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Raramente se encontrará favor tão. uma personalidade

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Academic year: 2021

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46 1 dc Março de 1924

Lúcia Branco da Silva

R brilhante pianista patrícia Lúcia Branco da Silva, que deixou em São Paulo as mais gratas recordações, aca-ba de fazer grande successo em um concerto realisado no salão "La Colo-niale", de Bruxellas, sob o patrocínio do sr. Barros Moreira, embaixador do Brasil naquella capital.

"l^Independence

Belge", publica so-brc esse recital da talentosa uirtuose paulista a honrosissima apreciação que em seguida reproduzimos :

"Sob

os altos auspícios do sr. Bar-ros Moreira, embaixador do Brasil em Bruxellas, estreou hontem a pianista brasileira, senhorita Lúcia Branco. Seus dotes musicaes a tinham distinguido em seu paiz e o governo brasileiro a en-viára a aperfeiçoar-se em Bruxellas, sob a direcçáo do sr. De Greef, cujo ensi-no acompanhou durante quatro annos.

Raramente se encontrará favor tão justificado. Contavamos nós ouvir uma alumna adiantada: applaudimos, na rea-lidade, uma artista de uma personalida-de pouco commum, á qual não é diffi-cil prever um bello futuro.

O programma só comportava obras conhecidas: as 32 variações de Beetho-yen ; prelúdio, aria final de Franck ; "Suite

bergamasque", de Debussy ; 3.o scherzo de Chopin ; Harmonias da tar-de e a Campanella, de Liszt. Foi digno da magnífica escola do sr. De Greef. Do ponto de vista technico, a senhori-ta Branco não teve um deslise e foi com o brio de uma üirtuose experi-mentada que, no fim da sessão, inter-pretou a difficil composição de Liszt. E' notável a sua agilidade manual. Tem ella aliás o physico vigoroso que re-qu«r o instrumento athletico que ê o teclado moderno.

Mas o que mais nos interessou foi a interpretação. A senhorita Branco

possue um temperamento excepcional, uma energia viril, que se manifesta P°r um rythmo decidido e inflexível, dif!n0 de um slavo, uma musicalidade intensa, uma notável intuição do teclado, o05 inesgotáveis recursos de timbre que e'~ Ia reserva para quem os sabe aprovei-tar. Rs variações de Beethoven — m°' numento sonoro que Bulow celebra com tão justo enthusiasmo — foram P°r e " la tocados no estilo medido e castigado que convém. Por outro lado, ella em-prestou aos românticos e aos modernos uma fantasia e uma espontaneidade en-cantadoras. Apraciamol-a particularmen-te na obra de Franck, tão difficil, com seus diversos planos sonoros superpôs-tos, que ella soube salientar mag's" tralmente.

R senhorita Lúcia Branco é jovem ainda, mas já deixou muito 'ongV° seu ponto de partida. Nada mais 1"* resta do que deixar desenvolver a sua personalidade, para fornecer á techmea pianistica feminina de amanban, "n,a das suas mais brilhantes personalidade5? e á arte brasileira um dos seus ®alS eminentes representantes".

ISO

Vicente de Carvalho

Festival em homenagem ao grande poeta

R talentosa poetisa fídalzira Bit-tencourt organisou para o dia 11 Março, no Theatro Municipal, um te®' tival em homenagem ao illustre P°e.a Vicente de Carvalho, 14JW, por pv»motivo-• jdo apparecimento da quinta edição Poemas e Canções.

R fesia, cujo produeto reverte em beneficio do Centro Acadêmico Onze de Agosto, foi dividida em tres partes-Na primeira a senhorita Adalzira Bitten court fará uma conferencia sobre

"

lagrima. Na segunda far-se-ão ouvir sr. prof. Vicente de Lima e o sr. Gu' lherme Mignone, e a senhorita Ma*"1 Prestia entregará um busto do poe'a> offerecido pelo esculptor Ettore Xim^ nez. Na terceira, execução pelo sr. « ' cente de Lima e versos pela senhori Adalzira' Bittencourt.

A

formosa Senhorita Maíry Ladeira Rosa, alumna da Escola de Phar-macia d« S. Paulo e que acaba de festejar o seu annioersario natalicio.

