DIREITO
ADMINISTRATIVO
CONSELHOS
PROFISSIONAIS
C A R A C T E R Í S T I C A S
O SISTEMA
CONFEA/CREA
PRINCÍPIOS DO DIREITO
ADMINISTRATIVO
O ATO ADMINISTRATIVO
- ELEMENTOS ESSENCIAIS -
DA FISCALIZAÇÃO:
DA INCIDÊNCIA DOS PRECEITOS DO DIREITO
ADMINISTRATIVO
NORMAS
ADMINSTRATIVAS
ESPECÍFICAS INCIDENTES SOBRE O EXERCÍCIO DA
FISCALIZAÇÃO
A LEI Nº 9.784/98:
CONCEITOS E
DEFINIÇÕES
A origem histórica dos Conselhos de Fiscalização Profissional remonta ao Século I A. C. – as “collegias”
Na Idade Média, com as “corporações
de ofício”, surge uma variação: a defesa
de interesses privativos, corporativos,
além da defesa dos interesses públicos
(de Estado)
Como variação das “corporações de ofício” surgem as “companhias”.
No Renascimento, essas entidades
perderam força em decorrência dos
ideais liberais que se impunham – menor
intervenção do Estado nas atividades
profissionais
O quadro de absoluta liberdade = CAOS Exemplo: nascimento dos ideais da Revolução Russa de 1.917
Mudança de paradigma = atuação estatal
“Carta del Lavoro”, Itália (1.927)
Brasil: 1.930, instituição da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB (primeira entidade de controle profissional)
Constituições Brasileiras: todas, a partir
de 1.934, condicionaram o exercício
profissional à observância de requisitos
legais (limitações)
Brasil: portanto, desde as suas origens, os Conselhos de Fiscalização Profissional já possuíam o intuito de promover a descentralização das atividades típicas do Estado
Surge o conceito de “Autarquia
Corporativa” = exercício de função de
Estado (fiscalizador) de atividades
profissionais (interesses corporativos)
Brasil: distinção com relação às
entidades sindicais; os Conselhos
possuem a função precípua de defesa
da sociedade (exercida em face dos
profissionais inabilitados ou aéticos)
CREA: Instituído através do Decreto Federal nº 23.569/33, tendo sido mantido enquanto
Autarquia Federal e Pessoa Jurídica de Direito
Público através da Lei nº 5.194/66
Se trata de função típica do Estado a garantia da
segurança social (conceito que abrange,
indiscutivelmente, o controle e fiscalização
sobre o exercício profissional)
“Art. 24. A aplicação do que dispõe esta lei, a verificação e fiscalização do exercício e atividades das profissões nela reguladas serão exercidas por um Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), organizados de forma a assegurarem unidade de ação.
Art. 25. Mantidos os já existentes, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia promoverá a instalação, nos Estados, Distrito Federal e Territórios Federais, dos Conselhos Regionais necessários à execução desta lei, podendo, a ação de qualquer dêles, estender-se a mais de um Estado.
§ 1º A proposta de criação de novos Conselhos Regionais será feita pela maioria das entidades de classe e escolas ou faculdades com sede na nova Região, cabendo aos Conselhos atingidos pela iniciativa opinar e encaminhar a proposta à aprovação do Conselho Federal.
§ 2º Cada unidade da Federação só poderá ficar na jurisdição de um Conselho Regional.
§ 3º A sede dos Conselhos Regionais será no Distrito Federal, em capital de Estado ou de Território Federal.
(...)
Art. 33. Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) são órgãos de fiscalização do exercício das profissões de engenharia, arquitetura e agronomia, em suas regiões.
(...)
Art. 80. Os Conselhos Federal e Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, autarquias dotadas de personalidade jurídica de direito público, constituem serviço público federal, gozando os seus bens, rendas e serviços de imunidade tributária total (art. 31, inciso V, alínea a da Constituição Federal) e franquia postal e telegráfica.
