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Avaliação Externa Final. Relatório de Avaliação

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Academic year: 2021

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Relatório de Avaliação    Projecto  Incremento do acesso e a qualidade dos  cuidados de saúde primários através do  fortalecimento dos serviços nacionais de  saúde, priorizando o âmbito rural e de acordo  com as políticas públicas de saúde  Convénio 07‐CO1‐008    Local de intervenção  Moçambique  Acção 1: província de Cabo Delgado, distritos  de Montepuez, Balama e Namuno  Acção 2: província de Cabo Delgado, distritos  de Macomia, Meluco e Ancuabe  Acção 3: província de Gaza, distritos de  Chókwè , Massingir, Mabalane e Guijà  Angola  Acção 4: província de Luanda, município de  Viana    Período de execução avaliado  01/12/2007 a 31/05/2012    Financiamento  AECID  Convénio 07‐CO1‐008    Implementador  Medicus Mundi                   Âmbito de avaliação: período completo,  Acções 1, 2 y 4    Relatório elaborado por:  Sector5, Soc. Uni. Lda  Fernando de los Rios Martín  Av. Paulo Samuel Kankhomba 487 Maputo  Moçambique  e‐mail: [email protected]    Data da avaliação:  Agosto – Novembro 2012 

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ÍNDICE    RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO ________________________________________________________ 1 0. Resumo Executivo____________________________________________________________ 1 0.1. Objectivos da avaliação ___________________________________________________1 0.2. Contexto ______________________________________________________________1 0.3. Metodologia ___________________________________________________________2 0.4. Conclusões e recomendações _______________________________________________3 1. Introdução _________________________________________________________________ 9 1.1. Objectivo e relatório de avaliação ____________________________________________9 1.2. Perguntas e critérios de avaliação: definição ____________________________________9 1.3. Equipa de avaliação _____________________________________________________12 2. Descrição resumida da intervenção avaliada _______________________________________ 14 2.1. Resumo do contexto, organização e gestão ____________________________________14 3. Metodologia utilizada na avaliação ______________________________________________ 18 3.1. Metodologia e técnicas aplicadas ___________________________________________18 3.2. Restrições e limites do estúdio realizado ______________________________________18 4. Analise das informações levantadas e evidencias ____________________________________ 19 4.1. Pertinência ___________________________________________________________19 4.2. Eficácia ______________________________________________________________23 4.3. Eficiência _____________________________________________________________28 4.4. Impacto ______________________________________________________________33 4.5. Sostenibilidade ________________________________________________________37 4.6. Coerência ____________________________________________________________39 4.7. Alinhamento __________________________________________________________40 5. Conclusões e recomendações __________________________________________________ 41 5.1. Pertinência ___________________________________________________________41 5.2. Eficácia ______________________________________________________________42 5.3. Eficiência _____________________________________________________________44 5.4. Impacto ______________________________________________________________46 5.5. Sostenibilidade ________________________________________________________46 5.6. Coerência ____________________________________________________________47 5.7. Alinhamento __________________________________________________________47 6. Lições aprendidas ___________________________________________________________ 48 ANEXOS_____________________________________________________________________ 1 ANEXO 1: Indicadores OE: gráficas de tendências Cabo Delgado _____________________________ 1 ANEXO 2: Indicadores OE: Município de Viana __________________________________________ 5 ANEXO 3: Tabela de revisão do alcance resultados e custe associado__________________________ 6 ANEXO 4: Agenda de trabalho de campo _____________________________________________ 14 ANEXO 5: Fontes consultadas (selecção) _____________________________________________ 16 ANEXO 6: Ferramentas para entrevistas ______________________________________________ 17 ANEXO 7: Termos de Referencia ___________________________________________________ 17 ANEXO 8: Comentários ás primeiras versões do relatório _________________________________ 17 ANEXO 9: Ficha CAD ____________________________________________________________ 17    

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ACRÓNIMOS    AECID  Agencia Espanhola de Cooperação Internacional ao Desenvolvimento  CATV  Centro de Aconselhamento e Testagem Voluntário  DPS  Direcção Provincial de Saúde  ICRA  Instituto de Ciências Religiosas de Angola  IEC  Informação, Educação e Comunicação   MEF  Mulher em Idade Fértil  MISAU  Ministério de Saúde (Moçambique)  MINSA  Ministério de Saúde (Angola)  MM  Medicus Mundi  PARP(A)  Plano de Acção de Redução da Pobreza (Absoluta)  PASS  Plano de Apoio ao Sector de Saúde  PAV  Plano Alargado de Vacinação  SADC  Comunidade  de Desenvolvimento da África Austral  SDSMAS  Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social  SIS  Sistema de Informação Sanitária  SMI  Saúde Materno Infantil  SWAP  Plano de Abordagem Sectorial   UA  Unidade de Atenção (definido no texto)  US  Unidade Sanitária 

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  RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO   

0. Resumo Executivo  

  0.1. Objectivos da avaliação  O presente relatório trata sobre os resultados da avaliação externa final realizada à intervenção titulada  “Incremento  do  acesso  e  a  qualidade  dos  cuidados  de  saúde  primários  através  do  fortalecimento  dos  serviços nacionais de saúde, priorizando o âmbito rural e de acordo com as políticas públicas de saúde”,  financiada  maioritariamente  pela  AECID  a  partir  do  Convénio  de  Cooperação  n.º:  07‐CO1‐008  e  implementada  em  Moçambique  e  Angola  pela  ONG  Medicus  Mundi  durante  4  anos  e  6  meses  (do  01/12/2007  a  31/05/2012).  Uma  vez  que  a  Acção  3  do  Convénio  (implementada  na  província  de  Gaza,  Moçambique)  finalizou  pouco  tempo  depois  da  realização  da  Avaliação  Externa  Intermédia,  não  foi  incluída na avaliação como se referenciava nos Termos de Referencia. Desta maneira, a avaliação incluiu  todas as Acções do Convénio a excepção da 3 (em total, o Convénio se compõe de 4 Acções) e durante o  período completo de implementação. 

 

0.2. Contexto 

Medicus  Mundi  é  uma  organização  de  cooperação  internacional  do  âmbito  sanitário  com  o  objectivo 

estratégico de reforçar os serviços de Atenção Primária nos países em desenvolvimento como estratégia  eficaz  e  eficiente  para  superar  e  dar  resposta  às  necessidades  e  carências  no  domínio  da  saúde  da  população  destes  países.  Na  actualidade  trabalha  em  21  países  de  América  Latina,  África  e  Ásia  e  está  presente  em  Angola  e  Moçambique  desde  a  década  dos  90.  Em  particular,  em  Angola  desenvolve  projectos desde 1991 no Município de Viana. Em Moçambique a sua presença inicia em 1994 em Cabo  Delgado, estendendo‐se sua intervenção posteriormente a outras províncias.  

Convénio  07‐CO1‐008.  A  intervenção  que  se  avalia  agora  se  compõe  de  4  Acções,  cada  uma  delas 

implementadas  numa  zona  geográfica,  três  delas  em  Moçambique  e  uma  em  Angola,  iniciando  em  Dezembro de 2007 e com uma duração prevista de 4 anos, a excepção da Acção 3 (34 meses na província  de  Gaza,  Moçambique).  A  intervenção  foi  estendida  até  fins  de  Maio  de  2012  para  poder  concluir,  fundamentalmente, as actividades de construção, pelo que totaliza 4 anos e 6 meses nas Acções 1, 2 e 4  (Cabo Delgado em Moçambique e Angola). A intervenção tem por Objectivo Geral o Fortalecimento dos  Cuidados  Primários  de  Saúde  y  por  Objectivo  Específico,  o  Melhoramento  da  Cobertura,  Qualidade  y  Eficácia dos Serviços de Atenção Primaria. Os Resultados se adaptam às zonas geográficas da intervenção,  embora  seguem  a  mesma  estrutura  de  acção:  (1)  Melhoramento  da  infra‐estrutura,  equipamento  e  serviços  de  manutenção  do  Sistema  Nacional  de  Saúde,  (2)  Apoio  Técnico  à  planificação  e  gestão,  (3)  Apoio a programas prioritários de saúde, (4) Formação do pessoal da rede sanitária e (5) Educação para a  saúde e saúde comunitária.     Acción 4  Acción 3  Acción 2

