Reaç ões c om plet as ou irreversíveis
São reaç ões nas quais os reagent es são
t ot alm ent e c onvert idos em produt os, não
havendo “ sobra” de reagent e, ao final da reaç ão !
Ex em plo:
HCl(aq) + NaOH(aq)
NaCl(aq) + H2O(l)Essas reaç ões t em rendim ent o 100 % !
Reaç ões inc om plet as ou reversíveis
São reaç ões nas quais os reagent es não
são t ot alm ent e c onvert idos em produt os, havendo “ sobra” de reagent e, ao final da
reaç ão !
Essas reaç ões t em rendim ent o < 100 % !
Ex em plo:
- reaç ões de est erific aç ão
A reversibilidade de um a reaç ão pode
ser relac ionada c om o seu rendim ent o !
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC
O Para a reaç ão gasosa (c om baix o rendim ent o) :
CO + H2O CO2 + H2 Concentração (mol/L) [CO] = [H2O] [CO2] = [H2] tempo
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
A m esm a reaç ão, c om alt o rendim ent o CO + H2O CO2 + H2
Concentração (mol/L)
[CO2] = [H2]
[CO] = [H2O]
Sob o pont o de vist a da c inét ic a
quím ic a, as reaç ões reversíveis
podem oc orrer em dois sent idos
(diret o e inverso)
represent ados
por
R P
c om um a veloc idade diret a
(v
diret aou v
1)
e um a veloc idade inversa
Considerando-se um a reaç ão quím ic a
genéric a:
aA + bB xX + yY
A veloc idade diret a será:
v
1= k
1[A]
a[B]
ba qual dim inui c om o passar do t em po.
A veloc idade inversa será:
v
2= k
2[X]
x[Y]
yque no iníc io é
nula
e vai aum ent ant o !
A m edida que a reaç ão avanç a a
veloc idade diret a
vai
dim inuindo
e
a
inversa aum ent ando
, at é o
m om ent o em que as duas t ornam
-se
iguais
e a
veloc idade global
nula
!
v
diret a= v
inversav
1= k
1[A]
a[B]
be v
2
= k
2[X]
x[Y]
yEsse m om ent o é c ham ado de
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
As variaç ões de veloc idade diret a e inversa, at é alc anç ar o equilíbrio, podem ser represent adas pelo
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
Se as duas veloc idades (diret a e inversa) são iguais ao at ingir o equilíbrio, ent ão:
v1 = v2 k 1[A]a[B]b = k
2[X]x[Y]y
isolando os t erm os sem elhant es result a:
K
C
C
C
C
k
k
b c B a A y Y x X 2 1.
.
=
=
C
Aa, C
Bb
,... =
c onc ent raç ões m olares de A, B,...K
c=
c onst ant e de equilíbrio (c onc ent raç ões)E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
Se a reaç ão oc orrer em fase gasosa a c onst ant e de equilíbrio pode ser ex pressa
em funç ão das pressões parc iais
ex erc idas pelos c om ponent es gasosos:
P
P
P
P
K
b B a A y Y x X p.
.
=
lembre que:V
nRT
P
=
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
Cálc ulo da c onst ant e K c - ex em plo
O PCl5 se dec om põe, segundo a equaç ão: PCl5 PCl3 + Cl2
Ao inic iar havia 3,0 m ols/L de PCl5 e ao ser alc anç ado o equilíbrio rest ou 0,5 m ol/L do reagent e não t ransform ado. Calc ular Kc.
PCl5 PCl3 Cl2
Inic io 3,0 -
-Equilíbrio 0,5 2,5 2,5
Reage 2,5 -
-A c onst ant e de equilíbrio será:
Kc = [PCl3].[Cl2] / [PCl5] = [2,5].[2,5] / [0,5]
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
Desloc am ent o do equilíbrio quím ic o
(Princ ípio de Le Chat elier ou equilíbrio m óvel)Os agent es ex t ernos que podem desloc ar o est ado de equilíbrio são:
1. variaç ões nas c onc ent raç ões de reagent es ou produt os;
2. variaç ões na t em perat ura; 3. variaç ões na pressão t ot al.
“ Quando um
agent e ex t erno
at ua sobre um a reaç ão em equilíbrio, o m esm o se desloc aráE Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
1 - Influênc ia das variaç ões nas c onc ent raç ões
* A adiç ão de um c om ponent e (
reagent e
ou produt o
) irá desloc ar o equilíbrio nosent ido de c onsum í-lo.
