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AMBEV DIVULGA RESULTADO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2005

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resultados do primeiro trimestre de 2005 (1T05). As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto quando indicado o contrário, são apresentadas em Reais nominais, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Os resultados consolidados da AmBev referem-se à soma dos seguintes três segmentos de negócios:

• Brasil (que compreende Cerveja Brasil, Refrigerantes e Nanc – não-alcoólicos e não-carbonatados (RefrigeNanc) no Brasil e Vendas de Malte e Subprodutos);

• América Latina Hispânica (HILA) (que compreende (i) a participação média de 54,8% da AmBev na Quinsa e (ii) as franquias controladas pela AmBev no norte da América Latina (operações “HILA-ex”)); e

• América do Norte (representada pelas operações da Labatt Brewing Company Limited (“Labatt”)). Comparações, exceto quando especificado o contrário, referem-se ao primeiro trimestre de 2004 (1T04).

DESTAQUES OPERACIONAIS E FINANCEIROS



EBITDA consolidado alcançou R$1.451,6 milhões (+62,4%); o EBITDA por ação atingiu R$26,64 (+11,9%).



Sólido crescimento dos volumes e receita líquida por hectolitro nas operações do Brasil; a receita líquida total dessa operação cresceu 21,8%.



Volumes de venda de HILA subiram 11,5%.



Operações da Labatt alcançaram EBITDA de R$207,1 milhões (CAD$95,4 milhões); a margem de EBITDA chegou a 25,2%.



Lucro líquido registrou queda de 52,7%, contabilizando R$144,2 milhões; o lucro líquido por ação recuou 67,4% para R$2,65.

Destaques Financeiros – AmBev Consolidado %

R$ milhões 1T05 1T04 Variação Receita líquida 3.695,6 2.370,5 55,9% Lucro bruto 2.350,3 1.373,3 71,1% EBIT 1.185,3 687,1 72,5% EBITDA 1.451,6 893,6 62,4% Lucro líquido 144,2 305,0 -52,7%

Número de ações em circulação (milhões) 54.499,4 37.532,2 45,2%

LPA (R$/000 ações) 2,65 8,13 -67,4%

As taxas de câmbio médias utilizadas para 1T05 e 1T04 foram de R$2,67/US$ e R$2,89/US$, respectivamente.

O cálculo por ação é baseado nas ações em circulação (total de ações existentes, menos ações em tesouraria). Em 31 de março de 2005 a AmBev tinha 56.277.741.805 ações existentes, das quais 1.778.374.120 estavam em tesouraria.

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Comentários da Administração da AmBev

A AmBev começou o ano de 2005 confiante de que este estava repleto de perspectivas promissoras. Os resultados alcançados no 1T05 confirmam o otimismo da Companhia e mantém o nosso entusiasmo acerca do potencial de crescimento de nossas operações. A AmBev atingiu um sólido crescimento de EBITDA, refletido em todas suas três unidades de negócio.

Nas operações do Brasil, o êxito da recuperação de participação de mercado em 2004 permitiu à Companhia voltar-se uma vez mais ao desenvolvimento de práticas de revenue management. A ampliação dos volumes de distribuição direta (47,6% do volume no Brasil) e o crescimento das marcas premium Bohemia (+23,1%) e Original (+28,4%) confirmam a retomada dessas iniciativas.

A manutenção do forte ritmo de crescimento da Quinsa, juntamente com o alto crescimento dos volumes de Venezuela e Equador, reforçam nossas expectativas sobre o potencial de criação de valor na América Latina Hispânica. Esperamos no 2T05 dar mais um grande passo em nossa expansão pela região, iniciando as vendas de cerveja da AmBev Peru.

Finalmente, a Labatt mantém sólida sua participação de mercado nas vendas domésticas do Canadá, e também a rentabilidade de sua operação. Nosso time canadense segue 100% comprometido com as metas de redução de custos e crescimento de resultado assumidas pela AmBev.

A Companhia vê à sua frente uma tremenda gama de oportunidades, e todos nós comprometemo-nos a dar o máximo de si para assegurar que todo esse potencial de crescimento converta-se efetivamente em valor para nossos acionistas.

DESEMPENHO OPERACIONAL POR SEGMENTO DE NEGÓCIO

Os gráficos a seguir demonstram a contribuição de cada segmento de negócios nos resultados consolidados da AmBev.

Receita Líquida EBITDA

Brasil 62,9% HILA 14,9% América do Norte 22,2% Brasil 73,4% HILA 12,3% América do Norte 14,3%

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Brasil

Resultado Brasil Cerveja RefrigeNanc Outros Total

R$ milhões 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var.

Volume ('000 HL) 14.905 13.200 12,9% 4.755 4.635 2,6% 19.660 17.835 10,2% Receita Líquida 1.915,4 1.533,6 24,9% 388,4 342,0 13,6% 20,6 32,9 -37,3% 2.324,4 1.908,4 21,8% Receita Líquida / HL 128,5 116,2 10,6% 81,7 73,8 10,7% 118,2 107,0 10,5% CPV (601,0) (564,1) 6,5% (209,3) (205,6) 1,8% (5,0) (19,9) -75,1% (815,3) (789,6) 3,3% CPV / HL (40,3) (42,7) -5,6% (44,0) (44,4) -0,8% (41,5) (44,3) -6,3% Lucro Bruto 1.314,3 969,5 35,6% 179,1 136,4 31,3% 15,6 12,9 20,9% 1.509,1 1.118,8 34,9% Margem Bruta 68,6% 63,2% 540 bps 46,1% 39,9% 620 bps 75,9% 39,4% 3650 bps 64,9% 58,6% 630 bps SG&A (508,7) (459,5) 10,7% (91,1) (87,5) 4,2% (0,8) (0,7) 22,5% (600,7) (547,6) 9,7% % da Receita Líq. 26,6% 30,0% -340 bps 23,5% 25,6% -210 bps 4,0% 2,1% 200 bps 25,8% 28,7% -290 bps EBIT 805,6 510,0 58,0% 88,0 48,9 79,9% 14,8 12,3 20,9% 908,4 571,2 59,0% Margem de EBIT 42,1% 33,3% 880 bps 22,7% 14,3% 830 bps 71,9% 37,3% 3460 bps 39,1% 29,9% 920 bps EBITDA 929,1 641,9 44,7% 122,0 84,0 45,2% 14,8 12,3 20,9% 1.065,9 738,2 44,4% Margem de EBITDA 48,5% 41,9% 660 bps 31,4% 24,6% 680 bps 71,9% 37,3% 3460 bps 45,9% 38,7% 720 bps Cerveja Brasil Receita Líquida

A receita líquida da operação Cerveja Brasil alcançou R$1.915,4 milhões no 1T05, crescendo 24,9%. Esse aumento foi conseqüência tanto de maiores volumes de venda quanto de uma receita por hectolitro mais alta.

Os volumes de venda de cerveja, conforme já previamente publicado pela Companhia, cresceram 12,9%. Esse resultado reflete o crescimento do mercado brasileiro (de 7,3%, segundo a ACNielsen) e a maior participação de mercado da AmBev (mar/05: 67,6%; mar/04: 65,0%).

A receita por hectolitro de cerveja chegou a R$128,5, 10,6% superior ao 1T04 e 4,6% superior ao 4T04. Os principais fatores explicando esse aumento foram os diversos reposicionamentos de preço efetuados ao longo de 2004, bem como o reajuste mais generalizado (em média de 5%) implementado no último mês de dezembro.

