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UNIVERSIDADE FEDERAL
DE SANTA
CATARINA
CENTRO DE
CIENCIAS
AGRARIAS
CURSO DE
AGRONOMIA
RELATÓRI0
DE
ESTÁGI0
EXTRA-CURRICULAR
EM
FI'l`0PATOLOGIA
Relatório de estágio extra-curricular
em
Fitopatologia realizado no
C.P.P.P./EPAGRI no período de 15 de
janeiro a 24 de fevereiro de 1995.
Estagiário: Sídínei
Egon
Simon~"ʬ
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lSupervisora: Eng. Agr. Msc. Giovanína Fontanezzi
Huang
UNIVERSIDADE
AFEDERAL
'DE
SANTA
CATARINA
1
CENTRO DE
CIENCIAS
AGRARIAS
CURSO
DE
AGRONOMIA
756-2O
282 UFSC-BU \ ,RELATÔRIÍI
DE
ESTAGIO
EXTRA-CURRICULAR
EM
FITOPATOLOGIA
Relatório de estágio extra-curricular
em
Fitopatologia realizado no
C.P.P.P./EPAGRI no período de 15 de
janeiro a 24 de fevereiro de 1995.
Estagiário: Sídineí
Egon
SimonSupervisora: Eng. Agr. Msc. Gíovanina Fontanezzi
Huang
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SUMÁRIO
Sumário 02
Introdução Geral O4
Parte I - Estudo de
fimgos
associados à sementes de adubos verdes 06Apresentação 07
Introdução O8
Metodologia 09
Importância dos adubos verdes 10
Fungos da Parte aérea e do sistema radicular 13
Fungos associados às semiites de adubos verdes 16
1)
Grupo
1 - Fungos associados à sementes de adubos verdes e que provocamdanos durante o armazenamento afetando diretamente a qualidade
z/
fisiológica das sementes 17Grupo
2 - Fungos asssociados a sementes de adubos verdes causadores deV /I
doenças na parte aérea das plantas 20
3)
Grupo
3 - Fungos associados à sementes de adubos verdes causadores dedoenças na parte aérea das plantas 24
4)
G1upo
4 - Fungos benéficos ou antagônicos 28Algumas Considerações 30
Anexos à Parte I - Descrição dos principais adubos verdes 31
Adubos
verdes de inverno 31Adubos
verdes de verão 37Bibliografia da Parte I 40
Parte
H
- Controle deCancro
Cítricono
Oeste Catarinense 43Introdução 44
Identificação da Problemática e Revisão de Literatura 46
Metodologia de trabalho 49
Bibliografia da parte II 51
Parte 111 - Estudo de microrganismos associados à
mudas
de erva-mate 52(Ilex paraguariensis st. Hillaire)
G
Introdução 53
A
produção demudas
54Metodologia de trabalho 56
Considerações 62
Bibliografia da Parte III 63
5
`/Vo
princípio criou,øeus
os
céus
ea
terra.5
a
terra erasem
forma
e vazia; ehavia
trevassobre a
face
do
abismo;
eo
espíritode
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se
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8
disse
øeus:
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houve
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Todas
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feitas
por
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Qle nada do que
foi feitose
fez. `/Yeleestava a
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lu:dos homens;
8
a
luzresplandece
nas
trevas eas
trevasnão
*
a
compreenderam.
ao
1= 1-54
INTRODUÇAO
GERAL
Este trabalho
compreende
a descrição dealgumas
atividades pesquisadas e/ou estudadasno
período de 16 de janeiro a24
de fevereiro pelo estagiáriona
Empresa
dePesquisa Agropecuária e Extensão Rural
(EPAGRI), no
Centro de Pesquisa parapequenas
propriedades(CPPP)
em
Chapecó/SC.
A
EPAGRI
éuma
empresa
estatal cujo objetivo é pesquisar e difundir tecnologia agricola para o Estado de Santa Catarina; é originada da fusãoda
EMPASC
(Empresa
de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina) eACARESC
(Associação deCrédito e Assistência Rural
do
Estado de Santa Catarina). Estaempresa tem
como
principais grupos acionários o
Govemo
do
Estado de Santa Catarina e aEmpresa
Brasileira de Pesquisa Agopecuária(EMBRAPA).
H
A
EPAGRI
contacom
vários centros de pesquisano
Estado, entre eles está oCentro de Tecnologia Agricola de
Chapecó que
contacom
pesquisasem
várias áreascomo
fitossanidade, sementes, solos, grandes culturas, frutíferas e outras.O
estágio foi realizadono
setor de fitossanidade.Os
objetivosdo
estagiáriocom
a escolha pelo setorforam
basicamente de adquirir experiênciana
área,aprimorando desta
forma
os conhecimentos adquiridosna
sala de aulano
semestreanterior, fazendo
uma
junção entre a teoria e a prática.As
atividades desenvolvidas constituíram-se basicamenteem
acompanhar
orealizados vários trabalhos, enter eles:
acompanhamento
deum
trabalho de avaliaçãoe controle de
Cancro
Cítrico(Xanthomonas
campestris pv. citri)na
Região Oestedo
Estado de Santa Catarina; Avaliação da qualidade das
mudas
de erva-mate (Ilexparaguariensís st. Hilaire) produzidas
em
alguns viveiros da Região Oeste de SantaCatarina e Análise de laudos
com
revisão bibliográfica de fungos associados àsementes de
adubos
verdes.Mem
destes trabalhos foi feitoum
acompanhamento na
análise de material enviado ao Laboratório de Fitossanidade para identificação.
PARTE
I
ESTUDD DE
EUNGDS
AssD‹:IADDs
A
sEMENTEs
DE
ADUDDS
VERDES ND
ESTADD
DE
SANTA
CATARINA
7
APRESENTAÇÃO
Este trabalho é parte do relatório de estágio extra-curricular do Curso de Agronomia
da Universidade Federal de Santa Catarina realizado Centro de Pesquisa para Pequenas Propriedades/Centro de Tecnologia Agrícola da Empresa de Pesquisa Agropecuária e
Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI/Chapecó), por Sidinei
Egon
Simon, na área deFitopatologia, supervisionado pela Eng. Agr. Giovanina Fontanezzi Huang.
O
trabalho consistena citação dos principais fungos associados à sementes de adubos verdes de verão e inverno e
descrição destes.
As
amostras de sementes foram coletadas no Estado de Santa Catarina.A
6'
|NTRoDuÇÃo
Somente a partir das últimas três décadas é que se
começou
a teruma
preocupaçãocom
a manutenção da qualidade do solo e sua produtividade. Antes disso, haviam terrasem
abundância e
um
solo que não produzissebem
poderia ser abandona/do à medida que outrofosse utilizado.
Frente à necessidade da conservação e manutenção da estrutura edáfica foram sendo estudadas altemativas que controlassem a erosão e ao
mesmo
tempo mantivessem a estrutura,chegando-se então à retomar a adubação verde, prática que já era utilizada
em
tempos antigos,mas
que foi abandonada a partir da 2” Guerra Mundial,com
o advento da adubação química eda chamada Revolução Verde.
Com
a implantação no solo da adubação verde, leva-se ao solouma
nova cultura, estranha à este e que pode, porum
lado servircomo
plantaem
rotação, controlando patógenos e concomitantemente, pode servircomo
hospedeira de patógenos oumesmo como
transmissoradestes quando são transportados e implantados
em
algum local junto das sementes.Para o caso específico da adubação verde, não se tem quase que
nenhuma
informação sobreo tipo de microflora que possa estar associado às sementes.
