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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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AURA

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AQUEL

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IRANDA

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ODRIGUES

2013217

Regente: Professor Doutor Rui Maio Orientadora: Dr. Ana Leitão

RELATÓRIO FINAL

Estágio Profissionalizante

(2)

Laura Rodrigues | 2013217

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS ... 2

2. ESTÁGIOS PARCELARES ... 2

A. SAÚDE MENTAL – 7 de Setembro a 4 de Outubro de 2019 ... 2

B. MEDICINA GERAL E FAMILIAR – 7 de Outubro a 1 de Novembro de 2019 ... 3

C. PEDIATRIA – 4 a 29 de Novembro de 2019 ... 4

D. GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA – 2 de Dezembro de 2019 a 10 de Janeiro de 2020 ... 5

E. CIRURGIA GERAL – 20 de Janeiro a 13 de Março de 2020 ... 5

F. MEDICINA INTERNA – 19 de Maio a 2 de Junho de 2020 ... 6

3. ELEMENTOS VALORATIVOS ... 7

4. REFLEXÃO CRÍTICA FINAL ... 8

5. ANEXOS ... 10

Abreviaturas utilizadas:

CHLC – Centro Hospitalar de Lisboa Central; CHLO – Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental; HBA – Hospital Beatriz Ângelo; MGF – Medicina Geral e Familiar; MIM – Mestrado Integrado em Medicina; SI – Serviço de Internamento; SU – Serviço de Urgência; TEAM – Trauma

Evaluation and Managment; UPI – Unidade da Primeira Infância; USF – Unidade de Saúde

Familiar; VSR – Vírus Sincicial Respiratório

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(3)

Laura Rodrigues | 2013217

1. I

NTRODUÇÃO E OBJECTIVOS

O Estágio Profissionalizante, inserido no 6º ano do plano de estudos do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas, apresenta-se como uma oportunidade de proporcionar a aquisição gradual de autonomia aos estudantes de medicina, de forma a auxiliar a transição entre a fase de estudos académicos e o início da vida profissional.

Nesse sentido, e de forma a melhorar a minha capacidade de praticar uma medicina centrada no doente e de trabalho em equipa com base nos recursos disponíveis, tendo presentes os objectivos definidos em O Licenciado Médico em Portugal1 e nas Fichas dos Estágios

Parcelares, defini como objectivos gerais para o Estágio Profissionalizante: (1) Melhorar a comunicação médico-doente e com os outros profissionais de saúde; (2) Adquirir autonomia na realização do exame objectivo e colheita de história clínica; (3) Saber requisitar de forma racional os exames complementares necessários ao diagnóstico das patologias mais frequentes e ser capaz de os interpretar; (4) Colmatar lacunas no conhecimento teórico em especial na área da terapêutica.

Com a finalidade de descrever de forma sucinta os estágios realizados nas seis áreas clínicas que constituem o Estágio Profissionalizante (Anexo I), elaboro este Relatório Final de Estágio, um documento dividido em 3 secções major: (i) Estágios Parcelares, onde estão descritas as actividades, objectivos e limitações de cada estágio parcelar; (ii) Elementos Valorativos, na qual se incluem referências a actividades extracurriculares efectuadas no decorrer principalmente deste ano lectivo e (iii) Reflexão Crítica Final; e que termina com uma secção de anexos variados, referidos ao longo do documento e nos quais se incluem os certificados obtidos.

2. E

STÁGIOS PARCELARES

A. SAÚDE MENTAL

– 7 de Setembro a 4 de Outubro de 2019 | Prof. Doutor Miguel Talina

Este estágio, com duração de 4 semanas, foi realizado na Unidade da Primeira Infância (UPI) do Hospital Dona Estefânia sob orientação da Dr.ª Berta Ferreira.

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Laura Rodrigues | 2013217 A maior parte decorreu na UPI, uma Unidade dedicada à prestação de cuidados a crianças com idades inferiores aos 3 anos e às suas famílias, permitindo não só identificar a patologia, mas também educar os pais no sentido de melhorar o desenvolvimento da criança de forma a que seja possível atingir o seu potencial funcional máximo. Neste contexto assisti a consultas de primeira vez e consultas de seguimento observando um total de 25 crianças, das quais 11 apresentavam Perturbação da Relação e da Comunicação. No Serviço de Urgência (SU) contactei com patologia aguda (Risco de Suicídio e Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção) em crianças mais velhas/adolescentes. Adicionalmente assisti às reuniões de serviço, numa das quais apresentei o Registo de Interacção (Anexo II) elaborado no decorrer de uma consulta de primeira vez.