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População  beneficiaria  esperada.  A  intervenção  está  dirigida  de  maneira  directa  ao  fortalecimento  da 

Atenção  Primária,  pelo  que os  beneficiários  directos  se  correspondem com  os  profissionais  de  saúde,  o  pessoal  de  apoio,  gestão,  administração  e  formação  das  zonas  onde  trabalha.  Por  outro  lado,  dada  a  componente de saúde Comunitária e as acções desenvolvidas para activistas de saúde (Acção 4) e pessoas  vivendo com HIV (Acção 1 e 4), também estes serão beneficiários directos nestas zonas. Especificamente,  em relação à Acção 1, se consideram beneficiários directos 234 profissionais de saúde (35% mulheres) e  60  pessoas  incluídas  no  programa  de  Cuidados  Domiciliários  de  Montepuez  (estimado  em  50%  a  proporção de mulheres como meta). Na Acção 2, se incluem 187 profissionais de saúde (35% mulheres).  Na Acção 3, se beneficiam de maneira directa 136 profissionais de saúde (54% mulheres) y por último, na  Acção  4,  os  beneficiários  directos  compreendem  586  profissionais  de  saúde  (50%  mulheres)  e  160  activistas (43% mulheres). O número final de beneficiários tem sido variável, dependendo do número de  técnicos  sanitários  existentes  em  cada  momento  e  das  actividades  realizadas  a  nível  da  saúde  comunitária.  

Orçamento. O orçamento total da intervenção foi de 7.605.631 Euros (4 anos), financiados em quase o 

80% pela AECID. 

Recursos Humanos. MM contou no terreno com 6 escritórios, uma por cada Acção mais um escritório de 

apoio em Pemba, capital de Cabo Delgado, e outra em Maputo, sede da Representação em Moçambique.  Se  encontram  algumas  diferenças  entre  Angola  e  Moçambique  em  quanto  à  composição  de  equipas  e  escritórios.  Em  quanto  que  em  Moçambique  a  composição  típica  é  de  2  expatriados  por  escritório,  assumindo  tarefas  de  coordenação  do  projecto  e  coordenação  sanitária,  mais  2‐3  pessoas  de  apoio  (administração, logística, etc.), em Angola somente se inclui um expatriado/a (coordenador do projecto),  mais  2  pessoas  ligadas  à  área  sanitária  e  4  pessoas  mais  com  funções  técnicas  e  administrativas,  todas  elas  nacionais.  Se  tem  que  ter  em  conta  que  em  Moçambique  existe  um  escritório  de  representação  nacional, em Maputo, que da cobertura às equipas de implementação em vários âmbitos: coordenação,  administração,  representação  institucional  a  nível  nacional,  etc.  Em  Angola,  é  o  mesmo  escritório  onde  funciona o órgão de implementação e de representação perante as autoridades de Angola a nível central. 

Instituições  relacionadas  com  o  projecto  (em  terreno).  O  Convénio,  financiado  maioritariamente  pela 

AECID, é monitorado desde terrenos desde os Escritórios Técnicos de Cooperação da AECID (OTCs). Tanto  a  OTC  como  Medicus  Mundi  se  relacionam  com  o  Ministério  de  Saúde  de  cada  país  e  as  Direcções  Provinciais de Saúde, como órgãos directores e de coordenação com o trabalho directo sobre os distritos /  município.  De  maneira  directa,  o  trabalho  de  MM  se  fundamenta  nos  serviços  de  saúde  dos  próprios  distritos  em  Moçambique  (SDSMAS)  e Município  em Angola  (RMS)  e nas  unidades sanitárias  periféricas  sob  a  influencia  de  cada  um  deles.  Existe  também  relação  directa  com  grupos  de  activistas  no  caso  de  Angola (acção coordenada com a RMS) e com pessoas vivendo com HIV em Moçambique (também acção  coordenada com os SDSMAS de Montepuez). Por outro lado, Medicus Mundi interage com outras ONGs e  actores  de  cooperação  de  maneira  a  coordenar  as  acções  na  província  assim  como  manter  vínculos  de  colaboração com algumas delas, tanto de maneira bilateral ou desde foros de ONGs como NAIMA+ em  Moçambique.    0.3. Metodologia  A Metodologia aplicada baseou‐se nos seguintes pilares:  ƒ Objectividade: na medida do possível, todas as conclusões estão baseadas na análise de evidencias  contrastáveis.  ƒ Participação e aprendizagem: os intervenientes se incorporaram à avaliação nas diferentes fases do  trabalho. 

ƒ Alinhamento  com  o  estabelecido  nos  TdR:  O  trabalho  de  consultoria  seguiu  as  premissas  estabelecidas nos TdR dando resposta às necessidades de MEDICUS MUNDI 

ƒ Uso de diferentes ferramentas: foram utilizadas diferentes ferramentas para a obtenção dos dados  necessários para realizar as análises correspondentes. Segundo a fase de avaliação, estas foram:  Æ Na primeira fase: revisão documental de base do projecto (formulação, planificações,...) e toda 

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  ...). Também foi tida em consideração a informação relacionada com o contexto de acção (zona  geográfica, sócios locais, políticas sectoriais,...).   Æ Na fase de levantamento de dados e evidencias no terreno: foi feita uma revisão documental  dos dados específicos gerados pela equipa do projecto assim como as fontes de verificação dos  indicadores de progresso existentes no terreno. Foram realizadas entrevistas semi‐estruturadas  com  os  parceiros  de  implementação,  os  sócios  locais,  beneficiários  directos,  representantes  de  outras  ONGs  presentes  no  terreno  e,  finalmente,  com  o  próprio  pessoal  encarregado  da  execução e coordenação do projecto. Também se tomou como matéria de análise todos aqueles  aspectos obtidos a partir da observação directa nos locais da intervenção.  

Æ Na fase final, de elaboração do relatório: a metodologia aplicada foi a realização duma análise 

de  dados  e  o  cruzamento  da  informação  obtida  a  partir  de  informantes  chave,  a  observação 

directa, a revisão documental e as conclusões dos encontros grupais.    

0.4. Conclusões e recomendações 

Pertinência 

ƒ A  identificação  de  problemas  é  correcta,  embora  segundo  a  nossa  análise,  existe  uma  implicação  directa  da  falta  de  fundos  de  funcionamento  e  deficiência  de  infra‐estruturas  como  causas  directamente  ligadas  ao  problema  central.  Com  tudo,  o  reforço  das  infra‐estruturas  entra  posteriormente  como  resultado  e  a  questão  do  financiamento  do  sistema  é  algo  fora  do  alcance  de  uma ONG. 

ƒ As necessidades dos beneficiários são amplas e portanto, as acções de Medicus Mundi são avaliadas  positivas  por  aqueles,  embora  há  uma  tendência  clara  à  priorização  por  parte  dos  beneficiários  de  necessidades de curto prazo e investimentos em equipamentos. A componente de assistência técnica é  também valorizada positivamente sobretudo em relação à gestão dos fundos da intervenção. Se pode  verificar dentro dos Serviços de Saúde (em Moçambique) um certo receio e desconfiança própria para  gerir  maiores  volumes  de  financiamento,  pelo  que  se  avalia  positivamente  a  presença  de  MM  para  a  gestão dos fundos da intervenção. 

ƒ As  estratégias  de  desenvolvimento  de  Angola  e  Moçambique,  definidas  nos  Planos  de  Redução  da  Pobreza,  incidem  nos  aspectos  desenvolvidos  no  Convénio.  Incluso  no  novo  Plano  de  Redução  da  Pobreza de Moçambique para o quinquénio 2011‐2014, estão incluídas as linhas de acção do Convénio  embora com uma maior incidência desde o ponto de vista da satisfação do utente e não tanto o reforço  institucional. 

