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Relatório de Actividades 1º Semestre de 2014

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Relatório de Actividades

1º Semestre de 2014

Senhores participantes do Fundo Fechado de Investimento Imobiliário Santa Casa 2004,

Nos termos do nº3 do artigo 28º do Regulamento de Gestão, o Conselho de Administração da Sociedade Gestora apresenta a V.Exas. o Relatório de Actividades do 1º semestre de 2014.

Introdução Em cumprimento do mandato recebido, e plasmado no artigo 12º do Regulamento de Gestão, o Fundo é administrado com vista à valorização das unidades de participação.

Intervenções A intervenção do Fundo, no semestre em apreço, teve como fim principal actuar no sentido do incremento futuro das taxas de ocupação intervindo nos imóveis para os dotar das condições necessárias para a obtenção no mercado de níveis adequados de rendimento.

Negociação com arrendatários

Foi dada especial atenção ao palácio de Valada e Azambuja (Largo do Calhariz e Rua da Bica Belo) para efeitos de actulização de rendas e nos edifícios da Casal Ribeiro e Ator Taborda, foram iniciadas as negociações de rescisão de contrato de arrendamentos, tendo actualmente dois acordos estabelecidos dos seis possíveis.

Aquisições, venda e

arrendamento de imóveis

Dos imóveis com uso habitacional existentes em carteira encontram-se totalmente arrendados, a grande aposta e o papel activo da Fundbox tem se verificado no edifício da Av. José Malhoa, na procura de pré arrendamentos e acordos que justifiquem e viabilizem a promoção e o desenvolvimento imobiliário deste imóvel com 14.000 m2.

Projectos e Licenciamentos

Como resultado da aposta numa estrutura especializada e conhecedora para o acompanhamento e para o apoio junto das diversas entidades licenciadoras, de forma a agilizar, dentro do possível, a resolução

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destes processos, a operação de loteamento que se encontra em licenciamento para o Quartel do Rio Seco, de acordo com as informações camarárias, estima-se que irá para aprovação, em sessão de Camara, até ao final do mês de Julho.

O projecto do edifício da Casal Ribeiro/Actor Taborda, encontra-se com a licença de construção paga, mantendo o pedido de suspensão do prazo para requerimento do alvará até à decisão final do Tribunal sobre a questão em litígio, que é a redução dos valores indicados para as taxas de TRIU (€ 168.743,94);

Aguarda-se ainda pela obtenção da licença de utilização da obra do edifício da Fernandes Tomás, 29;

Passamos de seguida a descrever individualizadamente as actividades desenvolvidas em cada propriedade, agrupadas de acordo com a classificação infra.

Análise

propriedade a propriedade

A 30 de Junho de 2014, a carteira do Fundo podia caracterizar-se da seguinte forma:

1. Imóveis parcialmente devolutos (4): Av. Casal Ribeiro 37 e 55, Rua Actor Taborda 20-24 e 26 – 34;

2. Imóveis arrendados (2): Largo Conde Barão 9, Rua Fernandes Tomas 29;

3. Imóveis adquiridos devolutos à SCML: (2): antigo quartel do Rio Seco, Ajuda e Av. José Malhoa;

4. Imóveis adquiridos fora do património da SCML (2): Av. Almirante Reis 78, Palácio de Valada e Azambuja;

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1. Imóveis parcialmente devolutos:

Av. Casal Ribeiro, 37 e 55

Encontra-se com a licença paga, o projecto de Arquitectura, da autoria dos Arq. Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, do atelier Contemporânea, de um edifício de habitação colectiva, com 77 apartamentos (34 TO, 32 T1 e 11 T2), 5 lojas de rua e 132 lugares de

estacionamento; todos destinados ao

arrendamento, no quarteirão delimitado pelos edifícios do Fundo da Rua Actor Taborda e da Av. Casal Ribeiro.

O quarteirão inclui, quatro edifícios, o Casal Ribeiro 37, recentemente integrado via permuta imobiliária. Destes encontram-se totalmente devolutos, os edifícios da Casal Ribeiro 55 e Actor Taborda 30. Os restantes Casal Ribeiro 37, e Actor Taborda 22, encontram-se ainda em negociação para rescisão quatro lojas comerciais. Rua Actor Taborda, 20-24 e 26-34

2. Imóveis arrendados:

Largo do Conde Barão, 9-12

Os 4 apartamentos remodelados encontram-se arrendados na totalidade, 2º, 3º e 4º piso, a novos inquilinos, e no 5º piso, manteve-se a primitiva arrendatária.

