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Bossa Nova
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Antônio Carlos Jobim 1
Vinicius de Moraes 8 Alaíde Costa 17 Astrud Gilberto 18 Baden Powell 20 Carlos Lyra 24 Claudette Soares 30 Danilo Caymmi 33 Elizeth Cardoso 36 Johnny Alf 40 João Donato 42 João Gilberto 46 Luiz Bonfá 63 Luiz Eça 64 Marcos Valle 68 Maysa 75 Miúcha 80 Nara Leão 82 Newton Mendonça 85 Os Cariocas 86 Oscar Castro-Neves 90 Roberto Menescal 91 Ronaldo Bôscoli 93 Sérgio Mendes 94 Sylvia Telles 96 Stan Getz 99 Toquinho 101 Zimbo Trio 105 Wanda Sá 108 Wilson Simonal 109
Referências
Fontes e Editores da Página 125
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Antônio Carlos Jobim 1
Antônio Carlos Jobim
Tom Jobim
Foto: © Marcia Kranz
Informação geral
Nome completo Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim Apelido Tom Jobim
Nascimento 25 de janeiro de 1927 Rio de Janeiro, RJ
Brasil
Data de morte 8 de dezembro de 1994 (67 anos) Nova Iorque
Estados Unidos Gênero(s) Bossa nova, samba, MPB Instrumento(s) Piano e violão
Período em atividade 1948 — 1994 Afiliação(ões) Banda Nova
Vinícius de Moraes Newton Mendonça João Gilberto Luiz Bonfá Dolores Duran Billy Blanco Chico Buarque Edu Lobo Elis Regina Astrud Gilberto Frank Sinatra Influência(s) Heitor Villa-Lobos
Dorival Caymmi Radamés Gnattali Ary Barroso George Gershwin Debussy
Antônio Carlos Jobim 2
Página oficial www2.uol.com.br/TomJobim [1]
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim[2] (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.
É considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira pela revista Rolling Stone[3], e um dos criadores do movimento da bossa nova.
Biografia
Nascido no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Tom mudou-se com a família no ano seguinte para Ipanema, onde foi criado. A ausência do pai, Jorge de Oliveira Jobim, durante a infância e adolescência lhe impôs um contido ressentimento, desenvolvendo no maestro uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas. Aprendeu a tocar violão e piano em aulas, entre outros, com o professor alemão Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil.
Vida pessoal
No dia 15 de outubro de 1949, Antônio Carlos Jobim casou-se com Thereza de Otero Hermanny (1985), com quem teve dois filhos, Paulo (n. 1950) e Elizabeth (1957).
Em 30 de abril de 1986,[4] ele casou-se com a fotógrafa e vocalista da Banda Nova, Ana Beatriz Lontra,[5] que tinha a mesma idade de sua filha Elizabeth. Tom e sua segunda esposa tiveram dois filhos juntos, João Francisco (1979-1998[6][7]) e Maria Luiza (1987).[8]
Declarou em entrevista à TV Globo, em 1987, que o Rio de Janeiro onde viveu sua infância era muito diferente do Rio que se encontrava na época da entrevista.
Trajetória profissional
Pensou em trabalhar como arquiteto, chegando a cursar o primeiro ano da faculdade e até a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e decidiu ser pianista. Tocava em bares e boates em Copacabana, como no Beco das
Garrafas no início dos anos 1950, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental, onde
trabalhou com Sávio Silveira. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical. Datam dessa época as primeiras composições, sendo a primeira gravada "Incerteza", uma parceria com Newton Mendonça, na voz de Mauricy Moura.
Depois da Continental, foi para a Odeon. Entretanto, não tinha tanto tempo para se dedicar à composição, que lhe interessava mais. É nesse época que compõe alguns sambas, em parceria de Billy Blanco: Tereza da Praia, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney pela Continental (1954), Solidão e a Sinfonia do Rio de Janeiro. Tereza da Praia o primeiro sucesso. Depois disso, ocorreram outras parcerias, como com a cantora e compositora Dolores Duran, na canção Se é por Falta de Adeus.
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Placa em homenagem a Tom Jobim no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim/Galeão.
Em 1956 musicou a peça Orfeu da Conceição com Vinícius de Moraes, que se tornou um de seus parceiros mais constantes. Dessa peça fez bastante sucesso a canção antológica Se Todos
Fossem Iguais a Você, gravada diversas vezes.
Tom Jobim fez parte do núcleo embrionário da bossa nova. O LP Canção do Amor Demais (1958), em parceria com Vinícius, e interpretações de Elizeth Cardoso, foi acompanhado pelo violão de um baiano até então desconhecido, João Gilberto. A orquestração é considerada um marco inaugural da bossa nova, pela originalidade das melodias e harmonias. Inclui, entre outras, Canção do Amor Demais,
Chega de Saudade e Eu Não Existo sem Você. A
consolidação da bossa nova como estilo musical veio logo em seguida com o 78 rotações Chega
de Saudade, interpretado por João Gilberto,
lançado em 1959, com arranjos e direção musical de Tom, selou os rumos que a música popular brasileira tomaria dali para frente. No mesmo ano foi a vez de Sílvia Telles gravar Amor de Gente
Moça, um disco com 12 canções de Tom, entre
elas "Só em Teus Braços", "Dindi" (com Aloysio de Oliveira) e "A Felicidade" (com Vinícius).
Tom foi um dos destaques do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York em 1962. No ano seguinte compôs, com Vinícius, um dos maiores sucessos e possivelmente a canção brasileira mais executada no exterior: "Garota de Ipanema". Nos anos de 1962 e 1963 a quantidade de "clássicos" produzidos por Tom é impressionante: "Samba do Avião", "Só Danço Samba" (com Vinícius), "Ela é Carioca" (com Vinícius), "O Morro Não Tem Vez", "Inútil Paisagem" (com Aloysio), "Vivo Sonhando". Nos Estados Unidos gravou discos (o primeiro individual foi
The Composer of Desafinado, Plays, de 1965), participou de espetáculos e fundou sua própria editora, a Corcovado Music.
O sucesso fora do Brasil o fez voltar aos EUA em 1967 para gravar com um dos grandes mitos americanos, Frank Sinatra. O disco Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim, com arranjos de Claus Ogerman, incluiu versões em inglês das canções de Tom ("The Girl From Ipanema", "How Insensitive", "Dindi", "Quiet Night of Quiet Stars") e composições americanas, como "I Concentrate On You", de Cole Porter. No fim dos anos 1960, depois de lançar o disco Wave (com a faixa-título, Triste, Lamento entre outras instrumentais), participou de festivais no Brasil, conquistando o primeiro lugar no III Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com Sabiá, parceria com Chico Buarque, interpretado por Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy. Sabiá conquistou o júri, mas não o público, que vaiou ostensivamente a interpretação diante dos constrangidos compositores.
Aprofundando seus estudos musicais, adquirindo influências de compositores eruditos, principalmente Villa-Lobos e Debussy, Tom Jobim prosseguiu gravando e compondo músicas vocais e instrumentais de rara inspiração, juntando harmonias do jazz (Stone Flower) e elementos tipicamente brasileiros, fruto de suas pesquisas sobre a cultura brasileira. É o caso de "Matita Perê" e "Urubu", lançados na década de 1970, que marcam a aliança entre sua sofisticação harmônica e sua qualidade de letrista. São desses dois discos Águas de Março, Ana Luiza, Lígia,
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Regina, Miúcha e Tom Jobim e Edu e Tom, com Edu Lobo.
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou
USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto,
de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.
Túmulo de Tom Jobim no Cemitério São João Batista, RJ.
Em 1987, lançou Passarim, obra de um compositor já consagrado, que pode desenvolver seu trabalho sem qualquer receio, acompanhado por uma banda grande, a Banda Nova. Além da faixa-título, Gabriela, Luiza, Chansong, Borzeguim e Anos
Dourados (com Chico Buarque) são os destaques. Em 1992 foi
enredo da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Seu último álbum, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte, em dezembro, de parada cardíaca, quando estava se recuperando de um câncer de bexiga no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque.[9]
Algumas biografias foram publicadas, entre elas Antônio Carlos
Jobim, um Homem Iluminado, de sua irmã Helena Jobim, Antônio
Carlos Jobim - Uma Biografia, de Sérgio Cabral, e Tons sobre Tom, de Márcia Cezimbra, Tárik de Souza e Tessy
Callado.
Antônio Carlos Jobim era doutor «honoris causa» pela Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, por volta de 1991.
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi renomeado Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão
-Antônio Carlos Jobim ' junto ao Congresso Nacional por uma comissão de notáveis, formada por Chico Buarque,
Oscar Niemeyer, João Ubaldo Ribeiro, Antônio Cândido, Antônio Houaiss e Edu Lobo, criada e pessoalmente coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin.[carece de fontes?]
