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Equalização Concorrente com Decisão Realimentada

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Academic year: 2021

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Equalização Concorrente com Decisão Realimentada

Fábio Lumertz, Fabbryccio A.C.M. Cardoso e Dalton Soares Arantes

Departamento de Comunicações – Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP [lumertz, cardoso, dalton]@decom.fee.unicamp.br

Resumo— Baseado na técnica de Equalização Concorrente CMA+DD (Constant Modulus Algorithm + Decision-Directed) e CMA+SDD (Constant Modulus Algorithm + Soft Decision-Directed), este trabalho propõe um modelo fracionário de Equalização Concorrente com Decisão Realimentada – DFCE (Decision Feedback Concurrent Equalizer). Simulações deste modelo são apresentadas para o cenário de portadora única (Single Carrier) e modulação de 64-QAM, com resultados preliminares mensurando os ganhos de desempenho de Taxa de Erro de Bit (BER) originados pela realimentação adicionada à Equalização Concorrente original.

Palavras-Chave - Equalização Adaptativa, Equalização Concorrente, Equalização com Decisão Realimentada, DFCE.

I. INTRODUÇÃO

A operação de sistemas de telecomunicações com sinais ocupando um espectro de largura maior do que a banda coerente do canal provoca efeitos indesejáveis de desvanecimento seletivo, como o da sobreposição temporal de sinais que produz Interferência Intersimbólica (IIS). A equalização de canal é uma das técnicas mais largamente utilizadas para se eliminar ou atenuar os efeitos provocados pela IIS nos atuais sistemas de comunicações digitais [1][2].

A estrutura de equalizadores com decisão realimentada (DFEs) tem sido amplamente utilizada para a atenuação da interferência intersimbólica em comunicação digital [2][3][4]. Equalizadores DFE são estruturas não-lineares que utilizam um filtro linear direto e um filtro de realimentação. Em geral, o filtro direto é um equalizador linear que visa a eliminação apenas parcial da IIS. O filtro de realimentação é usado para remover a parte da IIS na estimativa atual causada por símbolos detectados anteriormente. Em certas condições satisfatórias de operação, o filtro de realimentação atenua a IIS sem introduzir ruído adicional ao sistema. No entanto, um aspecto negativo do DEF é que quando uma decisão errada é usada na realimentação, este erro é propagado [5]. Não obstante, em geral os DFEs oferecem um ótimo compromisso entre complexidade e desempenho para canais com elevada interferência intersimbólica [6].

Equalizadores que utilizam o Algoritmo de Módulo Constante (CMA) são muito empregados nos esquemas de equalização autodidata [7][8]. Eles são fundamentados no algoritmo de Bussgang, que utiliza filtros não-lineares de estatísticas de alta ordem [1][2]. O CMA foi primeiramente apresentado por Godard [9] em 1980 e objetiva a minimização de uma função custo não-convexa, com mínimos locais [10]. Embora o trabalho apresentado por Godard fosse inovador para sistemas de comunicações

M-ários de duas dimensões, é adequado citar o trabalho

precursor de Sato [11], que em 1975 desenvolveu um trabalho de equalização autodidata para sistemas de comunicação M-ários de uma única dimensão. De fato, o algoritmo apresentado por Sato equivale ao algoritmo de Godard para P=1, sendo P um parâmetro real positivo da função custo. A literatura define o CMA como sendo a aplicação do algoritmo de Godard com P=2 e função custo minimizada pelo gradiente estocástico. Ele foi assim denominado pela primeira vez em 1983 por Treichler e Agee [12], que trabalharam de forma independente de Godard.

Equalizadores baseados no CMA apresentam a vantagem de possuir uma complexidade relativamente baixa de implementação, além de serem muito robusto frente a imperfeições no receptor [7]. Entretanto, apesar de muitas vantagens, o CMA apresenta, enquanto algoritmo, alguns pontos fracos. Um deles é que, como sua função custo é não-convexa, com mínimos locais, existe a possibilidade de o gradiente estocástico ficar “preso” em um mínimo local [10][13]. Esta debilidade encontra-se relacionada ao passo de adaptação do algoritmo (µ), pois quanto maior o passo de adaptação, maior será a capacidade do equalizador em acompanhar variações no canal. Contudo, existe um compromisso entre esta capacidade de adaptação a mudanças do canal e o excesso de erro médio quadrático na saída do equalizador [14][1].

