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SAÚDE E
SEGURANÇA DO
TRABALHO NO
E-SOCIAL
O Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) é um instrumento de unificação da prestação de informa-ções que pretende centralizar os dados trabalhistas, previdenciários, fundiários e tributários relativos aos trabalhado-res, com ou sem vínculo empregatício, e de produção rural.
Trata-se de um projeto do governo fe-deral que tem por finalidade coletar as informações, armazenando-as em um Ambiente Nacional Virtual, no qual cada órgão participante – RFB, INSS, MTb e CEF –, de acordo com a pertinên-cia temática, utiliza tais informações, inclusive para apuração dos tributos e da contribuição para o FGTS.
Apesar de o eSocial não ter criado ne-nhuma exigência nova, algumas das informações obrigatórias merecem atenção especial, como é o caso das in-formações relacionadas à saúde e segu-rança do trabalho.
Ocorre que, até então, tais informações não constavam em nenhuma das obri-gações acessórias e, diante da complexi-dade das exigências e do custo conside-rável dos programas, poucas empresas as cumprem de forma integral.
Assim, a presente cartilha tem por ob-jetivo tratar das principais obrigações acerca da matéria, ressaltando ainda a importância do tema, não apenas para evitar a imposição de multas, mas tam-bém para garantir a integridade e a saú-de do trabalhador.
2 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
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3 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
As diferenças entre as legislações Tra-balhista e Previdenciária de Segurança do Trabalho têm gerado muitas diver-gências e confusões entre os profissio-nais da área de SST e de administração de pessoal.
As duas legislações na verdade se com-plementam, cada uma com sua parti-cularidade e especificações. Entretanto, algumas decisões judiciais acabam colo-cando mais dúvidas na cabeça de quem trabalha na área.
A confusão ocorre especialmente na hora de elaborar os programas, laudos, perícias e no preenchimento do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).
É comum encontrar LTCAT mencionando insalubridade e/ou sem aposentadoria especial e GFIP, LTCAT e PPRA juntos, PPP preenchido erroneamente, entre outras situações que evidenciam dúvidas sobre a diferença nas legislações.
As regras trabalhistas em saúde e segu-rança do trabalho estão previstas, basi-camente, na CLT e regulamentadas nas Normas Regulamentadoras (NRs) do Mi-nistério do Trabalho desde 1978.
Atualmente, as NRs já somam 36 e dispõem sobre aspectos sociais, técni-cos e setoriais que envolvem a higiene ocupacional. EXEMPLOS DE NRS ½½ NR 5 CIPA ½½ NR 6 EPI ½½ NR 7 PCMSO ½½ NR 9 PPRA
½½ NR 11 Transporte, movimentação, ar-mazenagem e manuseio de materiais
½½ NR 12 Máquinas e equipamentos
½½ NR 15 Insalubridade
½½ NR 16 Periculosidade
½½ NR 17 Ergonomia
½½ NR 35 Trabalho em altura
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA X LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SAÚDE
E SEGURANÇA DO TRABALHO (SST)
4 LEGISLAÇÃO TRABALHISTA X LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO (SST) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
TABELAS QUE INFLUENCIARÃO NA ÁREA DO SESMT – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO
NÚMERO DESCRIÇÃO
Tabela 13 Parte do corpo atingida
Tabela 14 Agente causador do acidente de trabalho
Tabela 15 Agente causador/situação geradora de doença profissional Tabela 16 Situação geradora do acidente de trabalho
Tabela 17 Descrição da natureza da lesão
Tabela 23 Fatores de riscos do meio ambiente do trabalho Tabela 24 Codificação de acidente de trabalho
Tabela 25
Tipos de benefícios previdenciários dos regimes próprios de Previdência
Tabela 26 Motivos de cessação de benefícios previdenciários
Tabela 27 Procedimentos diagnósticos
Tabela 28 Atividades periculosas, insalubres e/ou especiais Tabela 29
Treinamentos, capacitações e exercícios simulados e outras anotações
5 LEGISLAÇÃO TRABALHISTA X LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO (SST) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
EVENTOS
NÚMERO DESCRIÇÃO
S-1005
Tabela de estabelecimentos, obras ou unidades de órgãos públicos S-1040 Tabela de funções/cargos em comissão
S-1060 Tabela de ambientes de trabalho
S-2206 Alteração de contrato de trabalho
S-2210 Comunicação de acidente de trabalho
S-2220 Monitoramento da saúde do trabalhador
S-2221 Exame toxicológico do motorista profissional
S-2230 Afastamento temporário
S-2240
Condições ambientais do trabalho – fatores de risco (insalubridade e periculosidade)
S-2245
Treinamentos, capacitações, exercícios simulados e outras anotações
6 LEGISLAÇÃO TRABALHISTA X LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO (SST) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
PRAZOS DE ENVIO DOS EVENTOS RELACIONADOS À ÁREA DO SESMT
NÚMERO DESCRIÇÃO
Acidente/doença não relacionado ao trabalho –
até 2 dias Não precisa ser enviado
Acidente/doença não relacionado ao trabalho –
de 3 a 15 dias Até o dia 7 do mês seguinte
Acidente/doença não relacionado ao trabalho –
acima de 15 dias Até o 16º dia do afastamento
Acidente ou doença do trabalho,
afastamento não superior a 15 dias Até o dia 7 do mês seguinte Acidente ou doença do trabalho,
afastamento superior a 15 dias Até o 16º dia do afastamento Alteração ou retorno do afastamento Até o dia 7 do mês seguinte Comunicação do acidente de trabalho (CAT)
Até o 1º dia útil subsequente à ocorrência ou no mesmo dia em caso de morte Condições ambientais do trabalho – fator de risco Até o dia 7 do mês seguinte
Monitoramento da saúde do trabalhador
Até o dia 7 do mês seguinte à realização dos exames de monitoramento biológico, conforme PCMSO (retorno ao trabalho, mudança de função ou monitoramento pontual)
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7 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
DEFINIÇÃO E FINALIDADE
O PPRA é umas das ações mais impor-tantes no campo da prevenção, pois tem como objetivo levantar os riscos dos ambientes de trabalho e determinar as medidas necessárias para a proteção da saúde e da integridade física dos tra-balhadores. O levantamento dos riscos é imprescindível para elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) que determinará o monitoramento da saúde de todos atra-vés de avaliações médicas específicas. Por se tratar de um programa, o PPRA não serve para definição de adicional de insalubridade, pois, nesse caso, o documento adequado é o laudo de in-salubridade elaborado por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, conforme o artigo 195 da Con-solidação das Leis do Trabalho – CLT.
RISCOS
Os riscos a serem levantados pelo PPRA são os físicos, químicos e biológi-cos. Tais riscos, quando presentes nos ambientes de trabalho sem o devido controle, tornam o ambiente laboral insalubre, podendo causar doenças ocupacionais distintas.