Em 25 de janeiro de 2011, dia em que Tom Jobim completaria 84 anos, o Google alterou o logo da sua página inicial em homenagem a Tom.[10]
Discografia
Álbuns de estúdio
Solo
• The Composer of Desafinado, Plays (Verve, 1963)
• Antônio Carlos Jobim (Elenco, 1964), reedição brasileira do álbum acima, com capa e título diferentes. • The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim (Warner, 1964)
• A Certain Mr. Jobim (Warner, 1965) • Wave (A&M/CTI, 1967)
• Stone Flower (CTI, 1970) • Tide (A&M/CTI, 1970) • Matita Perê (Philips, 1973)
• Jobim (MCA, 1973), reedição estadunidense do álbum acima, com capa e título diferentes. A diferença é que contém uma faixa a mais: "Waters of March".[11]
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• Terra Brasilis (Warner, 1980) • Passarim (PolyGram, 1987)
• Antônio Brasileiro (Columbia, 1994) • Inédito (BMG, 1995)
Com parcerias ou como contribuidor
• Sinfonia do Rio de Janeiro (Continental, 1954), parceira com Billy Blanco. • Orfeu da Conceição (Odeon, 1956)
• O Pequeno Príncipe (Festa, 1957), um audiolivro cuja trilha sonora foi composta por Jobim. • Canção do Amor Demais - Elizete Cardoso (Festa, 1958)
• Amor de gente moça - Silvia Telles (Odeon, 1959) • Chega de Saudade - João Gilberto (Odeon, 1959) • Por tôda a minha vida - Lenita Bruno (Festa, 1959) • Brasília - Sinfonia da Alvorada (Columbia, 1960) • O Amor, o Sorriso e a Flor - João Gilberto (Odeon, 1960) • João Gilberto - João Gilberto (Odeon, 1961)
• Getz/Gilberto - Stan Getz, João Gilberto (Verve, 1963) • Jazz Samba Encore! (MGM/Verve, 1963)
• The Astrud Gilberto Album (Verve/Elenco, 1965)
• Caymmi Visita Tom (Elenco, 1965), parceria com Dorival Caymmi e seus filhos, Danilo Caymmi, Dori Caymmi e Nana Caymmi
• Garota de Ipanema - vários intérpretes (Philips, 1967), trilha sonora do filme homônimo.
• Antonio Carlos Jobim & Sérgio Mendes (Odeon, 1967), com Sérgio Mendes. Algumas faixas desse álbum foram retiradas do The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim.
• Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim (Reprise, 1967) • The Adventurers (Paramount, 1970), trilha sonora do filme homônimo. • Sinatra & Company - Frank Sinatra e Antonio Carlos Jobim (Reprise, 1971) • Elis & Tom (PolyGram, 1974), parceria com Elis Regina.
• Miucha & Antonio Carlos Jobim - vol. I (RCA, 1977), parceria com Miúcha. • Miucha & Tom Jobim - vol. II (RCA, 1979), parceria com Miúcha.
• Edu & Tom (PolyGram, 1981), parceria com Edu Lobo.
• Gabriela (RCA, 1983), trilha sonora original do filme Gabriela, Cravo e Canela. • O Tempo e o Vento (Som Livre, 1985)
Compactos
• Disco de bolso - O Tom de Tom Jobim e o tal de João Bosco (Zen Editora, 1972)
Álbuns ao vivo
• Tom, Vinicius, Toquinho, Miucha - gravado ao vivo no Canecão, Rio de Janeiro (Som Livre, 1977) • Rio Revisited - Tom Jobim & Gal Costa (Verve/Polygram, 1989)
• Tom Canta Vinícius (Universal, 2000)
• Em Minas ao Vivo: Piano e Voz (Biscoito Fino, 2004) • Ao Vivo em Montreal (Biscoito Fino, 2007)
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Compilações
• Antonio Carlos Jobim: Composer (Warner, 1995) • Sinatra-Jobim Sessions (WEA, 1979)
• Meus Primeiros Passos e Compassos (Revivendo, 1997), coletânea das suas primeiras composições na década de 1950.
• Raros Compassos (Revivendo, 2000), coletânea de gravações raras da década de 1950. Lançado em três volumes.
Álbuns de tributo
• Onda (3M, 1987), interpretado pelo cantor e compositor Wauke, acompanhado pela banda High Life, formada por Nico Assumpção, Carlos Bala, Ricardo Silveira, Márcio Montarroyos e Luiz Avelar, com produção de Fátima Leão e Lucia Sweet. Indicado ao Prêmio Sharp daquele ano. Em 1996, o disco foi relançado em CD como Wauke
canta Jobim.
• The Antonio Carlos Jobim Songbook (Verve, 1994), interpretado por vários artistas, como Ella Fitzgerald, Oscar Peterson e Dizzy Gillespie, incluindo algumas músicas de álbuns que Tom Jobim participou, como o álbum Getz/Gilberto e The Composer of Desafinado, Plays.
• Songbook Instrumental Antonio Carlos Jobim (Lumiar, 1995), álbum duplo interpretado por vários artistas. • Songbook Antonio Carlos Jobim (Lumiar, 1996), interpretado por vários artistas e lançado em 5 volumes. • Jobim Sinfônico - OSESP (Biscoito Fino, 2002)
Bibliografia
• JOBIM, Helena. Antonio Carlos Jobim: Um Homem Iluminado (em português). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. ISBN 85-209-0684-2.
• LISBOA, Luis Carlos. A Vida de Tom Jobim (em português). Rio de Janeiro: Rio Cultura/Faculdades Integradas Estácio de Sá, 1983.
• CABRAL, Sérgio. Antonio Carlos Jobim: Uma Biografia (em português). Rio de Janeiro: Lumiar, 1997. • CEZIMBRA, Márcia. SOUZA, Tárik de. CALLADO, Tessy. Tons sobre Tom (em português). Rio de
Janeiro: Revan, 1995. ISBN 85-7106-076-2.
Ligações externas
• Site oficial [12]• Instituto Antonio Carlos Jobim [13]
• Arquivo digitalizado de Antonio Carlos Jobim [14] • Clube do Tom [15]
• Histórias da bossa nova [16]
• Tom Jobim - Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira [17]
• Tom Jobim era um apaixonado por Drummond e Guimarães Rosa [18] Globo.com
• KUEHN, Frank M. C. Antonio Carlos Jobim, a Sinfonia do Rio de Janeiro e a Bossa Nova: caminho para a
construção de uma nova linguagem musical. Rio de Janeiro: UFRJ, 2004. Primeira Parte [19], segunda Parte [20],
Antônio Carlos Jobim 7
Referências
[1] http://www2.uol.com.br/tomjobim
[2] A grafia original do nome do biografado, Antonio, deve ser atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, por seguir as mesmas regras dos substantivos comuns ( Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943 (http:// www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=20)). Tal norma foi reafirmada pelos subsequentes Acordos Ortográficos da língua portuguesa ( Acordo Ortográfico de 1945 (http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&version=1945) e Acordo Ortográfico de 1990 (http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&version=1990)). A norma é optativa para nomes de pessoas em vida, a fim de evitar constrangimentos, mas após seu falecimento torna-se obrigatória para publicações, ainda que se possa utilizar a grafia arcaica no foro privado (Formulário Ortográfico de 1943, IX).
[3] Ricardo Franca Cruz (14 de outubro de 2008). 1. TOM JOBIM - Edição 25 - (Outubro/2008) - Rolling Stone Brasil (http://www. rollingstone.com.br/edicoes/25/textos/3465/) (em português). Rolling Stone. Página visitada em 1 de fevereiro de 2011.
[4] Cronologia (http://www.jobim.com.br/cgi-bin/clubedotom/cronologia.cgi). Clube do Tom. Página visitada em 3 de abril de 2009. [5] Magioli, Ailton. Sem Fronteiras (http://www.clubedejazz.com.br/noticias/noticia.php?noticia_id=573). Estado de Minas. Página visitada
em 3 de abril de 2009.
[6] Datas (http://veja.abril.com.br/290798/p_039.html). Revista Veja. Página visitada em 10 de fevereiro de 2009.
[7] Filho de Tom Jobim morre em acidente (http://jornal.valeparaibano.com.br/1998/07/23/geral/jobim.html). O Vale Paraibano. Página visitada em 28 de agosto de 2009.
[8] Antonio Carlos Jobim (http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=539819). GeneAll. Página visitada em 3 de abril de 2009. [9] As coincidências entre John Lennon e Tom Jobim (http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/
as-coincidencias-entre-john-lennon-e-tom-jobim-20091208.html) Portal R7.
