Direito processual civil

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AS TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS VOLTADAS PARA O DIREITO PROCESSUAL CIVIL

AS TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS VOLTADAS PARA O DIREITO PROCESSUAL CIVIL

RESUMO: É possível verificar que cada país realiza o seu próprio sistema de normas dentro de sua jurisdição. Neste sentido, duas grandes escolas inspiraram os Estados soberanos nas construções de seus ordenamentos jurídicos, sendo eles o Civil Law e o Common Law, de origens romano-germânica e anglo-americana, respectivamente. Baseado nesses fatos, o Brasil, predominantemente voltado para a escola do Civil Law, priorizou desde os seus primórdios enquanto recente República, um modelo positivista consubstanciado em um processo legislativo. Com as crescentes crises e demandas do Poder Judiciário pátrio, novas formas de Resoluções Alternativas de Litígios (ADR) surgiram, tais como a mediação, conciliação, arbitragem e negociação, priorizando a autocomposição das partes. Concomitante a isso a tecnologia alcançou a Era Digital, a partir da Quarta Revolução Industrial, construindo também novas tendências para o Direito, como as plataformas on-line de resoluções de conflitos (ODR) e a inteligência artificial. Desta forma, este artigo é uma tentativa de delinear as principais características e fatores críticos dessas transformações sofridas pelo Direito através do uso das novas tecnologias, em especial no Direito Processual Civil.
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A causa de pedir no direito processual civil

A causa de pedir no direito processual civil

O direito processual civil romano, por sua vez, foi dividido, para fins de estudo, em três grandes períodos: o das legis actiones, o per formulas e o da extraordinária cognitio. O primeiro período, que se estendeu desde a fundação de Roma até fins da República, tinha como principal característica o acentuado formalismo jurídico. O segundo período teria sido introduzido pela lex Aebutia (149-126 a.C.) e oficializado pela lex Julia Privatorum (17 a.C.) e estendeu-se até a época do imperador Diocleciano (285-305 d. C) propiciando ao processo a adoção de regras procedimentais menos rígidas e mais adaptadas às necessidades de quem dele se socorresse. O terceiro período foi instituído com o advento do principado (27. a. C.) e vigeu até os últimos dias do império romano do Ocidente, sendo marcado pela centralização do procedimento diante de uma única autoridade estatal do início ao fim e pela oficialização da administração da justiça pelo Estado.
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UMA NOVA CATEGORIA PARA ESTUDO NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL E NO DIREITO PROCESSUAL COLETIVO  Cintia Garabini Lages, Cristiano de Oliveira

UMA NOVA CATEGORIA PARA ESTUDO NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL E NO DIREITO PROCESSUAL COLETIVO Cintia Garabini Lages, Cristiano de Oliveira

O presente artigo tem por objetivo discutir a natureza jurídica do juízo de admissibilidade recursal no Direito Processual Civil e no Direito Processual Coletivo à luz do paradigma do Estado Democrático de Direito e da Constituição Federal de 1988. O trabalho adota como marco teórico a teoria neoinstitucionalista do processo segundo a qual o processo deve ser concebido como instituição constitucionalizada caracterizada pelos princípios do contraditório, da ampla defesa e da isonomia. A metodologia adotada restringiu-se à pesquisa teórica, revisão da literatura, e estudo de casos. Concluiu-se que o juízo de admissibilidade, tanto no âmbito do Direito Processual Civil quanto no âmbito do Direito Processual Coletivo, apenas legitima-se se seu procedimento possibilita o exercício dos direitos processuais fundamentais das partes interessadas no provimento que o mesmo enseja.
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PRINCÍPIO DA COLABORAÇÃO: O NOVO DIREITO PROCESSUAL CIVIL À LUZ DO ESTADO DEMOCRÁTICO MESTRADO EM DIREITO PÚBLICO

