie diz: — Acabei de receber uma chamada, Tamara está doente
Porra! Meu fim de semana, e qualquer momento sozinha
com meu marido para conversar terá que esperar. A realidade é que provavelmente evitaria de qualquer maneira. Isso só me dá uma desculpa.
Unconventional
Endireito meus ombros. Eu não quero ficar e fazer o noticiário das onze. Quero ir para casa, não para conversar, mas para lavar a maquiagem e enrolar-me com o meu Kindle. No entanto, sei que essa não é a resposta que avançará minha carreira, me tirará de Milwaukee e me fará entrar em um mercado maior. Em vez de dizer o que quero, finjo preocupação. — Ela está? — E então, amplio meu sorriso de plástico. — Sinto muito por ouvir isso. Lonnie precisa que eu fique?
— Sim. Ele precisa. Todos nós precisamos. Você ajudará a todos, senhora Ellis.
— Não tem problema — digo enquanto observo o operador de câmera de mais cedo... Sua carranca se transformou em algo mais profundo, algo mais próximo da raiva. Afasto meu olhar.
Fique calmo, Sr. Cross. Não é como se você tivesse que ficar só porque sou eu. O cenário de onze horas tem a sua própria equipe. Sua noite está livre. Sou a única amarrada.
Morta em meus pés e pronta para entrar em colapso. É assim que me sinto quando a equipe de palco desembaraça os fios pela segunda vez hoje. Meus pés doem devido aos meus sapatos, embora fiquei apenas sentada enquanto os usava. Graças a Deus não havia parte na cozinha às onze da noite. Minhas pernas estão com cãibras devido a maneira como
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estavam empoleiradas abaixo da minha cadeira, cruzadas delicadamente no tornozelo.
— Erika — o co-âncora das onze horas, Shawn, chama quando também é libertado de seu microfone e outros aparelhos. — Obrigado por substitui-la. É sempre bom passar um tempo com você. Que tal te pagar uma bebida, em gratidão?
Balanço minha cabeça. — Obrigada, Shawn. Estou cansada. Preciso ir para casa.
Ele inclina a cabeça. — Vamos lá, estamos em grupo. Nós sempre saímos na sexta-feira à noite para o pequeno bar na rua. É tradição. Todos nós precisamos relaxar.
Rolo meu pescoço para aliviar algumas tensões. — Fica para próxima?
— Bem, pelo menos deixe que eu ou um dos ajudantes te acompanhe até o seu carro. A garagem não é lugar para uma dama ficar sozinha nesta hora da noite.
— Não precisa. Estacionei perto. — Olho para os meus sapatos enquanto penso em voltar para meu camarim para me trocar. — Claro, eu preciso fazer uma rápida troca de sapatos ou não andarei um metro e meio, muito menos na garagem. Então irei. Espero que Tamara esteja se sentindo melhor na segunda-feira.
Eu realmente espero.
Em pouco tempo, guardo meus sapatos com vários outros pares que ficam no estúdio e amarro meu all-stars. Pego a
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calça jeans e a blusa que trouxe para a estação para trocar. Isso foi antes, quando pensei que talvez meu marido e eu, pudéssemos conversar. Isso não aconteceu, e agora não quero perder tempo trocando de roupa. Eu só quero ir para casa e dormir.
Quando pego minha bolsa que está no armário perto da minha mesa, eu vejo a nota:
“Não saia sem o salto vermelho.”
Engulo quando meu pulso acelera. Lentamente, me viro e olho ao redor da sala sentido um calafrio pela minha pele. Ninguém deveria estar no meu camarim sem mim, muito menos mexer nesse armário.
Quem deixou o bilhete?
Afasto o sentimento desconfortável que a nota me dá, arrisco ser pela sonolência, amasso a nota em uma bola e jogo no lixo. Pego minha bolsa, e saio.
Os corredores ficam vazios rápido após o final das notícias. Há apenas um mínimo da equipe de olho nos acontecimentos do mundo, para que a equipe da manhã esteja atualizada. Até o elevador está vazio. Rapidamente chego na garagem. Examino o piso onde estacionei meu carro. Há consideravelmente menos carros à meia-noite do que quando cheguei ao final da tarde.
E olho para esquerda e depois para direita.
Capítulo 4
VICTOR
Erika sai do elevador, ainda com o vestido do set. É diferente do que ela usava no Entre cinco e meia e seis. Eu sei porque peguei a maior parte do noticiário das onze ao vivo no aplicativo do meu telefone.
Ela está absolutamente linda no vestido azul com decote em V e tênis de cano alto em seus pés enquanto examina a garagem. A sugestão de pânico enquanto procura seu carro aumenta a minha emoção. Eu a quero no limite. Pretendo mantê-la dessa maneira, implorando por misericórdia que só eu poderei dar.
Estreito meus olhos e aperto meu queixo enquanto a veia do meu pescoço pulsa. Além de sua bolsa, ela não está carregando mais nada. Onde diabos estão os saltos vermelhos? Ela tinha que ver a minha nota.
