r DISSERTAgAO .
feeoc&o Medloa:
DO DIAGXGSTICO LIEJTERENCIAL DAS J I Q Lt.&TIAB A Q U L A S DA MEDULLA E8FINHAL
.
PROPOSigOES .
fc?ec<rBo uouessoria, -*Hyfii-ometriat
Secgiio ciru.rgi.oa,
—
Do thromlio vulvovaginal*Sooyfto Hediou» -Do jaborand
^
,sua do^
fio phyttiologicft& tEerapeutioa.
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apvciieiitadfi d
FACULDADE DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO
EM liO D E SETEMHKO DE 1877
E PERANTE ELLAStSTENTADA EX 29 DE DEZEMRQ D
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ASSONa prcsenpa cfo
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Ex-inter** d* Hospital da Mlserlcordla da CorUu
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D . Luiza da Costa Sant ’ A mu a .
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RIO DE JANEIRO .
IYHKlJtAPlIIA UK On LKUZKVJIlll A Hl.lh!t - HI7A Tiu lrl'S llhirtt HI ' 'W
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vFACULDADE DE MEDICINA BO 810 IE JANEIRO .
DIRECTOR
CouiuHiriro Dr, VISCOMJE m; DAKTA IiAittiL
VICE
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DIRECTORCunaellieiry Dr. BARIO 3>K TaEftKttOPoLiEL i
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SECRETARIO j
Dr* CAfLLOS t
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BKKlKA UK SoiTZA FiUtNANUEa, .I
iDENTES CATHEDRATICOS
PH1MEIKO ANRU
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AntoUlit FqtJtjYilrA Fnuipl
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L u i y. d h Q i i u J i m P i d j u J i i i i i o r.^H H4-^F
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mldmi) Ulliiltsi iulerikn^
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Antonio Caetoitn do AlmeiJn
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V . 1 / 2
C. Z -
DISSERTACAO
Do diagnostico differencial das molestias agudas da medulla espinhal .
Tllfl iMtjrinOB rogH'itlJlg tha fliilnrn nf tluMLfKAfltt
i will) tlm structure Mid fimcUniui pf [Jilt portion iff 1lii- ovrvDUii nj'flttun are in a ti(Ato ctftran-
J J i i ij ! m ii-r n-Mr n iI T I T IB i i r l i M!B+B I B B B B H B B B i iI TI mp ir i r i B i
lUflciilLh** id tlic moxt ftrtltiJdnbJi} kind BIUTUFIFKI IIn limit pJiyulolueirtd, »Tid jxiflHFlogU*} i.'ln-
tiOHjH of din
-
ru.
IIIIP'H, Inru’U-J i i s, Ain.l (ibji-
ncua uft% PLIIILE ror-
1 s n J u e f f&L(AJTILHIT, (Scvrtcc ttml pruitti-. of Tn
^dtorti/),
i
V
1
A
INTRODUCCAO
No
meio das conquistasbrilhantos realisadas
pelaMe -
dicina ,
no correr do seculoXVIII ,
as aflbc^
Oes do sys-tema nervoso ,
e cm particular as da medulla espinhal,
per-
maneceram
noindiflerentismo creado pela
ignoranciaem
que soachava entao
aphysiologia .
E
’que
naquella epocha ,
amedicina de
observagsio,
le-
giido
de llyppocrates
e de Galeno,
obscureein a medicinaphysiologica
quecomec ;
avaa apparecer . Os
observadores de entao,
quandosentiam
as suas vistasparadasporum objecto
material qualquer,
recuavam e protegiam a suacriininosa recusu
coin as celebres palavras de Gaub « meliuscat
sisiere gradum qnam progmli per tenebrm baldos demeios
deinvestigag
&o,
temiam talvcz perder-
se nomeio das hypo -
theses
.