½½ Riscos físicos: são as diversas formas de energia às quais possam estar expos-tos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, tempe-raturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom.
½½ Riscos químicos: são as substâncias ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas for-mas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza
PROGRAMA DE PREVENÇÃO
DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA
da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organis-mo através da pele ou por ingestão.
½½ Riscos biológicos: são as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.
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PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
RISCOS MAIS COMUNS NAS EMPRESAS
NÚMERO DESCRIÇÃO
Físico: ruído Máquinas, equipamentos, empilhadeiras etc. Químico: poeiras Polimento, corte de telhas, limpeza etc. Químico: produtos de limpeza Limpeza e higienização em geral Químico: contato com tintas,
solventes, graxa Manutenção em geral
Ergonômico: posturas inadequadas Trabalho em pé por longos períodos
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PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
OBRIGADOS
Conforme determina a NR-9 do Minis-tério do Trabalho, toda empresa que ad-mita trabalhador como empregado deve elaborar e implementar o PPRA. Se o em-pregador possuir um empregado, já está obrigado a elaborar o programa. Apesar de obrigatório, o programa deve ser visto como uma ferramenta para controlar os riscos, evitar o adoecimento dos trabalha-dores e reduzir os passivos trabalhistas. PERIODICIDADE
O PPRA deve ser atualizado uma vez por ano, ou antes deste prazo sempre que ocorrerem mudanças nos locais de tra-balho que alterem os riscos levantados preliminarmente. Um dos pontos mais importantes da análise periódica do programa está na avaliação crítica das ações previstas no cronograma, bem como a eficácia nas medidas de proteção adotadas perante os riscos levantados.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO
Elencamos a seguir as medidas de prote-ção que devem ser adotadas para manu-tenção do ambiente de trabalho saudável. As medidas estão listadas conforme sua importância no campo da proteção, de maneira que a empresa só pode pular tais etapas na comprovação da inviabilidade técnica da respectiva medida de proteção.
½½ Equipamentos de proteção coletiva (EPC): são medidas que removem ou se-gregam os riscos nos ambientes de traba-lho, de maneira que fiquem neutros e não interfiram na saúde dos trabalhadores;
½½ Medidas administrativas: consiste na remoção temporária do trabalhador dos locais em que os riscos não pude-ram ser controlados com EPCs. Neste caso, adota-se o sistema de revezamen-to de atividades.
½½ Equipamentos de proteção individu-al – (EPI): pretende proteger individuindividu-al- individual-mente o trabalhador dos riscos em seu ambiente de trabalho. Apesar de certifi-cados pelo Ministério do Trabalho, têm suas limitações quanto ao risco e depen-dem de adaptabilidade pelos usuários. Como podemos observar, no universo da proteção da saúde e segurança dos trabalhadores, o EPI é o último recurso que devemos adotar. Devemos, primeiro, tentar as medidas anteriores. Caso fique evidenciada a inviabilidade técnica das mesmas, adota-se a proteção individual.
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PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
PRAZO DE GUARDA
Após a elaboração do programa, o em-pregador tem a responsabilidade de co-locar em prática as ações previstas, bem como manter o documento guardado por 20 anos.
RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR
O empregador deve também treinar os trabalhadores sobre a importância do PPRA, deixando claro que eles devem colaborar e participar na implantação e execução do programa, assim como ado-tar as orientações de segurança do tra-balho e ter a ciência de que seus apon-tamentos acerca dos riscos prejudiciais à sua saúde são muito importantes para a manutenção dos ambientes laborais de-vidamente saudáveis.
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11 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
DEFINIÇÃO
O LTCAT é uma exigência da Previdência Social que visa a levantar de forma qua-litativa e quantitativa os riscos físicos, químicos e biológicos capazes de preju-dicar a saúde dos trabalhadores. A aposentadoria especial é uma condi-ção que pretende afastar de forma an-tecipada o trabalhador sujeito a agentes nocivos capazes de prejudicar sua saúde. De acordo com o regulamento da Previ-dência Social, a aposentadoria antecipa-da poderá ocorrer aos 15, 20 ou 25 anos de trabalho, conforme o risco ao qual está sujeito o trabalhador.
OBRIGADOS
Todas as empresas que expõem os tra-balhadores a agentes nocivos físicos, químicos e biológicos estão obrigadas a elaborar e manter atualizado o LTCAT, sujeitando o estabelecimento a multas, de acordo com o artigo 58, parágrafo 3º, da Lei n.º 8.213/91.
O referido laudo deve ser elaborado por engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, nos termos da legis-lação trabalhista.
FINALIDADE
O objetivo do laudo é definir se os riscos presentes nos locais de trabalho ense-jam o direito à aposentadoria especial. O cumprimento das ações previstas no PPRA pode eliminar ou neutralizar os efeitos dos riscos, reduzir a possibilida-de possibilida-de agravo à saúpossibilida-de e possibilida-descaracterizar a exposição como atividade especial para fins de aposentadoria.
As atividades determinadas como es-peciais exigem que a empresa recolha a contribuição suplementar para custear a antecipação da aposentadoria dos tra-balhadores. As alíquotas a serem recolhi-das são, respectivamente, 12%, 9% e 6% para aposentadorias aos 15, 20 e 25 anos de trabalho em tais condições.
A comprovação das atividades especiais pelo trabalhador junto à Previdência So-cial deverá ser feito por meio do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), a ser expedido pelo representante legal da empresa com base no LTCAT.
LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO (LTCAT)
E PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO (PPP)
12 LAUDO TÉCNICO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO (LTCAT) E PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO (PPP) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR
A empresa deve manter atualizado o PPP de todos empregados, além de alterar o documento sempre que houver modifi-cações no processo de trabalho que jus-tifiquem a modificação do LTCAT. O PPP deve ser entregue ao trabalhador no ato de sua demissão, de forma a faci-litar a reivindicação de sua aposentado-ria quando preenchidos os requisitos da legislação previdenciária. Assim como o LTCAT, a não manutenção do PPP atuali-zado sujeita a empresa a multas por par-te da Previdência Social.
Quando a quarta fase do eSocial entrar em vigor, o PPP não será mais necessário, porque as informações previstas nesse documento serão supridas por outros dados que a plataforma exigirá.
PRAZO DE GUARDA
Diferentemente do PPRA, a legislação previdenciária não prevê um período para guarda do LTCAT. Em razão da im-portância das informações contidas nes-se documento, a recomendação é que os arquivos sejam preservados o maior tempo possível, pois a qualquer época a Previdência Social poderá solicitá-lo para corroborar informações contidas no PPP referentes a períodos de trabalho espe-ciais na empresa.