* A rem oç ão de um c om ponent e (reagent e ou produt o) irá desloc ar o equilíbrio no
sent ido de regenerá-lo.
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
1 - Influênc ia das variaç ões nas c onc ent raç ões
Ex em plo
Na reaç ão de sínt ese da am ônia
N
2(g)+ 3 H
2(g)2 NH
3(g)I - adic ionando N2 ou H2 o equilíbrio desloc a-se no sent ido de form ar NH3 ( ) ;
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
2 - Influênc ia das variaç ões na t em perat ura
Um aum ent o na t em perat ura (inc rem ent o de energia) favorec e a reaç ão no sent ido
endot érm ic o.
Um a dim inuiç ão na t em perat ura (rem oç ão de energia) favorec e a reaç ão no sent ido
ex ot érm ic o.
A m udanç a na t em perat ura é o únic o fat or que alt era o valor da c onst ant e de equilíbrio (Kc ou Kp).
- para reaç ões ex ot érm ic as: T K
c
- para reaç ões endot érm ic as: T K
E Q U IL ÍB R IO Q U ÍM IC O
2 - Influênc ia das variaç ões na t em perat ura
Ex em plo
A sínt ese da am ônia é ex ot érm ic a:
N
2+ 3 H
22 NH
3 DH = - 17 k c al/m olI - um aum ent o na t em perat ura favorec e o sent ido endot érm ic o (
);
II - um resfriam ent o (dim inuiç ão na
t em perat ura favorec e a sínt ese da am ônia, ou seja, o sent ido diret o ( ).
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3 - Influênc ia das variaç ões na pressão t ot al
Um aum ent o na pressão t ot al (reduç ão de
volum e) desloc a o equilíbrio no sent ido do
m enor núm ero de m ols gasosos.
Um a dim inuiç ão na pressão t ot al (aum ent o
de volum e) desloc a o equilíbrio no sent ido do
m aior núm ero de m ols gasosos.
As variaç ões de pressão som ent e afet arão os
equilíbrios que apresent am c om ponent es gasosos, nos quais a diferenç a de m ols gasosos ent re reagent es e
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3 - Influênc ia das variaç ões na pressão t ot al
Ex em plo
Na sínt ese da am ônia oc orre dim inuiç ão no núm ero de m ols gasosos (Dn
gases = - 2)
N
2(g)+ 3 H
2(g)2 NH
3(g)I - um aum ent o na pressão desloc a o equilíbrio no sent ido diret o, m enor no de m ols(
);
II - um a reduç ão de pressão desloc a o equilíbrio no sent ido inverso, m aior no de m ols ( ).
E Q U IL ÍB R IO I Ô N IC O
É o c aso part ic ular de equilíbrio no qual, além de m oléc ulas, est ão present es íons. Oc orre part ic ularm ent e nos proc essos de
dissoc iaç ão de:
I - ác idos frac os II - bases frac as
III - água
Nos ác idos e bases fort es a dissoc iaç ão é quase
c om plet a, não oc orrendo, pois, um est ado de equilíbrio !
E Q U IL ÍB R IO I Ô N IC O
Dissoc iaç ão de ác idos frac os
Nesse c aso, ao ser dissolvido em água, haverá um predom ínio de m oléc ulas, ao c ont rário do
que oc orreria para um ác ido fort e. Ex em plos:
I - ác ido fort e: HCl(aq)
H
++
Cl
-(predom inam espéc ies iônic as)
II - ác ido frac o:
HCN
H+ + CN
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Const ant e de ionizaç ão (K i)
HCN H+ + CN
-K i = K ác ido = [H+].[CN-] / [HCN] = 4,2.10-10
* O baix o valor de Ki indic a um ác ido m uit o frac o !
NH4OH NH4+ + OH
-K i = K base = [NH4+].[OH-] / [NH
4OH] = 4,0.10-4
* O baix o valor de K i indic a um a base m uit o frac a !
Ác ido frac o
E Q U IL ÍB R IO I Ô N IC O
Aut o-dissoc iaç ão da água
A água dissoc ia-se frac am ent e de ac ordo c om H2O H+ + OH
-Sua c onst ant e de dissoc iaç ão será: K água = [H+].[OH-] / [H
2O] = 1,81.10-16
• O baix o valor de K indic a fraquíssim a dissoc iaç ão !!!
