Universidade Nova de Lisboa
Faculdade de Ciências Médicas
Relatório Final de Estágio
Mestrado Integrado em Medicina Mafalda Sofia Marques Grafino | 2009227
Turma 7
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Índice
I. Introdução………. 3
II. Síntese das Actividades Desenvolvidas II.1. Estágio Parcelar de Saúde Mental……….. 4
II.2. Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar………. 4
II.3. Estágio Parcelar de Pediatria………... 5
II.4. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia……….. 6
II.5. Estágio Parcelar de Cirurgia Geral……….. 7
II.6. Estágio Parcelar de Medicina Interna………. 8
III. Reflexão Crítica………... 9
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I.
Introdução
No âmbito do plano de estudos do sexto ano do Mestrado Integrado em Medicina (M.I.M.) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa consta a elaboração do presente relatório, o qual visa avaliar a capacidade de integração e a aplicação das diferentes aprendizagens adquiridas pelo aluno durante o 6º ano, quer ao nível do raciocínio clínico quer da capacidade crítica. Neste sentido, este relatório pretende descrever sucintamente, mas de forma critica e objectiva, as actividades realizadas ao longo deste ano, com especial ênfase ao cumprimento dos objectivos gerais e específicos de cada estágio. Relativamente aos objectivos gerais, estes visam, essencialmente, rever, aprofundar e sedimentar conhecimentos teóricos e práticos relativos às patologias mais frequentes e transversais às diversas áreas médicas e cirúrgicas, assim como, desenvolver o raciocínio clínico, o sentido de autonomia, de responsabilidade e o espírito crítico. Pretende-se igualmente treinar e desenvolver competências no âmbito da história clínica, assim como, aperfeiçoar competências de comunicação e de relações interpessoais (doentes, familiares e restantes elementos da equipa).
Sendo este um ano profissionalizante, os estágios têm como principal objectivo permitir a completa integração dos futuros médicos numa equipa multidisciplinar, com a consequente responsabilização e aquisição gradual de autonomia. Neste sentido, ao longo do ano foram desenvolvidas diversas actividades distribuídas por diferentes especialidades, com maior destaque para a Medicina Interna e Cirurgia Geral. Para além destas, integrou igualmente 4 semanas de Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia. O presente relatório visa sumarizar essas mesmas actividades, enfatizando os aspectos mais marcantes ao longo do ano. Neste sentido, o presente relatório apresentará a seguinte estrutura: Introdução, Síntese das Actividades Desenvolvidas (Corpo), visando uma breve
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abordagem descritiva dos estágios desenvolvidos e termina com uma Reflexão Crítica que pretende avaliar de forma sumária o cumprimento dos objectivos acima referidos.
II.
Síntese das Actividades Desenvolvidas
II.1.
Estágio Parcelar de Saúde Mental
O estágio parcelar de Saúde Mental decorreu de 15 de Setembro de 2014 a 10 de Outubro de 2014, no Hospital de São Francisco Xavier, no serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, tutorado pela Dra. Georgina Maia. Ao longo destas 4 semanas tive a oportunidade de assistir a consultas de 1ª vez e de seguimento, realizando diários de consulta e recolha de histórias clínicas. Semanalmente, assistia às reuniões de serviço onde se procedia à discussão de casos clínicos e revisão de temas teóricos pré-definidos. Estas reuniões foram para mim uma verdadeira lição acerca da importância da multidisciplinaridade, uma vez que os todos os elementos do serviço tinham uma voz activa na resolução dos problemas, sendo promovida a análise crítica e multidisciplinar dos casos clínicos. Este estágio contou igualmente com a realização de serviço de urgência na área da Psiquiatria de Adultos onde pude contactar, essencialmente, com quadros depressivos major. No final do estágio apresentei o trabalho intitulado Variabilidade Genética e Psicofármacos, focando o conceito de “Medicina Personalizada”. De forma geral, estas 4 semanas de estágio foram uma profunda aprendizagem sobre as principais patologias da infância/adolescência mas, sobretudo, uma profunda aprendizagem sobre a relação médico-doente e a necessidade de rever as profundas interacções sociais, económicas, familiares, escolares que influenciam a saúde mental das nossas crianças/adolescentes.