Faz-se importante ressaltar, entretanto, que também outras alavancas de revenue management contribuíram para o crescimento da receita média no trimestre. Tendo a Companhia cumprido no 4T04 seu compromisso de retornar à faixa de 67% a 70% de participação de mercado, esta pôde no 1T05 voltar novamente sua atenção às importantes alavancas de rentabilização de sua operação. O foco renovado nas tradicionais atividades de revenue management da AmBev permitiu o aumento do canal de distribuição direta no mix de vendas (1T05: 44,8%; 1T04: 37,9%; 4T04: 44,3%) e a retomada de crescimento do segmento premium, com destaque para os maiores volumes das marcas Bohemia (+23,1%) e Original (+28,4%).

Custo dos Produtos Vendidos (CPV)

O CPV da operação de Cerveja Brasil contabilizou R$601,0 milhões no 1T05, 6,5% superior ao ano passado. O efeito composto de (i) maiores volumes de venda; (ii) a maior eficiência alcançada nas linhas de produção; (iii) um mix de produtos com maior participação de envases retornáveis; e (iv) o carry over do

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Lucro Bruto

O lucro bruto do segmento Cerveja Brasil aumentou 35,6% somando R$1.314,3 milhões. A margem bruta foi de 68,6%, um aumento de 540 pontos base.

Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A)

As despesas com SG&A de Cerveja Brasil acumularam R$508,7 milhões, 10,7% mais altas em relação ao 1T04.

As despesas com vendas e marketing somaram R$163,6 milhões, crescendo 2,3%. Esse resultado é significativamente inferior à inflação acumulada nos últimos 12 meses, reforçando a expectativa da Companhia de gastos com vendas e marketing estáveis em termos nominais. Entretanto, embora o nível de gastos não tenha subido, a Companhia continua investindo na saúde de suas marcas, e está bastante entusiasmada com os indicadores mais recentes provenientes de suas pesquisas.

As despesas com distribuição direta atingiram R$166,6 milhões (+21,1%) no 1T05, resultado do maior volume de vendas da AmBev e do aumento da participação da distribuição direta no mix de vendas. Os maiores volumes, entretanto, levaram a uma queda de 9,4% nos gastos com distribuição direta por hectolitro (1T05: R$24,9; 1T04: R$27,5).

As despesas administrativas de Cerveja Brasil totalizaram no 1T05 R$95,1 milhões, um aumento de 10,8%. Os principais componentes para o crescimento das despesas administrativas foram maiores gastos incorridos nos centros corporativos da AmBev e também uma série de despesas relacionadas a projetos em andamento.

As despesas com depreciação e amortização ligadas a SG&A cresceram 9,5%, acumulando R$83,4 milhões. EBIT e EBITDA

O EBIT de Cerveja Brasil cresceu 58,0%, atingindo R$805,6 milhões. A margem de EBIT ampliou-se em 880 pontos base, chegando a 42,1%.

O EBITDA de Cerveja Brasil acumulou R$929,1 milhões (+44,7%), e a margem sobre a receita líquida ficou em 48,5% (+660 pontos base).

RefrigeNanc

Receita Líquida

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CPV

O CPV de Refrigenanc alcançou no 1T05 R$209,3 milhões (+1,8%). O crescimento dos volumes de vendas, a maior eficiência alcançada nas linhas de produção e o carry over do hedge de matéria-prima feito para aquisição de insumos ao longo do 4T04 compensaram os maiores preços de resina PET, alumínio e açúcar, viabilizando uma queda de 0,8% no CPV por hectolitro (1T05: R$44,0; 1T04: R$44,4). Entretanto, comparado ao 4T04 (R$41,4), o CPV por hectolitro sofreu um aumento de 6,3%.

Lucro Bruto

O lucro bruto aumentou 31,3% para R$179,1 milhões; a margem bruta aumentou 620 pontos-base, para 46,1%.

Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A)

A operação de Refrigenanc somou R$91,1 milhões em despesas com SG&A no 1T05, 4,2% superiores ao mesmo período do ano anterior.

Despesas com vendas e marketing cresceram 8,1%, acumulando R$24,1 milhões. De acordo com o antecipado pela Companhia, o crescimento dos gastos com promoção dos produtos apresentou um crescimento acima da inflação. A AmBev aposta no segmento de não alcoólicos como uma importante fonte de crescimento no longo prazo, e permanecerá sempre atenta à preservação e ao desenvolvimento da saúde de suas marcas, incluindo as marcas do portfolio PepsiCo.

Despesas com distribuição direta alcançaram R$36,9 milhões (+4,9%), resultado do crescimento de 9,7% dos volumes vendidos pela estrutura própria da Companhia. O efeito dos maiores volumes foi parcialmente compensado por uma queda de 4,3% no gasto de distribuição direta por hectolitro.

As despesas administrativas de Refrigenanc totalizaram R$3,7 milhões (+9,6%). A principal causa explicando o aumento foi a alocação para o negócio de Refrigenanc de parte dos maiores gastos incorridos no escritório central da AmBev e também de uma série de despesas relacionadas a projetos em andamento Companhia.

As despesas com depreciação e amortização ligadas a SG&A caíram 0,7%, acumulando R$26,6 milhões. EBIT e EBITDA

O EBIT de Refrigenanc atingiu R$88,0 milhões, representando um crescimento substancial de 79,9%. A margem de EBIT cresceu 830 pontos base, chegando a 22,7%.

O EBITDA de Refrigenanc acumulou R$122,0 milhões (+45,2%), e sua margem ampliou-se em 680 pontos base, ficando em 31,4%

Vendas de Malte e Subprodutos

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América Latina Hispânica – HILA

HILA atingiu no 1T05 um EBITDA de R$178,6 milhões (crescimento de 15,0%), representando 12,3% do EBITDA consolidado da AmBev. O excelente desempenho de Quinsa foi o principal responsável pelo resultado alcançado.

Resultado HILA Cons. Quinsa HILA-ex Total

R$ milhões 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var.

Volume1 ('000 HL) 6.861 6.175 11,1% 1.505 1.325 13,6% 8.366 7.500 11,5% Receita Líquida 364,9 305,3 19,5% 184,9 156,8 17,9% 549,8 462,1 19,0% Receita Líquida / HL 97,0 98,6 -1,6% 122,8 118,4 3,8% 104,4 104,5 -0,1% CPV (144,0) (123,7) 16,4% (94,6) (84,0) 12,6% (238,6) (207,6) 14,9% CPV / HL (38,3) (39,9) -4,1% (62,8) (63,4) -0,9% (45,3) (47,0) -3,5% Lucro Bruto 220,9 181,7 21,6% 90,3 72,8 24,0% 311,2 254,5 22,3% Margem Bruta 60,5% 59,5% 100 bps 48,8% 46,4% 240 bps 56,6% 55,1% 150 bps SG&A (81,8) (74,9) 9,3% (101,0) (63,7) 58,6% (182,8) (138,5) 32,0% % da Receita Líq. 22,4% 24,5% -210 bps 54,6% 40,6% 1400 bps 33,3% 30,0% 330 bps EBIT 139,1 106,8 30,2% (10,7) 9,1 NM 128,4 115,9 10,7% Margem de EBIT 38,1% 35,0% 310 bps -5,8% 5,8% -1160 bps 23,4% 25,1% -170 bps EBITDA 171,0 134,1 27,5% 7,7 21,2 -63,9% 178,6 155,4 15,0% Margem de EBITDA 46,9% 43,9% 290 bps 4,1% 13,5% -940 bps 32,5% 33,6% -110 bps 1

O volume corresponde ao total de vendas da Quinsa. No entanto, Receita Líquida, Lucro Bruto e EBITDA são proporcionais à participação média econômica da AmBev na Quinsa (1T05: 54,8%; 1T04: 50,2%).