Unconventional
Endireito meu pescoço. Erika Ellis tem um longo caminho a percorrer e lições a aprender sobre ser obediente. Meu pau contrai. Serei seu professor. Ela se perdeu há muito tempo. Eu não sentarei e a verei se desfazer mais. Logo, ela receberá minhas aulas, bem como minhas retribuições.
Faço uma lista mental.
Primeiro, ela concordou em trabalhar no noticiário das onze, mudando meus planos. Eu quase a perdi ali mesmo no set. Tudo o que trabalhei cuidadosamente para fazer... tudo era para começar mais cedo. Em vez de fazer uma cena, disse a mim mesmo que estava tudo bem. Isso daria certo. Poderia me adaptar. Cinco horas não importa, não quando temos o resto de nossas vidas juntos.
Quando entrei no camarim de Erika, fiz mais do que deixar uma nota. Peguei a chave do carro em sua bolsa e troquei seu carro de lugar. Desde que não precisa dela para abrir ou dar partida no carro, aposto que nem sequer percebeu que sumiu.
Enquanto trabalhava em uma transmissão extra, levei o Lexus vermelho brilhante para seu apartamento e estacionei na rua. Ninguém notou. Ninguém disse uma palavra.
A preocupação óbvia que cada pessoa tem com sua própria vida, facilita executar o meu plano mais fácil do que imaginava. Considerei apenas sequestrar Erika na garagem, mas se fizesse isso, seu carro ficaria aqui todo fim de semana. Isso poderia levantar algumas questões.
Unconventional
A última coisa que quero é que qualquer um dos nossos colegas de trabalho ligue e interrompa nossos planos. Este fim de semana será sobre nós.
Quando Erika pega seu telefone, eu paro ao lado dela e abro minha janela. — Senhora Ellis, há algum problema?
Seus olhos azuis se abrem ao som da minha voz. Eu faço uma careta pelo fato de que eles ainda estão cobertos com muita maquiagem. Uma das primeiras coisas que farei quando chegarmos ao nosso destino é limpar seu rosto.
Isto é, se puder esperar para transar com ela. Esses são o número um e dois. A pergunta ainda está no ar, como meu pau estaria, se não estivesse preso nesses jeans.
— Eu.. eu — ela gagueja, tão diferente da apresentadora confiante. — O que você faz aqui?
— Certificando-me de que você está bem.
Suas bochechas coram como se ela não merece a minha atenção. Ela não podia estar mais errada.
— Você não... — Ela suspira. — Eu não sei o que aconteceu. Jurava que estacionei meu carro aqui. — Ela faz movimentos para a linha de espaços de estacionamento vazios. — Você não o viu?
Aperto o botão de desbloqueio, me inclino, e abro a porta do passageiro da minha caminhonete. — Entre. É tarde demais para andar na garagem. Você nunca sabe quem pode estar por aí.
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Ela olha novamente para o telefone, como se quisesse fazer uma chamada, mas, em seguida, guarda de volta em sua bolsa. — Obrigada.
Cada nervo do meu corpo acende ao som de alívio em sua voz. Pretendo ser o único a dar-lhe alívio, não só neste fim de semana, mas para o resto de nossas vidas.
— Você poderia dirigir em torno da garagem. — Ela sugere. — Posso ter errado o andar. Eu não sei. Acho que estou cansada.
Inclino minha cabeça em direção a ela. Meu tempo de escutá-la me dar ordens acabou. Prepare-se, Erika Ellis: você dará um passeio. — Coloque seu cinto de segurança. Não queremos que você se machuque.
Ela me olha de canto do olho, quando faz o que digo. Inspiro seu cheiro. Na pequena cabine, sou capaz de sentir o cheiro da incerteza, de seu medo, e isso me excita. Eu não falo enquanto manobro a caminhonete em cada curva, desço os pisos da garagem para a saída, passo meu crachá, e nos conduzo para a rua.
— Você... você não procurou meu carro — Erika diz enquanto alcança a maçaneta da porta.
Acelero. As ruas da cidade estão praticamente vazias. Eu passo por um, dois e três sinais vermelho.
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Não respondo, deixando sua pergunta e ansiedade pairar no ar. Meus dedos ficam brancos quando aperto o volante. É isso o que esperava.
Alguns semáforos cooperam, enquanto outros não. Não importa. Não pararei. Eu não diminuo. Erika se mexe em seu assento ao meu lado, mas não fala enquanto os pneus rolam e os quilômetros vão passando no meu odômetro. A paisagem se torna mais remota à medida que os sinais de trânsito se afastam cada vez mais.
— Por favor — Erika finalmente implora: — Eu não sei o que você quer, mas pare. Quero ir para casa. Essa é a direção errada.
Assim como as luzes da rua e a população, suas perguntas e comentários ficam mais vagos e continuo a dirigir silenciosamente saindo da região e para além dos limites da cidade. Sequer tenho música tocando. Em vez disso, com apenas o som do ruído da estrada, esforço-me para ouvir seus pensamentos. Eu quero saber o que pensa, a luta que trava.
