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Gerenciamento de Riscos e Capital Pilar 3 3T17

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Academic year: 2021

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Riscos e Capital Pilar 3

3T17

(2)

OBJETIVO 4

PRINCIPAIS INDICADORES 4

5

6 ϳ

1 GERENCIAMENTO DE RISCOS

1.1 Apetite de Risco 1.2 Cultura de Risco

1.3 Governança de Riscos e Capital ϭ͘ϰZĞŵƵŶĞƌĂĕĆŽũƵƐƚĂĚĂĂŽZŝƐĐŽ

ϳ

9

ϵ ϵ ϵ ϭϬ

2 CAPITAL

2.1 Gerenciamento de Capital

2.2 Avaliação da Adequação de Capital Ϯ͘ϯdĞƐƚĞĚĞƐƚƌĞƐƐĞ

2.ϰRequerimentos de Capital Vigentes e em implantação 2.ϱComposição do Capital

2.ϲAtivos Ponderados pelo Risco (RWA) ϭϰ

ƚŝǀŽƐWŽŶĚĞƌĂĚŽƐĚĞZŝƐĐŽĚĞƌĠĚŝƚŽ;ZtWͿ ϭϰ

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ϭϱ ϭϲ 2.ϳAdicional de Capital Principal

2.ϴSuficiência de Capital

2.ϵÍndice de Alavancagem ϭϴ

3 BALANÇO PATRIMONIAL ϭϵ

ĂůĂŶĕŽWĂƚƌŝŵŽŶŝĂů ϭϵ

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4 PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS NÃO CLASSIFICADAS NA CARTEIRA DE NEGOCIAÇÃO Ϯϯ

5 RISCO DE CRÉDITO Ϯϰ

5.1 Estrutura e Tratamento Ϯϰ

5.2 Análise da Carteira de Crédito Ϯϱ

KƉĞƌĂĕƁĞƐĐŽŵĂƌĂĐƚĞƌşƐƚŝĐĂƐĚĞŽŶĐĞƐƐĆŽĚĞƌĠĚŝƚŽƉŽƌWĂşƐĞƉŽƌZĞŐŝĆŽ'ĞŽŐƌĄĨŝĐĂĚŽƌĂƐŝů Ϯϱ KƉĞƌĂĕƁĞƐĐŽŵĂƌĂĐƚĞƌşƐƚŝĐĂƐĚĞŽŶĐĞƐƐĆŽĚĞƌĠĚŝƚŽƉŽƌ^ĞƚŽƌĐŽŶƀŵŝĐŽ Ϯϲ

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KƉĞƌĂĕƁĞƐĚĞ^ĞĐƵƌŝƚŝnjĂĕĆŽ ϯϰ

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6 RISCO DE MERCADO ϯϲ

6.1 Estrutura e Tratamento ϯϲ

6.2 Análise da Carteira de Mercado ϯϳ

ZŝƐĐŽĚĞƚĂdžĂĚĞũƵƌŽƐŶĂĐĂƌƚĞŝƌĂĚĞŶĆŽŶĞŐŽĐŝĂĕĆŽ ϯϳ

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ϴ

ϭϮ

(3)

7 RISCO OPERACIONAL ϰϭ

7.1 Estrutura e Tratamento ϰϭ

7.2 Gestão de Crises e Continuidade dos Negócios ϰϮ

7.3 Validação Independente de Modelos de Risco ϰϮ

ϰϯ

ϰϯ ϰϰ

8 RISCO DE LIQUIDEZ

8.1 Estrutura e Tratamento

8.2 Indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR)

9 OUTROS RISCOS ϰϱ

ZŝƐĐŽƐĚĞ^ĞŐƵƌŽƐ͕WƌĞǀŝĚġŶĐŝĂĞĂƉŝƚĂůŝnjĂĕĆŽ ϰϱ

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ZŝƐĐŽZĞƉƵƚĂĐŝŽŶĂů ϰϳ

1ANEXO I ϰϵ

ϱϮ

ϱϮ

GLOSSÁRIOS

1ϭ.1 Glossário de Siglas

1ϭ.2 Glossário de Regulamentos ϱϰ

(4)

4 Itaú Unibanco

Objetivo

O presente documento apresenta as informações do Itaú Unibanco Holding S.A. (Itaú Unibanco) requeridas pelo Banco Central do Brasil (BACEN) através da Circular 3.678, e alterações posteriores, que dispõe sobre a divulgação de informações referentes à gestão de riscos, à apuração do montante dos ativos ponderados pelo risco (RWA, do inglês

“Risk Weighted Assets”) e à apuração do Patrimônio de Referência (PR), em conformidade com os normativos institucionais do Itaú Unibanco.

Para informações suplementares às citadas neste documento, consultar os demais relatórios de acesso público disponíveis em www.itau.com.br/relacoes-com-investidores.

As informações contidas no site www.itau.com.br/relacoes-com-investidores, citadas neste documento, são complementares a esta publicação, e não houve alterações relevantes no período entre suas respectivas divulgações e a data-base deste relatório.

Principais Indicadores

O foco do gerenciamento de riscos e capital do Itaú Unibanco é manter a instituição dentro das diretrizes de risco do Conselho de Administração (CA). Abaixo estão os principais indicadores do relatório, apurados com base no Conglomerado Prudencial, na data-base de 30 de setembro de 2017.