PRINCÍPIO DA COLABORAÇÃO: O NOVO DIREITO PROCESSUAL CIVIL À LUZ DO ESTADO DEMOCRÁTICO MESTRADO EM DIREITO PÚBLICO

O Direito Processual Civil contemporâneo passa por uma fase de modificações, as quais se revelaram imprescindíveis diante da necessidade de constante adaptação das normas às transformações ocorridas na sociedade. A edição de um novo Código de Processo Civil, a entrar em vigor no mês de março do corrente ano, demonstra que a mera realização de mini reformas destinadas a ajustar a lei processual às necessidades sociais surgidas não mais se mostrava eficiente, fazendo-se necessária a introdução de um instrumento novo no ordenamento jurídico, o qual coadunasse com os valores emergidos destas transformações. A nova lei processual civil vem instituir, portanto, uma obra completa, elaborada sob uma ótica diversa da anterior. O fato é que a sociedade se modifica e, com ela, o modo de enxergar, refletir e avaliar as situações cotidianas. Os princípios e valores das pessoas se modificaram e, neste ínterim, surgiu a necessidade de construir uma nova lei processual civil, atrelada aos ditames constitucionais e pautada em novas diretrizes, não mais concebida como mero instrumento ou adjetivo da lei material. Dentre os princípios explicitados pelo novo Codex em sua parte introdutória, a maioria reproduzido da Constituição Federal, destaca-se o princípio da colaboração, pelo qual os sujeitos da relação processual devem cooperar para que seja atingido o fim colimado, com consequente entrega da prestação jurisdicional efetiva. Antes mesmo da entrada em vigor do novo Código de Processo Civil o princípio já provoca debates entre os processualistas, que divergem no que perquire à viabilidade de cooperação entre litigantes, tendo em vista o antagonismo de seus interesses. O presente trabalho pauta-se na demonstração de que o princípio da colaboração extrapola a mera relação entre as partes, versando sobre todos os sujeitos processuais, de modo que tanto o Estado-juiz como as partes devem concorrer para que a marcha processual tenha um desenvolvimento satisfatório, de modo a viabilizar uma efetiva entrega da prestação jurisdicional em cada caso concreto.
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APELAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

APELAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Admissibilidade no Sistema dos Recursos Civis, p. 75; José Frederico Marques, Manual de Direito Processual Civil, vol. III, p. 172; Laura Salvaneschi, L’interesse ad impugnare, p. 358-359; Leo Rosenberg, Tratado de derecho procesal civil, tomo II, p. 361; Nelson Nery Junior, “Extinção do processo sem julgamento do mérito – Legitimidade recursal do réu”, in RePro, n. 19, p. 173-178. 212 “Nos termos da melhor doutrina, ao réu assiste interesse em apelar da sentença que extingue o processo sem julgamento do mérito, objetivando obter com o processo a sentença de improcedência” (STJ-RT 717/252); “Civil e Processo Civil. Interesse recursal. Vencedor da demanda. Possibilidade. Seguro. Acidente no trabalho. Prescrição. Prazo. Enunciado n. 101, Súmula/STJ. Termo a quo. Ciência inequívoca. Perícia. Caso concreto. Microtraumas. Cobertura securitária. Orientação da Turma. Doutrina. Recurso da seguradora desacolhido e provido do autor. I - Em regra, apenas o vencido tem interesse em recorrer, sabido que o interesse recursal envolve o binômio necessidade-utilidade do provimento judicial. É possível admitir-se, no entanto, a interposição de recurso pela parte vencedora, a depender do resultado prático que seu provimento ensejar (...)” (STJ-4ª Turma, REsp 182.944-SP, rel. Min. Sálvio de Figueiredo, j. 23.05.2000, v.u., DJ 07.08.2000, p. 110).
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MESTRADO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL

MESTRADO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL

decisão por maioria de votos, têm os embargos infringentes, como os demais recursos, o efeito devolutivo, e, outrossim, em princípio, o efeito suspensivo. A devolução dá-se, por certo, nos limites da divergência, de sorte que, se esta for total, o órgão julgador do recurso terá plena cognição de toda a matéria decidida e impugnada; e se parcial, se restringirá a examinar aquela objeto do desacordo e subseqüente manifestação recursal. A suspensividade, a seu turno, diz, direta e exclusivamente, com o acórdão embargado, e apenas remotamente, quando tenha sido este proferido em grau de recurso, com sentença de primeira instância. Daí, porque, se a apelação tiver sido recebida somente no efeito devolutivo, pelo juiz singular (cf. arts. 520 e 1.184 do CPC), a interposição dos embargos infringentes não implicará a modificação da situação anterior, ainda que o acórdão tenha reformado a sentença” (TUCCI, Rogério Lauria, Curso de Direito Processual Civil, Saraiva, v. III, p. 276). No mesmo sentido, é o entendimento de Gisele Heloísa Cunha (CUNHA, Gisele Heloísa, Embargos infringentes, São Paulo, RT, 1993, p. 84).
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AS TUTELAS DE URGÊNCIA NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL BRASILEIRO

AS TUTELAS DE URGÊNCIA NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL BRASILEIRO

muito proveito podem ser consultadas as seguintes obras, apenas como exemplos, sem qualquer pretensão de exaurimento: CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria daConstituição. 6 a. ed. Lisboa: Almedina, 2002; ALEXY, Robert. Teoría de losderechosfundamentales. Ernesto Garzón Valdés (trad.). Madrid: Centro de Estúdios Políticos y Constitucionales, 2002, p. 81-172; Teoria dos direitos fundamentais. Virgílio Gomes da Silva (trad.). São Paulo: Malheiros Ed., 2008; BARROSO, Luis Roberto (org.). A nova interpretação constitucional. Rio de Janeiro: Renovar, 2003; BARCELLOS, Ana Paula de. A eficácia jurídica dos princípios constitucionais. Rio de Janeiro: Renovar,2002, p. 59-102. Apud, DIDIER, Fredie. Curso de Direito Processual Civil. Salvador/BA: Editora Juspodivm, vol. I, 16ª ed., 2014, p. 28/30.
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DIREITO PROCESSUAL CIVIL I - ALIMENTOS PROVISIONAIS

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I - ALIMENTOS PROVISIONAIS

Resposta: Não é possível Nelson propor a ação de reconvenção, pois essa medida judicial é incabível no âmbito da ação cautelar (arts. 796-889 do CPC). Segundo Theodoro Júnior, "Embora o Código, nos arts. 802 e 803, só fale em contestação, é claro que, no prazo de defesa, o réu poderá, também, oferecer exceções de incompetência, impedimento e suspeição, na forma disciplinada nos arts. 304 a 314 do CPC". [...] "Quanto à reconvenção, é remédio processual incabível nos limites do processo cautelar, eis que não se destinando à discussão sobre o mérito da controvérsia, não há direito de base oponível", isto, é, direito material que se possa pretender opor por via reconvencional ao autor da ação cautelar" (Humberto Theodoro Júnior. Curso de direito processual civil. 41 ed. Rio de Janeiro:Forense, 2007, p. 585). Vide arts. 315-318 do CPC.
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A distribuição dinâmica do ônus da prova no direito processual civil brasileiro

A distribuição dinâmica do ônus da prova no direito processual civil brasileiro

APELAÇÃO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. PLANOS ECONÔMICOS. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. INTERESSE PROCESSUAL. Forte no disposto no artigo 5º, XXXV, da CF/88, o princípio do acesso à justiça, consagrador do poder de deduzir pretensões em juízo, inadmite que se instale, em casos como o ora examinado, instância administrativa de curso forçado, com a exigência de que o cliente esgote as tentativas de obter, modo amigável, todos os extratos relativos ao contrato de depósito bancário em caderneta de poupança. Interesse processual configurado. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. À luz dos princípios da carga dinâmica da prova e da facilitação da defesa do direito do consumidor em juízo, transfere-se ao banco o dever de fornecer as informações que estão certamente ao seu alcance: os extratos bancários ou a precisa delimitação do período em que mantido o investimento. OBRIGAÇÃO DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. Existente ou não anterior pedido administrativo de exibição, deve a instituição financeira, por força de lei, apresentar os extratos de conta em juízo. A informação é direito básico do consumidor; abusiva, pois, qualquer prática que contrarie o pleno exercício desse direito. APELO PROVIDO. 30 (grifou-se)
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O PROCESSO MARÍTIMO À LUZ DO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

