Conflitos armados

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A proteção das crianças (soldado) em conflitos armados à luz do direito internacional: quais desafios?

A proteção das crianças (soldado) em conflitos armados à luz do direito internacional: quais desafios?

O presente trabalho pretende examinar os diversos desafios que se opõem à prote- ção das crianças-soldado pela comunidade internacional, bem como apresentar so- luções e estratégias a serem implementadas com o objetivo de promover a reinte- gração dessas crianças à sociedade, após suas saídas das forças e grupos arma- dos. O estudo foi desenvolvido com base em pesquisa bibliográfica, incluindo-se, no material de apoio, livros, artigos, monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado e consultas a sítios eletrônicos e relatórios de organizações internacio- nais. No primeiro capítulo, faz- se uma análise da definição do termo “criança- soldado”, da forma como as mesmas ingressam nas forças e grupos armados, de como se dá sua permanência nos mesmos e quais são as causas e consequências do envolvimento direto e indireto das crianças nos combates. No segundo, optou-se por estudar a forma como as normas de diferentes ramos do Direito Internacional se aplicam à matéria. Destinou-se ao terceiro capítulo a discussão acerca da possibili- dade de responsabilização penal da criança-soldado. O quarto capítulo trata dos de- safios e soluções que se impõe aos processos de reintegração das crianças desmo- bilizadas à sociedade. Os assuntos tratados, nesta monografia, foram escolhidos com base nas suas importâncias para a compreensão e estruturação do tema, que apresenta variadas peculiaridades e grandes implicações práticas em contextos de conflitos armados.
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O papel da participação local na resolução de conflitos armados e construção da paz sustentável: um estudo sobre a guerra civil do Sudão do Sul

O papel da participação local na resolução de conflitos armados e construção da paz sustentável: um estudo sobre a guerra civil do Sudão do Sul

De referir, no entanto, que o governo do Movimento de Libertação do Povo do Sudão não chegou ainda a fazer a transição de um movimento de libertação para um regime com órgãos de governo estatais adequados e funcionais, reforçando o poder de grupos militares que dominam, por isso, a política sem estruturas civis legítimas de segurança (UNCTAD, 2019). Sendo este o atual contexto do Sudão do Sul, o país enfrenta a desconfiança e o ceticismo dos agentes internacionais na medida em que se espera que o novo acordo de paz seja quebrado a qualquer momento (Reuters News, 2019). Em primeiro lugar porque, num país com o historial de guerra do Sudão do Sul, onde existe uma cultura enraizada (fruto de largas décadas de conflito armado) que relaciona o poder militar ao controlo político, haverá à partida uma maior resistência por parte dos sudaneses em compreender que estas duas dimensões devem distinguir-se entre si. Em segundo lugar, porque embora Kiir e Machar estejam de acordo quanto à constituição de um governo partilhado, o mesmo não se pode afirmar quanto à distribuição dos cargos, nível de representatividade de cada etnia e proposta de política pública, questões que se têm revelado, desde 2013, motivo de discórdia e reincidência de conflitos armados. Outro aspeto que pode inviabilizar o caminho para a paz é a interferência do Sudão e do Uganda em lados opostos do conflito (CIA World FactBook, 2019). Sabe-se que Omar al- Bashir, presidente do Sudão entre junho de 1989 e abril de 2019, e o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, têm um histórico de apoio à guerra no Sudão do Sul, tendo-se descoberto recentemente que, apesar do embargo de armas imposto pela ONU ao Sudão do Sul, estas continuaram a chegar ao país através do Uganda (CIA World FactBook, 2019). Por outro lado, o Presidente al-Bashir é publicamente conhecido por apoiar diversos generais rebeldes de Machar (Reuters News, 2019).
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O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO EFICÁCIA DA SUBSUNÇÃO DAS NORMAS DO DIH NO ÂMBITO DOS CONFLITOS ARMADOS

O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO EFICÁCIA DA SUBSUNÇÃO DAS NORMAS DO DIH NO ÂMBITO DOS CONFLITOS ARMADOS

