Mestrado Integrado
em Medicina
2013-2019
Relatório
Final de
Estágio
Ana Carolina Barbosa
Soares Nogueira
Junho 2019
“Vita brevis, ars longa,
occasio praeceps, experimentum
periculosum, iudicium difficile”
- Hippocrates
Relatório de Estágio apresentado à Nova Medical School para obtenção de grau de mestre em Medicina
Agradecimentos
Não poderia deixar de colocar em papel os meus agradecimentos a todas as pessoas com quem contactei ao longo deste ano e que tanto me acrescentaram, seja a nível profissional como pessoal.
Deste modo, o meu primeiro agradecimento vai para todos os doentes, anónimos neste relatório, mas com nome e rosto na minha memória, com quem pude contactar ao longo deste ano. A estes agradeço a confiança, a estima, as felicitações e os desejos de sorte. Sem eles, sem a sua permissão e colaboração no descortinar do que tem de mais íntimo e precioso, nada disto seria possível.
A todos os tutores e profissionais com quem privei e que partilharam comigo os seus ensinamentos, que se esforçaram para me permitir a melhor aprendizagem possível e que contribuíram para a minha evolução profissional e pessoal, o meu profundo obrigado. Destes, não poderia deixar de realçar com o nome, o Dr. Nuno Pinheiro, Internista, por me ter feito sentir verdadeiramente parte da equipa, me ter deixado “voar” sem nunca me deixar desamparada e, assim, permitir-me evoluir e crescer. Ao Dr. Duarte Medeiros, exímio diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Egas Moniz, agradeço por me ter acolhido de forma tão profissional e calorosa no seu serviço. É a prova que alguém no topo da hierarquia profissional pode manter a humildade sem perder o respeito de todos aqueles que trabalham com ele. Agradeço, também, ao Dr. Punit Naguindas, Médico de Família, por acreditar nas minhas capacidades e me ter transmitido a confiança necessária a quem agora se inicia e a Dra. Raquel Santos, Pediatra, pela dedicação genuína aos seus alunos, o esforço notável e a preocupação com o ensino e, ainda, por me mostrar que mesmo após muitos anos se pode manter a paixão pela profissão.
A todos os meus colegas reconheço as horas infinitas passadas em trabalhos e histórias clínicas, com quem discuti mil e um doentes e com quem, também, aprendi bastante. Às amigas de sempre, presentes do inicio ao fim desta jornada, agradeço a partilha de apontamentos, experiências, risos e lágrimas.
Ao André, agracio o apoio incondicional ao longo destes anos, por vibrar tanto ou mais que eu com as minhas conquistas, académicas e pessoais e, principalmente, pelo consolo nos momentos mais difíceis. Agradeço-lhe, ainda, a revisão deste relatório.
Concluo com um agradecimento à minha mãe por acreditar sempre em mim e me fazer sonhar com o impossível, e aos meus irmãos – Re, Tó e Becas – por me mostrarem o amor incondicional.
Índice
Introdução ... 1
Elementos Representativos do Estágio ... 1
Cirurgia Geral ... 1
Medicina Interna ... 2
Ginecologia e Obstetrícia ... 3
Saúde Mental ... 4
Medicina Geral e Familiar ... 4
Pediatria ... 5
Reflexão Crítica Final ... 6
Apêndices
Apêndice I : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Cirurgia Geral Apêndice II : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Medicina Interna
Apêndice III : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia Apêndice IV : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Saúde Mental
Apêndice V : Lista de Procedimentos – Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar Apêndice VI : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Pediatria
Anexos
Anexo 1 – Certificado de participação no curso TEAM
Anexo 2 – Certificado de participação no “XX congresso anual da APNEP” Anexo 3 – Panfleto elaborado durante o estágio de Medicina Geral e Familiar Anexo 4 – Declaração de Participação em Estudos de Mercado
Anexo 5 – “Prémio de Mérito – PE equidade”
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |1
Introdução
O presente relatório visa descrever e promover a reflexão acerca do Estágio Profissionalizante integrado no 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Nova Medical School (NMS). Como descrito no documento “Licenciado Médico em Portugal”, o ensino pré-graduado tem como finalidade “ajudar o estudante médico a adquirir uma base de conhecimentos sólida e coerente, associada a um adequado conjunto de valores, atitudes e aptidões”. Deste modo, sendo o estágio profissionalizante do 6º ano o culminar do ensino pré-guardado, deverá proporcionar a aplicação dos conhecimentos e competências adquiridas, através de uma maior responsabilização individual e integração na prática clínica. Assim, no final deste, o aluno deverá ter adquirido atitudes e competências nas áreas da Cirurgia Geral, Medicina Interna, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar e Pediatria, indispensáveis à boa prática médica.
Concluída a Introdução em que se elucidou o âmbito da realização deste relatório e quais os objetivos gerais do Estágio Profissionalizante, resta expor a organização do mesmo. Este é constituído por mais 2 secções: Elementos Representativos do Estágio – destinada à descrição sucinta dos objetivos específicos e das atividades desenvolvidas nos diversos estágios parcelares – e Reflexão Crítica Final – que se centrará na discussão dos objetivos atingidos e não atingidos, tanto formativos quanto pessoais, assim como uma consideração final acerca do Estágio Profissionalizante do 6º ano.
Elementos Representativos do Estágio
O Estágio Profissionalizante decorreu durante 32 semanas – de 10 de Setembro de 2018 a 17 de Maio de 2019 – e integrou os estágios de Cirurgia Geral, Medicina Interna, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar e Pediatria.
Cirurgia Geral
O estágio parcelar de Cirurgia Geral apresentava como objetivos de aprendizagem: 1) o dominio das principais síndromes cirúrgicas; 2) a identificação e hierarquização das situações clínicas de maior emergência cirúrgica e 4) a execução e conhecimento das técnicas de pequena cirurgia, anestesia e assepsia.
Com fim à obtenção dos objetivos supracitados estagiei durante 8 semanas – de 10 de setembro a 2 de novembro de 2018 – no Hospital Beatriz Ângelo (HBA) sobre a tutela do Dr. Diogo Albergaria, de acordo com a planificação exposta na tabela 1.