Enquanto o céu da noite do campo se aprofunda em um preto aveludado, cheio de estrelas cintilantes, eu finalmente me viro para ela. Embora parou de questionar, sua linguagem corporal grita medo. O corpo da minha Erika está pressionado contra a porta o mais longe de mim. Seus olhos azuis se arregalam enquanto me estuda como se fosse a primeira vez que me visse. Nós dois sabemos que não é o caso.
Ela não teria coragem de abrir a porta de um veículo em movimento, mas está debruçada e pronta. Talvez a ideia de
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pular a cento e oitenta quilômetros por hora a mantenha quieta. Espero que sim.
— Onde estão os sapatos vermelhos? — Eu finalmente pergunto.
Ela pisca. A luz do meu painel é a nossa única iluminação. — Eu.... eu deixei na emissora.
Volto para a estrada balançando a cabeça e pergunto: — Você viu meu bilhete?
— Eu não sabia que era seu.
Minhas mãos batem no volante, fazendo-a saltar e achatar-se mais perto da porta. — De quem diabos você achou que era?
— Eu... eu não sei. Eu não pensei sobre isso.
— Quantos homens deixam bilhetes em seu camarim privativo dizendo o que vestir?
— Eu nem sabia que era de um homem.
Viro-me para ela, cheirando não apenas seu medo, mas também seu desejo. O doce aroma da sua boceta me deixa pronto para possuí-la nesta caminhonete e não esperar até a cabana.
A cabeça de Erika se move de um lado para o outro enquanto ela faz mais uma tentativa de se aproximar da porta. — Por favor, esse não é você, Victor. O que aconteceu?
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É a primeira vez, no que parecem ser eras, que ouvi meu nome em seus lábios. — Então eu não sou o Sr. Cross? — É do que ela me chama na emissora.
—Você é. Esse é o seu nome. — E o seu é Erika Ellis? — Victor, eu não..
Eu a corto. — Senhor.
Seus ombros endireitam. — O que?
— Sem nomes neste fim de semana. Você pode me chamar de Senhor.
— Eu.. eu posso o quê? Eu não vou...
Estamos agora fora da cidade e bem no meio do nada. Edifícios e casas são coisas do passado. Soja e campos de milho cobrem a zona rural. Fileiras finas de árvores alinham-se nos campos abertos ao lado de ravinas cobertas de grama que encontram o estreito ombro de cascalho. A lua é apenas uma lasca. Um movimento errado durante uma noite escura e a caminhonete pode acabar em um buraco de um metro e meio de profundidade. Pensando apenas sobre a mulher na minha caminhonete, eu piso no freio e puxo para o acostamento. Os pneus cantando e os cascalham voam. Mais rápido do que Erika processa, eu jogo a caminhonete em um estacionamento, solto o cinto de segurança, e movo-me para seu lado, prendendo-a entre mim e a porta.
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O calor do seu corpo irradia para o meu enquanto sua respiração se aprofunda.
— Nem sequer pense em abrir a porta — eu aviso, minha voz mais como um rosnado. — Há uma queda de um metro e meio na sua porta e, se você cair, seguirei sua bela bunda e a possuirei na lama.
Ela engole, seus olhos estão assustados fixos nos meus. Com uma das mãos segurando o cabelo na nuca e a outra possessivamente espalhada sobre a coxa, eu a puxo para mim. Entre a porta e o cinto de segurança, ela está presa.
— Senhor — Repito. — Sua única outra opção é Mestre. Uma lágrima oscila em sua pálpebra inferior até que ela pisca, em seus cílios excessivamente grosso e coberto de rímel.. — Vic...
Colo seus lábios nos meus. Suas mãos fecham em punhos enquanto ela empurra contra o meu peito. Sou grande demais, forte demais, determinado demais. Com ela, finalmente, em meus braços, tomo o que me pertence, abusando de sua boca com a minha. Sem hesitar, a minha língua mergulha em seu refúgio quente e doce, procurando e sondando. Seus punhos minúsculos me batem enquanto meu peito esmaga seus seios. Seu coração bate junto ao meu. Seu medo e excitação enchem o ar, um aroma doce e inebriante transforma instantaneamente meu pau em aço.
Com meus dedos enrolando em seu cabelo castanho e descaradamente puxando sua cabeça para trás, mantenho
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seus lábios presos. Beijo por beijo, suas suplicas suavizam. Quanto mais sondo, ferindo implacavelmente sua boca, mais seus músculos relaxam e seu corpo derrete contra o meu.
Quando finalmente me afasto, nossos olhares travam, e silenciosamente a desafio a falar. Quando ela não fala, alcanço sua mão. Erika tenta afastá-la, mas não estou no clima para negociação. Tomando-lhe a mão, empurro contra a frente da minha calça jeans, esfregando-a sobre minha ereção latejante. — Sente o que você faz para mim?
