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R . bras. B iblioteeon. D oe., S ão P aulo, N ova S érie, v. 1, n. 1, p. 119-22, 1999
Comunicações
CRIAÇÃO
DE ASSOCIAÇÕES
TSRQPONMLKJIHGFEDCBA
a ~ IB L lO T E C A S
PARA O
FUTUR(
p o r S a r a h A n n L o n g - P r e s id e n te d a A L A -AAlI L ib r a r y A s s o c ia tio n T r a d u ç ã o / C o n d e n s a ç ã o : N e u s a D ia s Ó itil, 1 1S e m in á r io L a tin o
A m e r ic a n o d e A s s o c ia ç õ e s d e B ib lio te c 3 - li:~ fis s io n a is A fin s :" A s A s s o c ia ç õ e s d o F u tu r o " , C id a d e d o M é x ic o ,1 !!;d e M a r ç o d e 1 9 9 9 .
o
PODER DA ASSOCIAÇÃO EM UM MUNDO GLOBALo
poder de um a A ssociação de C lasse re-side no trabalho em equipe: entre aquelesque com partilham dos m esm os propósitos
e ideais. A propósito, S .A L ong se refere a
um a cena do dia-a-dia de um conto de
T olstoy, cuja m oral da estória dem
onstra-va que, para algo funcionar, apoios
com um ente decorrem desde pessoas
ido-sas a um pequenino ser (até um anim al).
N o atual m undo globalizado, os hom ens
não im aginariam chegar a tais am bientes,
conectados por m eios eletrônicos,
supe-rando fronteiras geográficas nacionais.
H oje, não m ais existem segredos
interna-cionais, pois num instante ficam os a par
de notícias decorrentes da B osnia, Irlanda
ou R uanda.
N os um brais do século vinte,
interessa-dos, por exem plo, em bibliotecas e
educa-ção, ou m elhor, aqueles que estão ligados
a livros, inform ação, crianças, transm issão
de cultura de geração à geração, devem
m anter-se unidos, aprender uns com os
outros, com partilhar esperanças,
conheci-m entos e reflexões.
PROBLEM$ENTADOS PELA ALA NOSWlS UNIDOS
E m sum ~ a:!!lhdesenfrentadas neste
país assim st::nalizam :
• P rodU 7Íct:!Sa bibliotecários de m
a-neira efrc:nundo com freqüentes
m uda~ ~ ais e rápidas
transfor-m açõasaedenciatransfor-m ento se fazia
comeSOJlI:;:l dá com indivíduos em
lugardrin:ltA vantagem reside em
adicieaeaplo, ao título de m
es-tre, urm eilldecom o "gerente em
biblioltt!~ ".
• A ceiíassofissíonais, cuja
prá-tica é9cida contravertida,
exi-gindoldÓ Jestapergunta: - O que
se enteul:::ttrabalhoprofissional?
N a v ~ a A L A com o as di-versas~ r~estaduais am ericanas
já di~ es diferenciadas para
esses~ tentes, que
constitu-em gnpc,:JItese respeitados por
serenesa úteis para o contexto
bibli
• E ncansaca em controversia
-em fatt.rclção pela A L A - que
é a cQ u:leserviços externos,
com old~ o de fichas para
catá-logoS !~ nicos em geral. S
ComunicaçõesutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
---ação que está sendo entendida, por m
ui-tos, com o renúncia à profissionalização
das bibliotecas.
• M anter os bibliotecários em constante
atua-lização, principalm ente com novas
ferra-m entas, sendo as tecnologias em ergentes
de inform ação um grande desafio. S urge,
então, nova linguagem , form a de pensar,
m aneira de organizar a inform ação; enfim ,
outras questões tam bém em decurso que
exigem altos investim entos. Já existe lei
norte-am ericana para gastos com telecom
u-nicações das bibliotecas; entretanto,
gran-des com panhias deste setor estão
intentan-do elim inar esses descontos.
• A o lado desses problem as, encontra-se um
últim o: a form ação contínua do
profissio-nal para que esteja em dia com as dem
an-das dos clientes e com os desafios da
tecnologia. D aí: form ação, form ação e
for-m ação!!!
CARACTERíSTICAS DAS FUTURAS ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECAS
E m quatro aspectos é classificada essa
ca-racterização:
C apacidade de m udança de atitude e
conscientização de seus m em bros,
cons-tituindo-se com o arm a poderosa para dar
vigor à associação, garantindo assim o
seu futuro.
C apacidade de efetuar m udança,
apren-der adaptar-se a ela e ajudar seus m em
-bros a fazer o m esm o. O s associados
de-vem reunir-se, pensar de m aneira
criati-va, tom ar decisões difíceis e atuar em
seguida. T rata-se de um trabalho árduo,
m as necessário.