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |2 1º semana (10/09 a 14/09) 2º e 3º semanas (17/09 a 28/09) 4º, 5º e 6º semanas (1/10 a 19/10) 7º semana (22/10 a 26/10) 8º semana (29/10 a 2/11)
Sessões teóricas Gastroenterologia
(opcional) Cirurgia Geral
Serviço de
Urgência (SU) Cirurgia Geral
Tabela 1 – Planificação geral do estágio parcelar de Cirurgia Geral
Na 1º semana de estágio decorreram sessões teóricas e teórico-práticas no HBA, assim como o curso TEAM (cf. anexo 1). As duas semanas seguintes foram dedicadas a especialidade de Gastroenterologia, durante as quais pude observar a execução de diversas técnicas e assistir a 50 consultas, essencialmente do âmbito da hepatologia e da proctologia. Durante 4 semanas o estágio focou-se na Cirurgia Geral e assim cumpri 60 horas de bloco operatório, participei como observadora ou 2º ajudante em 10 cirurgias, assisti a 41 consultas, na sua grande maioria dedicadas a patologia colorretal, e acompanhei 8 doentes durante o internamento. Na semana destinada ao Serviço de Urgência (SU) destaco a passagem pela pequena cirurgia, na qual tive oportunidade de desinfetar feridas, aplicar anestesia local e suturar pequenos ferimentos. Durante o estágio pude estar presente nas visitas clínicas e nas reuniões de serviço tanto de cirurgia como de gastroenterologia e, ainda, assistir às sessões clínicas hospitalares e participar no XX Congresso anual da Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica (cf. anexo 2). Por fim, participei no mini-congresso com a apresentação “Pseudomyxoma Peritonei: relato de caso”. Para descrição mais detalhada das atividades desenvolvidas no estágio parcelar de Cirurgia Geral vide o apêndice I.
Medicina Interna
O estágio parcelar de Medicina Interna tinha como objetivos de aprendizagem: 1) a consolidação de conhecimentos adquiridos em anos anteriores; 2) a aquisição de competências práticas que me permitissem a gestão autónoma das situações clínicas mais prevalentes e 3) o aperfeiçoamento da capacidade de identificação, hierarquização e atuação perante as situações de emergência médica.
De modo a atingir estas competências, estagiei 8 semanas – de 2 de novembro de 2018 a 11 de janeiro de 2019 – no Hospital Egas Moniz (HEM) sobre a tutela do Dr. Nuno Pinheiro. Durante este período fui parte integrante e ativa da Unidade de Apoio à Cirurgia Vascular (UACV).
Maioria das atividades realizadas durante o estágio deram-se em contexto de internamento. Deste modo, tinha diariamente à minha responsabilidade uma média de 2-3 doentes, sendo da minha competência a realização de anamnese, exame objetivo, pedido e interpretação de meios complementares de diagnóstico e elaboração de um plano terapêutico. Tive, ainda, oportunidade de trabalhar em conjunto com a equipa de enfermagem, discutir doentes com colegas de outras especialidades, falar com familiares e tratar de situações burocráticas. No Serviço de Urgência do Hospital S. Francisco Xavier (HSFX) pude estabelecer um contacto mais próximo com a doença aguda e observar técnicas de reanimação. Durante o estágio estive presente nas visitas médicas, sessões clínicas e hospitalares. Conclui o estágio com a apresentação de uma
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |3 revisão acerca de intoxicações e a sua abordagem em contexto de urgência. Para descrição mais detalhada das atividades desenvolvidas no estágio parcelar de Medicina Interna vide o apêndice II.
Ginecologia e Obstetrícia
Eram objetivos de aprendizagem para o estágio de Ginecologia e Obstetrícia a consolidação de conhecimentos obtidos em anos anteriores e a aquisição atitudes e competências na área da Saúde da Mulher, indispensáveis à boa prática médica. Assim, e atendendo ao meu apreço pela especialidade, coloquei ainda como objetivos pessoais a participação ativa em pelo menos um parto vaginal e a aquisição de noções básicas de ecografia obstétrica. Por outro lado, pretendia adquirir conhecimentos sólidos de planeamento familiar, de diagnóstico e terapêutica de infeções ginecológicas e, ainda, executar autonomamente o exame ginecológico.
Deste modo, estagiei 4 semanas – de 21 de janeiro a 15 de fevereiro de 2019 – no Hospital São Francisco
Xavier sobre a tutela do Dr. Rui Fialho Gomes de acordo com a planificação da tabela 2.
Tabela 2 – Planificação de atividades do Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia.
SUGO: Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia.
Na área de admissão do SUGO participei na avaliação de 16 mulheres com patologia ginecológica ou necessidade de avaliação obstétrica. Neste contexto, pude observar ecografias obstétricas e ginecológicas, interpretar Cardiotocografias (CTG) e realizar exame ginecológico e obstétrico. No bloco de partos contactei com grávidas em diversas fases do trabalho de parto, assisti a 9 partos, sendo que participei num como 1º ajudante. No âmbito da Ginecologia, assisti a consultas, na sua maioria dedicadas a patologia do colo e uroginecologia, acompanhei 7 mulheres no internamento e observei 7 cirurgias. Por sua vez, no âmbito da
Obstetrícia assisti a 23 consultas de vigilância, 8 consultas de patologia fetal, 4 consultas de diagnóstico
pré-natal e 3 consultas de apoio a fertilidade. Na enfermaria de obstetrícia (medicina materno-fetal) acompanhei grávidas de risco e no puerpério avaliei mulheres em pós-parto recente. Ainda no âmbito da obstetrícia, pude observar e realizar inúmeras ecografias obstétricas em diferentes idades gestacionais e com diferentes objetivos. Por fim, salientar as sessões clínicas semanais, numa das quais apresentei o tema “Contraceção na
2º feira 3º feira 4º feira 5º feira 6º feira 1º semana (21/1 a 25/1) Enfermaria Ginecologia Consulta Obst. + SUGO SUGO Bloco Ginecologia Bloco Ginecologia 2º semana (28/1 a 1/2) Ecografia Consulta Obst. + SUGO SUGO (*2/2) Bloco Ginecologia SUGO + Bloco Ginecologia 3º semana (4/2 a 8/2) Consulta Ginecologia Consulta Obstetrícia Enfermaria Obstetrícia Consulta Obstetrícia Puerpério 4º semana (11/2 a 15/2) Consulta Patologia fetal Diagnóstico pré-natal Enfermaria Obstetrícia Ecografia Consulta Obstetrícia
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |4 Adolescência”. Para descrição mais detalhada das atividades desenvolvidas no estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia vide o apêndice III.