Pontuamos, desde logo, algumas diferenças existentes entre os conceitos de DIH e de Direitos Humanos. Enquanto este visa garantir, no âmbito interno, o respeito e desenvolvimento dos direitos e liberdades (civis, políticas, econômicas, sociais, culturais) de cada indivíduo em tempo integral, aquele se destina a preservar direitos fundamentais em situações mais específicas, seja no plano internacional ou não-internacional, como acontece nos conflitos armados. É produzido pelos Estados e outros entes internacionais que irão legislar e criar normas internacionais. Não se configura uma estrutura tripartite dos poderes, o que ocorre é uma reunião de Estados que se congregam principalmente em Conferências Internacionais, para discutir temas de interesse comum, e que vão buscar regras que unam a todos numa relação mais ampla que ultrapassa as fronteiras nacionais. Apesar das dissonâncias, ambos Direitos coexistem, uma vez que têm função precípua de proteger a pessoa humana.
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Violência Sexual em Conflitos Armados: História e Desafios

Violência Sexual em Conflitos Armados: História e Desafios

Dando continuidade ao ciclo de conferências iniciado em 1975, ocorre em 1995 a IV Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos da Mulher em Pequim, da qual resulta a conhecida Plataforma de Pequim, que busca listar as doze áreas críticas concernentes aos direitos humanos das mulheres às quais os Estados-membros deveriam atentar e criar medidas eficazes para sua solução – dentre elas, estavam os conflitos armados, versando, por exemplo, a respeito do uso do estupro, o genocídio e a limpeza étnica como arma de guerra. A Conferência de Pequim foi de grande importância por incentivar a criação de novos documentos voltados à proteção da mulher nos anos que se seguiram. Nesse sentido, a Resolução 1325 (2000) e 1820 (2008) do Conselho de Segurança também tiveram grande peso na questão. A primeira, ao exortar seus Estados-membros a assegurar uma participação cada vez maior da mulher em todos os níveis de tomada de decisão – especialmente aqueles ligados aos processos de paz e resolução de conflitos – e ao adotar medidas de proteção para meninas e mulheres em matéria de violência sexual e outros tipos de possíveis abusos 12 .
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Ecologização do direito internacional humanitário: perspectivas para maior efetividade da proteção ambiental durante conflitos armados.

Ecologização do direito internacional humanitário: perspectivas para maior efetividade da proteção ambiental durante conflitos armados.

O presente trabalho tem por objeto o problema da eficácia das normas de Direito Internacional Humanitário (DIH), em confronto com a proteção ao meio ambiente, no contexto de conflitos armados. O fenômeno do aniquilamento intencional do meio ambiente para cumprir metas e decisões militares, em cenários bélicos, vem sendo usado como estratégia de batalha que afeta a natureza tornando-a vítima silenciosa e comprometendo a sadia qualidade de vida para esta e futuras gerações. Tratam-se de delitos de requintada crueldade e de difícil enfrentamento legal, que foram historiados, nos últimos anos, por exemplo, nos conflitos do Golfo (1992), Kosovo (1999), Líbano (2006) e Palestina (2009). Apesar da regulamentação produzida pelos instrumentos de DIH, a eficácia normativa desses atos acaba prejudicada pela ausência de definição dos requisitos legais para a fixação do dano ambiental resultante de manobras militares, ou pela dificuldade em cumprir o rigor dos requisitos existentes. O problema surge quando correntes doutrinárias enxergam o sistema humanitário como regime jurídico fechado e autossuficiente (self-contained regime), ao passo que outras concebem a possibilidade de, diante da ineficácia em proteger a natureza durante hostilidades, torná-lo permeável a outros regimes especiais, como os Direitos Humanos e o Direito Ambiental. Para os fins deste trabalho, ante a inexistência de incompatibilidade entre os ramos especiais humanitário e ambiental, o enfrentamento do problema passa pela maior interação entre as leges speciales do DIH e do Direito Internacional Ambiental, como modo de ampliar os cânones de conservação natural. Sendo assim, sustenta-se a viabilidade formal e material de interação entre esses sistemas, em processo de “ecologização” do direito humanitário, com o propósito de efetivar a proteção do meio ambiente físico durante conflitos armados.
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Violência sexual em conflitos armados enquanto ameaça à Segurança Humana