Rua Fernandes Tomas, 29

Os 4 apartamentos remodelados encontram-se arrendados na totalidade, Cave, R/C, 1º e 3º piso, a novos inquilinos, e no 2º piso, manteve-se a primitiva arrendatária.

Neste momento ainda se encontra por obter a licença de utilização do prédio.

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3 - Imóveis adquiridos devolutos à SCML

3.1 – Para arrendamento após Obras de Reabilitação

Av. José Malhoa, 3 e 9

Ambos os edifícios encontram-se devolutos, mas com aprovação camarária do projecto de remodelação de Arquitectura para edifício de escritórios, da autoria do projectista Rebello de Andrade.

A Fundbox tem desenvolvido novos contactos com entidades que demonstraram interesse em ocupar o imóvel e pré acordar um contrato de promessa de arrendamento, o edifício 3 destinado a escritórios e o edifício 9 destinado a hotelaria, para arrendamento de apartamentos de curta duração. As negociações decorrem a bom ritmo mas ainda nada temos assinado ou em vias de assinar.

3.2 Para loteamento:

Quartel do Rio Seco

Foi entregue nos serviços camarários um pedido de licenciamento para esta operação de loteamento, previamente aprovada em sede de PIP, segundo as directrizes do plano de pormenor de Reabilitação urbana da Calçada da Ajuda, da autoria do Arq. Manuel Aires Mateus, destinando-se a oferecer soluções e produtos vocacionados para o mercado residencial.

De acordo com as informações camarárias, estima-se que irá para aprovação, em sessão de Camara, no fim do mês de Julho.

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4 - Imóveis adquiridos fora do património da SCML:

Almirante Reis, 78

Dos 37 apartamentos (19 - T1, 14 – T2, 4 - T3) remodelados encontram-se arrendados na totalidade, restando apenas as duas lojas por arrendar.

A solução que se preconiza para as lojas, dada a falta de procura e à grande oferta de espaço semelhantes, apostou-se na comercialização com projecto adaptado às necessidades do arrendatário. No nosso caso, para os serviços de Sociais da SCML, onde existe a necessidade de criação de uma unidade local, tendo tido o apoio técnico da Openbook, como projectistas de Arquitectura e coordenadores das especialidades;

Palácio de Valada e Azambuja no Largo do Calhariz

Com o termino da obra de reabilitação, que inclui a recuperação da fachada e cobertura e a reconversão de dois pisos habitacionais, com 10 apartamentos (4 T0, 3 T1, 3 T2), possibilitou a melhoria da rentabilidade estimada, através, do arrendamento dos apartamentos (10 un.), do arrendamento das fracções desocupadas e da actualização das rendas comerciais e habitacionais.

O sucesso desta operação é efectivo e demonstra-se pela evolução das receitas de €74.000 para €256.000/ano, onde se destacam as seguintes operações:

Actualização de rendas (+€30.000/ano); Novos arrendamentos dos apartamentos

(+€156.000/ano);

Para as áreas desocupadas destinadas ao comercio e serviços, tem sido desenvolvidos contactos com entidades que demonstraram interesse em ocupar estes espaços e pré acordados contratos de promessa de arrendamento, que incluem o financiamento da obra, da nossa responsabilidade, sendo este pago mensalmente ao longo do prazo acordado, a receita anual estimada destes arrendamentos é de €30.000/ano;

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Resultados

No semestre em apreço, e conforme contas anexas, o resultado líquido negativo, ascendeu a

€102.081.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, nota-se um acréscimo nos resultados correntes, sendo o mesmo justificado com a redução das menos valias potencias imobiliárias.

Para o segundo semestre de 2014 a Sociedade prevê uma melhoria no resultado líquido,

ancorado na reavaliação do património imobiliário e também na conclusão da aprovação de alguns projectos, nomeadamente a Calçada da Boa Hora. Por fim gostaríamos de realçar que o Fundo iniciou a sua actividade em 26 de Novembro de 2004, com uma duração inicial de 8 anos. A duração inicial terminou em 25 de Novembro de 2012 tendo ocorrido a sua prorrogação por um período adicional de 5 anos,tempo que a Sociedade Gestora entende como fulcral para a concretização de alguns projectos extremamente importantes e relevantes.