Por dedução, toma-se o cuidado
em
muitos casos de fazer a rotação deuma
gramíneacultivada
com uma
leguminosa adubo verde ou vice-versa,mas
não se tem precisamente indicação dos danos que doenças de adubos verdespodem
causar, tanto pelo prejuízoem
si,como
às plantas cultivadas.Muitas espécies de adubos verdes são altamente susceptíveis à doenças e grande parte
dos patógenos
podem
ser transmitidos por sementes. Disto pode-se tirar que o estudo de fungos associados à sementes tem importância destacada, já que não sao muitos os trabalhos9
METODOLOGIA
Durante o ano de 1994
forma
avaliadasno
CPPP/EPAGRI
-Chapecó
- acondição sanitária de 11 espécies de
adubos
verdes, sendo elas: azevém, aveia,mucuna,
ervilhaca, crotalária, chícharo, feijão-de-porco, gorga, ervilha forrageira,tremoço e guandú.
Para a detecção de fungos associados às sementes foi utilizado o
método
dopapel filtro,
conforme
descrito a seguir. Para este trabalhotomamos
apenas os dadosobtidos
sem
desinfecção prévia das sementes.O
método do
papel filtro consisteem
se incubar400
sementesem
papel filtroesterilizado
embebido
em
água destilada esterilizada e colocadoem
caixas de 12x
12x
4 cm.As
caixas são conservadasem
tomo
de20°C
durante oito diasem
regime dealternância de luz negra (3000 -
4000
Ã) e escuro, 12/12 horas, sendo possível após operíodo fazer a identificação dos flmgos
(URBEN,
1987).A
identificação dos fungos foi feitacom
auxílio dos microscópios estereoscópio10
IMPORTÂNCIA
DOS
ADUBOS
VERDES
A
intensa exploração agrícola do Estado de Santa Catarina, principalmente nos últimos 40 anos, associada aum
relevo extremamente ondulado que favorece sobremaneira aerosão, tem se constituído cada vez mais
num
agravante para o desgaste dos solos catarinenses. Pode-se acrescentar ainda que até muito pouco tempo, não havia quase quenenhuma
preocupaçãocom
práticas conservacionistas, inexistindo políticas de caráter públicoou privado que incentivassem tais práticas.
Face a este painel, tem-se partido para a busca de alternativas que minimizem os
efeitos da exploração agrícola intensa e que venham, de alguma maneira, recuperar ou manter a fertilidade dos solos.
A
adubação verde e cobertura do solo,em
sistemas de rotação ou sucessão de culturas é consideradacomo uma
prática simples, econômica e eficiente de controle de erosão(MANNERING
&
MEYER,
1963,COGO,
1981;DERPERSCH,
1981citados por
BULISANI
et alii, 1993),uma
vez que a manutenção da cobertura evita o impactodireto das gotas de água das chuvas sobre o solo. Soma-se a isto a capacidade de fixação de
nitrogênio que algumas plantas (leguminosas especificamente)
em
simbiosecom
microrganismospodem
realizar e a reestruturação química, fisica e biológica dos solos pela incorporação de resíduos vegetais.A
adubação verde éuma
prática bastante antiga, já utilizada antes da era cristã(CALEGARI
et alii, 1993). Sua prática, no entanto, foi posta à parte após a Segunda Guerra Mundial,com
o advento dos adubos químicos.De
maneira geral, adubação verde pode ser entendidacomo
a incorporação de plantasverdes ao solo e que foram cultivadas para este fun.
CALEGARI
(1983) conceitua adubação verdecomo
o uso de plantasem
rotação, sucessão ou consorciaçãocom
culturas, sob qualquertipo de manejo de fitomassa, visando a proteção superficial,
bem como
a manutenção e/ou melhoria das características fisicas, químicas e biológicas do solo.A
adubação verde,como
prática agrícola, podetambém
ser encaradacomo
rotação decultura
com
as plantas cultivadas, o que estimula o desenvolvimento dos microrganismos nosolo e
uma
reciclagem eficiente dos nutrientes causada poruma
diferenciação dos sistemasII
radiculares, além de
uma
absorção diferenciada pelas diferentes espécies e cultivares implantadas.De
maneira indireta, tem-se, sob condições normais,um
aumento deprodutividade.
As
plantas utilizadas na adubação verde, cultivadascom
esta finalidade,também
podem
serdenominadas de plantas de cobertura do solo. Alguns autores consideram
como
adubos verdesmesmo
aquelas que não são incorporadas ao solo, tendo apenas a função de proteção deste.Como
tais, contribuem parauma
maior retenção de água pelo aumento na capacidade deretençao e armazenamento, há ainda
uma
redução na variaçao térmica diária na superficie e subsuperficie do solo.Quando
incorporadas, as plantas proporcionamum
aumento no teor de matéria orgânica nosolo, variável de acordo
com
a espécie ou variedade.FLORES
(1993) destaca, por exemplo,que a
mucuna
(Stílozobium spp.) produz cerca de 35 toneladas de matéria verde por hectare, ofeijão-de-porco (Canavalía ensiƒormís) produz cerca de 40 a 50 toneladas. Esta matéria verde,
quando incorporada ao solo, dá a este características de melhor fertilidade proporcionada pela
melhoria na estrutura fisica.
Além
disso háum
aumento na disponibilidade de micro emacronutrientes
em
formas assimiláveis pelas plantas, algumas espécies tem a capacidade deelevar
o
pH
do solo, principalmente leguminosas, outras no entanto,podem
dirninuí-lo.Os
adubos verdes incorporados
também
auxiliam na formação de ácidos orgânicos para asolubilização dos minerais,
aumentam
aCTC
efetiva e diminuem os teores de alumíniotrocável.
Em
muitas regiões do mundo,com
solos pobresem
nutrientes ecom
baixos teores de matéria-orgânica, conseguiu-se a recuperação destes solos pela implantação de adubação verde(DERPSCH,
1991).O
uso da adubação verde não incrementa novos nutrientes ao solo, exceção feita aonitrogênio, fixado do ar por microrganismos
em
associaçãocom
legurninosas.No
entanto,algumas plantas, tremoço (Lupinus spp.) por exemplo, tem
uma
alta capacidade desolubilização de fósforo, aumentando nitidamente a disponibilidade deste nutriente
(DERPSCH,
1991).O
uso isolado da prática, portanto, não substitui a adubação mineral ouorgânica,
DEBRUCK
eBOGULAWSKI
(1979) citados porDERPSCH
(1991)afinnam
que12
pela interação entre adubo verde e adubo mineral é possível obter-se rendimentos maiores
que empregando-se cada
um
isoladamente.Além
destes aspectos, cita-se ainda o controle de pragas e doenças que a prática podeproporcionar.
O
uso da adubação verde auxilia no controle de nematóides, diretamente pelamá
hospedagem quando são utilizadas espécies e variedades de plantas diferentes ou pela rotação
de culturas.