ISO

sangria cura qualquer enfermidade, segundo crença entre os "papuas > tribu selvagem da Nova Guiné. "7"

Hábeis atiradores elles fazem 0 doente estender o braço que deve scr operado; collocam socegadamente a He* no arco e disparam sobre a veia des i nada a ser aberta, sem nunca deixar acertar. Immediatamente retiram a flc* do braço onde se craoou, e a operação não tem mais conseqüências.

Acabam de sahir:

"POEMAS

E CANÇÕES", em quinta edição e "ROSA, ROSA u

DE AMOR", em nova edição do grande poeta Vicente de Carvalho. ^

(2)

CflSfl GUERRA

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Visitem a As

Sal;Cfnas es> sras- dd. Yolanda Penteado Telles e'Fifi Lebre Padua posando para "A Cie.arra„ em suas ricas phanlasias

de Carnaval.

MUSICA — O eximio barytono brasileiro Andino de Abreu, natural do Rio Grande do Sul, e que, sem ter sabido do nosso paiz, conseguiu ser um notaoel cantor. Possue, uma excellente escola de canto, realçada por uma dicção impeccaoel. As

suas interpretações são finamente artísticas.

Rua S. Bento, 84-86

Grande e variado sortimento de tecidos de

seda, lã e algodão. Cortinados e cortinas,

colchas de seda e de filet, applicações e

rendas de linho, valenciennes e filet.

Bem sortida secção

de linhas e artigos para trabalhos

(3)

1 de Março de 1924

Marck Twain c as senhoras

Quando este grande humorista nor-te-americano regressou ao seu paiz de

A distincta escriptora riograndense sentiuiua L<>.a ue Oliveira, que se acha Bdualmente em 6. Paulo em companhia de sua progenitora, a apreciada escriptora, também riograndense, d. Andra-diüa de Oliveira. Os seus dois livros de versos "Amethistas", em quarta edição, e "Esmerai-das", em primeira edição, serão publicados no fim deste mez. D. Andradina realisará breve-mente, no salão do Conservatorio, uma conferencia sobre o thema "A mulher não é inferior ao

homem". Ambas deram-nos o prazer de sua visita.

uma viagem á Europa, fez as delicias da mesa do commandante a bordo d° transatlantico em que seguia.

Rs senhoras formavam-lhe circulo e não se cançavam de ouvil-o. Na ul-tima noite de viagem quasi em frente de Nova-York, quiz offerecer-lhes, ama-velinente, uma taça de Champigne-Erguendo-a, e curvando-se para ellas fez-lhes o este brinde:

UI\

todas as senhoras ! São ellas, depois da Imprensa, os melhores agen-tes de disseminação de todas as n°" ticias !"

ISD

Casamento original

Um casamento original foi celebra-do ha pouco em Gottingen. A noiva e filha de um condemnado á morte, e 0 noivo tem vinte annos de prisão 3 cumprir. As duas testemunhas são con-demnados á pena capital.

São todos elles flamengos, condem-nadas na Bélgica, por contumancia, e que se refugiaram na Allemanha, Para escapar a tão amaveis perspectivas.

ISO

Um convalescente agradecido: Doutor, não esquecerei nunca

que lhe devo a vida !

O que o meu amigo me deve são quinze visitas. E' isso o que eU desejo que não esqueça nunca.

A's alumnas de

piano

recommenda-se vivamenle a leitura do quinto numero da Revista de Cultura Musical

ARIEL

a sahir por estes dias.

Importante artigo do prof. A. de Sá Pereira sobre: "Technica racional do piano".

(O estudo das escalas baseado em processos modernos de analyse).

Alem deste, outros importantes artigos, como:

Tupinambá, estudo critico por Mario de Andrade.

O piano e a menina do Conservatorio, chronica satírica por Jaques Dalcroze.

Chronicas de concertos. Noticias do extrangeiro.

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Leia este numero e convença-se de que ARIEL é uma revista de alta cultura, cuja leitura

lhe deve ser indispensável.

A' venda em todas as casas de Musica ou directamente na redacção :

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^

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jr<5e Março de' 192

/V Grande Recepção dos Condes Matarazzo

Outra photographia"tirada na Villa Matarazzo, no dia da grínde recepção em honra dos noivados das senho-fitas Claudia e Mariangela Matarazzo com o Príncipe Francisco Ruspoli e Conde Francisco Matarazzo Júnior.