Como enfatizado em [7] e [16], um problema característico do CMA é que ele apenas alcança um nível razoável de Erro Médio Quadrático (MSE) após sua convergência, e este pode não ser suficientemente baixo para um desempenho satisfatório do sistema. Nestas condições, um recurso empregado é a utilização de uma comutação para um algoritmo de otimização de Decisão Direta (DD) após a convergência do CMA [15]. O objetivo desta solução é que o CMA atue inicialmente até se alcançar uma condição de diagrama de olho aberto (baixa IIS), para então se realizar a comutação para o DD. Este último, embora seja incapaz de promover a equalização a partir de um estado de alta IIS (diagrama de olho fechado), atinge níveis de erro de regime significativamente menores do que o CMA se inicializado quando o diagrama de olho já estiver aberto [13]. Todavia, para que esta comutação do CMA para o DD seja eficiente, o MSE alcançado pelo CMA deve ser suficientemente baixo, o que nem sempre ocorre.

Diante do cenário apresentado, em 2001 De Castro [13] e De Castro et al. [16] apresentaram um modelo inovador para

(2)

solucionar este problema. Não mais haveria comutação entre o CMA e o DD após a convergência do CMA, mas sim uma forma de operação concomitante entre os modos DD e CMA, configurando assim o chamado Equalizador Concorrente (EC). O EC, em sua forma original, dispõe de um elo não-linear entre o CMA e o DD, objetivando a eliminação da propagação de erro provocada por erros de decisão. Neste caso, a adaptação feita pelo DD ocorre apenas quando a adaptação feita pelo CMA é classificada como confiável. Mostrou-se em [13] e [16] que este modelo resultou em significativos ganhos de desempenho aos equalizadores autodidatas que utilizam CMA+DD.

Em 2003, Chen [7], baseado no trabalho apresentado por De Castro et al. [16], aplicou técnicas de decisão suave (Soft

Decision) ao EC, obtendo resultados ainda mais satisfatórios

com este modelo de equalização. Chen [7] classificou a Equalização Concorrente como o “estado da arte” em equalização autodidata de baixa complexidade para modulação QAM de ordem elevada. Posteriormente, em 2004, Cardoso [17] também contribuiu para a evolução da EC ao alterar o par de filtros CMA e DD, unificando-os em um único processo de filtragem sem alterar o desempenho, levando assim a uma economia de recursos computacionais. A este modelo Cardoso deu o nome de Adaptação Autodidata Concorrente Modificada.

Silva et al. [3], apresentaram em 2005 uma proposta de equalização que utilizava uma estrutura de decisão realimentada baseada no modelo de Chen [7], usando uma versão não-fracionária. Este trabalho buscava evitar soluções degeneradas de um equalizador DFE-CMA convencional. Ainda que sem muito detalhes, foram obtidos resultados interessantes, como diminuição da Taxa de Erro de Bit (Bit

Error Rate - BER) e uma convergência mais rápida em

comparação ao DFE-CMA convencional.

Com base nas referências apresentadas, este trabalho propõe um modelo alternativo de Equalização Concorrente com Decisão Realimentada (DFCE) usando amostragem fracionária para o filtro direto. Nestas condições, o sinal recebido é transformado de estacionário no sentido amplo para ciclo-estacionário [18]. É esta característica que garante, numa situação sem ruído, que o equalizador fracionário sugerido atinja a condição de Zero Forcing com um número finito de amostras passadas do canal, ou seja, possibilita a equalização perfeita na ausência de ruído e sob algumas condições bem conhecidas [13][19]. Um estudo das condições de amostragem estendidas para o caso de equalizadores DEFs é apresentado em [6]. Além da amostragem fracionária, foram utilizados neste trabalho critérios concorrentes de otimização baseados no gradiente estocástico. A Seção II deste trabalho introduz a Equalização Concorrente propriamente dita, enquanto a Seção III apresenta o trabalho realizado, sua metodologia e resultados mais pertinentes. Por fim, seguem-se as conclusões e as referências bibliográficas nas Seções IV e V, respectivamente.