Saúde Mental
Durante o estágio parcelar de Saúde Mental tinha como objetivos de aprendizagem: 1) aperfeiçoar a capacidade de identificar sintomas de perturbação psiquiátrica, 2) enquadrar estes numa síndrome psiquiátrica, 3) consolidar a abordagem destas síndromes e 4) conhecer os motivos de referenciação para a especialidade de Psiquiatria. Para além destes objetivos, pretendia que este estágio me possibilitasse treinar a entrevista clínica e o exame do estado mental.
Assim, para atingir os objetivos de aprendizagem mencionados estagiei 4 semanas – de 18 de fevereiro a 15 de março de 2019 – na Clínica 5 (pavilhão 21) do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa sobre a tutela do Dr. Marco Gonçalves.
Grande parte do meu estágio decorreu em contexto de internamento. Neste pude vivenciar o dia-a-dia de um médico psiquiatra, isto é, entrevistas clínicas, reuniões familiares, ajustes de terapêutica, documentação legal, entre muitos outros afazeres. Em suma, pude acompanhar vários doentes com patologia psiquiátrica em todas as suas vertentes, biológica, psicológica e social. Assisti, ainda, a consultas de seguimento de doentes com doença psiquiátrica e, ainda, a consultas de sexologia. No atendimento
psiquiátrico de urgência, no Hospital de S. José, pude contactar com emergências psiquiátricas, como as
tentativas de suicídio. Por fim, pude assistir a inúmeras reuniões e sessões clínicas. Conclui o estágio com a apresentação e discussão de uma história clínica. Para descrição mais detalhada das atividades desenvolvidas no estágio parcelar de Saúde Mental vide o apêndice IV.
Medicina Geral e Familiar
Durante o estágio de Medicina Geral e Familiar era pretendido o cumprimento dos seguintes objetivos
de aprendizagem:1) adotar uma abordagem centrada na pessoa; 2) identificar e gerir os problemas de saúde mais frequentes na comunidade; 3) coordenar cuidados de saúde; 4) tomar decisões terapêuticas adequadas; 5) Identificar riscos de saúde em determinados pacientes e famílias e 6) efetuar as medidas preventivas utilizando a evidência científica. Para além destes, e tendo em conta ao meu gosto pela especialidade em questão, estabeleci como objetivos pessoais aperfeiçoar técnicas de comunicação eficaz, explorar a relação médico-doente e conhecer a realidade do dia-a-dia de um médico de Medicina Geral e Familiar.
Com vista alcançar os objetivos pretendidos estagiei 4 semanas – 18 de março a 12 de abril de 2019 – na USF Novo Mirante, sob a tutela do Dr. Punit Naguindas.
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |5 Deste modo, participei ativamente em consultas de intersubstituição, vigilância, planeamento familiar, saúde infantil e saúde materna, num total que perfaz 268 consultas. Destas, maior parte foram conduzidas por mim com supervisão direta e uma quota-parte parte realizada autonomamente com feedback à distância. Destaco, ainda, no contexto do rastreio oncológico a realização de 22 colpocitologias, no âmbito da medicina materna, o acompanhamento de 10 grávidas e, por fim, a vigilância de 24 crianças em contexto de saúde infantil. Durante o estágio tive, ainda, oportunidade de realizar um panfleto sobre a higiene do sono, intitulado “Dormir bem é um sonho?” (cf. anexo 3). Para descrição detalhada dos procedimentos realizados durante o estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar vide o apêndice V.
Pediatria
No estágio de Pediatria era desejado o cumprimento dos seguintes objetivos de aprendizagem: 1) reconhecer as principais patologias da população pediátrica; 2) dominar os princípios gerais da atuação nas doenças mais comuns da criança e adolescente; 3) estabelecer uma comunicação eficaz com a criança/adolescente e respetiva família; 4) reconhecer critérios de gravidade e 5) ser capaz de prescrever os fármacos mais correntes em pediatria.
Para alcançar os objetivos supracitados estagiei 4 semanas – de 22 de abril a 17 de maio de 2019 – no
Hospital Dona Estefânia (HDE) sobre a assistência da Dra. Raquel Santos. Durante o estágio, pude
acompanhar a minha tutora e outros profissionais subespecializados em outras áreas. A planificação diária das atividades encontra-se discriminada na tabela 3.