II.2.
Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar
O Estágio de Medicina Geral e Familiar decorreu na USF Vale do Sorraia (CS Coruche) de 13 de Outubro de 2014 a 7 de Novembro de 2014, tutorado pela Dra. Fernanda Pinto. Ao longo
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destas 4 semanas, tive a oportunidade de assistir a diversas tipologias de consulta em contexto dos cuidados de saúde primários, nomeadamente, Saúde de Adultos, Doenças Agudas, Saúde Infantil, Planeamento Familiar, Vigilância da Gravidez e consultas domiciliárias. Das tipologias observadas, destaco a Saúde de Adultos e, essencialmente, as consultas específicas de seguimento de diabetes mellitus e hipertensão arterial, destacando a enorme prevalência de doenças crónicas numa população rural muito envelhecida e com inúmeras dificuldades na gestão das suas doenças crónicas, não só pelas co-morbilidades e polimedicação, mas também devido às suas carências económicas que comprometem a adesão terapêutica. Para além das consultas de seguimento, este estágio teve igualmente um importante contacto com patologia aguda uma vez que a USF disponha de um serviço de urgência básico 24h/dia, onde acompanhava a minha tutora semanalmente. Destaco igualmente a possibilidade de acompanhar a minha tutora nas consultas domiciliárias a lares particulares e de ter tido a oportunidade de conhecer as instalações da Unidade de Cuidados Continuados Integrados Luís Dias, em Coruche. O estágio terminou com a avaliação e discussão do Diário de Exercício
Orientado.
II.3.
Estágio Parcelar de Pediatria
O estágio de Pediatria decorreu no Hospital de Dona Estefânia, de 10 de Novembro a 5 de Dezembro de 2014, tutorado pela Dra. Cristina Henriques. Ao longo destas 4 semanas, foram desenvolvidas um conjunto de actividades diárias diversificadas entre si: Serviço de Urgência (SU), onde pude observar doentes com alguma autonomia com posterior discussão das hipóteses diagnósticas e terapêutica a instituir, Consulta Externa de Reumatologia Pediátrica, Consulta Externa CORDA, Consulta do Viajante, Enfermaria UCERN, Enfermaria 2.2 (Hematologia), assim como, aulas teórico-práticas e consulta de Imunoalergologia. Para além das actividades enumeradas, assisti também às Reuniões Diárias onde eram apresentados e discutidos os doentes recém-internados, sessões formativas da área da
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Pediatria Médica, às terças-feiras, e sessões para internos às quintas-feiras. Tive igualmente a oportunidade de abordar temas teórico-práticos de Imunoalergologia. No final do estágio procedemos à apresentação de seminários, tendo apresentado um trabalho sobre Síncope na Adolescência. Este foi um estágio extremamente diversificado e que me permitiu observar a multiplicidade de patologias da criança/adolescente, desde situações triviais até às síndromas mais raras e com os quais apenas tinha tido contacto na literatura (Síndroma de Miller-Fisher e o Síndroma Polimalformativo de Mitchell-Riley).
II.4.
Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
O estágio de Ginecologia e Obstetrícia decorreu no Hospital dos Lusíadas, de 9 de Dezembro de 2014 a 16 de Janeiro de 2015, tutorado pela Dra. Ana Paula Maia. Ao longo destas 4 semanas pude realizar um conjunto de actividades extremamente diversificadas, embora com uma forte componente no Serviço de Procriação Medicamente Assistida (PMA). Neste sentido, tive oportunidade de assistir às consultas de infertilidade, quer de 1ª vez quer de seguimento, programação e realização de ciclos IAC, FIV, ICSI, monitorização da ovulação, punções foliculares, inseminações artificiais, transferência de embriões frescos e congelados, meios Complementares de diagnóstico (Histerossalpingografia) e Laboratório Infertilidade. Deste modo, tive a oportunidade de visitar o Laboratório de Infertilidade e acompanhar o trabalho diário das embriologistas.