Lisboa, 29 de Julho de 2014 Pelo Conselho de Administração

_______________________________________________________________ Joaquim Miguel Calado Cortes de Meirelles (Administrador Delegado)

_____________________________________________

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado "Santa Casa 2004"

(valores em Euros) Data: 30/06/2014

31-dez-13

Bruto Mv mv/P Líquido Líquido

Activos Imobiliários Capital do Fundo

32 Construções 50,087,322 3,870,296 3,150,110 50,807,508 40,454,857 61 Unidades de Participação 50,000,000 50,000,000

34 Adiantamentos por conta de Imóveis 0 0 64 Resultados Transitados (3,105,592) (1,325,200)

Total de Activos Imobiliários 50,087,322 3,870,296 3,150,110 50,807,508 40,454,857 66 Resultados Líquidos do Período (102,081) (1,780,391) Total do Capital do Fundo 46,792,328 46,894,408

Contas de Terceiros Ajustamentos e Provisões

414+,,,+419 Outras contas de Devedores 34,286 34,286 7,401,957 47 Ajustamentos de dividas a receber 7,297 10,218

Total dos valores a Receber 34,286 34,286 7,401,957 Total provisões acumuladas 7,297 10,218

Contas de Terceiros

Disponibilidades 423 Comissões e outros encargos a pagar 189,685 229,247

11 Caixa 40 40 84 424+,,,+429 Outras contas de Credores 4,311,680 1,135,233

12 Depósitos à Ordem 53,167 53,167 84,486 43 Empréstimos Obtidos 437,500 612,500

13 Depósitos a Prazo e c/ pré-aviso 0 210,000 44 Adiantamentos por Venda de Imóveis 0 0

Total das Disponibilidades 53,207 53,207 294,570 Total dos valores a Pagar 4,938,865 1,976,980

Acréscimos e Diferimentos Acréscimos e Diferimentos

51 Acréscimos de Proveitos 0 32 53 Acréscimos de Custos 418 614

52 Despesas c/ Custo Diferido 67,991 67,991 17,144 56 Receitas com Proveito Diferido 58,803 64,108

58 Outros acréscimos e diferimentos 844,513 844,513 783,013 58 Outros acréscimos e diferimentos 9,794 5,245 Total de Acréscimos e Diferimentos

Activos 912,504 912,504 800,189

Total de Acréscimos e Diferimentos

Passivos 69,015 69,967

Total Capital Próprio + Passivo

10,000,000 10,000,000 4.6792 4.6894

O Técnico Oficial de Contas Pelo Conselho de Administração

Total do número de Unidades de Participação Valor Unitário da Unidade Participação

48,951,573 51,807,505 Total do Activo 51,087,319 51,807,505 Código Designação 3,870,296 3,150,110 48,951,573

BALANÇO

ACTIVO PASSIVO

Código Designação 30-jun-14

30-jun-14 31-dez-13

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado "Santa Casa 2004"

(valores em Euros)

Código Designação 1º Semestre 2014 1º Semestre 2013 Código Designação 1º Semestre 2014 1º Semestre 2013

Custos e Perdas Correntes Proveitos e Ganhos Correntes

Juros e custos equiparados

711+718 De operações correntes 7,220 429,286 Juros e Proveitos Equiparados

Comissões 811+...+818 Outros, de Operações Correntes 775 308

724+...+728 Outras, de Operações Correntes 262,069 205,799

Perdas Op. Finan. e Act. Imobiliários Ganhos Op. Finan. E Act. Imobiliários

733 Em Activos Imobiliários 5,550 1,407,424 833 Em Activos Imobiliários 386,969

Impostos 85 Reposições de ajust. e provisões 1,921

7411+7421 Imposto sobre o Rendimento 72,062 175,380 86 Rendimentos de Activos Imobiliários 327,304 874,851

7412+7422 Indirectos 17,848 94,702 87 Outros Proveitos e Ganhos Correntes

Provisõs do Exercicio

751 Ajustamentos de dividas a receber 10,218

76 Fornecimentos e Serviços Externos 73,834 145,586 Total dos Proveitos e Ganhos Correntes (B) 330,000 1,262,128 77 Outros Custos e Perdas Correntes 12,141

Total dos Custos e Perdas Correntes (A) 438,583 2,480,536 Proveitos e Ganhos Eventuais

883 Ganhos imputáveis a exerc. Anterior 7,740

Custos e Perdas Eventuais 884+...+888 Outros Ganhos Eventuais

781 Valores Incobráveis Total dos Proveitos Eventuais (D) 7,740 0

783 Perdas Exercícios Anteriores 1,238

784+...+788 Outras Perdas Eventuais

Total dos Custos e Perdas Eventuais (C) 1,238 0

Resultado Líquido do Período Resultado Líquido do Período 102,081 1,218,408

TOTAL 439,821 2,480,536 TOTAL 439,821 2,480,536

8x2-7x2-7x3 Resultados da Carteira de Títulos D-C Resultados Eventuais 6,502 0

8x3+86-7x3-76 Resultado de Activos Imobiliários 247,920 (291,190) B+D-A-C+74 Resultado antes do Imposto s/o Rendimento (30,019) (1,043,028)