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13 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
PPRA, LTCAT E PPP NO ESOCIAL
No eSocial, o reconhecimento dos fatores de risco e monitoramento biológico de-verão ser lançados nos eventos a seguir. EVENTO S-1060
TABELA DE AMBIENTES DE TRABALHO Por meio das informações constantes no PPRA, que em sua elaboração deverá ob-servar a Tabela 23, os ambientes existen-tes na empresa e os fatores de risco a ele associados serão lançados nesse evento, atribuindo-se um código a cada ambien-te. Nesse momento, não haverá vincula-ção de qualquer trabalhador, sendo uma informação geral, que será utilizada em momento posterior. A atribuição de um código para cada ambiente evitará a re-dundância das informações, impedindo que seja exigida a descrição do ambiente para cada trabalhador.
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PPRA, LTCAT E PPP NO ESOCIAL SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
EVENTO S-2240
CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO – FATORES DE RISCO Nesse evento, serão individualizados os fatores de risco existentes nos ambientes aos quais o trabalhador está exposto, bem como a descrição das proteções coletivas e individuais utilizadas e sua eficácia. Devem ser descritas nesse evento as ati-vidades, físicas ou mentais, realizadas pelo trabalhador.
As atividades serão descritas com exati-dão, de forma sucinta e com a utilização de verbos no infinitivo impessoal, conforme tabela 28. Para codificar o fator de risco, de-verão ser utilizados os códigos da tabela 23. Exemplos: distribuir panfletos, operar máquina de envase, entre outros. Mencionar a adoção de EPC e sua manu-tenção, observar o prazo de validade do CA, a higienização e a gestão dos EPIs. Se não houver a necessidade de EPI, essa informação deverá constar nesse evento.
Nesse evento deverá ser informado o NIS e o CPF do responsável pelos registros ambientais, bem como a descrição da metodologia utilizada para o levanta-mento dos riscos.
Caso as atividades exercidas no ambien-te da empresa se caracambien-terizem como pe-rigosas, insalubres ou especiais, desem-penhadas conforme tabela 28, informar os limites de tolerância, intensidade, concentração ou dose da exposição ao fator de risco.
Informar se haverá o adicional para o fi-nanciamento da aposentadoria especial, exceto para as categorias de trabalhado-res a seguir:
½½ 104 – Empregado doméstico;
½½ 201 – Trabalhador avulso portuário;
½½ 202 – Trabalhador avulso não por-tuário;
½½ 901 – Estagiário.
INFORMAÇÕES RELATIVAS AO RESPONSÁVEL PELOS REGISTROS AMBIENTAIS
Preencher com o nome, CPF e NIS do res-ponsável pelos registros ambientais. Órgão de classe ao qual está vinculado o responsável pelos registros ambientais:
½½ 1 – Conselho Regional de Medicina (CRM);
½½ 2 – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea);
½½ 9 – Outros.
Caso a indicação seja “Outros”, informar a sigla do órgão de classe e o número de inscrição ao qual o responsável pelos re-gistros ambientais está vinculado.
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15 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO
DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO)
DEFINIÇÃO
O Programa de Controle Médico de Saú-de Ocupacional (PCMSO) é regularizado pela Norma Regulamentadora n.º 7 (NR-7) do Ministério do Trabalho (MTb) e define em sua redação a obrigatoriedade dos empregadores e instituições que admi-tam trabalhadores como empregados, independente do ramo de atividade exer-cido e quantidade de trabalhadores que possuem em seu quadro, da elaboração e implementação do programa em questão.
FINALIDADE
Amparado pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e demais Normas Regulamentadoras (NR), o PCM-SO possui como objetivo a promoção e a preservação da saúde do trabalhador, contemplando-a a todos os níveis, den-tro do ambiente de trabalho por meio de avaliação da sua capacidade laborativa ou fora dele, favorecendo a sua qualida-de qualida-de vida.
Sua elaboração cabe ao médico do tra-balho, que por meio da identificação dos riscos e das exigências físicas e psíqui-cas das atividades dos trabalhadores traça um plano de ação com objetivos e metas que devem ser
implementa-dos pelo empregador. Esse plano de ação contempla cinco possibilidades de exames médicos ocupacionais: admis-sional, periódico, mudança de função, retorno ao trabalho e demissional; cam-panhas de saúde, como por exemplo as de vacinação, avaliação do Índice de Massa Corpórea (IMC) e teste de glice-mia capilar; ações educativas para ca-pacitar os trabalhadores em questões de saúde coletiva e qualidade de vida, tais como cuidados com alimentação, hipertensão, tabagismo; entre outros, além de propor materiais necessários à prestação de primeiros socorros, tudo conforme as características da organi-zação e sua população.
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PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
EXAMES MÉDICOS QUE COMPÕEM O PROGRAMA
Os exames médicos ocupacionais men-cionados anteriormente, segundo a NR-7, devem ser realizados da seguinte forma:
½½ Exame médico admissional: antes da admissão do trabalhador. É importante ressaltar que no primeiro dia de traba-lho de qualquer trabalhador admitido, o resultado de sua aptidão (capacidade laborativa), dado por meio do exame médico admissional, deve estar arquiva-do com a equipe de saúde ocupacional – caso a organização necessite tê-la em suas instalações e/ou departamento pessoal. Consideramos o exame médico admissional como um exame referencial. Conceitua-se como exame referencial o primeiro exame de cada tipo ao qual o trabalhador foi submetido. É o exame norteador para que o médico do traba-lho possa monitorar a sua saúde. Os de-mais exames serão tratados como exa-mes sequenciais.
½½ Exame médico periódico: após 1 ano de sua admissão, os trabalhadores me-nores de 18 anos e maiores de 45 anos deverão ser reavaliados para verificar se continuam aptos (capacidade laborati-va) a exercer sua função. Aos maiores de 18 anos e menores de 45 anos o exame periódico poderá ser realizado a cada 2 anos. Com isso, podemos considerar o exame médico periódico como um exa-me de caráter sequencial.
½½ Exame médico de mudança de fun-ção: este exame somente será realizado quando, além de uma nova função que o trabalhador exercerá, os riscos aos quais estará exposto também se modificam. Por exemplo: um trabalhador foi admiti-do como estoquista e um admiti-dos riscos aos quais está submetido é o levantamento e transporte manual de cargas. Após seis meses, ele foi promovido a operador de empilhadeira e passa a estar exposto a ruído, vibração e exigência de postura adequada. Assim como no exame mé-dico admissional, o exame mémé-dico de mudança de função deverá ser realiza-do antes de o trabalharealiza-dor iniciar suas
tarefas e atividades que a nova função lhe atribuirá, tornando-se também um exame referencial.
½½ Exame médico de retorno ao trabalho: após 30 dias de afastamento do trabalha-dor, seja por motivo de acidentes , seja por doenças relacionadas ou não ao trabalho ou ainda por motivo de parto, o exame médico de retorno ao trabalho deverá ser realizado. Similar ao exame médico perió-dico, o exame médico de retorno ao traba-lho se trata de um exame sequencial.