[10] Google homenageia aniversário de Tom Jobim (http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/01/ google-homenageia-aniversario-de-tom-jobim.html)
[11] Jobim (http://www.jobim.org/xmlui/handle/2010/8386). Acervo Antonio Carlos Jobim. Página visitada em 16 de outubro de 2009. [12] http://www2.uol.com.br/tomjobim/index_flash.htm
[13] http://www.jobim.org [14] http://www.jobim.org/jobim [15] http://www.jobim.com.br
[16] http://www.almacarioca.com.br/mpb.htm [17] http://www.dicionariompb.com.br/tom-jobim
[18] http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1179283-7823-TOM+JOBIM+ERA+UM+APAIXONADO+POR+ DRUMMOND+E+GUIMARAES+ROSA,00.html
[19] http://unirio-br.academia.edu/fmc/Papers/612772/ANTONIO_CARLOS_JOBIM_Antonio_Carlos_Jobim_ [20] http://unirio-br.academia.edu/fmc/Papers/695463/A_BOSSA_NOVA_The_Bossa_Nova_movement_ [21] http://unirio-br.academia.edu/fmc/Papers/745345/A_SINFONIA_DO_RIO_DE_JANEIRO_de_A.C.
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Vinicius de Moraes
Vinícius de Moraes
Caricatura de Vinicius de Moraes
Informação geral
Apelido Poetinha
Nascimento 19 de outubro de 1913 Origem Rio de Janeiro, RJ
País Brasil
Data de morte 9 de julho de 1980 (66 anos) Rio de Janeiro
Gênero(s) MPB, bossa nova, samba
Afiliação(ões) Carlos Lyra, Tom Jobim, Toquinho
Vinícius de Moraes[1][2] (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.[3][4][5]
Poeta essencialmente lírico, também conhecido como "poetinha"[6], apelido que lhe teria atribuído Tom Jobim[7], notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador.[8] O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida e suas esposas foram, respectivamente: Beatriz Azevedo de Melo (mais conhecida como Tati de Moraes), Regina Pederneiras, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria (a Martita) e Gilda de Queirós Mattoso.[8]
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.
Vinicius de Moraes 9
Vida
Vinicius de Moraes nasceu em 1913 no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta e violinista amador, e Lídia Cruz, pianista amadora. Vinícius é o segundo de quatro filhos, Lygia (1911), Laetitia (1916) e Helius (1918).[8] Mudou-se com a família para o bairro de Botafogo em 1916, onde iniciou os seus estudos na Escola Primária Afrânio Peixoto, onde já demonstrava interesse em escrever poesias.[9] Em 1922, a sua mãe adoeceu e a família de Vinicius mudou-se para a Ilha do Governador, ele e sua irmã Lygia permanecendo com o avô, em Botafogo, para terminar o curso primário.[10]
Vinicius de Moraes ingressou em 1924 no Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, onde passou a cantar no coral e começou a montar pequenas peças de teatro. Três anos mais tarde, tornou-se amigo dos irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, com quem começou a fazer suas primeiras composições e a se apresentar em festas de amigos.[11] Em 1929, concluiu o ginásio e no ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, hoje integrada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Na chamada "Faculdade do Catete", conheceu e tornou-se amigo do romancista Otavio Faria, que o incentivou na vocação literária. Vinicius de Moraes graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.[8]
Três anos depois, obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Dois anos mais tarde, Vinicius de Moraes ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1941, retornou ao Brasil empregando-se como crítico de cinema no jornal "A Manhã".[12] Tornou-se também colaborador da revista "Clima" e empregou-se no Instituto dos Bancários.
No ano seguinte, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em 1943, concorreu novamente e desta vez foi aprovado.[12] Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 1950, Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.
No final de 1968 foi afastado da carreira diplomática tendo sido aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco
O poeta estava em Portugal, a dar uma série de espectáculos, alguns com Chico Buarque e Nara Leão, quando o regime militar emitiu o AI-5. O motivo apontado para o afastamento foi o seu comportamento boêmio que o impedia de cumprir as suas funções. Vinícius foi anistiado (post-mortem)pela Justiça em 1998. A Câmara dos Deputados brasileira aprovou em Fevereiro de 2010 a promoção póstuma do poeta ao cargo de "ministro de primeira classe" do Ministério dos Negócios Estrangeiros - o equivalente a embaixador, que é o cargo mais alto da carreira diplomática. A lei foi publicada no Diário Oficial do dia 22 de junho de 2010 e recebeu o número 12.265.[13]
Vinicius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", em 25 de setembro de 1956. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 - época em que conheceu Tom Jobim (um de seus grandes parceiros) -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas.[12] Na década seguinte, Vinicius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime.
Na década de 1970, já consagrado e com um novo parceiro, o violonista Toquinho, Vinicius seguiu lançando álbuns e livros de grande sucesso.
Na noite de 8 de julho de 1980, acertando detalhes com Toquinho sobre as canções do álbum "Arca de Noé", Vinicius alegou cansaço e que precisava tomar um banho. Na madrugada do dia seguinte Vinicius foi acordado pela empregada, que o encontrara na banheira de casa, com dificuldades para respirar. Toquinho, que estava dormindo, acordou e tentou socorrê-lo, seguido por Gilda Mattoso (última esposa do poeta), mas não houve tempo e Vinicius de Moraes morreu pela manhã.
Vinicius de Moraes 10
Carreira artística
O início
Vinicius com Pierre Seghers. No fim da década de 1920 Vinicius de
Moraes produziu letras para dez canções gravadas - nove delas parcerias com os Irmãos Tapajós. Seu primeiro registro como letrista veio em 1928, quando compôs (com Haroldo) "Loira ou Morena", gravado em 1932 pela dupla de irmãos. Vinicius teve publicado seu primeiro livro de poemas, O Caminho para a Distância, em 1933, e lançou outros livros de poemas nessa década.[8] Foram também gravadas outras canções de sua autoria, como "Dor de uma Saudade" (composta com Joaquim Medina), gravada em 1933 por João
Petra de Barros e Joaquim Medina, "O Beijo Que Você Não Quis Dar" (composta com Haroldo Tapajós) e "Canção da Noite" (composta com Paulo Tapajós), ambas gravadas em 1933 pelos Irmãos Tapajós e também "Canção para Alguém" (composta com Haroldo Tapajós), gravada pelos mesmos um ano depois.[12]
Ainda na década de 1930 Vinicius de Moraes estabeleceu amizade com os poetas Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em sua fase considerada mística, ele recebeu o Prêmio Felipe D'Oliveira pelo livro
Forma e Exegese, de 1935. No ano seguinte, lançou o livro Ariana, a Mulher.
Declarava-se partidário do Integralismo, partido brasileiro de orientação fascista.[14]
Mudança de fase
Na década de 1940 suas obras literárias foram marcadas por versos em linguagem mais simples, sensual e, por vezes, carregados de temas sociais. Vinicius de Moraes publicou os livros Cinco Elegias (1943), que marcou esta nova fase, e Poemas, Sonetos e Baladas (1946); obra ilustrada com 22 desenhos de Carlos Leão. Atuando como jornalista e crítico de cinema em diversos jornais, Vinicius lançou em 1947, com Alex Vianny, a revista Filme. Dois anos depois, publicou em Barcelona o livro Pátria Minha.
De volta ao Brasil no início dos anos 1950, após servir ao Itamaraty nos Estados Unidos, Vinicius começou a trabalhar no jornal Última Hora, exercendo funções burocráticas na sede do Ministério das Relações Exteriores. Em 1953 Aracy de Almeida gravou "Quando Tu Passas Por Mim", primeiro samba de sua autoria. Escrita com Antônio Maria, a canção foi dedicado à esposa Tati de Moraes - e marcava também o fim do seu casamento. Ainda naquele ano, Vinícus foi para Paris como segundo secretário da embaixada brasileira. Aracy de Almeida também gravou "Dobrado de Amor a São Paulo" (outra parceria com Antônio Maria), em 1954.
Vinicius de Moraes 11
Orfeu e o amigo Tom
Em 1954, Vinícius publica sua coletânea de poemas, Antologia Poética,[15][16] mesmo ano que publica sua peça teatral Orfeu da Conceição, premiada no concurso do IV Centenário de São Paulo e publicada na revista Anhembi. Dois anos depois, quando Vinicius buscava alguém para musicar a peça, e aceitou a sugestão do amigo Lúcio Rangel para trabalhar com um jovem pianista, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, que na época tinha 29 anos e vivia da venda de músicas e arranjos nos inferninhos de Copacabana.[17]
Do encontro entre Vinícius e Tom nasceria uma das mais fecundas parcerias da música brasileira, que a marcaria definitivamente. Os dois compuseram a trilha sonora, que incluía "Lamento no Morro", "Se Todos Fossem Iguais A Você", "Um Nome de Mulher", "Mulher Sempre Mulher" e "Eu e Você" e foram lançadas em disco por Roberto Paiva, Luiz Bonfá e Orquestra. A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Além destas canções, a dupla Vinicius e Tom compuseram, entre outros clássicos, "A Felicidade", "Chega de Saudade", "Eu sei que vou te amar", "Garota de Ipanema", "Insensatez", entre outras belas canções.
Entre 1957 a 1958, o diretor de cinema francês Marcel Camus filmou "Orfeu do Carnaval" no Rio de Janeiro, filme este que recebeu o nome de Orfeu Negro. Vinicius compôs para o filme "A Felicidade" e "O Nosso Amor". Um ano depois, o filme seria contemplado com a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro.
Em 1957 teve sua carreira diplomática transferida para Montevidéu, onde permaneceu por três anos.