Para além da PMA pude igualmente assistir a consultas de Ginecologia Geral, Patologia do Colo, Obstetrícia, acompanhando grávidas de diferentes trimestres, de baixo e alto risco, Ecografia Obstétrica, assim como, Serviço de Urgência onde pude assistir a partos eutócicos e distócicos e Bloco Operatório Central onde tive oportunidade de participar em diversas cirurgias ginecológicas.
No final do estágio, no dia 16 de Janeiro de 2015, procedemos à apresentação de temas teóricos, sendo o trabalho por mim apresentado subordinado ao tema Abortos de Repetição.
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II.5.
Estágio Parcelar de Cirurgia Geral
O estágio parcelar de Cirurgia Geral decorreu de 26 de Janeiro a 20 de Março de 2015, no Hospital da Luz, tutorado pelo Dr. José Damião Ferreira. Durante a primeira semana de estágio assistimos a um conjunto de sessões teóricas e teórico-práticas organizadas pelo departamento. Ao longo das restantes semanas pude desenvolver um conjunto diversificado de actividades sendo que a maioria decorreram no Bloco Operatório Central. Assim sendo, pude adquirir e consolidar competências técnicas através da observação e participação assídua em diversos procedimentos técnicos. Desta forma, tive oportunidade de me desinfectar e participar como 1º ou 2º ajudante, o que me permitiu uma melhor e mais detalhada aprendizagem sobre os materiais, técnicas de assepsia e os procedimentos cirúrgicos. Para além Bloco Operatório, durante 3 períodos semanais assistia às consultas de Cirurgia Geral. Neste sentido, pude contactar com diversas patologias cirúrgicas e, sobretudo, contactar com patologia proctológica. Para além das consultas e bloco operatório, pude igualmente contactar com o internamento e com a Pequena Cirurgia onde pude ajudar o meu tutor nos procedimentos efectuados. Do estágio de Cirurgia Geral, destaco igualmente a imensa qualidade e pertinência das sessões clínicas formativas assistidas, assim como, a importância das Reuniões Clínicas Multidisciplinares de Tumores do Tubo Digestivo, onde era bem patente o impacto positivo do trabalho de equipa multidisciplinar. Do estágio de Cirurgia Geral fazia igualmente parte um estágio clínico opcional, no meu caso, na Anestesiologia. Ao longo de 2 semanas, graças à disponibilidade e imensa vontade de ensinar da Dra. Cristina Pestana tive oportunidade de aplicar e discutir diversos aspectos fisiológicos e fisiopatológicos que ocorrem durante e após o procedimento anestésico/cirúrgico. Para além da forte componente teórica, este estágio também englobou a vertente prática com realização de entubação orotraqueal, colocação de sonda nasogástrica, acessos venosos periféricos, cateter venoso central e anestesia locorregional com bloqueio subaracnoideu. Ao longo do mesmo, tive igualmente a oportunidade
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treinar e desenvolver competência no âmbito da história clinica, ao recolher e posteriormente, proceder à apresentação e discussão da mesma.
Termino fazendo referência à participação no Mini-Congresso de Cirurgia que decorreu no Hospital Beatriz Ângelo no dia 20 de Março de 2015, no qual apresentámos um caso clínico intitulado Um Caso de Pancreatite Aguda Recorrente.
II.6.
Estágio Parcelar de Medicina Interna
O estágio parcelar de Medicina Interna decorreu no Serviço do Medicina IV do Hospital de São de Francisco Xavier (CHLO), tutorado pelo Dr. Vitor Batalha, de 23 de Março a 22 de Maio de 2015. Estas 8 semanas permitiram-me um contacto permanente com a enfermaria, consulta externa, serviço de urgência, reuniões de serviço e sessões formativas. Ao longo do estágio, tive a oportunidade de integrar completamente a rotina médica da equipa na enfermaria através da observação diária de doentes, realização de diários clínicos, pedido e interpretação de meios auxiliares de diagnóstico, prescrições terapêuticas, pedidos de colaboração de outras especialidades, notas de alta, etc. Diariamente, procedíamos à discussão dos doentes com o Dr.Vitor e a sua equipa. Desta forma, ao longo do estágio tive a oportunidade de integrar conhecimentos teóricos na prática clinica, conciliando os conhecimentos prévios com a realidade e particularidade de cada doente. Para além da enfermaria, tive igualmente oportunidade acompanhar o Dr. Vitor e a sua equipa na consulta externa onde pude observar doentes com múltiplas patologias e cuja gestão das co-morbilidades e polimedicação era um desafio constante. No serviço de urgência, contactei com as patologias mais representativas em contexto de urgência ao ter a oportunidade de acompanhar e observar doentes no Balcão de Medicina, Serviço de Observação (SO) e Sala de Reanimação.