Violência sexual em conflitos armados enquanto ameaça à Segurança Humana

Estes conflitos armados e as atrocidades verificadas, especificamente o estupro, constituíram um momento de alteração no reconhecimento e entendimento desta transgressão como táctica de guerra, resultando na sua politicização e consequente alcance de um lugar na agenda dos Estudos de Segurança. Assim sendo, a identificação desta conduta como ameaça à paz e segurança internacional, pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, constituiu um elemento chave na subsequente edificação dos Tribunais ad hoc para a antiga Jugoslávia e para o Ruanda, cujo trabalho originou um desenvolvimento acentuado da jurisprudência relativa aos crimes de índole sexual.
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O Direito Internacional Humanitário e os conflitos armados do século XXI: As Nações Unidas enquanto garante da salvaguarda da vida e dignidade humana – os casos da Líbia e da Síria Sónia de Jesus Carvalho Roque

O Direito Internacional Humanitário e os conflitos armados do século XXI: As Nações Unidas enquanto garante da salvaguarda da vida e dignidade humana – os casos da Líbia e da Síria Sónia de Jesus Carvalho Roque

conflitos armados. Embora as perspetivas para o cumprimento das normas humanitárias possam ser menos auspiciosas do que para outras normas do DIP, estas beneficiam de um apoio moral mais forte. Em muitos casos, o cumprimento gradual e parcial foi aceite como preenchendo os requisitos para a formação de um DIHC, o que teve como consequência que as práticas contrárias a estas normas fossem reduzidas, ou pelo menos, exigissem a justificação por parte dos infratores. A metodologia utilizada, portanto, assemelha-se à aplicada no campo dos direitos humanos mais do que a utilizada em outras áreas do Direito Internacional. A opinião pública, os meios de comunicação social, organizações não-governamentais e o CICV têm estimulado estes desenvolvimentos. Como consequência, as regras estabelecidas nos instrumentos de DIH são cada vez mais consideradas como de costume e, assim como normas que devem ser aplicadas por todos os Estados numa base universal (idem: 244), tal como pelos atores não-estatais o que tem permitido, em nosso entender, ampliar a proteção e responsabilizar os infratores em caso de incumprimento das normas estabelecidas.
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A equidade dos direitos humanos na reconstrução pósconflitos armados (Realidade ou Ficção?)

A equidade dos direitos humanos na reconstrução pósconflitos armados (Realidade ou Ficção?)

A este propósito, conforme vem sendo entendido pelos autores, considera-se o artigo 3º comum às Convenções, que o II Protocolo Adicional desenvolve 36 , uma espécie de instrumento de garantia do trato humanitário mínimo que, não obstante se refira aos conflitos armados não internacionais e abarcar a zona cinzenta entre combatentes e não combatentes, mantém em nosso entender a proteção do DIH, através de uma espécie de “reenvio” para as normas de DIDH. Há uma proteção residual invocando direitos fundamentais e que, inclusivamente, remete para “um organismo humanitário imparcial”, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a oferta dos “seus serviços às partes no conflito”. Sob uma perspetiva da humanização da guerra e preservação dos Direitos Humanos, diríamos nós, mais fundamentais, este artigo 3º comum é entendido como uma Convenção em miniatura que, com as proibições expressas no nº 1 do artigo 3º, impede que esses conflitos ou situações a que as normas das Convenções se referem atinjam um nível de crueldade que, à luz do direito da guerra, não seria viável obstar por não ser possível recorrer a mecanismos jurídicos que mutatis mutandis tivessem eficácia estatuitiva e posteriormente punitiva. Para além disso, a questão afigura-se resolvida na medida em que é obrigação das partes em conflito observarem o mínimo humanitário consignado no artigo 3º comum das Convenções é uma obrigação ipso iure não dependente de qualquer declaração pela simples razão que, estando em causa direitos humanos básicos, estes são inderrogáveis, mesmo tratando-se de circunstâncias extraordinárias dos conflitos armados 37 . No que concerne ao campo de aplicação pessoal desta norma claramente que a sua finalidade não consiste na proteção dos intervenientes diretos nas hostilidades uma vez que em favor destes há já proteção específica com as devidas “permissões” para participar diretamente contra a integridade física dos combatentes. Outrossim será o caso em que,
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Companhias Antropofágicas de Segurança no Sul Global: narrativas de privatização da violência e construção de ameaças na Líbia e no Afeganistão