Índice de Capital Principal Índice de Nível I Índice de Basileia

16,7% 16,7% 19,5%

30 de junho de 2017: 15,7% 30 de junho de 2017: 15,7% 30 de junho de 2017: 18,4%

Capital Principal Nível I Patrimônio de Referência

R$ 120.260

milhões

R$ 120.311

milhões

R$ 140.102

milhões

30 de junho de 2017: R$ 113.816 milhões 30 de junho de 2017: R$ 113.865 milhões 30 de junho de 2017: R$ 133.654 milhões

. .

teste

Exposição ao Risco de Crédito

Composição da Exposição ao Risco de Crédito(¹)

RWA

R$ 719.635

milhões

30 de junho de 2017: R$ 724.483 milhões Composição do RWA

R$637.758

milhões

30 de junho de 2017: R$ 642.616 milhões

Títulos e Valores Mobiliarios Varejo Não Varejo Outras Exposições

30/06/2017 30/09/2017

88,7% 88,6%

3,8% 2,6%

7,5% 8,8%

Risco de Crédito Risco de Mercado Risco Operacional 30/06/2017 30/09/2017

6,8%

21,4%

45,4%

26,5%

(¹)Classificação de acordo com as regras da Circular BACEN 3.644 27,7%

44,5%

20,9%

6,8%

(5)

5 Itaú Unibanco

1 Gerenciamento de Riscos

Assumir e gerenciar riscos é uma das atividades do Itaú Unibanco e, para isso, a instituição deve ter bem estabelecidos os objetivos para a gestão de riscos. Nesse contexto, o apetite de riscos define a natureza e o nível dos riscos aceitáveis para a instituição e a cultura de riscos orienta as atitudes necessárias para gerenciá-los. O Itaú Unibanco busca por processos robustos de gerenciamento de riscos, que permeiem toda a instituição e que sejam a base das decisões estratégicas para assegurar a sustentabilidade dos negócios.

Estes processos estão alinhados às diretrizes do CA e dos Executivos que, por meio de órgãos colegiados, definem os objetivos globais, expressos em metas e limites para as unidades de negócio gestoras de risco. As unidades de controle e gerenciamento de capital, por sua vez, apoiam a administração do Itaú Unibanco através dos processos de monitoramento e análise de risco e capital.

Os princípios que fornecem os fundamentos do gerenciamento de riscos, do apetite de riscos e as diretrizes para a forma de atuação dos colaboradores do Itaú Unibanco no dia a dia para a tomada de decisão são:

x Sustentabilidade e satisfação dos clientes: a visão do Itaú Unibanco é ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes, por isso, preocupa-se em gerar valor compartilhado para colaboradores, clientes, acionistas e sociedade, garantindo a perenidade do negócio. O Itaú Unibanco preocupa- se em fazer negócios que sejam bons para o cliente e para a instituição;

x Cultura de Risco: a cultura de risco da instituição vai além de políticas, procedimentos e processos, e fortalece a responsabilidade individual e coletiva de todos os colaboradores para que façam a coisa certa, no momento certo e de maneira correta, respeitando a forma ética de fazer negócios. A Cultura de Risco está descrita no item 1.2 “Cultura de Risco”;

x Apreçamento do risco: o Itaú Unibanco atua e assume riscos em negócios que conhece e entende, e evita riscos que não conhece ou não tem vantagem competitiva, avaliando cuidadosamente a relação de risco e retorno;

x Diversificação: a instituição tem baixo apetite por volatilidade nos resultados e por isso atua em uma base diversificada de clientes, produtos e negócios, buscando a diversificação dos riscos, além de priorizar negócios de menor risco;

x Excelência operacional: o Itaú Unibanco quer ser um banco ágil, com infraestrutura robusta e estável, de forma a oferecer um serviço de alta qualidade;

x Ética e respeito à regulação: para o Itaú Unibanco ética é inegociável, por isso, a instituição promove um ambiente institucional íntegro, orientando os colaboradores a cultivar a ética nos relacionamentos e nos negócios, e o respeito às normas, zelando pela reputação da instituição.

Em 23 de fevereiro de 2017 o BACEN publicou a Resolução CMN 4.557 que dispõe sobre a estrutura de gerenciamento de riscos e de capital. Destacam-se na resolução a implementação de uma estrutura de gerenciamento contínuo e integrado de riscos, os requerimentos para definição da Declaração de Apetite por Riscos (RAS, do inglês “Risk Appetite Statement”) e do programa de teste de estresse, a constituição de Comitê de Riscos e a indicação, perante o BACEN, do diretor para gerenciamento de riscos (CRO), com atribuição de papéis, responsabilidades e requisitos de independência. A Resolução CMN 4.557 entrou em vigor em 21 de agosto de 2017, e revoga as Resoluções CMN 3.380, 3.464, 3.721, 3.988, e 4.090, que dispõem sobre a implementação de estrutura de gerenciamento do risco operacional, mercado, crédito, capital e liquidez, respectivamente.

O Itaú Unibanco está aderente às melhores práticas de gerenciamento de riscos e capital previstas na Resolução CMN 4.557, de forma que não possui impactos significativos decorrentes da sua adoção.

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6 Itaú Unibanco

1.1 Apetite de Risco

Em 2016 o Itaú Unibanco revisou sua política de apetite de risco, estabelecida e aprovada pelo CA, que direciona a sua estratégia de negócios. O apetite de risco da instituição é fundamentado na seguinte declaração do CA:

“Somos um banco universal, operando predominantemente na América Latina. Apoiados em nossa cultura de riscos, atuamos com rigoroso padrão ético e de cumprimento regulatório, buscando resultados elevados e crescentes, com baixa volatilidade, mediante o relacionamento duradouro com o cliente, apreçamento correto dos riscos, captação pulverizada de recursos e adequada utilização do capital.”

A partir da declaração, foram definidas cinco dimensões, cada uma delas composta por um conjunto de métricas associadas aos principais riscos envolvidos, combinando formas complementares de mensuração, buscando uma visão abrangente das nossas exposições:

x Dimensão de capitalização: estabelece que o Itaú Unibanco deve ter capital suficiente para se proteger de uma grave recessão ou de um evento de estresse sem necessidade de adequação da estrutura de capital em circunstâncias desfavoráveis. É monitorada através do acompanhamento dos índices de capital do Itaú Unibanco, em situação normal e em estresse e dos ratings de emissão de dívidas da instituição;

x Dimensão de liquidez: estabelece que a liquidez da instituição deverá suportar longos períodos de estresse. É monitorada através do acompanhamento dos indicadores de liquidez;