II. EQUALIZAÇÃO CONCORRENTE

A. Equalização Concorrente CMA+DD

A Equalização Concorrente (EC) surgiu como uma solução alternativa para combinar adaptações simultâneas do CMA e DD a fim de evitar mínimos locais e acelerar a convergência da equalização em sistemas de portadora única com modulação QAM de ordem elevada [16]. Por meio do modelo da adaptação concorrente CMA+DD, evita-se o problema do modelo convencional em que o CMA por vezes não atinge níveis satisfatoriamente baixos de erro médio quadrático para a comutação ao modo DD. Na EC, dois filtros FIR (Filtros de Resposta Impulsiva Finita) de ordem

N, denominados w e c w são arranjados em uma estrutura d, mestre-escravo paralela, onde o filtro w é ajustado pelo c

CMA enquanto o w é adaptado pelo DD. No modelo d

proposto por De Castro [13] e De Castro et al. [16], o filtro escravo v é atualizado se, e apenas se, a saída do equalizador é decidida com certa confiabilidade. O grau de confiança da decisão é medido usando a adaptação mestra do CMA. O elo não-linear que ativa a adaptação feita pelo DD detecta se as saídas analisadas antes e depois da adaptação feita pelo CMA são iguais, levando a uma condição exclusiva em que o filtro wd é atualizado.

Na descrição original da Equalização Concorrente de [13][16], foi utilizada uma equalização fracionária, ou seja, que utiliza amostragem do sinal. Com super-amostragem, o sistema amostra o sinal n vezes em um período de símbolo, produzindo amostras que tendem a ser diferentes devido à dinamicidade do canal e à formatação do pulso. No presente trabalho, opera-se com período de amostragem fracionário de Ts/ 2. Há evidências de que não

há necessidade de se usar um fator de superamostragem maior do que 2, pois os pequenos ganhos adicionais em desempenho não justificam o impacto na complexidade de implementação em hardware [13]. A amostragem fracionária possui a capacidade de alterar a estatística do sinal recebido, transformando-o de estacionário no sentido amplo para ciclo-estacionário [18]. É esta peculiaridade que possibilita ao equalizador fracionário atingir, na situação sem ruído, a condição de Zero Forcing com um número finito de amostras passadas do canal [19][13]. A Figura 1 apresenta a Equalização Concorrente CMA+DD, modelada segundo as equações:

(3)

* 2 2 (2 ) ( 2 ) (2 ) (2 ) ( 2 ), (2( 1)) (2 1) (2 ) (2 ) ( 2 ), (2 ) ( 2 )( | ( 2 ) | ), (2 ) ( 2 1) ( 2 ) ( 2 ), T T c d c c c c T T c d y n w n r n w n r n w n w n w n n r n n y n y n y n w n r n w n µ ε ε = + + = + = + = ∆ − = + + % * (2 1) (2( 1)) (2 ) [1 ][ { (2 )} (2 )] (2 ) 0, { (2 )} { (2 )} 1, { (2 )} { (2 )}. d d d d Q Q w n w n w n D Q y n y n r n Q y n Q y n D Q y n Q y n

µ

= + = + = + − − =  = ≠  % % Nestas equações, Q

D indica o elo não-linear que ativa a

adaptação DD e ∆2 representa a dispersão de energia do

CMA da constelação QAM, dada por

4 2

2 E s{| (2 ) | } / {| (2 ) | }n E s n

∆ = . Por sua vez, (2 )r n

refere-se a um buffer (também chamado vetor regressor de entrada)

que armazena as últimas N amostras fracionárias de entrada. Os filtros

c

w e w são inicializados com wd cT (0) = [0 ... 0 1 0 ... 0] e wdT (0) = [0 ... 0... 0], respectivamente. A função

{.}

Q implementa um decisor de distância mínima para a constelação QAM, enquanto µc e µd são os passos de adaptação dos equalizadores CMA e DD, respectivamente. É necessário destacar a importância da escolha criteriosa do passo de adaptação µc. A escolha de um valor demasiadamente pequeno pode fazer com que o elo não-linear

Q

D seja permanentemente ativado, dado que o valor

das amostras anterior e posterior à adaptação CMA tenderia a ser igual quando

c

µ fosse muito pequeno.