Um

grupo de convidados photographado para "R

Cigarra", na Villa Matarazzo, no dia da recepção alli ha-vida para festejar

os noivados da senhorita Claudia Matarazzo com o Príncipe Ruspoli e da senhorita Marian-gela Matarazzo com o Conde Francisco Matarazzo Júnior.

(7)

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^^^¦Sbif^^H sE^E^HH^^^UKMffigMHO./ I^^HHHB

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Outro aspecto da grande recepção dada na Villa Matarazzo em honra dos noivados das senhoritas Claudia e Mariangela Matarazzo com o Príncipe Francisco Ruspoli e o Conde Francisco Matarazzo Júnior.

&Ç&X3CQL,

R Grande Recepção dos Condes Matarazzo

1 de Março de 192-1

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Photographia tirada na Villa Matarazzo, vendo-se ao centro a Excma. Condessa Matarazzo, ladeada pelo seu digno esposo, Conde Francisco Matarazzo, e seu filho Francisco Matarazzo Júnior, na manhã do casamento

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_de Março de 1924

Os Casamentos dos Filhos dos Condes Matarazzo

IM'l v®9* M2m 1,.7m v. i 'A F'-<^ * _\ JaHft: I j '-^¦^^b^^bb ~#^C' JB • /

ffi^a^aHMa(aBKl^^BBtsfcKV-'^ »j^Fy^Ba- . ¦•. yjHk<mtU

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pS £jrdcjosas scnhoritas Claudia c Mariangcla Matarazzo, cm companhia dos seus noivos, Príncipe Francisco Ruspoli <? onue Francisco Matjrazzo Júnior, após os^enlaces inatrimoniaes realisados na Egreja de São Bento, nesta capital.

^

enorme multidão em frente a' Egreja de São Bento, nesta capital, no dia dos casamentos das senhoritas Uaudia e Mariangela Matarazzo, com o Principe Francisco Ruspoli e Conde Francisco Matarazzo

Júnior. ^° centro, encaminhando-se^para o templo, vê-se o Principe em uniforme de guarda nobre pontifício, dando -—- o braço á exema. Condessa Philomena Matarazzo.

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i . f .'¦ jjMpjlM-vfIM^-Wi.^jPtydf •' jkJI

®v- Kffiyfer Xjs-v -„ • .... '"^'•'"•iQKJ^L ¦ ¦¦

,'^js^i"V' • ¦ •' '¦ v~

Ó Príncipe Francisco Ruspoli, ao lado do Excmo. Monsenhor Gasparri, Núncio Apostólico, que vaio especialmente do Rio para celebrar o aclo nupcial dos fi-lhos dos Condes Matarazzo, e de sua excia. D. Duarte Leopoldo e Silva, Arce¦•

bispo de S. Paulo. Ao alto vê-se o Conde Francisco Matarazzo.

1 de Março de

Os Casamentos dos Filhos dos Condes Matarazzo

Festival Beneticiente

Realisar-se-á a 29 de Março, no Theatro Municipal, um festival scienti-fico-literario-musical em beneficio da fundação do Sanatorio "Luiz Ferreira", de Protecção e Preservação dos Filhos dos Tuberculosos Desamparados. A par-te scientifica está a cargo do dr. Ru-bião Meira, que fará uma conferencia sob o thema: A tuberculose, moléstia evitavel, sua prophylaxia. A parte li-teraria está affecta ao brilhante jornalis-ta Lelis Vieira, que disserjornalis-tará sobre o the-ma : Cousas antigas e cousas novas. Da parte musical se incumbirão os distinetos professores Zacharias Autuo-ri, W. Rieley, G. Arcolani e Mario Camerini, que executarão o Quartetto n.° 35, de Beethoven.

A orchestra do Maestro Carlos Cruz executará nos intervallos trechos de Car-los Gomes, Schubert, Strauss e Wagner. A grande procura de entradas mos-tra o interesse^que^ a nossa, sociedade

tem tomado por esse attrahente festival. As entradas acham-se á venda na Casa Mappin Stores, Palace Hotel, Ho-tel Esplanada, Hotel Terminus, Pensão Paulista, á rua Jaguaribe 72, com o sr. Alberto Schoivider, á rua Liberda-de, 40, com o sr. Leonel Rossi, á rua Amélia, 5, com d. Zoraide Vianna, á rua General Carneiro, 35, com o sr. Lindolpho, á rua Guayacurús, 176.