Quinsa

A participação de 54,8% de AmBev em Quinsa gerou para a Companhia no 1T05 um EBITDA de R$171,0 milhões, 27,5% superior ao alcançado no 1T04. O crescimento da operação de cerveja na Argentina e a maior participação da AmBev em Quinsa foram os principais fatores que levaram a esse resultado.

Resultado Quinsa Cerveja Refrigerantes Total

R$ milhões 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var.

Volume1 ('000 HL) 4.763 4.446 7,1% 2.098 1.729 21,3% 6.861 6.175 11,1% Receita Líquida 280,6 238,1 17,9% 84,2 67,3 25,2% 364,9 305,3 19,5% Receita Líquida / HL 107,5 106,8 0,7% 73,3 77,5 -5,5% 97,0 98,6 -1,6% CPV (88,2) (80,8) 9,1% (55,8) (42,9) 30,2% (144,0) (123,7) 16,4% CPV / HL (33,8) (36,2) -6,8% (48,5) (49,4) -1,8% (38,3) (39,9) -4,1% Lucro Bruto 192,5 157,3 22,4% 28,4 24,4 16,5% 220,9 181,7 21,6% Margem Bruta 68,6% 66,1% 250 bps 33,7% 36,3% -250 bps 60,5% 59,5% 100 bps SG&A (62,8) (57,9) 8,4% (19,0) (17,0) 12,1% (81,8) (74,9) 9,3% % da Receita Líq. 22,4% 24,3% -190 bps 22,6% 25,2% -260 bps 22,4% 24,5% -210 bps EBIT 129,7 99,4 30,5% 9,4 7,4 26,6% 139,1 106,8 30,2% Margem de EBIT 46,2% 41,7% 450 bps 11,2% 11,1% 10 bps 38,1% 35,0% 310 bps EBITDA 156,2 122,3 27,7% 14,8 11,8 24,7% 171,0 134,1 27,5% Margem de EBITDA 55,7% 51,4% 430 bps 17,5% 17,6% -10 bps 46,9% 43,9% 290 bps 1

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Quinsa Cerveja

As operações de cerveja da Quinsa registraram um EBITDA de R$156,2 milhões no 1T05, crescendo 27,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além da maior participação da AmBev no capital da Quinsa, uma série de fatores operacionais contribuiu para a melhor performance em 2005. Entre eles destacam-se: (i) o crescimento dos volumes de venda, principalmente na Argentina (+5,7%), e no Paraguai (10,7%); e (ii) o reajuste de preços em moeda local em várias das operações, ajudando a compensar a valorização do real frente às moedas dos países onde a Quinsa opera.

Quinsa Refrigerantes

As operações de refrigerantes da Quinsa na Argentina e no Uruguai alcançaram no 1T05 um EBITDA de R$14,8 milhões, crescendo 24,7% em relação ao 1T04. Além da maior participação da AmBev no capital da Quinsa, os maiores volumes de venda na Argentina (21,5%) e no Uruguai (19,4%) contribuíram para o resultado alcançado. Destaca-se, no entanto, que mesmo com o crescimento de receita houve queda nas margens bruta e de EBITDA da operação de refrigerantes, causada por maiores custos de produção e despesas operacionais.

HILA-ex Quinsa

As operações da AmBev no norte da América Latina (HILA-ex) geraram R$7,7 milhões em EBITDA no 1T05, 63,9% menos do que no 1T04. Essa queda foi gerada, principalmente, pelo investimento na implantação de sistemas de distribuição e melhores práticas da AmBev no Peru, Equador e Republica Dominicana, assim como o investimento no lançamento de Brahma no Equador.

Resultado HILA-ex Cerveja Refrigerantes Total

R$ milhões 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var. 1T05 1T04 Var.

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HILA-ex Cerveja

As operações de cerveja de HILA-ex registraram um EBITDA negativo de R$6,3 milhões frente a um resultado positivo de R$8,6 milhões no 1T04. As variações negativas concentraram-se em sua maior parte na operação da América Central, principalmente na Guatemala. A combinação de mudanças no sistema de tributação, queda nos volumes do mercado e a comparação de um período de lançamento versus um período em regime, com maior competição imposta pelo concorrente local, causaram queda de volumes e da receita por hectolitro da Cerveceria Rio, braço da AmBev naquela região. Entretanto, os indicadores de saúde de nossa marca Brahva, assim como sua participação de mercado, mantêm a AmBev confiante no potencial de crescimento da operação da América Central.

Já na Pacto Andino, a performance da AmBev no 1T05 foi muito positiva. As operações da Venezuela e do Equador alcançaram um forte aumento de volume (Venezuela (+33,6%), Equador (128,9%)), comprovando os méritos do foco da AmBev nessa região. Juntamente com o aumento de participação de mercado, a Companhia mantém seu compromisso de construção de franquias fortes da marca Brahma e do desenvolvimento da rentabilidade dessas operações.

HILA-ex Refrigerantes

O EBITDA das operações de refrigerantes de HILA-ex apresentou um crescimento no 1T05 de 11,0%, atingindo R$14,0 milhões. Esse resultado, entretanto, não reflete crescimento orgânico, mas a consolidação de três meses de resultado da Embotelladora Dominicana (Embodom), braço da AmBev na República Dominicana, contra apenas um mês de consolidação no 1T04. Ambas operações de refrigerantes, no Peru e na República Dominicana, enfrentaram mercados em queda no 1T05.

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América do Norte

A Labatt, braço da AmBev na América do Norte, teve uma performance bastante positiva no 1T05, alcançando um EBITDA de R$207,1 milhões. O bom resultado da operação se reflete na estabilidade de sua participação no competitivo mercado doméstico canadense, em torno de 42% (mar/05: 41,7%), assim como no forte compromisso do time da Labatt em perseguir as metas de redução de custos e de crescimento dos resultados implícitas nos laudos de avaliação daquela Companhia.

Resultado Labatt R$ milhões 1T05 Volume ('000 HL) 2.042 Doméstico 1.731 Exportações 310 Receita Líquida 821,5 Receita Líquida / HL 402,4 CPV (291,4) CPV / HL (142,7) Lucro Bruto 530,0 Margem Bruta 64,5% SG&A (381,5) % da Receita Líq. 46,4% EBIT 148,5 Margem de EBIT 18,1% EBITDA 207,1 Margem de EBITDA 25,2%

O progresso das iniciativas postas em prática no Canadá segue dentro do cronograma esperado, e a AmBev continua entusiasmada com as perspectivas de crescimento do resultado da Labatt. Entre os avanços mais importantes, destacam-se a implementação do Orçamento Base Zero, ferramenta fundamental para um rígido controle de despesas, e o estabelecimento de um novo sistema de remuneração variável na Labatt, bastante similar àquele já em prática na América Latina. Esse novo sistema de remuneração vincula o pagamento de bônus ao cumprimento de metas operacionais de crescimento de resultado. Estas, por sua vez, são desdobradas em forma de cascata através de todos os níveis da organização, garantindo o comprometimento de todos na busca pelo crescimento dos lucros.