ƒ O Convénio se integra perfeitamente na Estratégia do Sector de Saúde em Moçambique para o período  2007‐2012, tanto nos seus princípios orientadores como nos seus objectivos. 

ƒ Também  se  integra  na  estratégia  da  AECID  para  Angola  e  Moçambique  embora  não  se  dispõem  de  documentos  actualizados  desta  estratégia  (Marco  de  Associação  País)  e,  desde  o  ponto  de  vista  sectorial, também se adequa à Estratégia de Saúde da AECID para Moçambique, embora esta ter sido  elaborada tempo depois do inicio do Convénio (para o período 2010‐2013) 

ƒ A longa trajectória de Medicus Mundi nas zonas de intervenção favorecem o alcance dos logros, tanto  pelo conhecimento que se tem da realidade local, como pelo grau de confiança que os beneficiários lhe  manifestam. 

ƒ A  situação  de  estabilidade  política  favorece  o  trabalho  de  cooperação  com  as  entidades  locais.  No  entanto, no caso de Angola, e dada a situação económica, parece que seria mais pertinente orientar as  acções  mais  directamente  à  população  local,  promovendo  a  saúde  preventiva  e  a  componente  de  direitos. 

 

Recomendações:

Æ Eliminação  da  componente  de  construção:  Embora  sendo  muito  pertinente  e  de  obrigado  cumprimento  pela  sua  inclusão  no  Código  de  Conduta  firmado  pelas  ONGs  de  Saúde  com  o  Ministério  de  Saúde  de  Moçambique,  seria  recomendável  que  as  infra‐estruturas  fossem  construídas  pelos  próprios  Serviços  de  Saúde  com  fundos  de  apoio  bilateral  ou  multilateral  (ou  recursos  próprios),  mantendo  a  responsabilidade  global  sobre  o  processo.  Não  existe  nenhuma 

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contribuição técnica de uma ONG de saúde nas construções além da própria gestão do processo de  contratação e seguimento da obra, embora não há razão para que isto não possa ser feito desde os  próprios Serviços de Saúde ou os serviços de infra‐estruturas do distrito correspondentes (no caso  de Moçambique) o do Município (no caso de Angola). 

Æ Orientação  à  saúde  preventiva  e  direitos:  Em  Angola  especificamente,  parece  mais  pertinente  apoiar os aspectos de saúde comunitária e preventiva, uma vez que o Estado possui cada vez mais  recursos para fortalecer os seus próprios serviços públicos. É importante fortalecer a componente  de direitos na população para que possam exigir o melhoramento das condições de urbanização e  saneamento,  tão  importantes  para  o  melhoramento da  saúde em  vez de  potenciar  os  serviços  de  saúde curativa. 

 

Eficácia 

ƒ Os indicadores do Objectivo Específico deveriam medir a contribuição da intervenção nos logros deste  objectivo.  Como  indicadores,  se  definem  os  do  Sistema  de  Informação  Sanitária,  os  quais  se  vêem  influenciados  por  um  determinado  número  de  factores.  A  intervenção  somente  actua  sobre  algum  deles,  pelo  que  a  medida  destes  indicadores  não  reflecte  de  maneira  directa  os  logros  alcançados  especificamente a partir da intervenção. Isto se visualiza na análise realizada aos indicadores propostos   no projecto e se verifica que: (1 Num mesmo distrito, os indicadores não tem uma tendência clara de  melhoramento ou de equilíbrio, embora as actividades da intervenção se realizam de maneira lineal e  progressiva y (2) As diferenças de comportamento dos indicadores entre distritos é grande, embora a  intervenção é similar em todos eles, pelo que indica que há outros factores alheios à intervenção que  afectam a medida do indicador. Desta maneira se pode dizer que não se podem medir correctamente a  eficácia  da  intervenção  uma  vez  que  os  resultados  obtidos  na  medida  dos  indicadores  pode  levar  a  conclusões  erradas.  Não  há  melhoras  evidentes  nem  consolidação  de  tendências.  Alguns  indicadores  melhoram,  outros  pioram,  outros  melhoram  depois  de  piorar,  etc.  E  estes  resultados  não  se  podem  tomar  com  evidencias  de  uma  eficácia  baixa;  simplesmente  os  indicadores  não  são  adequados  para  medir os logros desta intervenção.  

ƒ A  causa  fundamental  dos  desvios  nas  metas  proposta  se  deve  a  que,  como  está  comentado  anteriormente,  a  confluência  de  diversos  factores  nos  indicadores  sobre  os  quais  não  se  trabalha  ao  longo  a  intervenção.  O  relacionamento  institucional  entre  MM  e  os  sócios  locais  (incluindo  os  beneficiários) não tem tido implicações negativas.   ƒ O Convénio se fortalece em acções orientadas à Igualdade de Género a partir da segunda metade do  mesmo. No entanto, o projecto se orienta de maneira mais directa ao fortalecimento institucional dos  provedores de serviços e não tanto a nível do utente (beneficiário indirecto). É dentro das famílias onde  ainda se encontram as causas principais de desigualdade de género e o livre acesso das mulheres aos  serviços de saúde, e  é ali onde deveria ser principalmente promovido a mudança.     Recomendações: Æ Definição de indicadores que meçam os logros da intervenção (resultados e objectivo específico) 

sem  influencia  de  outros  factores  sobre  os  que  não  se  actua:  Recomenda‐se  definir  indicadores 

que meçam a influencia específica da intervenção sobre o melhoramento e logros que se queriam  alcançar. Ou se seleccionam indicadores do Sistema de Informação Sanitária sobre os que se vão ter  influencia  completa,  ou  se  definem  outro  tipo  de  indicadores  que  evidenciem  os  efeitos  da  intervenção. 

Æ Concentração  em  linhas  de  trabalho:  Como  alternativa  à  recomendação  2,  recomenda‐se  concentrar os esforços da intervenção só em algumas poucas linhas de trabalho de tal maneira que  se possa trabalhar e influenciar a maior parte dos factores que afectam os indicadores. A dispersão  de  linhas  de  trabalho  favorece  que  se  façam  enormes  esforços  em  favorecer  mudanças  sobre  muitos aspectos e não se alcancem resultados visíveis (a partir dos indicadores do SIS) sobre eles.  Æ Orientação à Igualdade de Género em origem: Recomenda‐se definir acções de Género e Saúde no 

seio das famílias, já que é aqui onde se encontra o problema da desigualdade no acesso aos serviços  de  saúde.  Formaria  parte  da  estratégia  de  saúde  comunitária  e  teria  um  maior  impacto  potencial 

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que  o  fomento  da  Igualdade  a  partir  dos  Serviços  de  Saúde  como  tal.  Estas  acções  poderiam  se  desenvolver  através  de  ONGs  especializadas  neste  tipo  de  intervenções  e  complementariam  de  maneira adequada aquelas que MM implementa de maneira habitual. 

 

Eficiência 

ƒ As  actividades  de  construção  são  eficientes.  Criam  um  impacto  imediato  sobre  os  indicadores  (de  cobertura) embora representam custos elevados. 

ƒ As  actividades  de  melhoramento  da  planificação  não  são  tão  eficientes  uma  vez  que  as  actividades   realizadas não tem um impacto decisivo sobre a capacidade de planificar e gerir os recursos. A ajuda  orçamental  não  influencia  no  melhoramento  da  gestão  embora  é  uma  actividade  pertinente  e  adequada para favorecer outros processos.   ƒ No caso específico de Angola, as actividades de melhoramento da planificação não criam uma rotina de  planificação uma vez concluída a intervenção.  ƒ As acções de melhoramento da qualidade dos programas prioritários não são suficientes para melhorar  os indicadores sanitários existindo outros factores adicionais sobre os que não se trabalha e que tem  um maior peso. Por esta razão e, embora os custos associados a estas acções não se podem visualizar  bem  por  estar  incluídos  nos  custos  operacionais  (salário  do  técnico  sanitário  e  despesas  de  deslocações), a efectividade é reduzida. 

