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Dental Press J. Orthod. vol.15 número2

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Academic year: 2018

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AR T I G O ON L I N E*

Dental Press J. Orthod. 42 v. 15, no. 2, p. 42-43, Mar./Apr. 2010

Tratamento ortodôntico do sorriso gengival

utilizando-se mini-implantes (Parte I):

tratamento do crescimento vertical do complexo

dentoalveolar anterossuperior

Tae-Woo Kim**, Benedito Viana Freitas***

Os mini-implantes ortodônticos têm revolucionado a biomecânica, bem como a ancoragem or-todôntica, a qual pode ser conseguida de maneira perfeitamente estável. Na primeira parte desse estudo, o sorriso gengival é definido e classificado de acordo com suas etiologias. Entre eles, o tipo dentoalveolar, uma boa indicação para tratamento com mini-implantes foi dividido em três ca-tegorias: (1) casos com crescimento vertical do complexo dentoalveolar anterior superior (casos 1, 2 e 3); (2) casos com protrusão do complexo dentoalveolar anterior (casos 4 e 5); e (3) casos com protrusão do complexo dentoalveolar anterossuperior e extrusão dos dentes posterossupe-riores (casos 6 e 7). Três casos com excessivo crescimento vertical do complexo dentoalveolar anterossuperior são apresentados. Eles foram caracterizados com extrusão e lingualização dos in-cisivos superiores, sobremordida profunda e sorriso gengival. O objetivo desse artigo é mostrar o uso de mini-implantes na região anterior para intrusão de incisivos e correção do sorriso gengival. Foram utilizados mini-implantes nas regiões anterior e superior (1,6 x 6,0mm) e mola fechada de NiTi para intruir e vestibularizar os incisivos extruídos e lingualizados. Os mini-implantes podem ser utilizados com sucesso como ancoragem para intrusão de dentes anteriores.

Resumo

Palavras-chave: Mini-implantes. Intrusão. Sorriso gengival. Arco segmentado.

** Mestre e doutor em Ortodontia pela Universidade Nacional de Seul, Coréia do Sul. Professor associado da Universidade Nacional de Seul. *** Doutor em Ortodontia - Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professor adjunto da Universidade Federal do Maranhão.

Resumo do editor

A utilização de mecanismos de ancoragem es-quelética apresenta incontestáveis vantagens, mo-tivo pelo qual se difundiu tão amplamente na es-pecialidade ortodôntica. Além de reduzir os efeitos recíprocos da aplicação de forças ortodônticas, os mini-implates abriram novas possibilidades tera-pêuticas, como a implementação dos movimentos

de intrusão dentária. A intrusão de dentes poste-riores pode ser indicada para dentes extruídos por falta de antagonistas, com finalidade primariamen-te protética. A intrusão na região posprimariamen-terior ainda pode ser conduzida na correção da mordida aberta anterior em pacientes com padrão facial essencial-mente vertical. Por outro lado, a intrusão de dentes anterossuperiores apresenta uma indicação muito

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Kim TW, Freitas BV

Dental Press J. Orthod. 43 v. 15, no. 2, p. 42-43, Mar./Apr. 2010

FIGURA 1 - Face de frente inicial e final, oclusão de frente inicial e final. FIGURA 2 - Face de frente inicial e final, oclusão de frente inicial e final. precisa: para a correção da sobremordida profunda

em pacientes com exposição demasiada de gengi-va somente na região anterior ao sorrir, preferen-cialmente associada com os incisivos superiores

retroinclinados. Essas nuances morfológicas acom-panham os três casos clínicos ilustrados nesse arti-go (Fig. 1, 2) e ilustram uma aplicação clínica rele-vante dos mini-implantes em Ortodontia.

Endereço para correspondência

Benedito Viana Freitas

Avenida da Universidade, quadra 2, número 27 - Cohafuma CEP: 65.070-650 – São Luís / MA

E-mail: [email protected]

Questões aos autores

1) Existem limitações no uso de mini-implantes para intrusão de dentes anterossuperiores?

As limitações são as mesmas para qualquer tipo de intrusão convencional, como, por exem-plo, pacientes que apresentam doença periodon-tal, reabsorção radicular, espaço inter-radicular estreito. Se o mini-implante for inserido em um espaço muito estreito, a intrusão causará contato com a raiz e consequente falha, ou seja, a queda do mini-implante. Se o mini-implante for inserido muito baixo, com o objetivo de deixar a cabeça exposta, isso fará com que a distância para inser-ção da mola fechada seja muita pequena, dificul-tando a mecânica. Mesmo não havendo pesquisas sobre a estabilidade da intrusão de dentes ante-riores, clinicamente parece ser melhor do que a extrusão de dentes posteriores.

2) O que o motivou a escrever esse trabalho?

Imagem

FIGURA 1 - Face de frente inicial e final, oclusão de frente inicial e final. FIGURA 2 - Face de frente inicial e final, oclusão de frente inicial e final.

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