"O
aumento de matéria orgânicaem
decomposição causauma
proliferação de organismos antagônicos aos nematóides"(CALEGARI,
1993).O
feijão-de-porco e a mucuna,com
crescimento vigorosoimpedem
a passagem deluz, limitando o desenvolvimento de doenças
(FLORES,
1993); algumas plantastambém
13
FUNGOS
DA
PARTE
AÉREA
E
DO
SISTEMA
RADICULAR
A
importância da presença de patógenos nos adubos verdes estáem
que estespodem
causar danos a espécie
em
si etambém
porque estes patógenos podem, causar danos a outrasplantas de interesse econômico
(MONEGAT,
1991). `Toma-se
importante salientartambém
que algumas espéciespodem
não sofrer danoscom
a presença do microrganismo,mas
somente servem de hospedeiro intermediário destepara que venha infectar outras culturas, causando então danos.
CALEGARI
et alii, (1991) citao exemplo do Chícharo (Lathyrus sativus L.), que pode tomar-se hospedeiro intermediário de
doenças que ocorrem
em
ervilha e feijão (Ascochyta spp. e Colletotrichum spp.).Outras espécies
podem
servircomo
hospedeiras de insetos transmissores de doenças, principalmente viroses; é o caso damosca
branca (Bermisia tabaci), que vivecomo
hospedeiraem
feijão-de-porco (Canavalia enszformis L.) eem
feijão-brabo-do-ceará (Canavaliabrasiliensis
M.
e Benth) e que é transmissora do víms do mosaico dourado do feijoeiro(CALEGARI
et alii, 1992).Segundo
WILDNER
(1989), nas espécies de verão a ocorrência de patógenos émenor, sendo patógeno mais
comumente
encontrado a Cercospora spp.em
crotalárias e mucuna.Em
observações realizadas na área experimental doCPPP
(Centro de Pesquisa de Pequenas Propriedades/EPAGRI) foi constatadaem
Croialaria grantiana L. a presença de Rhízoctonia solani, Fusarium spp., Colleioirichum spp e Alternaria spp.Os
sintomas secaracterizavam
com
manchas de plantas mortas ou murchasem
reboleira, observando-se as plantas constatava-se colo seco, raízes apodrecidas e folhas murchando no sentido de baixo para cima. Estes sintomas provavelmente sedevem
a presença de Fusarium spp. e Rhizoctoniasolani.
HENSON
eSCOTCH
(1968), citados porMONEGAT
(1991)também
citam a presença destes fungos associados a podridões de raízes.Segundo
WILDNER
(1989), a murcha causada por Fusarium spp. éuma
doença queocorre
em
inúmeras espécies de adubos verdes durante todo o ciclo destas culturas.A
doença14 geral até a morte das plantas, as raízes e a parte inferior do caule parecem destruídos e ataca principalmente leguminosas.
Na
área doCPPP
também
foi constatadaem
feijão-de-porco a presença de Fusariumsolani e Fusarium oxysporum, neste caso, no entanto, o que mais caracterizava a doença eraa podridão de colo causada por Sclerotíum rolfsíí.
A
doença causada por Sclerotíum rolfsíí está largamente distribuída,uma
vez que opatógeno ataca
uma
amplagama
de hospedeiros e é consideradacomo
uma
das doenças mais importantes que afetam o feijoeiro(KIMATI,
1980). Verifica-se daí que após o cultivo deuma
leguminosa,como
adubação verde ou não, seja feita a rotação de culturacom
planta de outrafamília, de preferência
uma
gramínea.REDDY
et alii (1993) relatam vários patógenos atacando o guandú a nível de mundo,no Brasil, o autor menciona apenas a presença de
Phoma
spp., Cercospora spp. e Phylostictaspp., além do nematóide Meloidogyne spp.
WILDNER
(1989) fez a constatação de Fusariumspp. que se manifestava
em
plantas a partir do terceiro e quarto ano, quando as plantasdefinhavam
até a morte.Com
relação à adubos verdes de inverno, o mais problemático provavelmente é otremoço (Lupinus spp.).
No
Brasil, o principal fator limitante para sua expansão é asusceptibilidade à doenças. Esta cultura sofre o ataque de vários patógenos
como
Colletotrichum gloesporíoides, Glomerela cíngulata, Pleiochaeta setosa, Sclerotínia spp.,Fusarium spp, Rhízoctonia solani, Vertícillium spp, Botrytís cinerea e Phomopsís spp, além
de viroses
(CALEGARI
et alii, 1993).Neste caso,
um
dos mais problemáticos é o Colletotríchum spp., causador daantracnose.
BOX
(1961) citado porMONEGAT,
(1991) descreve os sintomascomo
manchasde cor castanho escuro nos caules, ocupando
em
muitos casos, grandes extensões destes,vagens e folhas podendo apresentar lesões de cor preta,
com
agrupamento de esporos rosados~
no interior destas lesoes.
WILDNER
(1989) fez ainda a constatação de Albugo candída e Bom/tis spp.em
'
lá'
Ascochyta spp. e Colletotríchum spp
em
Chícharo; Ascochyta spp., Colletotrichum spp. e Alternaría spp.em
ervilha; ferrugem (Puccinia gramínis)em
aveia.MONEGAT
(1991) citatambém
o míldio da ervilha (Erysiphe pobfgoní), podridão deraízes causada por
Aphanomyces
cuteíches e Pythíum spp, além de bacteñoses causadas por16
F
UNGOS
ASSOCIADOS
À
SEMENTES
DE
ADUBOS
VERDES
A
importância do estudo dos fungos associados à sementes reside no fato de que ocultivo de sementes contaminadas e/ou infectadas é considerado
como
um
dos meios mais eficientes de introdução de patógenosem
áreas livres. Isto se deve a que sementes contendo patógenos não são facilmente identificadasnum
lote quando misturadas a sementes sadias esão, por conseguinte, distribuídas nas áreas de cultivo, constituindo foco primário de infecção,
fazendo
com
que as chances para estabelecimento de doenças sejam máximas(MACHADO,
1987).
~
Acrescente se a isto a desinformaçao de parte de muitos técnicos e agricultores que
muitas vezes não conseguem distinguir as sementes doentes das sadias,
mesmo
quando adiferença está evidente, ou
mesmo
então a desinformação sobre o dano que o plantio deuma
semente doente pode causar.
Sob o ponto de vista econômico, a importância da associação patógeno/semente se dá
em
função do dano causado à planta pela doença correspondente, resultandoem
perdas de produtividade ou entãoem
maior custo de produção, etambém
sob o aspecto da perda da sementeem
si, que pode se dar tanto para novo plantiocomo
também, quando grão, para aalimentação
humana
ou animal.Segundo
WETZEL
(1987), os principais danos causados por fungos dearmazenamento são: decréscimo na germinação, descoloração dos grãos no todo ou
em
parte,transformações bioquímicas que
podem
levar ou não à produção de toxinas, aquecimento emofo
e modificações celulares.Com
relação ao decréscimo na gemrinação, algumas espécies são mais susceptíveis e outras menos, já queem
alguns casos o fungo se localiza no embrião eem
outros nas camadasde células mortas. Esta preferência pela localização pode variar de acordo
com
a espécie de fungo, que pode ter preferência porum
local ou por outro(WETZEL,
1987).A
grande maioria das culturas está sujeita ao ataque de doenças e a maioria destasI7
tem sido fator limitante para a expansão de culturas, percebe-se a importância da patologia de sementes.
Para o caso específico dos adubos verde, verifica-se por exemplo as limitações que
alguns deles tem devido ao ataque de patógenos causando doenças.