x Dimensão de composição dos resultados: define que os negócios serão focados principalmente na América Latina, onde o Itaú Unibanco terá uma gama diversificada de clientes e produtos, com baixo apetite por volatilidade de resultados e por risco elevado. Esta dimensão compreende aspectos de negócios e rentabilidade, risco de mercado e crédito. As métricas monitoradas buscam garantir, por meio de limites de concentração de exposição como, por exemplo, setores de indústria, qualidade das contrapartes, países e regiões geográficas e fatores de riscos, adequada composição das nossas carteiras, visando à baixa volatilidade dos resultados e à sustentabilidade dos negócios;

x Dimensão de risco operacional: foca no controle dos eventos de risco operacional que possam impactar negativamente a estratégia de negócio e operação, realizado através do monitoramento dos principais eventos de risco operacional e das perdas incorridas;

x Dimensão de reputação: aborda riscos que possam impactar o valor da marca e da reputação da instituição junto a clientes, funcionários, reguladores, investidores e público geral. O monitoramento dos riscos nesta dimensão é feito através do acompanhamento da satisfação e insatisfação dos clientes, da exposição nas mídias, além da observância da conduta da instituição.

O CA é o responsável pela aprovação das diretrizes e limites do apetite de risco, desempenhando suas responsabilidades com o apoio do Comitê de Gestão de Risco e Capital (CGRC) e do Chief Risk Officer (CRO).

As métricas são monitoradas frequentemente e devem respeitar os limites definidos. O monitoramento é reportado às comissões de riscos e ao CA e orienta a tomada de medidas preventivas de forma a garantir que as exposições estejam dentro dos limites estabelecidos e alinhados à nossa estratégia.

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7 Itaú Unibanco

1.2 Cultura de Risco

Visando a fortalecer os valores e alinhar o comportamento dos colaboradores do Itaú Unibanco com as diretrizes estabelecidas para gestão de risco, a instituição adota diversas iniciativas para disseminar a cultura de risco. A Cultura de Risco do Itaú Unibanco é baseada em quatro princípios básicos: a tomada consciente de riscos, a discussão e a ação sobre os riscos da instituição e a responsabilidade de todos pela gestão de risco.

Esses princípios articulam as diretrizes do Itaú Unibanco auxiliando os colaboradores a entender, identificar, mensurar, gerenciar e mitigar os riscos de maneira consciente.

Além de políticas, procedimentos e processos, a cultura de risco fortalece a responsabilidade individual e coletiva dos colaboradores na gestão de riscos inerentes às atividades exercidas individualmente, respeitando de maneira ética a gestão dos negócios.

A instituição promove a cultura de risco, enfatizando o comportamento que irá ajudar as pessoas em qualquer nível da instituição a assumir e gerenciar o risco conscientemente. Com esses princípios disseminados pela instituição, há um incentivo para que o risco seja entendido e discutido abertamente, mantendo-se dentro dos níveis determinados pelo apetite de risco, e assumindo a responsabilidade individual por cada colaborador do Itaú Unibanco, independentemente de sua posição, área ou função.

O Itaú Unibanco também disponibiliza canais para comunicar falhas operacionais, fraude interna ou externa, conflitos no ambiente de trabalho ou casos que podem ocasionar transtornos e/ou prejuízo para a instituição ou lesar os clientes.

Todos os colaboradores ou terceiros têm a responsabilidade de comunicar os problemas imediatamente, assim que tomarem conhecimento da situação.

1.3 Governança de Riscos e Capital

O CA é o órgão principal por estabelecer as diretrizes, políticas e alçadas para a gestão de riscos e capital. Por sua vez, o CGRC é responsável por apoiar o CA no desempenho de suas atribuições relacionadas à gestão de riscos e de capital. Já no nível executivo, são estabelecidos órgãos colegiados, presididos pelo Chief Executive Officer (CEO) do Itaú Unibanco, que são responsáveis pela gestão de riscos e capital e cujas decisões são acompanhadas no âmbito do CGRC.

Adicionalmente, a instituição possui órgãos colegiados, que exercem responsabilidades delegadas na gestão de riscos e capital, presididos pelo diretor vice presidente da Área de Controle e Gestão de Riscos e Finanças (ACGRF).

Além disso, para dar suporte a essa estrutura, a ACGRF é estruturada por diretorias especializadas. O objetivo é assegurar, de forma independente e centralizada, que os riscos e o capital da instituição sejam administrados de acordo com as políticas e procedimentos estabelecidos.

A descrição detalhada dessa estrutura pode ser consultada no Relatório Anual Consolidado, na seção Nossa Gestão de Riscos. O Relatório Anual Consolidado está disponível no site www.itau.com.br/relacoes-com-investidores, na seção Informações Financeiras.

A estrutura organizacional de gerenciamento de riscos do Itaú Unibanco está em conformidade com as regulamentações vigentes no Brasil e no exterior e em linha com as melhores práticas de mercado. As responsabilidades sobre o gerenciamento de risco no Itaú Unibanco estão estruturadas de acordo com o conceito de três linhas de defesa, a saber:

x na primeira linha de defesa, as áreas de negócio e áreas corporativas de suporte realizam a gestão dos riscos por elas originados através da identificação, avaliação, controle e reporte dos mesmos;

x na segunda linha de defesa, uma unidade independente realiza o controle dos riscos de forma centralizada visando a assegurar que os riscos do Itaú Unibanco sejam administrados de acordo com o apetite de risco, as políticas e os procedimentos estabelecidos. Assim, o controle centralizado provê ao CA e aos executivos uma visão global das exposições do Itaú Unibanco de forma a otimizar e agilizar as decisões corporativas;

x na terceira linha de defesa, a auditoria interna promove a avaliação independente das atividades desenvolvidas na instituição, permitindo à alta administração aferir a adequação dos controles, a efetividade do gerenciamento dos riscos e o cumprimento das normas internas e requisitos regulamentares.

O Itaú Unibanco utiliza sistemas automatizados e robustos para completo atendimento aos regulamentos de capital, bem como para mensuração de riscos, seguindo as determinações e modelos regulatórios vigentes. Também coordena as ações para verificação da aderência aos requisitos qualitativos e quantitativos estabelecidos pelos reguladores para observação do capital mínimo exigido e monitoramento dos riscos.

