Código de Defesa do Consumidor brasileiro

Top PDF Código de Defesa do Consumidor brasileiro:

O DISCURSO PRINCIPIOLÓGICO DO CÓDIGO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O DISCURSO PRINCIPIOLÓGICO DO CÓDIGO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

da a Lei n. 8.078/90, uma das mais avançadas legislações protetivas de consumo. Neste diapasão, salienta Antônio Azevedo (1996, p.17) que a demora na atualização do Código Civil fez com que o Código de Defesa do Consumidor, de uma certa forma, viesse a preencher a vasta lacuna que, no campo do direito pri- vado brasileiro, a doutrina e a jurisprudência percebiam há muito tempo. Na im- possibilidade de encontrar, no velho Código Civil, base para o desenvolvimento teórico do que há de mais apto para transformar o sistema fechado em sistema aberto − por exemplo, a referência expressa a cláusulas gerais, como a da boa fé, e a princípios jurídicos, como o da exigência de igualdade real nos negócios jurí- dicos−, é no Código de Defesa do Consumidor que se pode encontrar um Ersatz do Código Civil que não veio ou, no mínimo, um ponto de apoio para alavancar a atualização principiológica do sistema jurídico brasileiro.
Mostrar mais

14 Ler mais

O CONTRATO DE FRANQUIA E A APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O CONTRATO DE FRANQUIA E A APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Atualmente, conforme divulgado pelo Presidente da ABF 10 , o setor de franquias é responsável por 2,4% (dois vírgula quatro por cento) do Produto Interno Bruto brasileiro e tem apresentado significativo crescimento de faturamento nos últimos anos, tendo em diversas oportunidades ultrapassado a marca de 10% (dez por cento) de crescimento anual, sendo que nos últimos 3 (três) anos, a despeito da forte crise que atingiu a economia brasileira, o crescimento anual ficou sempre na faixa dos 8% (oito por cento), conforme o mesmo relatório realizado pela ABF.
Mostrar mais

18 Ler mais

TECNOLOGIAS E AS RELAÇÕES DE CONSUMO

TECNOLOGIAS E AS RELAÇÕES DE CONSUMO

O direito do consumidor enquanto direito fundamental de prestação exige a realização do dever estatal de proteção ao cidadão-consumidor e a consequente necessidade de realização de políticas públicas de defesa do consumidor compatíveis com a realidade multidisciplinar do mercado de consumo. Se, em um primeiro momento, o Código Brasileiro de Proteção e Defesa do Consumidor – CDC estabeleceu a Política Nacional de Relações de Consumo – PNRC (CDC, arts. 4 e 5) com o objetivo, entre outros, de garantir a dignidade do consumidor e a proteção dos seus interesses econômicos, logo em seguida preocupou-se em disponibilizar meios apropriados para sua complexa execução bem como em positivar como princípio consumerista (CDC, art. 4, VIII) o estudo constante das modificações do mercado de consumo. (ROCHA e TORRES, 2018)
Mostrar mais

9 Ler mais

O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR NO CONTEXTO DO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E A TEORIA DO DIÁLOGO DAS FONTES

O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR NO CONTEXTO DO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E A TEORIA DO DIÁLOGO DAS FONTES

“§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”. Não possuindo o caráter supralegal, portanto, o CDC prevalece sobre tais espécies normativas. É o caso, por exemplo, da Convenção de Varsóvia e da Convenção de Montreal, que versam sobre a tarifação de indenização no transporte aéreo internacional, o que vai de encontro ao artigo 6º, VI do CDC, que prevê o princípio da reparação integral dos danos: “VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos”, proibindo a indenização em desfavor do consumidor, e, portanto, sendo aplicada em detrimentos daqueles tratados internacionais (TARTUCE, 2011). Já discutiu, inclusive, o STF acerca do apreendido:
Mostrar mais

16 Ler mais

Da aplicação do código de defesa do consumidor aos contratos de seguro e a quebra...

Da aplicação do código de defesa do consumidor aos contratos de seguro e a quebra...