Se 6 verdude que innitas d'estas tern
servido paraaugmentav
a confusao nas sciences deobservaguo
; nao e menos verdude queoutras
serviram de basespara theorias ,
hoje
saneeionadas pela pratica.
Poi levado por hypotheses queProchaska creou
aphysiologia
da medulla espinhal.
Ate
o ultimoquartet
doseculo
passado,
toda a patho-
logia deste centre uervoso resuniia
-
se na denomina§ao vaga despmitis .
Em
1791, J.P
.Frank,
om sua celebro memoriaintitu -
lada
—
De vertebraliscohunnw in morbus iUgnituffy—
publicadu euiPavia
,
assignahm o primeiro,afrequenoia
e a importancia dasalTec
^
oes da medulla.
Hcefaer, Brora , Desfray
e muitosoutros
vAciv
4
continu & ram
aobra encetada
porFrank , ate que
eni1823 nppareceu
omonumental
tratado dasmolestias
damedulla es -
jrinhal) por
Ollivier
,d
’Angers
.Desde
entile JXSaffecgoea espinhaes
comequram aattrahir
mais a
atten
§ao dospathologistas
; aobserva
^
Ro dos factoslornou-se
mais attenta
; as antopsiasmultipliearam
-se e aputhologia
foiassim
seenriquecendo
de dadospreeiosos
.A escola anatomo
-pathologica
deVienna , applicando
osnovos
methodos
deiuvestiga
<jao ao estudo daslesoes
me* dullares,
viaque
aonugmento fieticio , operado
no campo domieroscopio,
correspondia umaugmento
real noshori
-sontes da
soicneia
.Por seu lrnlo, a
escola
daSalpetriiire invadindo
aclasse
das molestias essenaiaes amnicou <Vahi
e passou para o do* iniiiio da pathologia da medulla,raolestias
atd entSo repu-
tadas independentes
dequalquer lesao material
.Apezar
dosgigantescos
csfor<jos d’estas duas
escolas,
as
molestias
damedulla
ainda apvesentamniuitos
pontos obscures.
0 dcsejo que temos do preparar o nosso espirito para
,
ulguin dia, podereomjireliender asoluf
;ao detao
importantes qucstOes,
motivou a escolha do diagmstico differencial dmmo-
les/ias ujtulm da medulla e8j?inkal9 para
assumpto
de nossadissertu
^
iio.As
imperfei
(j5es donosso trabalho ,
nilo odesconheeemos
,sao innumerasj mas ao leitor
justo
e conscieneioso nan fal-
taiA benevolenuia
parao
author novel eforcado
.\ im
l ’ RIIEIRA PARTE
•5
r
CONSIDERAQOES GERAES SOBRE
APHYSIOLOGIA
NOR-
MAL E PATHOLOGIC A DA
MEDULLAESPINHAL
»
B
9
CAPITULO I
Da
transmissao da sensibilidade e da motilidadeA
physiologic
damedulla
espinlial date docomedo d’ este seculo
.Foi
'Walker
(1809 )
* o primeiro quoemittiu
uimopU
wilo
sobre
o modo porque eeim
a trcimsmiasSo da sensihi-
dacle e da nintilidudg pda medulla;
esta
opiniflo,
por6
ui?baseadu
em uma mera concepti de espirito,foi
dous an-
nos mats
tanks camipletemeute
dedruidupor Charles BelL Ksto
physiolngiate,reeniTtmdo A via experimental , DONIONE -
trou
qoe as raizesposter
!ores
sao dcstinadns a transmissaodas impresses sensitives
e as an IorloresA das modifies
motoras .
