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Rev. esc. enferm. USP vol.14 número2

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Academic year: 2018

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A C R I A N Ç A Q U E I M A D A N U M A U N I D A D E N Ã O E S P E C I A L I Z A D A D E H O S P I T A L G E R A L

Eni de Jesus Rolim *

Marcus Antonio da Silva Leme **

ROLIM, E. de J. & LEME, M . A . da S. A criança queimada numa unidade não especiali-zada de hospital geral. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 74(2):139-146, 1980.

A necessidade de melhorar os cuidados de enfermagem para crianças queimadas, inter-nadas em unidade pediátrica de hospital geral, levou os autores a adaptar rotinas para so-lução do problema. Os resultados foram bons e se pôde constatar: evoso-lução mais rápida dos pacientes, aumento de interesse do pessoal pelos pacientes, diminuição do tempo gasto na execução dos cuidados.

I N T R O D U Ç Ã O

O hopital-escola, de duzentos leitos, usado por alunos da Escola de Enfer-m a g e Enfer-m da P U C - S P , abriga uEnfer-ma população c o Enfer-m diagnósticos os Enfer-mais diversos, não contando c o m unidade especial para queimados, apesar de não serem raros os pa-cientes c o m tal problema, principalmente crianças.

Sendo a Clínica Pediátrica nosso local de ação, decidimos adaptar cuidados para essas crianças, procurando instalar precariamente u m a unidade para queima-dos, a f i m de melhorar o atendimento e estabelecer rotinas, c o m os poucos recursos disponíveis.

O primeiro c u i d a d o foi a escolha das instalações, utilizando a planta física j á existente. Optamos por u m a enfermaria situada e m frente a u m banheiro, dei-xando-o para exclusivo uso das crianças queimadas, c o m prescrição de balneotera-pia; a enfermaria está situada ao lado d o posto e sala de serviços de enfermagem, para maior vigilância e funcionalidade.

Há aproximadamente dois anos, vimos seguindo esse esquema, e a enferma-ria se manteve c o m , n o m á x i m o , três pacientes. A t é o m o m e n t o , oito pacientes foram tratados, u m deles apresentando 5 0 % de área queimada, e outro, 6 5 % . A primeira j á está fazendo as plásticas de reparação e a segunda está e m fase de enxertia, faltando a reepitelização de uma área de aproximadamente 2 7 % ; as de-mais j á tiveram alta, c o m melhora relativa, o u seja, e m condições de voltar no-vamente a uma vida normal.

E n f i m , toda criança queimada, embora e m área pequena, é tratada dentro do esquema estabelecido, independente da gravidade d o quadro.

* Professor Assistente Doutor da disciplina Enfermagem Pediátrica, da Faculdade d e Enfermagem d a PUC-SP e m Sorocaba.

** Professor da disciplina Enfermagem Cirúrgica, d o Colégio Técnico "Professor João Carrozzo", e Su-pervisor da Clinica Cirúrgica d o Hospital d e Ensino S ã o Francisco, da Casa de Nossa Senhora da

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O motivo de relatar essa experiencia é colocar à disposição de colegas, e m si-tuações semelhantes, algumas sugestões que talvez possam ajudar a resolver pro-blemas de atendimento de enfermagem a pacientes queimados, em hospitais despro-vidos de condições para tal.

Nosso objetivo, ao estabelecer normas de tratamento especiais para o queima-d o , queima-dentro queima-de u m a Clínica Pequeima-diátrica, foi o queima-de melhorar o atenqueima-dimento queima-de enfer-m a g e enfer-m a essas crianças, dienfer-minuindo o teenfer-mpo de hospitalização e os trauenfer-matisenfer-mos psíquicos sofridos pelos pequenos pacientes, nessas circunstâncias.

F U N D A M E N T A Ç Ã O

1. Considerações Gerais

A finalidade d o tratamento é minorar os efeitos da queimadura, o mais rá-pido possível. A s técnicas assépticas devem ser utilizadas enquanto se avalia o pa-ciente queimado e, até que seja estabelecida a terapêutica, as feridas são conside-radas abertas e contaminadas.

Para que possamos avaliar adequadamente u m a região queimada, temos de seguir algumas etapas, por nós consideradas iniciais, que colocamos na seguinte o r d e m : registro de sinais vitais, controle hídrico e de diurese, condições de per-meabilidade das vias aéreas, gravidade da queimadura.

2 . Gravidade da Queimadura ( E t i o l o g í a )

A gravidade da queimadura depende de fatores c o m o : extensão, profundida-de, localização anatômica, idade d o paciente, etiología e patologias pré-existentes.