O PROCESSO MARÍTIMO À LUZ DO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Ainda que por intermédio de poucas palavras, julga-se conveniente delimitar e aclarar o objeto deste trabalho. Em época de intensa atividade legislativa, acirrou-se o debate acerca da natureza da decisão proferida pelo Tribunal Marítimo Brasileiro quando o art. 529, inciso X do NCPC (versão aprovada pela Câmara dos Deputados) atribuiu força de título executivo judicial ao acórdão marítimo. Neste trabalho, e nos limites de uma dissertação de mestrado, o propósito é estudar a possibilidade de exercício de atividade jurisdicional fora do âmbito exercido pelo Poder Judiciário – em uma espécie do que aqui se denominou “jurisdição compartilhada” – do enfoque da atividade judicante desempenhada pelo Tribunal Marítimo, na Lei n. 2.180/54 (Lei Orgânica do Tribunal Marítimo – LOTM). Fixada, em linhas essenciais, a delimitação do tema, convém enunciar resumidamente o programa de nossa investigação. De inicio, discorreu-se sobre o direito marítimo como ciência autônoma, com destaque para sua codificação, seu conceito, suas fontes e seus limites espaciais. Em seguida, abordaram-se os procedimentos marítimos especiais que constam expressamente nos CPC/39, CPC/73 e NCPC. Para uma análise do processo marítimo, pareceu-nos absolutamente necessário, ainda que de forma concisa, acompanhar a evolução do conceito de jurisdição, adentrando-se, enfim, na segunda parte do trabalho, no tocante à revisão judicial das decisões do Tribunal Marítimo – revolvendo a hipótese do exercício da atividade jurisdicional fora da estrutura judiciária.
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Limites da Arbitragem MESTRADO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Limites da Arbitragem MESTRADO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL

(...) o conceito de juiz natural não implica, necessariamente, com estabelecimento do Poder Judiciário como órgão único de jurisdição. O Poder Judiciário existe primordialmente para julgar, e sua atividade constitui a jurisdição ordinária. Todavia, essa atividade não lhe é exclusiva; o princípio do juiz natural está e deve estar presente sempre que há um julgamento de determinado caso por um órgão com poderes cuja investidura, que deve ser de acordo com o ordenamento constitucional, ocorreu previa e abstratamente, e de forma geral. Sendo assim, também se enquadram dentro do conceito de juiz natural os casos de julgamentos feitos perante os outros poderes (jurisdição especial ou extraordinária) como, por exemplo, o disposto no art. 52, I, da CF em que o presidente da República é processado pelo Senado Federal. É de se considerar ainda que o art. 5º, LIII, da CCF não faz distinção sobre qual tipo de processo é assegurado pelo princípio ora mencionado, além de não apresentar nenhuma ressalva no sentido de que o processo deve ser entendido somente como o procedimento que corre perante o Poder Judiciário. Ao estabelecer que ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente , a Constituição determina que o princípio do juiz natural seja aplicado tanto ao processo civil como ao processo penal, ou ainda em processo de natureza jurídico-política, e até mesmo nos procedimentos administrativos disciplinares.
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Direito processual civil intertemporal

Direito processual civil intertemporal

intertemporal dizem respeito a normas de qualquer natureza, quer sejam constitucionais, leis ordinárias, complementares, medidas provisórias e até atos regulamentares, desde que a solução do problema refira-se exclusivamente ao critério temporal. Caso a inaplicabilidade de uma determinada norma para reger uma relação jurídica se dê em função de fatores diversos (como, por exemplo, a existência de uma regra específica que impeça a aplicabilidade da norma geral para aquela situação) o problema deixa de ser afeto ao direito intertemporal.