REGIMENTO DO CREA-SP
Art. 1°. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia do Estado de São Paulo - Crea-SP é entidade autárquica de fiscalização do exercício e das atividades profissionais dotada de personalidade jurídica de direito público, constituindo serviço público federal, vinculada ao Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - Confea, com sede e foro na cidade de São Paulo e jurisdição no Estado de São Paulo, instituída pela Resolução no 2, de 1° de abril de 1934, na forma estabelecida pelo Decreto Federal n° 23.569, de 11 de dezembro de 1933, e mantida pela Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, para exercer papel institucional de primeira e segunda instâncias no âmbito de sua jurisdição.
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO)
Art. 2°. No desempenho de sua missão, o Crea é o órgão de fiscalização, de controle, de orientação e de aprimoramento do exercício e das atividades profissionais da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia, em seus níveis médio e superior, no território de sua jurisdição.
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO)
Parágrafo único. O Crea, para cumprimento de sua missão, exerce ações:
I – promotora de condição para o exercício, para a fiscalização e para o aprimoramento das atividades profissionais, podendo ser exercida isoladamente ou em conjunto com o Confea, com os demais Creas, com
as entidades de classe de profissionais e as instituições de ensino nele registradas ou com órgãos públicos de fiscalização;
II – normativa, baixando atos administrativos normativos fixando procedimentos para o cumprimento da legislação referente ao exercício e à fiscalização das profissões, no âmbito de sua competência;
III – contenciosa, julgando as demandas instauradas em sua jurisdição;
(...)
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO) V – administrativa, visando:
(...)
b – coordenar, supervisionar e controlar suas atividades nos termos da legislação federal, das resoluções, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo
baixadas pelo Confea.
Art. 3°. Para o desenvolvimento de suas ações, o Crea é organizado, administrativamente, em estrutura básica, estrutura de suporte e estrutura auxiliar.
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO)
Art. 4°. Compete ao Crea:
I – cumprir e fazer cumprir a legislação federal, as resoluções, as decisões normativas, as decisões plenárias baixadas pelo Confea, os atos normativos e os atos administrativos baixados pelo Crea;(...)”
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO)
Art. 55°. A câmara especializada é o órgão decisório da estrutura básica do Crea que tem por finalidade apreciar e decidir os assuntos relacionados à fiscalização do exercício profissional, e sugerir medidas para o aperfeiçoamento as atividades do Conselho Regional, constituindo a primeira instância de julgamento no âmbito de sua jurisdição, ressalvado o caso de foro privilegiado.
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO) Art. 65°. Compete à câmara especializada:
I – elaborar as normas para a fiscalização das respectivas modalidades profissionais;
II – elaborar e supervisionar o seu plano de fiscalização;
III – providenciar encaminhamento de pedido de diligência formulado por conselheiro relator;
IV – julgar as infrações às Leis nos 5.194, de 1966, e 6.496, de 7 de dezembro de 1977, no âmbito de sua competência profissional específica;
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO)
Art. 113. A inspetoria é o órgão executivo, da estrutura básica, que representa o Crea no município ou na região onde for instituída e tem por finalidade fiscalizar o exercício das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea.
ATRIBUIÇÕES DO CREA-SP (REGIMENTO)
Art. 118°. Compete à inspetoria:
I – representar o Crea no município ou na região;
II – exercer a fiscalização profissional dentro dos limites das respectivas jurisdições;
O CONFEA
Lei nº 5.194/66
“Art. 26. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, (CONFEA), é a instância superior da fiscalização do exercício profissional da engenharia, da arquitetura e da agronomia.
O CONFEA
Art. 27. São atribuições do Conselho Federal:
a) organizar o seu regimento interno e estabelecer normas gerais para os regimentos dos Conselhos Regionais;
b) homologar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais;
c) examinar e decidir em última instância os assuntos relativos no exercício das profissões de engenharia, arquitetura e agronomia, podendo anular qualquer ato que não estiver de acordo com a presente lei; (...)”
Portanto, compete ao CREA-SP, no exercício de suas atribuições, atuar em absoluta consonância com os termos dispostos no art. 37, CF, especialmente para gestão e zelo do patrimônio público da Entidade, devendo atuar em compasso absoluto para com os Preceitos da Legalidade, da Impessoalidade, da Moralidade e da Eficiência
FISCALIZAÇÃO
O objetivo da fiscalização é verificar o exercício e a atividade profissional da engenharia e da agronomia, nos seus níveis superior e médio, de forma a assegurar a prestação de serviços técnicos ou execução de obras com participação de profissional habilitado e observância de princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis com as necessidades da sociedade.
