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METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

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Academic year: 2021

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METODOLOGIA DA

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Como estudar III - Leitura Competente

Objetivo:

Ler textos científicos com competência.

Nesta aula:

A leitura do cientista

Análise

Crítica

Interpretação

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Como estudar III - Leitura Competente

A leitura do cientista é diferente da leitura comum (do leigo).

O cientista lê criticamente e analisa os textos existentes sobre o tema de sua pesquisa para tirar proveito deles, superá-los ou contrariá-los.

Não pode se distrair, nem fazer julgamentos subjetivos (sem fundamentação).

Lê para sintetizar e criar algo novo a partir das informações obtidas nos textos estudados. Por isso, deve se preocupar com a atualidade dos textos que estuda.

Observar quem é o autor, avaliar sua autoridade para falar sobre o assunto e pensar quando e onde escreveu também é essencial para uma leitura consciente.

LEITURA CIENTÍFICA E LEITURA COMUM Aqueles que pretendem seguir carreira acadêmica (dar aluas, fazer mestrado e doutorado, escrever livros) devem dar especi- al atenção a esta aula.

Apresentaremos a seguir uma relação com algumas boas per- guntas para você fazer a si mesmo depois da leitura de um texto científico.

Trata-se de um excelente método de leitura e é, também, bas- tante simples.

Se você se habituar a fazê-las, em pouco tempo será capaz

de ler de forma analítica e crítica.

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Como estudar III - Leitura Competente

Leia com atenção: Trata-se de um fragmento de artigo publicado na revista superinteressante. (Vegetarianismo radical)

[...] Há quem ache um direito natural do homem submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superi- ores às outras pela diferença da cor da pele ou do credo religioso. [...] Haverá um momento em que o homem, auxiliado por um novo tipo de abolicionistas – que falam por seres que não podem falar por si – , saberá que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito à vida.

Enquanto esse dia não chega, pagamos um alto preço sofrendo de doenças ligadas ao consumo de produtos animais. Obesidade, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, alergias e outros problemas de saúde que afetam boa parte da população de países desenvolvidos como os Estados Unidos. Bactérias se tornam mais resistentes graças ao uso em massa de antibióticos nos sistemas intensivos de criação animal.

A sociedade ganha uma dose extra de violência com rodeios, farras do boi, rinhas de cães e outras atrocidades em que as crianças aprendem desde cedo qual é a lei que impera no reinado humano. Um império cuja herança é incerta, já que 30% da devastação da floresta amazônica é destinada à formação de pastos para o gado. A população de ani- mais de corte nos EUA produz 130 vezes mais lixo que a população humana daquele país. É sabido que quando consumimos na escala mais baixa da cadeia alimentar (vegetais), reduzimos o consumo dos recursos naturais em até 90%.

Esses são alguns dos motivos pelos quais me abstenho do consumo de qualquer produto animal, incluindo leite, ovos, mel, couro, lã, seda, cosméticos que tenham sido testados em animais etc. O termo atribuído a esse estilo de vida é vegan, chamado por alguns de vegetarianismo radical – apesar de não sermos tão radicais quanto aqueles que estouram os miolos de um animal inocente apenas para sentir o sabor de sua carne por alguns segundos.

Como nutricionista, e apoiado por vasta literatura científica, posso dizer que o único produto animal essencial à nutrição humana é o leite – que deve ser o da própria espécie e ingerido apenas durante o período de amamentação. Depois dessa fase, os alimentos de origem vegetal são capazes de suprir todas as necessidades nutricionais de qualquer pes- soa. E com vantagens, por se tratar de uma dieta isenta de colesterol e rica em fibras, vitaminas e minerais. Para aqueles que acreditam que os alimentos de origem animal são necessários para suprir as necessidades de proteína, ferro e cálcio, recomendo um estudo mais aprofundado. É muito fácil desenhar uma dieta vegan com 200% das recomenda- ções de ferro, 150% de proteína e 100% de cálcio. É preciso que o debate seja informado pela literatura científica e não por campanhas publicitárias pagas pela indústria da car- ne e do leite.

Nutricionista, especialista em nutrição clínica e nutrição vegetariana e-mail: [email protected]– Revista Superinteressante. http://super.abril.com.br/alimentacao/

vegetarianismo-radical-441847.shtml - dezembro 2000.

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Como estudar III - Leitura Competente

Agora, tente responder....

Antes de começar, identifique o problema que o texto investiga!

A) Perguntas para desenvolver a habilidade de leitura analítica.

Tente fazer no seu caderno!