B-A+742 Resultados Correntes (36,521) (1,043,028) B-A+D-C Resultado Líquido do Período (102,081) (1,218,408)

O Técnico Oficial de Contas Pelo Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

Custos e Perdas Proveitos e Ganhos

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado "Santa Casa 2004"

(valores em Euros) Discriminação dos Fluxos

OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO FUNDO

RECEBIMENTOS:

Subscrição de Unidades de Participação PAGAMENTOS:

Resgates de Unidades de Participação

Fluxo das Operações sobre as Unidades de Participação - -

OPERAÇÕES COM VALORES IMOBILIÁRIOS

RECEBIMENTOS:

Rendimentos de Activos Imobiliários 325,766 794,502

Alienação de Activos Imobiliários

Adiantamento por alienação de activos Imobiliários PAGAMENTOS:

Aquisição de Activos Imobiliários

Despesas com Aquisição/Benefeciação de Activos Imobiliários 4,289

Despesas correntes (FSE) com Activos Imobiliários 21,306 374,955 Adiantamentos p/ compra de Activos Imobiliários

Outros Pagamentos de Valores Imobiliários 14,000

Fluxo das Operações sobre Valores Imobiliários 286,171 419,547

OPERAÇÕES DE GESTÃO CORRENTE

RECEBIMENTOS:

Juros de Depósitos Bancários 808 222

Outros Recebimentos Correntes

Empréstimos Obtidos 491,000

PAGAMENTOS:

Comissão de Gestão 277,692 174,720

Comissão de Depósito 11,951 12,505

Impostos e Taxas 28,077 233,811

Pagamento de juros de empréstimos obtidos 7,397 240,028

Pagamento de capital de empréstimos obtidos 175,000 169,071

Outros Pagamentos Correntes 28,226 11,378

Fluxo das Operações de Gestão Corrente (527,535) (350,291)

OPERAÇÕES EVENTUAIS

RECEBIMENTOS: Ganhos Extraordinários

Ganhos Imputáveis a exercícios anteriores Recuperação de incobráveis

Outros Recebimentos de Operações Eventuais PAGAMENTOS:

Perdas Extraordinárias

Perdas Imputáveis a exercícios anteriores Outros Pagamentos de Operações Eventuais

Fluxo das Operações Eventuais 0 0

Saldo dos Fluxos Monetários do Período (A) (241,363) 69,256

Disponibilidades no Início do Período (B) 294,570 198,371

Disponibilidades no Fim do Período (C) = (B)+(A) 53,207 267,627

O Técnico Oficial de Contas Pelo Conselho de Administração

Demonstração dos Fluxos Monetários

1º Semestre 2014 1º Semestre 2013

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 1

Anexo às Demonstrações Financeiras

Introdução

As demonstrações financeiras, compostas pelo Balanço, Demonstração dos Resultados e Demonstração dos Fluxos Monetários, foram elaboradas segundo o disposto no Regulamento nº2/2005, de 14 de Abril de 2005, que estabelece o regime a que deve obedecer a contabilidade dos Fundos de Investimento Imobiliário.

O referido Regulamento impõe a divulgação de informação que permita desenvolver e comentar os valores incluídos nas demonstrações financeiras, e ainda quaisquer outras consideradas úteis para os Participantes dos Fundos de Investimento.

Nesta perspectiva, as notas omissas não são aplicáveis ou a sua apresentação não é relevante para a interpretação das referidas demonstrações financeiras.

A constituição do Fundo de Investimento Imobiliário “ Santa Casa 2004” foi autorizada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários em 31 de Maio de 2004, pelo período de 8 anos prorrogável, tendo iniciado a sua actividade a 26 de Novembro do mesmo ano. No término do exercício de 2012 o Fundo foi prorrogado por um período adicional de 5 anos, conforme deliberado pela Assembleia de Participantes.

Dos aspectos e políticas contabilísticas mais relevantes, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras, salientam-se os seguintes:

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 2

A.

Comissão de Gestão

A comissão de gestão representa um encargo do Fundo, a título dos serviços prestados pela sociedade gestora.