CARDOSO
&
CROCHEMORE
(1990) relatam, por exemplo, que a susceptibilidade a doenças tem sido fatorlimitante para a expansão da cultura do tremoço (Lupínus spp.) na região Sul do Brasil.
Frente a estes fatores, tem-se ainda que são muito escassas as informações a respeito
da sanidade e qualidade dos adubos verdes.
WILDNER
(1989) colocacomo
causas disto ocontrole pouco rígido de produção e comercialização destas sementes.
O
levantamento de fungos de várias amostras de adubos verdes colhidas no Estado de Santa Catarina nos permite teruma
idéia da qualidade das sementes no Estado.Para
uma
melhor compreensão e para fins didáticos, dividimos os fungos associados à sementesem
quatro grupos distintos:1) Fungos associados a sementes e que provocam danos durante 0 annazenamento
afetando diretamente a qualidade fisiológica das sementes
(Grupo
1);2) Fungos associados à sementes e transmitidas por elas, causando doenças de
campo
(Grupo
2);3) Fungos associados à sementes causadores de podridões e fungos de solo
(Grupo
3);4) Fungos benéficos ou antagônicos
em
sementes(Grupo
4).1)
Grupo
1 -Fungos
associados à
sementes
e
que
provocam
danos
durante
o
armazenamento
afetando diretamente
a
qualidade
fisiológicadas
sementes
Após
a colheita, ao serem armazenadas, as sementes estão sujeitas à invasão e injúriasofridas por
uma
série de fimgos, principalmente por aqueles dos gêneros Penicíllium e Aspergillus, que conseguem se desenvolverem
ambientescom
baixa umidade, crescendoem
sementes ou grãos onde -esta umidade esteja
em
equilíbriocom
a umidade relativa do arem
tomo
de 65 a 90%
(WETZEL,
1987). Estes fungos, por suas características são chamados de fungos de armazenamento.IX
Além
de Penicillium e Aspergillus, outros fungos são citados porWILDNER
(1989)como
fungos de annazenamento, são eles: Rhizopus spp.,Mucor
spp. e Alternaria spp.Os
fungos de armazenamento são favorecidosem
seu crescimento por: umidade requeridadiferenciada para as várias espécies, temperatura na maioria dos casos entre 30 e 32°C,
período longo de armazenamento, alto grau de contaminação, grande quantidade de impurezas e altos teores de oxigênio
(WETZEL,
1987).Para o caso da temperatura, algumas raças de Aspergillus glaucus por exemplo,
podem
crescer, embora lentamente,
em
temperaturas próximas a zero graus e algumas espécies de Penicílliumem
temperaturas até menores que isto,em
contrapartida, Alternaria tenuis,também
consideradacomo
fungo de armazenamento pode crescerem
temperaturas maioresque
40°C
(WETZEL,
1987).O
período de armazenamento longo é favorável para a maioria dos fungos de armazenamento, para algumas espéciescomo
Fusaríum sp. e Helminthosporium sp noentanto, que sobrevivem
em
sementes armazenadas,mas
que são tidoscomo
fiingos de campo,um
período longo de armazenamento pode fazercom
que estes fungos desapareçam.CHRISTIEN
& KAUFMANN
(1965) citados porWETZEL
(1987) infonnaram que odesaparecimento destes fungos pode se dar
em
poucos meses.Na
análise de sementes feita noCPPP/EPAGRI
foram detectadasem
sementes deadubos verdes 04 espécies de Aspergillus, sendo elas A. flavus, A. níger,
A
ochraceus e A.jischeri; todas as espécies de adubos verdes analisadas apresentaram pelo
menos
uma
espéciedo gênero na semente.
LUZ
(1987) descreve Aspergillus spp.como
fungos de conidióforos eretos asuberetos, hialinos a subhialinos, ficando
marrom
escuroscom
o passar do tempo,em
algumasespécies, produzidos livremente
com
a ponta inflada formandouma
vesícula, contendo fiálidesdiretamente ou sobre
uma
fileira de células basais. Conídios raramente pigmentados, nãoseptados, globosos à ovóides, hialinos.
_
No
trabalho realizado, verificou-se a predominância de A.flavus
sobre as demaisespécies do gênero encontradas,
com uma
amostra que chegou a apresentar até 79,00%
de infecçãoem
mucuna, espécie esta a mais infectada, seguida de ervilhaca e ervilha, constando-se19 neste caso
uma
predominância por leguminosas. Constatou-se ainda que todas as espéciesanalisadas apresentavam A. ƒlavus.
LUZ
(1987) descreve esta espéciecomo
sendouma
das maiscomumente
encontradas.As
outras três espécies de Aspergillus apresentaram-seem
menor
intensidade, sendo normalmente amucuna
a espécie de adubo verde mais infectada.Um
trabalho deHARMAN
&
PFLEGER
(1974) citados porWETZEL
(1987)ressalta que a intensidade de ataque de Aspergillus pode variar de
uma
espécie de fungo paraoutra, tendo algumas preferência por
um
tipo de semente e outras por outro. Neste trabalhotambém
foi feita esta constatação, especificamentecom
a gorga, que apresentou porcentagemde infecção de até 42,10
%
de A.flavus
e 31,6 de A. ficheri, no entanto não foi detectadaem
nenhum
dos 19 laudos pesquisados a presença de A. ochraceus ou A. niger.Com
relação à Penícíllium spp, foi feita a constatação de sua presençaem
todas asespécies de adubos verdes examinadas,
com
maior intensidade no entanto na ervilhaca.Das
35amostras de lotes, 34 apresentavam
em
maior oumenor
porcentagem o fungo e todas asespécies de adubos verdes,
com
exceção à crotalária apresentavam no minimo50%
deinfecção.
LUZ
(1987) descreve este fungo da seguinte forma: "conidióforos produzidos livrementecom
ramificaçõesmono
ou biverticiladas, dando características de pincel, às vezes agrupadosem
sinemas, hialinos e septados. Conídios fialídicos produzidos abundantementeem
cadeias longas, globosos à ovóides, às vezes bacilares, geralmente hialinos, raramente pigmentados".O
mesmo
autor descreve a associação do fungocom
sementes de trigocomo
saprofitica.NEERGARD
(1979) destaca que os fungos do gênero Penicillíum, assimcomo
os dogênero Aspergillus são importantes produtores de micotoxinas, destacando-se as espécies p.
cítrinum (Citrinina), P. íslandícum (islanditoxina), P. rubrum (rubratoxina) e P. viridícatum (hepatoxina e nifrotoxina).
20
2)
Grupo 2
-Fungos
associados à
sementes
causadores
de doenças na
parte
aérea
das
plantas:Este grupo é o mais numeroso
em
termos de espécies e podetambém
pode serdenominado de grupo de fungos de campo. Segundo
WETZEL
(1987), são consideradoscomo
fungos decampo
aqueles que atacam o grão ou a semente antes da colheita, no periodo de crescimento e maturação. Estes para proliferarem melhor necessitam de umidade relativaalta,
em
tomo
de 90-95%
ou mais oumenos
25%
de umidade para 0 caso de sementesarniláceas.
Os
fungos decampo
tem seu crescimento limitado a partir domomento
em
que o teorde umidade decresce.