B. Equalização Concorrente CMA + SDD

A EC CMA+SDD proposta em [7] altera o Equalizador Concorrente original, aplicando a ele uma estrutura de decisão suave (Soft Decision-Directed - SDD). Esta alteração implica na remoção do elo não-linear DQ, dado que a

incerteza da decisão, a qual afeta o ajuste do DD, é explorada pela decisão suave do SDD. A saída suave da EC é avaliada pelo termo exponencial exp(.) entre quatro possíveis decisões pré-selecionadas de uma regiãoS Esta mudança il. torna a Equalização Concorrente mais robusta à propagação de erro [7]. O SDD aplicado é derivado da maximização de uma função JLMAP referente ao filtro w A sua função de d. otimização é definida como o logaritmo da função densidade de probabilidade a Posteriori fs s( (2 )nSil| (2 )),y n onde

2 1, 2 ; 2 1, 2 }

il

S = = −p i i q= −l l é uma região de quatro símbolos da constelação QAM. Considerando que a parte CMA da equalização é capaz de adaptar o equalizador de forma a atingir uma saída que possa ser modelada como M

clusters gaussianos, uma aproximação da função Maximum a Posteriori é utilizada após esta convergência inicial do

CMA[20][16][7]. Igualmente, se os símbolos transmitidos forem equiprováveis, maximizar a função

( (2 ) il| (2 ))

fs s nS y n é equivalente a otimizar a função de verossimilhança (Likelihood) fy( (2 ) | (2 )y n s nSil). Desta forma, a otimização SDD pode ser obtida como o somatório das funções densidades de probabilidade condicionais gaussianas calculadas para cada um dos quatros símbolos (clusters) na região S [7]. Isto significa queil

2 2 2 2 1 2 1 ( ) log( ( (2 ) | (2 ) )) | (2 ) | 1 log exp( ), 2 2 LMAP d Y il i l pq p i q l J w f y n s n S y n S πρ ρ = − = − − ∈ − ≈

∑ ∑

(2)

sendo que cada cluster ( , )p q possui média ,

pq

S componentes descorrelacionadas e variância ρ. Por fim, obtém-se então a otimização SDD de w pela média do d

gradiente estocástico ascendente, o qual é usado para maximizar a função JLMAP(wd), ou seja,

(2 1) (2 ) ( ), d d d d w LMAP d w n+ =w n + ∇

µ

J w (3) onde 0 0 1 1 1 1 , d N N j j w j

α

β

α

β

α

β

− +    +    =   +   M (4) e FIGURA 1 – MODELO DE EQUALIZAÇÃO CONCORRENTE CMA+DD.

(4)

(

)

0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 1 2 1 2 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | (2 ) | exp (2 ) 2 | (2 ) | exp 2 d LMAP LMAP LMAP LMAP w LMAP d LMAP N LMAP N N N i l pq pq p i q l pq J J j J J j J w J J j y n S S y n y n S α β α β α β α β α β α β ρ ρ − − − − = − = − ∂ ∂   +       +   ∇ =     ∂ ∂  +        − −       = − −

∑ ∑

M * 2 2 2 1 2 1 . (2 ). i l p i q l r n = − = −        

∑ ∑

(5)

Finalmente, baseando-se nas Equações (3), (4) e (5) é possível definir as equações do modelo CMA+SDD. No entanto, por questão de simplificação, serão apresentadas aqui apenas as equações do modelo de Equalização Concorrente Modificada, dado que ela possui equações similares às do Concorrente CMA+SDD.

C. Equalização Concorrente Modificada

Até a proposta apresentada por Cardoso [17] a EC caracterizava-se pela adaptação feita por dois filtros FIR independentes. No entanto, a saída do equalizador

(2 ) cT(2 ) (2 ) dT(2 ) (2 )

y n =w n r n +w n r n pode ser escrita como sendo y(2 )n =wT(2 ) (2 ).n r n Neste caso, ao invés de equalizadores concorrentes, o processo pode ser descrito com um único filtro sujeito a adaptações concorrentes, resultando em economia de operações e de memória computacional.