Tabela 3 – Planificação de atividades do Estágio Parcelar de Pediatria. Os dias assinalados com “---” foram
compensados com horário alargado noutros dias. UCIN: Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, UCIP: Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, UMAD: Unidade Móvel de Apoio Domiciliário
No decorrer do estágio parcelar de Pediatria pude acompanhar a minha tutora no Serviço de Urgência Pediátrico, durante aproximadamente 32 horas, distribuídas por 4 dias, tendo participado na observação de
2º feira 3º feira 4º feira 5º feira 6º feira
1º semana (22/4 a 26/4) Serviço de Urgência --- Consulta Nefrologia Feriado Serviço de Urgência (*11/5) 2º semana (29/4 a 3/5) Serviço de Urgência Internamento Nefrologia Feriado Internamento Nefrologia Internamento Nefrologia Consulta Nefrologia 3º semana (6/5 a 10/5) UCIN Consulta Neurologia Consulta Endocrinologia Internamento Nefrologia Cardiologia Pediátrica Consulta Imunoalergologia Workshop em urgências 4º semana (13/5 a 17/5) UCIP --- Consulta Nefrologia UMAD Seminário Serviço de Urgência Consulta
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |6 28 crianças. Como consta na tabela 3 tive a oportunidade de passar por diversas subespecialidades pediátricas e, por conseguinte, contactar com patologias de vários foros. Deste modo, destaco a passagem pela UCIN, pois dado ao meu interesse pela Obstetrícia, permitiu-me contactar com as patologias que surgem no âmbito do diagnóstico pré-natal e perceber as consequências destas na criança e na sua na família. Saliento, ainda, a possibilidade de acompanhar a Dra. Mafalda Paiva numa saída da UMAD que me fez conhecer a realidade dos cuidados paliativos pediátricos e, por fim, as consultas de nefrologia pediátrica pois além de ter adquirido conhecimentos teóricos nesta área, pude observar a abordagem e gestão do doente crónico, aperceber-me da importância dos diversos profissionais de saúde nesta gestão e constatar a importância da relação estabelecida entre o profissional de saúde, a família e a criança. Quanto às atividades formativas, saliento a participação no “Workshop em Urgências” e a presença nas sessões clínicas hospitalares e nas sessões SOFIA. Por fim, conclui o meu estágio com a apresentação do tema “Intoxicação por Paracetamol” no seminário final organizado pelos alunos de 6º ano. Para descrição mais detalhada das atividades desenvolvidas no estágio parcelar de Pediatria vide o apêndice VI.
Reflexão Crítica Final
Após a explicitação do âmbito da realização deste relatório, a exposição dos objetivos de aprendizagem e a descrição sumária das atividades realizadas em cada um dos estágios parcelares, resta refletir sobre os objetivos atingidos e não atingidos, justificar o seu eventual não cumprimento e, ainda, tecer algumas considerações sobre os estágios parcelares, o estágio profissionalizante per si e o 6º ano do MIM em geral.
Primeiramente, começo por analisar o estágio de parcelar de Cirurgia Geral. Este deu-se de um modo
mais observacional do que desejava possivelmente devido ao excesso de alunos e médicos internos, o que fez com que o estágio perdesse um pouco o seu carácter profissionalizante. No entanto, considero que os objetivos específicos tenham sido globalmente adquiridos. Como aspetos menos positivos destaco o tempo de bloco operatório que me parece excessivo, principalmente porque na quase totalidade dos atos cirúrgicos fui apenas observadora, as técnicas utilizadas são bastantes especificas e as patologias pouco variadas. Por outro lado, o tempo dedicado à pequena cirurgia parece-me diminuto, visto que, no meu entender, esta valência é uma das mais essenciais nesta fase de formação, já que grande parte de nós seguirá formação nos cuidados primários, pelo que conhecer a abordagem e ter o à vontade para tratar pequenos ferimentos, me parece essencial. Concluo, salientando os aspetos mais positivos como seja a disponibilidade para o ensino de todos os profissionais com quem contactei e a passagem pela especialidade de Gastroenterologia, nomeadamente, pela consulta de proctologia em que pude adquirir competências teóricas e, essencialmente, práticas no que concerne a patologia anorretal.
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |7 Seguidamente, no estágio parcelar de Medicina Interna senti-me parte ativa da equipa com responsabilidades próprias e autonomia para exercício das minhas atividades, como era esperado de um estágio com intuito profissionalizante. Considero que os objetivos específicos foram atingidos, com a aquisição de novos conhecimentos e competências e a consolidação sólida de tantos outros. Como aspetos menos positivos, saliento a variedade limitada de patologia observada, tanto pelo elevado tempo de internamento dos doentes, o que não permitia a sua rotação, como pela própria conjuntura de estar integrada num serviço de Cirurgia Vascular. Apesar disso, não considero que este ponto tenha sido limitativo para a minha aprendizagem pois contactei com doentes com múltiplas comorbilidades e patologias crónicas de grande importância clínica. Como ponto mais positivo destaco a atitude pedagógica e a vontade de ensinar do meu tutor. Em suma, este estágio proporcionou-me uma satisfação pessoal e uma realização profissional ímpares neste meu pequeno percurso académico-profissional.
Quanto ao estágio parcelar de Ginecologia e obstetrícia foi-me concedida bastante autonomia e algumas responsabilidades o que me permitiu a aquisição de novas competências e a evolução em tantas outras. Quanto aos objetivos específicos considero que estes foram atingidos na sua generalidade e com o nível de desempenho pretendido. Como aspeto menos positivo saliento o pouco contacto que tive com a patologia mamária, que considero compreensível devido ao facto de existirem na proximidade centros de referência, que diminui o fluxo de doentes com esta patologia para o HSFX. Como aspeto mais positivo não poderia deixar de mencionar a concretização dos meus objetivos pessoais, nomeadamente, a realização de um parto juntamente com o meu tutor que se revelou um momento único de aprendizagem e acima de tudo gratificação pessoal.
Quanto ao estágio de Saúde Mental, este foi menos prático do que gostaria, contudo, tratando-se de uma área sensível e com algumas peculiaridades, compreendo que se trate de um estágio com intuito mais observacional. No entanto, considero que este facto não me tenha limitado na aquisição dos objetivos específicos estabelecidos. Como aspetos menos positivos, destaco a pouca disponibilidade dos profissionais em receber alunos, muitas vezes motivada pelo excesso de médicos internos ou outros alunos, o que faz com que a patologia com a qual contactei fosse mais restrita e limitada do que desejaria. Como aspeto mais positivo saliento o aperfeiçoamento das minhas competências na área da relação interpessoal, da entrevista clínica e da aplicação do modelo biopsicossocial, que me acrescentou muito a nível pessoal e profissional, já que é uma ferramenta essencial a qualquer médico.