A Bossa Nova
Vinicius em 1970. O ano de 1958 marcaria o início de um dos
movimentos mais importantes da música brasileira, a Bossa Nova. A pedra fundamental do movimento veio com o álbum "Canção do Amor Demais", gravado pela cantora Elizeth Cardoso. Além da faixa-título, o antológico LP contava ainda com outras canções de autoria da dupla Vinicius e Tom, como "Luciana", "Estrada Branca", "Outra Vez" e "Chega de Saudade", em interpretações vocais intimistas.
"Chega de Saudade" foi uma canção fundamental daquela novo movimento, especialmente porque o álbum de Elizeth contou com a participação de um jovem violonista, que com seu inovador modo de tocar o violão, caracterizado por uma nova batida, marcaria definitivamente a bossa nova e a tornaria famosa no mundo inteiro a partir dali. O nome deste
violonista é João Gilberto.[12] A importância do disco "Canção do Amor Demais" é tamanha que ele é tido como referência por muitos artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso.
Várias das composições de Vinicius foram gravadas na metade final daquela década por outros artistas. Joel de Almeida gravou "Loura ou Morena" (1956). No ano seguinte, Aracy de Almeida gravou "Bom Dia, Tristeza" (composta com Adoniran Barbosa), Tito Madi gravou "Se Todos Fossem Iguais A Você", Bill Farr gravou "Eu Não Existo Sem Você", Agnaldo Rayol gravou "Serenata do Adeus" e Albertinho Fortuna gravou "Eu Sei Que Vou Te Amar". "O Nosso Amor" e "A Felicidade" foram duas das canções mais lançadas no final daquela década. A primeira foi gravada por Lueli Figueiró e Diana Montez, ambas em 1959. Já a segunda foi lançada por Lueli Figueiró, Lenita Bruno, Agostinho dos Santos e João Gilberto.
Vinicius de Moraes 12
Servindo ao Itamaraty em Montevidéu desde 1957, Vinicius de Moraes deixaria a embaixada brasileira no Uruguai somente em 1960. Suas canções continuaram sendo gravadas por muitos artistas no início da década de 1960. Foram lançadas "Janelas Abertas" (composta com Tom Jobim), por Jandira Gonçalves, e "Bate Coração", (composta com Antônio Maria), por Marianna Porto de Aragão, cantora cultuada na época como uma das vozes mais poderosas de toda uma geração de cantoras .
Novas parcerias
No ano seguinte, Vinicius registrou pela primeira vez sua voz, em um álbum contendo os sambas "Água de Beber" e
"Lamento no Morro", novamente parcerias com Tom Jobim. O poeta teria também um novo parceiro naquele
período, o cantor, compositor e violonista Carlos Lyra. Com ele, Vinicius iria compor clássicos como "Você e Eu", "Coisa Mais Linda", "A Primeira Namorada" e "Nada Como Te Amar". Ainda em 1961, o Teatro Santa Rosa foi inaugurado no Rio de Janeiro com "Procurase uma rosa", peça de autoria de Vinicius, Pedro Bloch e Gláucio Gil -filmada depois pelo cinema italiano com o nome de "Una Rosa per Tutti" (o longa-metragem foi rodado no Rio e estrelado por Cláudia Cardinale).
Em 1962, a Banda do Corpo de Bombeiros fluminense gravou "Serenata do Adeus", um ano após gravarem "Rancho das Flores", marcha-rancho com versos do poeta sobre tema de Jesus, Alegria dos Homens, de Johann Sebastian Bach. Ainda naquele ano, enquanto "Canção da Eterna Despedida" (composta com Tom Jobim) "Em Noite de Luar" (composta com Ary Barroso) foram gravadas por Orlando Silva e Ângela Maria, respectivamente, Vinicius de Moraes publicou três livros: Antologia Poética, Procura-se Uma Rosa e Para Viver Um Grande Amor.
Com Pixinguinha, compôs a trilha sonora do filme Sol sobre a Lama, de Alex Vianny, escrevendo as letras para os chorinhos "Lamento" e "Mundo Melhor". Também naquele período, nasceu a parceria com o compositor e violonista Baden Powell. Desta, resultariam inúmeros sucessos, como "Apelo", "Canção de Amor", "Canto de Ossanha", "Formosa", "Mulher Carioca", "Paz", "Pra Que Chorar", "Samba da Bênção", "Samba Em Prelúdio", "Só Por Amor", "Tem Dó", "Tempo Feliz", entre outras.
Em agosto de 1962, com Tom Jobim, João Gilberto e o grupo Os Cariocas, Vinicius de Moraes participou de "Encontro", um dos mais importantes concertos da bossa nova e realizado na boate "Au Bon Gourmet", no Rio de Janeiro. Neste show, foram lançadas clássicos da música popular brasileira como "Ela é Carioca", "Garota de Ipanema", "Insensatez", "Samba do Avião" e "Só Danço Samba". Naquela mesma casa noturna foi montada "Pobre Menina Rica", mais uma peça do poeta, cuja trilha sonora trazia canções como "Sabe Você", "Primavera" e "Samba
do Carioca" (lançando a cantora Nara Leão),[12] ambas parcerias com Carlos Lyra. Ainda naquele ano, Vinicius comporia com Lyra "Marcha da Quarta-feira de Cinzas" e "Minha Namorada".
Várias daquelas seriam gravadas em 1963. Jorge Goulart gravou "Marcha da Quarta-feira de Cinzas", Elizeth Cardoso gravou "Mulher Carioca" e "Menino Travesso" (composta com Moacir Santos), Elza Soares gravou "Só Danço Samba", Pery Ribeiro e o Tamba Trio gravaram "Garota de Ipanema" e Jair Rodrigues gravou "O Morro Não
Tem Vez" (composta com Tom Jobim).
Naquele mesmo período, Vinicius de Moraes lançou com a atriz Odete Lara seu primeiro álbum: Vinicius e Odete
Lara. Com arranjos e regência do poeta Moacir Santos, o LP continha canções da parceria com Baden Powell, como
"Berimbau", "Mulher Carioca", "Samba em Prelúdio" e "Só por Amor", entre outras. Ainda em 1963, o selo Copacabana lançou o álbum "Elizeth Interpreta Vinicius", contendo as parcerias do poetinha com Baden Powell, Moacir Santos (e arranjos deste), Nilo Queiroz e Vadico.
Vinicius de Moraes 13
Retorno ao Brasil
Em 1964 Vinicius retornou ao Brasil e logo se apresentou na boate "Zum Zum", ao lado de Dorival Caymmi, Quarteto em Cy e o Conjunto de Oscar Castro Neves. O concerto teve grande repercussão nos meios artísticos e foi lançado em LP pelo selo Elenco, contendo composições como "Bom-dia, Amigo" (parceria com Baden Powell), "Carta ao Tom", "Dia da Criação" e "Minha Namorada" (parcerias com Carlos Lyra), e "Adalgiza", "...Das Rosas", "História de Pescadores" e "Saudades da Bahia" (parcerias com o cantor, compositor e violonista Dorival Caymmi).[12]
Duas canções de Vinicius de Moraes concorreram, em 1965, o I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (da extinta TV Excelsior). "Arrastão" (composta com Edu Lobo), defendida por Elis Regina, ficou com o primeiro lugar, e "Valsa do Amor que Não Vem" (parceria com Baden Powell), defendida por Elizeth Cardoso, ficou com o segundo lugar. Também com o arranjador, cantor e instrumentista Edu Lobo, Vinicius compôs "Zambi" e "Canção do Amanhecer" - canções que se engajaram no clima de protesto da época e foram apresentadas em projetos do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Por um breve período, Vinicius foi designado para trabalhar na delegação do Brasil junto à UNESCO, na Europa. O poeta também trabalhou com o diretor Leon Hirszman no roteiro do filme Garota de Ipanema, voltou a se apresentar no Zum Zum com Dorival Caymmi e lançou o livro "Cordélia e o Peregrino".