Na Figura 2 apresenta-se o modelo da Equalização Concorrente Modificada para o caso CMA+SDD.

O modelo de Equalização Concorrente Modificada CMA+DD é descrito pelas equações:

* 2 2 * (2 ) (2 ) (2 ), (2( 1)) (2 1) (2 ) (2 ) (2 ), (2 ) (2 )( | (2 )| ), (2 ) (2 1) (2 ) (2 ), (2 1) (2( 1)) (2 ) [1 ][ { (2 )} (2 )] (2 ) 0, { (2 )} { (2 )} 1, { (2 )} T T T c d d Q Q y n w n r n w n w n w n n r n n y n y n y n w n r n w n w n w n w n D Q y n y n r n Q y n Q y n D Q y n Q

µε

ε

µ

= + = + = + = ∆ − = + + = + = + = + − − = = ≠ % % { (2 )}y n    %

Por fim, a Equalização Concorrente Modificada com decisão suave, CMA+SDD, é dado por

* 2 2 (2 ) (2 ) (2 ), (2( 1)) (2 1) (2 ) (2 ) (2 ), (2 ) (2 )( | (2 )| ), (2 1) (2 ) ( ) T d w LMAP y n w n r n w n w n w n n r n n y n y n w n w n J w

µε

ε

µ

= + = + = + = ∆ − = + = + ∇

D. Equalização Concorrente com Decisão Realimentada (DFCE)

A Equalização Concorrente com Decisão Realimentada (DFCE), proposta neste trabalho, descreve a utilização de uma estrutura DFE com o emprego do Concorrente CMA+SDD Modificado como método de otimização. O modelo de decisão abrupta (hard) CMA+DD também foi implementado. A Figura 3 apresenta o modelo proposto.

FIGURA 3 – MODELO DFCE.

Quando é utilizado o algoritmo CMA+DD, existe um elo não-linear de ativação do DD que não é mostrado nessa figura. É importante destacar que a amostragem fracionária impacta apenas o filtro da malha direta. O filtro da malha reversa não pode operar na taxa fracionária do sinal para evitar propagações de erro, uma vez que apenas símbolos

(6)

FIGURA 2 – MODELO DE EQUALIZAÇÃO CONCORRENTE MODIFICADA.

(5)

decididos são realimentados. Por conveniência, as equações de atualização do CMA, similares as dos modelos anteriores, foram omitidas.

Por sua vez, as equações que descrevem o DFCE são dadas por: 2 2 2 2 1 2 1 ˆ (2 ) (2 ) (2 ) (2 ) (2 ) | (2 ) | 1 ( , ) log exp( ), 2 2 (2( 1)) (2 1) (2 ) (2 ), (2( 1)) (2 1) (2 ) (2 ), ( , ) | (2 exp f b f T T f b i l pq LMAP f b p i q l f f f d w LMAP b b b d w LMAP w LMAP f b y n w n r n w n d n y n S J w w w n w n w n J n w n w n w n J n J w w y n πρ ρ µ µ = − = − = + − ≈ + = + = + ∇ + = + = + ∇ ∇ = − =

∑ ∑

(

)

(

)

2 2 2 2 1 2 1 * 2 2 2 2 1 2 1 2 2 2 2 1 2 1 2 2 2 1 ) | (2 ) 2 . (2 ) | (2 ) | exp 2 ( , ) | (2 ) | exp (2 ) 2 | (2 ) | exp 2 b i l pq pq p i q l i l pq p i q l w LMAP f b i l pq pq p i q l l pq q l S S y n r n y n S J w w y n S S y n y n S ρ ρ ρ ρ = − = − = − = − = − = − = −   −         −       ∇ =   − −       =   −      