O estágio de Medicina Geral e Familiar excedeu as minhas expectativas académicas e pessoais e penso que atingi os objetivos propostos, para isto contribuiu a elevada autonomia que me foi concedida e que me permitiu uma evolução notória num curto espaço de tempo. Mais que evolução teórica de conhecimentos, este estágio permitiu-me adotar outro tipo de abordagem, mais integrada e segundo o modelo
Ana Carolina Barbosa Soares Nogueira |8 biopsicossocial. Concedeu-me, ainda, a oportunidade de desenvolver o meu sentido de raciocínio probabilístico de diagnóstico, pois muitas vezes, neste contexto de prestação de cuidados, os meios complementares são limitados o que torna o diagnóstico muito mais dependente de um bom raciocínio clínico. Senti, ainda, que aperfeiçoei a minha capacidade de comunicação e consegui torná-la mais efetiva através do treino rotineiro dos 7 passos da consulta. Como aspeto menos positivo, saliento somente o facto de não ter evoluído tanto como gostaria na identificação dos recursos existentes na comunidade e que será uma falha a colmatar a curto-prazo.
Por fim, o estágio de Pediatria correspondeu às minhas expectativas. Creio que os objetivos específicos, na sua grande maioria, foram atingidos com o nível de desempenho pretendido. Como aspeto menos positivo saliento o número excessivo de alunos e médicos internos, o que me retirou alguma autonomia e que, por vezes, se tornou um pouco desconfortável principalmente em contexto de consulta. No entanto, compreendo que tal aconteça visto que o Hospital Dona Estefânia é um centro de referência nacional ao nível dos cuidados pediátricos e, ainda, um hospital universitário. Por sua vez, o aspeto mais positivo foi o notável esforço da minha tutora para nos receber de forma a proporcionar a maior aprendizagem possível, fazendo-nos passar pelas diversas valências da pediatria, dando-me liberdade e flexibilidade para guiar o meu próprio ensino de acordo com as minhas fragilidades e preferências.
Após a análise individual de cada estágio parcelar, resta tecer algumas considerações sobre o estágio profissionalizante per si e sobre o 6º ano do MIM. Deste modo, considero que na sua globalidade o estágio profissionalizante serviu o propósito e permitiu-me consolidar e aplicar conhecimentos adquiridos ao longo da formação pré-graduada. Para além disso, através da responsabilização individual e da crescente aquisição de autonomia, este ano permitiu-me uma evolução profissional e pessoal ímpar, além de me dotar de competências essenciais à prática clínica futura. Por outro lado, com a elevada carga horária que este acarretou e com o estudo individual para a Prova Nacional de Seriação (PNS) senti que me envolvi em menos projetos do que desejaria, nomeadamente, na área da investigação clínica, pelo que será algo a trabalhar no futuro. Como atividade extracurricular realizada durante o 6º ano e que será uma mais valia a nível profissional, destaco a participação em Estudos de Mercado (cf. anexo 4), estes permitiram-me fomentar o espírito crítico, melhorar o meu poder de argumentação e a minha capacidade de exposição oral, aptidões que considero importantes na prática da medicina cada vez mais partilhada e multidisciplinar. O 6º ano do MIM foi também um ano de recompensas pelo esforço investido, pelo que durante este ano fui presenteada com o “Prémio de Mérito – PE equidade” (cf. anexo 5) atribuído pela empresa de preparação para a PNS - Perguntas da Especialidade® e, ainda, com uma bolsa de estudo atribuída pela Câmara Municipal de Paredes por me apresentar entre os 15 melhores alunos do município (cf. anexo 6). Em suma, recordarei este ano como o mais trabalhoso e desafiante do meu percurso académico, mas, também, o mais gratificante.
APÊNDICES
Apêndice I : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Cirurgia Geral
Apêndice II : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Medicina Interna
Apêndice III : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
Apêndice IV : Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Saúde Mental
Apêndice V : Lista de Procedimentos – Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar
Apêndice I – Atividades desenvolvidas no Estágio Parcelar de Cirurgia
Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Cirurgia Geral
1) Cirurgias assistidas (n=10)
2) Patologias observadas em contexto de Consulta Externa de Cirurgia Geral (n=41)
3) Doentes observados em contexto de internamento de Cirurgia Geral (n=8)
Nº Cirurgia
2 Ressecção anterior do reto (RAR) via aberta
1 Ressecção anterior do reto (RAR) via laparoscópica
1 Hemicolectomia direita com reconstrução do trânsito intestinal
1 Laparotomia exploradora – deiscência da anastomose cólico-cólica
1 Gravidez ectópica – Equipa de Ginecologia
1 Apendicectomia via laparoscópica
2 Colecistectomia via laparoscópica
1 Hemicolectomia direita + omentectomia + colecistectomia
Nº Patologias
11 Patologia herniária (inguinal, crural, umbilical, incisional) 11 Patologia neoplásica do cólon e reto
8 Patologia benigna da pele/anexos (quistos, lipomas, fibromas, unhas encravadas)
3 Adenomegálias/tumefações – em estudo
3 Patologia hepatobiliar (litíase vesicular)
2 Patologia anorretal (fistula, sinus pilonidal)
