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Calendário de Seminários

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Academic year: 2021

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Faculdade de Direito – USP

Departamento de Filosofia e Teoria do Direito Hermenêutica e Razão Prática - DFD5879-1

Prof. Dr. Ronaldo Porto Macedo Jr.

Horário: 16h30min-20h30min

OBJETIVOS:

A disciplina pretende desenvolver a capacidade dos alunos de realizar uma leitura rigorosa de textos complexos e ao mesmo tempo estimular a reflexão e a formação de um raciocínio crítico a partir do material lido. Ademais, visa um aprofundamento teórico em temas de Teoria do Direito para além do positivismo jurídico geralmente abordado em cursos de graduação.

Haverá seminários semanais, a serem realizados em grupos ou duplas, os quais consistirão na elaboração de uma apresentação oral e hand out escrito do texto lido. Assim, a disciplina pretende estimular os alunos a se organizarem para a realização de trabalhos em grupo e a desenvolverem a habilidade de exposição oral com a utilização de recursos visuais como power point e outros.

O curso visa também, em termos mais gerais, incrementar a capacidade de participação dos alunos para discussão plenária (com os colegas e com o professor) a partir do estímulo ao debate sério e com base nos textos. O curso visa também familiarizar os alunos com o debate atual em torno da racionalidade ou irracionalidade das decisões jurídicas, fazendo especial referência ao uso do direito como paradigma de racionalidade prática de acordo com regras e tomando como referência a obra de Neil Maccormick. O curso consistirá numa serie de seminários de leitura do livro Institutions of Law. An Essay in Legal Theory, acompanhados de pequenas aulas introdutórias.

Calendário de Seminários

1. Apresentação do curso + Michelon Jr., Cláudio. MacCormick’s Institutionalism between theoretical and Practical Reason (disponível in http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1585894 ou in

http://www.dirittoequestionipubbliche.org/page/2009_n9/01_mono-03_C_Michelon.pdf (texto recomendado) 2. Maccormick, Neil. H.L.A. Hart (Elsevier, 2009) capítulos II, III e IV.

3. Searle extra How to Derive "Ought" From "Is" (Speech Acts, pp. 175-198 + Anscombe (on brute facts) (texto extra Journal of Institutional Economics (2005), 1: 1, 1–22 Printed in the United Kingdom C The JOIE Foundation 2005 doi:10.1017/S1744137405000020 What is an institution?, Searle, John )

4. MacCormick, N. and Weinberger, O., An Institutional Theory of Law (Dordrecht, Kluwer, 1986), Introduction (pp. 1-30) + Law as institutional fact (cap II – pp. 49-76)

5. Maccormick, N. and Bankowski, Z., Speech Acts, Legal institutions and real laws, in The legal mind, essays for tony Honoré , pp. 121-135 + Institutional Normative Order: a conception of law (texto extra: Norms, Institutions, and Institutional facts)

6. MacCormick, N., On Institutions of Law: Introductory Remarks, Copyright © Neil MacCormick, November 2008. For use at Oxford Seminar December 8 2008, not otherwise for quotation or citation. + IL – capítulo I + introdução

7. 31/08– IL – capítulo II + III + IV 8. 14/09– IL – capítulo V + VI

9. 21/09 – IL – capítulo VII + VIII + IX 10. 28/09– IL – capítulo X + XI

11. 05/10– IL – capítulo XII + XIII

12. 19/10– IL – capítulo XIV + XV

13. 26/10– IL – capítulo XVI

14. Aula extra – texto a definir

15. Aula extra – texto a definir

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CALENDÁRIO DE AULAS E SEMINARIOS

Agosto

17/08 Aula n.º 1

Apresentação do curso + Michelon Jr., Cláudio.

MacCormick’s Institutionalism between theoretical and Practical Reason

24/08 Aula n.º 2

MacCormick, Neil. H.L.A. Hart (Elsevier, 2009) capítulos II, III e IV.

31/08 Aula n.º 3

Searle extra How to Derive

"Ought" From "Is" (Speech Acts, pp. 175-198 + Anscombe (on brute facts) (texto extra Journal of Institutional Economics (2005), 1: 1, 1–22 Printed in the United Kingdom C The JOIE

Foundation 2005

doi:10.1017/S1744137405000020 What is an institution?, Searle, John )

Setembro

07/09 Semana da Pátria

14/09 Aula n.º 4

MacCormick, N. and

Weinberger, O., An Institutional Theory of Law (Dordrecht, Kluwer, 1986), Introduction (pp.