Estando a UPI dedicada a uma faixa etária restrita da pedopsiquiatria, uma das limitações que considero mais importante é a ausência de contacto com a patologia psiquiátrica que será mais comum na minha prática futura, a do adulto. No entanto, tendo em conta que o estágio realizado na área da Saúde Mental do 5º do MIM esteve mais focado nessa vertente, considero a presença na UPI como um complemento relevante à minha formação.

De uma forma global os objectivos específicos propostos para este estágio foram cumpridos – importância da avaliação do doente como um todo e das suas capacidades funcionais para identificar sintomas de perturbação psiquiátrica tendo sempre em conta a sua situação social e familiar, reconhecendo as situações de risco e referenciando de acordo com as necessidades individuais.

B. MEDICINA GERAL E FAMILIAR

– 7 de Outubro a 1 de Novembro de 2019 | Prof.ª Doutora Isabel Santos

Este estágio foi realizado na USF Conde da Lousã, na Damaia, sob orientação da Dr.ª Leonor Prata e do Dr. Pedro Carvalho e teve uma duração de 4 semanas.

Assisti a mais de 200 consultas distribuídas pelas diversas vertentes da MGF pelo que foi possível contactar com todas as faixas etárias (desde o 1º mês de vida aos 98 anos). A maioria destas foram Consultas de Saúde do Adulto, nas quais tive oportunidade de praticar o exame objectivo. As patologias mais frequentemente observadas foram Hipertensão, Diabetes Mellitus, Dislipidémia e Osteoartrose. Tornou-se desta forma evidente a necessidade de realçar, junto dos utentes, que os bons hábitos de saúde contribuem para o auxílio do controlo das suas doenças crónicas. Foi também possível assistir a Consultas de Saúde Materna, Saúde Infanto-Juvenil e outras consultas mais específicas nomeadamente Consulta de Diabetes e de Cessação Tabágica, igualmente importantes para a promoção da saúde. O contacto com a patologia aguda

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Laura Rodrigues | 2013217 (principalmente infecção respiratória superior aguda) deu-se através da Consulta Aberta. Participei em consultas ao domicílio sendo estas de elevada importância na prestação de cuidados a utentes que não têm possibilidade de se deslocar à USF. Estes dois aspectos realçaram a importância da prevenção como forma de melhorar o controlo das patologias crónicas e como factor contribuinte para o bem-estar da população.

Como maior limitação deste estágio realço a ausência da possibilidade de observação autónoma de utentes com posterior discussão diagnóstica e terapêutica com o orientador uma vez que esta teria sido uma mais valia para a aquisição gradual de autonomia.

De uma forma geral os objectivos propostos foram cumpridos – importância da observação centrada no utente, sem descurar a realização de um exame objectivo dirigido e tendo sempre em consideração o contexto familiar, social e económico uma vez que estes também contribuem para o bem-estar e controlo das patologias.

C. PEDIATRIA –

4 a 29 de Novembro de 2019 | Prof. Doutor Luís Varandas

Este estágio teve uma duração de 4 semanas e foi realizado no Hospital CUF Descobertas sob orientação da Prof.ª Dr.ª Ana Serrão Neto e da Dr.ª Sílvia Pereira.

Estive presente principalmente nas consultas de pediatria médica e no serviço de internamento (SI). As primeiras dedicavam-se preferencialmente à vigilância da saúde infantil (desde o 1º mês aos 13 anos) e a marcações por iniciativa dos cuidadores cujo principal motivo era congestão nasal e tosse com 48-72h de evolução. Por sua vez, no SI acompanhei a evolução de algumas crianças com patologia (maioritariamente Bronquiolite positiva para Vírus Sincicial Respiratório (VSR)) desde o seu internamento até ao momento da alta. Foi neste contexto que realizei uma história clínica (Anexo II). O contacto com a patologia aguda mais comum na idade pediátrica deu-se no SU, onde observei de forma tutelada aproximadamente 50 crianças. Assisti ainda a consultas de especialidades pediátricas nomeadamente ortopedia, cirurgia e cardiologia e participei num workshop de Simulação Avançada de Pediatria no Hospital Dona Estefânia. Adicionalmente apresentei em grupo o tema “Abordagem da dor abdominal aguda” (Anexo II).