E' fundadora do Sanatorio "Luiz Ferreira" a distineta senhorita Luiza de Lima Paiva.

Cfi

Enlace Elisa Garcia

Eiisiario Ribeiro

Realisou-se, no dia 26 de fevereiro, nesta capital, o casamento da senhori-nba Elisa Garcia, filha do saudoso dr. Celso Garcia e de d. Maria Luiza

Chaves Garcia, já fallecidos, com o sr-Eiisiario Braga Ribeiro, filho do s'* Sinvól de Sousa Ribeiro e de d. Btj" mira Braga Ribeiro, fazendeiros em JallH-Os actos civil e religioso foram cC' lebrados na residencia do dr. Evaris'C Garcia, irmão da noiva, tendo com° testemunhas da noiva, no civil, o Antonio Luiz Gomes dos Reis e su? senhora, d. Esther Gomes dos Reis, ® do noivo, o sr. Alfredo Ribeiro da Sil" va e sua senhora, d. Venancia Ril}eif0 da Silva ; e no religioso, da noiva, 0 dr. Matheus da Silva Chaves e d. Ce-cilia Chaves Guimarães ; e do npiv®> o sr. Erasmo de Sousa Ribeiro e sus senhora, d. Elisa de Sousa Ribeiro,

Foi celebrante o revmo. conego Ms-nuel Meirelles Freire, que proferiu feri' lhante allocução aos noivos.

Serviu-se aos convidados lauta m®" sa de doces, seguindo-se as dansas ate alta madrugada.

Viam-se na corbelba da noiva mui-tos mimos.

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d® Março de 1924 &Q&*—--> "5MAIS COMPLETO FORTIFICANTE V *• • >•••••••••••••••••••••••••••••**»••••*•• vs.: •..•••: . • ¦ ••• ••••• ••• • ••••••••••• : •••••, .•••. : : • - •••*•••••••••••••••••••• O presente esquecido b ? S Um

passado de amor não morre, meus amigos, ourge-nos muita vez do fundo das

gavetas quando a gente siquer nem.o sonha encontrar. Hoje ainda, mexendo uns guardados antigos, encontrei

por acaso um ramo de violetas que colhi

para alguém e não cheguei a dar.

E ao fazer esse achado eu fiquei muito triste... 1 orque,

quando se encontra um punhado de flores, sempre a

gente recorda um romance qualquer... Numas flores assim sempre uma historia existe...

E essa historia, lembrando uns antigos amores, me evocou tristemente um vulto de mulher.

São flores

que colhi para dar-lh'as um dia... Mas nesse mesmo dia, antes mesmo que as desse, ° destino traidor nosso idyllio desfez.

E o meu presente, então, na dôr que me pungia, abandonei-o, e, assim, como tudo se esquece, lá ficou na gaveta esquecido de vez.

Agora, sem querer, achei-o de repente... E ao vêl-o resurgir do fundo do passado como uma pobre cousa inútil e esquecida, eu me puz a pensar naquelle outro presente,

naquelle

que também não chegou a ser dado... Puz-me a pensar na minha vida...

DURVflL MARCONDES • ••• • • • • • ••• '••••••••••••••••••••a , • • •• • ,•••. •• : -••• *'••••' "j* • ••••••••••••••••• A bondade DD—

A bondade é o alimento do cora-ção e o seu conforto indispensaval ; é um escudo contra tanta miséria que ha na vida ... bondade é realmente uma grande força no mundo. O pro-verbio franc.z diz : "Não se apanham moscas com vinagre". A bondade não consiste nas offertas, mas na doçura e generosidade de espirito. Podemos dar o dinheiro de nosso bolso sem dar o melhor, que vem do nosso coração.

R bondade que ostenta quando dá dinheiro, não vale nada, e muitas ve-zes prejudica em vez de beneficiar, emquanto que a bondade de verdadeira sympathia, do auxilio attencioso, nunca deixa de produzir beneficos resultados. Egoísmo, scepticismo, presumpção, são sempre os máus companheiros da vi-da, e são raramente naturaes na moci-dade E' preciso ser bom, sem esperar gratidões nem recompensas, porque a bondade é necessaria a ntís proprios. para conforto do coração ... A expres-são de bondade no olhar é uma bellc-za que transfigura os rostos mais po-bres de formosura.