Ainda em 1965, o Teatro Municipal de São Paulo foi o palco de uma homenagem para o poetinha, com o show
Vinicius: Poesia e Canção, espetáculo que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
(sob a regência do maestro Diogo Pacheco). As composições apresentadas receberam arranjos dos maestros Guerra Peixe, Radamés Gnattali, Luís Eça, Gaya e Luís Chaves e contou com intérpretes com Carlos Lyra, Edu Lobo, Suzana de Morais, Francis Hime, Paulo Autran, Cyro Monteiro e Baden Powell. Quando o poeta terminou a apresentação de "Se Todos Fossem Iguais A Você", a platéia respondeu com dez minutos ininterruptos de aplausos. Em 1966, foi lançado o álbum Os Afro-Sambas, com suas composições em parceria com Baden Powell. Constam do repertório do disco "Canto de Ossanha", "Canto de Xangô", "Canto de Iemanjá" e "Lamento de Exu", entre outras, além da participação de Powell tocando violão. Naquele mesmo período, Vinicius participou do concerto Pois É, no Teatro Opinião, ao lado de Maria Bethânia e Gilberto Gil. No espetáculo dirigido pelo arranjador, compositor, maestro e pianista Francis Hime, o público carioca conheceu pela primeira vez as canções de Gilberto Gil. Ainda naquele ano, lançou o livro de crônicas Para Uma Menina Com Uma Flor e também foi convidado a participar do júri do Festival de Cannes. Na ocasião, descobriu que sua canção "Samba da Bênção" havia sido utilizada, sem os devidos créditos, na trilha sonora do filme Um Homem e Uma Mulher, do diretor francês Claude Lelouch, vencedor do festival. Após uma ameaça de processo, a obra de Lelouch creditou a canção de Vinicius. O ano de 1967 marcou a estréia do filme Garota de Ipanema, baseado no sucesso homônimo de Vínicius. É a canção brasileira mais conhecida no mundo depois de "Aquarela do Brasil" (de Ary Barroso).[carece de fontes?] Ainda naquele período, Vinícius organizou um festival de artes em Ouro Preto e excursionou para a Argentina e o Uruguai.
Aposentadoria compulsória
Em 1968 Vinicius de Moraes participou de shows em Lisboa, na companhia de Chico Buarque e Nara Leão. Também naquele ano, a convite do crítico Ricardo Cravo Albin, Vinicius prestou histórico depoimento para o Museu da Imagem e do Som (de onde era membro do Conselho Superior de MPB).
Mas o ano de 1968 marcou o fim da carreira diplomática de Vinicius de Moraes. Após 26 anos de serviços prestados ao MRE, Vinicius foi aposentado pelo Ato Institucional 5, criado pela ditadura militar brasileira, fato que o magoou profundamente. No dia em que o ato era editado, Vinicius encontrava-se em Portugal onde realizava um concerto. Após este espetáculo, estudantes salazaristas estavam aglomerados na porta do teatro para protestar contra o poeta. Avisado disto e aconselhado a se retirar pelos fundos do teatro, o poetinha preferiu enfrentar os protestos e, parando diante dos manifestantes, começou a declamar "Poética I" ("De manhã escureço/De dia tardo/De tarde anoiteço/De noite ardo"). Então, um dos jovens tirou a capa do seu traje acadêmico e a colocou no chão para que Vinicius
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pudesse passar sobre ela — ato imitado pelos outros estudantes e que, em Portugal, é uma forma tradicional de homenagem acadêmica.
Segundo entrevista publicada pela Revista Veja em 12 de janeiro de 2000 o ex-presidente João Figueiredo explicou as reais causas da demissão do poeta do Itamaraty: "Ele até diz que muita gente do Itamaraty foi cassada ou por corrupção ou por pederastia. É verdade. Mas no caso dele foi por vagabundagem mesmo. Eu era o chefe da Agência Central do Serviço e recebíamos constantemente informes de que ele, servindo no consulado brasileiro de Montevidéu, ganhando 6 000 dólares por mês, não aparecia por lá havia três meses. Consultamos o Ministério das Relações Exteriores, que nos confirmou a acusação. Checamos e verificamos que ele não saía dos botequins do Rio de Janeiro, tocando violão, se apresentando por aí, com copo de uísque do lado. Nem pestanejamos. Mandamos brasa."
A reabilitação ao corpo diplomático brasileiro só ocorreu trinta anos depois de sua morte por meio da Lei 12.265 de 21 de junho de 2010[18]. Em cerimônia no Palácio do Itamaraty, Vinicius de Moraes foi elevado ao cargo de ministro de exterior, cargo semelhante ao de embaixador[19].
Em 1969 Vinicius de Moraes publicou o livro Obra Poética e se apresentou ao lado de Maria Creuza e Dorival Caymmi em Punta del Este. O poetinha também fez recital na Livraria Quadrante, em Lisboa, apresentando, entre outros, os poemas "A Uma Mulher", "O Falso Mendigo", "Sob o Trópico de Câncer" (no qual trabalhou durante nove anos) e "Soneto da Intimidade". O evento foi gravado ao vivo e lançado em LP pelo selo Festa. Ainda naquele ano, Vinicius fez apresentações em Buenos Aires, ao lado de Caymmi, Baden Powell, Quarteto em Cy e Oscar Castro Neves.
Parceria com Toquinho
Naquele mesmo período, iniciou suas primeiras composições com um novo parceiro, o violonista Toquinho. Desta parceria, viriam clássicos como "Como Dizia o poeta", "Tarde em Itapoã" e "Testamento".
Em 1970 Vinicius se apresentou na casa de espetáculo carioca Canecão, com o parceiro Tom Jobim, o violonista Toquinho e a cantora Miúcha. O show, que relembrou a trajetória do poeta, ficou quase um ano em cartaz devido ao grande sucesso obtido. Outra apresentação marcante de Vinícus de Moraes, ao lado de Toquinho e da cantora Maria Creuza, foi em a cidade argentina de Mar del Plata, na boate La Fusa. O concerto resultaria no LP ao vivo Vinicius
En La Fusa, uma das mais belas joias gravadas ao vivo da música brasileira. No repertório, interpretado de modo
espetacular pela cantora baiana, estavam entre outras "A Felicidade", "Garota de Ipanema", "Irene", "Lamento no Morro", "Canto de Ossanha" (canção muito aplaudida pela plateia argentina), "Samba em Prelúdio", "Eu Sei Que Vou Te Amar" (canção que contou ainda com a declamação do poetinha de "Soneto da Fidelidade", para delírio do público argentino), "Minha Namorada" e "Se Todos Fossem Iguais A Você", que encerrou o magnífico concerto. No ano seguinte, Vinicius voltou à Fusa para gravar um novo LP ao vivo, também com Toquinho, mas desta vez com a cantora Maria Bethânia nos vocais. Neste álbum estão presentes canções com "A Tonga da Mironga do Kabuletê", "Testamento" e "Tarde em Itapoã". Também em 1971, assinou com Chico Buarque, sobre antigo choro de Garoto, a canção "Gente Humilde", grande sucesso gravada pelo próprio Chico e, pouco depois, por Ângela Maria.
A parceria Vinicius/Toquinho excursionou por várias cidades brasileiras e também pelo exterior. Ainda em 1971, a dupla lançou seu primeiro LP de estúdio, com destaque para "Maria Vai com as Outras", "Morena Flor", "A Rosa
Desfolhada" e "Testamento". Em 1972, eles lançaram o álbum "São Demais os Perigos Dessa Vida", contendo
-além da faixa-título - grandes sucessos como "Cotidiano nº 2", "Para Viver Um Grande Amor" e "Regra três". Com Toquinho, também compôs a trilha sonora da telenovela "Nossa Filha Gabriela" (da extinta TV Tupi), registrada em disco naquele mesmo ano. No ano seguinte, a dupla se apresentou no show "O Poeta, a Moça e o Violão", com a cantora Clara Nunes no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Em 1974 Vinicius e Toquinho compuseram "As Cores de Abril" e "Como É Duro Trabalhar", ambas incluídas na trilha sonora da novela Fogo Sobre Terra, da Rede Globo. Naquele mesmo ano, a parceria lançou o álbum Toquinho,
Vinicius de Moraes 15
("Que Martírio" e "Você Errou", últimas gravações deste cantor), Maria Creuza ("Tomara" e "Lamento no Morro"), Sergio Endrigo ("Poema Degli Occhi" e "La Casa") e Chico Buarque ("Desencontro"). Ainda naquele ano, a dupla lançou "Vinicius e Toquinho", quarto álbum de estúdio da parceria, que trazia composições de autoria deles, como "Samba do Jato", "Sem Medo" e "Tudo Na Mais Santa Paz", e ainda "Samba pra Vinicius", homenagem ao poetinha de Toquinho e Chico Buarque, que fez uma participação especial no disco.
Em 1975 Vinicius do Moraes lançou o álbum "O Poeta e o Violão". Gravado em Milão, o LP teve a participação especial dos maestros Bacalov e Bardotti. No mesmo ano, a gravadora Philips lançou o álbum "Vinicius e
Toquinho". Deste LP, destaca-se "Onde Anda Você" - parceria com Hermano Silva e que alcançou grande sucesso.
Ainda naquele ano, Vinicius lançou o livro de poemas infantis A Arca de Noé. Foram lançados em no ano seguinte os álbuns Ornella Vanoni, Vinicius de Moraes e Toquinho - La voglia, la pazzia, l'incoscienza e l'allegria e Deus lhe
Pague - este com as composições da parceria Vinicius e Edu Lobo.