Mageiulie, Bdliugeri. Flatirons
e miiitosoutros
aopassti que veiifieavam
.
ein suas experienciasj os rofcxdtadosefctkloB
polo eelebrephyslologista
inglez* dotfivam a physiologic damedulla
comeouheoimentos
noyns. ILiviajA
lmiitotempo quo
osphysiologic tes liraitevam
as suas vistns aofimeetona - Bsmo dus coriloes mcdullares , quando Van Doan
oSi
filingchamaram -
lhes anttem /
to subve o papci que representa a*
t
—
»V - Wfv
-
fi
substancia cinzeuta
nos plienomenos do transmissao quo se p&ssam na medulla. Desdeontao
cada experiencia pratieada dava origem a um:i nova, theoriu ; a confusao que cVisto resultou efacil
dese coneeber
,Tal era o estado da
physiologia
da medullaquando
Bromi- Sequ &
rd,
em1856 , guiado
polos dados anatomicog,
pelos
exames necroscopicos
c observa§oes clinic as
viu com sunsexperiencifts ,
hubilmente executadas,
ostoheleceruma
theoria , hoje aceita
pelagrande maioria
dogphysiologistas .
As conclusOes (i que chegou o sabio physiologista ame
-
ricano
,
podem se resumir nas seguintes:A )
TRANSMISSIO DA xSENStBLLlDADEr.
A secgdodos
cor-
does broncos
poster
fores e anlero-
lateraes,
naoimpede
atram -
inmao da scnsibilidade ;
2\ A secgdo de todas as parks da medulla
,
d excepgaodos cordoes brancos
poster
lores, produz aboligdo da semibUidadetuts replies
situ
ados abaixo da secgdo\d"
.
Unia hemiseegdo da medulla produz aboligdo dosensi -
bifidadc no lado
opposto
d seegdo,
havendo constrvagdo e mesmoexogcrogdo da sensibilidade
,
domesmo
huh da seegdo.
Nem todog os
physio
logistic,
por6
m,
concordamoom
os
resultados
obtidos porBrown - Sequard . Alguns , seguindo
a opmiilo de
SchiiT ,
considerain oscordons
brancos posle-
notes como
destiiuidos
a transmissao das impressoes tactis e negam a substanciacinzenta
totla e qualquerinfluencia
n
’ esta
transmissao,A
veracidade
d’esta
tlieoria depende da demonstrayao anatomica de communi^
aijoes directaseutre
as raizesposte -
rioree
e o cerebro; aanatomia existenciii
da medulladetoes ,
commmiicapor^
m, ainda§6es.
mam rccentemeixte
pra
» nao poude verifiear aCom eHeitojas pesquizad aiuiloniieas
V / W 5
ticadas ,
so nosmostram
que os cordoeB posteriorcs sSofor-
mados de
fibras
proprias, dispostas
emarcos , cujas extre -
mtdndes terminam om cellulas da aubstaucia cinzentae que so algumas
.
em pequeuo numero (as daregiao
cervical)
*vao
terminar napout
a do calmnusscrip tonus
. QuailLoAs
raizes sensitives
,
ellns a-traressam
os fordoes posteriorcspara
se dirigiremds poutas
posteriores,
eaoatravessarestes
cordGes ellas
dividem -
seem tres
feixes:a
) Umcomppsto
defibrils horizontaes , atravessa
aporgao
posterior edirige -
sedireetmnente
uspontas
autcriores cliegftdo ahi dietoma
inntnijecto
mais on menosvertical
e cniitte dedurtnncia om distaucia
libras,
dasquaes
umas secontmuam com
as das rnizcsautcriores , outras rcfletem -
se e dirigem
-
se para aspoutas
posteriores d'oude origi-
naram .
b
)0
seguudo feixOj depois deter
atravessado os cor-
ilOes
brancos
posteriores. divide -
se emduas ordens de fibres:umas
vaoter
a commissuraposterior
e se entremizam com as fibms homotngas do lado opposto
; asoutras , conservan -
diKse no
mesmo
ladoque
Ihe corresponds,
cortmumicam,
umas
, com
as cellulasda ponta
posterior eoutras
com as daponta
anterior correspondent©.