Companhias Antropofágicas de Segurança no Sul Global: narrativas de privatização da violência e construção de ameaças na Líbia e no Afeganistão

segurança em conflitos armados. Neste processo, os papéis e funções tradicionalmente atribuídos ao Estado estão em constante processo de resignificação. Partindo dessa premissa, é importante observar como o desenvolvimento e a utilização de empresas de segurança privada "desafiam uma das premissas básicas do estudo da segurança internacional: de que os Estados possuem um monopólio sobre o uso de força, e, assim, o estudo de segurança pode ser baseada na premissa de que os Estados constituem a única unidade de análise "(Singer 2003: 233). Na verdade, a própria existência desse campo de estudo, é uma indicação da necessidade de transportar os estudos de segurança para além dos estreitos limites "tradicionais". Como já apontado, essa observação não é nova ou mesmo única com a lógica de "alargamento e aprofundamento" das agendas de pesquisa já sendo apontada em diversos momentos (por exemplo, Buzan 2007: 25; Krause e Williams, 1997; ; Wæver 2004; Huysmans, 2006). Embora essas abordagens alternativas ou não-tradicionalistas difiram em vários aspectos, a grande maioria aponta que questões sobre o que se constitui uma ameaça - ou quem tem autoridade para defini-las - já não podem ser satisfatoriamente na estrutura estado- cêntrica. O argumento-chave aqui é que estas mudanças na natureza das questões de segurança ou nas maneiras em que elas são interpretadas fornecem indicações da recente expansão do mercado global dos serviços de segurança comercial.
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DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS São Paulo

DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS São Paulo

O autor, como Hardt e Negri (2001), diferencia a guerra moderna em partes, para assim investigar todas as alterações que ocorreram por anos de prática e conceituação do tema, porém aqui, em Gros (2009), o que se torna fundamental para o pensamento é a guerra ser uma relação de forças políticas que agem dentro e fora do Estado. Nas mudanças econômicas e belicistas da 2ª Guerra Mundial tem início a organização do que ele denomina de estados de violência. Esta nova estruturação das guerras nos estados de violência propicia o surgimento de uma variação de figuras que até então não existiam: o terrorista, o chefe de facção, o mercenário, o soldado profissional, o engenheiro de informática, o responsável da segurança que passaram a fazer parte da complexidade dos conflitos armados. Construindo exércitos disciplinados atuando como redes dispersas que entram em embates com a estrutura tradicional, ou como o autor coloca: tornam-se a profissionalização da violência. Estas alterações apontadas por Gros (2009) proporcionam estados constantes de violências, sem tempo e sem espaço tendo uma multiplicidade de atores envolvidos imperando princípios específicos de estruturação dos novos espaços de violência, como o estouro estratégico, a dispersão geográfica, a perpetuação indeterminada e a incriminação opondo-se ao estado de guerra tradicional ao qual conhecíamos gerando uma nova estruturação dos conflitos: criminalização, barbarização, privatização e desregulamentação (GROS, 2009).
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NOVOS DESAFIOS AO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO: A PROTEÇÃO DOS BENS CULTURAIS EM CASO DE CONFLITO ARMADO

NOVOS DESAFIOS AO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO: A PROTEÇÃO DOS BENS CULTURAIS EM CASO DE CONFLITO ARMADO

O presente trabalho propõe a estudar Direito Humanitário sob a perspectiva da proteção dos bens culturais, haja vista a inúmera quantidade de conflitos armados existentes, tanto no plano interno quanto no plano internacional dos Estados, os quais destroem parcial ou totalmente o patrimônio cultural de certas localidades. A essência deste artigo, portanto, resta na analise da existência de um novo desafio para o Direito Humanitário, tendo em vista que a tutela desses bens compõe o rol desse regramento e a mesma parece não ser observada. Logo, além de estabelecer a construção dos conflitos armados hodiernos, busca-se a análise de sua origem e evolução histórica, em especial na proteção dos bens culturais, a fim de estabelecer a justificativa para a sua existência. Ainda, o conteúdo do texto se inclina ao estudo da efetividade do Direito Humanitário sobre bens culturais, buscando em precedentes do Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia uma análise da sua aplicabilidade na modernidade.
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Relações internacionais no oriente médio: o Direito Internacional Humanitário no conflito da Faixa de Gaza/  International relations in the middle east: International Humanitarian Law in the conflict in the Gaza Strip