½½ Exame médico demissional: indepen-dentemente do motivo da dispensa do trabalhador, o exame médico demissional deverá ser realizado até a data da homo-logação de sua rescisão contratual ou até o desligamento definitivo do empregado, considerando a alteração da Reforma Tra-balhista, desde que o último exame mé-dico ocupacional tenha ocorrido há mais de 135 dias para empresas de grau de risco 1 e 2 e 90 dias para empresas de grau de risco 3 e 4. Para identificar o grau de ris-co de uma organização basta ris-consultar a Norma Regulamentadora n.º 4 (NR-4).
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PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
Além dos exames médicos ocupacionais elencados, o médico do trabalho poderá realizar avaliações pontuais por meio de uma necessidade específica que tenha de-tectado. Este tipo de conduta não deve ser utilizado para fins de monitoração perió-dica, tal como o exame médico periódico. A periodicidade mencionada em cada um dos exames médicos ocupacionais pode ser subtraída pelo médico do tra-balho ou ainda em virtude de acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Cabe ao médico do trabalho submeter o trabalhador a avaliações que considere es-senciais para a concretização dos exames médicos ocupacionais, a fim de caracteri-zar sua aptidão (capacidade laborativa). Abaixo exemplificamos algumas condutas:
½½ Exame físico: aferição da pressão arterial, ausculta cardíaca e pulmonar, verificação de varizes nos membros in-feriores, entre outros. Caso julgue ne-cessário, o médico do trabalho também poderá solicitar a um especialista uma avaliação mental.
½½ Anamnese ocupacional: questionário para identificar hábitos e estilos de vida que possam predispor a doenças e a aci-dentes relacionados ao trabalho ou ain-da ao absenteísmo (falta ao trabalho), como: “Faz uso contínuo de algum me-dicamento? Qual? ”; “Sente dor, formiga-mento ou ainda queimação em alguma parte do corpo durante o trabalho? ”; “Já realizou alguma cirurgia? Qual?”
½½ Exames complementares: audiome-tria (exposição ocupacional ao ruído), hemograma completo e plaquetas (ex-posição ocupacional ao benzeno, como em postos revendedores de combustí-veis), entre outros, definidos conforme a identificação dos riscos aos quais os trabalhadores estão expostos.
Todas as informações relativas ao histó-rico de saúde do trabalhador deverão ser compiladas em um prontuário médico sob a guarda exclusiva do médico do trabalho.
A aptidão ou inaptidão do trabalhador ficará evidenciada através de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), do qual de-verá ser entregue uma via ao trabalha-dor e outra arquivada com a equipe de saúde ocupacional – caso a organização necessite tê-la em suas instalações e/ou departamento pessoal.
PRAZO DE GUARDA
Os documentos que comprovam a im-plementação do PCMSO como ASOs, evidências da realização de campanhas de saúde e de ações educativas e o pró-prio PCMSO, devem ser mantidos por no mínimo 20 anos sob guarda da organi-zação, seja por meio físico ou eletrônico. Como vimos, o PCMSO é um programa focado na prevenção e deve ser reava-liado anualmente, pois, uma vez que os objetivos e metas estipulados foram al-cançados, cabe ao médico do trabalho em conjunto com a organização estabe-lecerem novos desafios em busca da me-lhoria contínua.
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18 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
EVENTO S-2220 –
MONITORAMENTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR
Esse evento detalha as informações re-lativas ao monitoramento da saúde do trabalhador (avaliações clínicas) duran-te todo o vínculo laboral do empregado e do estagiário com o empregador, bem como os exames complementares aos quais foram submetidos, com respecti-vas datas e conclusões.
Nesse evento será realizado o deta-lhamento do Atestado de Saúde Ocu-pacional (ASO), informando a data de emissão, se o trabalhador está apto ou inapto, além de registrar os exames com-plementares, conforme os Quadros da NR-7. A falta de preenchimento do evento sinaliza a não realização de avaliações clí-nicas e exames complementares. A data do exame realizado deverá ser uma data válida, igual ou anterior à data do ASO e deverá também anotar o Códi-go do procedimento diagnóstico cons-tante da tabela 27.
½½ Indicação dos resultados: 1. Normal;
2. Alterado; 3. Estável; 4. Agravamento.
½½ Informações sobre o médico emiten-te do ASO
Nome, CRM, CPF e NIS do médico emitente do ASO.
Obs:NIS pode ser PIS, Pasep ou NIT.
½½ Informações sobre o médico respon-sável/coordenador do PCMSO Nome, CRM, CPF.
Os½ exames½ médicos½ somente½ poderão½ ser½ feitos½ pelos½ médicos½ vinculados½ ao½ PCMSO,½não½sendo½aceito½ASO½de½outros½ profissionais,½sob½pena½de½multa.
EVENTO S-2221 – EXAME TOXICOLÓGICO DO MOTORISTA PROFISSIONAL
Nesse evento deverão ser incluídas infor-mações relativas ao exame toxicológico dos empregados que exercem a função de motoristas profissionais do transpor-te rodoviário de passageiros e do trans-porte rodoviário de cargas.
Informar:
½½ Data da realização do exame toxico-lógico;
½½ CNPJ do laboratório responsável pela realização do exame;
½½ Código do exame toxicológico; e,
½½ Nome e CRM do médico.
Os exames toxicológicos devem ser rea-lizados:
a. previamente à admissão; b. por ocasião do desligamento.
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PCMSO NO E-SOCIAL SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
S-2230 - AFASTAMENTO TEMPORÁRIO
Vale lembrar que nesse evento não serão lançados apenas os afastamentos previ-denciários, tais como acidente do traba-lho, doença ocupacional ou mesmo do-ença não relacionada ao trabalho. Na tabela 18 do eSocial, constam todos os afastamentos a serem informados, inclusive férias e licença-maternidade.
½½ Ex. 1 A atendente Verônica Passos fi-cou afastada por dois dias, devido a uma virose. Por não ser um afastamento rela-cionado à atividade, não precisa ser infor-mado no eSocial, apenas os afastamentos de três dias ou mais serão obrigatórios.
½½ Ex. 2 A balconista Theodora Peque-no ficou afastada do trabalho por oito dias, devido a uma gripe, iniciando o afastamento em 10/10/2018. Neste caso, como ultrapassou os dois dias de afas-tamento e é inferior a 16 dias, deverá ser informado no eSocial até o dia 7/11/2018.
Obs: Os afastamentos não relacionados ao trabalho superiores a 15 dias deverão ser informados até o 16º dia da data do afastamento.
½½ Ex. 3 O operador de empilhadeira Pietro Kanvas sofreu uma torção no pé ao pisar em um desnível do piso, fican-do afastafican-do por 1 dia. Neste caso, por ser acidente do trabalho, mesmo sendo ape-nas 1 dia de afastamento e inferior a 16 dias, deverá ser informado no eSocial até o dia 7 do mês seguinte.
