• Nenhum resultado encontrado

Autovalores e Autovetores

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Autovalores e Autovetores"

Copied!
36
0
0

Texto

(1)

Algoritmos Num´

ericos II / Computa¸c˜

ao Cient´ıfica

Autovalores e Autovetores

Lucia Catabriga

1

1DI/UFES - Brazil

(2)

Ideia B´

asica

Se multiplicarmos a matriz por um autovetor encontramos um

multiplo do pr´

oprio autovetor, com constante de multiplicidade

conhecida por autovalor.

Seja

A =

16

−24

18

3

−2

0

−9

18

−17

o vetor

2

1

0

satisfaz a

16

−24

18

3

−2

0

−9

18

−17

2

1

0

= 4

2

1

0

Portanto

2

1

0

(3)

Polinˆ

omio Caracter´ıstico

Aq = λq ⇒ (A − I λ)q = 0

  (16 − λ) −24 18 3 (−2 − λ) 0 −9 18 (−17 − λ)     q1 q2 q3   = λ   0 0 0  

que ´e um sistema homogˆeneo. Este sistema s´o tem solu¸c˜ao n˜ao-trivial (qi 6= 0) se a

matriz for singular, ou seja se o determinante for nulo.

det   (16 − λ) −24 18 3 (−2 − λ) 0 −9 18 (−17 − λ)   = 0 ⇔ λ3+ 3λ2− 36λ + 32 = 0 ou (λ − 4)(λ − 1)(λ + 8) = 0

que ´e denominado polinˆomio caracter´ıstico. Os autovalores da matriz A s˜ao λ = 4, λ = 1 e λ = −8.

(4)

Polinˆ

omio Caracter´ıstico

Em geral a equa¸c˜

ao Aq = λq pode ser representada pelo sistema

homogˆ

eneo (A − λI )q = 0. Se A ´

e uma matriz de ordem n o

sistema homogˆ

eneo tem solu¸c˜

ao n˜

ao-trivial se

det

(a

11

− λ)

a

12

. . .

a

1n

a

21

(a

22

− λ) . . .

a

2n

..

.

..

.

. ..

..

.

a

n1

a

n2

. . .

(a

nn

− λ)

= 0

O polinˆ

omio caracter´ıstico tem a forma geral:

λ

n

+ c

n−1

λ

n−1

+ . . . + c

1

λ + c

0

= 0

(5)

Propriedades

I O produto dos autovalores da matriz ´e igual ao determinante da matriz detA = (−1)nc

0= λ1λ2. . . λn. Portanto se A ´e singular, existe pelo menos um

autovalor λi= 0

I A matriz A e sua transposta At tem os mesmos autovalores, pois o

detA = detAt.

I O determinante de uma matriz triangular ´e igual ao produto dos elementos da diagonal. Ent˜ao se A ´e triangular:

det(A − λI ) = (a11− λ)(a22− λ) . . . (ann− λ). Portanto os autovalores de uma

matriz triangular s˜ao iguais aos elementos da diagonal.

I Se as linhas e colunas correspondentes de uma matriz s˜ao trocadas os autovalores permanecem os mesmos. Por exemplo:

  16 −24 18 3 −2 0 −9 18 −17     q1 q2 q3   = λ   q1 q2 q3  

Se trocarmos a linha 1 com a linha 2 e a coluna 1 com a coluna 2, obtemos:   −2 3 0 −24 16 18 18 −9 −17     q2 q1 q3   = λ   q2 q1 q3  

observe que os autovalores permanecem os mesmos, mas ao autovetores tem a 1a. coordenada q1trocada com a segunda coordenada q2.

(6)

alculo de Autovetores

O c´alculo dos autovetores associados envolvem a solu¸c˜ao de um sistema homogˆeneo. Para cada autovalor definimos um sistema de n equa¸c˜oes e n inc´ognitas

(A − λI )q = 0. Por exemplo, a matriz:

A =   16 −24 18 3 −2 0 −9 18 −17  

tem por autovalores λ1= 4, λ2= 1 e λ3= −8. O autovetor associado a λ2= 1 ´e o

vetor q tq (A − λ2I )q = 0, ou seja   15 −24 18 3 −3 0 −9 18 −18     q1 q2 q3   =   0 0 0   ∼   15 −24 18 0 1.8 −3.6 0 3.6 −7.2     q1 q2 q3   =   0 0 0  

Ou seja, L3= 2L2e q1= q2= 2q3. Portanto qualquer vetor que possui esta

propriedade ´e autovetor associado ao autovalor λ = 1. Seja q =   2 2 1  .