ƒ As actividades de promoção do parto institucional são altamente eficientes. Os custos são muito baixos  e  o  impacto  sobre  o  indicador  de  partos  institucionais  alto,  embora  só  o  28% das  parteiras  formadas  colaboraram posteriormente com os Serviços de Saúde. De igual forma, se poderia falar da promoção  da saúde comunitária através do grupo de activistas do município de Viana. 

ƒ A  intervenção  em  Cuidados  Domiciliários  para  doentes  crónicos  é  pouco  eficiente  uma  vez  que  beneficia  a  um  reduzido  número  de  pessoas,  a  pesar  da  sua  importância  e  qualidade  com  que  foi  implementada. 

ƒ A assinatura de Acordos de Colaboração e a inclusão das actividades da intervenção na planificação dos  Serviços  de  Saúde  apoiados,  favorece  o  alcance  dos  logros.  A  ajuda  orçamental,  embora  de  maneira  indirecta, também favorece a realização de outros processos assim como a permanência no terreno da  equipa de implementação, o que cria confiança entre as instituições. 

ƒ O  menor  desenvolvimento  institucional  dos  Serviços  de  Saúde  de  Angola  e  o  menor  compromisso  demonstrado pelos seus dirigentes, dificulta a capacidade por parte de MM de adaptar‐se a situações  novas e imprevistas, assim como de resolver situações problemáticas que possam ter surgido.  ƒ As mudanças frequentes de pessoal de MM no terreno não ajudam a agir de maneira rápida nem tomar  decisões perante os problemas que surgiram ou o aproveitamento de oportunidades.  ƒ Com tudo, os recursos humanos foram adequados ao grau de dificuldade do Convénio, tendo em conta  os apoios recebidos desde a Representação de Maputo e pessoal em sede de Barcelona e Madrid.   ƒ Em  alguns  casos,  os  benefícios  alcançados  a  partir  da  intervenção  não  se  acompanham  duma  maior 

capacidade dos Serviços de Saúde por persistir algumas deficiências: a unidade sanitária de Chai que foi  ampliada nesta intervenção ainda não tem o pessoal suficiente para o seu funcionamento completo, e o  melhoramento  da  planificação  e  gestão  não  possui  pessoal  suficientemente  capacitado  em  contabilidade/gestão,  aspectos  da  total  responsabilidade  da  DPS  de  Cabo  Delgado  em  relação  à  incorporação de pessoal.  

ƒ Em relação à capacitação técnica e melhoramento da qualidade dos programas prioritários, se produz  um  fortalecimento  dos  recursos  humanos  mais  do  que  da  própria  instituição,  pelo  que  as  mudanças  constantes de pessoal afectam negativamente ao impacto esperado (não assim em Angola). 

ƒ O grau de satisfação dos beneficiários é elevado uma vez que se verificam reclamações em relação à  não  inclusão  de  certas  actividades  deste  Convénio  no  actual  em  implementação  (no  caso  de  Moçambique) ou ao fecho da delegação em Viana (no caso de Angola). 

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Recomendações: 

Æ Fortalecer  a  área  administrativa  e  de  gestão  de  fundos  dos  serviços  de  saúde:  Recomenda‐se  continuar com o fortalecimento do corpo de gestores do sector da planificação dos serviços locais  de  saúde  e    lhes  dotar  de  capacidades  adicionais  para  que  sejam  capazes,  por  exemplo,  de  determinar  as  capacidades  de  realizar  actividades  com  dotação  existente,  realizar  projecções  da  situação  financeira  e  elaborar  demonstrações  financeiras  para  favorecer  a  transparência  e  criar  confiança no pessoal dos serviços de saúde, como complemento ao melhoramento das capacidades  de planificação. 

Æ Desligar a ajuda orçamental do resultado do melhoramento da planificação: Uma vez que o nível  de  execução  das  actividades  incluídas  na  planificação  dos  serviços  de  saúde  é  tão  dependente  da  dotação financeira e a disponibilidade de recursos, aspectos sobre os quais esta intervenção pouca  influencia teve, recomenda‐se desligar a ajuda orçamental de este resultado com o objecto de que a  sua eficiência não se veja alterada por factores externos de alto risco e probabilidade de ocorrência  que afectem à medida dos resultados.  Æ Elaborar estratégias de intervenção mais concentradas: Para aumentar a eficiência da intervenção  é preferível concentrar as acções em umas poucas áreas, realizando melhoras em todos os factores  que  em  elas  intervém.  A  dispersão  provoca  que  os  melhoramentos  sejam  menos  visíveis  e  com  impacto, tornando a intervenção menos eficiente. 

Æ Melhoramento da eficiência das acções de formação inicial: Para melhorar a eficiência das acções  de  formação  inicial,,  se  poderiam  aplicar  2  medidas:  ou  se  reduz  o  número  de  desistências  dos  cursos financiados com acções de melhoramento da qualidade ou motivação do aluno, ou reduzindo  os  custos  sobretudo  daqueles  relacionados  com  o  regime  de  internamento,  o  que  só  se  poderia  conseguir financiando cursos locais onde a maior parte dos alunos são da localidade onde tem lugar  o curso. Para isto talvez se possa pensar em revitalizar o Centro de Formação de Montepuez ou criar  outros centros de formação satélites em outros distritos. 

Æ Favorecer  a  continuidade  das  equipas  de  implementação:  Recomenda‐se  procurar  soluções  que  favoreçam a permanência das equipas de terreno por mais tempo, o que ajudaria a criar uma certa  continuidade  das  intervenções  longas  como  esta  e  a  capacidade  de  resposta  rápida  perante  os  problemas ou oportunidades emergentes. 

Æ Optimizar  a  estrutura  de  terreno: Recomenda‐se optimizar  a  estrutura  de  terreno par  que  o  seu  peso  na  intervenção  seja  menor:  redução  de  meios  de  transporte,  pessoal  auxiliar,  etc.  Isto  implicaria  também  concentrar  territorialmente  mais  as  acções  ou  apostar  por  uma  maior  incorporação de pessoal nacional (a pesar das dificuldades e o custo que isso trás consigo) 

 

Impacto 

ƒ As tendências dos indicadores não seguem uma linha clara de melhoramento pelo que a contribuição  que  se  faz  desde  a  intervenção  para  a  melhora  destes  não  é  efectiva  devido  à  maior  influencia  de  outros factores sobre os quais não se trabalha. 

ƒ Se produz em geral uma tendência decrescente no último ano da intervenção sem que isto implique  uma  alteração  na  execução  das  actividades  do  Convénio  mas  sim,  de  novo,  uma  maior  influencia  de  outros factores com maior peso sobre os quais não se actua. 

ƒ A  persistência  dos  benefícios  a  longo  prazo  dos  logros  alcançados  é  diversa.  A  disponibilidade  de  recursos tem possibilidades de persistir no tempo (afectado principalmente pelo número de unidades  sanitárias),  embora  os  de  cobertura,  uso  e  rendimento  e  qualidade  e  eficiência  poderão  ver‐se  afectados a curto prazo  pela influencia negativa de outros factores. 

ƒ As  formações  e  capacitações  criam  um  impacto  positivo  nos  recursos  humanos  beneficiados  a  longo  prazo. As acções de tipo comunitário apresentam um alto impacto a curto prazo mas são as que menos  capacidade tem de ser sustentáveis devido às necessidades de financiamento. 

ƒ A fraqueza da capacidade financeira dos serviços de saúde favorece a criação de certa dependência. As  acções de construção ou reabilitação, sendo liderados em certa maneira por MM, não ajudam a criar  uma  capacidade  e  responsabilização  completa  dos  serviços  de  saúde  nesta  matéria,  embora  pelas 

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características  da  intervenção  (ligada  a  prazos)  não  se  tem  muita  margem  para  o  fazer  duma  outra  maneira. 