2 Apendicite (pós-operatório)
1 Patologia mamária benigna
Sexo, idade Diagnóstico/Intervenção
♀, 26 anos Abcesso retroperitoneal (doença de Chron)
♀, 22 anos Teratoma – excisão por abordagem posterior
♂, 73 anos Oclusão intestinal por neoplasia do reto
♀, 59 anos Ressecção anterior do reto (RAR)
♂, 81 anos Neoplasia do reto alto – RAR + colostomia
♀, 73 anos Hemicolectomia direita
♀, 93 anos Pneumoperitoneu – resseção anastomose ileocólica
Apêndice I – Atividades desenvolvidas no Estágio Parcelar de Cirurgia
4) Técnicas observadas no estágio opcional de Gastroenterologia (n=32)
Nº Técnica
14 Colonoscopia (rastreio, DII, …)
2 Mucosectomia
2 Escleroterapia com polidocanol/laqueação elástica de hemorroidas internas
10 Endoscopia Digestiva alta (varizes esofágicas, mapeamento, dispepsia…)
1 Colocação de PEG
3 CPRE com remoção de cálculos e/ou colocação de prótese
5) Patologias observadas em contexto de Consulta Externa de Gastroenterologia (n=50)
Nº Patologias
11 Patologia anorretal (fistulas, fissuras, doença hemorroidária)
9 Hepatite B e C
8 Patologia do estômago e esófago (disfagia, esófago de Barret, gastrite, pólipos…)
7 Outras (dispepsia, epigastralgia, diarreia, hematoquezias, anemia ferropénica, …)
5 Patologia colorretal benigna (pólipos, adenomas, …)
4 Doença inflamatória intestinal
2 Patologia hepatobiliar maligna (carcinoma hepatocelular)
2 Patologia hepatobiliar benigna (hemangiomas/quistos hepáticos)
2 Doença hepática crónica
6) Reuniões e Sessões Clínicas assistidas
Data Tema Responsável
18/09 “Esomeprazol and Aspirin in Barret´s oesophagus (AspECT):
randomized factorial trial” Gastroenterologia
20/09 “Centros de Referência: cancro do reto; cancro
hepatobiliopancreático – Casos clínicos” Cirurgia Geral
25/09 Apresentação e discussão das palestras assistidas pela assistente em
congressos Gastroenterologia
27/09 “Apresentação de casos clínicos” Pediatria
11/10 “Abcessos na enfermaria de medicina” Medicina Interna
18/10 “Um novo plano para as lesões superficiais do tubo digestivo” Gastroenterologia
19/10 “Cirurgia oncológica do estômago: o crescendo da cirurgia
minimamente invasiva” Cirurgia Geral
20/09 “Normas Gerais sobre Gestão de Risco”
Apêndice II – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Medicina Interna
Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Medicina Interna
1) Doentes observados em Contexto de internamento (n=30)
2) Doentes observados no Serviço de Urgência (n=26)
Nº Diagnóstico Principal
8 Doença arterial periférica (DAP) grave com gangrena
7 Isquémia arterial crónica agudizada dos membros
inferiores
5 Aneurisma da aorta abdominal
2 Pé diabético infetado
4 Isquémia arterial crónica crítica dos membros inferiores
1 Isquémia arterial aguda crítica dos membros inferiores
1 Linfoma cutâneo
1 Abcesso do psoas ilíaco
1 Linfocelo
Nº Diagnósticos Secundários
7 Doença Renal Crónica (5 nefropatia diabética + 2
nefropatia hipertensiva)
6 Diabetes Mellitus
4 Anemia crónica
4 Insuficiência cardíaca congestiva
4 Doença arterial periférica severa
3 Intercorrência infeciosa (pneumonia, cistite, infeção
de stent)
1 Hipertensão arterial de difícil controlo
1 DPOC
1 Fibrilhação auricular (FA)
1 Obesidade mórbida
1 Cardiopatia isquémia
1 Insuficiência respiratória parcial
Nº Diagnóstico
4 Pneumonia Adquirda na Comunidade
2 Traqueobronquite Aguda
3 Enfarte Agudo do Miocárido (EAM)
2 Infeção do trato urinário (ITU)
2 Intoxicação
2 Gastrenterite
1 Acidente Vascular Cerebral (AVC)
1 Tromboembolismo Pulmonar (TEP)
1 Insuficiência cardíaca descompensada
1 Epilepsia estrutural
Apêndice III – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
1) Cirurgias Ginecológicas observadas (n=7)
Idade (anos) Motivo Procedimento 45 Desejo expresso Laqueação tubária via laparoscópica 47 Desejo expresso Laqueação tubária via laparoscópica
45 Pólipo endometrial Histeroscopia com polipectomia e curetagem 37 Desejo expresso Laqueação tubária via laparoscópica
57 Displasia de Alto Grau Conização 51 Espessamento
endometrial Histeroscopia diagnóstica + remoção de DIU intracavitário 46 Menorragias Histerectomia total + anexectomia esquerda + salpingectomia
direita
2) Doentes observadas no internamento de Ginecologia (n=7)
3) Partos assistidos (n=9)
Idade (anos) Diagnóstico
65 Menometrorragias 27 Teratoma/DIP 21 Gravidez Ectópica 45 Menometrorragias 41 Pólipo endometrial 18 Aborto séptico
45 Incontinência urinária de esforço
Idade (anos) Índice Obstétrico Idade Gestacional Tipo de parto 45 0,0,0,0 39s+4d Cesariana 27 0,0,0,0 40s+3d Cesariana
39 0,0,0,0 39s+6d Distócico com ventosa 28 0,0,0,0 39s+0d Distócico com ventosa 37 0,0,0,0 38s Eutócico
21 0,0,0,0 40s Eutócico 36 2,1,3,3 37s+1d Cesariana 36 0,0,0,0 39s+4d Eutócico
Apêndice III – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
4) Doentes observadas na área de admissão do SUGO (n=16)
Idade (anos) Motivo de ida ao SUGO Diagnóstico
26 Dor + perda hemática vaginal Aborto espontâneo 37 Dor + perda hemática vaginal Aborto espontâneo 27 Dor Pós-operatório ninfoplastia
60 Incontinência urinária Pós-op. correção de prolapso de órgãos pélvicos 17 Ausência de batimentos fetais na ecografia do