FISCALIZAÇÃO
A fiscalização deve ser coercitiva, mas sempre apresentar um caráter educativo e preventivo.
Sob o aspecto coercitivo, a fiscalização dever ser rigorosa e célere. Quanto aos aspectos educativo e preventivo, deve orientar os profissionais, órgãos públicos, dirigentes de empresas e outros segmentos sociais sobre a legislação que regulamenta o exercício das profissões abrangidas pelo sistema Confea/Creas e os direitos da sociedade.
FISCALIZAÇÃO
Estão sujeitos à fiscalização as pessoas físicas (leigos ou profissionais) e pessoas jurídicas que executam ou se constituam para executar serviços ou obras de engenharia.
FISCALIZAÇÃO
Com o exercício diário da sua profissão, surgem responsabilidades, em maior ou menor incidência, às quais não se pode fugir.
Tais responsabilidades se enquadram em quatro modalidades:
- Ético-profissionais;
- Civis;
- Penais ou criminais;
- Trabalhistas.
FISCALIZAÇÃO
São responsabilidades independentes e inconfundíveis entre si, decorrentes de fatos ou atos distintos ou ainda, de um mesmo fato ou ato ligado à atividade que o profissional está exercendo.
FISCALIZAÇÃO Responsabilidade Ético-Profissional:
É a que se estabelece entre o profissional e o poder público através do sistema Confea/Creas. Significa que o poder público e, por extensão, a comunidade, sentem-se prejudicadas toda a vez que houver infração nesse âmbito. Essa responsabilidade deriva de imperativos morais, de preceitos regedores do exercício da profissão e do respeito mútuo entre profissionais e suas empresas.
Para isso existe uma legislação específica - prevista nas leis número 5.194/66 e número 6.496/77, complementadas por resoluções do Confea e pelo Código de Ética - que definem e caracterizam os tipos de infrações e estabelecem as penas cabíveis.
.
FISCALIZAÇÃO
Chama-se a atenção para o fato de que, quanto aos profissionais estão em regularidade administrativa com o Conselho Regional de São Paulo, portanto em condições de exercer as atribuições que lhes foram dadas, recolheram as Art‟s referentes aos serviços a serem executados e foram contratados para o exercício atividades para as quais tinham habilitações profissionais, os procedimentos de analises de processos de todas os tipos, que envolvam esses profissionais do Sistema devem ser cuidadosos.
.
FISCALIZAÇÃO
Responsabilidade Civil:
É aquela que, quando praticado um dano, requer reparação pelo profissional, se caracterizada e julgada a sua culpa à pessoa lesada. Caberá a esta, a compensação não apenas pelo prejuízo efetivo, como também por aquilo que ela deixou de ganhar ou pelas despesas que tiver.
FISCALIZAÇÃO
A responsabilidade pela solidez e segurança de obra, particular ou pública é de natureza legal, pois está consignada impositivamente no Código Civil de 2002, nestes termos:
“Artigo 618. Nos contratos de empreitada de edifícios ou de outras construções consideráveis, mesmo reformas, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de 5 (cinco) anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.
Parágrafo único. Decairá do direito assegurado neste artigo o dono da obra que não propuser a ação contra o empreiteiro, nos 180 (cento e oitenta) dias seguintes ao aparecimento do vício.”
FISCALIZAÇÃO
O prazo qüinqüenal dessa responsabilidade é de garantia, e não de prescrição. Desde que a falta de solidez ou de segurança da obra apresente-se dentro cinco anos de seu recebimento, a ação contra o construtor e demais participantes do empreendimento subsiste pelo prazo prescricional comum de 20 (vinte) anos, a contar do dia em que surgiu o defeito.
FISCALIZAÇÃO
Responsabilidade Penal:
Qualquer infração, caracterizada como crime ou contravenção, torna o profissional responsável criminalmente, impondo-lhe penas - de acordo com a gravidade - que variam desde a perda da liberdade (reclusão, detenção ou prisão simples) a outras de natureza pecuniária (multas) ou de restrição ao exercício de um direito ou de uma atividade (interdições).