Obs: os afastamentos relacionados ao trabalho superiores a 15 dias deverão ser informados até o 16º dia da data do afastamento.
Neste½caso,½além½do½afastamento½a½em- presa½deverá½providenciar½a½CAT,½even-to½S-2210.
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20 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
A Comissão Interna de Prevenção de Aci-dentes (CIPA), regularizada pela Norma Regulamentadora n.º 5 (NR-5) do Minis-tério do Trabalho é, genuinamente, um grupo de trabalhadores que praticam forças-tarefa em prol da promoção da saúde e da prevenção de acidentes ou doenças no ambiente de trabalho. Constituída por representantes do em-pregador (escolhidos pelo representante da organização sem a necessidade de vo-tação) e representantes dos trabalhado-res (escolhidos por meio de voto secreto pelos próprios trabalhadores) a Cipa é obrigatória em todos os estabelecimen-tos que admitam trabalhadores como empregados. Seu dimensionamento se dá por meio do cruzamento de duas in-formações: quantidade total de traba-lhadores que o estabelecimento possui e grupo pertencente, estipulado pelo código CNAE.
Seu dimensionamento é diretamente proporcional à quantidade de trabalha-dores lotados no estabelecimento, ou seja, quanto maior for a sua quantidade, mais cipeiros serão necessários. Há situ-ações de acordo com o quadro I da NR-5 em que a comissão será constituída por apenas um membro, comumente deno-minado designado da Cipa.
Nos exemplos dados abaixo podemos compreender como é realizado o dimen-sionamento da Cipa.
CIPA CONSTITUÍDA POR REPRESENTANTES DO EMPREGADOR E DOS TRABALHADORES
½½ CNAE: 47.11-3 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predomi-nância de produtos alimentícios – hi-permercados e suhi-permercados
½½ Quantidade de trabalhadores: 418
½½ Grupo: C-21 (identificado por meio do CNAE e quadro III da NR-5)
½½ 6 representantes do empregador, sendo:
3 efetivos 3 suplentes
½½ 6 representantes dos trabalhadores, sendo:
3 efetivos 3 suplentes
½½ Totalizando 12 membros da CIPA
COMISSÃO INTERNA DE
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COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
CIPA CONSTITUÍDA POR DESIGNADO
½½ CNAE: 47.31-8 Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores
½½ Quantidade de trabalhadores: 10
½½ Grupo: C-22 (identificado por meio do CNAE e quadro III da NR-5)
½½ 1 designado da Cipa escolhido pelo empregador
Obs.: para toda Cipa constituída, haverá, obrigatoriamente, efetivos e suplentes, tanto para os representantes do empre-gador, quanto para os representantes dos trabalhadores.
Independentemente se a comissão for constituída por representantes do em-pregador e dos trabalhadores ou ainda por designado da Cipa, todos devem ser treinados antes de sua posse.
O treinamento deverá ser ministrado por qualquer profissional do Serviço Especia-lizado em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho (SESMT) – técnico em segurança do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, técnico em enfermagem do trabalho, enfermeiro do trabalho ou médico do trabalho ou por representante do sindicato patronal e/ ou dos trabalhadores; ou ainda por qual-quer profissional que possua conheci-mento sobre os temas abordados descri-tos na própria NR-5, como por exemplo: investigação e análise de acidentes de trabalho, riscos no ambiente de trabalho e medidas de controle, doenças relacio-nadas ao trabalho, prevenção da aids, legislação trabalhista e previdenciária re-lacionadas à segurança e saúde no traba-lho, atribuições da Cipa e outros assun-tos relativos ao exercício na comissão. Esse treinamento deverá ser realizado durante o expediente de trabalho, com carga horária de 20 horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias. Uma vez empossados, os membros da Cipa ou designado da Cipa devem
cum-prir com as suas atribuições estipuladas pela NR-5 durante um ano de mandato. É recomendável traçar um plano de tra-balho a fim de facilitar a compreensão das forças-tarefa delegadas a cada um dos membros. Pode-se utilizar da regra “80-20”, por exemplo, para equilibrar as atribuições como cipeiro com as ati-vidades para as quais o trabalhador foi contratado. Em média, 80% do seu tem-po na organização será utilizado em seu papel principal, enquanto os demais 20% serão destinados a trabalhar em prol da comissão.
No quadro a seguir exemplificamos al-gumas das atribuições da Cipa:
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COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
ATRIBUIÇÕES DA CIPA
SEGUNDO A NR-5 E EXEMPLOS DE SUA APLICAÇÃO
TEXTO ORIGINAL DA NR-5 EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
Identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver.
Identificar e relacionar os riscos por meio de inspeções de segurança que podem ser realizadas diariamente, semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, conforme a gravidade dos riscos existentes na organização e confeccionar com o auxílio do SESMT próprio ou terceirizado o mapa de riscos.
Realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas.
Participar das reuniões ordinárias mensais, trazendo ideias e sugestões. Serão 12 reuniões durante o mandato, contribuindo para um ambiente de trabalho seguro e saudável.
Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho.
Limpeza e higienização em geral. Divulgar e promover o cumprimento das normas
regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho.
Elaborar cartazes, fôlderes, e-mails ou quaisquer outros meios de comunicação com informações relativas à segurança e a saúde de todos, contribuindo para o aumento da cultura de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
Participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores.
Compartilhar com o profissional que elabora o PPRA as impressões e resultados das inspeções de segurança, a fim de contribuir na construção e implementação do programa. Também compartilhar com o médico do trabalho as queixas (sinais e sintomas) que os demais trabalhadores exponham, facilitando assim a construção do PCMSO e suas campanhas de saúde.
Participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados.
Investigar e analisar acidentes do trabalho ocorridos, evitando reincidências e facilitando a abertura da CAT pelo SESMT – caso a organização necessite tê-lo em suas instalações e/ou departamento pessoal.
Com exceção do designado da Cipa e dos representantes do empregador, todos os representantes dos trabalhadores (efeti-vos e suplentes) gozarão de estabilidade desde o registro de sua candidatura até um ano após o final do mandato. Toda a documentação relativa ao proces-so eleitoral, tais como editais de convoca-ção, cédulas, atas de eleição entre outros deverão ser mantidos pela organização por meio físico ou eletrônico por um pe-ríodo mínimo de 5 anos e protocolados no sindicato da categoria, quando solici-tado por meio de Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho.
Os treinamentos e simulados da Cipa deverão ser lançados no evento abaixo, inclusive do designado da Cipa.
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COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – (Sipat).
Com base nos resultados de suas inspeções de segurança, queixas dos trabalhadores (sinais e sintomas) e dos riscos identificados no mapa de riscos, além do PPRA, o cipeiro, em conjunto com o SESMT – caso a organização necessite tê-lo em suas instalações, e/ou departamento pessoal ou ainda recursos humanos proporão ações educativas para a Sipat. As metodologias utilizadas na Sipat podem ser realizadas mediante jogos, dramatizações, palestras, rodas de conversa, simulações, entre outros. Participar, anualmente, em conjunto com a empresa,
de campanhas de prevenção da aids.