C apacidade de procurar os associados,
colaborando com ele. N este novo m
un-do, qualquer que seja a instituição,
gru-po, com panhia, igreja, nenhum a delas
pode m anter-se por si só. N ecessidade de
com partilhar uns com os outros, sob o
m esm os objetivos e valores, estreitand~
os laços, dentro de um a m esm a área de
interesse. P or conseguinte: interação
integração, parceria!! '
• C apacidade de facilitar a com unicação
entre seus m em bros, por várias form as:
reuniões, encontros face a face; co n ís.
rências, em que todos os m em bros se
pro-nunciem ; tam bém por m eio de com
uni-cação gráfica e eletrônica (correios, fax,
telefone, form ação a distância, vídeos,
entre outros). A com unicação é
funda-m ental se a associação quiser m anter-se
viva e atuante.
ATIVIDADES QUE FORTALECEM AS ASSOCIAÇÕES BIBLIOTECÁRIAS
P raticar atividades essenciais é o que se
so-licita às associações consideradas
próspe-ras, tais com o:
O ferecer oportunidades de form ação
contínua aos profissionais, sendo
preci-so preci-sondar as necessidades específicas dos
associados. U m a das alternativas m
oder-nas, com a vantagem de quebrar
frontei-ra geográfica, é a educação a distância.
• F eedback para favorecer interrelação e
intercâm bio entre os m em bros. P or
exem plo, nos fins de um sem inário, por
m eio de form ulários, proceder a um a
avaliação. N os E stados U nidos, as
res-postas têm sido sem pre as m esm as, ou
seja, "haver conhecido gente com os
m esm os trabalhos e preocupações", "ter
aprendido m uito com eles", "com
parti-lhar com as m esm as experiências e
co-nhecim entos", "agora não se sentindo
m ais só".
• E stabelecer cânones de qualidade,
fir-m ando cofir-m isso poder à associação. S ua
palavra terá força para representar os
in-teresses de todo o país; podendo
apro-Comunicações
INICIATIVAS DA PRESIDÊNCIA DA ALA
---"ar a qualidade de dadas bibliotecas;
de-term inando padrões para bibliotecas de
qualquer tipo. O s padrões precisam
re-presentar o consenso de todas as
biblio-tecas - é um trabalho árduo que
necessi-ta com partilham ento entre vários grupos.
P resentem ente, o tem a e plano de atividades
da nova presidente da A L A é: "B ibliotecas
constroém C om unidades". A lém do presente
II S em inário L atinoam ericano de A ssociações
de B ibliotecários e P rofissionais A fins - com
o tem a "A ssociações do F uturo" - está
previs-to o "E ncontro Invem al da A L A ", a realizar-se
em S an A ntonio, T exas, de 14 a 19 de janeiro,
2 000. A intenção é congregar a liderança
nor-te e latino-am ericana para conhecim ento m
ú-tuo de seus m em bros e intercâm bio dos ideais
desta com unidade regional.
C om o segunda iniciativa, S arah A nn L ong
quer com partilhar em P rojeto de F ratem idade
Inter -B iblioteca para que, de outro lado da
fron-teira, cada um possa beneficiar-se e aprender
com o outro. T rata-se de um intercâm bio
descontraído, sem obrigações e diretrizes, cuja
com unicação vai desde a correspondência
tradicional ao correio eletrônico, e até a um com
-plexo program a de intercâm bio de m ateriais e
visitas pessoais.
P ara esse program a, a A L A se associou a um
organism o governam ental: C om issão N
acio-nal N orte- A m ericana de B ibliotecas e S erviço
de Inform ação com o tam bém a um program a
internacional de C idades Irm ãs. Isto tudo é
parte integral do E ncontro 2 000 de S an A
nto-nio, aberto às bibliotecas acadêm icas, públicas
e especializadas. T anto o E scritório de R
ela-ções Internacionais da A L A com o a revista
A m erican L ibraries estarão prestando inform
a-ções sobre este evento.
1 2 5
COOPERAÇÃO EM NíVEL NACIONAL E INTERNACIONAL
E ntre as sugestões, destacam -se:
participa-ção em reuniões e conferências em outros
países; intercâm bio de m ateriais, de
expe-riências e de funcionários; estabelecim
en-to de canais de com unicação, entre eles, o
correio eletrônico e as cooperações
interam ericanas (F O R O [M éxico];
A C C U R E L [C aribe]; M E R C O S U R ).
C om esses tipos de inter-relações e form as
de intercâm bio, resultam , por exem plo,
co-nhecim ento das tradições de diversos
paí-ses e identificação de problem as com uns e
suas soluções; ajuda m útua, intercam
bian-do m ateriais, principalm ente por via
eletrônica, bem com o trocando
experiên-cias e chegando até a um a relação pessoal.
A s associações dos E stados U nidos
tive-ram m uito êxito com o intercâm bio entre
M éxico e C aribe, tanto no em préstim
o-en-tre-biblioteca com o na discussão de
pro-blem as com uns e ajudas m útuas. Já com
M ercosul, houve acôrdo econôm
ico-polí-tico, com o tam bém intenções de reforço e
prom oção de ideais bibliotecários com uns.