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8 Itaú Unibanco

1.4 Remuneração Ajustada ao Risco

As diretrizes de Remuneração têm como objetivos atrair, reter e recompensar de forma meritocrática os colaboradores, incentivando níveis prudentes de exposição ao risco nas estratégias de curto, médio e longo prazo. O Comitê de Remuneração, em linha com os requisitos da Resolução CMN 3.921 e com reporte ao CA, é responsável por definir as diretrizes dos modelos de remuneração dos colaboradores e a política de remuneração dos administradores das empresas do Itaú Unibanco.

As práticas de remuneração levam em conta a estratégia da instituição, as legislações gerais e específicas para cada negócio ou região de atuação e a gestão adequada dos riscos ao longo do tempo. A remuneração variável considera os riscos correntes e potenciais, incentivando a busca de resultados sustentáveis e desencorajando tomadas de decisão que envolva riscos excessivos e inadequados.

Para maiores informações sobre remuneração no Itaú Unibanco, consultar a Nota Explicativa “16 - Patrimônio Líquido”, das Demonstrações Contábeis Completas que pode ser visualizada no site www.itau.com.br/relacoes-com-investidores.

(9)

9 2 Capital

2.1 Gerenciamento de Capital

O CA é o principal órgão no gerenciamento de capital do Itaú Unibanco, responsável por aprovar a política institucional de gerenciamento de capital e as diretrizes acerca do nível de capitalização da instituição. O Conselho também é responsável pela aprovação integral do relatório do ICAAP (Processo Interno de Avaliação da Adequação de Capital), processo que visa a avaliar a adequação do capital do Itaú Unibanco.

No nível executivo, existem órgãos colegiados responsáveis por aprovar metodologias de avaliação dos riscos e de cálculo de capital, assim como revisar, monitorar e recomendar ao CA documentos e temas relativos a capital.

De forma a prover informações necessárias ao CA, elabora-se relatórios gerenciais que informam a adequação de capital da instituição, bem como as projeções de níveis de capital, em situações normais e de estresse. Há uma estrutura que coordena e consolida informações e processos relacionados, todos sujeitos à verificação pelas áreas independentes de validação, controles internos e auditoria.

O documento “Relatório de Acesso Público – Gerenciamento de Capital”, que expressa as diretrizes estabelecidas pelo normativo institucional de gerenciamento de capital, pode ser visualizado no site www.itau.com.br/relacoes-com- investidores, na seção Governança Corporativa, Regulamentos e Políticas.

2.2 Avaliação da Adequação de Capital

Para avaliar sua suficiência de capital, anualmente, o Itaú Unibanco adota o fluxo apresentado a seguir:

x Identificação dos riscos aos quais a instituição está exposta e análise de sua materialidade;

x Avaliação da necessidade de capital para os riscos materiais;

x Desenvolvimento de metodologias para quantificação de capital adicional;

x Quantificação de capital e avaliação interna de adequação de capital;

x Plano de Capital e Contingência;

x Envio de relatório de adequação de capital ao BACEN.

Adotando uma postura prospectiva no gerenciamento do seu capital, o Itaú Unibanco implantou sua estrutura de gerenciamento de capital e seu ICAAP, atendendo, dessa forma, à Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) 3.988, à Circular BACEN 3.547 e à Carta-Circular BACEN 3.774.

O resultado do último ICAAP – realizado para data-base dezembro de 2016 - apontou que o Itaú Unibanco dispõe, além de capital para fazer face a todos os riscos materiais, de significativa folga de capital, garantindo assim a solidez patrimonial da instituição.

2.3 Teste de Estresse

O teste de estresse é um processo de simulação de condições econômicas e de mercado extremas nos resultados e capital da instituição. A instituição realiza este teste com o objetivo de avaliar a sua solvência em cenários plausíveis de crise sistêmica, bem como de identificar áreas mais suscetíveis ao impacto do estresse que possam ser objeto de mitigação de risco.

A estimação das variáveis macroeconômicas para cada cenário de estresse é realizada pela área de pesquisa econômica.

Os cenários são definidos levando em conta sua relevância para o resultado do banco e a probabilidade de ocorrência, e são submetidos anualmente à aprovação do CA.As projeções das variáveis macroeconômicas (como por exemplo, PIB, taxa básica de juros e inflação) e do mercado de crédito (como captações, concessões, taxas de inadimplência, spread e tarifas) são geradas a partir de choques exógenos ou através de modelos validados por uma área independente.

Em seguida, os cenários de estresse adotados são utilizados para sensibilizar o resultado e o balanço orçados, dos quais decorrem os ativos ponderados ao risco e os índices de capital e de liquidez em cada cenário.

O teste de estresse também é parte integrante do ICAAP, com o principal objetivo de avaliar se, mesmo em situações adversas severas, a instituição teria níveis adequados de capital, não impactando o desenvolvimento de suas atividades.

As informações geradas permitem a identificação de potenciais fatores de risco nos negócios, subsidiando decisões estratégicas do CA, o processo orçamentário e o processo de gerenciamento de riscos, além de servirem de insumo para métricas de apetite de risco.

(10)

2.4 Requerimentos de capital vigentes e em implantação

Os requerimentos mínimos de capital do Itaú Unibanco seguem o conjunto(2) de resoluções e circulares divulgadas pelo BACEN que implantam no Brasil os padrões globais de requerimento de capital conhecidos como Basileia III. São expressos na forma de índices que relacionam o capital disponível - demonstrado pelo Patrimônio de Referência (PR), ou Capital Total, composto pelo Nível I (que compreende o capital principal e o capital complementar) e pelo Nível II - e os ativos ponderados pelo risco.

Os índices de Capital Total, de Capital de Nível I e de Capital Principal são apurados na forma consolidada, aplicados às instituições integrantes do Conglomerado Prudencial(3), que abrange não só as instituições financeiras como também as administradoras de consórcio, as instituições de pagamento, as sociedades que realizam aquisição de operações ou assumam direta ou indiretamente risco de crédito e os fundos de investimento nos quais a instituição retenha substancialmente riscos e benefícios.