1ºT do exterior Aborto espontâneo 40 Administração de carboximaltose Anemia ferropénica 25 Corrimento vaginal + coitorragia Vaginose Bacteriana 25 Perda hemática vaginal Ameaça de Aborto 33 Diminuição dos movimentos fetais - 32 Dor pélvica + perda hemática vaginal Ameaça de Aborto 42 Hemorragia uterina anómala Miomas uterinos
30 Reavaliação do bem-estar fetal - 58 Hemorragia uterina anómala Pólipo do endocolo 39 Disúria + polaquiúria Infeção do trato urinário 17 Dor + perda hemática vaginal Aborto espontâneo 39 Contrações uterinas Início de trabalho de parto
5) Grávidas observadas na Consulta de Patologia Fetal (n=8)
Idade (anos) Idade Gestacional Índice Obstétrico Motivo da Consulta
40 17s+2d 0,0,0,0 Sobrinho de 1º grau com Síndrome de Dravet 36 32s+1d 1,0,0,1 Tetralogia de Fallot clássica
34 34s+4d 1,0,2,1 Polihidramnios + dilatação pielocalicial 25 23s+6d 3,0,0,3 Quisto do plexo coróideu
39 24s+5d 1,0,0,1 Rastreio combinado com risco acrescido 32 27s 0,0,1,0 Quisto do plexo coróideu
34 31s+3d 0,1,2,1 Tetralogia de Fallot clássica
Apêndice III – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
6) Grávidas observadas na Consulta Externa de Obstetrícia (n=31)
Idade (anos) Índice Obstétrico Idade Gestacional Motivo de Consulta
27 0,0,0,0 33s+4d Peri-parto
39 1,0,2,1 23s Idade materna avançada 21 0,0,0,0 38s+5d Peri-parto
36 1,0,0,1 38s+2d Peri-parto 33 2,0,0,2 40s Peri-parto
33 3,0,0,3 31s Diabetes gestacional 36 1,0,0,1 35s Anemia
38 1,0,0,1 25s Pré-eclâmpsia em gravidez anterior 37 0,0,0,1 29s+6d Hipertensão, obesidade
43 2,0,1,2 18s+5d Idade materna avançada 19 1,0,2,1 33s+4d Hipotiroidismo
28 0,0,0,0 31s Hipotiroidismo
44 0,0,2,0 32s+1d Idade materna avançada 34 1,0,0,1 38s+1d Contrações uterinas prematuras 41 0,0,0,0 28s+6d Hipertensão crónica
30 1,0,1,1 37s+6d Peri-parto 37 0,0,1,0 37s+3d Peri-parto
35 1,0,0,1 20s+3d Gravidez de risco (idade materna, vaginite) 32 4,0,0,4 29s+6d Restrição do crescimento fetal P5-10 37 0,0,1,0 37s+2d Peri-parto
25 0,0,0,0 10s+4d Ameaça de Aborto
32 1,0,0,1 26s+2d Pequeno para a idade gestacional 31 1,0,0,1 32s+4d Colo uterino curto
Apêndice IV – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Saúde Mental
Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Saúde Mental
1) Doentes observados em contexto de internamento (n=13)
Sexo Idade
(anos) Motivo de internamento Diagnóstico
Antecedentes Psiquiátricos
M 48 Alteração do comportamento e
heteroagressividade Psicose Esquizofrenia
M 29 Alteração do comportamento e alucinações
auditivo-verbais Psicose Doença Bipolar
M 29 Delírio persecutório Psicose tóxica Consumos
M 44 Alteração do comportamento com isolamento
social Psicose Esquizofrenia
F 41 Heteroagressividade e discurso incoerente Psicose Doença Bipolar
F 68 Postura errônea e desorientação na via pública Psicose Perturbação delirante
M 66 Heteroagressividade e delírio de ciúme Alcoolismo crónico + depressão
F 42 Heteroagressividade e ideação homicida Mania Doença Bipolar
F 35 Alteração do comportamento com isolamento social
Perturbação depressiva major
Perturbação da personalidade cluster B
M 37 Alteração do comportamento Psicose Esquizofrenia
F 86 Heteroagressividade Perturbação delirante
M 76 Humor depressivo + delírio persecutório Depressão com sintomas psicóticos
M 36 Heteroagressividade Esquizofrenia Consumos
2) Doentes observados em contexto de atendimento psiquiátrico de urgência (n=5)
Sexo Idade Motivo de ida ao SU Diagnóstico
F 25 Tentativa de suicídio Perturbação depressiva
M 57 Ideação suicida Perturbação depressiva
M 18 Ataque de Pânico Ataque de Pânico
M 39 Receita de benzodiazepina Consumos
Apêndice IV – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Saúde Mental
3) Doentes observados em contexto de consulta externa (n=21)
Sexo Idade
(anos) Tipo de consulta Diagnóstico Antecedentes relevantes
F 57 Subsequente Depressão Ansiedade generalizada
F 76 Subsequente Perturbação Bipolar
F 42 Subsequente Perturbação Bipolar Ansiedade generalizada
M 70 Subsequente Perturbação Bipolar
F 60 Subsequente Esquizofrenia
F 77 Subsequente Perturbação Bipolar
M 40 Subsequente Esquizofrenia
F 34 Subsequente Perturbação Bipolar
F 65 Subsequente Perturbação Bipolar
F 53 Subsequente Défice cognitivo com sintomas
psicóticos Epilepsia
M 29 Primeira Perturbação bipolar Paralisia cerebral; consumos
F 41 Subsequente Depressão grave
F 61 Subsequente Depressão Epilepsia; Défice cognitivo
M 24 Subsequente Ataques de Pânico Perturbação obsessiva-compulsiva
F 22 Subsequente Perturbação do comportamento
Psicose tóxica; Traços obsessivos da personalidade
M 15 Primeira Disforia de Género Ansiedade generalizada
F 16 Subsequente Disforia de Género
F 21 Subsequente Disforia de Género Depressão
M 48 Subsequente Ejaculação precoce
M 24 Primeira Disforia de Género Traços obsessivo-compulsivos da personalidade
Apêndice V – Listagem de Procedimentos realizados no estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar
Lista de Procedimentos – Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar
Procedimento Realizado Observações (quantifique)
Exame Físico Geral
Avaliação do estado mental x 268
Avaliação do estado aparente de saúde x 268
Avaliação do estado nutricional x 188
Avaliação da respiração x 268
Palpação dos pulsos arteriais x 28
Medição da pressão arterial x 254
Inspeção da pele e mucosas x 268