A extensão da área queimada interfere na gravidade d o quadro, pois, quan-to maior a área, maiores serão as perdas sofridas pelo paciente. Usa-se geralmente a chamada "Regra dos N o v e " para indicar a porcentagem da queimadura, confor-m e tabela abaixo: ( " G u i d e to Initial therapy o f B u r n s " Subcoconfor-mnittee on Burns of the Committee o n Trauma, of the American Colleege of Surgeons, Bulletin of the A . C . S . , M a y , June, 1 9 6 4 ) .

Adulto Lactente Criança

cabeça 9% 19% 19 — idade %

p e s c o ç o 1% 1% 1%

t r o n c o face posterior 18% 18% 18%

tronco face anterior 18°/o 18% 18%

m e m b r o superior esquerdo 9% 9% 9%

m e m b r o superior direito 9% 9% 9%

m e m b r o inferior esquerdo 18% 13% 13% + idade 2 %

m e m b r o inferior direito 18% 13% 13% + idade 2%

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— Soluções aquosas ferventes c o m o : chá, café, caldo de feijão, etc. geral-mente p r o v o c a m queimaduras superficiais.

— Soluções oleosas c o m o : óleos e derivados do petróleo, óleo de cozinha, etc.

— Agentes químicos c o m o : produtos de laboratório e materiais usados na agricultura e indústria, que causam queimaduras de diferentes graus.

— Eletricidade, agente que pode atingir grande profundidade e cujos danos poderão aparecer apenas depois de alguns dias. A corrente elétrica provoca necrose e m locais distantes d o inicialmente afetado.

— Metais quentes e chamas de qualquer espécie p r o v o c a m queimaduras profundas.

N ã o podemos também deixar de lado os tecidos sintéticos usados n o vestuá-rio, que também são responsáveis e m grande parte pelo agravamento de lesões térmicas.

Conforme as regiões anatômicas atingidas, as queimaduras p o d e m ser mais o u menos graves; mãos, pés, órgãos genitais e grandes articulações são conside-radas áreas que p o d e m comprometer a funcionalidade e movimentação d o s mem-bros ou pode interferir severamente e m sua auto-imagem.

Está comprovado fisiológicamente que o paciente c o m idade abaixo dos de-zoito meses e acima de sessenta e c i n c o anos corre maiores riscos e m decorrên-cia de queimaduras.

Pela aceleração d o metabolismo, as crianças apresentam u m processo mais rápido de cicatrização d o que o adulto.

É de grande importância ressaltar que a lesão cutânea é apenas u m dos aspectos da patologia e que os efeitos desta agressão p o d e m ser sentidos e m todo o organismo, a curto, médio e longo prazo.

O quadro de queimaduras pode ser agravado p o r qualquer problema de saú-de, apresentado pelo i n d i v í d u o , antes de sofrer o acidente. Exemplos: anemias, problemas respiratórios e circulatórios, insuficiência renal, doenças metabólicas e degenerativas.

3 . Tratamento de Urgência

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O combate à dor e profilaxia d o tétano são imprescindíveis e é d e grande importancia delimitar a área atingida e o peso d o paciente.

A manutenção de via venosa para infusão de líquidos é tão importante quan-to a instalação de controle hídrico rigoroso, p o r m e i o de cateterismo vesical, e con-trole hidrelétrolítico.

Dependendo da queimadura, devemos prestar cuidados locais, e m geral atra-vés de limpeza suave, c o m soro fisiológico m o r n o , evitando-se o emprego de subs-tâncias locais químicas o u tóxicas. Há necessidade de manter a queimadura seca e, sempre que possível, exposta; curativo, se existir, deve ser fechado e contensi-v o , e m seguimentos corpóreos cilíndricos; se o paciente esticontensi-ver traqueostomizado, planejar cuidados de enfermagem específicos.

A reposição de líquidos é feita e m dois períodos:

— o primeiro período de vinte e quatro horas:

— coloides (plasma o u sangue)

— cristaloides

— manutenção hídrica

— se o paciente entrar e m acidóse, o cálculo para hidratação será:

e m quantidade igual à porcentagem da queimadura (até 5 0 % ) , multiplicado pelo peso.

e m quantidade igual à porcentagem da queimadura, multiplicado pelo peso.

sempre que possível, será feita por via oral, c o m rei-dratantes o u solução haldame gelada, cuja composi-ção é:

água 1000 m l NaCl 1,5 g N a H C 03 3,5 g

0,15 multiplicado pelo peso, multiplicado pela por-centagem da queimadura.

segundo período de vinte e quatro horas posteriores:

metade d o volume de coloides e cristaloides mais o v o -l u m e integra-l d e soro g-licosado a 5 % (observar para não superhidratar). O paciente, mesmo c o m terapêu-tica b e m instituída, deve ficar sob cuidadosa observa-ção.