1-30) + Law as institutional fact (cap II – pp. 49-76)

21/09 Aula n.º 5

Maccormick, N. and Bankowski, Z., Speech Acts, Legal

institutions and real laws, in The legal mind, essays for tony Honoré , pp. 121-135 +

Institutional Normative Order: a

conception of law (texto extra:

(3)

Norms, Institutions, and Institutional facts)

28/09 Aula n.º 6

MacCormick, N., On Institutions of Law: Introductory Remarks, Copyright © Neil MacCormick, November 2008. For use at Oxford Seminar December 8 2008, not otherwise for quotation or citation. + IL – capítulo I + introdução

Outubro

05/10 Aula n.º 7

IL – capítulo II + III + IV

12/10 Padroeira do Brasil

19/10 Aula n.º 8

IL – capítulo V + VI

26/10 Aula n.º 9

IL – capítulo VII + VIII + IX

Novembro

02/11 Finados

09/11 Aula n.º 10

IL – capítulo X + XI

16/11 Aula n.º 11

IL – capítulo XII + XIII

23/11 Aula n.º 12

IL – capítulo XIV + XV

30/11 Aula n.º 13

IL – capítulo XVI

Data a definir Aula n.º 14

Texto a definir

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Data a definir Aula n.º 15 Texto a definir

OBSERVAÇÕES:

1. Este curso pressupõe um bom domínio da língua inglesa em face de sua bibliografia.

2. Os alunos devem ter disponibilidade para uma carga de leitura média semanal em torno de 60 páginas de textos teóricos de razoável complexidade e dificuldade. Exige-se rigor e cuidado na leitura dos textos.

3. Recomenda-se vivamente a leitura prévia de O conceito de Direito de Hart e o texto “O direito como um sistema de regras”, in Levando os Direitos a Sério de Ronald Dworkin.

4. O curso será organizado na forma de seminário onde será demandada a participação efetiva dos alunos em todas as aulas.

5. A avaliação final do curso será feita através de trabalho individual.

6. Para orientações sobre a forma de apresentação dos seminários de técnica de leitura estrutural de texto, recomenda-se a leitura do seguinte texto: “O método de leitura estrutural (Textos em debate)”, de Ronaldo Porto Macedo Jr, in Cadernos Direito GV Número 16 - mar/2007 , disponível para download in

http://www.direitogv.com.br/interna.aspx?PagId=HTKCNKWI&IDCategory=4&IDSubCategory=84

REGRAS E PRAZOS PARA A REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES OBRIGATÓRIAS:

Quaisquer dúvidas quanto a prazos de entrega, questões de fichamento, datas e grupos de seminário e qualquer outro tipo que não envolva o conteúdo programático do curso devem ser tratados exclusivamente com os monitores.

Pergunta e resposta semanal (todos os alunos)

• Todos os alunos deverão formular uma pergunta semanalmente sobre o texto discutido, bem como formular a resposta que daria a ela.

• A pergunta deverá versar necessariamente sobre o texto lido e os elementos para a resposta deverão estar contidos na bibliografia lida no curso até o momento em que é respondida.

• Não serão aceitas perguntas e respostas impressas, redigidas de próprio punho ou fora do prazo.

• As respostas devem ser enviadas em arquivo (MS Word ou similar, salvo notepad (.txt)) anexo ao e-mail (em meia página, letra Times New Roman, 12, espaçamento simples), com a seguinte denominação contendo o nome e o último sobrenome do aluno: “nomeesobrenomedoaluno_fichamentoXX” (como:

josésilva_fichamento03). Esse deverá ser também o assunto do e-mail. Não deverá constar nenhum ponto no nome do arquivo (ex. josédasilva.fichamento03).

• O nome do aluno e número do seminário correspondente deverão constar no texto enviado.

• Todo aluno deve entregar uma cópia impressa na aula correspondente, bem como enviar cópia eletrônica do arquivo para e-mail fornecido no primeiro dia de aula.

• Não será atribuída nota, nem será feita correção escrita desta atividade. Contudo, será anotado e considerado o envio das mesmas no momento da avaliação do curso.

Hand-out (apenas os alunos que forem apresentar o seminário)

• O hand-out deverá ser xerocado e entregue em sala para os colegas no dia do seminário.