Além
de umidade ainda necessitam de temperaturas adequadas,paralisando o crescimento quando há
uma
queda desta(CHRISTENSEN
&
KAUFMANN
1965 citados porWETZEL,
1987).Segundo
URBEN
(1987), de maneira geral, os danos causados por fungos decampo
podem
se traduzir em:0 Introdução de novas doenças
em
um
local antes livre destas;0 Sob condições favoráveis, pode-se ter o início de epidemias, já que sementes
infectadas
podem
servircomo
fontes do inócuo;0 Redução de produtividade e de qualidade se há infecção das sementes antes da colheita;
~
0 Reduçao no "stand" de plantio;
0 Gastos
com
fungicidas para tratamento de sementes,mesmo
assim não há eficiência de100
%
no controle, podendo haver ainda subsistência e disseminação do patógeno.Além
destes danos, pode-se acrescentar ainda que sementes infectadaspodem
gerarplantas doentes que poderão vir a servir
como
hospedeiras de doenças das culturas de interesseeconômico.
Este
gmpo
é omais
numeroso
em
termos de quantidade de gêneros de fungosZ!
presença de
nove
gêneros de fungos de parte aérea, a intensidade de ataque varioutambém
com
a espécie vegetal estudada, alguns fungos são próprios deuma
família,não
sendo encontrado
em
outro grupo de plantascomo
patogênicos, é o caso de Dreschsleraspp. que é próprio de gramíneas.
Os
gêneros encontrados nas amostras foram: Alternaria spp., Dreschslera spp.,Phoma
spp.,Phomopsís
spp.,Ascochyta
spp.,Dendrophoma
spp. ealgumas
leveduras.O
gênero Alternaria spp. foi omais
freqüente para todas as espécies vegetais.Foram
detectadas as seguintes espécies: A. alternata, A. raphani e A. brassicicola e Alternaria sp.LUZ
(1987) descreve Alternariacomo
fungoscom
"conidióforos escuros, septados, simplesou
rarrrificados,com
conídiosformados
no
ápice. Conidioscatenulados
em
sucessão acropetalou
solitárioscom
septos transversais e,freqüentemente oblíquos
ou
longitudinais, escuros, ovais a obclavados, estreitandoabruptamente
ou
gradualmenteformando
um
bico".Na
literatura consultada quasenão há
indicação de doenças deadubos
verdescausadas por Alternaria.
REDDY
et alii relatararna a ocorrência de Alternaria Blightem
guandu, causada por Alternaria sp., A. alternata e A. tenuissima. Espécies cultivadas
com
semelhanças botânicascom
osadubos
verdescomo
feijão, soja, ervilha e trigotambém
apresentaramna
literaturapoucos
casos de doenças causadas pelo fungo.VIEIRA
(1967) faz a citação de Alternaria. brassicae phaseolus .atacando folhas defeijoeiro
comum
(Phaseolus vulgaris L.).LUZ
(1987) por sua vez descreve Alternaria spp.como
patogêrrica ao trigo.CARDOSO
&
CROCHEMORE
(1990) destacam que Alternaria spp. é patogênica devárias doenças de culturas comerciais
como
feijão, trigo, milho, arroz, etc.A
espécie Altenaria brassicicola foi citada infectando crucíferas, causandomanchas
escurasem
cabeças de couve-flor. Nestas os esporos são disseminadosrapidamente sob condições favoráveis. Estes se
propagam
por correntes de arúmido
(ASGROW,
1983).Não
há
no
entanto,nenhuma
informação concernente à22
forrageiro
(Raphanus
sativus var. olezferus), que é interesse de estudono
caso.Fizemos no
entanto, *a constatação da presença de A. brassicicola e A. raphaniem
sementes de
nabo
forrageiro.O
gênero Dreschslera (Sin. Helminthosporium) foi de ocorrência muitocomum
nas gramíneas estudadas, especialmente
na
aveia,embora
oazevém
também
tenhaapresentado grande quantidade
do
fungo.BARNETT
&
HUNTER
(1972)descrevem
o gênerocomo
fungos deconidióforos gerahnente pardos, maioria simples, produzindo conídios isoladamente
no
ápice
sem
interrupção,pequenos
poros continuam o crescimento simpodial de pontosabaixo
do
ápice,fonnando
um
segimdo esporo enovo
ápice; conídios escuros(poroesporos) cilíndricos,
germinando
de qualquerou
todas as células, são parasitasou
saprófitas.
PRESCOTT
et alli (1993) citam este fungo atacando trigo causandomanchas
foliares.Os
sintomasna
aveiaparecem
ser osmesmos,
sendono
entanto a espécie defungo diferente, para o trigo trata-se de D. tritici e
na
aveia é o D. avenae.Os
fungosdo
gêneroPhoma
também
foi encontradoem
sementes de aveia,azevém
enabo
forrageiro, sendoporém
a sua presençamais
acentuadana
aveia.Segundo
LUZ
(1987), as principais espéciesdo
gênero sãoPhoma
glomerata,Phoma
herbarum
ePhoma
exigma.O
mesmo
autor descreve o gênerocomo
fungoscom
"picnídios escuros, esféricos, subglobosos
ou
levemente pirifonnes,um
ou mais
ostíolos. Conídios pequenos, fialídicos, geralmente unicelulares, às vezes duas a três células, hiali11os ovais
ou
subovais. Colônias escuras".Embora
não
tenha sido encontradoPhoma
sp. nas amostras deguandú
analisadas,
REDDY
et aliidescrevem
o ftmgo atacando plantas adultas desteadubo
verde.
Os
sintomas descritos se manifestammais
em
plantasem
avançado
estágio deCARDOSO
&
CROCHEMORE
(1991)também
encontraramPhoma
spíg
associados à sementes de tremoço. Este fungo é colocado
como
patogênico à outras culturas de interesse comercial que entramem
rotação de culturascomo
cevada, aveia,girassol, feijão, soja, arroz, trigo, milho, algodão e ervilha.
O
gêneroPhomopsís
foi detectadoem
aveia,mucuna
e tremoço.A
intensidadede maior infestação ocorreu
na mucuna,
mostrando-se as sementes desta espéciecomo
boas hospedeiras para o
fimgo,
com
a amostra deum
lote apresentando até 79,00%
deinfecção.
CARDOSO
(1978) descreve o gênerocomo
fungoscom
dois tipos de conídiossem
septos produzidosem
conidióforos simples. Estestem
formato oval a fusifonne e filiforme, curvos; os picnídios são escuros e ostiolados, imersos, erupentes e globosos.WILDNER
(1989)também
encontrouPhomopsis
associado à sementes demucuna
eguandú
em
índices bastante significativos de infecção.CARDOSO
&
CROCHEMORE
(1991) identificaram a presença dePhomopsis
leptostromiformis associado à sementes de tremoço
como
patogênico exclusivo destacultura.
O
gêneroAscochyta
embora
tenha sido encontradaem
apenas duas espécies deadubos
verdes,em
mucuna
eguandú merece
destaquenão
só pela altaporcentagem
deinfecção,
mas também
pelas importantes doenças quepodem
causarna
parte aérea destas e de outras culturas. Este gênero é descritocomo
ftmgos de picnídios escuros,globosos e separados, imersos
no
interiordo
tecido, conídios hialinos, duas células,ovóides a alongados, parasitas, causando principalmente
manchas
foliares(BARNETT
&
HUNTER,
1972).O
fungo é causador dadoença denominada
mancha
de ascochytaou
ascoquitoseque se manifesta por
manchas
irregulares nas folhas de cor cinza-escurano
centro e castanho-escura nas margens, apresentando os picnídioscomo
pequenas
pontuações,24
ataca caule, folhas e vagens verdes.