Federal proferidas nas ADIns, vinculam todos os órgãos do Judiciário, não podendo ser desconsideradas pelos órgãos do Poder Judiciário, ou seja, a Constituição Federal, em seu artigo 192, caput, prevê que lei complementar regulará o sistema financeiro brasileiro e, para tanto, alegou que o Decreto-Lei nº 73/66, que regula a atividade securitária no Brasil, seria equiparável à lei complementar, uma vez que a Constituição Federal, no aludido artigo 192, inciso II, prevê essa forma de norma legal para a regulação da atividade securitária. Para preservação das competências constitucionais delineadas nos artigos 2º, 22, I, VI, VII e 192, e até mesmo do artigo 170, V, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal, na ADIn nº 2.591, ressalvou expressamente a necessidade de se afastar exegese que submeta às normas da Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor - a definição do custo das operações ativas e a remuneração das operações passivas praticadas por instituições financeiras no desempenho da intermediação de dinheiro da economia, o que evidentemente, excluiria certas operações de seguro (STF, Pleno, ADIn nº 2.591, rel. Min. E ROS G RAU , DJU 29/9/2006). Confira-se o que consignou o Ministro
Mostrar mais

160 Ler mais

A TUTELA JURISDICIONAL COLETIVA E SUA EFETIVAÇÃO MESTRADO EM DIREITO

A TUTELA JURISDICIONAL COLETIVA E SUA EFETIVAÇÃO MESTRADO EM DIREITO

José Marcelo Menezes Vigliar critica a falta de boa técnica legislativa, pois o inciso IV traz uma norma de encerramento após a enumeração de algumas espécies de interesses transidividuais. Todavia, não encerra o artigo, já que a Lei 8.884/94 inseriu um inciso V no art. 1º da LACP, ou seja, um dispositivo após a norma de encerramento. Não é só, pois o legislador consumerista, que definiu a categoria interesses individuais homogêneos, usou a expressão, no referido inciso IV, interesse difuso e coletivo, quando deveria ter se utilizado de fórmula mais genérica, que abrangesse também aquela terceira categoria de interesse metaindividual (VIGLIAR, José Marcelo Menezes. Ação Civil Pública. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2001. p. 26- 27). De toda forma, em razão da integração plena entre a LACP e o CDC, o que será adiante demonstrado, ambos os diplomas legais poderão ser utilizados na tutela de qualquer interesse de massa, seja ele de categoria difusa, coletiva stricto sensu ou individual homogêneo. É de se salientar, outrossim, que o Código de Defesa do Consumidor não se destina apenas à proteção coletiva dos interesses do consumidor, vez que se preocupa também com a atuação individual do consumidor na tutela judiciária de seus direitos e interesses (dentre outros, vide CDC, arts. 5º, I e IV, 6º, VIII, 43, § 4º, 83, 84, 88 e 101, I e II). Sobre o tema, conferir GRINOVER, Ada Pellegrini. Código Brasileiro de Defesa do Consumidor, comentado pelos autores do Anteprojeto. 7. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001, p. 720.
Mostrar mais

797 Ler mais

POR UMA POLÍTICA PÚBLICA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO  DO CONSUMIDOR DE CRÉDITO NO BRASIL  Felipe Guimarães de Oliveira

POR UMA POLÍTICA PÚBLICA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO DO CONSUMIDOR DE CRÉDITO NO BRASIL Felipe Guimarães de Oliveira

As políticas públicas e o cuidado que o Estado deveria promover nas relações de consumo (necessárias para resguardar o cidadão brasileiro) também se fizeram presentes em pesquisas que se voltaram para: as agências reguladoras no Brasil, a responsabilidade das universidades públicas pela oferta de cursos de pós-graduação remunerados, a discussão sobre o artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor, a política pública de prevenção e combate ao superendividamento, o desenvolvimento sustentável e educação ambiental, a jurisprudência defensiva, os reajustes abusivos dos planos de saúde coletivos, a Súmula 381, a tutela coletiva, as redes contratuais, além do direito do consumidor nas diversas dimensões que o Código de Defesa do Consumidor apresenta (inclusive sob aspectos criminais).
Mostrar mais

26 Ler mais

As cláusulas abusivas e o Código de Defesa do Consumidor: interpretação como limitação do poder econômico