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AS TUTELAS DE EFICÁCIA NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

AS TUTELAS DE EFICÁCIA NO DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Por outro lado, ao falar em efeitos da sentença, argumentei que a ex- pressão relacionar-se-ia com as conseqüências naturais ou provocadas a partir da edição daquele ato judicial, uma vez que, ao surgir uma sentença judicial, dele decorreriam vários efeitos, a saber, (I) o início do lapso temporal para a incidên- cia do fenômeno da coisa julgada, que ocorre na hipótese da não apresentação do recurso em tempo hábil; (II) o começo da contagem do prazo para a interposição de recurso voluntário, qual seja, a apelação; bem como (III) o da submissão do julgado a um reexame obrigatório, nas hipóteses previstas no art. 475 do Código de Processo Civil; (IV) o encerramento da atividade de julgamento do magistra- do de primeiro grau e, por fim, (V) o efeito da eficácia, que seria a concretização do comando contido no julgado.
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A INFLUÊNCIA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO NA EVOLUÇÃO DO SISTEMA PROCESSUAL CIVIL BRASILEIRO  Rafael íssimo Siquerolo, Luiz Fernando Bellinetti

A INFLUÊNCIA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO NA EVOLUÇÃO DO SISTEMA PROCESSUAL CIVIL BRASILEIRO Rafael íssimo Siquerolo, Luiz Fernando Bellinetti

Analisando-se as reformas processuais ocorridas nos últimos anos, e agora a sanção do novo Código Processo Civil, inúmeros são os exemplos que permitem chegar-se à conclusão de que a influência da sociedade de massa, e de suas relações consumeristas, já estão presentes na norma processual. Essa visão ganhou ainda mais força a partir da leitura estatística que o Conselho Nacional de Justiça vem realizado, nos últimos anos, acerca de inúmeros fatores relevantes à efetiva prestação jurisdicional. Para o presente estudo, foram considerados os dados das edições de 2013 e 2014, do Projeto Justiça em Números – do CNJ. Nos capítulos que seguiram até a conclusão, cuidou-se de analisar-se os retro mencionados exemplos dividindo-os em três planos: i) influências no Código de Defesa do Consumidor – com a inversão do ônus da prova e o microssitema do direito processual civil coletivo); ii) influências no Código de Processo Civil – trabalhando-se o indeferimento liminar da petição inicial (art. 285-A, CPC) e o julgamento por amostragem dos recursos extraordinários e especiais repetitivos (art. 543-B e 543-C, CPC); e, por fim iii) as influências presentes no Novo Código de Processo Civil, representadas, in casu , pelo Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas.
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Desconsideração judicial da personalidade jurídica pela óptica processual

Desconsideração judicial da personalidade jurídica pela óptica processual

Passar-se-á então ao estudo da desconsideração da personalidade jurídica pela óptica do direito processual civil, sobretudo a desconsideração para fins de responsabilidade (Haftungsdurchgriff), que é aquela que tem projeção cotidiana no processo civil. Serão vistas as técnicas processuais adequadas para a desconsideração, com análise sobre os diversos tipos de processos e procedimentos no rico sistema brasileiro. Logo mais será também analisada a desconsideração sob os diversos institutos processuais: a sua relação com as partes, a causa petendi, o petitum e seu cúmulo. Além do que, será enfrentado e superado o tema da desconsideração com a estabilização da demanda, ou seja, como se relaciona o ingresso do sócio quando a demanda já está subjetiva e objetivamente estabilizada. Depois se passará ao tema da necessidade ou não de demanda autônoma para que ocorra a desconsideração, se ela pode ocorrer ex officio e a obrigatoriedade do contraditório e pronunciamento judicial antes de qualquer constrição do patrimônio do sócio.
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓTICA DE SÃO PAULO PUC - SP