C U I D A D O S D E E N F E R M A G E M

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Abaixo, damos o planejamento dos cuidados de enfermagem, de acordo c o m as necessidades básicas afetadas.

Na fase aguda.

Necesidades básicas afetadas

1. Segurança física

2 . Equilíbrio das funções vitais

3. Higiene e integrida-de do revestimento cutâneo-mucoso.

4 . Equilíbrio hidreletro-lítico

5. Eliminação urinaria

2 . Na fase crônica

Necesidades básicas afetadas

1. Segurança física

Cuidados de enfermagem

Providenciar medicação prescrita. Dar apoio psico-lógico tentando obter colaboração d o paciente, para evitar desnecessários traumatismos (agitação, m e d o e d o r ) .

Usar campos estéreis para cobrir o paciente e mantê-l o e m condições assépticas o m á x i m o possívemantê-l. Se possível, mudar o decúbito a cada duas horas. Permitir a presença, na cabeceira d o leito, de pessoa estritamente ligada à criança.

Controlar os sinais vitais e a pressão venosa a cada hora. Caso haja necessidade d e traqueostomia, manter a aspiração freqüente.

Fazer a limpeza das áreas íntegras c o m água e sabão e das áreas afetadas, se possível c o m soro fisiológico m o r n o , não esquecendo de higienizar os cabelos e unhas (solução de continuidade e sujidade na pele e a n e x o s ) .

Instalação de venoclise c o m solução prescrita. Observação da área de instalação de soro, c o m contro-le horário de gotejamento ( q u e pode atingir até 200 gotas p o r m i n u t o ) . Se houver dissecação de veia, o b -servar as condições locais d o m e s m o . Administrar lí-quidos por via oral (se possível) e controle de quanti-dade ingerida, pois há desequilíbrio hidreletrolítico e sede intensa.

Passagem de sonda vesical de demora e controle de diurese ( v o l u m e horário o u até volume minuto con-forme o necessário), pois o paciente pode entrar e m oliguria o u anuria.

Cuidados de enfermagem

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Da roupa de cama.

Fazer pacotes para esterilização, contendo roupas su-ficientes para vinte e quatro horas.

U m exemplo de conteúdo de pacote: • dois lençóis;

• quatro lençóis móveis;

• duas calças de pijama o u blusas ( c o n f o r m e área q u e i m a d a ) ;

• duas o u mais fronhas, ou conforme o necessário; • u m a toalha de banho.

Manter o quarto livre de insetos nocivos (moscas, ba-ratas, formigas, e t c ) .

2 . Equilíbrio das funções vitais

3. Higiene e integrida-de do revestimento cutâneo-mucoso.

Verificar os sinais vitais a curtos intervalos, princi-palmente a temperatura corpórea.

Fazer a higiene corporal e oral do paciente, inclusive de cabelos e unhas.

Observar cuidadosamente as áreas queimadas desco-bertas, evitando sujidade e deposição de tecidos, res-tos de alimenres-tos, e t c . . .

Observar as regiões da pele sã e possível início de for-mação de escaras de decúbito e, se houver presença de eritema de pele por compressão n o leito, adotar medidas profiláticas.

Manter o paciente na posição prescrita, usando talas, ataduras, coxins, travesseiros, e t c . . . .

4 . Equilíbrio hidreletro-lítico

Hidratar o paciente intensamente p o r via oral, se pos-sível c o m água, hidrax, nidex o u suco, conforme a aceitação, a intervalos de trinta minutos.

Observar a hidratação intravenosa, mantendo a velo-cidade prescrita de soro e observando o local d e inser-ção da agulha, c o m ou sem dissecinser-ção da veia.

5. Alimentação

6. Eliminação urinaria e fecal.

7. Terapêutica

8. Segurança psicológi-ca

Alimentação hiperprotéica hipercalórica e fracionada.

Controlar rigorosamente a diurese, através de sonda vesical j á instalada.

Observar a defecação e prevenir obstipação intestinal.

Administrar medicação prescrita, rigorosamente.

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3 . Na fase de pré-alta

Necesidades básicas afetadas

1. Segurança física

2 . Higiene e integrida-de cutâneo-mucosa

3. Eliminação

4 . Movimentação e ati-vidades

5. Segurança psicológi-ca.

Cuidados de enfermagem

T o m a r cuidado para que as regiões de epitelização não sejam traumatizadas.