As
plantasmais
atacadas são as leguminosas(BOX,
1961 citado porMONEGAT,
1991).Na
ervilha amancha
de ascoquitaou
ascoquitose (Ascochyta pisiou Ascochyta
pinodes) é a principal
doença
da cultura.Segtmdo
salgado (1980), estadoença
édisseminada principalmente por sementes e por isso
pode
causar danos consideráveis àcultura se
forem
plantadas sementes contaminadas, neste casohá
também
um
grandenúmero
de falhasna
germinação.Os
sintomas manifestados nas sementes sãoemugamentos
na
superficie e escurecimento. Percebe-se ainda facilmente a fiutificaçãodo
fungoquando
a semente é colocadoem
câmara
úmida.Embora
não
se tenha conhecimentodo
ataquedo
fimgo
sobreadubos
verdes, verifica-seque
o gênero ataca várias culturas de interesse comercial, principalmenteleguminosas causando
mancha
foliarem
soja (Ascochytaphaseolorum
eAscochyta
sojae),
mancha
barrentaem
amendoim
(Ascochyta arachidis),além
de atacarem oalgodão (Ascochyta gossypii).
Encontrado apenas
no
tremoço,mas
em
indices consideráveis, 0 gêneroDendrophoma
também
é tidocomo
um
importante fungo patogênico, principalmente deculturas fl ue entram
em
rota ão.CARDOSO
1978 descreve o ênerocomo
fun os depicnídios escuros
ou marrons
claros, superficiaisou
submersos e erupentes, globosos aalongados e ostiolados, conidióforos
ramificados
e conídios hialinos, alongados aelipticos.
Este fungo particularmente é causador de
manchas
foliares, principalmenteem
rosáseas de hábitos rasteiros.Ataca mais
comumente
folhas velhas.3)
Grupo
03
-Fungos
associados
à
sementes
causadores
de
podridões e
fungos
de
solo:Este grupo
tem
destacada importância pela quantidade de danos que estes25
neste caso os danos são
bem
mais severos que os danosda
parte aérea ena
maioriadas vezes culmina
com
a morte das plantas.Muitos tem
uma
capacidade elevada de sobrevivênciacomo
saprófitas nosrestos culturais, parasitando a cultura
quando
as condiçõesforem
adequadas.No
trabalho de identificação dos fungos nas sementes deadubos
verdesdetectamos os seguintes gêneros: Fusarium, Rhizopus,
Mucor,
Rhizoctonia eNigrospora.
Dentre todos estes,
o mais
problemático, por apresentar maiores problemas dedoenças e por ter se mostrado
em
maior
quantidade nas amostras estudadas éFusarium
spp.
Algumas
espécies identificadasforam Fusarium
oxysporum,Fusarium
monilimforme,
Fusarium
equiseti eF
usarium sp.BARNETT
&
HUNTER
(1972)descrevem
o gênerocomo
fungos de rnicéliocotonoso
quando
cultivadoem
meio
de cultura, freqüentementetem
corque
seaproxima
do
cravo, púrpuraou
amarelo, conidióforos variáveis,finos
e simples,ou
fortes, curtos,ramificações irregulares
ou
comportando-secomo
meia
volta deum
espiral, simplesou
agrupados
em
esporodóquios, conídios (fialospóros) hialinos, muitas vezesem
pequenas
cabeças úmidas, macroconídios
formados
de muitas células curvadasou
apresentandocurvas apenas nas pontas finas, tipicamente
em
forma
de canoa.Nas
amostras estudadas, foi identificada a presença deFusarium
sp.em
sementes de
mucuna,
crotalária, tremoço, ervilhaca, gorga e aveia.A
maior intensidadede ocorrência de
Fusarium
sp.no
entanto, foi observadaem
mucuna,
crotalária e tremoço.WILDNER
(1989) analisando sementes de adubos verdes de verãotambém
fez a constatação da presença significativado
fimgo
em
sementes demucuna
e crotalária.PACHECO
et alii (1991)também
descreveram a presençado
fungoem
sementes deC
rotalaria spectabilis.No
presente trabalhoforma
constatados altos índices deFusarium
sp.em
26
oxysporum
como
patogênico à culturado
tremoço.Também
foi feita a constatação deFusarium
monilzforme eFusarium
semítectumque foram
classificadoscomo
fungosnão
causadores de doenças
do
tremoço,mas
que são patogênicos à culturas que entramem
rotação
com
ele.Para os
adubos
verdesem
si, Fusarium spp. é causador de inúmeras moléstiascomo
a fusariose das leguminosas e podridão de raízes. Para a manifestaçãoda doença
é necessário altaumidade
e temperaturas altasno
solo.Além
das doenças dosadubos
verdes
em
si, deve-se ainda levarem
consideração que o fungo é causador de podridõesde raízes e doenças vasculares
na
maioria das angiosperrnas cultivadas.EPAGRI
(1992)descreve a podridão radicular seca causada por
Fusarium
solani f.sp. phaseoliem
feijoeiro,
LEÓN
(1984) descreve podridões radicularesem
milho causadas porFusarium
moniliforme eFusarium gramineum;
LUZ
(1987) descreve o gênerocomo
patogênico à cultura
do
trigo.Também
causador de podridões de raizes, o fungo Rhizoctonia solani foidetectado
com
alguma
incidência de infecçãoem
ervilhacacomum,
gorga,mucuna
eazevém, tendo a gorga apresentado a
maior
incidência.LUZ
(1987) descreve o gênerocomo
fimgosem
quenão
se vênenhum
conídiopresente, bulbinhos irregulares, marrons, hifas largas que freqüentemente se
anastomosam,
ramificaçõesem
ângulo retoquando
maduras, de coloraçãomarrom,
células moníliniformes presentes, constrição
onde
sedá
o ponto de origemda
ramificação
da hifa,com
o septobem
característico que é produzidopróximo
àconstrição.
Quanto
à Rhizoctonia Solani,CARDOSO
&
CROCHEMORE
(1990) fizerarn aidentificação da presença
do
fungoem
sementes de tremoço, constataçãonão
realizada neste trabalho.WILDNER
(1989) constatou o fungoem
sementes demucuna
e guandú.O
fungoGaeumannomyces
graminis (Sin. Ophiobolus graminis) foi encontrado27
doença denominada
mal-do péou
podridão-do-pé, queassume
importância muitogrande para a cultura
do
trigo,onde
causa prejuízos consideráveis.A
presença de Ophiobolus graminisem
sementes de trigo foi constatada porNASSER
(1987).O
fungo sobreviveno
soloem
restos de cultura por vários anos,na
forma
de peritéciosou
micélios(CARDOSO
&
KIMATI,
1980), sendorecomendado
para a rotação de cultura plantas
como
leguminosas, milhoou
arroz.Além
do
trigo eaveia, o centeio e triticale
também
estão sujeitos ao ataquedo
fungo.Dentre os flmgos causadores de podridões, o gênero Rhizopus foi o
mais
detectado.