Quando ela não responde, puxo seu cabelo novamente, inclinando seu pescoço para trás, fazendo um suspiro sair de seus lábios. — Você sente isso? — Eu pergunto novamente.
— S-sim — choraminga ela.
Meus lábios curvam para cima. — Sim, o que? — Sim Senhor.
Capítulo 5
ERIKA
Oh caro Senhor, isso não pode estar acontecendo.
Fecho meus olhos, na esperança de bloquear tudo, mas não posso. Victor continua a esfregar a minha mão sobre sua ereção, sobre o pênis grande, duro e furioso. Eu nunca o vi assim. Ele não é o cinegrafista que me observa, o homem que conheço há um tempo. Ele está possuído.
— Diga isso de novo. — Ele exige.
— Sim, Senhor. — Minha voz não é a minha. É mais fraca e submissa.
Eu nunca fui submissa na minha vida. — Diga o que você faz para mim.
Meu couro cabeludo arde quando o aperto do meu cabelo se intensifica.
— Eu faço você ficar duro. — Quando seus olhos escuros se estreitam, acrescento: — Senhor.
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Victor solta minha mão e move a sua sob a barra da minha saia. Cada nervo do meu corpo está em chamas. Há chamas queimando lugares dentro de mim que nunca soube que existia. O cansaço da emissora se foi, substituído por adrenalina correndo através do meu sangue em velocidade recorde. Quanto mais alto seus dedos se movem, mais fico eletrificada.
— Por favor... — Eu não sei o que pergunto. Isso não está certo. Não é assim que deve ser.
Seus dedos avançam até minhas coxas, fazendo-me estremecer com sua antecipação. Ele está me tocando, e eu estou exposta, há apenas uma fina camada de material entre ele e meu núcleo. Por que não troquei de roupa antes de sair da estação? De jeans, ele não poderia me tocar. De jeans, eu estaria segura.
Mas eu estaria?
Eu suspiro quando ele roça a virilha da minha calcinha. — Gatinha, você está encharcada.
Gatinha?
— Você está toda molhada — ele repete. — Você quer que eu coloque meu pau duro em sua boceta, nessa vala suja, não é?
— Não! — Digo horrorizada com a linguagem dele, palavras que nunca ouvi ele ou qualquer homem pronunciar, enquanto tento fechar as pernas e impedir a invasão.
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Ele é muito forte. Seu dedo rola sob a calcinha de algodão e brinca com o meu clitóris, enviando ondas de choque quebrando através de mim. Apesar dos meus protestos verbais, um dedo e depois dois encontram o seu caminho entre as minhas dobras. Tento não gemer, mas meu corpo está apertando os dedos, segurando firme.
— P-por favor — eu imploro. — Por favor, não faça isso. — Você quer isso. Você quer muito isso.
— Não, eu não quero.
Minha cabeça é empurrada para trás e eu grito de dor quando ele puxa meu cabelo novamente, desta vez causando lágrimas pelo meu rosto.
Para minha surpresa total, Victor estica a língua e lambe meu rosto, do meu queixo até meu olho. Tento me afastar, mas não posso. Ele faz isso novamente, seu hálito com aroma de hortelã no meu nariz como sua saliva cobre o meu rosto. Todo o tempo seus dedos continuam a me atacar, entrando e saindo de mim.
— Chore, gatinha — diz ele. — Beberei toda lágrima, cada gota me tornando mais duro. Cada uma é outro impulso em sua boceta, porque você aliviará essa dor no meu pau. Possuirei você de maneiras que nunca imaginou. — Ele olha para baixo, onde sua mão está sob meu vestido. — Olha como você balança os quadris ao meu toque. Você quer isso. Você me quer. Você é minha, e sempre será. — Ele se senta ereto,
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olhando diretamente nos meus olhos com seus dedos parados. — Você sabe disso, não sabe?
Não tenho certeza. O que sei é que estou envergonhada da forma como meu corpo reagiu, não, estou horrorizada. Isso é errado, e eu ainda movo em seus dedos, querendo que toque meu clitóris, precisando de mais do que me dá.
Outra longa lambida no meu rosto, e luto para não vacilar. — Diga-me — ele exige.
— O que? Dizer o que?
Minha cabeça recua novamente, meu couro cabeludo ardendo do ataque repetido.
— Não me faça puni-la — adverte Victor. Me punir?
— Machucar você é o meu objetivo apenas para dar-lhe prazer, mas se for forçado, farei isso como punição também, gatinha. Farei você chorar. Farei você gritar. Siga as minhas regras e isso será muito melhor para você.
Suas regras?
Seus dedos deixam o meu núcleo. Mas antes que eu possa pensar sobre a perda de seu toque, o ar frio da noite e o ar condicionado da camionete alcançam meu peito enquanto ele rasga a frente do meu vestido, arrebentando a costura.
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Minhas palavras desaparecem quando ele rosna com a visão de meus seios, empurrando para cima o meu sutiã de renda.
— Isto é o que você usa para deixar os homens de Milwaukee duros?
— Não... — Eu balanço minha cabeça.
