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pt 1679 4508 eins S1679

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Academic year: 2018

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einstein. 2016;14(2):290

APRENDENDO POR IMAGENS

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Enfisema subcutâneo facial de início tardio

após fratura do seio frontal

Facial subcutaneous emphysema of late onset after frontal sinus fracture

Andreia Filipa Miranda Mota1, Virgínia Machado1, Sofia Peças1, Alexandra Emílio1, Eduarda Marisa Vicente1

1 Centro Hospitalar de Setúbal, EPE, Setúbal, Portugal.

Autor correspondente: Andreia Filipa Miranda Mota − Rua do Serrado, 6, 3o direito − Massamá – CEP: 2735-628 – Agualva-Cacém, Portugal − Telefone: + 351 96385-5759 − E-mail: andreiafilipam.mota@gmail.com Data de submissão: 7/9/2015 – Data de aceite: 28/10/2015

DOI: 10.1590/S1679-45082016AI3532

Criança de 5 anos de idade, sexo masculino, com ante-cedentes de fratura do seio frontal há 2 anos, tratada de maneira conservadora e, atualmente, sem seguimento por cirurgia. Apresentou-se à admissão com quadro fe-bril agudo, edema marcado da pálpebra e região supra-ciliar direitas, acompanhados de movimento ocular do-loroso homolateral. O exame físico não revelou outras alterações, excluindo-se o comprometimento neuroló-gico. Os exames laboratoriais mostraram aumento dos marcadores de inflamação. Para estadiar a extensão da inflamação e excluir as complicações intracraniais, rea-lizou-se tomografia computadorizada do crânio e órbi-tas, que revelou edema frontal e periorbitário à direita, estendendo-se à área pós-septal, sem envolvimento do nervo ótico. Foram também observados enfisema sub-cutâneo ao redor de ruptura, na continuidade da parede anterior do seio frontal, e um processo de pansinusite aguda, com níveis hidroaéreos nos seios maxilares, et-moidais, esfenoidais e frontais; não foi notada formação de abcesso. Admitiu-se o diagnóstico de celulite orbitária e enfisema subcutâneo facial devido à pansinusite. O en-fisema subcutâneo facial é habitualmente relatado como uma complicação aguda da fratura óssea.(1-4) No entanto,

neste caso, apresentou-se como uma complicação tardia, provavelmente desencadeada pelo processo agudo de si-nusopatia frontal, o que constitui complicação rara.

O enfisema subcutâneo é apenas uma das complica-ções associadas com o trauma de crânio em pediatria, que também inclui convulsões, hemorragia epidural, subdural ou intracraniana, trombose dos seios venosos e veias cerebrais, lesão de nervos cranianos, fístulas do líquido cefalorra quidiano e pneumoencéfalo.(1,2,5-7) A

maioria dessas com plicações ocorre principalmente na fase aguda. Toda via, o pneumoencéfalo e as convulsões também podem ser complicações tardias. É importan-te que os médicos reconheçam tanto as complicações tardias como as agu das do trauma de crânio, de modo a assegurar uma intervenção imediata e adequada, ga-rantindo os melhores resultados terapêuticos.(1-8)

REFERÊNCIAS

1. Brasileiro BF, Cortez AL, Asprino L, Passeri LA, de Moraes M, Mazzonetto R, et al. Traumatic subcutaneous emphysema of the face associated with paranasal sinus fractures: a prospective study. J Oral Maxillofac Surg. 2005; 63(8):1080-7.

2. Ellis E 3rd, el-Attar A, Moos KF. An analysis of 2,067 cases of zygomatico-orbital fracture. J Oral Maxillofac Surg. 1985;43(6):417-28.

3. Roccia F, Griffa A, Nasi A, Baragiotta N. Severe subcutaneous emphysema and pneumomediastinum associated with minor maxillofacial trauma. J Craniofac Surg. 2003;14(6):880-3.

4. Zakaria R, Khwaja H. Subcutaneous emphysema in a case of infective sinusitis: a case report. J Med Case Rep. 2010;4:235.

5. Choi YY, Hyun DK, Park HC, Park CO. Pneumocephalus in the absence of craniofacial skull base fracture. J Trauma. 2009;66(2):E24-7.

6. Traumatic brain injury and coma. In: Kliegman RM, Marcdante KJ, Jenson HB, Behrman RE. Nelson essentials of pediatrics. 5th ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2006. p.853-65.

7. Zachariades N, Mezitis M. Emphysema and similar situations in and around the maxillo-facial region. Rev Stomatol Chir Maxillofac. 1988;89(6):375-9. 8. Von Arx DP, Gilhooly M. An unusual presentation of orbital floor fracture. Br J

Oral Surg. 1983;21(2):117-9.

Figura 1. (A) Plano parassagital direito, (B) plano supraorbital transverso e (C) plano frontal transverso

A B

Imagem

Figura 1. (A) Plano parassagital direito, (B) plano supraorbital transverso e (C)  plano frontal transverso

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