∑ ∑

∑ ∑

∑ ∑

* 2 2 1 ˆ . (2 ). i p i d n = −

Finalmente, no que tange aos recursos computacionais exigidos, pode-se dizer que a tendência é de que a configuração CMA+SDD consuma mais recursos do que a estrutura CMA+DD, devido as operações exponenciais que aparecem em Equação(2) e Equação(5). No entanto, segundo[7], este acréscimo pode ser atenuado significativamente com o uso de tabelas de armazenamento de dados (lookup tables). A proposta de Equalização Concorrente Modificada apresentada em [17] pode ser empregada tanto na estrutura CMA+DD quanto na CMA+SDD, visando uma pequena redução no número de operações e no uso de memória computacional. Ademais, dentre todos os modelos de EC apresentados, o DFCE é o que exige maior esforço computacional, devido ao acréscimo do filtro da malha de realimentação. Este incremento será da ordem do filtro empregado.

III. METODOLOGIAERESULTADOSOBTIDOS A metodologia de avaliação de resultados aplicada neste artigo é baseada na análise comparativa de desempenho das Taxas de Erro de Bit (BER) de cada modelo, quando

submetido a diferentes valores de

0

/

b

E N (relação entre

energia de bit e densidade espectral de ruído). O DFCE foi simulado tanto para o modelo CMA+DD (hard) como para o CMA+SDD (soft) para o canal “Brazil A”, padronizado pela União Internacional de Telecomunicações (ITU)[21]. Para efeito de comparação, as mesmas medidas também foram efetuadas para a Equalização Concorrente Modificada com DD e SDD (hard e soft, respectivamente).

Os parâmetros adotados na implementação do modelo proposto utilizaram um período de símbolo de 123, 05ns (equivalente a 8,127 MHz), comprimento do filtro direto

401

f

L = , comprimento do filtro de realimentaçãoLb=200, passo de adaptação do CMA 7

2, 25.10 CMA µ =, passo de adaptação do SDD 4 1, 25.10 SDD µ =, passo de adaptação do DD 1, 25.104 SDD

µ = e variância da distribuição gaussiana

0, 05. ρ=

Os resultados apresentados na Figura 4 indicam que ao se adicionar a malha de realimentação no filtro fracionário obtém-se uma melhora significativa no desempenho do equalizador. Para a computação da BER nos resultados expostos na Figura 4, aguardou-se a convergência completa dos equalizadores, pois o objetivo era obter seus desempenhos em regime. De certa forma, isto justifica o fato de em ambas as estruturas as respostas dos modelos de decisão suave e abrupta ficarem próximas uma da outra, dado que, segundo [7], o erro em regime de ambos tende a ser praticamente o mesmo.

É importante destacar que a EC foi utilizada apenas como referência para mostrar a importância da realimentação das decisões de símbolo na estrutura do filtro. Seguindo esta linha, o comprimento do filtro da EC foi escolhido com o mesmo comprimento do filtro da malha direta do DFCE. Claramente, este comprimento de filtro para a EC mostrou-se insuficiente para equalizar o canal, como se percebe pela saturação das curvas de desempenho da Figura 4. Os parâmetros de adaptação também foram os mesmos do DFCE. Obviamente, à medida que se eleva a ordem do filtro da EC, exceto pelo efeito de amplificação de ruído, os resultados tendem a melhorar. Entretanto, observou-se que o aumento necessário no número de coeficientes para equalizar o canal, no caso sem realimentação, deve ser bem maior do que a soma dos coeficientes dos filtros direto e reverso do DFCE.

Os resultados de simulação foram obtidos para um sistema de portadora única (single carrier) com modulação de 64-QAM. Visando deixar os esquemas simulados mais próximos de um sistema real de transmissão digital, utilizou-se o filtro cosutilizou-seno levantado (raiutilizou-sed cosine) para a formatação de pulso e realização da amostragem no receptor. O fator de roll-off utilizado no filtro cosseno levantado foi de 0,11, um valor tipicamente utilizado em diversos sistemas, como no padrão de televisão digital ATSC [22].