FISCALIZAÇÃO
As infrações podem ter, também, agravantes.
Se forem cometidas com a intenção de sua ocorrência ou sabendo o agente causador do risco de sua prática, mesmo desconhecendo o resultado, a infração será dolosa. Quando, porém, decorre de um ato de imprudência, imperícia ou negligência, em que se caracteriza a falta de intenção do causador e excluído o conhecimento do risco de sua prática, a infração é culposa. É esta última a de maior incidência na atividade profissional.
FISCALIZAÇÃO
Responsabilidade Trabalhista:
São quaisquer responsabilidades
decorrentes de relações contratuais ou
legais, assumidas com os empregados que
realizam o serviço, bem como as
obrigações provenientes do trabalho e
previdenciárias em relação aos
empregados.
FISCALIZAÇÃO
Responsabilidade Trabalhista:
São quaisquer responsabilidades
decorrentes de relações contratuais ou
legais, assumidas com os empregados que
realizam o serviço, bem como as
obrigações provenientes do trabalho e
previdenciárias em relação aos
empregados.
FISCALIZAÇÃO
Responsabilidade Trabalhista:
São quaisquer responsabilidades
decorrentes de relações contratuais ou
legais, assumidas com os empregados que
realizam o serviço, bem como as
obrigações provenientes do trabalho e
previdenciárias em relação aos
empregados.
FISCALIZAÇÃO
Procedimentos de Fiscalização
FISCALIZAÇÃO
Do Agente Fiscal:
O agente fiscal é o funcionário do Conselho Regional designado para exercer a função de agente de fiscalização. Lotado na unidade encarregada da fiscalização do Crea, atua conforme as diretrizes e as determinações específicas traçadas e decididas pelas câmaras especializadas.
FISCALIZAÇÃO
Do Agente Fiscal:
O agente fiscal verifica se as obras e serviços relativos à engenharia e agronomia que estão sendo executados, estão de acordo com as normas regulamentadoras do exercício profissional. No desempenho de suas atribuições, o agente fiscal deve atuar com rigor e eficiência para que o exercício das profissões abrangidas pelo sistema Confea/Creas ocorra com a participação de profissional legalmente habilitado.
FISCALIZAÇÃO
Da competência legal do agente fiscal:
A aplicação do que dispõe a lei número 5.194/66, no que se refere à verificação e à fiscalização do exercício das atividades e das profissões nela reguladas, é de competência dos Conselhos Regionais.
Para cumprir essa função os Conselhos, usando da prerrogativa que lhe confere o artigo 77 da norma, designa funcionários com atribuições para lavrar autos de infração às disposições dessa lei, denominados agentes fiscais.
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Fiscalizar o cumprimento da legislação
das profissões abrangidas pelo sistema
Confea/Creas e as pessoas jurídicas
(empresas) obrigadas a se registrarem no
Conselho Regional por força das
atividades exercidas e discriminadas em
seu objetivo social.
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Ter em conta que, no exercício de suas
atividades, suas ações devem sempre
estar voltadas para os aspectos educativo,
instrutivo e preventivo nos casos de
descumprimento da legislação pertinente.
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Examinar “in loco” documentos (projetos, ART, memorial descritivo, laudos, contratos, catálogos de equipamentos e produtos, e outros) relativos à obras e serviços de engenharia de segurança do trabalho, verificando as atribuições legais do responsável em conformidade com as atividades exercidas, anotando-os no relatório de visita – RV.
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Identificar obra e ou serviço
(empreendimento) ou atividade privativa
de profissional da área da engenharia,
efetuando a fiscalização de acordo com
a legislação em vigor .
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Elaborar o relatório de visita - RV, circunstanciando, caracterizando a efetiva atividade exercida;
Realizar diligências processuais quando designado; Fiscalizar, em caráter preventivo, os órgãos públicos federais, estaduais e municipais, bem como profissionais e empresas públicas ou privadas, registrados ou não no Crea;
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Esclarecer e orientar os profissionais, empresas e pessoas que estão sendo fiscalizados, sobre a legislação vigente e a forma de regularização da situação;
Fiscalizar obra/serviço onde tenha havido qualquer tipo de sinistro/acidente emitindo o relatório de visita circunstanciado com o maior número de informações possíveis, conforme instrução de serviços do Crea-SP;
FISCALIZAÇÃO
Das atribuições do agente fiscal:
Lavrar, por competente delegação,
autos de notificação e infração – ANI,
quando se tenha esgotado o prazo
concedido ao notificado sem que a
situação tenha sido regularizada,
persistindo e/ou comprovadas, portanto,
as irregularidades.