 

Recomendações: 

Æ Concentração  de  actividades:  Para  aumentar  o  impacto  (tendência  de  indicadores  crescente  e  maior  persistência  dos  benefícios  no  tempo),  recomenda‐se  concentrar  as  actividades  em  umas  poucas  linhas  de  trabalho  como  foi  mencionado  em  outras  recomendações  referidas  a  outros  critérios.  Isto  ajudaria  a  eliminar  a  influencia  de  factores  sobre  os  que  não  se  trabalha  nesta  intervenção  e  contribuiria  de  maneira  efectiva  ao  melhoramento  dos  indicadores.  Dever‐se‐ia  assegurar pelos menos a intervenção em todos os factores determinantes y principais (aqueles com  maior capacidade de influencia nos indicadores). 

Æ Sostenibilidade  das  actividades  de  carácter  comunitário:  Esta  recomendação  está  referida  às  actividades  de  tipo  comunitário  com  a  incorporação  de  activistas  ou  similares,  em  regime  de  voluntariado, que colaboram com os serviços de saúde. Recomenda‐se trabalhar na sostenibilidade  destas  acções  uma  vez  que  a  paralisação  destas  poderia  ter  efeitos  negativos  tanto  nos  colaboradores como na própria população beneficiada. 

 

Sostenibilidade 

ƒ A  dependência  ao  financiamento  das  actividades  necessárias  para  dar  continuidade  aos  benefícios  obtidos  ao  longo  da  intervenção  será  um  factor  chave,  junto  do  grau  de  fortalecimento  institucional  alcançado. 

ƒ As  infra‐estruturas  são  sosteníveis,  sobretudo  se  se  realizam  acções  de  manutenção  conservativa  mínimas. 

ƒ Em  Moçambique,  devido  à  consolidação  da  rotina  de  planificação  nos  Serviços  de  Saúde  e  ao  seguimento  realizado  desde  a  Administração  dos  distritos  e  a  Direcção  Provincial  de  Saúde,  não  se  coloca  em  questão  a  continuidade  estas  actividades  de  planificação.  Em  Angola,  uma  vez  que  não  se  verificam estes factores, a sostenibilidade é menor.  

ƒ As  actividades  de  melhoramento  da  qualidade  (visitas  de  seguimento)  e  formação,  requererão  de  financiamento continuo para assegurar a sua continuidade e melhoramento continuo. 

ƒ As    actividades  relacionadas  com  o  fortalecimento  da  estratégia  de  saúde  comunitária  não  serão  assumidas  pelos  serviços  de  saúde  pelo  que  não  são  sustentáveis,  dependendo  sempre  de  apoios  externos que neste momento não existem. 

ƒ A incorporação de equipamento e outros elementos tecnológicos foi realizada seguindo os critérios dos  serviços de saúde pelo que se assegura o seu bom uso e capacidade mínima de manutenção. 

ƒ Se  aplicam  medidas  de  minimização  de  risco  de  impacto  ambiental  a  partir  dos  resíduos  obtidos  na  actividade  sanitária  pela  inclusão  de  elementos  para  a  sua  gestão  seguindo  o  modelo  usado  pelos  Ministério de Saúde para as zonas rurais.  ƒ Se incluem a partir da segunda metade do Convénio, acções tendentes ao melhoramento da Igualdade  de Género, embora não se actua sobre a raiz do problema (a nível das famílias).    Recomendações: Æ Assegurar a sostenibilidade das acções comunitárias: Como já foi mencionado na recomendação  anterior,  é  necessário  procurar  alternativas  de  financiamento  aos  grupos  criados  de  activistas  ou  parteiras tradicionais que colaboram com os serviços de saúde de tal maneira que estas actividades  tenham continuidade depois da intervenção. Uma vez que serviços de saúde não as irão assumir, se  devem  completar  as  acções  de  apoio  a  estes  grupos  criando  capacidades  para  a  geração  de  rendimentos ou alternativas que assegure o seu funcionamento. 

Æ Optimizar  o  uso  de  recursos  dos  Serviços  de  Saúde:  Dada  a  precariedade  do  financiamento  dos  serviços  de  saúde  (principalmente  em  Moçambique)  recomenda‐se  trabalhar  na  optimização  de  certos recursos clave (dos serviços de saúde) tais como: uso de viaturas, despesas de combustível,  organização logística, uso de consumíveis de escritório, etc., por forma a que os recursos existentes  possam ser aproveitados ao máximo. Este trabalho poderia estar dirigido à organização da gestão 

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dos  recursos e o seu aproveitamento sostenível. 

 

Coerência 

ƒ A  intervenção  é  coerente  com  a  identificação  de  problemas  realizada.  No  entanto,  a  estratégia  de  intervenção  aplicada  dilui  a  incidência  efectiva  em  cada  uma  destas  linhas.  É  uma  intervenção  muito  ampla e ambiciosa.   ƒ Se incorporam as prioridades transversais da Cooperação Espanhola sendo a intervenção coerente com  o seu Plano Director vigente.  ƒ O Convénio se coordena com as ONGs do sector saúde da província  (tanto em Moçambique como em  Angola) e se complementa com outras acções nos distritos objecto de intervenção (em Moçambique).  No entanto, não se estabelecem verdadeiras sinergias.     Recomendações:  Æ Estabelecimento de sinergias: Para fazer valer a complementaridade com outras acções no mesmo  território e conseguir um maior potencial de obtenção de resultados com os mesmos recursos, seria  importante  estabelecer  relações  que  favoreçam  a  realização  de  actividades  em  comum  e  uso  partilhado dos recursos, tanto dentro do sector saúde como com outros sectores que trabalhem na  mesma área de intervenção. 

 

Alinhamento 

ƒ Intervenção  alinhada  com  a  Política  Nacional  de  Saúde  garantida  pela  assinatura  de  Acordos  prévios  com os serviços de saúde e inclusão das actividades programadas na planificação destes serviços.  ƒ Inclusão da intervenção nos ritmos de planificação das instituições locais e uso de um dos mecanismos  de gestão usado com as ONGs na modalidade de colaboração “off‐budget” na qual a ONG mantém a  responsabilidade da gestão dos fundos.    

 

 

 

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1. Introdução 

 

1.1. Objectivo e relatório de avaliação 

O presente relatório trata sobre os resultados da avaliação externa final realizada à intervenção titulada  “Incremento  do  acesso  e  a  qualidade  dos  cuidados  de  saúde  primários  através  do  fortalecimento  dos  serviços nacionais de saúde, priorizando o âmbito rural e de acordo com as políticas públicas de saúde”,  financiada  maioritariamente  pela  AECID  a  partir  do  Convénio  de  Cooperação  n.º:  07‐CO1‐008  e  implementada  em  Moçambique  e  Angola  pela  ONG  Medicus  Mundi  durante  4  anos  e  6  meses  (do  01/12/2007 a 31/05/2012). 

 

Uma vez que a Acção 3 do Convénio (implementada na província de Gaza, Moçambique) finalizou pouco  tempo  depois  da  realização  da  Avaliação  Externa  Intermédia,  não  foi  incluída  na  avaliação  como  se  referenciava nos Termos de Referencia. Desta maneira, a avaliação incluiu todas as Acções do Convénio a  excepção  da  3  (em  total,  o  Convénio  se  compõe  de  4  Acções)  e  durante  o  período  completo  de  implementação. 

 

O relatório de avaliação consta dum Resumo Executivo, onde se recolhe a informação essencial de todo o 

trabalho de consultoria aqui apresentado. A continuação se inclui a introdução (ponto 1) que mostra o  contexto  dentro  do  qual  foi  levado  a  cabo  o  trabalho,  completado  pela  descrição  resumida  da 

intervenção avaliada (ponto 2) e a metodologia utilizada (ponto 3). O ponto 4 apresenta um resumo da  análise das questões propostas de forma específica para esta avaliação, dando resposta a cada uma delas. 

O ponto 5 recolhe as conclusões obtidas e as recomendações por cada critério de avaliação a partir da  análise realizada no ponto anterior. Por último, no ponto 6 se recolhem as lições obtidas. 