Relações internacionais no oriente médio: o Direito Internacional Humanitário no conflito da Faixa de Gaza/ International relations in the middle east: International Humanitarian Law in the conflict in the Gaza Strip

Ao longo da história das relações internacionais, os conflitos armados continuam evoluindo paralelamente aos pensamentos e filosofias. Os Chefes de Estado na “corrida” por novos armamentos e tecnologias bélicas negligenciam, por vezes, as bem feitorias relativas ao bem estar dos seus povos. Fez-se fundamental, ainda no século passado, como forma de conter os excessos cometidos pelas partes em situações de combate, tipificar a guerra em legislação internacional. Este artigo aborda a intervenção do Direito Internacional Humanitário nos conflitos armados internacionais, ocorridos no Oriente Médio, por Israel contra a Faixa de Gaza. O seu objetivo geral é verificar os fatores históricos que motivaram os conflitos no Oriente Médio. Como objetivo específico visa verificar a ação da Organização das Nações Unidas como órgão internacional que possui a missão de manter a paz mundial. O resultado da pesquisa esclarece se Israel, à luz do Direito Humanitário, pode bombardear áreas civis, em Gaza, sob a alegação de constituírem alvos militares. E, ainda, se Israel mantém o controle do abastecimento de água, em Gaza, como tática de combate.
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Editorial: Combate à violência contra crianças e adolescentes: desafio para a sociedade brasileira

Editorial: Combate à violência contra crianças e adolescentes: desafio para a sociedade brasileira

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 24,5 mil homicídios de crianças e adolescentes – não relacionados a conflitos armados – aconteceram na América Latina e no C[r]

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A RELEVÂNCIA DO ESTUDO DAS CONVENÇÕES DE GENEBRA (CG) NA PREPARAÇÃO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO EXÉRCITO BRASILEIRO PARA EMPREGO EM MISSÕES DE PAZ

A RELEVÂNCIA DO ESTUDO DAS CONVENÇÕES DE GENEBRA (CG) NA PREPARAÇÃO DAS PEQUENAS FRAÇÕES DO EXÉRCITO BRASILEIRO PARA EMPREGO EM MISSÕES DE PAZ

Eis um conceito abrangente e completo de DICA por apresentar no corpo do seu texto vários conceitos cujos conteúdos, embora não estejam em ordem cronológica de instituição, apresentam os objetivos que se procurou proteger e as possíveis ocasiões em que a proteção pudesse se fazer necessária segundo o surgimento de novas situações de conflito armado em decorrência da constante mutação das tensões internacionais e dos respectivos interesses que as suscitaram: O DIH é o conjunto de normas internacionais, de origem convencional ou consuetudinária, especificamente destinado a ser aplicado nos conflitos armados, internacionais ou não internacionais, e que limita, por razões humanitárias, o direito das Partes em conflito de escolher livremente os métodos e os meios utilizados na guerra, ou que protege as pessoas e os bens afetados, ou que possam ser afetados pelo conflito (SILVA JUNIOR, 2011, p.60).
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 MAJ Carneiro Dias

MAJ Carneiro Dias

Quais as razões para o declínio dos conflitos armados que tem ocorrido desde o fim da guerra fria. Em primeiro lugar, o fim do colonialismo pôs termo a uma das grandes fontes dos conflitos armados na política mundial. As lutas anti-coloniais violentas foram substituídas, em alguns casos, por lutas pelo controlo dos novos Estados, no entanto muitas destas foram resolvidas até ao final da década de 1980 (Mack, 2007:3). Em segundo lugar, o fim da guerra fria, que tinha conduzido a cerca de um terço de todos os conflitos no período a seguir há Segunda Guerra, pôs fim a uma rivalidade ideológica entre Washington e Moscovo, terminando com as chamadas “ guerras por procuração” (proxy wars), nos países em desenvolvimento e, qualquer ameaça residual de uma possível guerra entre as duas grandes potências desapareceu. Mas mais importante foi o aumento, sem precedentes, do activismo internacional com o objectivo de parar as guerras em curso e impedir que novos e antigos conflitos se reiniciem. Lideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU), libertada das amarras políticas das rivalidades das superpotências, estas actividades incluíram esforços mais sérios na diplomacia preventiva, pacificação, operações de apoio á paz e outros mecanismos desenvolvidos para apoiar os esforços locais para promover a paz. Com um maior envolvimento, a sociedade internacional tornou-se melhor em acabar com as guerras. Um factor final que fornece alguns motivos para optimismo sobre o futuro é a crescente popularidade de normas globais para proibir o uso da força militar nas relações humanas.
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Iconofotologia do barroco Alemão