De acordo com o Regulamento de Gestão, a Comissão de Gestão é composta por duas parcelas:

a. Componente Fixa: uma comissão nominal anual de 0,50 % (zero vírgula cinquenta por cento), calculada diariamente, cobrada trimestralmente e incidindo sobre a média aritmética simples dos valores líquidos globais diários do Fundo no trimestre a que respeita, com um mínimo anual de € 250,000;

b. Componente de Desempenho: corresponderá a uma comissão de 10% (dez por cento) a ser aplicada, em cada ano, à rentabilidade anual do Fundo (entende-se por rentabilidade anual, a percentagem da diferença entre o resultado líquido obtido no exercício “n” e o resultado líquido do exercício “n-1”), que seja superior a 8% (oito por cento), e será calculada e cobrada no primeiro dia útil do período anual seguinte àquele que a respeite.

De referir que a comissão de gestão na soma das duas componentes, não excederá o valor anual correspondente a 3% do Valor Liquido Global do Fundo, calculado sobre a média aritmética simples dos valores líquidos globais diários do Fundo no ano a que respeita.

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 3

B.

Comissão de Depósito

Esta comissão destina-se a fazer face às despesas do Banco Depositário alusivas aos serviços prestados ao Fundo.

Segundo o Regulamento de Gestão, esta comissão é calculada diariamente, por aplicação de uma taxa anual de 0.5‰ (zero vírgula cinco por mil) sobre a média aritmética simples dos valores globais do Fundo. A comissão é cobrada semestralmente e tem um valor mínimo de €10,000 (dez mil euros).

C.

Unidades de Participação

O valor de cada unidade de participação é calculado dividindo o valor líquido global do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido do património corresponde ao somatório das rubricas do capital do Fundo, ou seja, unidades de participação, variações patrimoniais, resultados transitados, resultados distribuídos e resultado líquido.

As “Variações Patrimoniais” resultam da diferença entre o valor de cada subscrição ou resgate de unidades de participação e o seu valor base, situação não existente no Santa Casa 2004.

A 30 de Junho de 2014 o Capital do Fundo é constituído apenas pelo valor base das unidades de participação, pelos resultados transitados e pelo resultado líquido do exercício, conforme dados apresentados na

nota 2.

D.

Especialização de exercícios

O Fundo regista os seus proveitos e custos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, sendo reconhecidos à medida que são obtidos e incorridos, independentemente do seu recebimento ou pagamento.

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 4

E.

Imóveis

Os imóveis adquiridos pelo Fundo são contabilizados pelo valor de transacção, acrescido dos emolumentos notariais, custos registrais, impostos suportados, avaliações prévias à aquisição, assim como das obras de melhoramento e recuperação, quando, pela sua natureza, sejam consideradas capitalizáveis. Nos termos da Lei em vigor, os imóveis não são amortizados, de modo a espelhar o seu valor venal, definido de acordo com o melhor preço que poderia ser alcançado, caso fossem vendidos em circunstâncias normais de mercado.

A política seguida pelo Fundo quanto ao reconhecimento ou desreconhecimento dos imóveis como um activo toma em consideração o princípio da “substância sobre a forma”. Nestas circunstâncias, sempre que os benefícios e os riscos inerentes aos imóveis são substancialmente transmitidos com a celebração do contrato promessa, as transacções são normalmente contabilizadas já que a celebração da respectiva escritura fica apenas pendente de questões de natureza formal.

Tendo em conta o Decreto-Lei nº 60/2002, de 20 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 13/2005, de 7 de Fevereiro, os imóveis adquiridos devem ser precedidos de pareceres de, pelo menos, dois peritos avaliadores independentes.

Os bens imóveis são avaliados com uma periodicidade mínima bianual e sempre que ocorram alterações significativas nos seus valores. A valorização de cada imóvel é definida pela Sociedade Gestora, sendo examinada em cada exercício por confrontação do seu valor contabilístico com o resultante da avaliação dos peritos independentes, não podendo o valor contabilístico ser superior ao da média aritmética simples das avaliações periciais.

As mais-valias (Mv) ou menos-valias (mv) que decorram do ajustamento do custo dos imóveis ao seu valor venal, ainda que

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 5

potenciais, são reconhecidas, respectivamente como ganhos ou perdas (contas 833 –

Ganhos em operações financeiras e activos imobiliários

e 733 –

Perdas em operações financeiras e activos imobiliários

) por contrapartida das contas de ajustamentos (conta 38 – Ajustamentos em activos imobiliários).

Nos imóveis destinados a arrendamento, as rendas são reconhecidas como proveito do ano a que respeitam, sendo as recebidas antecipadamente contabilizadas na conta “Receitas com proveito diferido”.

F.