Incluem‐se como anexos no próprio documento deste relatório de avaliação para facilitar a sua consulta,  as  tabelas  de  indicadores  do  Objectivo  Específico  (ANEXOS  1  e  2),  a  tabela  de  revisão  do  alcance  de 

resultados e o custo associado (ANEXO 3), as fontes consultadas (ANEXO 4) e a agenda de trabalho de  campo  (ANEXO  5).  Em  documentos  separados  se  incluem  os  anexos  referidos  aos  TdR  (ANEXO  6),  as  Ferramentas  de  levantamento  de  informação  usadas  (ANEXO  7),  o  Documento  de  Controlo  de  Comentários e Mudanças das versões preliminares (ANEXO 8) e a ficha CAD de resumo dos resultados da  Avaliação (ANEXO 9).  Por outro lado, se entrega um CD com todas esta informação mais as fontes de informação documental  que existam em formato digital, a proposta de avaliação, etc.     1.2. Perguntas e critérios de avaliação: definição 

Os  critérios  de  avaliação  que  foram  seguidos  para  a  realização  do  trabalho  respeitaram  o  determinado  nos  Termos  de  Referencia  e  desenvolvidos  posteriormente  na  proposta  de  trabalho,  e  incidem  na   pertinência  da  intervenção,  a  eficiência  y  eficácia  das    acções  em  relação  ao  alcance  dos  resultados,  o  impacto obtido, a sostenibilidade dos resultados, o alinhamento  da intervenção com os procedimentos e  políticas das instituições locais e a apropriação obtida por parte de estas em todas as fases do projecto. A  partir  destes  critérios  e  as  perguntas  de  avaliação  associadas  (critérios  de  análise),  se  construiu  uma  matriz com indicadores que servissem para analisar os dados existentes e extrair conclusões. Os critérios,  as perguntas chave e os seus indicadores se expõem a seguir: 

 

Informação procurada  Indicadores  documentação  Informantes chave  Relevância: Adequação dos resultados e objectivos da intervenção ao contexto em que se realiza. Através desta análise se pode 

apreciar  a  qualidade  do  diagnóstico  que  sustenta  a  intervenção,  verificando  a  sua  correspondência  com  as  necessidades  observadas na população beneficiária. 

ƒ Existe  uma  relação  entre  os  resultados  e  objectivos  identificados  e  os  problemas  identificados? 

ƒ A  Árvore  de  problemas  está  bem  construída  reflectindo  todos  os  problemas  existentes  e  a  sua  ligação com as causas 

ƒ A  transposição  a  objectivos  e  resultados é correcta 

ƒ Estudos sectoriais   ƒ Relatórios Sector Saúde  ƒ Documentos  de  estratégia  e 

política 

ƒ Documento de identificação 

ƒ Sócios locais  ƒ Responsáveis US 

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prioridades  e  necessidades  dos  seus  beneficiários,  tal  como  percebidas pelos mesmos? 

problemas  dos  beneficiários  com  os identificados 

ƒ Relatórios  de  avaliação  e  planificação dos sócios locais 

ƒ Beneficiários  ƒ Será que o projecto respondeu às 

prioridades  de  desenvolvimento  dos países beneficiários ou da área  de influência? 

ƒ Enquadramento dos objectivos da  intervenção  e  a  sua  estratégia  na  estratégia sectorial de saúde e de  desenvolvimento  dos  países  beneficiários e da SADC 

ƒ Estratégias  nacionais  de  redução da pobreza  ƒ Estratégias  nacionais 

sectoriais 

ƒ Estratégias  regionais:  SADC  ‐  UA 

ƒ MISAU  ƒ MINSA 

ƒ Em  que  medida  o  Acordo  foi  integrado  na  estratégia  definida  pela  AECID  para  a  África  Subsaariana,  e  em  particular  para  Moçambique e Angola? 

ƒ Enquadramento dos objectivos da  intervenção  na  estratégia  de  cooperação da AECID para África e  Angola/Moçambique 

ƒ Plano  Director  Cooperação  Espanhola 

ƒ Documento  Estratégia  Pais  de  Angola  e  Moçambique  ‐  AECID 

ƒ OTC  da  AECID  de 

Angola  e 

Moçambique 

ƒ Que  factores  internos  e  externos  influenciaram  a  capacidade  dos  grupos‐alvo  e  a  realização  dos  objectivos pretendidos? 

ƒ Diferenças  dos  resultados  e  realização  de  actividades  em  relação  ao  previsto  em  função  de  factores  que  o  influenciaram:  internos e externos 

ƒ Relatórios  de  actividades  e  seguimento  ƒ Unidade    de  seguimento  da  avaliação  ƒ Beneficiários  ƒ Será que os objectivos e a própria 

concepção  do  projecto  foram  relevantes,  tendo  em  conta  o  contexto  político,  económico  e  financeiro? 

ƒ Validez da intervenção em relação  ao  contexto  de  capacidades  do  país,  suas  prioridades  e  estratégias.  ƒ Estudos de contexto nacional  e local  ƒ MINSA/MISAU  ƒ OTC da AECID  ƒ Redes de ONGs 

Impacto:  avaliação  dos  efeitos  mais  gerais  e  menos  imediatos  na  intervenção  sobre  as  necessidades  dos  seus  beneficiários, 

separando os que são directamente relacionados com a intervenção dos que se produzem pela evolução normal do contexto. 

ƒ Será  que  foi  possível  alcançar  o  objectivo  geral  proposto  pela  intervenção,  através  da  implementação  das  acções  do  projecto?  ƒ Alcance de indicadores do  Objectivo geral, eliminando no  possível a influencia de outros  factores alheios à intervenção,    ƒ Dados estatísticos  ƒ DPS provinciais 

ƒ Será  que  o  projecto  teve  algum  impacto  positivo  sobre  os  beneficiários  directos  inicialmente  previstos?  ƒ Influencia real do alcance do  objectivo geral nos beneficiários  directos     ƒ Beneficiários  directos 

ƒ Será  que  o  projecto  teve  algum  impacto  positivo  sobre  os  beneficiários  que  não  tinham  sido  inicialmente previstos?  ƒ Existência de benefícios não  previstos ou beneficiários  diferentes aos previstos  inicialmente.    ƒ Beneficiários  finais 

ƒ Será  que  o  projecto  teve  algum  impacto  negativo  sobre  os  beneficiários  que  não  tinham  sido  inicialmente previstos?  ƒ Existência de impactos negativos  não previstos sobre os  beneficiários    ƒ Beneficiários  finais  Eficiência: estudo e avaliação dos resultados alcançados em comparação com os recursos usados. 

ƒ Será  que  a  transformação  dos  recursos  em  resultados  foi  eficiente?  ƒ Alcance dos indicadores de  resultados em função dos  recursos investidos em  actividades  ƒ Existência de alternativas menos  onerosas para a obtenção dos  mesmo resultados  ƒ Execução financeira  ƒ Dados estatísticos  ƒ Unidade de  seguimento da  avaliação  ƒ DPS das  províncias 

ƒ Até  que  ponto  os  mecanismos  institucionais de colaboração  e de  gestão  ajudaram  a  alcançar  os  resultados da intervenção?  ƒ Adequação dos mecanismos  institucionais à realização efectiva  das actividades previstas  ƒ Existência de entraves derivados  de a gestão e relacionamento  institucional    ƒ Relatórios de actividades  ƒ Unidade de  seguimento da  avaliação  ƒ Sócios locais  ƒ Qual  tem  sido  a  capacidade  de 

Medicus  Mundi  e  os  seus  parceiros tanto para aproveitar as  oportunidades  emergentes  como  para  resolver  os  obstáculos  à  implementação  do  programa  e  redefini‐lo  em  relação  aos  novos  determinantes emergentes?  ƒ Existência de mudanças e  alterações: verificação das causas  e adequação da resposta  ƒ Existência de actividades não  realizadas e verificação das causas  ƒ Relatórios de actividades  ƒ Solicitações de alterações na  formulação  ƒ Unidade de  seguimento da  avaliação  ƒ Sócios locais 