Este estágio teve igualmente uma forte componente formativa, ao assistir a inúmeras sessões clínicas, Journal Club, assim como, sessões teóricas e teórico-práticas leccionadas quer no serviço de Medicina IV quer no edifício sede da FCM-UNL. Destaco igualmente a
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realização e apresentação de trabalhos sobre a revisão das Guidelines de 2013 sobre o AVC da AHA/ASA (Guidelines for the Early Management of Patients With Acute Ischemic Stroke).
III.
Reflexão Crítica
Analisando retrospectivamente o último ano do M.I.M. e, em particular a unidade curricular Estágio, considero que este ano foi, sem dúvida imprescindível para a minha formação enquanto futura médica uma vez que me permitiu desenvolver as minhas capacidades de autonomia, auto-suficiência, capacidade de actuação e responsabilização nos diversos actos clínicos. Por outro lado, este ano permitiu-me adquirir uma visão cada vez mais holística do doente, possibilitando integrar e avaliar o impacto das profundas relações sociais, económicas, laborais/escolares e familiares que interferem na forma como os doentes interagem com a sua saúde/doença. Ao longo deste percurso, notei uma profunda evolução na confiança, na sistematização da abordagem ao doente, na integração dos conhecimentos teóricos e sua aplicação na prática clínica. Sendo este um ano com um carácter predominantemente profissionalizante, o principal objectivo consistia na aquisição de autonomia e responsabilidade progressivas que preparassem o estudante de medicina para o seu futuro como médico. Neste sentido, considero que este objectivo foi plenamente atingido, sobretudo, nas especialidades de Medicina Interna, opcional de Anestesiologia, Saúde Mental e MGF. Estes foram, sem dúvida, os estágios com maior destaque em termos de realização pessoal, de autonomia, responsabilização e de objectivos cumpridos. Para além disso, foram fundamentais no aperfeiçoamento da relação médico/doente e de como esta é fundamental para o sucesso terapêutico. Para além da relação médico/doente, outros dos aspectos que pude aperfeiçoar foi a comunicação com os familiares e a abordagem dos cuidados prestados aos doentes em fim de vida. De facto, a Medicina actual não pode ser alheia ao sofrimento do doente e dos seus
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familiares, de forma a prestar o máximo de conforto e serenidade a todos os doentes e seus familiares, evitando o encarniçamento terapêutico e tendo sempre em conta a máxima “primum non nocere”. A possibilidade de observar doentes em contexto de urgência, nos diversos estágios, permitiu-me avaliar globalmente a incidência e prevalência de diversas patologias e a ocorrência de quadros agudos o que, aliado à autonomia na observação de doentes na enfermaria e algumas consultas, me permitiu desenvolver o meu raciocínio clinico, tomada de decisões em vários contextos e reforçar a necessidade constante de estarmos actualizados e de “reciclar” constantemente os nossas conhecimentos teóricos aplicando-os à prática clínica.
Ao longo deste ano, o facto de, em determinados estágios, me ter sido proporcionado um maior grau de autonomia para observar doentes, quer em contexto de consulta, serviço de urgência e internamento, permitiu-me treinar não só as minhas competências em termos de recolha de história clínica, exame objectivo, raciocínio clinico, pedido de ECD e estabelecer diagnósticos diferenciais, como me permitiu obter uma consciencialização das minhas limitações e da necessidade constante de ter um espírito crítico em que não basta “ver como se faz” mas perceber “como, de que forma, por que razão se fez ou o que deveria ter sido feito”.