Estipular com o SESMT, caso a organização necessite tê-lo em suas instalações e/ou departamento pessoal ou ainda recursos humanos, uma campanha de prevenção da aids, desmistificando a doença e praticando a empatia mediante ações educativas similares às exemplificadas anteriormente.
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24 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
S-2245 – TREINAMENTOS, CAPACITAÇÕES, EXERCÍCIOS SIMULADOS E OUTRAS ANOTAÇÕES Evento utilizado para prestação de infor-mações sobre os treinamentos, capaci-tações, exercícios simulados realizados e outras anotações, bem como informa-ções aos trabalhadores relativas à se-gurança e saúde no trabalho, conforme tabela 29.
No caso de treinamentos, capacitações e exercícios simulados que já tenham sido realizados ou ainda estejam sendo reali-zados na data de obrigatoriedade desse evento para o empregador no eSocial, esta deverá ser informada como data de início. Na tabela 29, os dois primeiros dígitos do código correspondente se referem à nor-ma regulamentadora.
Exemplo:
½½ 0501 Treinamento membros da Cipa
½½ 0502 Treinamento designado da Cipa
Nesse evento também deverão ser lan-çados todos os demais treinamentos, capacitações e simulados, constantes nas Normas de Segurança do Trabalho e, conforme a tabela 29, deverão ser dividi-dos em obrigatórios e não obrigatórios.
Embora½ não½ seja½ obrigatório½ lançar½ to-dos½ os½ treinamentos,½ capacitações½ e½ exercícios½ simulados,½ recomendamos½ que½todos,½inclusive½aqueles½não½obriga-tórios,½ sejam½ devidamente½ registrados½ no½eSocial.
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CIPA NO E-SOCIAL SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
DO TREINAMENTO
Informar a data de início do treinamen-to/capacitação/exercício simulado ou a data de início da obrigatoriedade desse evento para o empregador no eSocial, a que for mais recente.
Modalidade do treinamento/capacita-ção/exercício simulado, conforme op-ções abaixo:
½½ 1. Presencial;
½½ 2. Educação a distância (EAD);
½½ 3. Semipresencial.
Tipo de treinamento/capacitação/exer-cício simulado, conforme opções abaixo:
½½ 1. Inicial; ½½ 2. Periódico; ½½ 3. Reciclagem; ½½ 4. Eventual; ½½ 5. Outros. RESPONSÁVEL PELO TREINAMENTO
Profissional responsável pelo treinamen-to/capacitação/exercício simulado. Nome, CPF e CBO.
O treinamento/capacitação/exercício simulado foi ministrado por:
½½ 1. Profissional empregado do decla-rante;
½½ 2. Profissional sem vínculo de empre-go com o declarante.
Formação do profissional responsável pelo treinamento/capacitação/exercício simu-lado (acadêmica, prática ou outra forma).
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26 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
A CAT é um documento legal que deve ser emitido pela empresa ou emprega-dor doméstico em caso de acidente de trabalho. O acidente de trabalho é o fato ocorrido dentro ou fora da empresa du-rante o desempenho das funções pelo empregado, causando incapacidade para o trabalho.
Estão equiparadas a acidente de tra-balho as doenças originárias dos am-bientes laborais, tais como as doenças profissionais e do trabalho. Os acidentes ocorridos no trajeto também são consi-derados acidentes de trabalho.
Entende-se por doença profissional a produzida ou desencadeada pelo exercí-cio do trabalho peculiar a determinada atividade (ex.: tendinite em operadores de caixa); a doença do trabalho é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o traba-lho é realizado e com ele se relacione diretamente (ex.: perda auditiva provo-cada pelo ruído sem o devido controle).
Caracteriza acidente de trajeto o fato ocorrido na ida ou na volta do trabalho desde que o trabalhador não altere o seu trajeto habitual.
A CAT deve ser emitida no primeiro dia útil após o ocorrido e deve ser encami-nhada ao Instituto Nacional de Seguri-dade Social (INSS). A responsabiliSeguri-dade pela emissão do documento é do em-pregador, contudo, em caso de omissão por parte da empresa, o próprio empre-gado poderá emiti-lo, recorrer ao sin-dicato de sua categoria, ou ao médico que fez o primeiro atendimento ou a seus dependentes.
Com a emissão da CAT, o auxílio-doen-ça acidentário – benefício concedido em caso de afastamento superior a 15 dias – desvincula-se de carência, garan-tindo que o segurado receba o benefí-cio durante todo o afastamento. Além de garantir o auxílio-doença, o referido documento sinaliza à Previdência Social o número de acidentes ocorridos,
per-COMUNICAÇÃO DE
27
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
mitindo o levantamento de dados esta-tísticos e epidemiológicos, bem como a definição das ações necessárias para a redução de tais ocorrências.
A CAT está prevista no artigo 22 da Lei nº 8.213/91 e a não emissão deste docu-mento dentro do prazo legal predispõe a empresa a multas.
Para auxiliar nas despesas oriundas de acidente de trabalho, a Previdência Social estabeleceu o Risco de Acidente de Traba-lho (RAT), que varia de 1% a 3%, conforme o risco da empresa. O RAT incide sobre a remuneração paga pela empresa a seus empregados. As alíquotas do RAT podem ser majoradas pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que é uma espécie de punição vinculada aos acidentes e doen-ças ocorridos na empresa.
O RAT está previsto no artigo 22, inciso II da Lei n.º 8.212/91 e faz parte do plano de custeio da Previdência Social. O FAP foi instituído pelo Decreto n.º 6.042/2007 e tem como objetivo punir os empregado-res negligentes quanto aos riscos ocu-pacionais, podendo em alguns casos até dobrar a alíquota do RAT. Havendo con-trole dos riscos com a consequente redu-ção dos acidentes de trabalho é possível obter bonificação no RAT.
O RAT e o FAP juntos formam a alíquota final definida por meio das CATs emi-tidas e também pela perícia do INSS quando da constatação de doenças re-lacionadas ao trabalho.
O FAP tem previsão legal no art. 10 da Lei nº 10.666/03, e tem como finalida-de reduzir em até 50% a alíquota do RAT para as empresas com bom de-sempenho em Segurança e Saúde no Trabalho, assim como aumentar em
até 100% a respectiva alíquota para as instituições com desempenho ruim em ações preventivas.
Diante do exposto, percebe-se que a CAT está vinculada às ocorrências nos am-bientes de trabalho provocadas pela fal-ta de prevenção, servindo de sinalizador aos entes públicos sobre o desempenho das instituições no campo da segurança e saúde no trabalho.
Portanto, adotar o cumprimento das normas de Segurança e Saúde no Traba-lho permite que o trabalhador fique pro-tegido e retorne para sua família livre de lesões, além de contribuir para redução da carga tributária.