As cláusulas abusivas e o Código de Defesa do Consumidor: interpretação como limitação do poder econômico

utilizada quando determinado fornecedor oferece vendas eventuais, o que torna o objetivo do vendedor único, a venda a qualquer custo. O Código Brasileiro de Defesa do Consumidor fornece mecanismos que agem de forma a regular a racionalidade limitada, mas ainda muito aquém do necessário para evitar as práticas comerciais danosas, as quais estão sujeitas o consumidor. Ronaldo Porto Macedo Júnior indica o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, que prevê o direito de arrependimento do consumidor, como uma garantia de opção, permitindo o bom desempenho da negociação relacional, todavia, a possibilidade do consumidor em desistir do bem no prazo do artigo 49 muitas vezes é negada ao consumidor que, sem o conhecimento da legislação específica ou com pouca instrução do governo para pleitear seus direitos acata a prática comercial abusiva afetando diretamente sua confiança no sistema. 232 Existe uma carência evidente na proteção do consumidor, a ausência de proteção preventiva do consumidor gera condutas do poder econômico a fim de tirar proveito dessa omissão, embora haja no controle administrativo de cláusulas abusivas uma forma pouco aproveitada de controle do poder econômico. A ausência de políticas públicas de consumo direcionadas em programas educacionais de consumo conforme tratado do item 3.2. (O despreparo do consumidor na sociedade de massa), é a forma preventiva mais abrangente que o Estado pode dispor e, talvez por esse motivo, a menor considerada por parte dos investimentos estatais. Prefere-se a criação de órgãos de proteção e defesa do consumidor que, embora tenham atuação preventiva, atuem no mercado de forma primordialmente repressiva e, em grande parte de sua atuação, o destino dessa prestação de serviço público é individual, enquanto que a efetiva implementação de uma política pública de educação para o consumo, com clara abrangência coletiva, conforme dito, é praticamente ignorada pelo Estado.
Mostrar mais

225 Ler mais

O CONGELAMENTO DA ATIVIDADE JUDICANTE NO DIREITO DO CONSUMIDOR Um estudo a partir dos contratos bancários MESTRADO EM DIREITO

O CONGELAMENTO DA ATIVIDADE JUDICANTE NO DIREITO DO CONSUMIDOR Um estudo a partir dos contratos bancários MESTRADO EM DIREITO

"vulnerabilidade é um traço universal de todos os consumidores, ricos ou pobres, educados ou ignorantes, crédulos ou espertos". E complementam: "Já a hipossuficiência é marca pessoal, limitada a alguns - até mesmo a uma coletividade - mas nunca a todos os consumidores" (Código Brasileiro de Defesa do Consumidor Comentado pelos Autores do Anteprojeto, Forense, p. 224/225). Assim, a hipossuficiência surge do fato de determinados consumidores serem portadores de características próprias, individuais, que os tornam ainda mais "vulneráveis" do que ocorre com a generalidade de pessoas na mesma condição. 5. A hipossuficiência pode ter origem econômica ou cultural. É ela econômica quando o consumidor, em razão da ausência de recursos materiais, fica sem aquelas condições mínimas, necessárias e elementares que lhe permitem exercer seus direitos ou comportar- se adequadamente no mercado. Já a hipossuficiência cultural ocorre quando o consumidor não tem instrução, experiência ou condição intelectual que lhe permitam ingressar em uma relação de consumo complexa. No entanto, a para a caracterização dessa espécie de hipossuficiência a carência cultural do consumidor deve ser tal que ele fique patentemente inferiorizado em relação ao fornecedor, de forma a que não consiga sequer entender convenientemente seus direitos na relação de con sumo. [...]. Sentença reformada. Pedido parcialmente procedente.” Cf. BRASIL. Tribunal Regional Federal. 3ª Região. Segunda Turma. AC 200661260032855. Relator Juiz convocado Alexandre Sormani. Julgado. São Paulo, SP. Julgado em 16/9/2009. Publicado em 25/9/2009. Disponível em: <http://web.trf3.jus.br/acordaos/Acordao/BuscarDocumentoGedpro/175584>. Acesso em: 20 mar. 2012.
Mostrar mais