• Também deverá ser enviado por e-mail para e-mail a ser designado no primeiro dia de aula.

• O arquivo enviado deverá denominar-se “handout_seminárioXX” (ex.: handout_seminário02). Este deverá ser também o assunto do e-mail. Não deverá constar nenhum ponto no nome do arquivo (ex.

josédasilva.fichamento03).

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• Os nomes dos alunos devem constar no texto enviado, no qual também se deverá indicar o número do seminário e a indicação bibliográfica do texto a partir do qual se elaborou o hand-out.

Apresentação: 1

• A apresentação deve ter em torno de 12 a 14 minutos.

• "Costure" bem a ficha mental: introdução I desenvolvimento I conclusão.

• Utilize ganchos no início e no final da apresentação (evite: “é basicamente isso que eu tinha para falar”).

• Utilize uma "ficha-cola" ou roteiro, com a sequência dos itens principais. O texto deve ser exposto em seu

“todo”, ou seja, sua estrutura deve ficar absolutamente clara.

• Não devem ser feitas “leituras” nas apresentações; especialmente, a apresentação não deve ser uma leitura do hand-out.

• O uso de Powerpoint é recomendado, mas não obrigatório. Faça slides concisos, legíveis e, principalmente, visuais: evite a sobrecarga de informações. Normalmente uma apresentação de 12 minutos não deve (em tese) envolver um número de slides superior a 8 slides.

• Durante a apresentação com Powerpoint, lembre que este não é sinônimo de Teleprompter.

• Use apontador e não fique voltado para a tela: olhe para os ouvintes.

• Faça um ensaio cronometrado (durante a apresentação, "esconda" o relógio).

• Antes de começar, verifique bem o território e elimine os eventuais "ruídos".

• Cuide da fala (voz, entoação e pronúncia) e da expressão corporal (expressão facial, gestos e postura).

• Não se atrapalhe com os ruídos. Mantenha a calma e procure interagir com os ouvintes.

• "Fuja" do improviso.

• Não se esqueça de que se trata de uma apresentação para um público que já leu o texto.

• Deixe críticas e observações externas ao texto para o momento do debate, e não para a apresentação. Afinal, o seminário começa DEPOIS da apresentação.

Obs. Para as apresentações de seminário, todos os integrantes do grupo devem estar preparados para fazerem a apresentação completa, ou seja, se algum(ns) do(s) integrante(s) não estiver(em) presente(s), o(s) outro(s) deve(m) substituí-lo(s) incondicionalmente.

Bibliografia Básica e de referência :

1. Dworkin, Ronald. (1977)Taking Rights seriously. Cambridge (MA): Harvard University Press. (existe tradução para o Português, Martins Fontes, 2006)

2. Hart, H. L. (1997) The concept of law. 2nd ed. Oxford: Oxford Univ. Press. (existe tradução para o Português da Editora Calouste Gulbenkian)

3. MacCormick, Neil. (1995) Legal reasoning and legal theory. Oxford: Oxford University Press. (existe tradução para o Português, Martins Fontes, 2006)

4. _______________. (1999) The concept of law and ‘The Concept of Law’, Robert George (ed) The Autonomy of law. Oxford: Oxford Univ. Press.

5. _______________. (1994) Natural law and the separation of law and morals, Robert George (ed) Natural law theory: contemporary essays. Oxford: Oxford Univ. Press.

6. _______________. (1998) Norms, institutions, and institutional facts. Law and philosophy, 17: 301-308.

Apoio:

1. Arango, Rodolfo, La Decision Judicial, Universidad de los Andes, 1997.

2. Atienza, Manuel (2000). As razões do direito: teorias da argumentação jurídica. São Paulo: Landy.

3. Aubenque, Pierre. (2003) Antropologia da prudência, in A Prudência em Aristóteles. (trad. Marisa Lopes) São Paulo: Discurso Editorial.

4. Aarnio, Aulis and MacCormick, Neil, (editors) (1992) Legal reasoning, New York : New York University.

1

Adaptado a partir de material do Prof. Izidoro Blikstein (Técnicas de Comunicação para Apresentações). Veja outras

dicas em http://presentationzen.blogs.com/presentationzen/.

(6)

5. Barzotto, Luis Fernando. (1999) O Positivismo contemporâneo: uma introdução a Kelsen, Ross e Hart. São Leopoldo: Unisinos.

