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Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial vol.13 número5

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Academic year: 2018

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R Dental Press Ortodon Ortop Facial 18 Maringá, v. 13, n. 5, p. 18-19, set./out. 2008

João Milki Neto*

Aplicação de mini-implantes no túber da maxila

para o tratamento de protrusão maxilar

O uso de mini-implante na região do túber da maxila para retração do arco superior no tratamen-to de protrusão maxilar merece certa discussão.

Os autores fazem uma revisão sobre as con-dições anatômicas da região da tuberosidade ma-xilar. Mostram que é um local com pouco osso cortical e, às vezes, com pouco espaço ósseo para a inserção de mini-implantes, pela presença de terceiros molares. É, portanto, uma área instável para o uso deste tipo de ancoragem esquelética.

Apesar da revisão da literatura corroborar que os mini-implantes são raramente colocados nesta região, os autores trataram, com sucesso, um caso de retração de dentes do arco superior, apoiando em mini-implante instalado no túber da maxila.

Mesmo com o sucesso dos autores, é impor-tante lembrar que essa é uma região com um alto índice de perda de mini-implantes e que, portan-to, não deve ser a alternativa principal de trata-mento.

Comparação entre as taxas de retração do canino

nas ancoragens convencional e com

mini-implantes

Será que a ancoragem esquelética realmen-te ajuda a movimentar o denrealmen-te mais rápido? Essa questão moveu os autores a realizarem essa pesqui-sa, comparando um grupo de ancoragem esquelé-tica com outro de ancoragem convencional para a retração de canino.

As distâncias percorridas pelos caninos em am-bas as situações foram registradas e comparadas, obtendo-se o seguinte resultado: a distância média percorrida por mês no grupo de ancoragem esque-lética foi de 0,93mm na maxila e 0,83mm na man-díbula e no grupo de ancoragem convencional foi de 0,81mm na maxila e de 0,76mm na mandíbula.

Dessa maneira, concluiu-se que os mini-implantes diminuem o tempo de tratamento e tornam o pro-cedimento mais preciso, ao contrário do grupo con-vencional, pela perda de ancoragem ocorrida.

O trabalho comprova o que é observado na clí-nica diária do ortodontista. A fixação esquelética, por mini-implantes ou miniplacas, é uma realidade indispensável para a Ortodontia contemporânea, pela sua eficácia e diminuição do tempo de traba-lho. Essa é uma resposta da Ortodontia aos anseios dos pacientes que, cada vez mais, exigem precisão e rapidez nesta modalidade de tratamento odonto-lógico.

NAKAO, Noriko; KITAURA, Hideki; KOGA, Yoshiyuki; YOSHIDA, Noriaki. Application of a mini-screw at the maxillary tubercle for treatment of maxillary protrusion. Orthod. Waves, Tokyo, v. 67, p. 72-80, 2008.

THIRUVENKATACHARI, B.; AMMAYAPPAN, P.; KANDASWAMY, R. Comparison of rate of canine retraction with conventional molar anchorage and titanium implant anchorage. Am. J. Orthod. Dentofacial Orthop., St. Louis, v. 134, no. 1, p. 30-35, 2008.

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R Dental Press Ortodon Ortop Facial 19 Maringá, v. 13, n. 5, p. 18-19, set./out. 2008

* Fellow em CTBMF pela Universidade do Texas – Southwestern Medical Center – Dallas. Especialista (Unievangélica – Anápolis) e Mestre (UnB – Brasília) em CTBMF. Doutorando em Implantodontia (USC – Bauru). Professor de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Universidade de Brasília.

MILKI NETO, J.

Endereço para correspondência

João Milki Neto

SHLS QD 716 CONJ L BL 1 SL 319 CEP: 70.390-700 - Brasília / DF E-mail: [email protected]

O uso de miniplacas como ancoragem esquelética

para o tratamento de segundos molares

severamente impactados

Um problema constante na prática odontoló-gica é a impacção de molares inferiores. O artigo apresenta um caso clínico com o segundo molar inferior incluso e impactado em uma posição de-safiadora em três aspectos: pela sua profundidade, pela existência de um terceiro molar inferior im-pactado sobre o segundo molar e pela sua posição em relação ao nervo alveolar inferior, que cruza o terço apical do dente em questão.

O tratamento consistiu na remoção do terceiro molar, para permitir o acesso, através do alvéolo, para colagem de um braquete na coroa do segun-do molar, sem causar danos às estruturas adjacen-tes, como o nervo alveolar e o osso cortical. Por meio de uma miniplaca instalada na região retro-molar, o tracionamento do dente foi realizado com um fio de aço amarrado da miniplaca ao braquete do segundo molar. Após oito meses, o dente havia irrompido e seguiu-se o seu alinhamento e

nivela-mento. O tempo total de tratamento foi de 2 anos e 2 meses.

A utilização de miniplacas na região retro-molar deve ser bem planejada, por essa ser uma área com tecido mole muito elástico e com pouco espaço viável de instalação, além do difícil acesso durante a cirurgia. É importante, também, avaliar se, com os dentes ocluídos, não há interferência do dispositivo de ancoragem sobre os dentes ou tecidos adjacentes. Levando em consideração to-dos os aspectos de instalação da miniplaca, o uso de ancoragem esquelética foi uma ótima alter-nativa para o tracionamento de dente com grave impacção. Primeiramente, por eliminar os efeitos adversos que a mecânica ortodôntica tradicional implicaria e, assim, facilitar o tracionamento. E, em segundo lugar, por diminuir o risco de lesão ao nervo alveolar inferior, que, no caso relatado, esta-va intimamente relacionado ao molar impactado.

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