Para fins de cálculo desses requerimentos mínimos de capital, apura-se o montante total do RWA pela soma das parcelas dos ativos ponderados pelos riscos de crédito, de mercado e operacional. O Itaú Unibanco utiliza as abordagens padronizadas para o cálculo das parcelas de crédito e operacional.

A partir de 1º de setembro de 2016, o BACEN autorizou o Itaú Unibanco a utilizar modelos internos de risco de mercado para apuração do montante total do capital regulatório (RWAMINT), em substituição à parcela RWAMPAD,conforme previsto na Circular BACEN 3.646.

Para as unidades externas, utiliza-se a abordagem padronizada. Desta forma, não fazem parte do uso de modelos internos as unidades da Argentina, Chile, Itaú BBA International, Itaú BBA Colômbia, Paraguai e Uruguai.

As abordagens de risco de crédito, mercado e operacional estão descritas no item “2.6 Ativos Ponderados pelo Risco”.

De 1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2017, o índice mínimo de capital requerido é de 9,25%, e, seguindo cronograma de redução gradual, chegará a 8% em 1º de janeiro de 2019.

Além dos mínimos regulatórios, as normas do BACEN estabeleceram um Adicional de Capital Principal (ACP), correspondente à soma das parcelas ACPConservação, ACPContracíclico e ACPSistêmico que, em conjunto com as exigências mencionadas, aumentam a necessidade de capital ao longo do tempo. O valor de cada uma das parcelas e os mínimos regulatórios, conforme definido na Resolução CMN 4.193, estão descritos na tabela a seguir.

Basileia III também redefiniu os requisitos para a qualificação dos instrumentos elegíveis a Capital de Nível I e Nível II, regulamentados no Brasil pela Resolução CMN 4.192. Essa reforma incluiu um cronograma de phase-out para os instrumentos já considerados no capital, emitidos anteriormente à vigência da norma, que não atendam integralmente as novas exigências.

A tabela abaixo apresenta o cronograma de implantação das regras de Basileia III no Brasil, definido pelo BACEN, sendo que os números referem-se à porcentagem dos ativos ponderados pelo risco do Itaú Unibanco.

Além dos requerimentos mínimos de capital, está em vigor - desde o quarto trimestre de 2015 - a Circular BACEN 3.748, que incorpora o Índice de Alavancagem ao arcabouço de Basileia III no Brasil. Maiores detalhes podem ser visualizados no item “2.9 Índice de Alavancagem” deste relatório.

(2)As normas que implantaram as regras de Basileia III no Brasil foram divulgadas a partir de 1º de março de 2013, através das Resoluções do CMN 4.192 a 4.195 (a Resolução 4.195 foi revogada pela Resolução 4.280), em conjunto com 15 Circulares publicadas pelo BACEN em 4 de março do mesmo ano, bem como alterações posteriores.

(3)Maiores detalhes do Conglomerado Prudencial podem ser consultados na Circular BACEN 3.701, na Resolução CMN 4.280 ou no link:

http://www.bcb.gov.br/?REGPRUDENCIAL Cronograma de Implantação de Basileia III

2015 2016 2017 2018 2019

Capital Principal 4,5% 4,5% 4,5% 4,5% 4,5%

Nível I 6,0% 6,0% 6,0% 6,0% 6,0%

Capital Total 11% 9,875% 9,25% 8,625% 8,0%

Adicional de Capital Principal (ACP) 0,0% 0,625% 1,50% 2,375% 3,5%

de Conservação 0% 0,625% 1,25% 1,875% 2,5%

Contracíclico(1) 0% 0% 0% 0% 0%

de Importância Sistêmica 0% 0% 0,25% 0,5% 1,0%

Capital Principal + ACP 4,5% 5,125% 6,0% 6,875% 8,0%

Capital Total + ACP 11,0% 10,5% 10,75% 11,0% 11,5%

Deduções dos Ajustes Prudenciais 40% 60% 80% 100% 100%

A partir de 1º de janeiro

(1)ACPContracíclicoé fixado pelo Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) com base nas discussões acerca do ritmo de expansão do crédito (Comunicado BACEN nº 30.371), e atualmente está definido em zero. Na hipótese de elevação do requerimento, o novo percentual vigorará a partir de doze meses após a divulgação.

(11)

Ademais, em março de 2015, entrou em vigor a Circular BACEN 3.751, que dispõe sobre a apuração dos indicadores relevantes para a avaliação da importância sistêmica global (IAISG) de instituições financeiras do Brasil. O índice de importância sistêmica global do Itaú Unibanco foi de 29 em 2015. O valor mínimo para uma instituição ser considerada de importância sistêmica global é de 130, de acordo com a regulamentação vigente em Basileia. As informações sobre os valores dos indicadores do Índice de Importância Sistêmica Global podem ser visualizadas no site www.itau.com.br/relacoes-com-investidores, seção “Governança Corporativa”, “Índice de Importância Sistêmica Global”.

A aderência do BACEN às normas recomendadas pelo Comitê de Basileia foi avaliada no final de 2013 através do programa “Regulatory Consistency Assessment Programme” (RCAP)(4). As regras vigentes no Brasil foram consideradas aderentes - nos termos do Bank for International Settlements (BIS), o Brasil foi considerado uma “compliant jurisdiction”- ou seja, os padrões de capital estabelecidos no Brasil atendem aos requisitos mínimos internacionalmente vigentes. As divergências apontadas foram consideradas pouco significativas.

Requisitos mínimos de capital para Seguros

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) divulgou, em julho de 2015, a Resolução CNSP 321 e suas posteriores alterações, que dispõe, entre outros assuntos, sobre os requerimentos mínimos de capital para os riscos de subscrição, de crédito, operacional e de mercado referentes a seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradoras.

(4)Regulatory Consistency Assessment Programme (RCAP). Assessment of Basel III regulations in Brazil, December 2013, com atualização em março de 2017 sem pontos adicionais materiais.