(7)

´

E poss´ıvel combinar a equa¸

ao padr˜

ao dos autovalores com todos

os autovalores e correspondentes autovetores na forma:

A

q

1

q

2

. . .

q

n

=

q

1

q

2

. . .

q

n

λ

1

λ

2

. ..

λ

n

isto ´

e,

AQ = QΛ

onde Λ ´

e a matriz diagonal dos autovalores.

Q matriz quadrada contendo todos os autovetores.

(8)

etodo da Potˆ

encia

I

O objetivo do m´

etodo das potˆ

encias ´

e determinar o autovalor

de maior m´

odulo dentre todos os autovalores de uma matriz.

I

Seja A uma matriz de ordem n e λ

1

, λ

2

, . . . , λ

n

os autovalores

de A e q

1

, q

2

, . . . , q

n

os autovetores correspondentes.

I

Suponha que |λ

1

| > |λ

2

| ≥ . . . ≥ |λ

n

|. Seja u

(0)

uma

combina¸c˜

ao linear dos autovetores correspondentes:

u

(0)

= c

1

q

1

+ c

2

q

2

+ . . . + c

n

q

n I

Os autovetores s˜

ao linearmente independentes.

(9)

u

(1)

=

Au

(0)

=

c

1

Aq

1

+ c

2

Aq

2

+ . . . + c

n

Aq

n

=

c

1

λ

1

q

1

+ c

2

λ

2

q

2

+ . . . + c

n

λ

n

q

n

=

λ

1

h

c

1

q

1

+ c

λ21

q

2

+ . . . + c

λn1

q

n

i

u

(2)

=

A

2

u

(0)

=

λ

1

h

c

1

Aq

1

+ c

λ21

Aq

2

+ . . . + c

λn1

Aq

n

i

=

λ

2 1



c

1

q

1

+ c

2



λ2 λ1



2

q

2

+ . . . + c

n



λn λ1



2

q

n



(10)

Se pr´

e-multiplicarmos a express˜

ao pela matriz A k-vezes obtemos:

u

(k)

= A

k

u

(0)

= λ

k1

"

c

1

q

1

+ c

2

 λ

2

λ

1



k

q

2

+ . . . + c

n

 λ

n

λ

1



k

q

n

#

Como |λ

1

| > |λ

2

| ≥ . . . ≥ |λ

n

|, temos que

λi λ1

< 1, para

i = 2, . . . , n. Portanto quando k → ∞ ,



λi λ1



k

→ 0 para

i = 2, . . . , n.

(11)

Ent˜

ao, o vetor

"

c

1

q

1

+ c

2

 λ

2

λ

1



k

q

2

+ . . . + c

n

 λ

n

λ

1



k

q

n

#

→ c

1

q

1

que ´

e um autovetor associado a λ

1

. Portanto podemos afirmar que

para valores grandes de k

u

(k)

' λ

k1

c

1

q

1

u

(k)

tende a ser proporcional ao autovetor q

1

. Considerando que o

autovetor pode ter tamanho arbitr´

ario (ou seja, um autovetor

multiplicado por um escalar tem o mesmo autovalor associado) ´

e

conveniente normalizar o vetor que gera o processo iterativo depois

de cada multiplica¸

ao. O algoritmo iterativo para determinar q

1

pode ser representado atrav´

es das equa¸

oes:

(12)

O processo iterativo para determinar q

1

pode ser representado

atrav´

es das equa¸

oes:

v

(k)

= Au

(k)

u

(k+1)

=

1α

v

(k)

onde α = ± k v

(k)

k

(13)

Seja u(0)= (1 1 1)(t) e a norma do m´aximo para obter o valor de α, temos: I Itera¸c˜ao 1   528.2 547.6 156.4 273.8 312.8 98.0 78.2 98.0 39.0   | {z } A   1 1 1   | {z } u(0) =   1232.1 684.6 215.3   | {z } v(0) = 1232.1 | {z } α   1 0.5556 0.1747   | {z } u(1) I Itera¸c˜ao 2   A     1 0.5556 0.1747   | {z } u(1) =   859.7 464.7 139.5   | {z } v(1) = 859.7 | {z } α   1 0.5406 0.1622   | {z } u(2) I Itera¸c˜ao 3   A     1 0.5406 0.1622   | {z } u(2) =   849.5 458.8 137.3   | {z } v(2) = 849.5 | {z } α   1 0.5400 0.1616   | {z } u(3) I Itera¸c˜ao 4   A     1 0.5400 0.1616   | {z } u(3) =   849.1 458.6 137.4   | {z } v(3) = 849.1 | {z } α   1 0.5400 0.1619   | {z } u(4) O autovetor ´e u(4)' q