Globalmente considero que este foi um ano extremamente positivo com diversas oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento de competências e enriquecimento pessoal que foram fundamentais para minha formação médica. Destaco igualmente o desenvolvimento do espírito de equipa e da necessidade constante de estarmos sempre disponíveis para discutir ideias com todos os membros da equipa com um objectivo em comum: prestar os melhores cuidados aos nossos doentes. Ao longo dos diversos estágios senti-me completamente integrada na equipa como o “elemento mais novo” da mesma. Esta integração e evolução apenas foi possível pois tive a oportunidade de aprender com médicos dedicados a ensinar-nos a “tratar doentes e não doenças” e motivados a nos tornarem futuros médicos e não “Doutores”.
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- Anexos -
(1) Certificado de Participação iMed Conference 6.0. e Workshop Intravenous Fluid Therapy
(2) Certificado 2º curso de Ventilação Não Invasiva na Insuficiência Respiratória Aguda – questões chave em VNI
(3) Certificado Curso Drenagem Torácica – Dos Fundamentos à Prática Clínica
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IV.
Participação iMed Conference 6.0.
No início do presente ano lectivo, tive oportunidade de assistir à sexta edição do congresso iMed, que se realizou nos dias 11, 12 e 13 de Outubro de 2014 na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa. Este congresso destina-se aos alunos de todos os cursos da área da saúde e outras ciências da vida e comtempla conferências com prestigiados oradores e investigadores de diversas áreas, contando inclusivamente com a participação de Prémios Nobel da Fisiologia ou Medicina. Estas conferências e wokshops visam dar a conhecer e incentivar a vertente inovadora da Medicina, nomeadamente, em relação à área de investigação. Permite, ainda, um espaço dedicado à competição, que nesta edição contou com a presença de Lisa Sanders, e que pretende estimular os alunos a desenvolver o raciocínio clínico e o espírito competitivo, crítico e criativo. Neste sentido, a participação neste congresso permitiu-me abrir horizontes em diversas áreas, sendo a área da neuropsiquiatria e, sobretudo, a palestra sobre neuroestimulação uma das temáticas abordadas que mais me fascinou e suscitou a minha curiosidade. Para além das conferências, no âmbito do congresso efectuei um whorkshop sobre Intravenous Fluid Therapy, uma vez que esta era uma temática em que sentia (e ainda sinto) alguma dificuldade na sua abordagem clínica e sistematização teórica.
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V.
2º Curso de Ventilação não Invasiva na Insuficiência Respiratória Aguda –
Questões chave em VNI e Curso Drenagem Torácica – Dos Fundamentos à
Prática Clínica
Tendo em conta que sentia graves lacunas na área da Pneumologia, pois o tempo dedicado a esta especialidade é bastante reduzido ao longo do curso, senti necessidade de tentar colmatar algumas lacunas no que diz respeito a esta especialidade médica. Neste sentido, efectuei nos 2 cursos nesta área: um dedicado à Ventilação Não Invasiva (VNI) e outro no âmbito da Drenagem Torácica. No dia 6 de Fevereiro participei no 2º curso de Ventilação Não Invasiva na Insuficiência Respiratória Aguda – questões chave em VNI que decorreu no Hospital Beatriz Ângelo, e que me permitiu adquirir e consolidar conhecimentos sobre VNI. Efectuei igualmente, no passado dia 10 de Abril de 2015, um curso subordinado ao tema Drenagem Torácica – Dos Fundamentos à Prática Clínica, igualmente no Hospital Beatriz Ângelo e cujos diplomas se encontram abaixo.
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VI.
Palestra Abuso Sexual – Como o reconhecer na prática clínica
Uma vez que o reconhecimento do abuso sexual é uma área, infelizmente, pouco abordada ao longo do curso e que acarreta profundas implicações futuras no equilíbrio emocional da criança e, consequentemente, do futuro adulto, senti necessidade de assistir à referida palestra com o intuito de poder reconhecer mais facilmente a criança vítima de abuso sexual uma vez que apenas podemos reconhecer e diagnosticar o que sabemos. De facto, esta palestra foi extremamente interessante na medida em que nos sensibilizou para a dificuldade que é reconhecer na prática clínica o abuso sexual na criança.