R.

» MAIS «.v ¦ 5 tMPBtJ * PUBL.. i: A I ¦ ¦ III I II I I ¦ ¦ II — I UMITIUinill ¦ I l^ll % -Annuncios e publicações em geral para toda a imprensa \ CONCESSIONÁRIA DE RECLAMES DAS MAIS IMPOR- £

\TANTES EMPRESAS COMMEBCIAES l INDUSTRIAES j* \ Assiqnaturas para Iodos 03 Jornaes t Revistas /

\ svtruKAi: e/o DíMA/e/fo-M. f/o omhco.w J?

0o°°*0 OTlPfOP MAPfV>Y7Â*7rj

A6ENCIAS EM TODO 0 PAIZj ••••••••••••••••••••••••••••

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1 de| Margo defl924

I\ can^ao brasileira

No centro: o nosso brilhante collaborador, Epitectot Fontes, que fet uma bellissima 'conferencia,

no Salão uermama, sobre /i Canção brasileira", ao serem ali cantadas pelo talentoso tenor Edgard Arantes as no-vas composições do inspirado musico paulista Marcello Tupinambá com versos de poetas patrícios. IA'

di-reita do conferencista vê-se o cantor e á esquerda o compositor.

Quando ? G)

.=>-—¦ ¦ ¦ ¦ ^

Era tarde, era muito tarde. Nem uma estrella a bruxolear no céu tristo-nho « negro. O vento, a sibilar no seu pífaro infernal apagara-as talvez. E o Mendigo dizia-me:

k — flhl Falas-me em amor? Sim, que é isso sinão uma palavra muito bo-nita de se pronunciar, mas triste, muito triste de se sentir? Uma bebida em cujas libações a humanidade procura mitigar seus ímpetos brutaes, mesmo sabendo que ella envenena e mata? Sim, eu também já amei, também já errei como todos os mortaes e vê o que sou agora: um condemnado, um mise-ravel entregue á impiedade dos homens. E elles riem quando passo a mendigar um ceitil.

E a vida? Acaso não pensas nella?

1\ vida? Alforge cheio de

ale-grias, illusões e cubiças para a juven-tude que o carrega sem se resentir de seu peso . . . Mas, quando os annos vão desbotando nossos cabellos, o al-forge já deixou pelo caminho tudo o que tinha de precioso, dando logar ás des-illusões e ás misérias que os tornam mais pesado e enfadonho.

Então i

que devts buscar as distracções. E ellas são tantas! A

poe-sia que esparge, numa névoa de sonho, encantos no coração. F\ mulher...

Cala-te. t usas talvez despertar

à talentosa pianista Lucy Mesterton que con-cluiu o seu curso no Conseroatorio Dramatico e Musical de S. Paulo, onde estudou com o professor C. Carlino e que acaba de embarcar para Paris, em companhia de sua familia.

a dôr, quassi adormecida, que ha an-nos embalo com resignação? Ser poeta é ser discípulo de Deus. Amando a mulher, todos se tornam alumnos Mestre. Poesia e Mulhrr... flhl flh! Ah! Escuta: nunca alardeies os teus senti-mentos, bons ou maus, ouviste? Cala-se sempre em teu coração, porque-quando máus fossem elles, os teus si' melhantes, os teus vis semelhantes, ac* cusar-te-iam de desobedecer divinos mandamentos que elles mesmos não obedecem. Quando bons, calcal-os-ia*11 sob risotas de escarneo.

Mas esqueceste

que ainda ba piedada sobre a terra?

Piedade? Veneras

ainda ess« idolo quebrado que os homens despre-zam? O' cegas creançasl Que mal vos fizeram estas ingênuas almas para qu® as persigaes no turbilhão da vida? Á1-mas tão alheias ao que Yae por esse mundo de maldições tão cheio! Per-guçte Duus ao mortal:—"Quando sen-tirás, 6 homem, piedade pela dôr d* outro homem? Quando?" E verás que esse mortal rirá do proprio Deus.

E lá se (oi o mendigo, a rir e a murmurar!

Piedade... Piedade...

Afugentavam-se as trevas da natu-reza e de minh'alma . . •

JÚLIO TINTON ¦

ifi .

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