Sem remover meu sutiã, Victor empurra os copos de renda para baixo, expondo meus seios.
Ele se inclina e pega um mamilo entre os dentes. As ondas de choque ondulam até o meu núcleo à medida que se alonga. — Olhe para os seus mamilos — ele brinca. — Eles estão duros como rochas. Você está excitada. Agora me diga o que quero ouvir. Diga-me a quem você pertence.
Eu não quero olhar. Eu posso sentir como meus mamilos me traem. Em vez disso, olho nos olhos dele. — M-meu marido. — Não é a resposta que ele esperava, mas é a verdade. Nesse momento, pertenço a ele.
Ele aperta meu outro mamilo, e eu grito com o choque de dor. — Tente de novo, e não se esqueça de dizer Senhor.
— Eu sei senhor. Pertenço a ele. Eu sou casada.
— O seu marido sabe disso? Você contou a ele? Ele faz você ficar molhada? — Victor chupa o dedo que momentos atrás estavam dentro de mim. — Será que ele te deixa tão molhada?
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Eu não consigo processar todas as suas perguntas. Meu marido pode me deixar molhada. Ele pode. Eu concordo.
— Então por que optou por deixá-lo esperando? Se você quisesse, não faria uma transmissão extra, não é?
— Eu...eu.... não era sobre ele.
Ele ajeita meus mamilos, beliscando-os com os dedos. — Oh, gatinha, deveria ser, mas como não é você me pegou. Eu te ensinarei como tratar um homem.
— Por favor... — É tudo que posso dizer.
Victor se inclina para trás, me dando espaço pela primeira vez desde que a caminhonete parou. — Tire sua roupa de baixo.
— O que?
Seus dedos espremem minhas bochechas, esmagando a minha boca contra meus dentes até o gosto de cobre avisar que está sangrando. — Senhor — diz ele. — Não me faça dizer novamente.
Concordo. Quando ele libera meu rosto, eu movo meu queixo de um lado para o lado antes de dizer: — Sim, senhor.
Ele se senta novamente, sem tirar os olhos de mim enquanto tiro a minha calcinha. Não é um processo fácil com um vestido rasgado e restrita pelo cinto de segurança.
— Dê para mim.
Meu pulso dispara enquanto entrego a ele a calcinha rosa clara que combina com o sutiã ainda debaixo dos meus seios.
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Victor leva minha calcinha ao nariz, fecha os olhos, e inspira. Ele suspira. — Eu amo o seu cheiro. Mas nunca imaginei que você ficaria tão molhada. — E então seus olhos escuros estão de volta em mim. — Se você se esquecer de dizer
Senhor mais uma vez, isso estará em sua boca. Você entende?
Eu tremo só de pensar. — Sim senhor. Quem diabos é esse homem?
Suas bochechas se erguem quando seus lábios se curvam em um sorriso cruel. — Esse é o meu brinquedinho. Antes de terminar, você não apenas saberá a quem pertence, mas dirá isso também.
Não respondo quando ele volta para o banco do motorista e prende o cinto de segurança.
Quando terminarmos? Isso foi o que ele disse. Será que ele me deixará ir? Voltarei para o homem com quem casei, o homem gentil que nunca faria isso comigo?
Quando vou ajeitar meu sutiã, Victor me para. — Não se cubra. Eu quero olhar para você, para seus mamilos duros. Quero ter certeza que tudo o que preciso fazer é estender a mão para chamar sua atenção. — Ele estica a mão e rola um mamilo entre os dedos, provocando um suspiro.
Mordo meu lábio para parar o gemido que está preso na minha garganta.
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O silêncio cai sobre a cabine enquanto tento compreender o que acontece. Mas não posso. É mais do que posso processar. — Quando chegarmos lá — continua ele, interrompendo meus pensamentos — a primeira coisa que farei é foder essa sua boca inteligente. Você gosta de dizer às pessoas o que fazer, não é?
Deixe-o tentar. Eu o morderei.
Eu não lhe respondo. Isto é ridículo. Ele não pode falar comigo assim.
Ainda segurando minha calcinha, ele levanta o queixo e coloca a caminhonete na estrada. Nós facilmente voltamos para a estrada. Não é a primeira vez que admiro a ideia de fugir, mas para onde? Estamos no meio do nada. Não há uma alma por perto. Nenhum carro passou desde que ele parou. Aposto que meu celular não tem sequer um sinal.
Meus olhos disparam para minha bolsa.
Victor chega antes de mim, puxando o meu telefone do interior da minha bolsa.
— Não, gatinha. Este fim de semana é só nosso. — Ele aperta o botão do porta-luvas e o coloca lá. Seus olhos escuros momentaneamente voltam para mim. — Lembre-se, siga as minhas regras ou será punida.
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— Você acha que só porque está na TV — continua ele, sua voz profunda e ameaçadora — que é melhor do que todos os outros, não é?
— Não Senhor.