(12)

2.5 Composição do Capital

O PR utilizado para verificar o cumprimento dos limites operacionais impostos pelo BACEN consiste no somatório de três itens, denominados:

x Capital Principal: soma de capital social, reservas e lucros acumulados, menos deduções e ajustes prudenciais;

x Capital Complementar: composto por instrumentos de caráter perpétuo que atendam a requisitos de elegibilidade. Somado ao Capital Principal, compõe o Nível I;

x Nível II: composto por instrumentos de dívida subordinada de vencimento definido que atendam a requisitos de elegibilidade. Somado ao Capital Principal e ao Capital Complementar, compõe o Capital Total.

A tabela abaixo apresenta a composição do PR segregado entre Capital Principal, Capital Complementar e de Nível II, considerando seus respectivos ajustes prudenciais, conforme estabelecido pelas normas vigentes.

Os Ajustes Prudenciais mais relevantes para o Itaú Unibanco são apresentados na tabela a seguir. Juntos, eles correspondem a mais de 90% dos ajustes prudenciais em 30 de setembro de 2017.

Durante o exercício de 2017, o Itaú Unibanco recomprou R$ 1.377 milhões em ações de emissão própria. Essas ações ficam registradas na rubrica “Ações em Tesouraria”, que alcançou R$ (2.409) milhões em 30 de setembro de 2017. As ações em tesouraria reduzem o Patrimônio Líquido da instituição, causando a redução de sua base de capital.

Nesse período, o valor de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) pagos / provisionados, que afeta a base de capital da instituição, atingiu R$ 9.523 milhões. Os dividendos são deduzidos do Patrimônio Líquido da instituição, reduzindo assim sua base de capital. Já o JCP que é contabilizado como despesa diretamente no resultado, reduz o Lucro Líquido da instituição, reduzindo também, consequentemente, sua base de capital.

A composição detalhada do Patrimônio de Referência pode ser observada no Anexo I – “Composição do Patrimônio de Referência (PR) e Informações sobre a adequação do PR” - deste documento.

Composição do Patrimônio de Referência R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Patrimônio Líquido Itaú Unibanco Holding S.A. (Consolidado) 123.631 118.379 114.715

Participações de Não Controladores 11.445 11.746 13.219

Alteração de Participação em Subsidiária em Transação de Capital 1.818 2.150 2.825

Patrimônio Líquido Consolidado (BACEN) 136.894 132.275 130.759

Ajustes Prudenciais do Capital Principal (16.634) (18.459) (15.395)

Capital Principal 120.260 113.816 115.364

Ajustes Prudenciais do Capital Complementar 51 49 572

Capital Complementar 51 49 572

Nível I (Capital Principal + Capital Complementar) 120.311 113.865 115.936

Instrumentos Elegíveis para Compor o Nível II 19.723 19.723 23.488

Ajustes Prudenciais do Nível II 68 66 133

Nível II 19.791 19.789 23.622

Patrimônio de Referência (Nível I + Nível II) 140.102 133.654 139.557

Composição dos Ajustes Prudenciais R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016 Ref. Anexo I

Ágios pagos na aquisição de investimentos 8.094 8.744 7.374 (e)

Ativos Intangíveis 4.899 4.458 3.071 (h) / (i)

Créditos tributários 4.620 5.877 4.345 (b)

Valor agregado das participações líquidas superiores a 10% do capital social de

instituições autorizadas a funcionar pelo BACEN - - -

Excedente de capital principal de não controladores 421 418 1.188

Ajuste relativo ao valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos utilizados para hedge de fluxo de caixa de itens protegidos que não tenham seus ajustes de marcação a mercado registrados contabilmente

(1.722) (1.575) (1.123)

Outros 322 537 540

Total 16.634 18.459 15.395

(13)

A tabela abaixo apresenta as emissões de dívidas subordinadas e outros instrumentos elegíveis a capital Nível II:

Maiores detalhes referentes aos instrumentos integrantes do Patrimônio de Referência podem ser visualizados no site www.itau.com.br/relacoes-com-investidores, seção Governança Corporativa, Planilha de apoio – Pilar 3, Anexo I e II - Pilar 3, Anexo II – “Principais Características dos Instrumentos do Patrimônio de Referência (PR)”.

Instrumentos Elegíveis a Capital Nível II R$ milhões

Vencimentos 30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Nome do Papel <1 ano 1-2 anos 2-3 anos 3-4 anos 4-5 anos > 5 anos Total Total Total

CDB - - - - - - - - 2.278

Letras Financeiras 11.081 2.970 43 12 2.420 1.714 18.240 20.580 25.513 Euronotes - - 3.217 3.959 11.622 5.966 24.765 25.854 25.359 Dívida Subordinada (set/17) 11.081 2.970 3.261 3.971 14.043 7.680 43.005 46.434 53.150 Dívida Subordinada não elegível a capital 139 247 168 166 244 4.436 5.401 5.671 5.582 Dívida Subordinada - Total (set/17) 11.220 3.217 3.429 4.137 14.287 12.115 48.406 52.104 58.732 Dívida Subordinada após redutor (set/17) - 594 1.304 2.383 11.234 7.680 23.195 25.743 30.013 Dívida Subordinada Elegível a capital (dez/12) - 990 290 4.235 7.093 26.514 39.122 39.122 38.824

Ações Preferenciais Resgatáveis (dez/12) - - 323 - - - 323 323 323

Instrumentos com aplicação do Limitador (dez/12)(1) - 495 307 2.117 3.547 13.257 19.723 19.723 23.488 Instrumentos Elegíveis a Capital (set/17) (2) - 495 307 2.117 3.547 13.257 19.723 19.723 23.488

(1) Instrumentos elegíveis a capital de dez/12 com aplicação do limitador de acordo com art. 28º da Resolução CMN 4.192.

(2) Conforme legislação vigente, para o cálculo do Patrimônio de Referência de set/17, foi considerado o saldo dos instrumentos elegíveis a capital de dez/12.