Palpação dos gânglios linfáticos x 18
Cabeça e pescoço
Inspeção dos olhos, nariz, ouvidos e garganta x 12
Palpação da tiroideia x 6
Coluna x 8
Inspeção em repouso e em movimento x 8
Percussão e palpação dos pontos dolorosos x 8
Avaliação da flexão lombar x 4
Tórax
Inspeção, palpação e percussão x 4
Palpação do choque da ponta x 4
Auscultação pulmonar x 260
Auscultação cardíaca x 260
Inspeção e palpação mamária x 4
Abdómen
Inspeção x 62
Auscultação x 62
Percussão e palpação x 62
Pesquisa do Sinal de Blumberg x 12
Pesquisa de macicez móvel
Pesquisa de dor renal x 12
Pesquisa de orifícios herniários
Exame perineal
Inspeção do períneo x 2
Toque rectal x 3
Exame vaginal com espéculo x 26
Inspeção e palpação do pénis e escroto x 1
Exame dos membros
Avaliação do tónus muscular x 6
Inspeção e palpação das articulações x 12
Exame das sensibilidades x 28
Exame da motricidade
Pesquisa de reflexos x 6
Palpação e inspeção do sistema venoso x 12
Sinal de Homans Prova de Trendelenburg
Apêndice V – Listagem de Procedimentos realizados no estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar
Procedimentos diagnósticos
Requisição de exames complementares x 126
Punção venosa
Punção capilar (picada do dedo)
Leitura de Radiografia do tórax x 2
Leitura de Radiografia do abdómen
Eletrocardiograma x 12
Espirometria
Procedimentos terapêuticos
Elaboração de uma receita x 200
Aconselhamento sobre estilo de vida x 268
Prescrição de uma dieta x 8
Injeção subcutânea Injeção intramuscular
Introdução de sonda nasogástrica Introdução de sonda vesical
Anestesia local x 1
Incisão e drenagem de abcesso Limpeza e desbridamento de ferida Sutura de ferida
Remoção de pontos de sutura Penso compressivo
Cuidados nas ostomias Aplicação de clisteres
S. Infantil
Utilizar e interpretar curvas de crescimento x 20
Avaliar o estado vacinal de uma criança x 24
Realizar otoscopia x 6
Rastrear estrabismo Rastrear surdez
S. da Mulher e S. Materna
Consulta e interpretação do BIG x 10
Medição da altura do fundo uterino x 8
Auscultação fetal com Doppler ou Pinard x 8
Colheita para colpocitologia x 22
Exame mamário x 4
Colocação de implante contracetivo x 1
Remoção de implante contracetivo Colocação de DIU
Remoção de DIU
Atividades médico-legais
Emissão de atestado médico x 8
Certificação de incapacidade temporária x 10
Notificação de doenças de declaração obrigatória Emissão de certificado de óbito
Apêndice VI – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Pediatria
Atividades desenvolvidas – Estágio Parcelar de Pediatria
1) Doentes observados no Serviço de Urgência Pediátrico (n=28)
Sexo Idade Motivo de ida ao SU/ Diagnóstico principal
M 6 anos Varicela
F 2 anos Fezes com sangue
M 2 anos Queda com traumatismo dentário
F 2 anos Laringite
M 17 meses Gastroenterite Viral
F 3 anos Gastroenterite Viral
F 3 anos Tosse persistente pós-infeção respiratória
M 10 anos Tosse
F 5 anos Gastroenterite Viral
F 14 anos Intoxicação medicamentosa voluntária
M 12 anos Exacerbação de síndrome nefrótico
F 9 anos Perda de consciência
F 1 mês Estenose hipertrófica do piloro
M 5 anos Suboclusão intestinal em doente com fibrose quistica
F 4 anos Prostração, febre, vómitos e diarreia
M 3 meses Bronquiolite
M 6 meses Otite média aguda
F 5 anos Varicela
F 2 anos Gastroenterite viral
M 4 anos Queda com fratura do antebraço
M 16 meses Gastroenterite viral
F 12 anos Sensação de tontura
M 12 anos Pneumonia atípica
F 14 anos Gastroenterite viral
M 16 anos Abcesso dentário
M 16 anos Epigastralgia
M 5 anos Olho vermelho
Apêndice VI – Atividades Desenvolvidas no Estágio Parcelar de Pediatria
2) Doentes observados na Consulta Externa de Nefrologia Pediátrica (n=10)
Sexo Idade Diagnóstico principal
M 3 anos Válvulas da uretra posterior
F 15 anos Doença renal crónica e síndrome neurocutâneo
M 5 anos Síndrome nefrótica corticorresistente
M 10 anos Síndrome nefrótica corticorresistente
M 9 anos Síndrome nefrótica
M 2 anos Esclerose Tuberosa
M 3 anos Síndrome Juncional
F 16 anos Litíase Renal
M 3 anos Litíase renal incipiente
F 13 anos Nefrite Lúpica
3) Doentes observados na Consulta Externa de Reumatologia Pediátrica (n=3)
Sexo Idade Diagnóstico principal
F 13 anos Lúpus Eritematoso Sistémico
F 12 anos Polimiosite inflamatória juvenil
F 7 anos Síndrome PFAPA
4) Doentes observados na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (n=5)
Sexo Idade Diagnóstico principal
F 1 mês Síndrome polimalformativo com atrésia das coanas
M 2 meses Hidrocefalia + enfarte ocippito-temporal esquerdo
M 18 dias Prematuridade + atrésia do esófago
M 26 dias Estenose hipertrófica do piloro
M 1 mês Prematuridade + enterocolite necrotizante perfurada
5) Doentes observados no internamento de Cardiologia Pediátrica (n=5)
Sexo Idade Diagnóstico principal
F 17 dias Comunicação interventricular
M 3 meses Comunicação interventricular
M 17 anos Miocardite
M 14 anos Insuficiência Cardíaca (status pós-correção de tetralogia de Fallot)
Anexos
Anexo 1 – Certificado de participação no curso TEAM
Anexo 2 – Certificado de participação no “XX congresso anual da APNEP”
Anexo 3 – Panfleto elaborado durante o estágio de Medicina Geral e Familiar
Anexo 4 – Declaração de Participação em Estudos de Mercado
Anexo 5 – “Prémio de Mérito – PE Equidade”