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓTICA DE SÃO PAULO PUC - SP

“Panorama atual das tutelas individual e coletiva”, obra coletiva em homenagem ao Professor Sérgio Shimura. São Paulo: Saraiva. 2011. pp.43-54; na mesma obra: REDONDO, Bruno Garcia. Ônus da Prova e Distribuição Dinâmica. pp.210-226; KNIJNIK, Danilo. As (perigosíssimas) doutrinas do “ônus dinâmico da prova” e da “situação de senso comum” como instrumentos para assegurar o acesso à justiça e superar a probatio diabolica, in ‘’Processo e Constituição’’, obra coletiva coordenada por Luiz Fux, Nelson Nery Jr. e Teresa Arruda Alvim Wambier. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006. pp.942- 951; DIDIER Jr, Fredie; OLIVEIRA, Rafael; BRAGA, Paula Sarno. Curso de Direito Processual Civil. 6ª ed. Salvador: Juspodivm, 2011, vol. II, p.95; DALL´AGNOL JUNIOR, Antonio Janyr. Distribuição dinâmica do ônus probatório. São Paulo: Revista dos Tribunais, RT n.788, 2001, pp.92 e ss.
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Os títulos que fizeram a minha cabeça

Os títulos que fizeram a minha cabeça

maior autor jurídico brasileiro. Tive de ler todos os volumes para atualizar e iz 4.604 notas de atualização sobre artigos que foram alterados ou inseridos nos códigos de processo civil depois de sua morte, em 1979. O autor tem trechos que considero sublimes e enigmáticos. Aqui em São Paulo também tem o Miguel Reale Júnior, autor de grande capacidade expositiva, que escreve não só de maneira adequada, mas com uma linguagem primorosa. Acredito que o Direito Civil brasileiro esteja muito impregnado pela obra de autores fran- ceses, como Henri, Léon e Jean Maze- aud. Tenho uma vastíssima biblioteca sobre Direito Processual Civil, por ser professor dessa cadeira. Em especial o uruguaio Eduardo Couture me impres- sionou por sua clareza de exposição em Introdução ao Processo Civil e também em Fundamentos do Direito Processual Civil, obra primorosa. Na literatura pro- cessual há um autor admirável, o ita- liano Piero Calamandrei, que escreveu Eles, os Juízes, Vistos por um Advogado. Todo advogado deveria ler.
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A LINGUAGEM, A CULTURA E O DIREITO: UMA REFLEXÃO SOBRE O CONCEITO DE PROCESSO JUSTO  Priscilla Correa Gonçalves de Rezende

A LINGUAGEM, A CULTURA E O DIREITO: UMA REFLEXÃO SOBRE O CONCEITO DE PROCESSO JUSTO Priscilla Correa Gonçalves de Rezende

Alfredo Buzaid, fortemente influenciado pelo racionalismo, e enxergando a relação jurídica processual como técnica, busca a maior pureza possível do processo ao elaborar o Código de Processo Civil de 1973, delineando “compartimentos” que separem as diversas fases de um mesmo processo. Para tanto, segrega o processo de conhecimento do processo de execução, por exemplo, ao endereçar cada um deles a um tipo de provimento, mediante procedimentos diferentes, criando a ilusão de uma plena autonomia metodológica e conceitual de cada um. 10 Essa separação consiste em uma evidência da finalidade do Estado Liberal então vigente: primeiro procede-se a cognição (declara o direito), para que, só depois da certeza do direito se possa tomar atos constritivos sobre o patrimônio do réu (satisfação do direito). Situação que, mesmo significando uma menor intervenção do Estado na esfera privada da parte, acaba sacrificando a satisfação (célere e efetiva) do direito material do autor. O grande problema do processualismo é que, na tentativa de estabelecer uma ciência autônoma, acabou-se por isolar demasiadamente o direito processual civil do direito material e, consequentemente, da realidade social. Tornou-se um sistema falho na missão de produzir
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NAS L IDES INDI VIDU AIS DE CONSUMO