Destaco como principal limitação a pouca autonomia proporcionada durante a observação das crianças ainda que tenha realizado observação das mesmas de forma tutelada.

De uma forma geral os objectivos propostos foram cumpridos – comunicação de forma compreensível e humanizada com a criança/adolescente e a sua família de forma a permitir uma boa colheita anamnésica e de exame objectivo tornando possível a identificação e actuação perante as doenças mais comuns da pediatria, reconhecendo os critérios de gravidade.

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Laura Rodrigues | 2013217

D. GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

– 2 de Dezembro de 2019 a 10 de Janeiro de 2020 | Prof.ª Doutora Teresinha Simões

O estágio, com duração de 4 semanas, foi realizado no Hospital de São Francisco Xavier sob orientação do Dr. Rui Gomes.

Assisti a aproximadamente 30 consultas de Ginecologia nas suas diversas vertentes: Apoio à Fertilidade, Patologia do Colo e Uro-ginecologia. Tive também contacto com exames complementares de diagnóstico, nomeadamente Ecografia Ginecológica. Contactei de forma próxima com as técnicas cirúrgicas através da observação das cirurgias que decorriam no Bloco Operatório (destaco a participação como 2º ajudante numa histerectomia com anexectomia bilateral). Na área da Obstetrícia foi possível observar as diversas fases da gestação e perceber as situações que carecem de referenciação ao acompanhar aproximadamente 30 consultas divididas pelas seguintes vertentes: Diagnóstico Pré-natal, Medicina Materno-fetal, Ecografia Obstétrica (realizadas nos 3 trimestres), Patologia Fetal e Bloco de Partos onde assisti a dois partos eutócicos. Adicionalmente participava nas reuniões de Serviço onde eram apresentados temas de relevo tendo inclusive apresentado em grupo um journal club sobre o tema “Morte Fetal – Incidência, Etiologia e Prevenção” (Anexo II). O contacto com patologia aguda ocorreu através da participação em aproximadamente 48h horas no SU.

A principal limitação deste estágio prendeu-se com a necessidade de um esquema de rotatividade entre os alunos durante o período de consultas, que condicionou um menor número de oportunidades de realização autónoma da observação ginecológica das doentes.

Considero que de uma forma geral os objectivos propostos foram cumpridos – aquisição de capacidades de comunicação com a utente e os seus acompanhantes de forma a permitir uma recolha estruturada e eficaz da anamnese e exame objetivo de forma a identificar e actuar nas principais patologias ginecológicas e obstétricas, reconhecendo os critérios de gravidade e identificando as situações que carecem de referenciação ao especialista.

E. CIRURGIA GERAL

– 20 de Janeiro a 13 de Março de 2020 | Prof. Doutor Rui Maio

Este estágio, com duração total de 8 semanas, foi realizado no Hospital Beatriz Ângelo (HBA) sob orientação do Dr. Francesco Della Nave.

Durante 3 semanas participei em cerca de 25 consultas de Cirurgia Geral, maioritariamente de follow-up cirúrgico o que me permitiu obter algum grau de autonomia na observação dos doentes. Assisti a aproximadamente 20 procedimentos cirúrgicos no bloco operatório (destaco a participação numa duodenopancrectomia) e acompanhei alguns de doentes no Serviço de

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Laura Rodrigues | 2013217 Internamento em contexto de pré e pós-cirúrgico do qual resultou a apresentação em grupo de um caso clínico de neoplasia do cólon sigmóide intitulado “Tirar ou não tirar, eis a questão!” (Anexo II).

Realizei, durante 2 semanas, um estágio opcional na Gastroenterologia por pretender uma melhor compreensão das patologias desta especialidade. Desta forma, ao observar mais de 40 consultas, tive contacto com técnicas endoscópicas tanto em contexto de rastreio neoplásico como de tratamento e com as patologias mais comuns do foro gastrointestinal.

Adicionalmente realizei o Curso “Trauma Evaluation and Managment” (TEAM) (Anexo III) que permitiu aquisição e consolidação de conhecimentos relativos aos cuidados a ter na abordagem ao doente politraumatizado.

Complementei a minha formação ao estar presente nas 7ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia do HBA (Anexo IV) e na Sessão de Formação “Urgências” para Internos de Formação Geral (Anexo V) que me permitiram actualizar e consolidar conhecimentos previamente adquiridos.