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Resultados 1T05

Em relação aos resultados da Labatt no 1T05, a AmBev preparou para finalidade de comparação um conjunto não auditado de informações referente aos resultados do 1T04. A evolução da performance da Companhia, medida em dólares canadenses (CAD$), é apresentada na tabela a seguir. Para fins de referência, a cotação do dólar canadense em 31 de março de 2005 foi de CAD$1,00 / R$2,21 (31 de março de 2004: CAD$1,00 / R$2,22). A cotação média para o 1T05 foi de CAD$1,00 / R$2,18 (1T04: CAD$1,00 / R$2,20). Destaca-se, todavia, que em função da consolidação mensal dos resultados da Labatt, não se deve assumir que a conversão dos valores de dólares canadenses em reais seja possível por meio dessas cotações.

Resultado Labatt

CAD$ milhões 1T05 1T041 Var.

Volume ('000 HL) 2.042 2.220 -8,0% Doméstico 1.731 1.733 -0,1% Exportações 310 488 -36,3% Receita Líquida 381,7 383,6 -0,5% Receita Líquida / HL 187,0 172,8 8,2% Doméstica 209,3 202,2 3,5% Exportações 62,2 68,0 -8,6% CPV (135,6) (152,2) -10,9% CPV / HL (66,4) (68,5) -3,1% Lucro Bruto 246,1 231,4 6,4% Margem Bruta 64,5% 60,3% 410 bps SG&A (178,0) (185,2) -3,9% % da Receita Líq. 46,6% 48,3% -170 bps EBIT 68,1 46,2 47,4% Margem de EBIT 17,8% 12,0% 580 bps EBITDA 95,4 72,1 32,2% Margem de EBITDA 25,0% 18,8% 620 bps 1 Não auditado Receita Líquida

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CPV

O CPV da Labatt acumulou CAD$135,6 milhões no 1T05, 10,9% a menos do que no mesmo trimestre do ano anterior. A redução do CPV mais acentuada do que a queda dos volumes foi conseqüência de um CPV por hectolitro 3,1% mais baixo em relação ao 1T04. A queda no CPV por hectolitro resultou de menores custos de aquisição de malte e da apreciação do dólar canadense frente ao dólar americano, reduzindo os preços em moeda local de alguns dos insumos comprados pela Labatt.

Lucro Bruto

O lucro bruto aumentou 6,4%, somando CAD$246,1 milhões; a margem bruta se expandiu 410 pontos-base para 64,5%.

Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A)

As despesas com SG&A da Labatt caíram 3,9% no 1T05, somando CAD$178,0 milhões. Esse montante foi composto pelos seguintes gastos, apresentados juntamente com sua variação no período:

- Vendas e marketing : CAD$127,7 milhões (-4,8%) - Distribuição direta: CAD$8,5 milhões (-5,0%) - Administrativos: CAD$32,9 milhões (-7,7%)

- Depreciação & Amortização: CAD$8,8 milhões (+38,9%)

A principal razão explicando a queda das despesas com SG&A foi a postergação de certos gastos relacionados a campanhas promocionais. Entretanto, parte da redução nas despesas também demonstra os primeiros resultados da implementação do Orçamento Base Zero.

EBIT e EBITDA

O EBIT da Labatt cresceu 47,4% no 1T05, atingindo CAD$68,1 milhões. A margem de EBIT sobre a receita líquida ampliou-se em 580 pontos base, ficando em 17,8%.

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AMBEV – RESULTADOS CONSOLIDADOS

Resultados Consolidados: A combinação das operações da AmBev nas unidades de negócio Brasil, HILA e América do Norte resultam em nossas demonstrações financeiras consolidadas.

Receita Líquida

A receita líquida da AmBev atingiu R$3.695,6 milhões, crescendo 55,9%. Brasil

As operações no Brasil representaram no 1T05 62,9% da receita líquida consolidada da AmBev, totalizando R$2.324,4 milhões (crescimento de 21,8%). A operação de cerveja contribuiu com R$1.915,4 milhões (crescimento de 24,9%), enquanto o negócio de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas e Não Carbonatadas (Refrigenanc) alcançou uma receita líquida de R$388,4 milhões (crescimento de 13,6%); a operação de venda de malte e subprodutos gerou uma receita líquida de R$20,6 milhões (queda de 37,3%).

O crescimento da receita das vendas de cerveja foi conseqüência de um aumento de 12,9% do volume de vendas e de 10,6% da receita líquida por hectolitro (HL) (1T05: R$128,5; 1T04: R$116,2). O aumento do volume de vendas foi explicado pelo crescimento do mercado (7,3%, segundo a ACNielsen) e pela maior participação da AmBev nas vendas de cerveja (mar/05: 67,6%; mar/04; 65,0%). Já o aumento da receita líquida foi alcançado graças a pequenos reposicionamentos de preço realizados ao longo de 2004, assim como a um processo mais acentuado de reajuste implementado durante o último mês de dezembro (aumento médio de preços de 5%).

O crescimento da receita de refrigenanc foi viabilizado por um aumento de 2,6% do volume de vendas e de 10,7% da receita líquida por HL. O aumento do volume de vendas foi inferior àquele registrado pela ACNielsen para o mercado, de 3,7%, denotando a perda de participação nas vendas sofrida pela Companhia (mar/05: 16,3%; mar/04: 17,2%). No caso do aumento da receita líquida por HL, este foi resultado de uma série de reposicionamentos de preço implementados pela AmBev ao longo de 2004 e princípio de 2005, os quais foram realizados cuidadosamente por região, marca, embalagem e canal de distribuição.

América Latina Hispânica – HILA

As operações da AmBev integrantes da divisão América Latina Hispânica, ou HILA, representaram no 1T05 14,9% da receita líquida consolidada da Companhia, totalizando R$549,8 milhões (crescimento de 19,0%). A participação de 54,8% da AmBev na Quinsa contribuiu com R$364,9 milhões (crescimento de 19,5%), enquanto as operações da Companhia no norte da América Latina contabilizaram uma receita líquida de R$184,9 milhões (crescimento de 17,9%).

O crescimento da receita líquida gerada pela participação da AmBev em Quinsa foi alcançado através (i) da maior participação da AmBev no capital da Quinsa (mar/05: 54,8%; mar/04: 50,2%), (ii) do crescimento nos volumes de venda (7,1% em cerveja e 21,3% em refrigerantes) e (iii) do aumento da receita líquida por HL de cerveja em moeda local em algumas das operações da Quinsa, notadamente na Argentina, o qual compensou parcialmente a valorização do real perante as moedas dos países onde a Quinsa opera.

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contribuíram para o aumento das vendas foram a Venezuela (crescimento de volume de 33,6%) e Equador (volume do 1T05 foi mais de duas vezes superior ao volume do 1T04, comprovando o sucesso do lançamento de Brahma nesse país). Além do crescimento orgânico das vendas, a consolidação de três meses de resultado da Embotelladora Dominicana (Embodom), comparada à de apenas um mês (março) no 1T04, também contribuiu para o crescimento da receita líquida.

América do Norte

A operação da AmBev na América do Norte, através da Labatt Brewing Company Limited (Labatt), representou no 1T05 22,2% da receita líquida consolidada, totalizando R$821,5 milhões.