FISCALIZAÇÃO
Da conduta do agente fiscal:
O agente fiscal, quando do desempenho
das suas atividades, deve proceder a
fiscalização tanto „in loco‟ como, à
distância, estando, para isso, devidamente
preparado quanto à legislação pertinente,
cultura empresarial, comportamento nas
suas abordagens e postura ética.
FISCALIZAÇÃO
Da conduta do agente fiscal:
O ato fiscalizatório pode ocorrer, por exemplo, tanto no canteiro da obra, „in loco‟, durante o desenrolar e execução da mesma, quando então se tem o deslocamento do agente fiscal até o local e, por conseguinte o contato direto com o(s) profissional(is), proprietário(s), mestre de obras e demais trabalhadores, bem como, pode ocorrer fora do canteiro da obra, à distância e de forma administrativa, na sede da empresa construtora, ou do proprietário da obra, ou ainda, do escritório do profissional, quando então manterá contatos com seus diretores, gerentes, supervisores, entre outros.
FISCALIZAÇÃO
Da conduta do agente fiscal:
Deve estar treinado e capacitado para:
- Atuar dentro dos princípios que norteiam a estrutura organizacional do sistema Confea/Creas;
- Agir dentro dos princípios éticos e
organizacionais;
FISCALIZAÇÃO
Da conduta do agente fiscal:
-
Conhecer a legislação básica relacionada às profissões vinculadas ao sistema Confea/Creas, mantendo-se atualizado em relação a mesma;
-
Identificar as características das
profissões regulamentadas e fiscalizadas
pelo sistema Confea/Creas;
FISCALIZAÇÃO
Da conduta do agente fiscal:
- Distinguir os diversos ramos de atividades econômicas que exigem a participação de profissionais da engenharia de segurança do trabalho;
- Proceder de acordo com as
determinações do seu setor supervisor;
FISCALIZAÇÃO
Da conduta do agente fiscal:
-
Cumprir, de forma transparente, as ordens recebidas e que guardem relação a sua função de fiscalizar, colocando em prática os conhecimentos da legislação vigente e as determinações recebidas;
-
Conhecer os procedimentos e
características de processos
administrativos.
FISCALIZAÇÃO
Da postura obrigatória do agente fiscal:
- Identificar-se, sempre, como agente de fiscalização do Conselho Regional, exibindo sua carteira funcional;
- Agir com a objetividade, firmeza e imparcialidade necessárias ao cumprimento do seu dever;
- Exercer com zelo e dedicação as atribuições que lhe forem conferidas;
FISCALIZAÇÃO
Da postura obrigatória do agente fiscal:
- Tratar as pessoas com cordialidade e respeito;
- Apresentar-se de maneira adequada com a função que exerce;
- Ter em conta que, no exercício de suas atividades, suas ações devem sempre estar voltadas para os aspectos educativo, instrutivo e preventivo;
FISCALIZAÇÃO
Da postura obrigatória do agente fiscal:
- Identificar o proprietário ou responsável pela obra ou serviço;
- Identificar o profissional ou empresa responsável pela execução da obra ou serviço (solicitar cópia da anotação de responsabilidade técnica, ART);
- Informar ao proprietário ou responsável pela obra ou serviço sobre a legislação que rege o exercício profissional;
- Identificada irregularidade, informar ao proprietário ou responsável pela obra ou serviço;
FISCALIZAÇÃO
Da postura obrigatória do agente fiscal:
-
Orientar sobre a forma de regularizar a obra ou serviço junto ao Conselho Regional; Rejeitar vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
- Elaborar o relatório de
fiscalização .
FISCALIZAÇÃO
DO RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO:
Tem por finalidade descrever, de forma
ordenada e minuciosa, aquilo que se viu,
ouviu ou observou. É um documento
destinado à coleta de informações das
atividades exercidas no âmbito das
profissões abrangidas pelo Sistema e é
desenvolvida no local onde o serviço ou a
obra está sendo executada.