Victor olha na minha direção e depois volta para a estrada. — Não minta gatinha. Eu a punirei por mentir — sempre. Não se esqueça disso. Considere este o seu primeiro e único aviso. Eu vejo você. Assisto você. Você acha que é especial. — Ele levanta a minha calcinha e inala novamente. — Você está certa.
— Estou?
— Você é especial pra mim. Apenas para mim. Você é tudo para mim. Você é tudo o que quero que você seja: minha puta, minha prostituta, e o amor da minha vida. Estaremos juntos para sempre.
Tremo com suas palavras: puta, prostituta. Ele é louco. Para sempre?
— Eu te farei minha em todos os sentidos.
É errado que as minhas coxas estejam mais lisas com seus adjetivos desagradáveis. Meu marido nunca falaria assim. Elogios e carinhos são o que ele sempre fala. É o que toda mulher normal gostaria, contudo as palavras cruéis de Victor torcem meu interior de uma forma estranha, dolorosa, mas erótica, encharcando meu núcleo.
— Eu não só foderei sua boca, mas você toda, em todos os lugares.
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Meus olhos se arregalam quando ouço sua ideia. — Não. Eu não posso. Eu nunca. — Victor sorri ironicamente.
— Você vai, você é. Diga 'sim, Senhor'. Diga-me que posso foder seu rabo.
Capítulo 6
VICTOR
Eu quero a bunda dela por tanto tempo quanto posso lembrar. A maneira como brilha nos vestidos do set. O jeito que ela mostra suas pernas e provoca a todos com as saias justas. Claro, ela é casada, mas tenho certeza de que o buraco apertado e enrugado nunca teve um pau enterrado profundamente dentro dele.
Desejo. E como desejo. Meu pau estará no fundo da bunda dela.
A cabine da caminhonete fica quieta quando a deixo pensar sobre as minhas promessas, enquanto ela reflete sobre nosso novo relacionamento, e a deixo contemplar como as coisas mudaram. Meus planos podem não ser convencionais, mas o convencional não funcionou. Ela me ignorou por tempo suficiente, tratando-me como se eu não existisse. Este é o nosso futuro.
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Lanço um olhar para ela. Seu rosto ficou manchado de rímel por causa das lágrimas. Ela reflete minhas ameaças e promessas. Posso sentir isso na maneira como olha para a estreita faixa de luz que ilumina a direção que vamos. Ela sabe que não pode parar agora.
Não forço Erika a responder, para me dizer que posso possuí-la em todos os lugares, porque quando me disser que sua bunda é minha, quero que seja sério. Quero que implore para transar com ela, duro e bruto. Implore muito por isso, e quando isso acontecer, será minha.
— Onde você me levará? — Erika finalmente pergunta. — Oh, gatinha, levarei você para um lugar remoto onde ninguém ouvirá você gritar.
— Por favor, Vic...Senhor — ela rapidamente corrige. — Por favor, me leve para casa. Nós podemos esquecer que isso aconteceu. Não direi uma palavra.
— Você está certa. Você não dirá uma palavra a menos que eu deixe.
Sua cabeça se move de um lado para outro quando ela se vira para a janela. Com o tempo, sua postura hipócrita se inclina para o inevitável. Pela sua linguagem corporal, ela está me dizendo que aceitou seu destino. Só não sei como isso se traduz em suas ações.
Demora trinta minutos, mas finalmente saio da estrada principal, para uma estrada de cascalho sob um dossel de árvores. A cabana é distante pelo menos de 800 metros da
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estrada principal. As árvores a encobrem, a menos que saiba que está lá, você nunca encontraria.
Eu estive aqui no dia anterior, preparando a nossa chegada.
Srta. Erika Ellis pode ter atrasado a nossa viagem, mas ela
não poderia escapar do seu destino se tivesse tentado.
Eu puxo a caminhonete para o lado da velha cabana rústica e viro em direção a Erika. — Bem-vinda ao seu novo lar.
Ela não se move quando abro a minha porta. Quando eu chego a seu lado da caminhonete para abrir a porta, ela permanece perfeitamente imóvel. — Venha gatinha, eu acho que nunca te vi sem palavras.
— Por favor, V...Senhor, por favor, não me faça entrar lá. Isso irá mudar tudo. Leve-me de volta para a cidade antes que isso vá longe demais.
Eu ofereço a minha mão como se estivéssemos prestes a dançar, e de certa forma, estamos. — Sim, gatinha, isso mudará tudo. Quando isso acontecer, você saberá que é minha para sempre.
Suas mãos tremem quando a coloca na minha. É pequena o suficiente para que eu passe meus dedos totalmente em torno dela, envolvendo, mantendo-a para mim. Ela olha para baixo quando a suave brisa do verão sobra contra seus peitos expostos.
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— Está certa. Olhe para os seus mamilos duros. Você pode estar dizendo que não quer ir para lá, mas seu corpo está dizendo que sim.
Ela não responde.