Como maiores limitações do estágio destaco o pouco contacto com patologia aguda do foro cirúrgico e com as técnicas de pequena cirurgia que teriam sido obtidas em contexto de urgência, justificáveis por questões logísticas inerentes ao funcionamento do SU do HBA.

De uma forma geral os objectivos propostos foram cumpridos – execução de um exame clínico metódico e completo que permite reconhecer e diagnosticar as principais síndromes cirúrgicas distinguindo as situações clínicas que carecem de intervenção cirúrgica eletiva vs urgente; execução de técnicas comuns de pequena cirurgia conhecendo as técnicas de anestesia e de assépsia necessárias para o efeito.

F. MEDICINA INTERNA

– 19 de Maio a 21 de Junho de 2020 | Prof. Doutor Fernando Nolasco

Devido à situação actual de pandemia da COVID-19, as actividades presencias deste estágio, a serem realizadas entre os dias 16 de Março e 15 de Maio de 2020 no Serviço de Medicina Interna do Hospital das Forças Armadas, foram suspensas na sua totalidade.

A substituição das actividades práticas programadas ocorreu entre os dias 19 de Maio e 21 de Junho de 2020 e passou pela elaboração em grupo de um artigo de revisão sobre o tema “COVID-19 e Eventos Trombóticos” (Anexo II). Durante o tempo decorrido entre a suspensão das actividades e a substituição das mesmas, de forma autodidacta, adquiri conhecimentos académicos que considerei de elevada importância para a minha prática clínica futura.

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Laura Rodrigues | 2013217 Ainda que a suspensão das actividades práticas hospitalares tenha importância na contenção da propagação do vírus, apresenta-se como uma limitação major à aquisição de capacidades essenciais para a prática clínica que não podem ser obtidas de outra forma – desenvolvimento da comunicação com o doente e seus familiares e aquisição de autonomia na realização do exame objectivo e gestos técnicos.

Considero por isso que houve apenas um cumprimento parcial dos objectivos propostos - aquisição de competências teóricas que permitem a hierarquização das situações clínicas de maior emergência e da discussão diagnóstica e terapêutica.

3. E

LEMENTOS VALORATIVOS

De forma a desenvolver competências relevantes para o ensino académico pré-graduado e para a minha formação pessoal (uma vez que “O médico que apenas sabe medicina, nem

medicina sabe”2), participei em diversas actividades extracurriculares, não só durante este ano

lectivo, como ao longo do MIM.

Desempenho funções como membro efectivo da Comissão de Curso (Anexo VI) com voz ativa no Conselho Pedagógico em representação dos alunos do 6º ano do MIM, um dos elementos preponderantes na estrutura universitária e na regulamentação do ensino médico. No decorrer do desempenho deste cargo, cooperei como elo de ligação entre os alunos e secretariados/regências das unidades curriculares. Adicionalmente, durante a altura da pandemia da COVID-19, auxiliei a transição do ensino prático dos estágios parcelares para um modelo e-learning.

Ser um elemento da Equipa de Voleibol da AEFCM (Anexo VII) desde cedo no meu percurso académico permitiu-me não só manter a prática de actividade física, essencial para o meu bem-estar físico e psicológico, mas também melhorar as minhas capacidades de trabalho em equipa e de liderança.

Como complemento ao ensino providenciado pelas Unidades Curriculares do MIM e de forma a me manter actualizada face à evidência científica actual, assisti a conferências, sessões formativas e workshops de temas que considerei relevantes (Anexos VIII-XII).

2 Como citado em "Ler história: Edições 21-24" – pág. 16, Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa, 1993.

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Laura Rodrigues | 2013217

4. R

EFLEXÃO CRÍTICA FINAL

Com o final do MIM torna-se importante reflectir sobre o meu percurso académico e os impactos que este teve para a minha formação pessoal e profissional.

De uma forma geral, os estágios realizados nas diversas especialidades que compõem o Estágio Profissionalizante realçaram a importância de praticar uma medicina centrada no ser humano doente na sua dimensão pessoal, familiar e social.