FISCALIZAÇÃO
DO RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO:
Na visita, seja ao empreendimento público ou privado, o agente fiscal deve solicitar a apresentação das ART‟s de projeto e de execução, bem como verificar a existência de placa identificando a obra e o responsável técnico.
No caso de prestação de serviços, deverá ser solicitada também, além das respectivas ART‟s de projeto e de execução, a apresentação de possíveis ordens de serviços e dos contratos firmados, entre o empreendedor e o profissional responsável técnico.
FISCALIZAÇÃO
O RELATÓRIO
DEVERÁ
CONTER:→ data de emissão, nome completo, matrícula e assinatura do agente fiscal;
→ nome e endereço completos da pessoa física ou jurídica fiscalizada, incluindo, se possível, CPF ou CNPJ;
→ identificação da obra, serviço ou empreendimento, com informação sobre o nome e endereço do executor, descrição detalhada da atividade desenvolvida e dados necessários para sua caracterização, tais como fase, natureza e quantificação;
FISCALIZAÇÃO
O RELATÓRIO
DEVERÁ
CONTER:→ nome completo, título profissional e número de registro no Conselho Regional do responsável técnico, quando for o caso;
→ identificação das ART‟s relativas às atividades desenvolvidas, se houver;
→ informações acerca da participação efetiva do responsável técnico na execução da obra, serviço ou empreendimento, quando for o caso;
FISCALIZAÇÃO
O RELATÓRIO
DEVERÁ
CONTER:→ descrição minuciosa dos fatos que configurem infração à legislação profissional;
→ identificação do responsável pelas informações, incluindo nome completo e função exercida na obra, serviço ou empreendimento, se for o caso.
FISCALIZAÇÃO
OS AGENTES DE FISCALIZAÇÃO
DEVERÃO CUMPRIR
, NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES, AS DISPOSIÇÕES DETALHADAS NO...POP (Procedimento Operacional Padrão) 31 e suas revisões
.
FISCALIZAÇÃO
Normas Próprias
a) Resolução nº 1.008/2004 - CONFEA;
b) Decisão Normativa (DN) nº
95/2012 – CONFEA.
FISCALIZAÇÃO
Normas Próprias
Resolução nº 1.008/2004 – CONFEA
MAPA OU ROTEIRO DA AÇÃO DE FISCALIZAÇÃO
Observar: arts. 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 9º, 10, 11, 12, 13, 14, 46, 47, 48, 49, 50, e 51
FISCALIZAÇÃO
Normas Próprias
DN nº 95/2012 – CONFEA
Princípio da Visibilidade;
Princípio do Risco Social;
Princípio da Profundidade Adequada;
Princípio da Assertividade.
FISCALIZAÇÃO
LEI Nº 9.784/99
ESTABELECE NORMAS BÁSICAS SOBRE O PROCESSO ADMINISTRATIVO
ADMINISTRAÇÃO FEDERAL DIRETA E INDIRETA (CREA-SP)
DOS PRINCÍPIOS NORTEADORES DA ADMINISTRAÇÃO
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência
e, também, ao seguinte: (...)
LEGALIDADE
Matriz: inciso II, do artigo 5º da CF/88: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.
Variante: no mesmo art. 5º, em seu inciso XXXIX, CF/88 (princípio orientador do direito penal - determinada conduta somente será considerada criminosa se prevista em lei)
LEGALIDADE
No Direito Administrativo, esse princípio determina que, em qualquer atividade, a Administração Pública está estritamente vinculada à lei.
Assim, se não houver previsão legal,
nada pode ser feito.
IMPESSOALIDADE
Qualquer agente público, seja ele eleito, concursado, indicado, etc., está ocupando seu posto para servir aos interesses do povo.
Assim, seus atos obrigatoriamente deverão
ter como finalidade o interesse público, e
não próprio ou de um conjunto pequeno de
pessoas amigas. Ou seja, deve ser
impessoal.
IMPESSOALIDADE
Lei 9.784/99, em seu art. 2º, Parágrafo
Único, inciso III: nos processos
administrativo, serão observados os
critérios de objetividade no atendimento
do interesse público, vedada a
promoção pessoal de agentes ou
autoridades.