123 Ler mais

OS CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR  Gleice Leila Barral

OS CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Gleice Leila Barral

As políticas públicas e o cuidado que o Estado deveria promover nas relações de consumo (necessárias para resguardar o cidadão brasileiro) também se fizeram presentes em pesquisas que se voltaram para: as agências reguladoras no Brasil, a responsabilidade das universidades públicas pela oferta de cursos de pós-graduação remunerados, a discussão sobre o artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor, a política pública de prevenção e combate ao superendividamento, o desenvolvimento sustentável e educação ambiental, a jurisprudência defensiva, os reajustes abusivos dos planos de saúde coletivos, a Súmula 381, a tutela coletiva, as redes contratuais, além do direito do consumidor nas diversas dimensões que o Código de Defesa do Consumidor apresenta (inclusive sob aspectos criminais).
Mostrar mais

31 Ler mais

PAUTAS  E LIMITES À RESOLUÇÃO  Wilson Alexandre Dés Essarts Barufaldi

PAUTAS E LIMITES À RESOLUÇÃO Wilson Alexandre Dés Essarts Barufaldi

acolhido pelo STJ – parece deixar de ser uma opção e passa a ser uma condição para a concepção e interpretação que contemple a totalidade da relação contratual no contexto social e econômico do século XXI. Quanto ao tema, ver: MARQUES, Cláudia Lima. Superação das antinomias pelo diálogo das fontes: o modelo brasileiro de coexistência entre o código de defesa do consumidor e o código civil de 2002. In: JUNQUEIRA DE AZEVEDO, Antonio; TÔRRES, Heleno Taveira; CARBONE, Paolo (Coord.). Princípios do novo Código Civil Brasileiro e outros temas: homenagem a Tullio Ascarelli. 2. ed. São Paulo: Quartier Latin, 2010. p. 129-168.
Mostrar mais

26 Ler mais

NOVAS TENDÊNCIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL EM VISTA À SOCIEDADE DE RISCO E AOS APLICATIVOS DE MOBILIDADE URBANA (Páginas 26 a 33) Caio César do Nascimento Barbosa

NOVAS TENDÊNCIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL EM VISTA À SOCIEDADE DE RISCO E AOS APLICATIVOS DE MOBILIDADE URBANA (Páginas 26 a 33) Caio César do Nascimento Barbosa

Ainda assim, deve-se sempre lembrar das excludentes da reponsabilidade civil previstas nas formas legais e jurisprudenciais, tais como (a) fato exclusivo da vítima (como por exemplo na hipótese do passageiro cancelar a viagem após os 5 minutos isentos de cobrança previstos quando solicitada a corrida), (b) caso fortuito ou força maior (casos geralmente imprevisíveis e inevitáveis como por exemplo um furacão atingir o veículo) e (c) culpa de terceiro (esta abriria discussões baseadas no artigo 735 do Código Civil, cujo texto legal aponta que “A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva”, abrindo possibilidade da vítima do evento danoso acionar o motorista e a empresa que futuramente teriam ação de regresso contra o terceiro causador do fato), que excluem o pressuposto do nexo causal necessário. Na esfera consumerista, existem ainda outras excludentes, tais como a inexistência de defeito no serviço e a culpa exclusiva do consumidor ou terceiro.
Mostrar mais

11 Ler mais

A  civil das instituições de ensino privadas nos casos de bullying entre alunos

A civil das instituições de ensino privadas nos casos de bullying entre alunos

RESUMO: O presente artigo objetiva analisar a responsabilidade civil das instituições de ensino privadas pelos danos provocados aos alunos/vítimas de bullying no ambiente escolar, com su- pedâneo legal correlato. O estudo é descritivo-analítico, desenvolvido através de leituras e con- sultas a livros, entendimentos doutrinários, artigos, legislações e jurisprudências.O trabalho busca esclarecer que, apesar de acolher a responsabilidade subjetiva, consubstanciada pela teoria da culpa como regra geral na responsabilidade civil, o ordenamento jurídico brasileiro também adotou a responsabilidade objetiva, ao incluir, no artigo 927 do Código Civil, a obrigação de reparar baseada na atividade de risco desenvolvida pelo autor do dano. Sendo assim, são neces- sárias apenas a existência do nexo causal edo dano para que se verifique a responsabilidade da escola com relação ao aluno vítima de bullying que estava sob sua guarda. Por fim, este estudo verifica que há decisões jurisprudenciais responsabilizando objetivamente as instituições de en- sino por falharem ao prestar serviços educacionais sem segurança, considerando os danos físicos e morais causados aos educandos pelo ato de bullying.
Mostrar mais