A partir da entrada em vigor do eSocial, fase dos eventos de Saúde e Segurança do Trabalho, a CAT deverá ser feita no programa do INSS e também no eSocial, até a sua efetiva substituição.
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28 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
CAT NO E-SOCIAL
S-2210 – COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO
Esse evento deverá ser utilizado para co-municar acidente de trabalho, ainda que não haja afastamento do trabalhador de suas atividades laborais, pelo empregador. Os demais legitimados previstos na legis-lação para emissão da CAT continuarão utilizando o sistema atual de notificações. Caso o acidente se refira a trabalhador que prestava serviço no ambiente de tra-balho da empresa tomadora, a empresa prestadora deve informar o CNPJ/CNO/ CAEPF do local do acidente, bem como informar o código do ambiente cadas-trado na tabela S-1060.
O tipo de acidente deverá ser codificado com as informações da tabela 24.
Caso o acidente de trabalho resulte em afastamento do trabalhador, deverá en-viar o evento S-2230–Afastamento Tem-porário.
A informação do código da Classificação Internacional de Doenças (CID) é obriga-tória na CAT, por se tratar de evento de notificação compulsória conforme prevê o artigo 22 da Lei n.º 8.213, de 1991 e no artigo 169 da CLT. O½CID½somente½é½obrigatório½nos½casos½ de½acidente½de½trabalho½ou½doença½ocu-pacional.½Nos½demais½casos,½depende½da½ autorização½do½trabalhador.
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29 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
Anteriormente abordamos que o PPRA é uma ferramenta fundamental para o controle dos riscos físicos, químicos e biológicos nos ambientes de trabalho. Segundo a Portaria n.º 25, de 29 de de-zembro de 1994, além dos três tipos de riscos mencionados anteriormente, há mais duas possibilidades de riscos que podem contribuir para a ocorrência de acidentes do trabalho, bem como no adoecimento dos trabalhadores quan-do não identificaquan-dos ou negligencia-dos, sendo eles os riscos ergonômicos e de acidentes.
Tratando-se especificamente dos riscos ergonômicos, a Norma Regulamentado-ra n.º 17 (NR-17) estabelece parâmetros para a adaptação das condições encon-tradas nos ambientes de trabalho com as características psicofisiológicas dos
ERGONOMIA
trabalhadores, tais como: postura, refle-xos, coordenação motora, execução de movimentos, aspectos comportamen-tais e cognitivos, atendendo às necessi-dades do trabalhador, da empresa (que necessita de trabalhadores saudáveis por questão de produtividade, qualida-de e competitividaqualida-de) e da sociedaqualida-de. É importante reconhecer, avaliar e pro-por medidas de controle para os fatores de riscos ergonômicos oriundos de:
½½ Levantamento, transporte e descarga individual de materiais;
½½ Mobiliários e equipamentos dos pos-tos de trabalho;
½½ Condições ambientais de trabalho como iluminação, velocidade do ar, umidade do ar, temperatura e confor-to acústico;
½½ Organização do trabalho em virtude de sobrecarga mental, concentração, atenção e memória.
Para que possamos compreender me-lhor a amplitude dos riscos ergonômi-cos, analisaremos fragmentos do último Anuário Estatístico da Previdência Social (Aeps) relativo ao ano de 2016, no qual, considerando as características dos co-merciários, todos os dados a seguir po-dem ter contribuído para o absenteísmo dos trabalhadores.
Separamos os cinco principais motivos de acidentes do trabalho baseados na Classificação Internacional de Doenças (CID) dados no quadro a seguir:
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ERGONOMIA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS NO BRASIL COM BASE NOS CÓDIGOS DA CID NO ANO DE 2016
CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (CID) MAIS
INCIDENTES EM ACIDENTES DO TRABALHO NO ANO DE 2016 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS COM BASE NOS CÓDIGOS DA CID NO ANO DE 2016
S61 – Ferimento do punho e da mão 55.217
S62 – Fratura ao nível do punho e da mão 36.405 S60 – Traumatismo superficial do punho e da mão 26.075
M54 – Dorsalgia 25.593
S93 – Luxação, entorses, distensão das articulações e dos
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ERGONOMIA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS NO BRASIL COM BASE NAS PARTES DO CORPO MAIS ATINGIDAS NO ANO DE 2016
PARTE DO CORPO MAIS ATINGIDA
EM ACIDENTES DO TRABALHO NO ANO DE 2016 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS COM BASE NA PARTE DO CORPO MAIS ATINGIDA NO ANO DE 2016
Pé 37.188
Mão 33.567
Joelho 25.031
Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 16.645
Ombro 16.531
Verificamos também as cinco partes do corpo mais atingidas em razão dos aci-dentes do trabalho ocorridos:
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ERGONOMIA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
CORRELAÇÃO ENTRE OS FATORES DE RISCO DO AMBIENTE DE TRABALHO COM OS CÓDIGOS DA CID MAIS INCIDENTES E PARTES DO CORPO MAIS ATINGIDAS EM ACIDENTES DO TRABALHO NO BRASIL NO ANO DE 2016
CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (CID) MAIS INCIDENTES EM ACIDENTES DO TRABALHO NO ANO DE 2016 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS COM BASE NOS CÓDIGOS DA CID NO ANO DE 2016 PARTE DO CORPO MAIS ATINGIDA EM ACIDENTES DO TRABALHO NO ANO DE 2016 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS COM BASE NA PARTE DO CORPO MAIS ATINGIDA NO ANO DE 2016 FATORES DE RISCO DO AMBIENTE DE TRABALHO TABELA 23 (E-SOCIAL)
S61 – Ferimento do punho e da mão 55.217
Mão 33.567 fi Frequente execução de
movimentos repetitivos fi Manuseio de ferramentas
e objetos pesados por longos períodos
fi Uso frequente de alavancas S62 – Fratura ao nível do punho e da mão 36.405
S60 – Traumatismo superficial do punho e da mão 26.075 Antebraço (entre o punho e o cotovelo) 16.645
M54 – Dorsalgia 25.593 Ombro 16.531 fi Trabalho em posturas
incômodas ou pouco confortáveis por longos períodos
fi Trabalho com esforço físico intenso
fi Exigência de elevação frequente dos membros superiores
fi Mobiliário sem meio de regulagem ou ajuste fi Levantamento e transporte
manual de cargas S93 – Luxação, entorses,
distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé
22.963 Joelho 25.031 fi Frequente deslocamento a pé
durante a jornada de trabalho fi Frequente ação de puxar/
empurrar cargas ou volumes fi Uso frequente de pedais fi Uso frequente de escadas fi Postura em pé por longos períodos
Pé 37.188
Logo, podemos compreender ao analisar os últimos quadros que os fatores de ris-cos ergonômiris-cos podem ter favorecido a ocorrência de acidentes do trabalho e de doenças profissionais:
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ERGONOMIA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
CORRELAÇÃO ENTRE OS FATORES DE RISCO DO AMBIENTE DE TRABALHO COM OS CÓDIGOS DA CID MAIS INCIDENTES E PARTES DO CORPO MAIS ATINGIDAS EM DOENÇAS PROFISSIONAIS NO BRASIL NO ANO DE 2016
CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (CID) MAIS INCIDENTES EM ACIDENTES DO TRABALHO NO ANO DE 2016 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS COM BASE NOS CÓDIGOS DA CID NO ANO DE 2016 PARTE DO CORPO MAIS ATINGIDA EM ACIDENTES DO TRABALHO NO ANO DE 2016 QUANTIDADE DE ACIDENTES DO TRABALHO OCORRIDOS COM BASE NA PARTE DO CORPO MAIS ATINGIDA NO ANO DE 2016 FATORES DE RISCO DO AMBIENTE DE TRABALHO
F43 – Reações ao estresse grave e transtornos de adaptação
7.291 — — fi Situações de sobrecarga
mental
Diante do exposto, podemos observar que os riscos ergonômicos são tão importantes quanto os riscos físicos, químicos e biológicos, tendo em vista que os mesmos têm alto potencial de provocar danos à saúde e à integridade física dos trabalhadores. Tais riscos, assim como aqueles previstos no PPRA, devem ser monitorados por intermédio do SESMT – caso a organização necessite tê-lo em suas instalações –, com o auxílio da Cipa.