(6)

Para cada ponto de

0

/

b

E N foram realizadas L simulações (neste caso L=15) e calculada a estimativa da média para os valores de BER obtidos, dada pela expressão 1 1 L l l BER BER L =

=

O Intervalo de Confiança (IC) utilizado foi de 90%. A estimativa da variância σ2, bem

como o IC, são calculados de acordo com as equações:

(

)

2 1 1 1 Pr 0, 90, Pr 0, 95 ; . L l l BER BER L BER BER c c c L L IC BER c L BER c L σ ξ ξ σ σ σ σ = = − −     − < < = < =           = − +

Em todos os cálculos foi considerado que a BER tem distribuição normal, o que leva

(

BERξ σ

)

/ L a ter uma distribuição do tipo t-Student [23] com L−1 graus de liberdade. Por exemplo, para obter-se um Intervalo de Confiança de 90% o parâmetro c é dado pelo inverso da função distribuição cumulativa t-Student medida para 0,95.

Uma segunda análise realizada foi referente à velocidade de convergência do DFCE. Esta avaliação é mostrada na Figura 5, que apresenta a relação entre a SINR (razão entre potência do sinal e potência da interferência somada ao ruído, Signal to Interference plus Noise Ratio) e o tempo de convergência (dado em número de quadros). Destaca-se que a propensão natural é de que quando o equalizador esteja funcionando bem, a resposta tenda à SNR (Relação Sinal Ruído) de entrada adicionada de uma parcela de amplificação de ruído (noise enhancement). Na simulação apresentada na Figura 5 o valor utilizado de SNR foi de 30dB. Observa-se na Figura 5 que tanto o CMA+DD quanto o CMA+SDD convergiram depois de aproximadamente 50 quadros e que ambos apresentaram praticamente o mesmo desempenho no que se refere à velocidade de convergência.

0 5 10 15 20 25 10-8 10-7 10-6 10-5 10-4 10-3 10-2 10-1 100 E b / N0 B E R

Desempenho para Canal BrazilA

DFCE CMA+DD (hard) DFCE CMA+SDD (soft) EC CMA+DD (hard) EC CMA+SDD (soft) 90% IC

FIGURA 4 - COMPARAÇÃO ENTRE DFCE E EC MODIFICADA PARA CANAL BRAZILA

Nos resultados apresentados em [7], a solução de decisão suave convergia consideravelmente mais rápido do que a solução de decisão abrupta. No entanto, é pertinente destacar que o presente trabalho utiliza uma estrutura não-linear realimentada, diferentemente da apresentada em [7]. Os resultados aqui apresentados são preliminares, mas indicam que não há melhora na velocidade de convergência ao se utilizar o SDD na estrutura de adaptação concorrente do DFCE. Não obstante, seria recomendável confirmar estes resultados por meio de uma solução analítica, bem como estudá-los frente a outros modelos de canal.

IV. CONSIDERAÇÕESFINAIS

Este trabalho apresentou um modelo de Equalização Concorrente Fracionária com Decisão Realimentada (DFCE). A proposta foi analisada tanto para decisão abrupta (CMA+DD) quanto suave (CMA+SDD). É importante destacar que a estrutura do DFCE foi otimizada com base na Equalização Concorrente Modificada, o que possibilitou a utilização de apenas um filtro, tanto na malha direta quanto reversa. Foi comprovada a importância da malha de realimentação, o que possibilitou aumentar efetivamente o desempenho da EC, apesar do incremento de recurso computacional exigido pelo filtro da malha de realimentação. Os resultados obtidos, ainda que preliminares, exibem ganhos significativos do DFCE em relação à EC sem realimentação e com o emprego de um filtro FIR relativamente curto. De fato, apesar de a literatura especializada apontar para estes resultados favoráveis ao uso de realimentação, a relevância deste trabalho encontra-se na mensuração efetiva desta melhora de desempenho e da síntese dos avanços apresentados pela Equalização Concorrente. (9) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 5 10 15 20 25 30 35 Número de Quadros S IN R

Curva de Convergência do DFCE para Canal BrazilA

DFCE CMA+DD (hard) DFCE CMA+SDD (soft)

FIGURA 5 - ANÁLISE DE TEMPO DE CONVERGÊNCIA DO DFCE.

(7)

REFERÊNCIAS

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Saddle River, New Jersey, 2002.

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Referências

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