17 Ler mais

ÔNUS DA PROVA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR MESTRADO EM DIREITO

ÔNUS DA PROVA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR MESTRADO EM DIREITO

4. Não podendo ser identificado o fabricante, estende-se a responsabilidade objetiva ao comerciante (CDC, art. 13). Tendo o consumidor optado por ajuizar a ação contra suposto fabricante, sem comprovar que o réu foi realmente o fabricante do produto defeituoso, ou seja, sem prova do próprio nexo causal entre ação ou omissão do réu e o dano alegado, a inversão do ônus da prova a respeito da identidade do responsável pelo produto pode ocorrer com base no art. 6º, VIII, do CDC, regra de instrução, devendo a decisão judicial que a determinar ser proferida "preferencialmente na fase de saneamento do processo ou, pelo menos, assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo, a reabertura de oportunidade" (RESP 802.832, STJ 2ª Seção, DJ 21.9.2011). 5. Embargos de divergência a que se dá provimento. (STJ Embargos de Divergência em REsp. nº 422.778/SP, Relatora Maria Isabel Gallotti, DJe 21/06/2012).
Mostrar mais

146 Ler mais

397

397

O direito comparado foi utilizado como manancial de so- luções para possíveis e de regras, sempre tendo em vista as con- dições próprias sui generes do mercado e da sociedade brasi- leira, para poder elaborar estas atualizações. Como se pode notar nos últimos anos, além das mudanças legislativas nos Estados Unidos da América (Cit.DICKERSON) e na União Europeia so- bre o comércio eletrônico e prevenção e tratamento do superen- dividamento, novas leis e modelos apareceram na França e Itália (países onde possuíam codificação em direito do consumidor), na Argentina (os pequenos concursos ou falências dos consumi- dores e o projeto de Código Civil), na Colômbia, Venezuela, na África do Sul na China no Canadá (Quebéc e Otawa), no Reino Unido, Alemanha, Japão, Nova Zelândia e Austrália 77 .
Mostrar mais

59 Ler mais

A Evolução da Regulamentação do Recall Previsto no Código de Defesa do Consumidor

A Evolução da Regulamentação do Recall Previsto no Código de Defesa do Consumidor

no CDC deverão ser antecedidas de processo administrativo, assegurados o contraditório e a ampla defesa aos fornecedores, sob pena de nulidade da medida. Embora o texto do CDC, em mais de uma oportunidade tenha mencionado que a sanção será imposta mediante “procedimento, assegurando a ampla defesa” (vide arts. 58 e 59), a extensão da garantia do due process of law aos processos administrativos emanam diretamente da CF, por meio do art. 5º, LVI e V, os quais prescrevem respectivamente: “ninguém será privado de sua liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” e aos “litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral serão assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ele inerentes”. A garantia do processo legal envolve , em especial: o direito a citação e ao conhecimento prévio do teor da imputação e dos demais atos processuais ; o direito de rebater acusações, deduzir alegações e produzir provas destas, o direito a defesa técnica , efetivada por advogado, ou à autodefesa, feita pelo próprio infrator , o direito ao recurso administrativo contra a imposição de sanção, o direito a decisão motivada por parte da autoridade administrativa e o direito ao recurso (duplo grau do processo administrativo).” In FRONTINI, Paulo Salvador (Coord.). Código de Defesa do Consumidor interpretado: artigo por artigo. Barueri – SP: Manole, 2013, p. 178.
Mostrar mais

116 Ler mais

A RELAÇÃO ENTRE O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC) E A ÉTICA NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS: O QUE É DE FATO PRATICADO