Manter a higiene d o ambiente.

Manter a higiene do paciente de forma a diminuir ao m á x i m o a possibilidade de contaminação.

Se for feita limpeza cirúrgica da área queimada, c o m previsão de enxertia para o dia seguinte, não permi-tir que sejam colocadas gazes sobre a ferida.

Continuar a observação rigorosa das eliminações: eva-cuação, diurese, v ô m i t o , presença de secreção nas fe-ridas.

Continuar a manter as posições prescritas c o m o mes-m o rigor.

Os segmentos íntegros o u c o m lesões já cicatrizadas devem ser mantidos e m atividade por meio de: mas-sagem, exercícios ativos e passivos.

Preparar o paciente psicologicamente para balneote-rapia e executá-la dentro dos padrões prescritos. Continuar a permitir livre acesso de familiares à en-fermaria e mantê-los informados das ocorrências sofri-das pelo paciente.

R E S U L T A D O S O B T I D O S

Após algum tempo do estabelecimento da rotina para o cuidado de enferma-gem da criança queimada, foi possível observar melhora em diversos aspectos do funcionamento da unidade.

0 pessoal de enfermagem, devidamente treinado para a execução das rotinas estabelecidas, sentiu-se motivado e o interesse pelo tipo especial de pacientes foi revelado pela dedicação e esmero c o m que se cumpriram as ordens especiais. Em-bora não possamos precisar numericamente, observamos que a criança tratada na unidade de Pediatria permanecia menos tempo n o hospital do que a tratada na unidade de Cirurgia, onde não foi estabelecido esquema especial de tratamento para queimados.

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O aumento <de atenção dada à criança trouxe a esta maior segurança psicoló-gica e o pessoal de enfermagem maior conhecimento das capacidades e limitações do paciente, quanto à suplencia de suas necessidades, dentre outras, de movimen-tação e recreação.

A o ser admitida a criança na enfermaria, nos incumbíamos de transmitir aos pais todas as informações necessárias, inclusive quanto à possibilidade de sua per-manência ao lado do leito.

Apesar disso, apenas uma família acompanhou de perto a recuperação da criança. Os outros apareciam esporadicamente n o hospital; não podemos afirmar se a condição sócio-econômica muito baixa e a distância hospital-residência in-fluenciaram essa ausência.

Agradecimento

Agradecemos aos Dr. Hamilton Aleardo Gonella e ao D r . A f o n s o Carlos Finamor, auxiliares de ensino da Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da PUC — SP, e m Sorocaba, os quais nos orientaram quanto ao tratamento de ur-gência; agradecemos, também, à Enfermeira Maria Celina Tarallo, responsável pela Unidade de Pediatria, que colaborou conosco n o estabelecimento das rotinas para o tratamento dos queimados.

ROLIM, E. de J. & LEME, M . A. da S. The children with burns admitted to a Pediatric Unit of a General Hospital. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 74(2):139-146, 1980.

The necessity of improving nursing care to children with burns, admitted to a Pediatric Unit of a General Hospital, led the authors to adapt the ward so as to have one room pre-pared for such children. Results were good. They can be proved by the quicker evolution of the patients' condition, the increased interest of nursing personnel in caring for such pa-tients and in the decreasing time splent by them in the accomflish ment of their tashs.

BIBLIOGRAFIA

ARTZ, C. P. & MONCRIEF, J. A. Tratamento de queimaduras. 2. ed. México, Interamericana, 1972. CRUZ, A. O. da & NIGUTTI, J. F. O. Eliminação de odores e m unidade d e queimados. Rev. Bras. Enf.,

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GOTO, M . Organização de u m serviço para queimados. Rev. paul. H o s p . , São Paulo, 7(11): 24, n o v . 1959. Organização de u m serviço para queimados. Rev. paul. H o s p . , São Paulo, 7(12): 24, dez. 1959. MELEGA, J. M . Queimaduras. ARS Curandl, São Paulo, 7 ( 7 ) : 6, set. 1974.

MÜLLER, L. & CRUZ, A. O. da. Balneoterapia d o paciente queimado: sistematização d o atendimento de enfermagem. Enf. Novas Dimens. São Paulo, 2 ( 1 ) : 24-7, mar./abr. 1976.

NATIVIDADE, E . M . C o m o escrever u m trabalho científico. Rev. H o s p . Clin., São Paulo, 24(1): 77, j a n . / í e v . 1968.

RUSSO, A. d o C. Tratamento das queimaduras. 2. ed. São Paulo, Sarvier, 1976.

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