Contas de Terceiros

As dívidas de terceiros espelham o valor que se espera realmente receber. Quando os inquilinos detenham mais de dois meses de renda em mora, proceder-se-á à constituição do respectivo ajustamento pelo excedente daquele limite. As situações em contencioso são ajustadas na totalidade.

G.

Regime Fiscal

Os rendimentos prediais líquidos, obtidos no território português, à excepção das mais-valias prediais, são tributados à taxa autónoma de 25% (vinte cinco por cento). Tratando-se de mais valias prediais, há lugar a tributação, autonomamente, à taxa de 25% (vinte e cinco por cento), que incide sobre 50% (cinquenta por cento) da diferença positiva entre mais-valias e as menos-valias realizadas no exercício.

No dia 31 de Dezembro de 2012, entrou em vigor a Lei n.º 66-B/2012, que veio introduzir diversas alterações em matéria tributária, nomeadamente, o aumento para 28% da generalidade das taxas de retenção na fonte em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) incidentes sobre rendimentos de capitais (tais como juros das obrigações e dos depósitos bancários e dos dividendos) (ver nota 12).

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 6

Com o Orçamento de Estado para 2007, os imóveis a adquirir pelo fundo passaram a ficar sujeitos a Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e os imóveis detidos a Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), sendo as taxas reduzidas a metade. Posteriormente, a Lei nº 3-B/2010, de 28 de Abril, veio através do seu artigo 109º alterar o artigo 49º do EBF revogando o seu nº 2 e limitando a aplicação das isenções previstas no parágrafo anterior exclusivamente aos fundos de investimento imobiliário abertos, fundos de pensões e fundos de poupança-reforma, que se constituam e operem de acordo com a legislação nacional.

O artigo 4.º da Lei n.º 55 A/2012, de 29 de Outubro de 2012, ‐ que aprovou a primeira rectificação do Orçamento de Estado para 2012, veio aditar a verba n.º 28 à Tabela Geral do Imposto do Selo, estabelecendo um regime de tributação de imóveis com afectação habitacional de valor patrimonial superior a € 1.000.000.

NOTAS ÀS CONTAS

Nota 1 – Valia Potencial em Imóveis

Imóveis Valor Contabilístico (A) Média das Avaliações (B) Valia Potencial A-B

Largo Conde Barão, 9/12 1,792,450 1,792,450 0

Av. Casal Ribeiro, 55 2,483,694 2,483,694 0

Rua Actor Taborda, 20/24 896,778 896,778 0

Rua Actor Taborda, 26/34 2,069,412 2,069,412 0

Rua Fernandes Tomás, 29 1,024,930 1,024,930 0

Av. Casal Ribeiro 37 a 53 3,104,617 3,104,617 0

Av. José Malhoa 9 e 9A 6,727,166 6,727,166 0

Av. José Malhoa 3 e 3A 8,212,834 8,212,834 0

Av. Almirante Reis, 78 7,333,377 7,333,377 0

Palácio Valada e Azambuja 6,804,050 6,804,050 0

Quartel Rio Seco 10,358,200 10,358,200

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

Relatório e Contas Semestral 2014 7

Nota 2 – Unidades de Participação e Capital do Fundo

O Património do Fundo é representado por iguais unidades de participação com um valor base de €5 cada. A movimentação no Capital do Fundo, no primeiro semestre de 2014, foi a que a seguir se apresenta:

Descrição 1-jan-14 Outros Resultados

Período 30-06-2014 (em euros) Valor Base 50,000,000 50,000,000 Resultados Acumulados -1,325,200 -1,780,391 -3,105,592 Ajustamentos em Imóveis 0 0 Resultados do Período -1,780,391 1,780,391 -102,080 -102,080 Soma 46,894,408 0 -102,080 46,792,328 nº unidades participação 10,000,000 10,000,000

valor unidade participação 4.6894 4.6792

O resultado do período em análise e os resultados acumulados incluem ganhos em ajustamentos de activos imobiliários em carteira, no valor de €-5.550 e €725.736, respectivamente.