A RELAÇÃO ENTRE O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (CDC) E A ÉTICA NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS: O QUE É DE FATO PRATICADO

abusivas envolvendo instituições bancárias não se limitam as grandes metrópoles onde estão concentrados grandes bancos privados de capital nacional ou estrangeiro, já que estas ocorrências representam umas das principais demandas feitas pela população de Araguaína no ano de 2016, auferindo-se ainda que muitas destas ilicitudes podem advir de uma conduta antiética por parte daqueles que estão prestando um determinado serviço bancário, especialmente com relação as irregularidades contratuais, venda casada, cobranças vexatórias e transferências indevidas, já que nestas situações o profissional em regra irá avaliar as regras e obrigações da instituição na qual trabalha, além de suas próprias razões e pensamentos pessoais diante daquilo que está propenso a realizar e a partir desta sua observação poderá ou não cometer um ato ilícito contra o consumidor.
Mostrar mais

14 Ler mais

estudo a partir da realidade de jovens consumidores em Fortaleza.  Leonardo José Peixoto Leal, Monica Mota Tassigny

estudo a partir da realidade de jovens consumidores em Fortaleza. Leonardo José Peixoto Leal, Monica Mota Tassigny

Salienta-se que a qualidade dos temas apresentados em cada artigo, que é parte dessa coletânea, demonstram a importância do Direito do Consumidor e sua responsabilidade na sociedade contemporânea, além de questões voltadas ao viés da globalização e seus reflexos. Verifica-se que os diversos problemas voltados a relação de consumo e a globalização cada vez mais permeiam a sociedade nacional e internacional, onde as relações sociais consumeristas se pautam no consumismo havendo a necessidade de uma proteção do direito nessas relações. “Consumo logo existo para a sociedade”, isso demonstra que o consumidor, na atualidade, planifica-se na esfera do comprar, ter e aparentar, assim, as mercadorias tem mais valor do que o ser humano, o qual possui um preço.
Mostrar mais

25 Ler mais

A atuação do ministério público nas relações consumeristas enquanto autoridade administrativa frente à tutela dos direitos do consumidor / He performance of the public ministry in consumer relations as an administrative authority with regard to the protec

A atuação do ministério público nas relações consumeristas enquanto autoridade administrativa frente à tutela dos direitos do consumidor / He performance of the public ministry in consumer relations as an administrative authority with regard to the protection of consumer rights

Assim sendo, recebida uma reclamação que diz respeito a esses interesses, a Promotoria irá instaurar inquérito civil, firmar TAC- Termo de Ajustamento de Conduta, ajuizar ações, instrumentos estes outorgados pela Lei 7.347/85. Além de tomar quaisquer outras medidas legais que forem necessárias para pôr fim ao dano, tendo como objetivo suspender a prática infrativa e impor sanções aos infratores, devendo o eventual dano individual do consumidor ser reclamado no Poder Judiciário (Juizado Especial) ou nos Procons municipais (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA, 2015).
Mostrar mais

11 Ler mais

do Estado pelos serviços públicos de saúde em face do código de defesa do consumidor

do Estado pelos serviços públicos de saúde em face do código de defesa do consumidor

Este trabalho analisa a responsabilidade pelos serviços públicos de saúde, a partir do comando legal do Código de Defesa do Consumidor, enfatizando o enquadramento dos entes estatais como fornecedores destes serviços, enquanto agentes integrantes da Administração Pública. A configuração desta relação jurídica, embora prevista em em lei, gera controvérsias nos tribunais, o que se reflete no tratamento administrativo e jurídico da saúde pública. O tema envolve discussões sobre os limites de aplicação das normas consumeristas, sobre as políticas públicas de saúde e sobre o papel da Administração Pública no cumprimento efetivo de garantias constitucionais. Com vistas aos benefícios da incidência das normas do CDC nestes casos, imperioso delinear o atual cenário de aplicação das normas de Direito do Consumidor em benefício dos pacientes do sistema de saúde pública, alcançando, pelo estudo dos julgados, da lei, e da doutrina pertinentes, uma prognose segura sobre o tema.
Mostrar mais

48 Ler mais

Show all 10000 documents...