NAS L IDES INDI VIDU AIS DE CONSUMO

“PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JUDICIAL. SÚMULA 267/STF. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. ATUAÇÃO COMO LONGA MANU DO ESTADO. INTERVENÇÃO COMO ASSISTENTE SIMPLES. ART. 52, CPC. 1. O mandado de segurança não é sucedâneo de recurso, sendo imprópria a sua impetração contra decisão judicial passível de impugnação prevista em lei, consoante o disposto na Súmula nº 267 do STF. 2. A decisão liminar de órgão fracionário dos tribunais enseja agravo, impassível de ser substituído pelo mandado de segurança. Admitido o writ e denegado, é lícito ao Tribunal Superior, em recurso ordinário, com ampla devolutividade, aferir a carência de ação pela impropriedade da via eleita ab origine. 3. Nos regimes de concessão de serviços públicos as entidades concessionárias representam uma longa manu do Estado, certo que as decisões proferidas contra este vale para aquelas. A concessão, como evidente, não pode ser efetivada com sacrifício dos comandos constitucionais que regulam o agir do poder concedente. Destarte, na concessão, a transferência dos serviços, opera-se com as limitações que atingem o poder concedente, pelo princípio de que memo plus iuris transfere ad alium potest quam ipse habet (ninguém pode transferir mais direitos do que tem). Impondo a Constituição Estadual, por reprodução da Carta Federal (art. 230, CF), limites à concessão, estes devem ser respeitados, sem admissão de oposição pela concessionária em razão do próprio regime de submissão que se lhe impõe. 4. O concessionário age vinculadamente ao poder concedente, subsumindo-se às determinações emanadas deste poder, em sentido amplo, donde as decisões proferidas em face do concedente obrigam também o concessionário. 5. Em conseqüência, tratando-se de concessão de serviço público -transporte de passageiros- não há litisconsórcio necessário entre a entidade e o Estado, senão a possibilidade de intervenção do concessionário no feito como assistente simples, sujeitando-se aos limites legais estabelecidos para essa modalidade de intervenção de terceiro. 6. O assistente assume o processo no estado em que se encontra, sujeitando-se às preclusões operadas em face do assistido no juízo e foro preventos na forma do art. 109, do CPC. 7. Deveras, o impedimento à quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato é dever do Poder concedente, cuja responsabilidade não pode ser persequível nem em mandado de segurança autônomo substitutivo de ação de cobrança, via interditada pela Súmula 269 do STF, nem pelo viés da intervenção litisconsorcial. 8. Recurso improvido”. 419
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A Administração pública no processo do trabalho: a questão da responsabilidade pelos créditos inadimplidos pelo empreiteiro contratado

A Administração pública no processo do trabalho: a questão da responsabilidade pelos créditos inadimplidos pelo empreiteiro contratado

Por fim, quanto à idéia de que a inadimplência do empreiteiro teria decorrido de uma má fiscalização da Administração Pública, a qual fundamentaria a sua responsabilização com base no art. 186 do Código Civil, é ela absolutamente improcedente, por uma simples razão: não há mecanismos ou procedimentos adequados e suficientes para serem adotados pela Administração Pública para afastar totalmente a hipótese de inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do empreiteiro – ou pelo menos não os há a preços razoáveis, não proibitivos. Figure-se, por exemplo, uma obra em que estejam empregados centenas ou milhares de operários. Como poderá a Administração fiscalizar o efetivo pagamento de todas as horas extraordinárias efetivamente trabalhadas, por exemplo? Logo se vê descabida a idéia de que o descumprimento das obrigações trabalhistas do empreiteiro decorreria de uma suposta má-fiscalização por parte do tomador do serviço.
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