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Fundo de Investimento Imobiliário Fechado “Santa Casa 2004”

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Nota 3 – Inventário dos activos do Fundo a 30/06/2014

País Município

1. Imóveis situados em Estados da EU 1.4 Construções Acabadas

1.4.1 Arrendadas

Habitação

Rua Actor Taborda, nº 20 a 24 674 29-Nov-04 699,515 12-Nov-13 891,000 12-Nov-13 902,556 Portugal Lisboa 896,778 Largo Conde Barão, nº 9 a 12 965 29-Nov-04 867,302 7-Fev-14 1,604,900 7-Fev-14 1,980,000 Portugal Lisboa 1,792,450 Rua Fernandes Tomás 541 29-Nov-04 1,307,854 29-Nov-13 1,004,860 29-Nov-13 1,045,000 Portugal Lisboa 1,024,930 Avenida Casal Ribeiro, nº 37 a 53 2700 19-Set-13 3,106,768 12-Nov-13 3,085,000 12-Nov-13 3,124,234 Portugal Lisboa 3,104,617 Av. Almirante Reis, nº 78 4487 31-Out-05 8,362,689 26-Nov-12 5,606,021 3-Nov-12 5,943,994 Portugal Lisboa 5,775,008

Outros

Palácio Valada da Azambuja 2455 14-Set-06 4,845,768 29-Abr-13 6,358,100 29-Abr-13 7,250,000 Portugal Lisboa 6,804,050 1.4.2 Não Arrendadas

Habitação

Av. Almirante Reis, nº 78 179 31-Out-05 517,548 26-Nov-12 277,750 3-Nov-12 332,108 Portugal Lisboa 304,928 Avenida Casal Ribeiro, nº 55 2566 29-Nov-04 2,477,597 12-Nov-13 2,468,000 12-Nov-13 2,499,387 Portugal Lisboa 2,483,694 Rua Actor Taborda, nº 26 a 34 1193 29-Nov-04 1,323,151 12-Nov-13 2,056,000 12-Nov-13 2,082,823 Portugal Lisboa 2,069,412 Calçada Boa-Hora,nº 130 13640 31-Jan-14 10,403,430 30-Dez-13 10,346,400 30-Dez-13 10,370,000 Portugal Lisboa 10,358,200

Serviços

Av. Almirante Reis, nº 78 841 31-Out-05 1,234,043 26-Nov-12 1,094,323 3-Nov-12 1,412,560 Portugal Lisboa 1,253,442 Av. José Malhoa nº 3 e 3A 7868 19-Set-13 8,213,735 13-Mai-13 8,092,153 13-Mai-13 8,333,515 Portugal Lisboa 8,212,834 Av. José Malhoa nº 9 e 9A 6972 19-Set-13 6,727,921 13-Mai-13 6,507,847 13-Mai-13 6,946,485 Portugal Lisboa 6,727,166

Total 50,087,322 49,392,354 52,222,662 50,807,508

7. Liquidez Quant. Valor Global

7. Liquidez 53,207 7.1.1. Num erário 40 Caixa 40 7.1.2. Depositos à Orde m 53,167 DO Banco BES 0% 458 DO Banco CGD 0% 43,370 DO Banco Invest 0% 8,201 DO Banco Barclays 0% 335 DO Banco Millennium BCP 0% 803 8. Em préstim os obtidos -437,500 Banco Barclays 2.632% 19/09/2013 a 19/09/2015 -402.35 -437,500

9. Outros Valores a Regularizar -3,630,886

9.1 Valores Activos

9.1.2 Outros 936,997

9.2. Valores Passivos

9.2.2 Outros -4,567,883

Valor Líquido Global do Fundo: 46,792,327

Descrição Área (m2) Data de Aquisição Preço de Aquisição Data da Avaliação EUR EUR EUR Valor do Imóvel Valor da Avaliação 2 Localização Data da Avaliação Valor da Avaliação 1 EUR

Moeda Cotação Jurros Decorridos

EUR

EUR EUR

EUR EUR

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Nota 6 – Critérios e Princípios de Valorização

Os critérios e princípios de valorização são os descritos nas notas iniciais do Anexo.

Nota 7 – Discriminação da Liquidez do Fundo

Rúbricas Saldo inicial em

01-Jan-14 Aumentos Reduções

Saldo em 30-06-14 (em euros) Caixa 84 100 143 41 Depósitos à Ordem 84,486 536,574 567,894 53,166 Depositos a Prazo 210,000 900,000 1,110,000 0 Total 294,570 1,436,674 1,678,037 53,207

Nota 9 – Comparabilidade com o Exercício Anterior

As políticas contabilísticas seguidas em 2014 são idênticas às adoptadas em 2013, pelo que a informação financeira apresentada é comparável.

Nota 10 – Dívidas a Terceiros Cobertas por Garantias Reais

Neste momento existe uma linha de crédito junto do Barclays Bank PLC, cujo montante inicial era de €700,000, sendo que a mesma se encontra garantida por Hipoteca do imóvel denominado Palácio Valada e Azambuja . Esta linha de crédito implica o abatimento de capital através de prestações mensais, sendo que à data de 30 de Junho de 2014, o montante da mesma era de €437,500.