MORALIDADE
“non omne quod licet honestum est”
(nem tudo o que é legal é honesto)
MORALIDADE
Deve o administrador ou agente público, além de seguir o que a lei determina, pautar sua conduta na moral comum, fazendo o que for melhor e mais útil ao interesse público.
Promover a distinção do bem e do mal, do
legal e do ilegal, do justo e do injusto, do
conveniente e do inconveniente, do honesto
e do desonesto
.MORALIDADE
É a moral interna da instituição, que
condiciona o exercício de qualquer dos
poderes, mesmo o discricionário.
PUBLICIDADE
Diz respeito à obrigação de dar publicidade, levar ao conhecimento de todos os seus atos, contratos ou instrumentos jurídicos.
Guarda relação à transparência e confere a
possibilidade de qualquer pessoa questionar
e controlar toda a atividade administrativa
que, reitere-se, deve representar o interesse
público, por isso não se justificam de regra,
o sigilo
PUBLICIDADE
Com a publicação, presume-se o conhecimento
dos interessados em relação aos atos praticados
e inicia-se o prazo para interposição de recurso,
e também os prazos de decadência e prescrição.
EFICIÊNCIA
Os agentes públicos devem agir com rapidez, perfeição e rendimento.
Importante também é o aspecto econômico, que deve pautar as decisões, levando-se em conta sempre a relação custo-benefício.
Relação existente entre os custos da
ação e os benefícios correspondentes.
EFICIÊNCIA
Os agentes públicos devem agir com rapidez, perfeição e rendimento.
Importante também é o aspecto econômico, que deve pautar as decisões, levando-se em conta sempre a relação custo-benefício.
Relação existente entre os custos da
ação e os benefícios correspondentes.
OUTROS PRECEITOS
(decorrentes da interpretação do art. 37, CF)
- Princípio da Supremacia do Interesse Público
- Princípio da Presunção da Legitimidade ou da Veracidade
- Princípio da Continuidade
- Princípio da Hierarquia
OUTROS PRECEITOS
(decorrentes da interpretação do art. 37, CF)
- Princípio da Autotutela
- Princípio da Razoabilidade e da Proporcionalidade
- Princípio da Motivação
- Princípio da Igualdade
OUTROS PRECEITOS
(decorrentes da interpretação do art. 37, CF)
- Princípio da Segurança Jurídica
- Princípio do Devido Processo Legal
ATO ADMINISTRATIVO
Atos administrativos: advindos da
vontade da Administração Pública na
sua função própria, dotados de forma
unilateral ante a supremacia do interesse
público perante o particular.
ATO ADMINISTRATIVO
Os atos administrativos são toda
manifestação unilateral de vontade da
Administração Pública que, agindo nessa
qualidade, tenha por fim imediato
adquirir, resguardar, transferir, modificar,
extinguir e declarar direitos ou impor
obrigações aos administrados ou a si
própria.
ATO ADMINISTRATIVO Podem ser divididos entre:
a) Materiais;
b) Jurídicos
ATO ADMINISTRATIVO
Atos Administrativos Materiais: também chamados fatos administrativos, são meras ações de implementação da função administrativa (como manter a cidade limpa ou corta uma árvore).
Não pretendem produzir afeitos jurídicos, ainda que isso possa ocorrer, como o dever de indenizar, em casos de prejuízo causado ao particular.
Então, enquanto o ato produz efeitos jurídicos, o fato não tem essa finalidade. É apenas a atividade material, a execução concreta das funções da Administração Pública
ATO ADMINISTRATIVO
Atos Administrativos Jurídicos: são os que, por exclusão, produzem efeitos jurídicos.
Esses efeitos, por óbvio, seguem as
regras do Direito Público e, assim, se
denominam atos administrativos.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO 5 (cinco) elementos fundamentais:
a) Competência;
b) Finalidade;
c) Forma;
d) Motivo;
e) Objeto.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Em qualquer ato, seja ele vinculado ou
discricionário, os três primeiros requisitos
(competência; finalidade; forma) serão
de observância obrigatória, ou seja,
sempre serão vinculados.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Competência
É a capacidade, atribuída pela lei, ao agente público para o exercício de seu mister (função pública específica).