Vinicius teve publicado, em 1977, o livro O Breve Momento, com 15 serigrafias de Carlos Leão. Naquele ano, o selo Philips lançou o álbum "Antologia Poética", uma seleção da obra poética do poetinha e que teve a participação especial de Tom Jobim, Francis Hime e Toquinho. A gravadora Som Livre disponibilizou no mercado o LP Tom,
Vinicius, Toquinho e Miúcha - Ao Vivo no Canecão. Em 1978 foi lançado o álbum Vinicius e Amália, gravado em
Lisboa com a cantora portuguesa Amália Rodrigues. Naquele mesmo ano, foi editado o álbum "10 Anos de Toquinho
e Vinicius" - uma coletânea de uma década de trabalhos da dupla. Em 1980 foi lançado o álbum Arca de Noé, que
trouxe diversos intérpretes para as composições infantis do poeta, musicadas a partir do livro homônimo. O disco gerou um especial infantil na Rede Globo, naquele mesmo ano.
Morte
Na madrugada de 9 de julho de 1980 Vinicius de Moraes começou a se sentir mal na banheira da casa onde morava, na Gávea, vindo a falecer pouco depois. O poeta passara o dia anterior com o parceiro e amigo Toquinho, com quem planejava os últimos detalhes do volume 2 do álbum "Arca de Noé". Em 1981, este LP foi lançado.
Mesmo após a morte, a obra musical de Vinicius manteve-se prestigiada na música brasileira. Foram lançados os álbuns Toquinho, Vinicius e Maria Creuza O Grande Encontro (1988) e A História dos Shows Inesquecíveis
-Poeta, Moça e Violão: Vinicius, Clara e Toquinho (1991), além de terem sido lançados livros sobre o poeta, como Vinicius de Moraes - Livro de Letras (1993), de José Castello, Vinicius de Moraes (1995), também de José Castello, "Vinicius de Moraes" (1997), de Geraldo Carneiro (uma edição ampliada do livro publicado em 1984). Ainda em
1993, Almir Chediak editou os três volumes do Songbook Vinicius de Moraes.
Por ocasião dos vinte anos da morte do poeta, em 2000, a Praia de Ipanema foi o palco de um show em homenagem a Vinicius, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira, Roberto Menescal, Wanda Sá, Zimbo Trio, Os Cariocas, Emílio Santiago e Toquinho, interpretando composições de sua autoria.
Em 2003, ano em que o poeta completaria seu 90º aniversário, foram lançados vários projetos em tributo à sua criação artística. Também foi lançado o website oficial de Vinicius.
Em 2005 "The Girl from Ipanema", versão em inglês de "Garota de Ipanema", interpretada por Astrud Gilberto, Tom Jobim, João Gilberto e Stan Getz e gravada em 1963, foi escolhida como uma das 50 grandes obras musicais da Humanidade pela Biblioteca do Congresso Americano. Ainda em 2005, estreou, na abertura da sétima edição do Festival do Rio, o documentário Vinicius, dirigido por Miguel Faria Jr. e produzido por Suzana de Moraes, filha do poeta, com a participação de Chico Buarque, Carlos Lyra, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Mariana de Moraes e Olívia Byington, entre outros convidados. A trilha sonora do filme foi lançada em CD.
Em 2006 foi lançada a caixa "Vinicius de Moraes & Amigos", com cinco álbuns do poetinha, contendo 70 canções compiladas de fonogramas gravados por vários intérpretes e pelo próprio Vinicius (solo ou em dueto. A caixa incluiu ainda um livreto com a biografia do homenageado e as letras de todas as canções.
Vinicius de Moraes 16
Obras
[1] (http://www.viniciusdemoraes.org/textos/index.php) Segundo Laetitia de Moraes Vasconcellos, irmã de Vinicius, o nome Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes se deve a uma brincadeira de Manuel Bandeira. Vinicius foi registrado pelo pai como Marcus Vinicius de Moraes, abandonando posteriormente o nome Marcus. A mudança foi registrada em cartório na rua São José, no centro do Rio. Castello (1994), pp. 30.
[2] Segundo a ortografia vigente, seu nome deve ser grafado Vinícius de Morais.
[3] Ruy Castro -Bossa Nova: The Story of the Brazilian Music That Seduced the World Page 78 2003 "Bôscoli and his friend Chico Feitosa had gone to Vinícius's house, in Avenida Henrique Dumont in Ipanema, with the express purpose of selling him the idea to invite Jobim to write the music for Orfeu, and Vinícius had bought it."
[4]
[4] Songbook Vinícius de Moraes - Vol. 3: Volume 3 - Page 171 Vinícius De Moraes, Almir Chediak - 1993 "In Gratitude The idea of a Songbook which would include the works of Vinícius de Moraes was born in 1987 during a guitar class which I was giving to the poet's daughter, Luciana de Moraes. "
[5] Tom Jobim Volume 2 - Page 118 Almir Chediak - 1990 "Modinha (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
[6] Adolfo, Lucas (2011). Serestas homenageia o Poetinha Vinícius de Moraes (http://www.ulbratv.com.br/institucional/?p=389). Ulbra TV. Página visitada em 4 de maio de 2011.
[7] O poetinha Vinícius de Moraes completaria hoje 97 anos (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=139605). Portal Vermelho (2011). Página visitada em 4 de maio de 2011.
[8] Vinicius de Moraes (http://educacao.uol.com.br/biografias/vinicius-de-moraes.jhtm) (em português). UOL - Educação. Página visitada em 19 de outubro de 2012. [9] [9] Castello (1994), pp. 25-30 [10] [10] Castello (1994), pp. 36-37 [11] [11] Castello (1994), pp. 49-50
[12] Araújo, A. Ana Paula de (20 de janeiro de 2012). Biografia de Vinícius de Moraes (http://www.infoescola.com/escritores/ biografia-de-vinicius-de-moraes/) (em português). InfoEscola. Página visitada em 19 de outubro de 2012.
[13] [[Categoria:!Artigos com citações quebradas (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12265.htm)] Título
não preenchido, favor adicionar]. Planalto.gov.br.
[14] NARLOCH, Leandro: "Eles Estão Entre Nós", in: revista Aventuras na História, ed. 31 de março de 2006, editora Abril, São Paulo, ISSN 18062415
[15]
[15] Morais (2003), Introdução [16]
[16] Há divergências com relação à publicação da Antologia. Por exemplo, na sua primeira publicação pela editora carioca A Noite, havia uma nota antecedendo os poemas que dizia "Los Angeles, junho de 1949". Entretanto, optou-se pela mesma data utilizada na Nova Antologia Poética publicada em 2003, onde se aponta como 1954 a data mais comum nas biografias, inferindo-se anuência do poeta com a data referida [17]
[17] Morais (2005), pg.14
[18] Presidência da República: (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12265.htm). Planalto.gov.br. [19] Vinicius de Moraes - Embaixador do Brasil: (http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/
cerimonia-de-promocao-i-post-mortem-i-de-vinicius-de-moraes). Itamaraty.gov.br. Bibliografia
• Morais, Vinicius (organização de Antonio Cicero e Eucanaã Ferrasz). Nova Antologia Poética. 1a. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. ISBN 978-85-359-0439-0
• Morais, Vinicius (texto de José Castello). Livro de Letras. 1a. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. ISBN 85-359-0730-0
• Castello, José. Vinicius de Moraes: o poeta da paixão. 1a. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. ISBN 85-7164-355-5
Ligações externas
• Fundación Internacional José Guillermo Carrillo (http://www.fundacionjoseguillermocarrillo.org/sitio/ muspopular_vinicius_de_moraes.php)
• Portal oficial do poeta (http://www.viniciusdemoraes.com.br/) , supervisionado por Suzana Moraes. • TODA A POESIA DE VINICIUS DE MORAES - Brasiliana/USP (http://www.brasiliana.usp.br/node/455)
Alaíde Costa 17
Alaíde Costa
Alaíde Costa
Alaíde em 2010, durante evento promovido pelo Ministério da Cultura
Informação geral
Nome completo Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide Nascimento 8 de dezembro de 1935 (77 )
Origem Rio de Janeiro
País Brasil
Gênero(s) Bossa nova, samba, MPB Instrumento(s) voz
Outras ocupações compositora
Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide, mais conhecida como Alaíde Costa, (Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1935) é uma cantora e compositora brasileira.[1]
Começou no programa A raia miúda de Renato Murce. Com um canto suave e sussurrado, é considerada uma das perfeitas vozes do país. Consagrou em 1964 com Onde está você?, grande marco da voz, que embalou casais. Com quinze discos gravados em cinqüenta anos de carreira, participou dos principais programas de televisão e de rádio no eixo Rio-São Paulo. Tema de reportagens de jornais e revistas, participou de festivais internacionais e recebeu importantes prêmios e homenagens de expoentes da música popular brasileira. Uma das grandes referências musicais do movimento surgido em 1957, a bossa nova, frequentava a boemia do Beco das Garrafas, em Copacabana.