C)
0 terceiro
feixc segueuma
direcgtto mais ou menos obliqua, nos oordOes posteriores; as fibrasque
o formam,
terminam
,
ein differcutcs alturus.
nas ceHnlas da aubstanciacinzenta (Lockhart Clarke)
.
Apezar (
Testes
dadosanatonucos
nttocontestaremos
osresultados obtidos por
Sc
biff, em suas
experiencias;nota -
remos
apenas
que a execugiio deltasniioparece
muito facil& vista
dadisposigao
dasubstanda cinzeuta .
0
physiologists
em suas experiences,
destruiudoesta
8
snhstancia e
conservnndo
iatarios os eordOcs brancos
pos-teriores, nao pddc affiangar
aoxistencia
isolada d’estes portanto
osresultados por elle obtidos
nilomerecem
o valor absolute quepretendem
dar-lhes
, Asexperiencing physiolo
- gicas,
11a m&ioria dos
casos, ednosdSo uma explica
§£loapro-
ximada
dos fact os
*E
’necessario
que aanatomia patholo -
gical com sens admiraveis meios
deinvestigagao
que orapossue
,vcnlia estabelccer
arelnqfio cut
re aslesOes por ella encontradas
e phonomenos queforam observados .
E
’verdade
queLuys , segundo
diz o Dr.Jnecoud
, ol>-servou
ofuma mulher na qual aspercep
<j5es dolorosas
eraramuito
vivas e asensibilidade
tut*til completamenteabolida
.Pela autopsia verificou -
seumamollecimento
dos cordOesbran
- cosposteriory
e consemi^
So da substnnm cinzenta*
,A esle facto
,
cuja explicate talvez naoapresente grande difficnldnde ,
pddein-
se opp&routros
eontrarios&
opi-uiao
deSchiff
.Friedreich
( 1)
observoti dousdoentes
quetinliam
eon-
servado
asensibilidade
tactil e nos quaes aautopsia
dc-monstrou
uma atrophia corapleta dos cordues brancos pes
-ter i
ores econservagao
dasubstantia cinzenta
,« Quanto aos casos em que ha abolujao
da sensibilidade
tactil e
conserva
^
ao dadolorosa
, dizVulpian
(2), pdde
-seadmittir que
oselementos
da medullasejam modificados
de tal maneira,
que ns excitatjfleshrandsiB
das extreniidades pe-
ripliericas nao possam mais provocar a excitabilidade d’
estes
elementos,
cm quanto que ascxcita
^
Oes intensaspddem
ainda produzir
a dor ».A
substantia cinzenta 6
portantoa
unicn via de trams-
missao das impress5es sensitivas.
e
( 1 ) Cit- pur JsUttmiil in jmmpUflin ft /'itfiEn'rr tin nnvtfrrw^il/;
—
TnH*—
ISM.t 3 ) Vulpian, fwr fn phfftMupit fffnfrni* f t </u tyttnnt ntrvruz\~Paris
—
Jecti.9
Ttrown - Sequard , levado
ahnlapelas observances
elinicas,
auredita
im existencia de cmulucloresespeciaes para
as di-
versas
especies dc impresses; mas no cstadu actual da seiencia,
diz ellc, <5impossivcl
indicar de uma maneira po-
sitive o lugar oc
cup
ado por dies.
0 facto annunciado na 3/ conclnsHo
,
Aciina referIda,
nos indica um entreciuzamento anatomico dos clcmentosscinsi
-
tivos da medulla; sobre
este ponto , pordm ,
as opiuioes ain-
da
iliscorduni ,
apezardos factos Ibraecidos pela
clinica; al-
guns
comoClauveau
e Bezold, negam
a existencia de talentrecruzamento
;outros ,
com Yulpimi,
dizem ser die in-
completo
. Seja
comofor ,
a clinica nosmostra
exemplosde anesthesia occupando um so lado do corpo
nos casos de
lesito unilateral damedulla .