Sua
presença ocorreuem
lotes de ervilhaca, azevém, aveia,mucuna,
crotalária, feijão-de-porco, gorga e tremoço.
A
espécie quemais
apresentou o fungo noslotes de sementes foi a ervilhaca, seguida
do
azevém
emucuna.
Este gênero é causador de podridões
em
sementesarmazenadas
etambém
no
campo.
LUZ
(1987) descreve o gênerocomo
fungos de esporangióforosnão ramificados
ou
com
rarnificações parcialmente recurvadas, rizóides estão ausentes.Os
esporângios são globosos, cilíndricos, pirifonnesou
clavados. Zigósporos escuros.O
mesmo
autor descreve a associaçãodo
fimgo
como
saprofitica.Para todas as espécies vegetais o fungo
não
é causador de doenças, tendosomente
associação saprofítica e só causando podridões, inclusiveem
frutos.Outro fungo típico causador de podridões, encontrado
em
sementes demucuna,
tremoço e ervilhaca foi
Mucor
spp.A
maior
incidênca ocorreuem
sementes demucuna.
São
fungoscom
esporangióforosnão ramificados ou
rarnificações parcialmenterecurvadas, rizóides ausentes, esporangióforos globosos, piriformes
ou
clavados(LUZ,
1987).
A
associação deste ftmgocom
sementes, assimcomo
Rhizopus ésempre
saprofítica. '
Como
último fungo causador de podridões encontradonos
lotes de sementes, está o gênero Nigrospora, que foi detectadoem
sementes deazevém
emucuna,
com
ZX
saprofitica, causando somente podridões.
Além
das sementes outras partes da plantapodem
ser afetadas.LUZ
(1987) descreve o gênerocomo
fungos de hifa hialina,tomando-se mais
ou
menos
pigmentada, conidióforos curtos e escuros, infladosna
base, contendoum
conídio; o conídio é holoblástico e
não
septado, de coloração escura, formato globoso a subgloboso, achatadono
axihorizontal.As
espéciesmais
comuns
são Nigrosporasapheirica e
Nigrospora
oijyzae.4)
Grupo
4
-Fungos
benéficos
ou
antagônicos:
Fungos benéficos ou
antagônicos são aqui classificadoscomo
aqueles cujapresença é prejudicial à fungos patogênicos. Estes
podem
ter tanto ação parasíticacomo
antibiótica ao fungo indesejado.
É
denominada
de antibiose a relaçãoem
que
uma
espécieou
gênero de frmgoproduz substâncias inibitórias que prejudicam o desenvolvimento de outras populações.
A
produção destas substânciaspode
trazer grandes vantagens ao seu produtor,garantindo a sobrevivência deste e excluindo outras populações,
mesmo
que se trate deum
fungocom
baixa taxa de crescimento(CARDOSO,
1987).Sabe-se a princípio
que
muitas espécies de fungostem
a capacidade de produzir substâncias inibitóriasno
solo.CARDOSO
(1978) citaT
richoderma viridae produzindoglioxina e
Cephalosporium
gramineum
produzindo urna substância antifúngica; o autor ainda faz a citação deChaetomíum
spp. controlandoFusarium roseum
eFusarium
oxysporum.
No
presente trabalho de identificação de fungosem
sementes de adubos verdesfoi detectada a presença dos gêneros
T
richoderma
sp. eChaetomium
sp.O
gêneroChaetomuim
foi encontradoem
sementes de aveia,mucuna,
ervilhaca,nabo
forrageiro, tremoço, feijão-de-porco e crotalâria.A
maior
intensidade de infecção29
LUZ
(1987) descreve o gênerocomo
fungoscom
ascômatos ostiolados,esféricos
ou
ovalados, cobertoscom
abundantes pêlos decorativos, ascas deforma
cilíndrica, clavadas, evanescentes e ascosporos
com
várias formaspredominando
aforma
de lirnão,com
um
póro germinativo.O
Gênero
T
richoderma
foi encontradoem
sementes de ervilhaca,mucuna,
ervilha e crotalária.
A
maior
incidência,no
entanto, foi observadaem
sementes deervilhaca.
BARNETT
&
HUNTER
(1972)descrevem
este gênerocomo fimgos
deconidióforos hialinos, muito ramifrcados,
não
verticilados, fiálides simplesou
agrupadas, conídios hialinos, ovóides,
uma
célula,nascem
em
pequenos
cachos,normalmente
são reconhecidos por terem crescimento rápido e pelas colôniasque
apresentam coloração esverdeada.
São
saprófitasdo
solo e decompositores de madeira,30
ALGUMAS
coNs|DERAçõEs
A
elevada incidência de patógenosem
algumas espécies deadubos
verdesvem
a sugerir que seja feitoalgum
tratamento de sementes, é o casodo
tremoço, quealém
de ter
um
alto índice de infecção nas sementes, apresentauma
quantidadeconsiderável de doenças
na
parte aérea eno
sistema radicular.Dentre todas as as espécies de
adubos
verdes estudadas, a que apresentoumaior
incidência de fungos foi a
mucuna.
WHITE
et alii (1985) citados porMONEGAT
(1990) relatam
no
entanto que esta espécie é muitopouco
sujeita a moléstias.WILDNER
(1989)também
encontrouna
mucuna
uma
elevada incidência demicrorganismos e apresenta
como
provável causa o fato deque
esta espécie éherbácea e a fmtificação ocorre muito
próxima
da superficiedo
solo, fazendocom
que o contato da
vagem
com
este seja longo, facilitandoem
muito o aparecimentode fungos saprófitas e/ou de podridões.
A
grande quantidade de fungosdo
gêneroRhizopus
vem
a sugerir isto, das 13 amostras analisadas, 10 continham o fungo.A
grande quantidade de ftmgos dearmazenamento
(Penicillium spp. e Aspergillusspp.) presentes
em
aproximadamente 99
%
das amostras sugereque
um
períodolongo de
armazenamento pode
diminuir sensivelmente a qualidade das sementes,afetando inclusive o poder germinativo. Pôde-se observar que nas safras mais
antigas a quantidade destes fungos foi maior.
O
nabo forrageiro foi a espécie cujas sementes apresentarammenor
infecçãocom
microrganismos patogênicos; isto pode ter
como
motivo o fato de que esta cultura não temproximidade botânica
com
as que normalmente são implantadascomo
culturas de interesseeconômico.
A
presença de Alternaria brassícicola e Alternaria raphani sugere que os lotesde sementes infectados não
devem
ser semeados nocampo
pelos danos quepodem
causarao adubo verde
em
si etambém
porque se está implantandoum
patógenonuma
área livre37
ANEXO
DESCRIÇÃO
DOS
PRINCIPAIS
ADUBOS
VERDES
1 -
Adubos
verdes
de
Inverno
Aveia (Avena
spp.)Existem pelo
menos
15 espécies dentrodo
gênero Avena,no
entanto, asmais
importantes são a aveia preta
(Avena
strigosa), amarela(Avena
byzantina) e branca(Avena
saliva)(DERPSCH
et alii, 1991).As
principais características botânicas destas três espécies são: anuais; raízes fasciculadas,cohnos
eretos, cilíndricos e glabros; folhas faminares; inflorescência tipo panícula, piramidal,fiuto
cariopse, encoberto porlema
e pálea, indeiscente(FLOSS,
1982 citado por
MONEGAT,
1991).Ambas
oferecemuma
boa
proteção ao solo,melhorando
também
as caracteristicas físicasdo
mesmo
e prestam-se para consorciaçãocom
azevém, centeio, ervilha forrageira e ervilhaca(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).Dentre todas as espécies de aveia cultivadas
em
Santa Catarina, a aveia preta é aque
tem melhor desempenho,
sendo portanto a mais cultivada, seus grãono
entanto,não
se prestam para a alimentação
humana
(CALLEGARI
et alii, 1993).Centeio (Secale cereale L.)