Alaíde Costa 18
Ligações externas
• Revista Veja - A nação das cantoras [2] • Os Grandes Sucessos do Paramount (1965) [3]
Referências
[1] Biografia no Cravo Albin (http://www.dicionariompb.com.br/alaide-costa). dicionariompb.com.br. Página visitada em 26/10/2012. [2] http://veja.abril.com.br/110407/p_120.shtml
[3] http://www.waltersilvapicapau.com/dp4.html
Astrud Gilberto
Astrud Gilberto
Informação geral
Nome completo Astrud Evangelina Weinert Nascimento 29 de março de 1940 (72 ) Origem Salvador, Bahia
País Brasil Gênero(s) Bossa nova Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1963 – atualmente Afiliação(ões) Tom Jobim
João Gilberto Stan Getz Página oficial Link [1]
Astrud Gilberto, nascida Astrud Evangelina Weinert, (Salvador, 29 de março de 1940) é uma cantora brasileira de samba e bossa nova de fama internacional.
Astrud Gilberto 19
Astrud casou-se com João Gilberto em 1959 e mudou-se para os Estados Unidos em 1963, ano em que participou do álbum Getz/Gilberto juntamente de seu marido, do músico Stan Getz e do também brasileiro Tom Jobim. Astrud, que nunca havia cantado profissionalmente antes, participou das gravações por convite de seu marido, e durante as subsequentes apresentações descobriu que sofria de medo de palco. Astrud e João divorciaram-se em 1964. João Gilberto retornou ao Brasil, mas Astrud Gilberto continua residindo nos Estados Unidos, desde 1963.
O sucesso do trabalho de Astrud Gilberto na canção The Girl from Ipanema tornou-a um nome proeminente na música do jazz, e logo começou a fazer gravações solo.
Embora Astrud tenha começado como intérprete de bossa nova brasileira e jazz americano, passou também a gravar composições próprias na década de 1970. A canção "Astrud" , interpretada pela cantora polaca Basia é um tributo a ela.
Astrud Gilberto recebeu o prêmio Latin Jazz USA Award for Lifetime Achievement (1992) e foi incluída no
International Latin Music Hall of Fame, em 2002.
A cantora também tornou-se conhecida pelo seu trabalho como artista pintora, assim como pelo apoio e contribuição que tem dado a proteção dos animais.
Discografia
Álbuns• Stan Getz e Astrud Gilberto - Getz Au-Go-Go (Verve, 1964) • The Astrud Gilberto Album (Verve, 1964)
• The Shadow Of Your Smile (Verve, 1965) • Look To The Rainbow (Verve, 1965) • Beach Samba (Verve, 1966)
• A Certain Smile, A Certain Sadness with Walter Wanderley (Verve, 1967) • Windy (Verve, 1968)
• September 17, 1969 (Verve, 1969)
• Gilberto Golden Japanese Album (Verve, 1969) • I Haven't Got Anything Better To Do (Verve, 1970) • Astrud Gilberto With Stanley Turrentine (CTI, 1971) • Astrud Gilberto Now (Perception, 1972)
• That Girl From Ipanema (Audio Fidelity, 1977)
• Astrud Gilberto Plus James Last Orchestra (Polygram, 1987) • Live In New York (Pony Canyon, 1996)
• Temperance (album) (Pony Canyon, 1997) • Jungle (Magya, 2002)
• The Diva Series (Verve, 2003) Trilhas sonoras
• The Deadly Affair (Verve, 1965)
Outros álbuns com participação de Astrud Gilberto
• Stan Getz and João Gilberto – Getz/Gilberto (Verve, 1963)
• Shigeharu Mukai and Astrud Gilberto – So & So - Mukai Meets Gilberto (Denon, 1982) • Michael Franks – Passionfruit (album) (Warner Bros., 1983)
• Etienne Daho – Eden (album) (Virgin, 1996)
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Ligações externas
• Página oficial [2]Referências
[1] http://www.astrudgilberto.com/ [2] http://www.astrudgilberto.comBaden Powell
Baden Powell Powell em 1971. Informação geralNome completo Baden Powell de Aquino Nascimento 6 de agosto de 1937
Varre-Sai, RJ Brasil
Data de morte 26 de setembro de 2000 (63 anos) Rio de Janeiro, RJ Brasil Gênero(s) Jazz Bossa Nova MPB Ocupação(ões) violonista Instrumento(s) violão guitarra Período em atividade 1950 - 2000
Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, 6 de agosto de 1937 — Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2000), mais conhecido simplesmente por Baden Powell, foi um violonista brasileiro. É considerado um dos maiores músicos brasileiros de sua época e um dos maiores violonistas brasileiros de todos os tempos.[1][2]
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Biografia
Filho de Dona Adelina e do violinista e escoteiro Lilo de Aquino, nasceu no dia 6 de agosto de 1937 em Varre-Sai, se mudando para o Rio de Janeiro, aos quatro meses de idade.[3] Recebeu seu nome, pois seu pai era fã do general britânico criador do Escotismo, Robert Stephenson Smyth Baden-Powell.[4] É irmão de Vera[4] Gonçalves de Aquino e pai do pianista e tecladista Philippe Baden Powell e do violonista Louis Marcel Powell (ambos nascidos na França)[3] e primo do violonista João de Aquino.
Começou a tocar violão com sete anos,[5] se tornou profissional aos treze,[6] mas só ficou famoso no Brasil quando constituiu uma parceria com Vinícius de Moraes, que escreveu versos para suas composições, criando o gênero chamado de afro-samba. Para tais músicas, ele e Vinícius foram a Bahia para pesquisarem sobre o candomblé e a umbanda.[1][6]
Tocava a música tradicional brasileira, mas amava o jazz e logo desenvolveu um estilo que se baseava em Django Reinhardt e Barney Kessel. Passou a ser conhecido internacionalmente em 1966 quando Joaquim Berendt teve a oportunidade de conhecê-lo, convidando-o para gravar seu primeiro disco e visitar a Europa.[carece de fontes?]
O sucesso não o abandonou e sua fama foi aumentando com seus discos, principalmente na Alemanha.[carece de fontes?] Continuou dando concertos, também nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de se apresentar com Stan Getz, Stephane Grapelli e Jean Luc Ponty.[6]
Powell foi internado, em 22 de agosto de 2000, na Clínica Sorocaba, pois estava como pneumonia[7] bacteriana grave e morreu em 26 de setembro de 2000, aos 63 anos, devido a uma infecção generalizada em decorrência da mesma. Seu corpo foi velado na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e, posteriormente, enterrado no Cemitério de São João Batista.[3]
Cronologia
• 1937, 6 de agosto - Nascimento em Natividade, à época distrito do município de Itaperuna, RJ. • 1937 - Muda-se, com a família, para a cidade do Rio de Janeiro, morando no bairro de São Cristóvão. • 1962 - Conhece Vinícius de Moraes.
• 1962 - Primeira viagem à Europa, quando se torna o mais prestigioso artista brasileiro. Apresentações e gravações em vários países.
• 1969 - Vence a I Bienal do Samba, com a música Lapinha, composta junto com Paulo César Pinheiro. • 1994 - Lança, no Brasil, o disco Baden Powell de Rio a Paris.
• 1994, julho - Apresenta-se na Sala Cecília Meireles, a cidade do Rio de Janeiro, ao lado dos filhos Louis Marcel Powell, violonista, e Phillipe Baden Powell, pianista e tecladista. Esse concerto foi gravado em CD, com o título
Baden Powell e Filhos.
• 2000, 26 de setembro - Falecimento na cidade do Rio de Janeiro.
Discografia
• 1959 - 78 RPM• 1959 - Apresentando Baden Powell e Seu Violão • 1961 - Um Violão na Madrugada
• 1962 - Baden Powell (Compacto Duplo) • 1962 - Baden Powell Swing With Jimmy Pratt • 1963 - Baden Powell à Vontade
• 1964 - Le Monde Musical de Baden Powell (gravado na França) • 1965 - Billy Nencioli / Baden Powell
• 1966 - Baden Powell ao Vivo no Teatro Santa Rosa • 1966 - Os Afro-sambas - Baden & Vinícius
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• 1966 - Tempo Feliz • 1966 - Tristeza on Guitar • 1967 - Berlin Jazz Festival • 1968 - Poema on Guitar
• 1968 - Show Recital: Baden, Marcia & Originais do Samba • 1969 - 27 Horas de Estúdio
• 1969 - Le Monde Musical de Baden Powell - Vol. 2 • 1970 - Baden Powell Quartet Vol. 1
• 1970 - Baden Powell Quartet Vol. 2 • 1970 - Baden Powell Quartet Vol. 3 • 1970 - Canto on Guitar
• 1970 - Lotus/Tristeza
• 1970 - Os Cantores de Lapinha • 1971 - Estudos
• 1971 - L'ame de Baden Powell • 1971 - L'art de Baden Powell • 1972 - Samba Triste
• 1972 - Baden Powell • 1973 - Apaixonado
• 1973 - Solitude on Guitar (gravado na Alemanha) • 1974 - La Grande Reunion
• 1974 - La Grande Reunion vol.2
• 1977 - Baden Powell canta Vinicius de Moraes e Paulo Cesar Pinheiro • 1977 - Maria D'Apparecida et Baden Powell
• 1979 - Grande Show ao Vivo no Procopio Ferreira • 1983 - Felicidades/Felicidade/Live in Hamburgo • 1988 - Rio das Valsas
• 1990 - Os Afro-sambas - Regravação com Quarteto em Cy • 1990 - Live at The Rio Jazz Club
• 1992 - The Frankfurt Opera Concert 1975 • 1992 - Live in Switzerland
• 1994 - Rio a Paris - Decembre 94 • 1995 - Baden Powell & Filhos • 1996 - Baden Powell a Paris
• 1996 - Live at Montreux Jazz Festival • 1998 - Suite Afro-Consolação • 2000 - Lembranças
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Bibliografia
• Dreyfus, Dominique. O violão vadio de Baden Powell [8]. [S.l.]: Editora 34, 1999. 380 p. ISBN 978-8-573-26148-6
Ligações externas
• Baden Powell – Uma Lenda Brasileira, Reconhecido Mundialmente [9] • Baden Powell [10]
• Baden Powell no CliqueMusic [11] (inclui trechos de áudio)
Referências
[1] McGowan, Chris; Pessanha, Ricardo. The Brazilian Sound: Samba, Bossa Nova, and the Popular Music of Brazil (http://books.google. com.br/books?id=7MFD-EoTR7MC&pg=PA64&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false). [S.l.]: Temple University Press, 1998. p. 64-65. ISBN 978-1-566-39545-8
[2] Os 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão (http://rollingstone.com.br/galeria/os-30-maiores-icones-da-guitarra-e-do-violao/ #imagem14). Rollingstone. Página visitada em 29 de janeiro de 2013.