A performance da receita líquida da Labatt em dólares canadenses resultou em uma queda de 0,5%. Essa queda foi conseqüência de uma redução dos volumes de venda de 8,0%, parcialmente compensada pelo aumento de 8,2% da receita por HL (1T05: CAD$187,0; 1T04: CAD$172,8). A queda no volume de vendas foi resultado de uma performance estável no mercado doméstico, enquanto o volume de vendas exportado para os Estados Unidos caiu 36,3%. A redução dos volumes exportados foi explicada pela descontinuação de um acordo de envase da Labatt com uma cervejaria nos Estados Unidos e pela queda de 23,2% dos volumes de marcas da Labatt exportadas para a InBev USA. O aumento de 8,2% da receita por HL foi conseqüência de (i) um aumento de 3,5% na receita por HL das vendas domésticas (1T05: CAD$209,3; 1T04: CAD$202,2), (ii) uma queda de 8,6% na receita por HL das exportações para os Estados Unidos (1T05: CAD$62,2; 1T04: CAD$68,0), e (iii) por um aumento substancial da participação das vendas domésticas no mix de vendas da Labatt (1T05: 84,8%; 1T04: 78,0%).

Custo dos Produtos Vendidos (CPV)

O CPV da AmBev contabilizou R$1.345,3 milhões, um crescimento de 34,9%. Brasil

O CPV das operações no Brasil totalizou R$815,3 milhões (crescimento de 3,3%), representando 60,6% do CPV consolidado da AmBev. A operação de cerveja registrou um CPV de R$601,0 milhões (crescimento de 6,5%), o negócio de Refrigenanc R$209,3 milhões (crescimento de 1,8%), e a operação de venda de malte e subprodutos R$5,0 milhões (queda de 75,1%).

A evolução do CPV da operação de cerveja foi explicado pelo crescimento de 12,9% do volume de vendas e pela redução de 5,6% no CPV por HL (1T05:R$40,3; 1T04: R$42,7). A maior diluição de custos fixos, conseqüência do aumento do volume de vendas, ganhos de eficiência nas linhas de produção e o carry over do hedge do 4T04 mais do que compensaram a pressão inflacionária provocada pelos maiores preços de alumínio.

O aumento de 1,8% no CPV de refrigenanc foi resultado do crescimento de 2,6% do volume de vendas e da queda de 0,8% do CPV por HL (1T05: R$44,0; 1T04: R$44,4). A maior diluição de custos fixos, conseqüência do aumento do volume de vendas, ganhos de eficiência nas linhas de produção, e o carry over do hedge do 4T04 mais do que compensaram a pressão inflacionária provocada pelos maiores preços de alumínio e de resina PET.

América Latina Hispânica – HILA

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R$144,0 milhões (crescimento de 16,4%), enquanto as operações da Companhia no norte da América Latina registraram R$94,6 milhões (crescimento de 12,6%).

O aumento do CPV contabilizado em função da participação da AmBev em Quinsa foi explicado (i) pela maior participação da AmBev no capital da Quinsa, (ii) pelo aumento do volume de vendas, (iii) pelo aumento de 6,6% do CPV por HL da Quinsa contabilizado em dólares americanos (1T05: US$14,6; 1T04: US$13,7), e (iv) pela desvalorização de 7,8% do dólar americano frente ao real (1T05: R$2,67; 1T04: R$2,89).

O aumento do CPV gerado pelas operações da AmBev no norte da América Latina foi conseqüência do crescimento do volume de vendas e da praticamente manutenção do CPV por HL desse conjunto de operações.

América do Norte

O CPV registrado na Labatt no 1T05 representou 21,7% do CPV consolidado da AmBev, totalizando R$291,4 milhões.

Comparado ao 1T04, o CPV da Labatt apresentou uma queda de 10,9%. Essa queda foi resultado da redução de 8,0% nos volumes de venda e de 3,1% no CPV por HL (1T05: CAD$66,4; 1T04: CAD$68,5).

Lucro Bruto

A tabela abaixo demonstra o detalhamento do lucro bruto por unidade de negócios, assim como as respectivas margens e taxas de variação. Destaca-se a expansão de 570 pontos base alcançada na margem de contribuição consolidada, a qual chegou a 63,6%.

1T05 1T04

R$ milhões % Part. Margem R$ milhões % Part. Margem

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Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A)

Os gastos com SG&A da AmBev no 1T05 totalizaram R$1.165,0 milhões, apresentando um aumento de 69,8%.

Brasil

Os gastos com SG&A das operações no Brasil totalizaram R$600,7 milhões (crescimento de 9,7%), representando 51,6% dos gastos com SG&A consolidados da AmBev. A operação de cerveja acumulou gastos com SG&A de R$508,7 milhões (crescimento de 10,7%), o negócio de Refrigenanc R$91,1 milhões (crescimento de 4,2%), e a operação de venda de malte e subprodutos R$0,8 milhão (crescimento de 22,5%).

Os gastos com SG&A da operação de cerveja foram compostos por (i) R$163,6 milhões em Vendas & Marketing (crescimento de 2,3%), (ii) R$166,6 milhões em distribuição direta (crescimento de 21,1%), (iii) R$95,1 milhões em despesas administrativas (crescimento de 10,8%), e (iv) R$83,4 milhões em Depreciação & Amortização (crescimento de 9,5%).

A evolução dos gastos com Vendas & Marketing voltados para a operação de cerveja permaneceu em linha com o guidance dado pela Companhia, de manutenção em termos nominais. O montante desses gastos representa a quantia necessária (i) para a preservação e desenvolvimento da saúde das marcas da AmBev, bem como (ii) para a execução dos programas de trade marketing da Companhia, dedicados à excelência na atenção aos pontos de venda.

O aumento dos gastos com distribuição direta de cerveja foi conseqüência do aumento de 33,7% do volume vendido através do sistema de distribuição próprio da AmBev, parcialmente compensado pela redução de 9,4% no custo de distribuição por HL. Essa queda foi alcançada graças à maior diluição dos gastos fixos da operação de vendas e distribuição.

Os gastos com SG&A do negócio de refrigenanc foram compostos por (i) R$24,1 milhões em Vendas & Marketing (crescimento de 8,1%), (ii) R$36,9 milhões em distribuição direta (crescimento de 4,9%), (iii) R$3,7 milhões em despesas administrativas (crescimento de 9,6%), e (iv) R$26,6 milhões em Depreciação & Amortização (queda de 0,7%).

O crescimento dos gastos com Vendas & Marketing voltados para refrigenanc representaram o compromisso da AmBev em fortalecer suas marcas nesse segmento, visando o estabelecimento de bases sólidas que permitam a expansão de sua participação de mercado. O aumento da rentabilidade alcançado em refrigenanc criou um ciclo virtuoso, no qual os maiores resultados alcançados incentivam um maior reinvestimento no negócio, buscando-se maximizar seu potencial de criação de valor no longo prazo.

O aumento dos gastos com distribuição direta de refrigenanc foi conseqüência do aumento de 9,7% do volume vendido através do sistema de distribuição próprio da AmBev, parcialmente compensado pela redução de 4,3% no custo de distribuição por HL. Essa queda foi alcançada graças à maior diluição dos gastos fixos da operação de vendas e distribuição.

O aumento dos gastos administrativos na operação do Brasil (consolidado das operações de cerveja, refrigenanc e venda de malte e subprodutos) foi explicado em sua maior parte pelos maiores gastos incorridos nos centros corporativos da AmBev e também uma série de despesas relacionadas a projetos em andamento.