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ERGONOMIA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
PENALIDADES
O eSocial inova no que tange à aplica-ção das penalidades, pois o lançamento de informações incongruentes e fora do prazo estipulado despertará ao Fisco a possibilidade de punição ao emprega-dor. Elencamos as punições inerentes à área de segurança e saúde do trabalho, tomando-se como base a NR-28, o Decre-to n.º 3.048/99 e Lei n.º 8.213/91,confor-me os exemplos abaixo:
Exemplo 1
½½ CNAE: 47.11-3 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predomi-nância de produtos alimentícios – hi-permercados e suhi-permercados
½½ Quantidade de trabalhadores: 418
DESCUMPRIMENTO LEGAL INFRAÇÃO MÍNIMA (R$) INFRAÇÃO MÁXIMA (R$)
PPRA 1.321,48 5.841,36 LTCAT A partir de 6.361,73 PPP 636,17 63.617,35 PCMSO 792,68 3.167,52 Cipa 1.321,48 5.841,36 CAT 1.693,72 5.645,80 Ergonomia 1.321,48 5.841,36
Deixar de informar os afastamentos temporários (férias, atestados de afastamentos superiores a dois dias, licença-maternidade etc.)
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ERGONOMIA SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
Exemplo 2
½½ CNAE: 47.31-8 Comércio varejista de combustíveis para veículos automo-tores
½½ Quantidade de trabalhadores: 10
Para qualquer tipo de empresa, inde-pendente do ramo de atividade exerci-do e quantidade de trabalhaexerci-dores que possuem em seu quadro, a infração por apresentar no eSocial informações erra-das, incompletas ou omitidas será de:
½½ Infração: artigo 57, inciso III, da MP 2.158-35/01
½½ Multa Mínima R$ 100,00
½½ Multa máxima de 3% do valor das transações comerciais ou das opera-ções financeiras
DESCUMPRIMENTO LEGAL INFRAÇÃO MÍNIMA (R$) INFRAÇÃO MÁXIMA (R$)
PPRA 670,32 2.970,68 LTCAT A partir de 6.361,73 PPP 636,17 63.617,35 PCMSO 402,19 1.787,52 Cipa 670,32 2.970,68 CAT 1.693,72 5.645,80 Ergonomia 670,32 2.970,68
Deixar de informar os afastamentos temporários (férias, atestados de afastamentos superiores a dois dias, licença-maternidade etc.)
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36 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
REFERÊNCIAS
½½ CLT ½½ NRs 4, 5, 7, 9, 17 e 28 ½½ Lei n.º 8.212/91 ½½ Lei n.º 8.213/91 ½½ Portaria n.º 25/94 ½½ Decreto n.º 3.048/99 ½½ Lei n.º 10.666/03 ½½ Lei n.º 12.766/12 ½½ Decreto n.º 8.373/2014½½ Anuário Estatístico da Previdência Social – Págs.612e614
½½ Sugestão 5 – Elaboração e desenvol-vimento do PCMSO da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) – Págs. 1, 2, 3 e 25
Conteúdo técnico elaborado pelos do-centes Abelman Silva de Souza, Antônio Luís Gomes Sampaio e Fernanda de Kás-sia Arcanjo Müller, da unidade especia-lista em meio ambiente e saúde e segu-rança do trabalho do Senac São Paulo, unidade Jabaquara.
37 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL
GLOSSÁRIO
½½ AIDS Sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Ac-quired Immunodeficiency Syndrome)
½½ ASO Atestado de Saúde Ocupacional
½½ CA Certificado de Aprovação
½½ CAEPF Cadastro de Atividade da Pes-soa Física
½½ CAT Comunicação de Acidente de Trabalho
½½ CBO Classificação Brasileira de Ocu-pações
½½ CEF Caixa Econômica Federal
½½ CID Classificação Estatística Interna-cional de Doenças e Problemas Rela-cionados com a Saúde
½½ CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
½½ CLT Consolidação das Leis do Trabalho
½½ CNAE Classificação Nacional de Ativi-dades Econômicas
½½ CNO Cadastro Nacional de Obras
½½ CNPJ Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
½½ CPF Cadastro de Pessoas Físicas
½½ CREA Conselho Regional de Engenha-ria e Agronomia
½½ CRM Conselho Regional de Medicina
½½ EAD Educação a Distância
½½ EPC Equipamento de Proteção Cole-tiva
½½ EPI Equipamento de Proteção Indivi-dual
½½ ESOCIAL Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previ-denciárias e Trabalhistas
½½ FAP Fator Acidentário de Prevenção
½½ FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
½½ GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social
½½ INSS Instituto Nacional do Seguro Social
½½ LTCAT Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho
½½ MTB Ministério do Trabalho
½½ NIS Número de Identificação Social
½½ NIT Número de Inscrição do Traba-lhador
½½ NR Norma Regulamentadora
½½ PASEP Programa de Formação do Pa-trimônio do Servidor Público
½½ PCMSO Programa de Controle Médi-co de Saúde Ocupacional
½½ PPP Perfil Profissiográfico Previden-ciário
½½ PPRA Programa de Prevenção de Ris-cos Ambientais
½½ RAT Riscos Ambientais do Trabalho
½½ RFB Receita Federal do Brasil
½½ SESMT Serviço Especializado em En-genharia de Segurança e em Medici-na do Trabalho
½½ SIPAT Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho
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38 SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO E-SOCIAL