[3] Franca, Luciana (26 de setembro de 2000). Baden Powell (http://www.terra.com.br/istoegente/61/tributo/index.htm). ISTOÉ Gente. Página visitada em 29 de janeiro de 2013.
[4]
[4] Dreyfus 1999, pp. 15 [5]
[5] Dreyfus 1999, pp. 11
[6] Morte de Baden Powell é sentida na Europa (http://www.bbc.co.uk/portuguese/omundohoje/omh00092614.htm). BBC (26 de setembro de 2000). Página visitada em 29 de janeiro de 2013.
[7] Morreu hoje no Rio o músico Baden Powell (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u4496.shtml). Folha.com (26 de setembro de 2000). Página visitada em 29 de janeiro de 2013.
[8] http://books.google.com.br/books?id=9vLLi3_MHlcC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false [9] http://auladeviolao.net/baden-powell-uma-lenda-brasileira-reconhecido-mundialmente.html [10] http://www.brazil-on-guitar.de/
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Carlos Lyra
Carlos Lyra
Informação geral
Nome completo Carlos Eduardo Lyra Barbosa Nascimento 11 de maio de 1936 (76 )
Rio de Janeiro, RJ Brasil Gênero(s) Bossa Nova Ocupação(ões) cantor, violonista Instrumento(s) Violão
Vocal Período em atividade 1954 - hoje Outras ocupações compositor
Carlos Eduardo Lyra Barbosa (Rio de Janeiro, 11 de maio de 1936) é um cantor, compositor e violonista brasileiro. Junto com Roberto Menescal, era uma das figuras jovens da bossa nova. Fez parte de uma bossa nova mais ativista, propondo o retorno do ritmo às suas raízes no samba.
Dentre suas canções mais famosas estão "Maria Ninguém", "Minha Namorada", "Ciúme", "Lobo bobo", "Menina", "Maria moita" e "Se é tarde me perdoa".
Biografia
Nasceu no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1936.[1][2] Era o filho mais velho de José Domingos Barbosa, um oficial da Marinha, e da dona-de-casa Helena Lyra Barbosa.[1][2] Possui dois irmãos: Sérgio Henrique Lyra Barbosa, também oficial da Marinha, e Maria Helena Lyra Fialho, professora de teatro.[1][2] Carlos Lyra começou a fazer música com um piano de brinquedo aos sete anos de idade, passando, em seguida, a tocar gaita de boca.[1][2] Ainda adolescente, quebrou a perna num campeonato de salto à distância.[1][2] O acidente lhe obrigou a ficar de repouso na cama por seis meses.[1][2] Para passar o tempo, foi-lhe oferecido um violão e o Método Paraguaçu de aprendizado do instrumento.[1][2]
Ao receber alta do médico, já dominava o violão.[1][2] Estudou no Colégio Santo Inácio, foi semi-interno no Colégio São Bento e concluiu o antigo segundo grau no Colégio Mallet Soares, em Copacabana, onde conheceu o compositor Roberto Menescal, com quem montou a primeira Academia de Violão, uma forma que encontraram de viver
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profissionalmente da atividade musical,[2] por onde passaram Marcos Valle, Edu Lobo, Nara Leão e Wanda Sá, entre outros.[1] Nessa época, decidiu trocar o curso de Arquitetura na faculdade pela música.[3] Participou da primeira geração da bossa nova ao lado do parceiro Ronaldo Bôscoli, e de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto[2] – todos representados no álbum Chega de Saudade, lançado em 1959.[1]
Carreira
Década de 1950
Carlos Lyra escreveu sua primeira canção, intitulada "Quando chegares", em 1954. Ainda nesse ano, Geraldo Vandré (à época apresentando-se como Carlos Dias), interpretou sua composição "Menina" no I Festival da Canção, realizado pela TV Rio. Em 1955, a música foi gravada por Sylvinha Telles e lançada como single pela gravadora Odeon. O disco é considerado um precursor da bossa nova.
No ano seguinte, iniciou sua carreira profissional como músico, tocando violão elétrico no conjunto de Bené Nunes. Ainda em 1956, seu samba "Criticando", precursor de "Influência do jazz", foi gravado pelo grupo vocal Os Cariocas. Em 1957, começou a compor em parceria com Ronaldo Bôscoli. São dessa época as canções "Lobo bobo" e "Se é tarde me perdoa". Ainda em 1957, participou, na Sociedade Hebraica de Laranjeiras, de um show cuja apresentação em cartaz dizia: "Hoje, Sylvia Telles, Carlos Lyra e os bossa nova", expressão utilizada pela primeira vez para descrever a música do compositor e seus companheiros de palco daquela noite. No ano seguinte, compôs, em parceria com Geraldo Vandré, as canções "Quem quiser encontrar o amor" (famosa na voz de Maysa) e "Aruanda".
Em 1959, suas composições "Maria Ninguém", "Lobo Bobo" e "Saudade fez um samba" foram gravadas por João Gilberto no álbum Chega de Saudade, lançado pela Odeon. Ainda em 1959, gravou seu primeiro disco, Carlos Lyra:
bossa nova, lançado pela Philips, com texto de contracapa escrito por Ary Barroso.
Década de 1960
Em 1960, escreveu a trilha sonora de A mais-valia vai acabar, seu Edgard, peça teatral de Oduvaldo Vianna Filho com direção de Chico de Assis. Nesse ano, conheceu Vinicius de Moraes, que se tornaria seu parceiro em inúmeras composições de sucesso, como "Você e eu", "Coisa mais linda", "Primavera" e "Minha namorada", entre outras. Em 1961, compôs "Canção que morre no ar" ao lado de Ronaldo Bôscoli. Escreveu o musical infantil O dragão e a
fada, cujas letras foram compostas com a parceria de Nelson Lins e Barros. Musicou Um americano em Brasília,
peça teatral de Chico de Assis e Nelson Lins e Barros, que incluiu as canções "Mister Golden", "Maria do Maranhão", "Canção do subdesenvolvido", "É tão triste dizer adeus" e "Promessas de você", entre outras.
Ainda em 1961 fundou, ao lado de Oduvaldo Viana Filho, Ferreira Gullar, Leon Hirszman e Carlos Estevam, o Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE). No exercício dessa função, entrou em contato com compositores populares como Zé Keti (que viria a se tornar seu parceiro no "Samba da Legalidade", composto durante a Campanha da Legalidade), Cartola, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros e João do Vale. Este grupo de compositores, mais tarde apresentado por ele a Nara Leão, deu origem ao álbum Nara pede passagem, com destaque para a música "Se alguém perguntar por mim" e, mais tarde, ao Grupo Opinião. Ainda nesse ano, escreveu "Influência do Jazz" e compôs a música da peça infantil Maroquinhas Fru-Fru, de Maria Clara Machado.
Em 1962, musicou Couro de gato, curta-metragem premiado de Joaquim Pedro de Andrade realizado em 1960 e nesse ano incluido como segmento do filme Cinco Vezes Favela. E Gimba, filme dirigido por Flávio Rangel. Participou, também em 1962, do histórico Festival de Bossa Nova, realizado no Carnegie Hall, em Nova York, interprentado suas canções "Maria ninguém", "Lobo bobo" e "Influência do jazz", esta última também apresentada pelo Bossa Rio, quarteto de Sérgio Mendes. Ainda nesse ano, escreveu com Vinícius de Moraes as canções do musical Pobre menina rica. O espetáculo foi montado em 1963, inicialmente na casa noturna Au Bon Gourmet (RJ), com direção geral de Aloysio de Oliveira e direção musical de Eumir Deodato. No elenco, além do compositor,