(14)

Observa¸c˜

oes:

I Quando a norma do m´aximo ´e usada o sinal de α pode ser o mesmo do maior elemento em m´odulo. Neste caso α convergir´a para λ1at´e mesmo quando ele

for negativo, al´em disso a sequˆencia de vetores convergir´a normalmente para q1.

I E possivel observar que a convergˆ´ encia para o autovalor pode ser mais r´apida que a convergˆencia para o autovetor associado.

I Em geral, dependendo de cada aplica¸c˜ao, ´e poss´ıvel escolher uma aproxima¸c˜ao inicial para o autovetor associado ao autovalor de maior m´odulo atrav´es de algum crit´erio. Por´em, quando n˜ao existe alguma informa¸c˜ao, ´e necess´ario um cuidado especial para n˜ao escolher u(0)tal que o coeficiente c1seja nulo ou

muito pequeno quando comparado com os outros coeficientes.

I Para implementa¸c˜oes computacionais do m´etodo das potˆencias, a determina¸c˜ao do vetor inicial u(0)´e feita atrav´es de procedimentos autom´aticos. Um procedimento bastante usado consiste em gerar os elementos dos vetor atrav´es de n´umeros randˆomicos no intervalo −1 ≤ ui(0)≤ 1. Quando este processo ´e usado a probabilidade de ocorrer c1= 0 ´e bem pequena.

(15)

Caracter´ısticas da Convergˆ

encia do M´

etodo das Potˆ

encias

O autovetor u(k)pode ser expresso: u(k)= q1+ e(k)onde

e(k)=  λ2 λ1 kc 2 c1q2+ . . . +  λn λ1 kc n c1qn

Por hip´otese temos que |λ1| > |λ2| ≥ . . . ≥ |λn|, portanto para valores grande de k o

erro pode ser aproximado por k e(k)k∼ λ2 λ1 (k) |c2| |c1| k q2k

Podemows supor que |c2| ∼ |c1|, o que nos d´a a possibilidade de estimar o n´umero de

itera¸c˜oes necess´arias para atingir uma tolerˆancia pr´e-fixada. Supor tolerˆancia de 10−s. O erro na itera¸c˜ao k depende do quociente

λ2 λ1 k , ent˜ao: λ2 λ1 k ' 10−s⇒ k ' −sln10 ln|λ2/λ1| Portanto se λ2 λ1

estiver pr´oximo de 1, o m´etodo das potˆencias converge

vagarosamente. ´E poss´ıvel acelerar a convergˆencia do m´etodo das potˆencias usando o Coeficiente de Rayleigh para normalizar o vetor v(k):

α =(u

(k))tAu(k)

(u(k))tu(k) =

(u(k))tv(k) (u(k))tu(k)

(16)

Algoritmo 1: M´

etodo das Potˆ

encias - vers˜

ao 1

1

Entrada: A,v

(0)

,,k

max

2

Inicializar ρ (ρ = 1.0)

3

Inicializar λ

k

k

= 0.0)

4

while ρ >  and k < k

max

do

5

u = Av

(k) 6

λ

k+1

=

v (k)Tu v(k)Tv(k) 7

v

(k+1)

=

λu k+1 8

ρ =

|λk+1 −λk| k+1|

ou ρ = kv

(k+1)

− v

(k)

k

9

k = k + 1

10

end

11

Sa´ıda: λ

k+1

, v

(k+1)

(17)

No entanto, podemos escalonar a sequˆ

encia v

(k)

, antes de calcular

o λ

k

.

Para isso, seja y

(k)

=

kuu(k)(k)k

, ent˜

ao ky

(k)

k = 1.