É sempre vinculativa.
Qualquer ato administrativo, mesmo o discricionário, só pode ser produzido pela pessoa competente.
Essa competência é prevista na lei e atribuída ao cargo.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Competência
Quando o agente atua fora dos limites da lei, diz-se que cometeu excesso de poder, passível de punição. Importante que não se confunda excesso com desvio de poder (ou de finalidade).
Ambas são modalidades de abuso de poder, mas o primeiro (excesso) importa ofensa à regra de competência; o segundo (desvio), ao elemento finalidade do ato administrativo.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO Competência
A competência também é obrigatória, intransferível, irrenunciável, imodificável, imprescritível e improrrogável.
Improrrogável significa dizer que se é incompetente hoje, continuará sendo sempre, exceto por previsão legal expressa em sentido contrário.
Imprescritível é aquela que continua a existir, independentemente de seu não uso.
Dizer que é irrenunciável corresponde à impossibilidade de o agente competente “abrir mão” de praticá-la.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Competência
Intransferível, ou inderrogável, é a impossibilidade de se transferir a competência de um para outro, por interesse das partes.
No entanto, essas características não vedam a possibilidade de delegação ou avocação, quando prevista em lei.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO Finalidade
A única e exclusiva finalidade de todo ato administrativo é sempre o interesse público, jamais podendo ser praticado com a finalidade de atender a interesse privado, caso em que será nulo e eivado de vício de desvio de finalidade.
Por isso, é outro elemento sempre vinculativo.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Forma
A forma é o modo através do qual se exterioriza (materializa) o ato administrativo, é o seu revestimento. É outro elemento sempre essencial à validade do ato. Se não existe forma, não existe ato;
se a forma não é respeitada, o ato é nulo.
A forma só não é vinculada quando a lei deixar ao agente a escolha da mesma.
Quando a lei a estabelece, deve ser obedecida sempre, sob pena de, repita-se, nulidade.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Motivo
O motivo é a circunstância de fato ou de direito que determina ou autoriza a prática do ato.
Então, é a situação fática que justifica a realização do ato.
Situação de fato é o conjunto de circunstâncias
que motivam a realização do ato; questões de
direito são as previsões legais que conduzem à
prática do ato.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Objeto
Objeto é o conteúdo do ato.
É através dele que a Administração
exerce seu poder, concede um
benefício, aplica uma sanção,
declara sua vontade ou um direito
ao administrador, entre outros.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
No caso dos atos administrativos discricionários, a análise relativa ao mérito refoge da alçada judicial.
O que o Judiciário, então, analisará?
Fará o controle dos três elementos
sempre vinculados (competência,
finalidade e forma).
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Não há controle judicial do mérito administrativo, justamente por conter uma parcela subjetiva de valoração da oportunidade e conveniência da prática do ato.
Contudo, o que não cabe é a verificação de escolha da autoridade administrativa dentro dos limites impostos pela lei, posto que ao agente é que compete a verificação da melhor forma de atender ao interesse público.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Se a valoração dos motivos e
escolha do objeto deram-se fora dos
limites legais, naturalmente que há
uma ilegalidade que pode ser revista
pelo Judiciário, anulando o ato e
determinando a produção de outro,
dentro dos limites estabelecidos.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Teoria dos Motivos Determinantes
Nos chamados atos discricionários, os requisitos relativos aos motivos e ao objeto são valorados pelo responsável pela prática do ato.
Os demais requisitos (competência, finalidade e forma) são sempre vinculados.
Atenção:
Motivos são pressupostos de fato e de direito que justificam o ato.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Teoria dos Motivos Determinantes
Se o motivo for inexistente, o ato será também inexistente.
Se for nulo o motivo, o ato, igualmente, será nulo.
Por outro lado, se o motivo, nulo, não está formalmente declarado, o ato seguirá válido, a não ser que contenha outro tipo de vício.
FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO
Teoria dos Motivos Determinantes
ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
a) Presunção de legitimidade e veracidade;
b) Imperatividade;
c) Auto-executoriedade;
d) Tipicidade.
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OBRIGADO!!!!!
Leandro Sartori Molino
Assessor Gabinete Presidência