Dessa c onst ant e result a:
[H+].[OH-] = 10-14 = K
w = Produt o iônic o da água
Com o a dissoc iaç ão origina igual quant idade de íons H+ e OH-, ent ão:
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Se adic ionarm os um ác ido na água:
[H+] > [OH-]
Ex : [H+] = 10-6 ; [OH-] = 10-9
[H+] = 10-3 ; [OH-] = 10-11
* Lem bre-se: [H+].[OH-] = c onst ant e = 10-14 = K w
Se adic ionarm os um a base na água
[H+] < [OH-]
Ex : [OH-] = 10-1 ; [H+] = 10-13
[OH-] = 100 ; [H+] = 10-14
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Conc eit os de pH e pOH
Em 1909, o quím ic o Sörenson est abelec eu esc alas arbit rárias que perm it iam c om parar
a ac idez ou alc alinidade de soluç ões aquosas diluídas, às quais designou de
pH = pot enc ial Hidrogeniônic o (H+) pOH = pot enc ial Hidrox iliônic o (OH-)
onde
pH = - log
10[H
+]
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Not e que: [H+].[OH-] = 10-14 ; pH + pOH = 14 Assim :
a) para água pura: [H+] = [OH-] = 10-7
pH = pOH = - log10(10-7) = - (-7) log 10 =
7
b) para soluç ão ác ida: [H+] = 10-3 [OH-] = 10-11
pH = - log10 (10-3) = - (-3) log 10 =
3
pOH = 11c ) para soluç ão básic a: [OH-] = 10-1 [H+] = 10-13
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Ex em plo
Qual o pH de um a soluç ão que apresent a 0,0365 gram as de HCl dissolvidas em 10 L
de soluç ão final ?
Soluç ão
Para ác idos fort es [H+] = [ác ido] .
Logo: [H+] = m
1 / M1 . V = 0,0365 / 36,5.10 = 10-4
pH = - log [H+] = - log 10-4 = - (-4) log. 10 =
4
E Q U IL ÍB R IO I Ô N IC O
Hidrólise de sais
A hidrólise pode ser c onsiderada c om o o proc esso inverso ao da neut ralizaç ão,
oc orrendo c om sais derivados de:
ác ido fort e c om base frac a ou ác ido frac o c om base fort e.
ÁCIDO + BASE SAL + H2O
Na realidade a hidrólise oc orre apenas c om o íon (c át ion ou ânion) provenient e do
elet rólit o frac o.
Assim , um sal c om o o NaCl não sofrerá hidrólise pois origina-se de ác ido e base
fort es (HCl e NaOH).
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Ex em plo (1)
Hidrólise do NH
4Cl
(sal derivado do NH4OH e HCl base frac a e ác ido fort e)
A reaç ão de hidrólise oc orrerá c om o íon NH4+.
NH
4++ H
2
O NH
4OH +
H
+t orna o m eio ác ido, dim inui o pH ! base frac a
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Ex em plo (2)
t orna o m eio básic o, aum ent a o pH ! ác ido frac o
- t endênc ia de form ar m oléc ulas !
H2O + CO2
NaHCO3 = princ ipal c onst it uint e do sal de frut as !
Hidrólise do NaHCO
3(sal derivado do NaOH e H2CO3 base fort e e ác ido frac o)
A hidrólise oc orrerá c om o íon HCO3-.
HCO
3-+ H
-E Q U IL ÍB R IO I Ô N IC O
Conc lusão !
At ravés de reaç ões de
hidrólise
o
pH (ou pOH) de um a soluç ão pode
ser m odific ado
sem
que se
adic ione à m esm a um ác ido ou
um a base e sim um
sal
derivado
E Q U IL ÍB R IO I Ô N IC O
Ác idos e bases
(Teoria de Bronst ed e Löw ry)Segundo Bronst ed e Löw ry:
- Ác idos são espéc ies quím ic as
doadoras de prót ons (H
+).
- Bases são espéc ies quím ic as
rec ept oras de prót ons (H
+).
Nos equilíbrios iônic os, c om parando-se
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Ex em plos
HCN + H
2O H
3O + CN
ác ido 1 base 1 ác ido 2 base 2
NH
3+ H
2O NH
4++ OH
base 1 ác ido 1 ác ido 2 base 2
HCO
3-+ H
2
O
H
2CO
3+ OH
base 1 ác ido 1 ác ido 2 base 2 A água c om port a-se c om o ác ido ou base, dependendo da