Assim que entrarmos, pretendo remover toda a sua roupa. Não só os peitos dela, mas seu corpo, todo o corpo, estará à minha disposição o tempo todo. Seus passos são pequenos, inseguros, um contraste com o modo como ela geralmente se diverte. Eu a observo na emissora, movendo-se na cidade, e até mesmo em seu apartamento. Essa incerteza é nova e mais excitante do que eu imaginava.
Abro a porta da frente, levo-a para dentro, e bato no interruptor de luz. Felizmente, eu tinha ligado o gerador no dia anterior. O ar é frio, mas não muito, e a grande sala principal se inunda com luz.
Erika para, sua boca abre quando seus pés se esquecem de se mover. — Não. Por favor. — Suas palavras são destinadas para mim, mas seus olhos estão demasiado ocupados na varredura do quarto. Não é a pequena área de cozinha ou a mesa que tem sua atenção. É a cruz de Santo André1 presa
contra uma parede, uma mesa de escravidão nas proximidades, e um gancho e corrente suspensos em uma viga. Abaixo da corrente suspensa, há dois anéis grandes colocados no piso de concreto e conectados aos manguitos de tornozelo.
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Perto da cruz em uma parede há um armário. Ela não sabe o que contém, mas eu sei que está cheia de todos os brinquedos e acessórios imagináveis. Próximo a ele, a vista de todos, há uma variedade de chicotes, palmatorias, mordaças e bastões. Eu sei que ela não está pronta para tudo isso, e eu pensei em guardar, mas não pude resistir em ver reação dela.
Ela mal pisca enquanto absorve tudo. Em seguida, seu corpo lembra como se mover enquanto se vira lentamente em direção à cama grande de dossel já adornada com algemas de pulso e tornozelo.
Erika fica sem ação, seus lábios desaparecem atrás de seus dentes, e suas bochechas ficam vermelhas. Seu aperto na minha mão fica mais forte.
Eu a puxo para perto e sussurro ameaçadoramente perto de sua orelha. — Conheço suas fantasias.
Ela balança a cabeça.
— O que eu disse sobre mentir?
— Eu nunca disse... — Ela parece que não consegue tirar os olhos de tudo.
— Eu vi sua conta no Kindle. Eu sei o que você gosta de ler. Sua conta no Tumblr. Eu sei o que contém os vídeos que você assiste. — Meu sorriso se amplia quando dou um passo para trás e solto a mão dela. — Você é uma vagabunda suja. Esses livros e vídeos te deixam excitadas, tão excitada que você se perde. Você acha que eu não sei. Eu sei. Eu sei que você quer ser tratada como minha propriedade, e é conveniente,
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porque isso é o que você é. Você é minha, de ninguém mais. Minha.
Seu olhar cai no chão enquanto ela morde o lábio inferior. — Eu leio e assisto. Isso não significa que eu quero viver ...
Não desejo discutir isso com ela. — Tire suas roupas, tudo.
Volto para a porta e a tranco. — Estou trancando a porta para nos manter seguros e para impedir de sermos interrompidos, não porque estou preocupado com você correndo. Você sabe quanto tempo dirigimos para chegar aqui. Diga-me, gatinha, você acha que pode fugir?
— N-Não, Senhor — diz ela, mexendo com seu vestido rasgado.
— Isso é bom, porque se você fizesse eu a pegaria, e seria punida até que não pudesse se sentar ou ficar de pé, e então eu a foderia de todas as formas possíveis. É isso que você quer? O rio escuro de lágrimas mais uma vez fluindo. — N-não. S-senhor.
Suas palavras são separadas por gritos suaves. Eu resisto ao impulso de lamber o líquido salgado de suas bochechas. Não é que eu não queria provar seu medo, mas sinceramente me preocupo que, se eu der mais estímulos, isso possa enviá-la ao limite. Este é um mundo novo e ousado, e minha gatinha mal está acompanhando.
Uma vez que tira suas roupas e sapatos, eu começo a sua educação. Lição um: Siga as instruções. Aponto para o círculo
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grande na viga e a corrente pendurada nela. — Lembra-se daqueles sapatos que deveria trazer?
Ela apenas balança a cabeça.
Olho para os pés descalços e balanço a cabeça. — Seus dedos ficarão cansados.
Sua expressão fica em branco até que ela compreende o que quero dizer. Ela entende que amarrando-a às correntes com apenas os dedos dos pés tocando o chão seria mais fácil com os saltos vermelhos de dez centímetros que eu disse a ela para trazer. — P-por favor... eu não sabia... como poderia saber...? — Suas palavras desaparecem quando seus ombros caem. Seu corpo está me dizendo que ela percebe que não há nada que possa implorar. Tudo está ao meu critério.
— Você não precisa saber. Você precisa confiar obedecer e submeter-se. — Quando ela não responde, aponto para o chão. — Ajoelhe.
Seus olhos disparam para a cruz de Santo André enquanto seu peito se agita e ela cai de joelhos.