λ

k

=

y

(k)T

Ay

(k)

y

(k)T

y

(k)

= y

(18)

Algoritmo 2: M´

etodo das Potˆ

encias - vers˜

ao 2

1

Entrada: A,z

(0)

,,k

max

2

Inicializar ρ (ρ = 1.0)

3

Inicializar λ

k

k

= 0.0)

4

while ρ >  and k < k

max

do

5

y

(k)

=

v(k) kv(k)k 6

z = Ay

(k) 7

λ

k+1

= y

(k)T

z

(k+1) 8

ρ =

|λk+1 −λk| k+1|

ou ρ = ky

(k)

− y

(k−1)

k

9

k = k + 1

10

end

11

Sa´ıda: λ

k+1

, y

(k+1)

(19)

Introdu¸c˜

ao

I

Os m´

etodos de transforma¸c˜

ao tem por objetivo modificar a

matriz original em outra que contenha os mesmos autovalores,

sendo sua determina¸

ao trivial.

I

Por exemplo, transformando a matriz original em uma matriz

diagonal ou triangular – de forma que as matrizes tenham os

mesmos autovalores – os elementos da diagonal da matriz

resultante ser˜

ao os autovalores da matriz original.

(20)

Ideia B´

asica

As transforma¸c˜

oes mais gerais consistem em obter:

¯

A = N

−1

AN

(1)

onde N ´

e uma matriz n˜

ao singular da mesma ordem que A. Seja λ

e q autovalor e autovetor correspondente, ent˜

ao:

Aq = λq

(2)

sendo ¯

q = N

−1

q temos que:

¯

q

=

N

−1

ANN

−1

q = N

−1

λq

=

λN

−1

q = λ¯

q

(3)

(21)

I

Considerando um sequˆ

encia de transforma¸c˜

oes, temos:

¯

A = A

k+1

= N

k−1

N

−1 k−1

. . . N

−1 2

N

−1 1

AN

1

N

2

. . . N

k−1

N

k

(4)

sendo ¯

A uma matriz diagonal ou triangular.

I

Os autovalores de A ser˜

ao os elementos da diagonal de A

k+1

.

I

Sendo λ

j

= ¯

a

jj

autovalor, o autovetor correspondente ser´

a a

(22)

I

Para matrizes sim´

etricas, as transforma¸

oes podem ser feitas

por matrizes ortogonais, ou seja,

N

−1

= N

t

, portanto ¯

A = N

t

AN

(5)

Se λ e q s˜

ao autovalor e autovetor correspondentes de A,

ent˜

ao λ e N

t

q s˜

ao autovalor e autovetor correspondentes de

¯

A.

I

Em geral, os m´

etodos de transforma¸

ao s˜

ao processos

iterativos, sendo portanto dependentes de condi¸

oes de

convergˆ

encia.

(23)

Diagonaliza¸c˜

ao de Jacobi para Matrizes sim´

etricas

I

etodo baseado em transforma¸

oes orgogonais;

I

Cada transforma¸

ao tem por objetivo eliminar um par de

coeficientes;

I

ao h´

a garantias que na pr´

oxima transforma¸c˜

ao os

coeficientes anulados, permanecer˜

ao nulos.

I

Os erros de arredondamento podem influenciar o resultado,

uma vez que o n´

umero de opera¸

oes de ponto flutuante

necess´

ario ´

e grande.

(24)

suponha uma matriz de rota¸c˜

ao N

pq

definida por:

N

pq

=

p

q

1

c

−s

p

1

s

c

q

1

(6)

onde,

c =

cosα

s =

senα

(7)

sendo α o ˆ

angulo de rota¸

ao. A opera¸

ao N

t

pq

AN

pq

, altera apenas as

(25)

A cada itera¸

ao i o elemento a

pq

ser´

a eliminado seguindo os seguintes

passos:

1.

Calcular:

φ

=

a

qq

− a

pp

2a

pq

(8)

t

=

1 φ+sinal (φ)

φ2+1

, se φ 6= 0;

1 se φ = 0.,

(9)

cosα

=

1

1 + t

2

(10)

senα

=

t

1 + t

2

(11)

2.

A

k+1

= N

pqt

AN

pq

(26)

etodo C´ıclico ce Jacobi

I

A escolha de qual elemento ser´

a eliminado ´

e um importante passo

para a convergˆ

encia do m´

etodo de Jacobi.

I

Uma alternativa ´

e percorrer ciclicamente os elementos de fora da

diagonal principal por linha;

I

Definir (p, q) sequencialmente por: (1, 2), (1, 3), ..., (1, n), (2, 3),

..., (2, n), ..., (n − 1, n).