O
centeio, cujo centro de origem é a Ásia central éuma
gramínea anual, cespitosa, altura de 1,2 a 1,8m,
ereta, glabra,colmos
cilíndricos e eretos; folhas linearescom
lígulasmembranosas
e aurículas breves.A
espiga é densa,podendo medir
de 5 a20
cm
de comprimento; frutodo
tipo cariopsecom
ápicetnmcado
e piloso(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).Esta gramínea é bastante rústica, suportando
bem
a condições adversas de climae solo,
bem
como
a pragas e doenças, sendo bastante recomendável para toda a região Suldo
Brasilonde
ocorra precipitação de pelomenos
500
mm
entre osmeses
de abril a32
setembro.
Pode
também
ser plantadaem
solos ácidosou pouco
férteis,mas
respondemuito
bem
àadubação
ecalagem
(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).Suporta e se desenvolve
melhor
em
temperaturas baixas e é afetado por ventosquentes e secos e excesso de
chuva na
floração(LEAL,
1970 citado porMONEGAT,
1991).
O
rendimentomédio
em
massa
verde obtidono
CET
REC/Chapecó
entre osanos de 1985/89 foi de 31,89 t/ha, o rendimento
massa
seca foi de 7,47 t/ha, incluindo araiz
(MONEGAT,
1991).Azevém
(Lolium
multiflorum
Lan.)O
azevém
é urna gramínea anual, cespitosa,tamanho médio
de 75cm; colmos
cilírrdricos,
fmos
e glabros; bainha estriada e fechada, lígula curta e esbranquiçada;lâminas estreitas e glabras, de cor verde lustrosa; inflorescencia de 15 a
20
cm
decomprimento
(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).Para a
adubação
verde émenos
empregado
que a aveia,no
entanto é bastanteutilizado
em
consórciocom
esta, proporcionando ótimos rendimentos, tanto demassa
para incorporação ao solo
como
forrageira.Apresenta
uma
alta capacidade de ressemeadura natural, as sementespermanecem
dorrnentesno
solo durante o verão,germinando
no
ano seguinte(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992). Este fator é visto sobum
aspectocomo
vantagem,uma
vez quenão há
necessidade de se fazernova semeadura
no ano
seguinte, sob outroaspecto
no
entanto,pode
setomar
um
problema, jaque
oazevém
poderá agircomo
invasora de outras culturas de invernocomo
o trigo por exemplo.A
incorporação damassa
verdeou
aplicação de herbicida dá melhoresresultados
quando
feita entre 130 e 170 dias após a semeadura,quando
as plantas estãocom
altura entre 0,5 e 0,8m. Segundo
MONEGAT
(1991), nestas condições orendimento de
massa
verde é de20
a30
toneladas porha
e demassa
seca de 2 a 633
Nabo
Forrageiro(Raphanus
sativus var. oleiƒerus)O
nabo
forrageiro éuma
planta da família das crucíferas, anual, herbácea, eretae
muito
ramificada, raiz pivotante profunda e às vezes tuberosa, atinge altura de 1,0 a1,8
m;
folhas altemascom
um
longo lobo terminal, inflorescências terminaisem
longosracemos
com
flores brancasou
roxas; frutosem
silíquia, indeiscentes,com
2 a 10sementes de coloração
marrom
cada(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).Este apresenta
uma
elevada capacidade de reciclagem de nutrientes, principalrnente nitrogênio e fósforo,além
disso é importanteno
caso de rotação deculturas,
uma
vez quenão
se tratanem
de gramínea enem
de legurninosa, famílias das principais plantas cultivadas.É uma
plantaque
se adapta muitobem
em
clima temperado, sendo resistente àgeadas tardias. Temperaturas baixas durante o crescimento vegetativo
favorecem
afloração abundante e por sua vez o rendimento de sementes
(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992)
A
incorporaçãoou
corte deve ser feitamais
ou menos
aos 120 dias dasemeadura,
quando
o rendimento obtido oscilará entre20
e60
toneladas demassa
verdeou
2 a 6 toneladas demassa
seca.Gorga
(Spergula arvensis L.)Também
charnada de espérgula, a gorga é tuna planta da família dascariofiláceas. Trata-se de
uma
planta calcífuga, anual, caule prostrado-ascendente, folhas lineares, subuladas,um
pouco
camosas, convexasna
parte superior e sulcadas,mais
ou menos
glandulosa-pubescentena
parte inferior; estípulas grandes; floresbrancas dispostas
em
panículas frouxas, pétalas obtusascom
5 a 10 estames; fruto tipocápsula arredondada,
com
sementes pretasou
amarelas(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992)
A
planta é bastante cultivadano
Suldo
Brasil, adaptando-se muitobem
a Santa Catarina. Prefere climasdo
tipoCƒb
Köepen
(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).Para fins de
adubação
verde, segundoDERPSCH
&
CALEGARI
(1992),ía
incorporaçãocom
o arado deverá ser feita60
a90
dias após asemeadura,quando
a cultura incorporará de 15 a40
toneladas demassa
verdeou
de 1,5 a 6,0 toneladas dematéria seca.
Tremoço
(Lupínus
spp.)O
tremoço éuma
leguminosa, anualou
perene, de folhas digitadas, ereta,inflorescência
em
rácemo
e flores hermafroditas, diclamídeas, pentâmeras e zigomorfas, furto tipolegume ou
vagem
contendo de 2 a 7 sementes(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).
Segrmdo
MONEGAT
(1991),no
Brasil existem muitas espécies silvestresque
são de
pouco ou
nenhum
valor agronômico.As
espécies cultivadastem
origem
no
Mediterrâneo e as que se destacam são o tremoço branco (Lupinus albus L.), tremoço
azul (Lupínus augustifolius L.) e o tremoço amarelo (Lupinus luteus L.), a diferença
principal entre as espécies e que dá o
nome
vulgar àmesma
é a cor da flor.Além
desta diferença existem muitas outras de caráter morfológico e fisiológico entre as espécies.O
tremoço apresentaum
sistema radicular pivotante bastante profundo, o quetraz grandes beneficios à estrutura física
do
solo.A
incorporação deve ser feitaem
plenafloração da
terceiracamada de flores,quando
a primeira e a segrmdacamada
encontram-se
com
vagensem
desenvolvirnento, neste estágio amassa
verde .apresentaráseu rendimento
máximo.
A
colheita dos grãospode
ser motorizada(DERPSCH
&
CALEGARI,
1994).Ervilha Forrageira
(Pisum
sativum subesp. arvense)Também
chamada
de ervilhado campo,
esta legurnjnosatem
como
centro provável de origem o OrienteMédio
e aEtiópia(DERPSCH
&
CALEGARI,
1992).WHITE
et alii (1955) citados porMONEGAT
(1991) citamcomo
centro de origem oMediterrâneo Central.