Os estágios de Pediatria e Psiquiatria permitiram-me melhorar as minhas competências práticas tanto ao nível da abordagem do doente pediátrico, consolidando os sinais de alarme e os pontos essenciais a abordar durante o exame objetivo de acordo com a faixa etária, como da comunicação com os seus cuidadores. O desafio da comunicação com crianças, principalmente quando apresentam dificuldades na relação e na comunicação, realçou a necessidade de que é preciso mais do que apenas comunicação verbal para as abordar. É essencial estar atento à linguagem não verbal, respeitar o seu espaço e desejo de interação e adequar as nossas interações de forma a moderar a actividade da criança para que seja possível comunicar e interagir com a mesma. Realço a importância da passagem na UPI na compreensão dos “rótulos” atribuídos às crianças com doença psiquiátrica, uma vez que só com apoio familiar e social é possível auxiliá-las a atingir o seu potencial máximo de desenvolvimento.

Foi no estágio de MGF, no contexto dos cuidados de saúde primários, que contactei de forma mais próxima com a doença crónica e com os desafios da gestão do doente polimedicado. Aqui realçou-se a necessidade de integrar o utente, por ser a pessoa mais capaz de gerir a sua saúde, na tomada de decisões relacionadas com o seu diagnóstico e terapêutica. Apesar de não ter tido oportunidade de realizar observação autónoma de doentes, considero que este estágio foi uma mais valia na consolidação do reconhecimento, diagnóstico e abordagem terapêutica das patologias mais frequentes na população adulta.

Em relação ao estágio de Ginecologia e Obstetrícia destaco a diversidade de vertentes com as quais tive possibilidade de contar e que me permitiu consolidar a abordagem à mulher grávida e à mulher com patologia do foro ginecológico.

O estágio de Cirurgia Geral, ao proporcionar oportunidades de participação em cirurgias, possibilitou um contacto mais próximo com as técnicas utilizadas. Tive oportunidade de participar em discussões terapêuticas que estimularam o raciocínio clínico e que me permitiram consolidar conhecimentos, em especial o reconhecimento de sinais de alarme de patologia que carece de abordagem cirúrgica emergente. Infelizmente, por razões inerentes à organização do

(10)

Laura Rodrigues | 2013217 estágio, não tive muitas oportunidades de praticar as técnicas de pequena cirurgia. No seguimento deste estágio, o contacto com a especialidade de gastroenterologia realçou o papel das técnicas endoscópicas no rastreio e tratamento de patologias foro gastrointestinal.

Esperava que o estágio de Medicina Interna me proporcionasse um maior grau de autonomia na área da gestão do doente ao nível da abordagem diagnóstica e terapêutica. Contudo, pelo facto de não ter sido possível a realização da componente prática, ainda que a maioria dos objectivos para este estágio tenham sido cumpridos, considero que o meu objectivo major de colmatar lacunas no conhecimento terapêutico ficou parcialmente por completar. Isto deve-se ao facto de considerar que o contacto prático e a discussão terapêutica são benéficos na estimulação do raciocínio de uma forma que não é passível de ser obtida através de uma leitura mais académica.

Não deixando de abordar as actividades extracurriculares que contribuíram em muito para o meu crescimento pessoal, considero que o cargo na Comissão de Curso foi o mais desafiante, mas simultaneamente foi o que mais contribuiu para a melhoria de competências nos domínios da comunicação tanto com os colegas como com outros profissionais de saúde, da procura incessante de soluções para os problemas que me eram colocados e da necessidade de trabalhar em equipa para alcançar um objectivo em comum.

Concluo então o 6º ano do MIM com um sentimento de satisfação pessoal ao recordar que apesar de diariamente, ao longo do curso, não me aperceber de alterações significativas no conhecimento adquirido, constato agora que os anos de ensino pré-graduado trouxeram uma grande mudança não só a nível profissional, mas também pessoal. “Sometimes, the journey is

just as important as the outcome.” – Alex Morgan

Termino com um agradecimento muito especial à minha família e amigos por me terem apoiado e estarem sempre presentes mesmo nas alturas mais difíceis do meu percurso académico.