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previstos  foram  suficientes  e  capazes  de  implementar  efectivamente o Acordo?  previstas com a qualidade técnica  requerida  ƒ Relatório final da  intervenção  seguimento da  avaliação  ƒ Pessoal envolvido  na realização de  actividades e  gestão de MM  ƒ Até que ponto pode‐se dizer que a 

capacidade  do  sector  da  saúde  aumentou?  ƒ Existência de diferenças nas  capacidades dos sócios locais  atribuíveis à intervenção:  verificação de capacidades  ƒ Relatórios de planificação  ƒ Outra documentação de  actividades do Sector da  Saúde local  ƒ DPS  ƒ Serviços de Saúde  distritais  ƒ Será  que  o  programa  alcançou  o 

número  esperado  de 

beneficiários?   ƒ Avaliação do número de  beneficiários finais por tipo e  verificação das diferenças em  relação ao previsto  ƒ Relatórios finais de  intervenção    ƒ DPS provinciais  ƒ Serviços locais de  saúde  ƒ Será  que  os  beneficiários  estão 

satisfeitos  com  a  qualidade  da  intervenção?  Se  não  for  o  caso,  em que sentido a intervenção não  respondeu  às  expectativas  dos  beneficiários?  ƒ Grau de satisfação dos  beneficiários: em relação às suas  necessidades e em função do que  esperavam da intervenção.    ƒ Beneficiários  finais 

ƒ Que  melhorias  ou  alterações  específicas  ocorreram  como  resultado  da  implementação  do  Acordo? 

Æ vide eficácia e impacto     

ƒ Eficácia: grau de consecução dos objectivos inicialmente previstos  ƒ Em  que  sentido  o  programa 

contribuiu  para  a  realização  do  objectivo?  ƒ Alcance dos indicadores  propostos: crítica da adequação  dos indicadores  ƒ Dados estatísticos  ƒ Relatórios anuais dos  serviços de saúde  ƒ DPS provinciais  ƒ Serviços Locais de  Saúde  ƒ Caso  tenha  havido  desvios 

significativos  entre  os  indicadores  previstos  e  alcançados,  a  que  se  deve isso? 

ƒ Desvios verificados e análise das  causas, externas e internas.  Valorização do grau de influencia 

ƒ Dados estatísticos 

ƒ Relatórios de seguimento  ƒ Unidade de seguimento da  avaliação  ƒ Sócios locais  ƒ Existem  aspectos  da  relação  de 

trabalho conjunto entre a Medicus  Mundi e o seu parceiro, que terão  prejudicado  a  eficácia  da  intervenção?  ƒ Verificação das causas dos desvios  no alcance dos indicadores em  relação ao trabalho em parceria  ƒ Relatórios de seguimento  ƒ Unidade de  seguimento da  avaliação  ƒ Sócios locais  ƒ Será  que  o  projecto  contribuiu 

para  maior  igualdade  de  género,  conforme inicialmente planeado?  ƒ Verificação dos avanços realizados  na igualdade de género atribuíveis  à intervenção  ƒ Avaliação dos indicadores de  género transversais  ƒ Dados estatísticos  ƒ Beneficiários  ƒ Sócios Locais  Sostenibilidade: avaliação da continuidade no tempo dos efeitos da intervenção uma vez finalizada a ajuda externa, capacidade  dos factores de desenvolvimento e apropriação 

ƒ Será  que  os  efeitos  do  projecto  permanecerão  ao  longo  do  tempo?  ƒ Verificação dos efeitos da  intervenção e a disponibilidade  real de recursos e capacidades.   ƒ Dados financeiros  ƒ Análise capacidades  ƒ Sócios locais  ƒ Em  que  medida  o  Acordo  foi 

adaptado às características sociais  e  culturais  das  comunidades  beneficiadas  e  fornece  a  sua  especificidade?  ƒ Existência de especificidade na  implementação de actividades de  acordo com as diferentes  realidades sociais e culturais  ƒ Existência de influencias negativas  ƒ Estudos de carácter social  ƒ Documentos de estratégias  de intervenção diferentes  ƒ Sócios Locais  ƒ Beneficiários  directos  ƒ Beneficiários  indirectos  ƒ Será  que  o  projecto  teve  algum 

impacto  positivo  sobre  a  capacidade institucional?   ƒ Aumento de capacidades  institucionais: qualidade das  acções realizadas  ƒ Relatórios de actividades,  monitoria e planificação dos  beneficiários  ƒ Sócios locais  ƒ Será que o projecto promoveu um  progresso tecnológico adequado?  ƒ Adequação dos elementos  tecnológicos incorporados à  capacidade de uso e manutenção  e realidade social.    ƒ Sócios locais,  unidades de  manutenção  ƒ Será  que  o  projecto  procurou 

promover  a  preservação  do  meio  ambiente?  ƒ Impacto meioambiental das  actividades realizadas e grau de  implicações sobre o meio  ambiente.  ƒ Impacto potencial meioambiental  ƒ Legislação meio ambiental  ƒ Sócios locais  ƒ Unidade de  seguimento da  avaliação  ƒ Será que o projecto beneficiou os  ƒ Inclusão efectiva dos colectivos  ƒ Relatório final da  ƒ Colectivos 

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mais vulneráveis?  vulneráveis e o seu beneficio  efectivo 

intervenção  vulneráveis 

ƒ Será  que  o  projecto  teve  uma  actuação  significativa  sobre  a  desigualdade de género?  ƒ Existência de efeitos positivos  sobre a igualdade de género    ƒ Sócios Locais  ƒ Grupos de  mulheres  Coerência: A nível interno, avaliação da articulação dos objectivos da intervenção com os instrumentos propostos e relevância 

dos  problemas.  A  nível  externo,  compatibilidade  da  intervenção  com  outras  estratégias  e  programas,  estabelecimento  de  sinergias ou complementaridade. 

ƒ Será  que  a  definição  da  estrutura  dos  objectivos,  resultados  e  actividades  da  intervenção  foi  feita correctamente? 

ƒ Será  que  as  actividades  foram  programadas  de  forma  adequada,  de  modo  a  permitir  a  realização  dos objectivos da intervenção?  ƒ Será  que  os  objectivos  propostos 

correspondem  aos  problemas  identificados? 

ƒ Correcção técnica da árvore de  problemas e objectivos/resultados 

ƒ Documento de identificação   

ƒ Até  que  ponto  a  formulação  do  Acordo  destacou  o  tratamento  específico  dos  Objectivos  Transversais  estabelecidos  no  Plano  Director  da  Cooperação  Espanhola, em especial o objectivo  relacionado com o género?  ƒ Inclusão dos aspectos transversais  na formulação do Convénio  ƒ Documento de formulação  ƒ Plano Director AECID   

ƒ Será  que  a  intervenção  foi 

desenvolvida  em 

complementaridade  com  outras  estratégias  ou  programas  implementados  no  mesmo  território,  sector  ou  população‐ alvo  da  acção  externa  do  Estado  espanhol,  a  cooperação  espanhola,  outros  doadores  de  país parceiro? 

ƒ Será  que  foram  aproveitadas  as  sinergias  potenciais  que  possam  existir  entre  esses  programas  e  a  intervenção?  ƒ Coordenação com outras ONGs ou  redes de ONGs sectoriais  ƒ Execução de acções  complementarias e integradas em  planos comuns  ƒ Partilha de equipamentos,  procedimentos e informação  ƒ Acordos de Colaboração  ƒ Outras ONGs,  foros de redes de  ONGs  Alinhamento 

ƒ Será  que  os  resultados  e  objectivos  do  projecto  estão  alinhados  com  a  política  nacional  no domínio da saúde?  ƒ Inclusão da estratégia de  intervenção na política nacional  de saúde  ƒ Documentos de estratégia  de saúde  ƒ MINSA, MISAU 

ƒ Será  que  os  procedimentos  orçamentais  e  administrativos  da  intervenção  são  compatíveis  com  os das instituições locais?  ƒ Inclusão efectiva das actividades  nas planificações anuais locais e  provinciais  ƒ Seguimento dos procedimentos  administrativos dos sócios locais  na execução de actividades  ƒ Documentos de Planificação  anuais  ƒ Sócios locais    1.3. Equipa de avaliação 

A  equipa  de  avaliação  proposta  por  Sector5  esteve  composto  por  3  consultores,  participando  em  diferentes momentos do trabalho. Em primeiro lugar, o director da equipa, Fernando de los Ríos Martín,  sócio  administrador  da  entidade,  especialista  em  avaliação  de  projectos  de  cooperação  ao  desenvolvimento, com ampla experiência em avaliação durante os últimos 10 anos em África Austral, em  particular em Moçambique. Para as questões técnicas, a equipa foi reforçada com assistência técnica na  área sanitária através de Celestina Mª da Conceição, médica do Sistema Nacional de Saúde moçambicano,  e  na  área  sociológica,  com  a  incorporação  de  Dinis  Hélder  Chembene,  actual  director  da  ONG  nacional  LUARTE, sociólogo de formação. 

