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Arq. NeuroPsiquiatr. vol.4 número4

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Academic year: 2018

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TRATAMIENTO QUIRÚRGICO DE EPILEPSIAS FOCALES. J U A N FIERRO MORALES. Tese

apresentada em concurso ao título de médico-cirurgião da Universidade do Chile. U m volume com 88 páginas e 25 ilustrações. Instituto Central de

Neurocirugía y Neuropatología, Santiago de Chile, 1945.

Inicialmente, a o classificar as epilepsias, o A. estabelece distinção entre epilepsia focal e local ( b r a v a i s - j a c k s o n i a n a ) ; é demonstrável, naquela, u m c e n t r o onde se o r i g i n a m as descargas, que p o d e r ã o ser, n ã o apenas m o t o r a s , c o m o sensitivas, sensoriais, viscerais ou psíquicas. A p ó s referir as classifica-ções anátomo-clínicas, etiológica, cronológica e eletrencefalográfica, o A. passa a t r a t a r , p o r m e n o r i z a d a m e n t e , dos tipos clínicos de ataques, a c o m p a -n h a -n d o o estudo pelo relato de o b s e r v a ç õ e s muito ilustrativas d o p o -n t o de vista neurocirúrgico e anátomo-clínico. Ressalta o valor localizatório das manifestações que iniciam os ataques, e m b o r a o A. n ã o seja u m localizacio-nista absoluto. Q u a n t o à etiologia, dá g r a n d e valor à idade do paciente p a r a estabelecer se se t r a t a de epilepsia criptogenética ou s i n t o m á t i c a ; aquelas se iniciam, g e r a l m e n t e , e n t r e 10 e 20 anos.

S ã o d e t i d a m e n t e estudados os principais agentes de epilepsia focal. S e g u n d o estatística d o A., esta p o d e ser produzida p o r : t r a u m a s ( 5 5 % ) , t u m o -res ( 1 8 % ) , t u b e r c u l o m a s ( 1 0 % ) , h e m a t o m a s ( 7 % ) , cisticercose ( 4 % ) , absces-so ( 2 % ) . T r a t a n d o dos t r a u m a s craniocerebrais, manifesta a opinião de que é m a i s freqüente a p r o d u ç ã o de lesões encefálicas epileptógenas em p r e m a t u -r o s , com p a -r t o -rápido, que nas c-rianças g -r a n d e s , com p a -r t o distócico necessi-t a n d o aplicação de fórcipe; varia m u i necessi-t o o necessi-t e m p o que medeia e n necessi-t r e o necessi-t r a u m a e o a p a r e c i m e n t o dos ataques, t e n d o o A. o b s e r v a d o que, em geral, esse in-tervalo é de 3 a 36 m e s e s ; a associação de infecção ao t r a u m a favorece o apar e c i m e n t o de epilepsia; o A. faz o e s t u d o histopatológico das lesões t apar a u m á t i -cas do encéfalo, assinalando que a zona epileptógena n ã o se situa no c e n t r o da cicatriz, m a s na região que lhe fica adjacente, a qual deve ser extirpada no a t o cirúrgico. P a s s a n d o a considerar os t u m o r e s cerebrais, o A. refere ter verificado a existência de manifestações epilépticas em 2 9 , 1 % dos casos de neoplasia; no t o c a n t e ao tipo de t u m o r , são os glioblastomas os mais epi-l e p t ó g e n o s , e n q u a n t o que os a d e n o m a s hipofisários só excepcionaepi-lmente de-t e r m i n a m a de-t a q u e s ; a localização superficial dos neoplasmas, da m e s m a forma que sua p r o x i m i d a d e da área rolândica, favorece a freqüência dos a t a q u e s ; os t u m o r e s infratentórios, em regra, n ã o d e t e r m i n a m epilepsia, e sim, ata-ques cerebelares. R a r a é a o c o r r ê n c i a de a t a q u e s nos casos de abscesso ce-rebral, especialmente q u a n d o recentes. Q u a n t o à cisticercose, a p e r c e n t a g e m de epilepsia é elevada (28%) e os ataques s u r g e m precocemente. São, ainda, considerados os t u b e r c u l o m a s e os h e m a t o m a s subdurais crônicos, em que a incidência da epilepsia foi, respectivamente, de 4 3 % e 54%. A p ó s discorrer s o b r e a patogenia, passa a tecer considerações em t o r n o do valor da ventrículo e eletrencefalografia; destaca que o E E G , isoladamente, permite, a l g u m a s ve-zes, estabelecer o diagnóstico clínico e topográfico da lesão. O A . firma a s n o r m a s gerais que devem o r i e n t a r o n e u r o c i r u r g i ã o no t r a t a m e n t o d a s epilepsias focais; distingue os resultados obtidos em casos de manifestações p ó s - t r a u m á t i c a s , daqueles alcançados em pacientes p o r t a d o r e s de processos e x p a n s i v o s . O s resultados que o A. obteve f o r a m os s e g u i n t e s : 40% de curas, 2 8 % de m e l h o r a s , Í3y2% de casos inalterados, 13>4% de casos fatais e 5 %

d e a g r a v a ç ã o .

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