r
As conclusOes a quo
, empreheiidulas com
partes
da medulla dcstina-
(
B
)TRAXSMLSSIO
DA MOTILIDADE. chegaram as experienoias pliysiologicas o (im de detenuinarquaes
asdas
u transmissSo das ordens da vontade,
podem ser resu-
niidas uas seguintes:
Ltt A secgao dos cordoes brancos
posteriory
nuoimpede
a transmlssao da molUnlade;
2,* A secgao da snbdancia clnzenta
procluz uma
diminui-
gao dos movhnentos,
3
.
a A secgao dos cordoes brancos antercAateraes froduz parahjsia dos musculos situados abuizo da secgZo.
E’ facto sabido que Cli Boll coucedia uos cordCes Iran
-
actos
mechanicoscos Internes
um poder exdusivo sobre osda respirarilo;
osta opiniilo ,
adoptada ainda^ hojo por um grande numero de
pliysiologistas ,
tornou- se madmissivel
de-
pois das experiencias de Vulpian e
outros .
verificaeilo9 exjexi
-
A 2/ oonclusao nao necessitava a
10 4
dados foniectJoa pela anatomia da medulla nos
participag
&o
dasnbstancia cinzenta
mental; os
auetorizam admittir a
oa
transmissfto
das ineitacjoes centrifugas,A'
3 .
ftoonclnsao devemos acrescentar
que : uma hemi-
seccao
da medullaproduz
paralysia dos masculos situadosno mesmo ludo que a lesao
,
o que uosleva
&concluir
que atransmissao
das ineita^
oes motoms ,
edirecta .
Osanato -
mists
,
porem, asseguram
a existencia de amentrecruza -
mento parcial das fibras
motoras
; Yulpian,
querendo talvezharmonisur
osdados nnatomicos com
asexperiencing phy -
siological
diz que as lesflesunilateraes
damedula
de-
terminant uma
paralysia
mais cm monos completa dos mus-
culos do lado da lesiio
,
e umadiminui
^ ao ,
pouco aprecia-
vel
,
dosmovimentos
do ladooppfisto .
0 cstado em que devc
,
n'estas
circumstancias,
seachar
o individuo sujeito ii observa§ao
,
uiio permitte,
sem d uvula,
a
aprecia
^ ao
iVesta differep$a*A medulla espinhal nao se limita unicaraente a
trans -
mitter as incitucjOes voluntaries do
encephalo
asfibras nor
* vosas dasraizes
auteriores ; outro destiuomala
nobre llie6
tainbein reservado.
As fibras que fdnnam os cordGes bran-
cos posterioves estabelecendo uma
communioa
§aoentre
eel-
lulas da
substaneia cinzenta , entretem certa harmonia
no lunccionalismodas
differentespartes
da medulla* Todd e Ghratiolet,
seeeionando os cordOes brancos posleriorcs nota-
ram
ineoordena^
ao nos movimentos.
I)e
outro
lado,
a clinica nos niostra todos os dias quea sclerose dos cordoes brancos posteriorcs apresenta a in
-
coordena
^
ao molora no nuraero de seussymptomas . A
in*lluencia da medulla *sobre a
coordena
^
lo dos movimentos,
pareee incontesfavel ; mas a maneira pela qual esta coorde
-
nac;ao se op
6
’iq ainda naoesti demons
trada*1
M . 1 / K 7
.1
11
Para
Schiflf esens sectarios , a
seusibilidade, ponto
de partida conseiontee iaconsciente
dasac
$5®s reflexas quc
grnduam aforga
e a extensiio do nioviinento quo o mus-
culo deve
executor ,
sendo ubolida,
cm consequentiu dc lc~
sOes dos eordfles posteriorcs
,
os muaeulos perdcm o seu regulador e a incoordeuagiloappurece . Alguns
factosclini -
cos ,
porein,
demonstram amexactidilo
d’esta, opiuiao.**
r
[