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Laura Rodrigues | 2013217

5. A

NEXOS

L

ISTA DE

A

NEXOS:

Anexo I -Cronograma do Ano Lectivo 2019/2020

Anexo II - Tabela sumária com as atividades desenvolvidas no âmbito do Estágio Profissionalizante

Anexo III - Certificado de Participação do Curso TEAM

Anexo IV - Certificado de Participação nas 7ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia do HBA Anexo V - Certificado de Participação na Sessão de Formação “Urgências”

Anexo VI - Circular da Direcção nº 025/2020 – Eleição dos Representantes dos Alunos dos Ciclos de Estudos no Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências Médicas

Anexo VII - Certificado de Participação na Equipa de Voleibol Feminino da AEFCM Anexo VIII - Certificado de Participação no iMed Conference® 11.0 Lisbon 2019 – Sessões Anexo IX - Certificado de Participação no iMed Conference® 11.0 Lisbon 2019 – Workshop de Anestesia Regional “Painless – Regional Anaesthesia”

Anexo X - Certificado de Participação no iMed Conference® 11.0 Lisbon 2019 – Workshop de Nutrição e Desporto “Eat and Run – Nutrition and Sports”

Anexo XI - Certificado de Participação nas Jornadas de Cardiologia de Lisboa Ocidental Anexo XII - Certificado de Participação na Sessão Formativa de Emergência (AEFCM)

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Laura Rodrigues | 2013217 Anexo I. Cronograma do Ano Lectivo 2019/2020

Estágio

Parcelar Regente Tutor(es) Local de Estágio

Período de Estágio

Saúde Mental Prof. Doutor

Miguel Talina Dr.ª Berta Ferreira

Hospital Dona Estefânia – CHLC 07.09.2019 a 04.10.2019 Medicina Geral e Familiar Prof.ª Doutora Isabel Santos Dr.ª Leonor Prata Dr. Pedro Carvalho USF Conde da Lousã 07.10.2019 a 01.11.2019

Pediatria Prof. Doutor

Luís Varandas Prof.ª Dr.ª Ana Serrão Neto Dr.ª Sílvia Pereira Hospital CUF Descobertas 04.11.2019 a 29.11.2019 Ginecologia e Obstetrícia Prof.ª Doutora Teresinha Simões Dr. Rui Gomes Hospital de São Francisco Xavier – CHLO 02.12.2019 a 10.01.2020

Cirurgia Geral Prof. Doutor Rui Maio Dr. Francesco Della Nave Hospital Beatriz Ângelo 20.01.2020 a 13.03.2020 Medicina Interna Prof. Doutor Fernando Nolasco Dr.ª Ana García

Dr.ª Ascension Lopez N/A

19.05.2020 a 21.06.2020

(13)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo II. Tabela sumária com as atividades desenvolvidas no âmbito do Estágio

Profissionalizante

Estágio Parcelar Actividades Desenvolvidas Autores

Saúde Mental Registo de Interação Laura Rodrigues

Pediatria

História Clínica: Bronquiolite VSR positiva Laura Rodrigues

Sessão Clínica: “Abordagem da Dor

Abdominal Aguda” Ana Silva Laura Rodrigues Margarida Dupont Ginecologia e Obstetrícia

Journal Club: “Morte Fetal – Incidência, Etiologia e Prevenção”

Ana Costa Laura Rodrigues

Maria Branco

Cirurgia Geral Caso Clínico: “Tirar ou não tirar, eis a

questão!”

Afonso Castro Laura Rodrigues

Rui Inês

Medicina Interna Artigo de Revisão: “COVID-19 e Eventos

Trombóticos”

Diogo Acosta Laura Rodrigues

(14)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo III. Certificado de Participação do Curso TEAM

(15)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo IV. Certificado de Participação nas 7ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia do HBA

(16)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo V. Figura 3. Certificado de Participação na Sessão de Formação “Urgências”

(17)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo VI. Circular da Direcção nº 025/2020 – Eleição dos Representantes dos Alunos dos Ciclos de Estudos no Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências Médicas

[…]

(18)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo VII. Certificado de Participação na Equipa de Voleibol Feminino da AEFCM

(19)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo VIII. Certificado de Participação no iMed Conference® 11.0 Lisbon 2019 – Sessões

(20)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo IX. Certificado de Participação no iMed Conference® 11.0 Lisbon 2019 – Workshop de Anestesia Regional

(21)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo X. Certificado de Participação no iMed Conference® 11.0 Lisbon 2019 – Workshop de Nutrição e Desporto

(22)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo XI. Certificado de Participação nas Jornadas de Cardiologia de Lisboa Ocidental

(23)

Laura Rodrigues | 2013217 Anexo XII. Certificado de Participação na Sessão Formativa de Emergência (AEFCM)

Referências

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