(14)

2.6 Ativos Ponderados pelo Risco (RWA)

De acordo com a Resolução CMN 4.193 e alterações posteriores, para fins do cálculo dos requerimentos mínimos de capital, deve ser apurado o montante de RWA, obtido pela soma das seguintes parcelas:

RWA = RWACPAD + RWAMINT + RWAOPAD

x RWACPAD = parcela relativa às exposições ao risco de crédito, calculada segundo abordagem padronizada;

x RWAMINT = parcela relativa ao capital requerido para risco de mercado, composta pelo máximo entre o modelo interno e 80% do modelo padronizado, regulamentada pelas Circulares BACEN 3.646 e 3.674;

x RWAOPAD = parcela relativa ao capital requerido para o risco operacional, calculada segundo abordagem padronizada.

A tabela abaixo apresenta de forma consolidada a evolução da composição do RWA do Itaú Unibanco.

Ativos Ponderados de Risco de Crédito (RWACPAD)

A tabela a seguir apresenta os valores dos ativos ponderados de risco de crédito (RWACPAD), cuja parcela é regulamentada pela Circular BACEN 3.644, segregados por fator de ponderação de risco e por tipo de ativos:

Composição dos Ativos Ponderados Pelo Risco R$ milhões

Exposições ao Risco 30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Ativos Ponderados de Risco de Crédito (RWA CPAD) 637.758 88,6% 642.616 88,7% 673.405 91,5%

Ativos Ponderados de Risco de Mercado (RWAMINT) 18.864 2,6% 27.450 3,8% 24.690 3,4%

Ativos Ponderados de Risco Operacional (RWA OPAD) 63.013 8,8% 54.417 7,5% 37.826 5,1%

Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) 719.635 100,0% 724.483 100,0% 735.921 100,0%

Abertura dos ativos ponderados de Risco de Crédito (RWACPAD) R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Exposições ao Risco

Ativos Ponderados de Risco de Crédito (RWACPAD) 637.758 642.616 673.405 a) Por Fator de Ponderação de Risco (FPR):

FPR de 2% 13379 125

FPR de 20% 5.958 6.963 8.286

FPR de 35% 15.272 13.115 11.992

FPR de 50% 44.432 43.328 43.785

FPR de 75% 137.415133.580 140.363

FPR de 85% 77.998 87.750 94.445

FPR de 100% 301.570312.423 323.270

FPR de 250% 28.757 32.718 27.403

FPR de 300% 3.465 4.408 8.689

FPR até 1250%(1) 4.249 3.547 1.707

Derivativos - Variação da qualidade creditícia da contra 6.015 6.000 6.918 Derivativos - Ganho Potencial Futuro 5.530 5.669 6.421 b) Por Tipo:

Títulos e Valores Mobiliários 43.495 43.524 45.344 Operações de Crédito - Varejo 109.075104.667 112.988 Operações de Crédito - Não Varejo 237.794229.604 250.096

Coobrigações - Varejo 186183 206

Coobrigações - Não Varejo 45.224 44.902 47.719 Compromissos de Crédito - Varejo 28.726 28.147 27.167 Compromissos de Crédito - Não Varejo 9.120 8.977 10.906 Outras Exposições 170.011176.739 178.979

(1) Considerando a aplicação do fator “F” requerida pelo artigo 29º da Circular BACEN 3.644.

(15)

Ativos Ponderados de Risco de Mercado (RWAMINT)

A parcela de ativos ponderados pelo risco de mercado (RWAMINT) é regulamentada pelas Circulares BACEN 3.646 e 3.674.

A composição da parcela de risco de mercado está apresentada na tabela abaixo:

Em 30 de setembro de 2017, o RWAMINT totalizou R$ 18.864 milhões, que corresponde ao capital de modelos internos, superior à necessidade de capital apurada através de 80% do RWAMPAD, que totalizou R$ 18.445 milhões.

Ativos Ponderados de Risco Operacional (RWAOPAD)

As Circulares BACEN 3.640, 3.316 e alterações posteriores estabelecem os critérios de apuração da parcela de ativos ponderados de risco operacional (RWAOPAD). De acordo com a regulação vigente, o valor da exposição RWAOPAD é calculado semestralmente com informações relativas às datas base 30 de junho e 31 de dezembro.

A seguir, apresenta-se a abertura dos ativos ponderados de risco operacional:

Abertura dos Ativos Ponderados de Risco de Mercado (RWAMINT) R$ milhões

30/09/2017 (2) 30/06/2017 (1) 30/09/2016 (1)

Ativos Ponderados de Risco de Mercado (RWAMPAD) 23.056 30.500 27.434

Operações sujeitas à variação de taxas de juros 21.655 28.682 23.968

Prefixadas denominadas em real 4.971 4.374 6.614

Cupons de moedas estrangeiras 11.623 17.707 14.056

Cupom de índices de preços 5.062 6.602 3.298

Cupons de taxas de juros - - -

Operações sujeitas à variação do preço de commodities 412 331 455

Operações sujeitas à variação do preço de ações 273 273 212

Operações sujeitas ao risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e à variação cambial 716 1.213 2.798

Benefício de capital modelos internos (4.611) (3.050) (2.743)

Ativos Ponderados de Risco de Mercado (RWAMINT) 18.864 27.450 24.690

Ativos Ponderados de Risco de Mercado calculados através da Metodologia Interna 18.864 22.630 23.592

(1) Ativos ponderados de risco de mercado calculados a partir de modelos internos, com possibilidade máxima de economia de 10% do modelo padrão.

(2) Ativos ponderados de risco de mercado calculados a partir de modelos internos, com possibilidade máxima de economia de 20% do modelo padrão.