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América Latina Hispânica – HILA

Os gastos com SG&A da unidade de negócios HILA representou no 1T05 15,7% dos gastos com SG&A consolidados, acumulando R$182,8 milhões (crescimento de 32,0%). A participação de 54,8% da AmBev na Quinsa contabilizou gastos de SG&A de R$81,8 milhões (crescimento de 9,3%), enquanto as operações da Companhia no norte da América Latina registraram R$101,0 milhões (crescimento de 58,6%).

O aumento dos gastos com SG&A contabilizados por conta da participação da AmBev em Quinsa foi resultada da combinação (i) da maior participação da AmBev no capital de Quinsa; (ii) dos maiores recursos em dólares americanos investidos pela Quinsa na saúde de suas marcas; e (iii) pela desvalorização de 7,8% do dólar americano frente ao real.

O crescimento dos gastos com SG&A das operações da AmBev no norte da América Latina foram conseqüência principalmente dos maiores gastos com Vendas & Marketing e com distribuição direta, gerados principalmente pelo alto crescimento das operações da Venezuela e do Equador. A consolidação de três meses de resultado da Embodom, comparada à de apenas um mês (março) no 1T04, também contribuiu para o crescimento dos gastos com SG&A.

América do Norte

A operação da Labatt gerou no 1T05 R$381,5 milhões em gastos com SG&A, representando 32,7% do total consolidado da AmBev.

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EBIT e EBITDA

As tabelas abaixo apresentam o detalhamento do EBIT e EBITDA por unidade de negócios, assim como as respectivas margens e taxas de variação. Destaca-se a expansão de 160 pontos base da margem de EBITDA consolidada.

EBIT

1T05 1T04

R$ milhões % Part. Margem R$ milhões % Part. Margem

Operações Brasil 908,4 76,6% 39,1% 571,2 83,1% 29,9% 59,0% Cerveja 805,6 68,0% 42,1% 510,0 74,2% 33,3% 58,0% Refrigenanc 88,0 7,4% 22,7% 48,9 7,1% 14,3% 79,9% Outros 14,8 1,2% 71,9% 12,3 1,8% 37,3% 20,9% HILA 128,4 10,8% 23,4% 115,9 16,9% 25,1% 10,7% Quinsa 139,1 11,7% 38,1% 106,8 15,5% 35,0% 30,2% Cerveja 129,7 10,9% 46,2% 99,4 14,5% 41,7% 30,5% Refrigerantes 9,4 0,8% 11,2% 7,4 1,1% 11,1% 26,6% HILA - ex (10,7) -0,9% -5,8% 9,1 1,3% 5,8% -217,4% Cerveja (16,0) -1,4% -17,0% 0,3 0,0% 0,4% NM Refrigerantes 5,3 0,4% 5,8% 8,8 1,3% 12,4% -40,0% América do Norte 148,5 12,5% 18,1% NM NM NM NM Total 1.185,3 32,1% 687,1 29,0% 72,5% Var. (%) EBITDA 1T05 1T04

R$ milhões % Part. Margem R$ milhões % Part. Margem

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Provisões para Contingências

As despesas com provisões para contingências somaram R$30,8 milhões no 1T05. O principal lançamento compondo esse total foi um complemento de provisionamento para contingências trabalhistas no montante de R$32,4 milhões.

Outras Receitas e Despesas Operacionais

O resultado líquido de outras receitas e despesas operacionais contabilizado no 1T05 foi uma perda de R$411,2 milhões. O principal fator contribuindo para esse resultado foi a amortização do ágio gerado na transação da Labatt Brewing Company Limited, contabilizando R$333,5 milhões. Os outros lançamentos mais significativos sob outra receitas e despesas operacionais foram:

- Amortização de ágio relacionado a transações da Labatt anteriores à aliança entre AmBev e InBev: R$78,7 milhões.

- Amortização de ágio relacionado a transações na América Latina (incluindo o Brasil): R$53,5 milhões. - Ganhos por acréscimo patrimonial, relacionados a incentivos fiscais no Brasil: R$44,2 milhões.

- Ganhos com variação cambial sobre investimentos no exterior: R$22,1 milhões

Adicionalmente, a AmBev comunica ao mercado que revisou a curva de amortização do ágio decorrente da transação da Labatt, o qual será integralmente amortizado até agosto de 2014, segundo a expectativa de geração de lucros da investida. A amortização esperada para 2005 é R$923,5 milhões, incluindo o montante de R$333,5 milhões já amortizado no 1T05. Os R$590,0 milhões restantes serão amortizados em parcelas iguais de R$196,7 milhões ao longo dos próximos três trimestres. A administração da Companhia continuará a revisar periodicamente a evolução dos resultados da Labatt, testando sua aderência à curva de amortização projetada.

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Resultado Financeiro

O resultado financeiro do 1T05 ficou negativo em R$275,2 milhões. A tabela a seguir apresenta o detalhamento das principais linhas que compuseram esse montante:

Decomposição do Resultado Financeiro R$ 000

Receita Financeira

Receitas financeiras sobre equivalentes a caixa 22.508 71.404 Variação cambial sobre aplicações financeiras 449 10.696 Ganhos líquidos sobre instrumentos derivativos - 2.903 Encargos financeiros sobre impostos e contribuições

e depósitos judiciais 3.979 10.196

Outras 15.895 17.649

Total 42.831 112.848

Despesa Financeira

Impostos sobre transações financeirasEncargos financeiros sobre dívidas em reais 43.973 28.463 Perdas (ganhos) cambiais sobre financiamentosEncargos financeiros sobre dívidas em

moeda estrangeira 130.085 114.442

Juros sobre dívida em moeda localVariação cambial sobre financiamentos 13.671 64.901 Juros sobre dívida em moeda estrangeiraPerdas líquidas sobre instrumentos derivativos 54.755 59.735 Atividades de swaps e forwardsImpostos sobre transações financeiras 37.092 25.826 Encargos financeiros sobre contingências e outros 16.956 15.376

OutrosOutras 21.492 19.918

Total 318.023 328.661

Resultado Financeiro (275.192) (215.813)

1T05 1T04

A Companhia ressalta que, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, os passivos referentes a operações de swaps e derivativos devem ser contabilizados em regime de competência; já os ativos referentes a esses mesmos tipos de operações devem ser contabilizados no menor valor entre o valor de mercado e o regime de competência.

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A tabela a seguir detalha o perfil da dívida da AmBev:

Decomposição da Dívida Curto Longo

R$ 000 Prazo Prazo Moeda Local 766 512 1.279 Moeda Estrangeira 3.077 4.019 7.096 Dívida Consolidada 3.844 4.531 8.375 Caixa e equivalentes 1.089 Dívida Líquida 7.286 Total

Receitas e Despesas Não-Operacionais

O resultado líquido das receitas e despesas não operacionais do 1T05 foi um prejuízo de R$176,5 milhões. O principal fator deste resultado foi a provisão constituída para as despesas com o fechamento da cervejaria da Labatt em Toronto. Os itens provisionados foram os seguintes: (i) perda do imobilizado (R$71,1 milhões); (ii) complemento de provisão de benefícios a empregados (R$69,9 milhões); e (iii) custo de demissão de funcionários (R$37,9 milhões).

Imposto de Renda e Contribuição Social

A provisão para imposto de renda e contribuição social do 1T05 foi de R$109,7 milhões. A tabela a abaixo mostra a reconciliação para a provisão de imposto de renda e contribuição social.