Iconofotologia do barroco Alemão

transmitidas por outros gêneros midiáticos. A televisão com suas imagens, por exemplo, não só acompanha os conflitos armados in loco, como também os transmite ao vivo. As [r]

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A PRIVATIZAÇÃO DA GUERRA E SEUS IMPACTOS NO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO DOUTORADO EM DIREITO

A PRIVATIZAÇÃO DA GUERRA E SEUS IMPACTOS NO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO DOUTORADO EM DIREITO

No que respeita ao Direito Internacional Humanitário, conquanto, na sua origem tenha sido motivado pelo fenômeno da guerra, no final do Séc. XIX (1864, Convenção sobre Melhorar a Sorte dos Feridos nos Exércitos em Campanha), suas normas constituem o denominado “Direito de Genebra” (...), não deve confundir-se com o denominado “Direito da Haia”, este um corpo de normas jurídicas escritas, elaboradas a partir de duas Conferências Internacionais da Paz, realizadas na Haia, em 1899 e 1907, durante as quais foram elaboradas, respectivamente, 3 e 13 convenções multilaterais sobre o “jus ad bellum”, ou seja, as normas internacionais que regulam tanto o direito de ir à guerra e o direito de prevenção da guerra, quanto o “jus in bello”, ou seja, as normas internacionais sobre a condução das hostilidades, nos dois tipos de guerras, então existentes, a guerra terrestre e a guerra marítima (hoje complementado com normas sobre a guerra aérea e sobre o desarmamento), bem como o regime da neutralidade. (...) Na verdade, uma análise das normas do “direito da Haia”, perfeitamente identificado como um “direito dos meios e métodos de combate”, confere ao “direito de Genebra”, a característica de um “direito de proteção das vítimas”. Contudo, deve notar-se que “a quase totalidade das disposições das antigas Convenções da Haia, relativas a condução das hostilidades, se incorporaram ao Direito de Genebra, mediante adaptação e modernização, e se encontram agora incluídas no Protocolo I de 1977 (à Convenção de Genebra de 1949) relativo aos conflitos armados internacionais” 332 .
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O TRATAMENTO DOS CRIMES DE VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MULHERES NO ÂMBITO DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

O TRATAMENTO DOS CRIMES DE VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MULHERES NO ÂMBITO DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

A violência contra a mulher em conflitos armados é muito mais que uma manifestação da desigualdade de gênero entre homens e mulheres, é uma arma cujo objetivo é disseminar o ódio e o medo entre a população. É uma maneira de os grupos conflitantes estabelecerem relações de poder entre si e sobre a área afetada (FALCÃO, 2015, p.8). Com o passar do tempo, os crimes de natureza sexual contra mulheres foram sendo evidenciados em situações de conflitos domésticos e internacionais no século XX, em que a situação de vulnerabilidade da população é sentida de forma ainda mais contundente por mulheres que sofrem agressão sexual.
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Direitos humanos, meio ambiente e conflitos: enfrentando os crimes ambientais.

Direitos humanos, meio ambiente e conflitos: enfrentando os crimes ambientais.

Embora haja vários patamares jurídicos a serem atendidos para poder justificar uma condenação por Crimes de Guerra, esse crime parece, no entanto, constituir uma área potencialmente fértil para denunciar crimes ambientais, pelo menos no contexto de conflitos armados internacionais. Conforme ficou dito, porém, esse não é o único crime aplicável. Podem existir bons motivos jurídicos e outros para considerar a aplicação de dispositivos relativos a Crimes contra a Humanidade, e mesmo (ainda que menos provável), a genocídio. O importante é ressaltar que o potencial para denúncia não se limita ao único dispositivo do Estatuto de Roma que faz menção expressa ao meio ambiente.
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