Abertura dos ativos ponderados de Risco Operacional (RWAOPAD) R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Ativos Ponderados de Risco Operacional (RWAOPAD) 54.41763.013 37.826

Varejo 11.607 11.252 10.887

Comercial 24.857 24.549 24.166

Finanças Corporativas 2.663 2.581 2.789

Negociação e Vendas 7.434 4.135 (11.026)

Pagamentos e Liquidações 7.532 3.667 3.418

Serviços de Agente Financeiro 3.892 3.729 3.471

Administração de Ativos 5.010 4.488 4.109

Corretagem de Varejo 1518 12

2.7 Adicional de Capital Principal

A partir do primeiro trimestre de 2016, entrou em vigor a exigência de Adicional de Capital Principal (ACP). O valor detalhado de suas parcelas é apresentado a seguir:

A Circular BACEN 3.769 estabelece a metodologia de apuração da parcela do Adicional Contracíclico de Capital Principal (ACPcontracíclico). A seguir, detalhes da parcela são apresentados nas jurisdições relevantes:

Adicional de Capital Principal Total (ACPTotal) R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Valor Requerido de Adicional de Capital Principal (ACPRequerido) 10.794 10.867 4.600

de Conservação 8.995 9.056 4.600

Contracíclico - - -

de Importância Sistêmica 1.799 1.811 -

Adicional de Capital Principal Contracíclico (ACPcontracíclico)

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016 R$ milhões

RWACPrNBi

(1) ACCP(2) data de anúncio data de vigência

Brasil 398.339 405.875 425.311 0% out/15 jan/16

Chile (3) 78.751 78.010 83.457 0% - -

Total 477.090 483.885 508.768

(1) (2) (3)

Parcela do montante RWA relativa às exposições ao risco de crédito ao setor privado não bancário nas jurisdições relevantes.

Valor para o percentual do adicional de capital principal contracíclico para as principais jurisdições.

Metodologia de apuração da parcela de adicional contracíclico não anunciada nessa jurisdição. De acordo com o artigo 2º da Circular BACEN 3.769, deve ser utilizado o valor ACCP do Brasil.

(16)

2.8 Suficiência de Capital

O Itaú Unibanco, por meio do processo de ICAAP, avalia a suficiência de capital para fazer frente aos seus riscos, representados pelo capital regulatório de risco de crédito, mercado e operacional e pelo capital necessário para cobertura dos demais riscos.

Visando a garantir a solidez do Itaú Unibanco e a disponibilidade de capital para suportar o crescimento dos negócios, os níveis de PR foram mantidos acima do necessário para fazer frente aos riscos, conforme evidenciado pelos índices de Capital Principal, de Nível I e de Basileia.

Em 30 de setembro de 2017, o PR alcançou R$ 140.102 milhões, sendo R$ 120.311 milhões referentes a Nível I e R$

19.791 milhões referentes a Nível II.

O Índice de Basileia atingiu 19,5% em 30 de setembro de 2017, com aumento de 1,1 ponto percentual em relação a 30 de junho de 2017, devido principalmente ao resultado do período.

Além disso, o Itaú Unibanco possui folga em relação ao Patrimônio de Referência Mínimo Requerido no montante de R$

73.536 milhões, superior ao ACP de R$ 10.794 milhões, amplamente coberto pelo capital disponível.

O índice de Imobilização indica o percentual de comprometimento do PR ajustado com o ativo permanente ajustado. O Itaú Unibanco está enquadrado no limite máximo de 50% do PR ajustado, fixado pelo BACEN.

A tabela a seguir apresenta os valores do Índice de Basileia e de Imobilização.

Composição do Patrimônio de Referência (PR) R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Nível I 120.311 113.865 115.936

Capital Principal 120.260 113.816 115.364

Capital Complementar 51 49 572

Nível II 19.791 19.789 23.622

Patrimônio de Referência 140.102 133.654 139.557

Patrimônio de Referência Mínimo Requerido 67.01566.566 72.672

Folga em relação ao Patrimônio de Referência Mínimo Requerido 66.63973.536 66.885 Valor Requerido de Adicional de Capital Principal (ACPRequerido) 10.794 10.867 4.600 Montante do PR apurado para cobertura do risco de taxas de juros das operações

não classificadas na carteira de negociação (RBAN) 2.462 2.366 2.332

Índices de Basileia e Imobilização R$ milhões

30/09/2017 30/06/2017 30/09/2016

Índice de Basileia 19,5% 18,4% 19,0%

Nível I 16,7% 15,7% 15,8%

Capital Principal 16,7% 15,7% 15,7%

Capital Complementar 0,0% 0,0% 0,1%

Nível II 2,8% 2,7% 3,2%

Índice de Imobilização 23,5% 24,0% 23,6%

Folga de Imobilização 37.165 34.773 36.837

(17)

Considerando a base de capital atual, caso fossem aplicadas de imediato e integralmente as regras de Basileia III estabelecidas pelo BACEN e considerando os impactos da operação de varejo do Citibank no Brasil e da participação minoritária de 49% na XP Investimentos, seu índice de Capital Principal (Common Equity Tier I) seria de 14,6% em 30 de setembro de 2017. Todas essas variações estão demonstradas no gráfico a seguir: 2

Capital Principal Estimado com Regras Integrais de Basileia III

(5) Considera deduções de Ágio, Intangível (gerados antes e após out/13), Crédito Tributário de Diferenças Temporárias e Prejuízo Fiscal, Ativos de Fundos de Pensão, Investimento em Instituições Financeiras, Seguradoras e Assemelhadas.

(6) Considera o aumento do multiplicador das parcelas de risco de mercado, operacional e determinadas contas de crédito. Este multiplicador é 10,8 hoje e será 12,5 em 2019.

(7) A consolidação do Citibank considera os negócios de varejo no Brasil (voltados a pessoas físicas). Estimativas de impactos realizadas com base em informações preliminares e pendentes de aprovações regulatórias.

(8) Considerando o consumo de Crédito Tributário, o índice seria 15,4% (não considera qualquer reversão de PDD Complementar).

16,7% -0,6% 16,1% -0,3% 15,8% -1,2% -1,1%

14,6% 13,5%

Capital Principal (CET I) Set/17

Antecipação do Cronograma de Deduções (5)

CET I com Deduções Integrais

Antecipação das Regras de Ativos Ponderados (6)

CET I com Regras Integrais

de Basileia III

Impactos da consolidação do Citi e

investimento na XP (7)

CET I após impacto da consolidação do

Citibank e investimento na XP

(8)

Parcela adicional de dividendos e JCP

destacadas no patrimônio líquido

CET I com Regras Integrais de

Basileia III após parcela

adicional de dividendos e JCP destacados no

patrimônio líquido

Referências

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