6. Berti, Enrico. ( 1998 ) As Razões de Aristóteles. São Paulo: Loyola.

7. ______________. (1997) A filosofia analítica, in Berti, Enrico, Aristóteles no século XX, São Paulo, Loyola, 1997, págs. 139-229.

8. Bobbio, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Brasília: Unb, 1997.

9. Bonorino, Raul Pablo, Objetividad y verdad em el derecho, Unversidad Externado de Colômbia, Colômbia, 2002.

10. Calsamiglia, A., “Por qué es importante Dworkin”.; Doxa. Nº 2 - 1985 11. _______________. “Postpositivismo”. Doxa. Nº 21 - 1998.

12. Cohen, Marshall, Ronald Dworkin and Contemporary Jurisprudence, Duckworth, 1994.

13. Del Mar, M. and Bankowski, Z. (eds), Law as Institutional Normative Order (Ashgate)

14. Dworkin, Ronald. (1977)Taking Rights seriously. Cambridge (MA): Harvard University Press. (existe tradução para o Português, Martins Fontes, 2006)

15. ______________. Interpretação e Objetividade, in Uma Questão de Princípio, pp. 251-269 16. ______________. Interpretation, Morality and Truth (pdf) (36 p.)

17. ______________. Uma Questão de Princípio. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

18. ______________. Justice in Robes, Harvard University Press, 2006, Hart´s Post script and the character of political philosophy, (tb Oxford Jounal of legal studies, heionline).

19. ______________. “Introduction” to The Philosophy of Law, Oxford, 1977, pp. 1-16 20. ______________. O Império do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1999

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24. Folscheid, Dominique e Wunenburger, Jean-Jacques. Metodologia Filosófica. 2ªed., São Paulo: Martins Fontes, 2002.

25. Guest, Stephen, Ronald Dworkin (1991), Stanford University Press, California. (existe tradução para o Português pela Elsevier, 2010)

26. Günther, Klaus. (1993) The Sense of appropriateness. Albany: SUNY Press.

27. Hart, H. L. - Entrevista de H. L. A. Hart, Doxa Nº 5 - 1988., Juan Ramón de Páramo (entrevistador).

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29. _____________. (1983) Essays in jurisprudence and philosophy. Oxford [Oxfordshire]: Clarendon Press, Oxford University Press.

30. _____________. (1997) The concept of law. 2nd ed. Oxford: Oxford Univ. Press. (existe tradução para o Português da Editora Calouste Gulbenkian)

31. Hespanha, António Manuel. Cultura jurídica européia: síntese de um milênio. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2005.

32. Kelsen, Hans, O que é justiça ? A justiça, o direito e a política no espelho da ciência. 2ª ed., São Paulo:

Martins Fontes, 1998.

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35. Lacey, Nicola (2006). A Life of H. L. A. Hart: The Nightmare and the Noble Dream, Oxford University Press, USA.

36. Latorre, M., (2009) Institutional theories and Institutions of Law: On Neil MAcCormick’s Savoury Blend of Legal Institutionalism. In Del Mar, M. and Bankowski, Z. (eds), Law as Institutional Normative Order (Ashgate)

37. MacCormick, Neil (2005), Rhetoric and the Rule of Law: A Theory of Legal Reasoning (Law, State, and

Practical Reason), Oxford University Press, USA.

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43. Marshall Cohen (Editor) (1984), Ronald Dworkin and Contemporary Jurisprudence (Philosophy and Society), Rowman & Littlefield Publishers.

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London: Routledge.

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57. Silva, Luis Virgilio Afonso da (org). Interpretação constitucional. São Paulo: Malheiros, 2005.

58. Simmonds, N. E. Central Issues in Jurisprudence. 2ª ed., Londres: Sweet and Maxwell, 2002.

59. Struchiner, Noel (2002). Direito e Linguagem. Uma análise da textura aberta da linguagem e sua aplicação ao Direito, Rio de Janeiro: Renovar.

60. Taylor, Charles. (1995) To follow a rule, Philosophical arguments. Cambridge (Ma): Harvard University Press. (existe tradução para o português in Argumentos Filosóficos, LOYOLA, 1ª Edição – 2000).

61. Unger, Roberto Mangabeira. O Direito e o Futuro da Democracia. São Paulo: Boitempo, 2004.

62. Winch, Peter. (1990). The Idea of a social science and its relation to philosophy, Routledge.

Referências

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