Imposto de Renda R$ milhões

Lucro consolidado antes do imposto de renda e da contribuição social 291,9 Participações estatutárias e contribuições (39,4) Lucro consolidado, antes do imposto de renda, da contribuição social

e da participação dos acionistas minoritários 252,5 Expectativa de despesa com imposto de renda e

contribuição social a alíquotas nominais (34%) (85,9) Ajustes para obtenção da alíquota efetiva:

Juros sobre capital próprio 73,8

Resultado de controladas no exterior não sujeitas à tributação (131,6)

Ganhos patrimoniais em controladas 15,0

Amortização de ágio indedutível (5,4)

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Participação nos Lucros e Contribuições

A AmBev provisionou R$39,4 milhões no 1T05 para o pagamento da participação nos lucros dos funcionários. O pagamento de bônus, entretanto, somente ocorrerá caso a Companhia alcance suas metas corporativas em 2005.

Participação Minoritária

Participações minoritárias nas controladas da AmBev no 1T05 registraram um prejuízo de R$1,4 milhões.

Lucro Líquido

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TELECONFERÊNCIA DE RESULTADOS DO 4T04 Palestrantes Carlos Brito

Diretor Geral para a América do Norte

Luiz Fernando Edmond

Diretor Geral para a América Latina

Juan Vergara

Diretor para a América Latina Hispânica

João Castro Neves

Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

Data 5 de maio de 2005 (quinta-feira)

Horário 16h00 (horário do leste dos EUA)

17h00 (horário de Brasília)

Telefones Participantes dos EUA e Internacionais (+1) 973-935-8511

Participantes do Brasil – DDG 0800-891-3951

Participantes da Grã Bretanha – DDG 0800-032-3836 Identificação da Teleconferência AmBev ou 5946875

Para obter informações adicionais, favor contatar o Departamento de Relações com Investidores: Pedro Aidar (5511) 2122-1415 [email protected] Vanessa Góes (5511) 2122-1414 [email protected] WWW.AMBEV-IR.COM

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AmBev - Informação Financeira Segmentada 1T05 1T04 % 1T05 1T04 % 1T05 1T04 % 1T05 1T04 % 1T05 1T04 % 1T05 1T04 % 1T05 1T04 % Volumes (000 hl) 14.905 13.200 12,9% 4.755 4.635 2,6% 19.660 17.835 10,2% 8.366 7.500 11,5% 2.042 n.d. n.d. 30.068 25.335 18,7% R$ milhões Receita Líquida 1.915,4 1.533,6 24,9% 388,4 342,0 13,6% 20,6 32,9 -37,3% 2.324,4 1.908,4 21,8% 549,8 462,1 19,0% 821,5 n.d. n.d. 3.695,6 2.370,5 55,9% CPV (601,0) (564,1) 6,5% (209,3) (205,6) 1,8% (5,0) (19,9) -75,1% (815,3) (789,6) 3,3% (238,6) (207,6) 14,9% (291,4) n.d. n.d. (1.345,3) (997,2) 34,9% Lucro Bruto 1.314,3 969,5 35,6% 179,1 136,4 31,3% 15,6 12,9 20,9% 1.509,1 1.118,8 34,9% 311,2 254,5 22,3% 530,0 n.d. n.d. 2.350,3 1.373,3 71,1% Despesas Operacionais (508,7) (459,5) 10,7% (91,1) (87,5) 4,2% (0,8) (0,7) 22,5% (600,7) (547,6) 9,7% (182,8) (138,5) 32,0% (381,5) n.d. n.d. (1.165,0) (686,2) 69,8% EBIT 805,6 510,0 58,0% 88,0 48,9 79,9% 14,8 12,3 20,9% 908,4 571,2 59,0% 128,4 115,9 10,7% 148,5 n.d. n.d. 1.185,3 687,1 72,5% Depr. & Amort. (123,5) (132,0) -6,4% (34,0) (35,1) -3,1% 0,0 0,0 n.a. (157,5) (167,1) -5,7% (50,2) (39,4) 27,4% (58,6) n.d. n.d. (266,3) (206,5) 29,0% EBITDA 929,1 641,9 44,7% 122,0 84,0 45,2% 14,8 12,3 20,9% 1.065,9 738,2 44,4% 178,6 155,4 15,0% 207,1 n.d. n.d. 1.451,6 893,6 62,4% % do EBITDA Total 64,0% 71,8% 8,4% 9,4% 1,0% 1,4% 73,4% 82,6% 12,3% 17,4% 14,3% n.d. 100,0% 100,0% % da Receita Líquida Receita Líquida 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% n.d. 100,0% 100,0% CPV -31,4% -36,8% -53,9% -60,1% -24,1% -60,6% -35,1% -41,4% -43,4% -44,9% -35,5% n.d. -36,4% -42,1% Lucro Bruto 68,6% 63,2% 46,1% 39,9% 75,9% 39,4% 64,9% 58,6% 56,6% 55,1% 64,5% n.d. 63,6% 57,9% Despesas Operacionais -26,6% -30,0% -23,5% -25,6% -4,0% -2,1% -25,8% -28,7% -33,3% -30,0% -46,4% n.d. -31,5% -28,9% EBIT 42,1% 33,3% 22,7% 14,3% 71,9% 37,3% 39,1% 29,9% 23,4% 25,1% 18,1% n.d. 32,1% 29,0% Depr. & Amort. -6,4% -8,6% -8,8% -10,3% 0,0% 0,0% -6,8% -8,8% -9,1% -8,5% -7,1% n.d. -7,2% -8,7% EBITDA 48,5% 41,9% 31,4% 24,6% 71,9% 37,3% 45,9% 38,7% 32,5% 33,6% 25,2% n.d. 39,3% 37,7% Por Hectolitro (R$/hl) Receita Líquida 128,5 116,2 10,6% 81,7 73,8 10,7% 118,2 107,0 10,5% 104,4 104,5 -0,1% 402,4 n.d. n.d. 122,9 93,6 31,4% CPV (40,3) (42,7) -5,6% (44,0) (44,4) -0,8% (41,5) (44,3) -6,3% (45,3) (47,0) -3,5% (142,7) n.d. n.d. (44,7) (39,4) 13,7% Lucro Bruto 88,2 73,4 20,1% 37,7 29,4 28,0% 76,8 62,7 22,4% 59,1 57,5 2,7% 259,6 n.d. n.d. 78,2 54,2 44,2% Despesas Operacionais (34,1) (34,8) -2,0% (19,2) (18,9) 1,5% (30,6) (30,7) -0,5% (34,7) (31,3) 10,8% (186,9) n.d. n.d. (38,7) (27,1) 43,1% EBIT 54,1 38,6 39,9% 18,5 10,6 75,3% 46,2 32,0 44,3% 24,4 26,2 -7,0% 72,7 n.d. n.d. 39,4 27,1 45,4% Depr. & Amort. (8,3) (10,0) -17,1% (7,2) (7,6) -5,5% (8,0) (9,4) -14,5% (9,5) (8,9) 7,0% (28,7) n.d. n.d. (8,9) (8,2) 8,7% EBITDA 62,3 48,6 28,2% 25,7 18,1 41,5% 54,2 41,4 31,0% 33,9 35,1 -3,4% 101,4 n.d. n.d. 48,3 35,3 36,9%

(2) Dados para as Operações HILA (América Latina Hispânica) consistem em nossa participação nas operações da Quinsa somado às nossas operações na Venezuela, Guatemala, República Dominicana, Peru e Equador. (3) Dados para Operaçõe América do Norte consistem em nossas operações no Canadá, relativas à Labatt.