I

Al´

em disso, como os elementos de um ciclo a outro tendem a

descrecer, podemos utilizar um crit´

erio para escolher eliminar ou

ao uma determinada posi¸

ao de acordo com um crit´

erio de

tolerˆ

ancia. Por exemplo a cada passo eliminar somente os

coeficientes tais que |a

pq

| < ρ

0

10

−(c−1)

. Sendo, ρ

0

uma tolerˆ

ancia

(27)

Determine os autovalores e autovetores, com tolerˆ

ancia

 = 5 × 10

−2

e ρ

0

= 0.5

A =

3

0.4

5

0.4

4

0.1

5

0.1

−2

1

o

Ciclo:

|a

12

| < 0.5 ⇒ a transforma¸c˜

ao sobre o elemento (1, 2) ser´

a omitida.

|a

13

| > 0.5 ⇒ a transforma¸c˜

ao sobre o elemento (1, 3) ser´

a dada por:

N

1

=

0.8507

0

−0.5257

0

1

0

0.5257

0

0.8507

⇒ A

2

=

6.9202

0.3928

0

0.3928

4

−0.1252

0

−0.1252

−5.0902

(28)

|a

12

| > 0.05 ⇒ a transforma¸c˜

ao sobre o elemento (1, 2) ser´

a dada por:

N

2

=

0.9839

−0.1788

0

−0.1788

0.9839

0

0

0

1

⇒ A

3

=

6.1616

0

−0.0224

0

3.9289

−0.1232

−0.0224

−0.1232

−5.0902

|a

13

| < 0.05 ⇒ a transforma¸c˜

ao sobre o elemento (1, 3) ser´

a omitida.

|a

23

| < 0.05 ⇒ a transforma¸c˜

ao sobre o elemento (2, 3) ser´

a dada por:

N

3

=

1

0

0

0

0.9999

0.0137

0

−0.0137

0.9999

⇒ A

4

=

6.1616

0.0003

−0.0224

0.0003

3.9303

0

−0.0224

0

−5.0919

6.1616, 3.9303 e −5.0919 s˜

ao autovalores e autovetores correspondentes

iguais as colunas de:

N

1

N

2

N

3

=

0.8370

−0.1449

−0.5277

0.1788

0.9838

0.0135

0.5172

−0.1056

0.8439

(29)

etodo LR

I

Determina todos os autovalores de uma matriz;

I

O m´

etodo consiste em construir uma sequˆ

encia de matrizes

A

1

, A

2

, . . . , A

k

de tal forma que a matriz A

k

seja aproximamente

triangular superior, sendo que os autovalores de A e A

k

ao os

elementos da diagonal de A

k

.

I

A cada itera¸

ao k, fatoramos A

k

= L

k

R

k

, sendo L

k

e R

k

,

respectivamente, matriz triangular inferior com 1 na diagonal e

matriz triangular superior. A itera¸c˜

ao k + 1 deve ser calculada por,

A

k+1

= R

k

L

k

.

(30)

Assim,

A

1

=

A =

L

1

R

1

A

2

=

R

1

L

1

=

L

2

R

2

A

3

=

R

2

L

2

=

L

2

R

2

..

.

A

k

=

R

k−1

L

k−1

=

L

k

R

k

..

.

(12)

Observa¸

oes:

I

Pode-se provar que: Se os autovalores de A s˜

ao distintos, a

sequˆ

encia {A

k+1

} converge para uma matriz triangular superior R.

I

A matriz R tem os mesmos autovalores de A.

A

k

= R

k−1

L

k−1

= L

−1k−1

. . . L

−11

AL

1

. . . L

k

(31)

etodo QR

I

Determina todos os autovalores de uma matriz;

I

O m´

etodo consiste em construir uma sequˆ

encia de matrizes

A

1

, A

2

, . . . , A

k

de tal forma que a matriz A

k

seja aproximamente

triangular superior, sendo que os autovalores de A e A

k

ao os

elementos da diagonal de A

k

.

I

A cada itera¸

ao k, decompomos A

k

= Q

k

R

k

, sendo Q

k

uma matriz

ortogonal e R

k

uma matriz triangular superior. A itera¸

ao k + 1

(32)

Assim,

A

1

=

A =

Q

1

R

1

A

2

=

R

1

Q

1

=

Q

2

R

2

A

3

=

R

2

Q

2

=

Q

2

R

2

..

.

A

k

=

R

k−1

Q

k−1

=

Q

k

R

k

..

.

(13)

Observa¸

oes:

I

Pode-se provar que: Se os autovalores de A s˜

ao distintos, a

sequˆ

encia {A

k+1

} converge para uma matriz triangular superior R.

I

A matriz R tem os mesmos autovalores de A.