Nota 11 – Ajustamentos e Provisões Acumuladas e Movimentos Ocorridos no

Exercício

Contas Saldo Inicial Aumentos Reduções Saldo Final

Ajustamentos de dividas a receber 10,218 2,921 7,297

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Nota 12 – Impostos Retidos na Fonte Relativamente a Rendimentos Obtidos

Impostos Directos 30-Jun-2014

(valor em euros)

Aplicações Financeiras 217

Total 217

Os Rendimentos Prediais dispensam retenção na fonte ao abrigo do art.º 97.º n.º1 g) do CIRC

Nota 14 – Comissões do exercício

Comissões 30-Jun-14 (valor em euros) Comissão de Gestão 238,461 Componente fixa 123,972 Componente variável 114,489 Comissão de Depósito 11,622 Taxa de Supervisão 7,478 Total 257,561

Nota 15 – Outras Informações relevantes para a análise das Demonstrações Financeiras

15.1 ) Contas de Terceiros (Activo)

Nas contas de terceiros inclui-se apenas a rubrica “Outros valores a receber” (€34.286) cujo saldo respeita a rendas em dívida por parte dos arrendatários e a uma caução por contrato de electricidade celebrado com a companhia EDP. De salientar, que o valor em divida relativo a rendas vencidas , no montante de €7,297 encontra-se totalmente ajustado para fazer face a eventual incobrabilidade.

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15.2) Contas de Acréscimos e Diferimentos (Activo)

As contas de acréscimos e diferimentos activos integram: as “Despesas com custo diferido”, as quais incluem o prémio do seguro dos imóveis (€14,110) e outros encargos (€53,882). O saldo da conta “Outros acréscimos e diferimentos” diz respeito a despesas com projectos, relativamente aos prédios sito na Avenida Casal Ribeiro n.º55 e Calçada da Boa Hora (€844,513) que deverão integrar o valor contabilístico do imóvel, após a emissão das licenças de construção.

15.3) Contas de Terceiros (Passivo)

Esta rubrica integra as seguintes responsabilidades: “Comissões a pagar” (€189,684), nomeadamente, as Comissões de Gestão e Depósito e a Taxa de Supervisão a regularizar em Julho de 2014; os empréstimos obtidos (€437,500); “Outras contas de credores” em que os valores mais significativos decorrem i) do valor do IRC/Rendimento Predial (€366,997), ii) do valor a pagar à SCML que resulta do contrato de permuta celebrado com a SCML em 19 de Setembro de 2013, em que se entregaram os imóveis sitos na Avenida da Liberdade nº 194, Aldeia do Juzo, Calçada da Boa Hora e Rua D. Pedro V 2 a 6, e se receberam os imoveis sitos na Avenida José Malhoa 3 e 9 e Avenida Casal Ribeiro 37 a 53. Nesta permuta ficaram estabelecidas condições suspensivas, cujo pagamento associado apenas seria liquidado após o cumprimento das mesmas. Como no caso do imóvel da Calçada da Boa Hora (Quartel do Rio Seco) não foi verificada a condição suspensiva acordada, o imóvel foi reintegrado no ativo do Fundo em janeiro de 2014, no qual resultou uma divida a pagar (€3,000,000), iii) serviços diversos, nomeadamente os relacionados com intervenções em obras (€456,374) e projectos de arquitectura (€61,500).

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15.4) Contas de Acréscimos e Diferimentos (Passivo)

Os Acréscimos e Diferimentos passivos integram os “Custos a pagar”, respeitantes a juros de financiamento (€418), e às “Receitas com proveito diferido” correspondentes às rendas do mês de Julho de 2014, recebidas em Junho de 2014 (€58,803). Existe também um montante referente a provisões sobre encargos (€9,794).

15.5) Outras informações

O Fundo é titular de prédios em propriedade vertical, destinados à habitação com Valor Patrimonial Tributável superior a Um milhão de Euros mas cujas fracções independentes tem valores substancialmente inferiores. Contudo o Fundo foi confrontado com liquidações em sede de Imposto do Selo ( verba 28), no valor total de €31.631 , que reclamou, tendo em conta a realidade do imóvel e as decisões já conhecidas do Centro de Arbitragem Administrativa. A fim de salvaguardar qualquer consequência fiscal foi constituída garantia sobre imóvel a favor da Autoridade Tributária. A Sociedade Gestora está em crer que será dada razão ao recurso apresentado pelo Fundo e que nenhum imposto terá que ser pago.

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Referências

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