(4) Dados para AmBev Consolidado consistem em AmBev Brasil + HILA + América do Norte.

Nota: dados relativos a volumes referem-se ao volume total de vendas, e não apenas a nossa consolidação proporcional. No entanto, para o cálculo de dados por HL, utilizamos os volumes proporcionais de forma a manter a consistência das informações.

HILA (2) do Norte (3)

(1) Dados para AmBev Brasil consistem na soma dos segmentos Cerveja Brasil, RefrigeNanc e Outros.

Consolidado (4)

Cerveja Brasil RefrigeNanc Outros Produtos Total AmBev Brasil (1)

(24)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

Legislação Societária 1T05 1T04 %

R$ milhões

Receita Líquida 3.695,6 2.370,5 55,9%

Custo dos Produtos Vendidos (1.345,3) (997,2) 34,9%

Lucro Bruto 2.350,3 1.373,3 71,1%

Margem Bruta (%) 63,6% 57,9%

Despesas com Vendas e Marketing (554,1) (259,3) 113,7%

% sobre a Receita Líquida 15,0% 10,9%

Despesas com Distribuição Direta (256,8) (190,6) 34,7%

% sobre a Receita Líquida 6,9% 8,0%

Despesas Gerais e Administrativas (203,5) (117,5) 73,2%

% sobre a Receita Líquida 5,5% 5,0%

Depreciações e Amortizações (150,6) (118,7) 26,9%

Subtotal (1.165,0) (686,2) 69,8%

% sobre a Receita Líquida 31,5% 28,9%

EBIT 1.185,3 687,1 72,5%

% sobre a Receita Líquida 32,1% 29,0%

Provisões, Líquidas (30,8) (29,5) 4,6%

Outras Receitas (Despesas) Operacionais (411,2) (4,2) 9696,3%

Equivalência Patrimonial 0,3 (0,9) n.m.

Despesas Financeiras (318,0) (328,7) -3,2%

Receitas Financeiras 42,8 112,8 n.m.

Resultado Financeiro Líquido (275,2) (215,8) 27,5%

Receitas (Despesas) Não Operacionais (176,5) (16,3) 983,3%

Lucro Antes de Impostos 291,9 420,5 -30,6%

Provisão IR/Contribuição Social (109,7) (79,0) 38,9%

Provisão Part. de Empr. e Administradores (39,4) (30,1) n.m.

Participações Minoritárias 1,4 (6,4) n.m.

Lucro Líquido 144,2 305,0 -52,7%

% sobre a Receita Líquida 3,9% 12,9%

Depreciações e Amortizações 266 206 29,0%

EBITDA 1.451,6 893,6 62,4%

% sobre a Receita Líquida 39,3% 37,7%

(25)

BALANÇO CONSOLIDADO

Legislação Societária

R$000 Dez 2004 Mar 2005

ATIVO

Caixa 1,290,951 831,457

Títulos e Valores Mobiliários 214,499 257,703

Ganho não realizado sobre Derivativos -

-Contas a Receber de Clientes 1,360,028 986,017

Estoques 1,380,961 1,248,209 Associadas - -Impostos a Recuperar 654,293 419,166 Adiantamento 30,437 40,257 Despesas Antecipadas 205,865 177,075 Dividendos à Receber - -Outros 242,659 344,893 Ativo Circulante 5,379,692 4,304,776 Impostos a Recuperar 2,216,574 2,555,796

Contas a Receber de Empregados 175,181 141,783

Depósitos/Outros 1,214,700 797,146

Ativo a Longo Prazo 3,606,455 3,494,725

Investimentos 18,204,610 17,744,289 Imobilizado 5,531,665 5,398,340 Diferido 294,145 300,260 Ativo Permanente 24,030,419 23,442,889 ATIVO TOTAL 33,016,566 31,242,391 PASSIVO Financiamentos 3,443,124 3,843,943 Contas a Pagar 1,047,649 706,952

ICMS, IPI e Outros Impostos a Recolher 1,009,532 625,756

Dividendos a Pagar 997,062 232,667

Salários e Participações 378,271 303,223

Imposto de Renda, Contribuição Social e Outros 624,342 212,918

Outros 1,271,705 945,416

Passivo Circulante 8,771,685 6,870,873

Financiamentos 4,367,597 4,530,932

Contas a Pagar - 3,102

Imposto de Renda, Contribuição Social 138,458 77,901

ICMS Diferido 275,695 295,032

Provisão para Contingências 1,470,951 1,494,116

Provisão para Fundo de Pensão 78,086 80,319

Outros 719,767 773,330

Passivo a Longo Prazo 7,050,555 7,254,733

TOTAL 15,822,240 14,125,606

PARTICIPAÇÃO ACIONISTA MINORITÁRIO 218,506 208,912

(26)

FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO

AmBev Consolidado

R$ 000 1T05

Atividades Operacionais

Lucro líquido do exercício 144.249 Ajustes para reconciliar o lucro líquido do exercício

ao caixa gerado pelas atividades operacionais Despesas (receitas) que não afetam o caixa

Depreciação e amortização do diferido 266.300 Provisão para contingências e passivos associados a

questionamentos fiscais 30.806 Encargos financeiros sobre contigências 13.394 (Ganho) Perda e baixa de bens do imobilizado

e investimentos, líquido 19.151 Juros e variações sobre plano de ações (5.703) Juros e variações sobre impostos e contribuições 2.532 Equivalência patrimonial (253) Encargos financeiros sobre financiamentos de longo prazo 264.817 Prov.p/perdas s/ estoques e outros ativos 71.010 Provisão para reestruturação 107.839 Imposto de renda / Contribuição social diferidos (54.580) Variação cambial de investimentos no exterior (35.785) Variação cambial e ganhos não realizados sobre ativos financeiros 185 (Ganhos) Perdas de participações em controladas -Amortização de ágio 482.254 Participação dos acionistas minoritários (1.357) Redução (Aumento) ocorrido nas contas do ativo

Contas a receber de clientes 386.578 Impostos a recuperar 182.421

Estoques 131.574

Despesas antecipadas 199.580 Outras contas a receber (189.500) (Redução) Aumento ocorrido nas contas do passivo

Fornecedores (373.150)

Salários, participações e encargos sociais (36.584) Imposto de renda, contribuição social e outros (760.150) Desembolsos vinculados à provisão contingencial (14.743) Perdas não realizadas sobre derivativos (185.880)

Outros (134.040)

Geração de Caixa Operacional 510.965 Atividades de Investimento

Caixa recebido na alienação de bens do ativo imobilizado e investimentos 9.392 Resgate de aplicações financeiras (Novas aplicações), líquido (20.567) Títulos e depósitos em garantia (22.304) Programa de recompra de ações da Quinsa -Investimentos em empresas afiliadas (1.128) Aquisição de bens do ativo imobilizado (213.512) Caixa de controlada consolidada inicialmente -Dispêndio na formação do diferido (19.471) Caixa gerado pelas Atividades de Investimento (267.591) Atividades de Financiamento

Venda financiada de ações 2.999 Pagamento de dividendos / restituição de capital (908.777) Recompra de ações em tesouraria (103.275) Captação de novos financiamentos 2.021.940 Pagamento de financiamentos (1.724.194) Aumento de capital / Variação no capital de minoritários 8.666 Caixa gerado (utilizado) nas atividades de financiamento (702.641)

Efeito de variação cambial sobre o caixa (227)

Subtotal (459.494)

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