A

k

= R

k−1

Q

k−1

= Q

k−1−1

. . . Q

1−1

AQ

1

. . . Q

k

(33)

Em cada passo do m´

etodo QR, devemos determinar matrizes Q

k

e R

k

,

sendo Q

k

matriz ortogonal e R

k

matriz triangular superior. Esta

decomposi¸

ao pode ser obtida utilizando transforma¸

oes ortogonais,

como por exemplo Rota¸c˜

oes de Givens que podem ser sumarizadas por:

para zerar os elementos abaixo da diagonal na coluna j , vamos executar

rota¸c˜

oes de Givens da linha j + 1 at´

e a linha n, considerando a matriz

ortogonal N

pq

dada por:

N

pq

=

p

q

1

c

s

p

1

−s

c

q

1

c =

q

a

pp

a

2 pp

+ a

2qp

s =

q

a

qp

a

2 pp

+ a

2qp

A matriz Q

k

respons´

avel por zerar os coeficientes abaixo da diagonal na

coluna j ´

e dada por:

Q

k

= N

j +1,jt

N

t j +2,j

N

t j +3,j

. . . N

t n,j

(34)

Redu¸c˜

ao a Forma de Hessemberg

I

O processo termina quando o elemento de maior valor absoluto da

matriz A

k

abaixo da diagonal for menor que uma tolerˆ

ancia 

pr´

e-fixada.

I

Para matrizes de ordem elevada, o m´

etodo QR tende a ter uma

convergˆ

encia lenta. Para acelerar o processo ´

e utilizado estrat´

egias

para transformar a matriz original A em uma matriz com

caracter´ısticas especiais.

I

A forma de Hessemberg superior consiste em uma matriz triangular

com a subdiagonal inferior com elementos tamb´

em n˜

ao nulos.

I

A redu¸

ao est´

a baseada na utiliza¸

ao de opera¸

oes elementares,

organizadas por coluna em n − 2 etapas:

A

n−1

= N

n−2−1

. . . N

−1 2

N

−1

1

AN

1

N

2

. . . N

n−2

sendo N

j

matriz elementar.

(35)

etodo da Itera¸c˜

ao Inversa

Seja λ autovalor aproximado de A. Desejamos obter q tal que:

Aq = λq. Considere z

(0)

um vetor condi¸c˜

ao inicial para o c´

alculo

do autovetor correspondente. Define-se duas sequˆ

encias {w

(m)

} e

{z

(m)

} tq

(A − λI )w

(m+1)

= z

(m)

e z

(m+1)

=

w

(m+1)

kw

(m+1)

k

p/ m ≥ 0

O processo que acabamos de apresentar ´

e essencialmente o

etodo das potˆ

encias aplicado a matriz (A − λI )

−1

.

(36)

Algoritmo 3: M´

etodo da Itera¸

ao Inversa

1 Entrada: A,λ,,maxiter

2 Calcula os fatores L, U e P de (A − λI ) (Controlar singularidade de U)

3 Define q inicial (usar fun¸c˜ao randˆomica)

4 qa= Lq 5 ρ = kq − qak2 6 k = 0

7 while ρ >  and k < maxiter do

8 Resolva Ly = Pqa 9 Resolva Uv = y 10 q =kv kv 2 11 ρ = kq − qak2 12 qa= q 13 k = k + 1 14 end 15 Sa´ıda: q, k

Referências

Documentos relacionados

Dois (10%) responderam que não possuem preferência. Os que preferem a mídia digital justificaram a preferencia por geralmente os jogos nesse formato são mais baratos. E

“Há meios para impedir os crimes: as penalidades Há outro para modificar os costumes: os

Por outro lado, a participação dos pais nas sessões de discussão sobre hábitos de higiene bucal e alimentação saudável é de suma importância para a saúde

Uma das avaliações resultantes desse estudo, traduzida e padronizada para o Brasil, é a PEDI, é um instrumento de avaliação infantil, que possui o objetivo de fornecer

No campo da engenharia de produção e sistemas o projeto e gerência de sistemas integrados de pessoas, materiais, equipamentos e ambientes, a ergonomia se mostra

Portanto, a pesquisa terá como pergunta norteadora: quais são as percepções dos alunos de uma instituição de ensino pública estadual em relação à realidade

Outro professor responde a mesma questão utilizando as seguintes palavras: “O que mais contribui para indisciplina na escola na maioria dos casos é a ausência de condições adequada,