B) Perguntas para desenvolver as habilidades de crítica, síntese

e interpretação

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Como estudar III - Leitura Competente

Tente fazer no seu caderno!

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Como estudar III - Leitura Competente

Com esse método você desenvolverá a capacidade de observar, ou seja, “ler” o mundo e as informações que circulam analisan- do, criticando e fazendo boas perguntas ao texto investigado.

Lemov (2012) sintetiza a habilidade leitora em três pilares, que são as conexões necessárias que o leitor deve fazer.

Conexões necessárias para uma boa leitura

Para ler bem é preciso

Ter vocabulário amplo.

Quanto mais palavras você conhece, mais é capaz de pensar.

Saber decodificar (conhecer o vocabulário científico)

Reconhecer palavras e conhecer o sentido delas no contexto.

Fluência

É ler com rapidez adequada, sem erros, sem comer palavras e letras e com a pontuação correta, dando ênfases nos luga- res certos e com a devida entonação.

Síntese das técnicas básica para a compreensão.

(LEMOV, 2011)

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Como estudar III - Leitura Competente

TÉCNICAS PARA USAR ANTES DA LEITURA Busque informações

Pesquise dados básicos que auxiliam o entendimento, estude sobre o problema e assimile os conceitos necessários para o entendimento.

Se não conhecer o vocabulário terá uma barreira para a com- preensão.

Trailler

Antes de iniciar a leitura, leia as orelhas, o prefácio e as rese- nhas.

Leia várias vezes o sumário para ter uma visão geral da obra.

Isso ajuda muito no entendimento do conteúdo e na realização das conexões posteriores.

Retomada

Resumos são importantes para a sequência de um conteúdo.

Antes de prosseguir, faça uma revisão dos conteúdos anterio- res para refrescar a memória.

TÉCNICAS PARA USAR ANTES DA LEITURA

Durante a leitura Não atropele!

Ao surgir uma dúvida, pare e pesquise até tudo fazer sentido para você.

Não prossiga enquanto não tiver compreensão dos termos e

situações descritas.

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Como estudar III - Leitura Competente

Contextualização

Depois de levantar os dados, organize as informações-chave e identifique a informação principal.

O leitor informado tem melhores condições de assimilação do conteúdo.

Ao ler um texto, o leitor experiente tem habilidade de perceber os aspectos básicos, liberando espaço na mente para o mais importante e novo.

Foco

O leitor experiente tem foco, logo recorta no texto o que mere- ce atenção. É preciso conectar as coisas e sempre ter em mente o problema que o texto deve significar.

TÉCNICAS PARA USAR APÓS A LEITURA Resuma

Separar o essencial do acidental é crucial para o entendimen- to de um texto.

Condensar a ideia chave é muito importante.

Resumos devem ser pequenos. O bom leitor consegue resumir

em poucas frases todo o conteúdo, eliminando tudo que for

acidental e redundante.

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Como estudar III - Leitura Competente

APPOLINÁRIO, Fabio. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004.

BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.

Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007, p. 73

D’ONOFRIO, Salvatore. Da Odisséia ao Ulisses: evolução do gênero narrativo. São Paulo: Duas Cidades, 1981.

D’ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. São Paulo:

Atlas, 1999.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo:

Atlas, 2002.

HIRONAKA, Giselda Maria Fernandes Novaes. O ensino jurídico e a pro- dução de teses e dissertações. São Paulo: Edgard Blucher, 2008.

LIPMAN, Matthew . A filosofia vai à escola. São Paulo: Summus Editorial, 1990.

______. A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.

______. O pensar na educação. Petrópolis: Vozes, 1995.

LORIERI, Marcos Antônio. Filosofia no ensino fundamental. São Paulo:

Cortez, 2002.

MATTAR, Fauze. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, 2001.

MEZZAROBA, Orides. Manual de metodologia da pesquisa no direito.

São Paulo: Saraiva, 2004

REY, Luís. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgard Blu- cher, 1993.

ROCHA, Ailton Schramm. Metodologia da pesquisa em direito e filoso- fia. São Paulo: Saraiva, 2011.

RODRIGUES, Zuleide Blanco. Desenvolvendo habilidades básicas de pensamento: possibilidades de reflexão e pensar correto. Disponível em:

<http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/

desenvolvendohabilidades.htm>. Acesso em 14 mar. 2006.

SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso co- mum à consciência filosófica. São Paulo: Cor- tez, 1980.

SUCHODOLSKI, Bogdan. A pedagogia e as grandes correntes filosóficas. Lisboa: Livros Horizonte, s/d.

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Referências

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