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O director da equipa foi o responsável final da elaboração das ferramentas, o trabalho de levantamento  de  evidencias    e  a  redacção  do  relatório  final.  A  assistência  técnica  teve  um  primeiro  momento  de  intervenção durante a elaboração das ferramentas e posteriormente um segundo durante a análise em  bruto da informação e as evidencias levantadas.     A continuação se inclui um resumo dos CVs dos membros da equipa de avaliação:    Fernando de los Ríos Martín  Formação Académica e especializada:  ƒ Mestrado em Cooperação Internacional e Migração. Universidade do País Vasco – HEGOA. 2005‐ 2006  ƒ Licenciado em Química. Universidade de Oviedo. 1991‐1996  Conhecimentos e experiência relevante: 

ƒ Experiência  em  avaliação  de  projectos  de  cooperação  durante  10  anos  em  países  como  Moçambique, Angola, Malawi e Kenya.  ƒ Director de equipa de avaliação em trabalhos similares realizados a Médicos Del Mundo, Medicus  Mundi, CUAMM‐Médicos con África, CESAL, VIHDA, Ingeniería Sin Fronteras, CIC, etc.  ƒ Experiência como coordenador de vários projectos e programas de cooperação em Moçambique  para varias ONGs.  ƒ Conhecimento profundo da realidade africana e em particular a de Moçambique (mais de 13 anos  de trabalho e residência neste país, em particular em Niassa e Cabo Delgado). 

ƒ Conhecimento  e  experiência  a  nível  institucional  em  Moçambique  (Governo,  redes  de  ONGs,  financiadores, etc.)  ƒ Fluente em espanhol (língua materna), português e inglês.  Nacionalidade: Espanhol  Responsável por:  ƒ Preparação das ferramentas de avaliação, agenda final e revisão da documentação inicial.  ƒ Coordenação dos trabalhos de levantamento de informação no terreno  ƒ Elaboração do relatório final de avaliação  ƒ Apresentação dos resultados finais perante a ONG solicitante em Moçambique    Celestina Mª da Conceição  Formação Académica e especializada:  ƒ Licenciada em Medicina. Universidade Eduardo Mondlane (Maputo). 1996‐2006  ƒ Curso de especialização em doenças tropicais. Universidade de Pernambuco (Brasil). 2008  Conhecimentos e experiência relevante: 

ƒ Experiência  como  directora  dos  SDSMAS  de  Matutuíne  (província  de  Maputo)  e  como  Médica  Chefe dos SDSMAS da cidade de Matola (desde 2008 até 2011) 

ƒ Amplo conhecimento e experiência da realidade do sector da Saúde em Moçambique, assim como  as  políticas  e  trabalho  de  cooperação  com  ONGs  e  outros  agentes  de  cooperação  para  o  desenvolvimento.   ƒ Experiência em supervisão dos serviços de Saúde prestados em Unidades Sanitárias de distrito.  ƒ Realizadas diferentes formações na Área Clínica  ƒ Experiência em avaliação de projectos de cooperação com Sector5  ƒ Fluente em português (língua materna).  Nacionalidade: Moçambicana  Responsável por:  ƒ Participação na elaboração das ferramentas de levantamento de informação  ƒ Assistência nas questões técnicas a área de saúde  ƒ Participação na análise da informação obtida no levantamento de dados da intervenção     

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  Dinis Hélder Chembene  Formação Académica e especializada:  ƒ Licenciado em Sociologia. Universidade Eduardo Mondlane. Moçambique. 2008‐2012  Conhecimentos e experiência relevante:  ƒ Experiência relevante na área do movimento social a partir de ONGs. 

ƒ Director  da  Associação  LUARTE,  ONG  moçambicana  com  experiência  na  área  social  a  nível  de  distrito  ƒ Colaborador em Sector5 em diversos trabalhos de consultoria.  ƒ Experiência em pesquisas e estudos KAP  ƒ Conhecimento do sector da cooperação para o desenvolvimento através do trabalho em parceria  com varias ONGs internacionais.  ƒ Uso de ferramentas informáticas de gestão de dados e estatística  ƒ Fluente em português (língua materna)  Nacionalidade: Moçambicano  Responsável por:  ƒ Participação na elaboração das ferramentas de levantamento de informação.  ƒ Assistência na área estatística, análise de dados e implicações socioculturais da intervenção  ƒ Colaboração na elaboração do relatório final de avaliação     

2. Descrição resumida da intervenção avaliada 

  2.1. Resumo do contexto, organização e gestão  Medicus Mundi 

Medicus  Mundi  é  uma  organização  de  cooperação  internacional  do  âmbito  sanitário  com  o  objectivo  estratégico de reforçar os serviços de Atenção Primária nos países em desenvolvimento como estratégia  eficaz  e  eficiente  para  superar  e  dar  resposta  às  necessidades  e  carências  no  domínio  da  saúde  da  população  destes  países.  A  actividade  de  Medicus  Mundi  vem  inspirada  por  uma  determinada  visão  relativa  ao  que  entende  por  processo  de  desenvolvimento.  Uma  visão  que  poderia  ficar  resumida  nos  seguintes princípios: (1) O ser humano, tomado individual e socialmente, deve ser o centro do processo de  desenvolvimento, (2) O desenvolvimento (...) como um processo de ampliação das capacidades e opções  das  pessoas,  especialmente  dos  sectores  mais  vulneráveis  e  empobrecidos,  (3)  A  acção  de  cooperação  para  o  desenvolvimento  (...)  ou  a  obrigação  (...)  de  efectivar  aqueles  direitos,  incluindo  o  direito  ao  desenvolvimento, que a comunidade internacional definiu como atributos invioláveis do ser humano, (4) O  desenvolvimento  pertence  a  cada  povo,  que  deve  ser  destinatário  e  protagonista  dos  processos  de  mudança  e  (5)  As  acções  de  cooperação  para  o  desenvolvimento  como  expressão  de  solidariedade,  de  procura de maiores níveis de justiça social e de luta pela igualdade de direitos de todas as pessoas (...).1    Medicus Mundi trabalha na actualidade em 21 países de América Latina, África e Ásia e está presente em  Angola e Moçambique desde a década dos 90. Em particular, em Angola desenvolve projectos desde 1991  no Município de Viana. Em Moçambique a sua presença inicia em 1994 em Cabo Delgado, estendendo‐se  sua intervenção posteriormente a outras províncias.     Convénio 07‐CO1‐008 

A  intervenção  que  se  avalia  agora  se  compõe  de  4  Acções,  cada  uma  delas  implementadas  numa  zona  geográfica,  três  delas  em  Moçambique  e  uma  em  Angola,  iniciando  em  Dezembro  de  2007  e  com  uma  duração  prevista  de  4  anos,  a  excepção  da  Acção  3  (34  meses  na  província  de  Gaza,  Moçambique).  A  intervenção  foi  estendida  até  fins  de  Maio  de  2012  para  poder  concluir,  fundamentalmente,  as  actividades  de  construção,  pelo  que  totaliza  4  anos  e  6  meses  nas  Acções  1,  2  e  4  (Cabo  Delgado  em  Moçambique e Angola). 

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