— Boa menina — Eu elogio enquanto me aproximo. — Olhos para baixo, sempre para baixo. — Inclino a cabeça para frente. — Eu quero que essa maquiagem ridícula saia, mas primeiro, eu fiz uma promessa. — Eu desabotoo meu jeans e suspiro. O alívio de libertar meu pau duro e latejante é esmagador. Ter Erika Ellis nua de joelhos foi a minha fantasia, e agora é a minha realidade.
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Quando ela olha para cima através de seus cílios, vendo-me acariciar vendo-meu pau, ela engasga. — Não. — Sua única palavra está entrelaçada com uma presunção familiar em seu tom. Ela levantou o queixo. — Você não pode me obrigar. Eu o morderei. Juro que vou. Isto é ridículo. Eu não chuparei você. — Gatinha — ronrono, acariciando seus cabelos e inclinando os olhos para baixo. — Nunca disse que você faria. Eu disse que eu foderia sua boca.
Ela começa a se levantar quando empurro de volta para o chão. — Não se mova sem a minha permissão. Olhos para baixo.
Espero até que ela cai novamente de joelhos e incline a cabeça antes de ir até o armário, o que abasteci exaustivamente no dia anterior. Enquanto gostaria que ela se submetesse voluntariamente, tenho que admitir que seu fogo é erótico. Sempre foi assim. Pesquisando os brinquedos, acho algemas de pulso e uma mordaça aranha, itens que pensei que poderia precisar.
Ainda totalmente vestido, menos meu jeans desabotoado e a cueca dobrada, meu pau duro e apontado para o céu, eu levo a minha escolha de brinquedos de volta à minha gatinha. Caminhando por traz dela eu digo: — Ponha as mãos atrás das costas.
— Vic.
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— Senhor... p-por favor — ela reformula com mais lágrimas.
Ela não diz mais nada quando libero seu cabelo, curvo, e lambo suas lágrimas. — Mãos atrás das costas.
Seus ombros caem quando ela obedece. As algemas são revestidas com lã de ovelha e não machucarão sua pele, por mais que ela puxe. As fivelas manterão os punhos juntos. — Levante a cabeça.
É então que ela vê a mordaça e seus olhos azuis se enchem de medo desenfreado. É uma das visões mais bela que jamais imaginei.
— O que é isso?
Acaricio seu cabelo. — Eu lhe disse, não é o seu lugar para entender ou perguntar. É o seu lugar para confiar na minha palavra. Eu disse que foderia essa boca inteligente. Isso é o que eu farei. Eu não arriscarei você me morder.
Ela balança a cabeça. — Não, por favor. Eu não quero fazer isso. Não morderei. Não vou.
— Abra a boca, gatinha. Eu imaginei isso entre seus doces lábios.
Quando ela mantém os lábios juntos, belisco seu nariz. Leva apenas alguns segundos para ela precisar respirar. Quando o faz, ponho a mordaça de metal entre os dentes. — Não lute contra isso. Eu não quero te machucar.
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Seus olhos se arregalam quando prendo a mordaça a um elástico que prende em volta da cabeça. A mordaça tem uma alavanca tipo catraca, e clique por clique, sua boca se abre até ela gemer. — Oh, gatinha, isso é perfeito. Agora você irá me deixar foder essa boca bonita. Concorde ou eu irei abri-la mais amplamente.
Rapidamente, ela balança em concordância.
Eu sorrio enquanto ela tenta, sem sucesso, falar. A mordaça segura a sua língua de uma maneira que faz com que suas palavras apenas soem, como eróticos e frenéticos sons, me incentivando a foder sua boca.
— É isso aí. Não se preocupe. Farei isso. Você não precisa implorar. — Depois de mais alguns golpes enquanto minhas bolas apertam em antecipação, mergulho meu pau entre os lábios abertos. Não é a mesma coisa que ter seus lábios fechados ao meu redor, mas o anel cria atrito e sua boca irradia calor. Envolvo minhas mãos em seu cabelo e empurro. Com cada mergulho, empurro mais fundo com minhas bolas apertadas saltando em seu queixo. Dentro e fora, até que o som dela engasgando, me empurra para o limite.
Em vez de entrar em sua boca, me afasto. Mais um golpe. Agarro seu cabelo com a outra mão, mantenho-a no lugar enquanto escorre porra branca e perolada nela. Ela fecha os olhos tentando se afastar dele enquanto o gozo dispara em sua boca aberta, cabelos, e para baixo em seus seios. Quando solto o cabelo dela, a cabeça da minha gatinha cai para frente, a
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minha porra combinado com sua baba escorrendo pelo seu queixo.
Ela está tão sexy assim. Não é a Erika que os telespectadores veem.
Saber que vejo um lado dela que ninguém mais vê, mantém meu pau duro. Levanto-a pelo braço até que esteja de pé e indo passo a passo em direção à cama. Ela ainda não falou, mas pela tensão em seus músculos, posso sentir que ela luta para me olhar, encarar, até mesmo gritar comigo, mas, ao mesmo tempo, a parte submissa dela, a parte que esconde, quer ser obediente e manter os olhos baixos.
Sua luta interna é como uma injeção de Viagra para minha corrente sanguínea.